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Publicado em 06/09/2017

UNA-SUS atinge marco de 1 milhão de matrículas

No mês de agosto, o Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) alcançou a marca de 1 milhão de matrículas, em sete anos de história. Hoje, as ofertas educacionais da UNA-SUS cobrem cerca de 98% dos municípios brasileiros, sendo que aproximadamente 50% dos profissionais capacitados são oriundos da atenção básica.

Coordenado pelo Ministério da Saúde, por meio da atuação conjunta da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Sistema UNA-SUS é composto por uma rede colaborativa de instituições de ensino que conta com 35 instituições de ensino superior que oferecem oportunidades de qualificação e educação permanente dos profissionais de saúde em todo o Brasil, por meio de cursos a distância.

Até o momento, já foram ofertados 188 cursos diferentes, totalizando 506 ofertas educacionais, que variam de cursos rápidos e autoinstrucionais a especializações. Essas qualificações fizeram o Sistema UNA-SUS crescer exponencialmente. Foram 50 cursos de especialização ofertados, em 290 turmas diferentes. Destas, 210 tiveram como enfoque a Estratégia Saúde da Família e 187 estavam vinculadas a programas de provimento como o Mais Médicos e o Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab). Até o momento, são 49.605 matrículas nestas especializações que resultaram em 26.561 profissionais com título de especialista em saúde da família.

O Vice-Presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Manoel Barral-Netto, diz que este marco demonstra o importante papel importante da Fiocruz na formação dos profissionais de saúde em todo Brasil. "A UNA-SUS, como sistema de formação em grande escala no campo da saúde, através das universidades e unidades da Fiocruz, principalmente Mato Grosso do Sul, foi fundamental para programas prioritários como o Provab e o Mais Médicos", destaca.

A serviço da sociedade

Os cursos ofertados pela UNA-SUS acompanham as necessidades da população, respeitando as especificidades de cada público e têm foco na busca de soluções para os problemas de saúde pública. Ocurso de maior adesão, ao longo destes sete anos, foi Zika: abordagem clínica na Atenção Básica, com 53.900 matrículas, seguido do curso Hanseníase na Atenção Básica, com 50.353 e Manejo Clínico de Chikungunya, com 43.649 matriculados.

Tanto o vírus da Zika como da Chikungunya eram pouco conhecidos e desembarcaram no país por meio de um vetor já existente aqui, também responsável pela disseminação da dengue: o aedes aegypti. À época, enquanto as respostas científicas para o tratamento e a concepção de vacinas não chegavam, era preciso pensar em ações de impacto imediato. Em poucos meses, o lançamento desses cursos online propiciou a qualificação dos profissionais para o melhor atendimento à população. Segundo a diretora de Vigilância em Saúde de Aracaju, Taise Ferreira Cavalcante, os cursos da UNA-SUS são ótimos para manter a equipe sempre atualizada com relação aos protocolos do Ministério da Saúde.  “Como agregam muitos conhecimentos à rotina de trabalho, incentivo todos da minha equipe a fazerem os cursos. São curtos, objetivos – com carga horária de 30h, 45h, 60h – e ofertados a distância, o que dá a oportunidade de gerenciar o horário para estudo conforme o tempo que temos disponível”, diz. 

O mesmo aconteceu com o curso Hanseníase na Atenção Básica, que por abordar uma doença antiga e socialmente negligenciada, foi motivo de procura por parte de estudantes e profissionais de saúde que desejavam conhecer mais sobre a enfermidade. Segundo a graduanda de enfermagem, Hionara Vasconcelos, de Sobral (CE), o curso sobre hanseníase proporcionou uma ampla visão da doença. “O curso nos oferece várias estratégias para colocar em prática um atendimento holístico e humanizado, que respeita as especificidades de cada paciente. São abordadas as formas de tratamento e a promoção do autocuidado, com destaque à escuta ativa e qualificada, que é de suma importância para o diagnóstico correto”, relata a estudante.

Além disso, as ofertas da UNA-SUS também acompanham as políticas públicas que estão sendo implementadas no país, buscando disseminar o conhecimento sobre temáticas mais sensíveis para promover a atenção integral ao usuário do SUS. É o caso dos cursos sobre a Política de Saúde para a População Negra, LGBT e das Populações do Campo, da Floresta e das Águas, que além de discutirem as políticas sobre os temas, trabalham questões relativas ao preconceito e às especificidades de cada população. Ambas as ofertas estão entre as 15 capacitações mais procuradas pelos usuários da UNA-SUS.

Para a enfermeira da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Sheila Freire, a UNA-SUS possibilita a educação permanente dos profissionais de saúde.  “Quem trabalha com saúde sabe que muitas coisas caem em desuso. Os protocolos estão sempre sendo renovados e atualizados conforme se avança na descoberta de novas vacinas, medicamentos e exames. E com a UNA-SUS, posso estar sempre me capacitando, me mantendo atualizada”, afirma.

Conteúdo disponível para pesquisas

Todo o conteúdo produzido para os cursos da rede UNA-SUS - como e-books, áudios, vídeos, jogos e aplicativos - está disponível no Acervo de Recursos Educacionais em Saúde (Ares). O Ares é considerado hoje o maior acervo digital em saúde da América Latina, reunindo mais de 8.793 recursos educacionais de livre acesso e reutilização. Os conteúdos produzidos pelas instituições de ensino que compõem a Rede UNA-SUS versam sobre temáticas diferenciadas. O assunto com maior número de recursos publicado foi atenção primária/saúde da família, com 5.113 recursos; seguido de educação em saúde, com 1.360 e promoção em saúde, com 1.136.

Entre os recursos disponibilizados no acervo estão os projetos de intervenção frutos dos trabalhos de conclusão de curso dos alunos das especializações da Rede UNA-SUS, principalmente os resultantes do Projeto Mais Médicos para o Brasil, que possuem, atualmente, uma coleção específica para seu armazenamento.  Ao total, já são mais de 5.017 TCCs catalogados. Além da característica de ser multimídia, o acervo também possibilita o acesso a conteúdo de alguns cursos por completo, sem necessidade de matrícula.

Acompanhar para aprimorar

Para acompanhar a experiência de aprendizagem dos alunos e entender o impacto dos cursos na rotina de trabalho daqueles que estão nos serviços de saúde, a Secretaria Executiva da UNA-SUS, órgão da Fiocruz responsável pelo monitoramento e avaliação das ações do Sistema, tem realizado algumas enquetes com o público que interagiu com os seus cursos. Cerca de 15 mil alunos já participaram das enquetes pós-curso e a opinião geral deles revela excelentes resultados.

No índice geral, o percentual de alunos que afirmam estarem satisfeitos com o que aprenderam é de 87%. Perguntados sobre a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos durante o curso, 85% concorda ou concorda fortemente que teve a oportunidade de utilizar em seu trabalho o que aprendeu no curso e 86% concorda ou concorda fortemente que se sente mais preparado no trabalho para lidar com as atividades relacionadas ao conteúdo do curso.

O enfermeiro Reginaldo Silva, que mora em Brasília, já fez quatro capacitações da UNA-SUS. “Fiz o curso de manejo clínico da dengue, de diabetes, o de atenção domiciliar para adultos e o de cuidados em renais crônicos. Tanto o material teórico como os testes são muito bem elaborados. Os conhecimentos compartilhados agregaram muito a minha rotina do trabalho. Os casos clínicos apresentados, por exemplo, refletem a realidade, o que nos incentiva a buscar capacitação constantemente”, compartilha Silva.

Vinícius de Araújo Oliveira é o coordenador de Gestão do Conhecimento da Secretaria Executiva da UNA-SUS/Fiocruz. Segundo ele, os dados reforçam a tese de que os cursos online da UNA-SUS têm impacto direto na melhoria dos serviços de saúde. “Antigamente se acreditava que a educação a distância, principalmente baseada em cursos de curta duração, não mudava as práticas dos profissionais de saúde. Os cursos da UNA-SUS mostram uma realidade diferente, e acredito que isso esteja relacionado ao uso de metodologias interativas, à sua capilaridade nacional e ao fato de serem cursos oficiais do Ministério da Saúde”.

De acordo com a diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES/SGTES/MS), Claudia Brandão, a UNA-SUS é para o Ministério da Saúde uma das maiores conquistas para a condução de iniciativas na área da educação na saúde, pois “possibilita promover a capilaridade de ações educacionais com ênfase na educação permanente em saúde, de modo a alcançar da forma mais rápida e efetiva todos os profissionais e trabalhadores de saúde que atuam no SUS”, diz.

Certificação e base de dados

O aluno que participa dos cursos do UNA-SUS recebe certificado de acordo com o perfil de público de cada capacitação. Para os alunos de especialização, são expedidos certificados por algumas das melhores universidades brasileiras e reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). Os títulos de mestrado profissional são reconhecidos pelo MEC como título de pós-graduação Stricto sensu.

Também existem cursos de aperfeiçoamento e os cursos de curta duração, que podem ser considerados como cursos de extensão ou cursos livres de qualificação profissional e reconhecidos por muitos empregadores como atividade de educação permanente e mesmo para fins de concursos e progressão laboral.

Todos os dados dos cursos e suas ofertas estão registrados na Plataforma Arouca, um banco de dados nacional do SUS, sob responsabilidade da Secretaria Executiva da UNA-SUS/Fiocruz, que contém ainda o registro histórico dos profissionais de saúde do SUS, seus certificados educacionais. Por meio dessa ferramenta o usuário poderá visualizar os cursos ofertados, filtrados conforme a profissão, o interesse e a região.

Os cursos em oferta também podem ser acessados pelo link.

 

Publicado em 23/08/2017

EAD Fiocruz: grupo de trabalho propõe diretrizes e atua de forma integrada para superar desafios

No dia 13 de setembro, o Grupo de Trabalho em Educação à Distância na Fiocruz (GT EAD) volta a se reunir. Será o terceiro encontro do grupo, criado em maio deste ano pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), a partrir da recomendação da Câmara Técnica de Educação (CTE). O objetivo é fomentar discussões sobre o campo da educação mediada por tecnologias da informação, promovendo maior articulação entre os profissionais e ações das diversas unidades. Além das iniciativas que envolvem o Campus Virtual Fiocruz, rede de conhecimento e aprendizagem voltada à educação em saúde, o GT debate e define as diretrizes em EAD na instituição.

O Campus Virtual Fiocruz agrega os ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) e comunidades, cursos, videoaulas e recursos educacionais abertos, entre outros serviços e funcionalidades. Atualmente, essa plataforma conta com cerca de 20 AVAs, 12 comunidades e 10 cursos. Integrando os diferentes ambientes das unidades e do Campus, há cerca de 1.200 inscritos entre cursos e comunidades.

Esses dados expressam o crescimento das iniciativas institucionais em EAD, o que também implica maior articulação entre os diversos atores envolvidos. Nos primeiros encontros, foi feito um levantamento, considerando as expectativas e as demandas da área com as unidades que participam do GT* para superar desafios como: a ausência de uma política institucional para EAD; a dispersão de recursos e profissionais; o excesso de iniciativas e a pouca troca de experiências, a indefinição de papéis, a redução do financiamento e questões relacionadas à infraestrutura tecnológica, como conexão com a internet.

Na próxima Oficina, o grupo de trabalho vai consolidar os resultados do levantamento e discutir uma proposta de diretrizes, fluxos e integração das ações em EAD na Fiocruz.

* Unidades que participam do GT EAD Fiocruz

  • Canal Saúde
  • Escola Corporativa Fiocruz
  • Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz)
  • Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)
  • Fiocruz Brasília
  • Fiocruz Pernambuco
  • Fiocruz Mato Grosso do Sul
  • Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
  • Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz)
  • Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz)
  • Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), que é coordenada pela VPEIC
Publicado em 31/03/2017

Fiocruz promove 2ª Oficina do PROFSAÚDE e reúne cerca de 150 profissionais de todo o Brasil

Nos dias 27/3 e 28/3, autores e professores do Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE) participaram de uma Oficina, organizada pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O encontro foi realizado na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), no Rio de Janeiro, e reuniu cerca de 150 pessoas: responsáveis nacionais, autores dos cursos, professores das 18 instituições associadas ao PROFSAÚDE, incluindo o corpo docente da Fiocruz em todo o país, e coordenadores locais da iniciativa.

À frente da Coordenação Acadêmica Nacional, Maria Cristina Guilam comenta o objetivo da Oficina. “O PROFSAÚDE será todo à distância. Então, buscamos ter este momento de integração entre os colaboradores para que eles possam perceber que fazem parte de um corpo único”.

Na primeira parte do encontro, autores e professores das disciplinas tiveram a oportunidade de conhecer a concepção pedagógica, a estrutura do curso e o papel do regente. Num segundo momento, foram formados grupos de trabalho que discutiram a integração e a organização de disciplinas. A professora Vera Lucia Kodjaoglanian, da Fiocruz Mato Grosso do Sul, mostrou-se satisfeita com a troca de experiências, que considera fundamental diante de um grande projeto como o PROFSAÚDE. "Graças ao envolvimento de todos os atores que trabalharam para elaborar a disciplina, desenvolvemos o sentido de pertencimento ao grupo. Também foi uma oportunidade para ampliar nossa visão do conteúdo interno a ser trabalhado e tirar dúvidas. Como havia regentes das mais diversas regiões do Brasil, pudemos conhecer outras estratégias, considerando os diferentes contextos apresentados. Compartilhamos saberes e fazeres, e ajustamos, coletivamente, o plano de ensino", afirmou.

O encontro foi encerrado com uma mesa para alinhamento dos encontros presenciais.

As aulas do PROFSAÚDE estão previstas para começar no dia 5/5.

Sobre o Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE)

Com a chancela da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fiocruz, trata-se de uma proposta de curso em rede nacional, que reúne 18 instituições de ensino e pesquisa que atuam no Brasil.

O objetivo do mestrado é formar profissionais de saúde que atuam na Saúde da Família/Atenção Básica nos diversos municípios brasileiros. O PROFSAÚDE também tem o papel de estimular a produção de novos conhecimentos e inovações na atenção básica no país, considerando as diversidades regionais e locais, ao integrar instituições acadêmicas e gestores da saúde pública. Com isso, espera-se contribuir para iniciativas defensoras do Sistema Único de Saúde (SUS), afirmando os valores constitucionais de universalidade, integralidade, equidade, descentralização e participação social.

À frente da Coordenação Acadêmica Nacional estão Luiz Augusto Facchini (Abrasco), Maria Cristina Rodrigues Guilam e Carla Pacheco Teixeira (ambas da Fiocruz). O programa visa favorecer a superação de obstáculos estruturais, para consolidar a Estratégia de Saúde da Família como política pública efetiva e que também está alinhado aos objetivos do Programa Mais Médicos.

O Mestrado Profissional em Saúde da Família tem duração mínima de 18 meses e máxima de 24 meses, com carga horária total de 960 horas. São 42 créditos distribuídos entre 32 créditos para as disciplinas obrigatórias (480 horas) e 10 créditos para disciplinas eletivas (150 horas) e 22 créditos para dissertação (330 horas).

O curso é semipresencial: do total de 960 horas, 832 horas são desenvolvidas em trabalho online e 128 horas para desenvolver trabalhos em encontro físico-presencial com os participantes de cada uma das universidades.

As atividades EAD serão desenvolvidas no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) Open Source Moodle (Modular Object Oriented Distance Learning – Objeto Modular Orientado ao Ensino a Distância), por ser um software livre de ambiente colaborativo de aprendizagem, que possibilita ações educativas compartilhadas através da utilização de tecnologia, onde todos sujeitos envolvidos podem atuar simultaneamente. Este software pode ser utilizado em qualquer sistema operacional, além de ter as características da adaptabilidade e usabilidade.

 

Publicado em 26/01/2017

Até 31/1: Universidade de Harvard e Fiocruz oferecem o curso internacional Princípios e prática em pesquisa clínica

A Universidade de Harvard e a Vice-Presidência de Pesquisa e Laboratórios de Referência (VPPLR/Fiocruz) oferecem o curso Principles and practice of clinical research, voltado a profissionais e pesquisadores da área da saúde que procuram por treinamento básico e avançado em pesquisa clínica. As inscrições ficam abertas até o dia 31/1.

O curso será oferecido no Rio de Janeiro e contempla módulos em pesquisa clínica básica, estatística, aspectos práticos da pesquisa clínica e desenhos de estudo. As aulas aulas estão previstas para começar em fevereiro de 2017, terão nove meses de duração e transmissões semanais, diretamente de Boston, por videoconferência ao vivo, às quintas-feiras. A presença é obrigatória, no Instituto Nacional Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), das 17h às 20h (horário de Brasília, com alteração durante o horário de verão brasileiro).

Os certificados de conclusão do curso serão emitidos pela Harvard T.H. Chan School of Public Health.

As inscrições podem ser realizadas com Karla Tauil, coordenadora do curso na VPPLR/Fiocruz, através do e-mail pesquisaclinica@fiocruz.br ou pelo telefone (21) 3882-9239.

 

Publicado em 13/10/2016

Saiu a lista de candidatos à seleção para o curso Trabalho legal: confira!

Foi publicada a lista de candidatos à seleção do curso Trabalho Legal: procedimentos e regulamentos para o uso de animais em ensino ou pesquisa. Os contemplados (e aqueles que estão na reserva) devem enviar a documentação até sexta-feira (14/10/2016).

O curso – resultado de uma cooperação técnica entre o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De caráter introdutório, o curso tem 50 horas de duração e aborda conceitos relacionados aos aspectos legais do trabalho de pesquisa ou de ensino com animais vertebrados não humanos e para as atividades das Comissões de Ética no Uso de Animais (CEUAs).

Com esta capacitação à distância, profissionais que atuam em biotérios ou nas comissões poderão ampliar seus conhecimentos nos seguintes temas: legislação e órgãos reguladores; as CEUAS e o controle local, animais protegidos pela lei e práticas cotidianas das CEUAs em instituições de pesquisa ou de ensino.

Segundo uma das autoras do curso, a doutora em biologia parasitária Norma Labarthe, o objetivo é dar início a um programa de ensino de boas práticas de trabalho. “Esperamos contribuir para o desenvolvimento de profissionais éticos que trabalhem com animais em ensino ou em pesquisa científica”, afirma ela, que por quatro anos atuou no Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea). A autoria do curso é compartilhada com Ana Filipecki, doutora em meio ambiente, e com Marianna Cavalheiro, doutoranda em biotecnologia.

Acesse a lista em: https://goo.gl/WHBPMH

Publicado em 15/04/2020

Fiocruz lança seu primeiro curso sobre Covid-19, online e gratuito, para profissionais de saúde*

Autor(a): 
Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)

Conhecimento: esta é a principal solução que os profissionais de saúde têm para enfrentar a pandemia de coronavírus. Liderando diversas ações no campo da ciência, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lança o curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus. A iniciativa é do Campus Virtual Fiocruz, que abre inscrições, online, nesta quarta-feira, dia 15 de abril (saiba como se inscrever aqui).

O curso é aberto, gratuito, autoinstrucional e oferecido à distância (EAD). Esse modelo considera uma ampla rede de trabalhadores que estão na linha de frente do combate à Covid-19: atualmente, o Brasil tem cerca de 3 milhões de profissionais de saúde. A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, explica que a formação em escala é uma estratégia fundamental para responder à crise. “O novo curso é uma das muitas contribuições da Fiocruz/Ministério da Saúde para responder a essa emergência sanitária. Atuamos sempre com o compromisso de salvar vidas e fortalecer o Sistema Único de Saúde em sua capacidade de enfrentar esse e outros desafios relacionados à saúde da população brasileira”, afirma.

Fiocruz desenvolve curso próprio junto a seus especialistas

A coordenadora geral do curso e do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, diz que qualquer pessoa interessada em aprender mais sobre coronavírus pode se inscrever. Mas ressalta que a qualificação foi concebida, especialmente, para trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios. “Com isso, esperamos potencializar e multiplicar o conhecimento por todo o país”.

Quanto ao conteúdo, Ana comenta que o principal desafio é capacitar os trabalhadores na sua prática nos serviços de saúde, em um contexto de mudanças frequentes no conhecimento sobre Covid-19. Para apresentar as melhores estratégias para conter e enfrentar a doença, vários especialistas da Fiocruz foram mobilizados. “Esse é um diferencial importante do nosso curso: ser elaborado junto a pesquisadores e gestores diretamente envolvidos nas ações de vigilância e assistência, e que estão considerando o atual cenário. Eles contribuíram com textos, videoaulas, e com a revisão técnica de todo o material”, destaca.

O curso tem a coordenação acadêmica de Marília Santini, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), e de André Reynaldo Santos Perissé, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). Marília destaca que, para conter a curva epidêmica, é fundamental qualificar quem vai enfrentar este período conturbado. “Na pandemia, os casos aumentam rapidamente, causando uma pressão maior sobre os profissionais dos serviços de saúde, assim como sua exposição a riscos. Por isso, o curso informa os participantes sobre medidas e usos de equipamento de proteção individual e coletiva, manejo clínico do paciente grave com base em outras doenças respiratórias agudas, e notificação de casos”, diz.

Saiba mais: novo curso é aberto, online, gratuito e dinâmico

Com uma linguagem simples, visual atraente e navegação dinâmica, o curso reúne textos curtos, videoaulas com especialistas, recursos abertos (como infográficos e minitestes) e uma série de fontes confiáveis e atualizadas, que são muito úteis para pesquisar e compreender melhor o tema. Há também uma seção de perguntas frequentes categorizada por interesse dos diferentes públicos, além de atividades e exercícios rápidos.

A qualificação está dividida em três módulos independentes, permitindo que cada aluno escolha em que ordem deseja fazer o curso. No fim de cada módulo, os conhecimentos são avaliados. Quem obtiver nota maior ou igual a 70, recebe um micro certificado com a carga horária correspondente. O aluno que acessar todos os módulos e concluir todas as avaliações com sucesso receberá um certificado com o total de carga horária do curso (30h).

A partir do dia 14 de abril, serão lançados os dois primeiros módulos:  Introdução e Manejo clínico nas UBS. Já o terceiro módulo é mais complexo e difícil, pois aborda o manejo de pacientes graves na rede de atenção especializada e rede hospitalar, explica a coordenadora Ana Furniel. “O conteúdo do módulo 3 tratará de questões que ainda estão sendo debatidas pela comunidade científica, como suporte e terapia farmacológica, uso de medicações experimentais. São questões mais complicados e, por isso, demandam mais tempo para serem elaboradas no formato de um curso”.

Mas ela conta que a espera dos interessados no último módulo será breve. “A equipe está trabalhando de forma bastante dedicada e a previsão é de que o terceiro módulo seja liberado já nos próximos 15 dias”, antecipa. Conheça os conteúdos de cada módulo:

Módulo 1 - Introdução: Conceitos e informações básicas (5 horas/aula)

  • Aula 1 - Novo coronavírus: conceitos básicos
  • Aula 2 - Transmissão, sintomas e prevenção
  • Aula 3 - O que fazer se estiver doente

>> Inscrições abertas aqui!

Módulo 2 - Manejo clínico: Atenção Básica (10 horas/aula)

  • Aula 1 - Organizando sua UBS para a pandemia
  • Aula 2 - Manejo clínico na APS
  • Aula 3 - Como conduzir isolamento domiciliar
  • Aula 4 - Protegendo os profissionais de saúde

>> Inscrições abertas aqui!

Módulo 3 - Manejo clínico da Covid-19 na atenção hospitalar (15 horas/aula) | Em breve

  • Aula 1 - Detecção precoce e classificação da severidade dos pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG)
  • Aula 2 - Manejo clínico inicial dos pacientes com síndrome respiratória aguda grave
  • Aula 3 - Investigação de imagem, laboratorial e diagnóstico diferencial da Covid-19
  • Aula 4 - Suporte farmacológico a pacientes com Covid-19
  • Aula 5 - Suporte respiratório a pacientes com Covid-19
  • Aula 6 - Manejo clínico da gestante no contexto da Covid-19
  • Aula 7 - Procedimentos de proteção e controle de infecção em ambiente hospitalar

O curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus é uma realização do Campus Virtual Fiocruz, vinculado à Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz.  A iniciativa conta com o apoio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), da Fiocruz Brasília, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), do Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis), da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Publicado em 23/03/2020

EAD em saúde: acesse os cursos oferecidos pelo Campus Virtual Fiocruz

Autor(a): 
Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz)

Buscando cursos à distância na área de saúde? Então, acesse já o Campus Virtual Fiocruz. A plataforma da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) oferece mais de 90 cursos online, gratuitos e em acesso aberto. Estão disponíveis cursos em EAD que vão dos livres a pós-graduação, passando pelos técnicos, de aperfeiçoamento, qualificação, entre outros.

O conteúdo é elaborado por unidades, parceiros e pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, abrangendo diferentes áreas do conhecimento e temas: educação em saúde aliada à tecnologia para alcançar os mais diversos públicos! Conheça os cursos com inscrições abertas:

Formação modular em Febre Amarela

Formação modular em Ciência Aberta

Outros cursos

Além dessas ofertas, através do Campus Virtual Fiocruz é possível ter acesso à Plataforma de MOOC, que reúne conteúdos de cursos que estão fora de oferta no momento:

Acesse já e bons estudos!

Publicado em 18/03/2020

Aula magna da Fiocruz Brasília aborda o novo coronavírus

Autor(a): 
Nayane Taniguchi (Fiocruz Brasília)

Claudio Maierovitch, médico sanitarista, coordenador e pesquisador do Núcleo de Epidemiologia e Vigilância em Saúde (Nevs) da Fiocruz Brasília; Eduardo Hage, médico epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Brasília; José Agenor Álvares, ex-ministro da Saúde e assessor da Fiocruz Brasília: esses são alguns dos convidados do Conexão Fiocruz Brasília, nova atividade da instituição e que marcará a aula magna da Escola de Governo Fiocruz (Brasília).

Tendo em vista as recomendações de isolamento físico e o cancelamento de atividades que agrupem muitas pessoas, a aula magna da escola será feita de maneira virtual, às 10h desta quinta-feira (19/3), e transmitida em tempo real pelo canal no YouTube da Fiocruz Brasília. Em formato interativo, a atividade destacará diferentes aspectos acerca da emergência em saúde a partir do novo coronavírus (Sars CoV-2), como as certezas e incertezas sobre a doença (Covid-19) e da pandemia mundial, da importância do Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento da doença e a atuação da Fundação Oswaldo Cruz em diferentes frentes.

Fabiana Damásio, diretora da Fiocruz Brasília, e Luciana Sepúlveda, diretora-executiva da Escola de Governo Fiocruz (Brasília), também integrarão o evento. O formato permitirá não só que diferentes públicos assistam à aula magna, mas que também participem do debate, com o envio de perguntas nos canais oficiais da Fiocruz Brasília nas mídias sociais: FacebookYoutube e, a partir desta quinta-feira, também no Instagram, que será lançado oficialmente durante a aula magna. Desta forma, a Fiocruz Brasília amplia o contato com a população e os canais de divulgação de informações e notícias sobre a instituição.

Pela primeira vez, a aula magna não terá a presença física dos estudantes, professores e interessados no tema, respeitando as orientações do Ministério da Saúde e o Plano de Contingência da Fiocruz, mas será transmitida em tempo real, estimulando a participação nas diferentes redes. A realização das atividades reforça ainda as alternativas para a manutenção das atividades da Escola de Governo Fiocruz (Brasília), ressaltando o cuidado com a comunidade discente, mas adaptadas para contribuir para a contenção da doença no Distrito Federal.

Para saber mais sobre a pandemia do novo coronavírus, acesse o Plano de Contingência da Fiocruz e outras informações disponíveis no Portal Fiocruz.

Publicação : 22/07/2019

Diretrizes EAD

Diretrizes para educação a distância na Fiocruz.

Arquivo Principal
Publicado em 07/02/2018

Saúde Indígena é tema de curso da UNA-SUS

A Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) está com matrículas abertas para a nova oferta do curso online “O fazer da saúde indígena”, produzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), integrante da Rede UNA-SUS. Profissionais de saúde e demais interessados do tema podem se inscrever até 15 de dezembro de 2018, pelo site da instituição. O início é imediato e a carga horária é de 60 horas. Como em todas as capacitações da UNA-SUS, o curso é inteiramente gratuito.

A qualificação propõe uma reflexão sobre o impacto dos modos de vida dos povos indígenas na saúde dessa população. “O principal objetivo é ampliar o conhecimento dos profissionais sobre a saúde indígena, uma área ainda pouco explorada nos cursos de saúde”, afirma a coordenadora do curso, Lavinia Oliveira.

Os conteúdos foram baseados na Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, publicada em 2002. A diretriz contém recomendações sobre a formação de profissionais atuantes no subsistema de saúde indígena (SASISUS), constituído em 1999.

O curso foi elaborado por professores e técnicos do Projeto Xingu da Unifesp com grande experiência prática, de modo a aproximar e dialogar com a realidade vivenciada pelos participantes. De acordo com Lavinia, a capacitação pretende possibilitar a compreensão das relações entre o contexto histórico, político e social e as bases legais que devem orientar a prática e o atendimento à saúde indígena. “O curso ajuda a situar o profissional de saúde nesses contextos e traz componentes práticos da realidade que devem colaborar para qualificar e oferecer elementos para um pensamento mais abrangente e crítico da saúde indígena”, explica.

De acordo com dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a população indígena brasileira é de 818 mil, sendo 758 mil indígenas distribuídos em 5.366 aldeias e 305 povos diferentes, que falam 274 línguas distintas. A enfermeira conteudista do curso, Fernanda Martinez, destaca que cada uma das etnias ou povos indígenas no Brasil tem peculiaridades psicossociais que devem ser do conhecimento dos profissionais envolvidos na atenção à saúde. “A necessidade de formação dos profissionais para atuar na Atenção à Saúde Indígena vai além do conhecimento biomédico, exigindo dos profissionais capacidade clínica, competências políticas, antropológicas, epidemiológicas e de educação e promoção da saúde para qualificação do trabalho em contextos interculturais” afirma.

O conteúdo foi estruturado de forma dinâmica, com diversos recursos educacionais, como vídeos, entrevistas e leituras complementares aos conteúdos principais. Há também um caso complexo proposto em um Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) fictício, bastante semelhante à realidade dos povos indígenas amazônicos.

Para a diretora de Atenção à Saúde da SESAI, Regina Celia Rezende, o curso é importante por fortalecer a perspectiva da interculturalidade na formação profissional. “A maioria dos trabalhadores que atuam na saúde indígena não tem esse componente na sua formação original. Ademais, os temas trabalhados aproximam os profissionais das diretrizes programáticas da SESAI”, diz. “Com a qualificação da força de trabalho espera-se uma melhoria na qualidade da assistência, promoção e prevenção à saúde, e consequentemente melhoria nos indicadores de saúde”, conclui.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria Executiva da UNA-SUS

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