O último domingo de janeiro é o dia em que celebra-se o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, data que coincide com o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, campanhas que marcam o mês de janeiro pelo movimento "Janeiro Roxo", que visa conscientizar e alertar sobre a doença, sua cura, a importância do diagnóstico precoce e tratamento gratuito pelo SUS para evitar sequelas e estigma.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, bactéria que afeta a pele, os nervos periféricos, olhos e mucosa nasal. Seus sintomas incluem manchas claras ou avermelhadas com alteração de sensibilidade, dormências e fraqueza muscular. Se não tratada precocemente, pode levar a incapacidades físicas permanentes. Carregando ainda mitos e estigma, a hanseníase está fortemente relacionada a condições econômicas, sociais e ambientais desfavoráveis. Sua alta endemicidade compromete a interrupção da cadeia de transmissão, tornando-se imprescindível a incorporação de ações estratégicas que visem garantir o atendimento integral às pessoas acometidas pela doença. Por isso, a campanha busca informar a população sobre os sinais e os sintomas da doença, como manchas na pele com perda de sensibilidade, dormência e fraqueza muscular, além de reforçar que o tratamento é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
Ministério da Saúde divulga análise das incapacidades provocadas pela hanseníase no Brasil
O documento Inquérito das Incapacidades na Hanseníase no Brasil 2022 a 2024, divulgado em outubro de 2025, reúne informações detalhadas sobre as condições de saúde, deficiências e incapacidades físicas relacionadas à hanseníase. Os dados foram coletados a partir do Inquérito Populacional realizado no Brasil com pacientes de hanseníase diagnosticados no período de 2015 a 2019 que receberam alta por cura. O inquérito proporciona uma visão abrangente a respeito dos efeitos no pós-alta da doença nesse período.
+Acesse aqui a análise das incapacidades provocadas pela hanseníase no Brasil
+Confira todas as orientações do Ministério da Saúde sobre a hanseníase.
Fiocruz oferece curso de enfrentamento ao estigma e discriminação
O diagnóstico da hanseníase é, geralmente, acompanhado pelo preconceito da sociedade, visto que ela é crônica e transmissível. Entretanto, a discriminação relacionada a condições de saúde acontece também nos serviços de saúde, reforçando a exclusão, e, sobretudo, causando sofrimento aos pacientes. Por isso, o Campus Virtual Fiocruz oferece o curso Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde, que visa qualificar profissionais no enfrentamento ao estigma no contexto da atenção à saúde de diversos grupos sociais. O curso é voltado a profissionais da saúde e estudantes, mas também está aberto a todos os interessados no tema.
O curso é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Sua elaboração nasceu da necessidade de sensibilizar e instrumentalizar profissionais de saúde que estão na ponta do atendimento, visando atualizar, aprimorar e qualificar suas práticas, construções sócio-históricas que acontecem durante o processo de trabalho e por meio da interação entre tais profissionais e os usuários dos serviços de saúde. É nessa interação que nascem também aspectos relacionados ao estigma e à discriminação, os quais, como já é sabido, promovem a exclusão social e, ao mesmo tempo, podem produzir consequências negativas que resultam em interações sociais desconfortáveis. Tais fatores são limitantes e também podem interferir na adesão ao tratamento das doenças e qualidade de vida, perpetuando, assim, um ciclo de exclusão social, que, ao mesmo tempo, reforça situações de discriminação, bem como a perda do status do indivíduo, aumentando a vulnerabilidade de pessoas e populações.
Conheça a organização do curso, separado em três macrotemas divididos em cinco módulos, com 17 aulas:
Bases conceituais:
Módulo 1 - Bases conceituais
Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas - Normas e legislações:
Módulo 2 - Estigmas relacionados a algumas doenças
Módulo 3 - Estigmas relacionados a práticas ou comportamentos
Módulo 4 - Estigmas relacionados a condições específicas
Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação
Módulo 5 - Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação nos serviços de saúde
O câncer é um dos principais desafios da saúde global, tanto por sua complexidade quanto pelo seu impacto devastador na população. Boa parte dos novos diagnósticos está ligada a fatores de risco modificáveis – como tabagismo, padrão alimentar e obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e exposição a contaminantes ambientais –, evidenciando o papel da prevenção e da atenção primária à saúde para se lidar com a doença, ao lado da busca por acesso mais equitativo ao diagnóstico e ao tratamento. Esses são alguns dos temas que estarão em debate no seminário Controle do Câncer no Século XXI: desafios globais e soluções locais, que será realizado em 27 e 28 de novembro pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Hotel Windsor Flórida, Rio de Janeiro.
O evento será presencial apenas para os participantes previamente inscritos (inscrições encerradas) e contará com transmissão ao vivo pelo canal da VídeoSaúde Distribuidora da Fiocruz, no Youtube (dia 27 e dia 28).
A cerimônia de abertura, que marca o Dia Nacional de Combate ao Câncer, contará com as presenças do ministro da Saúde, Alexandre Padilha; do diretor do Instituto Nacional do Câncer, Roberto Gil; e da diretora da International Agency for Research on Cancer da Organização Mundial da Saúde (Iarc/OMS), Elisabete Weiderpass. Com a participação de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, profissionais de saúde e tomadores de decisão, o evento vai debater as conquistas, fragilidades e paradoxos relativos ao cenário do câncer no Brasil e no mundo e seus impactos nos sistemas de saúde, buscando fortalecer a noção de controle em oposição à de guerra. Os resultados dos debates servirão como subsídios ao fortalecimento da Política Nacional de Controle do Câncer, criada em 2023.
Para o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, um dos coordenadores do seminário, o Brasil saiu na frente em relação ao resto do mundo com a aprovação da Política Nacional para Prevenção e Controle do Câncer, mas a orientação ainda não tem sido levada à prática.
“Pouco se avançou dois anos após o país assumir o compromisso de garantir uma abordagem integrada envolvendo prevenção, detecção precoce, tratamento e cuidados paliativos. A busca continua focada em novos medicamentos que prometem a cura, enquanto boa parte dos serviços de saúde não usa suas capacidades para reduzir fatores de risco, realizar o diagnóstico precoce e garantir acesso rápido ao tratamento”, afirma Temporão.
Luiz Antonio Santini, ex-diretor do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e também coordenador do evento, explica que “a metáfora da guerra contra o câncer” gerou uma aposta em tratamentos de altíssimo custo, muitas vezes inacessíveis e desigualmente distribuídos, negligenciando a prevenção e o diagnóstico.
“O eixo do sistema precisa migrar da reação tardia à antecipação: reduzir exposição a riscos, ampliar rastreamento e garantir acesso rápido a terapias efetivas quando necessário, com a Atenção Primária à Saúde atuando como porta de entrada qualificada e coordenadora do cuidado”, afirma Santini.
Entre os palestrantes confirmados estão Richard Sullivan, diretor do Institute for Cancer Policy e codiretor do Centre for Conflict & Health Research; Simon Sutcliffe, médico canadense e presidente do Congresso Internacional de Controle do Câncer; Paulo Hoff, professor da FMUSP e presidente da Oncologia D’Or; Paulo Saldiva, médico patologista e professor da USP; e Gonzalo Vecina, médico sanitarista, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.]
Eles vão debater assuntos como a pesquisa e a implementação de programas de prevenção e detecção precoce do câncer; o papel da Atenção Primária à Saúde; informação, comunicação e cuidado; inovações tecnológicas, produção local e sustentabilidade; formação profissional; regionalização e as relações entre União, estados e municípios.
Serviço: Seminário Controle do Câncer nos século XXI: desafios globais e soluções locais
Data: 27 e 28 de novembro
Horário: 8h às 18h30 (dia 27); 8h30 às 16h30 (dia 28)
Local: Hotel Windsor Flórida – Rua Ferreira Viana, 81, Catete, Rio de Janeiro, RJ
Certificados: apenas para inscritos na modalidade presencial
Transmissão online: dia 27 e dia 28.
Credenciamento de imprensa: Envie um e-mail para cee@fiocruz.br com seu nome completo e a publicação ou site que representa, indicando no campo Assunto: CADASTRO DE IMPRENSA.
Assessoria de Imprensa: Corcovado Comunicação Estratégica
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CEE-Fiocruz: 21 38829133 | cee@fiocruz.br
Fonte: CEE
#ParaTodosVerem Banner com fundo verde água, do lado esquerdo do banner há uma figura ilustrativa de uma porta aberta com uma luz saindo. No banner as seguintes informações: Seminário - Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, Controle do Câncer no Século XXI: desafios globais e soluções locais, o evento será realizado nos dias 27 e 28 de novembro, dia 27 de novembro é o dia nacional de combate ao câncer. O evento será no Hotel Windsor Flórida – Rua Ferreira Viana, 81 - Flamengo.
Pesquisadores do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) divulgam manifesto no qual expressam preocupação com o enfrentamento da febre maculosa no Brasil, caracterizada por alta letalidade quando não diagnosticada e tratada precocemente com antimicrobianos específicos. O documento alerta que a febre maculosa atinge principalmente populações vulneráveis e apresenta sintomas semelhantes aos de outras enfermidades prevalentes, como dengue e leptospirose — fator que aumenta o risco de atrasos no diagnóstico e de óbitos. A iniciativa convida gestores, profissionais de saúde e a sociedade a apoiar o movimento por mais acesso e agilidade no diagnóstico e tratamento da febre maculosa. Os interessados podem aderir ao manifesto por meio do preenchimento de formulário online.
Referência regional junto ao Ministério da Saúde para febre maculosa e outras rickettsioses, o laboratório atua há mais de 25 anos no desenvolvimento de métodos diagnósticos, em pesquisas e no apoio à vigilância epidemiológica e à formação de profissionais de saúde.
+Leia a íntegra do documento e apoie a iniciativa
Pesquisadora da Fiocruz participa do XXIV Congresso Brasileiro de Infectologia (Infecto 2025)
A pesquisadora do IOC, Elba Lemos, que coordena o curso Febre Maculosa: diagnóstico, tratamento, transmissão e prevenção, está no XXIV Congresso Brasileiro de Infectologia (Infecto 2025), que acontece de 16 a 19 de setembro em Florianópolis (SC), e participará da atividade 'Pinga-fogo com o especialista' e debaterá a temática da febre maculosa. Durante o Congresso, ela irá apresentar o curso.
Campus Virtual oferta curso sobre Febre Maculosa: inscrições seguem abertas
De acordo com o Ministério da Saúde, nos últimos dez anos, o Brasil registrou mais de 2 mil casos confirmados e mais de 750 mortes, com predominância no estado de São Paulo, que concentra 62% dos óbitos, totalizando 467. Somente a cidade de Campinas (SP) registrou 100% de letalidade nos casos deste ano, com quatro pessoas que perderam suas vidas devido à doença desde janeiro. A Febre Maculosa é uma doença que apresenta um quadro clínico marcado por febre alta, cefaleia, náuseas e vômitos, e tem o seu período de prevalência entre julho e novembro. O diagnóstico correto depende do conhecimento dos profissionais de saúde sobre este agravo, que compartilha as mesmas manifestações clínicas com diversas doenças.
Elaborado pelo Campus Virtual Fiocruz em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), o curso “Febre Maculosa: diagnóstico, tratamento, transmissão e prevenção”, apresenta conceitos, marcos e informações científicas fundamentais para a compreensão da febre maculosa, com foco no diagnóstico rápido, no tratamento eficiente e na prevenção da doença. Seu objetivo é potencializar o conhecimento sobre a doença e, assim, minimizar o número de óbitos.
A oferta é voltada prioritariamente aos trabalhadores(as) do SUS de nível médio e superior que atuem nas ações de saúde com atendimento e diagnóstico à população exposta às áreas endêmicas. Entretanto, tendo em vista o compromisso da Fiocruz com a democratização do conhecimento e do acesso aberto à informação, ele é aberto a todos os interessados. O curso está acessível de forma gratuita a qualquer pessoa que tenha interesse em informação cietífica de qualidade sobre o tema.
*Com informações do IOC.
#ParaTodosVerem Banner com fundo marrom e uma foto de um carrapato, no centro o nome do curso - Febre Maculosa: Diagnóstico, tratamento e prevenção, inscrições abertas.
De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, o estado de São Paulo ultrapassou em menos de um mês, em janeiro, o número de casos de febre amarela e mortes notificados em 2024 (quando foram confirmados dois casos, com um óbito). Ao todo, em 2025, já são sete casos da doença em humanos, todos no interior paulista.
Este já é o maior número de casos desde 2019, quando foram registrados 64 casos autóctones (contraído na própria região onde a pessoa vive) e 12 óbitos em todo o estado de São Paulo. A única forma de prevenção contra a febre amarela é a vacinação. No entanto, a vigilância da doença no país é contínua. É o que explica a bióloga e pesquisadora da Fiocruz Marcia Chame, coordenadora da Centro de Informação em Saúde Silvestre (CISS/Fiocruz) e da Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre (Pibss/Fiocruz). Em entrevista, ela aborda como a Fiocruz vem contribuindo na contenção da expansão de circulação do vírus e na prevenção de ocorrência de surtos.
+Confira aqui a entrevista completa
Diante dos dados que vêm apresentando um crescente número de casos de febre amarela, o Campus Virtual Fiocruz reforça a oferta de dois cursos, totalmente online, gratuitos e que seguem com inscrições abertas: Transmissão, vigilância, controle e prevenção da Febre Amarela e Vacinação contra Febre Amarela.
Transmissão, vigilância, controle e prevenção da Febre Amarela
O curso apresenta os conceitos gerais sobre febre amarela, sendo indicado para os profissionais de saúde que atuam na atenção básica e em postos de vacinação, mas é aberto a qualquer pessoa interessada. Ao final da formação, o participante vai ser capaz de: reconhecer áreas de risco de transmissão da doença; identificar ciclos urbanos e silvestres; rever procedimentos de vigilância; definir os diferentes tipos de caso de febre amarela nos diferentes cenários epidemiológicos; encontrar informações atualizadas sobre a situação epidemiológica da doença; e rever as medidas gerais de controle da febre amarela e formas de prevenção adicionais à vacina.
Vacinação contra Febre Amarela
A formação foi produzida pela Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e o Campus Virtual Fiocruz, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Nele, são apresentadas situações diversas sobre vacinação para febre amarela, trazendo orientações e reflexões para qualificar a recomendação de vacina e outras condutas associadas. É indicado para profissionais de saúde que atuam na atenção básica e em postos de vacinação. Porém, qualquer pessoa pode se matricular. Ao final desse curso, o participante vai ser capaz de: identificar as pessoas para as quais a vacina é recomendada; orientar os usuários nos casos controversos; orientar sobre eventos adversos; e identificar casos de eventos adversos.
*Com informações do CISS/Fiocruz.
A febre amarela é uma doença infecciosa febril, de evolução rápida e alta letalidade, que pode ser evitada com uma vacina segura, eficaz e gratuita. Recentemente, o primeiro caso de febre amarela de 2025 em humano foi registrado no estado de São Paulo. Um homem, de 27 anos, morador da capital paulista, esteve recentemente na cidade de Socorro, na região de Campinas, onde também havia sido registrada a morte de um macaco pela doença. O vírus não é transmitido de humano para humano, de acordo com o Ministério da Saúde, há dois ciclos de transmissão: urbano, onde o principal transmissor são os mosquitos, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes, e no ciclo silvestre, onde os primatas não humanos (PNH) são os hospedeiros amplificadores. O Manual de Manejo Clínico da Febre Amarela – atualizado no último ano, do Ministério da Saúde, alerta que, nas últimas décadas, foram registrados surtos de febre amarela silvestre além dos limites da área considerada endêmica (região amazônica) – na Bahia, em Minas Gerais, em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul – o que caracterizou uma expansão recorrente da área de circulação viral. Foram confirmados mais de 2 mil casos humanos e aproximadamente 750 óbitos, além de cerca de 2.300 epizootias em PNH. A vacinação é a principal forma de prevenção. O tema é amplamente abordado em dois cursos oferecidos pelo Campus Virtual Fiocruz, online, gratuitos e que seguem com inscrições abertas: Transmissão, vigilância, controle e prevenção da Febre Amarela e Vacinação contra Febre Amarela.
Transmissão, vigilância, controle e prevenção da Febre Amarela
O curso apresenta os conceitos gerais sobre febre amarela, sendo indicado para os profissionais de saúde que atuam na atenção básica e em postos de vacinação, mas é aberto a qualquer pessoa interessada. Ao final da formação, o participante vai ser capaz de: reconhecer áreas de risco de transmissão da doença; identificar ciclos urbanos e silvestres; rever procedimentos de vigilância; definir os diferentes tipos de caso de febre amarela nos diferentes cenários epidemiológicos; encontrar informações atualizadas sobre a situação epidemiológica da doença; e rever as medidas gerais de controle da febre amarela e formas de prevenção adicionais à vacina.
Vacinação contra Febre Amarela
A formação foi produzida pela Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e o Campus Virtual Fiocruz, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Nele, são apresentadas situações diversas sobre vacinação para febre amarela, trazendo orientações e reflexões para qualificar a recomendação de vacina e outras condutas associadas. É indicado para profissionais de saúde que atuam na atenção básica e em postos de vacinação. Porém, qualquer pessoa pode se matricular. Ao final desse curso, o participante vai ser capaz de: identificar as pessoas para as quais a vacina é recomendada; orientar os usuários nos casos controversos; orientar sobre eventos adversos; e identificar casos de eventos adversos.
+Saiba mais: confira todas as orientações do Ministério da Saúde sobre a febre amarela e o Manual de Manejo Clínico da Febre Amarela.
Após mais um ano de muito trabalho, contribuindo incessantemente com o Sistema Único de Saúde (SUS) através de seus cursos, o Campus Virtual Fiocruz encerra o ano de 2024 com muito sucesso, contabilizando o total de nove formações de capacitação e aprimoramento profissional lançados ao longo deste ciclo, totalizando 70 mil inscritos em sua plataforma, alcançando todos os estados e o Distrito Federal, além de diversos países ao redor do mundo.
O Campus Virtual Fiocruz é uma rede de conhecimento e aprendizagem voltada à educação em saúde. Além de reunir informações sobre os 50 programas de pós-graduação stricto sensu, cursos de especialização, programas de residência e educação de nível técnica, o CVF também oferece mais de 35 cursos próprios, online, gratuitos e autoinstrucionais. As formações seguem com inscrições abertas e voltadas, em geral, a profissionais de saúde, mas também abertas ao público em geral.
Confira abaixo todos os cursos lançados no ano de 2024 e inscreva-se!
Letramento racial para trabalhadores do SUS
Público-alvo: Trabalhadores do SUS atuantes em funções assistenciais e/ou funções gestoras, que tenham concluído o ensino médio.
Objetivos: Discutir a estrutura, funcionamento e expressões do racismo abordando práticas antirracistas como fundamento para o trabalho em saúde na assistência e na gestão do SUS.
Carga horária: 30h
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Profilaxia Pré-Exposição de Risco à Infecção pelo HIV (PrEP) Oral
Público-alvo: Profissionais de saúde, estudantes de graduação, pós-graduação e demais interessados na temática.
Objetivos: Qualificar profissionais de saúde para atender à população em situação de vulnerabilidade ao HIV ou em risco de exposição ao vírus.
Carga horária: 18h
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Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e fortalecimento do autocuidado
Público-alvo: Profissionais de saúde da atenção primária, cuidadores de idosos, ACS, familiares, pessoas com diabetes e demais interessados na temática.
Objetivos: Abordar estratégias preventivas e de promoção da saúde que auxiliem profissionais de saúde, bem como familiares e pessoas com diabetes no contexto de seus valores e de suas referências, promovendo a prevenção de complicações e o fortalecimento do autocuidado apoiado para pessoas com DM.
Carga horária: 40h
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Estratégias de Eliminação da Transmissão Vertical do HTLV no Brasil
Público-alvo: Profissionais de saúde (níveis médio/superior) que atuam na assistência em todos os níveis de atenção, pesquisadores, estudantes e demais interessados.
Objetivos: Oferecer informações atualizadas e relevantes sobre esse vírus e suas implicações. Ao longo dos módulos, serão abordados tópicos como as principais doenças associadas ao HTLV-1, formas de transmissão, estratégias de prevenção, aspectos virais e epidemiológicos, além de políticas públicas e ações de controle no Brasil.
Carga horária: 45h
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Introdução a Uma Só Saúde
Público-alvo: Profissionais e estudantes de qualquer formação envolvidos nas áreas da saúde humana, animal e ambiente no Brasil e em outros países.
Objetivos: Fornecer uma visão integrada de como humanos, animais e meio ambiente estão conectados, além de apresentar conceitos, estudos e aplicações concretas dessa abordagem em diferentes áreas e lugares.
Carga horária: 30h
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Formação em Monitoramento e Avaliação para o Controle Social no SUS
Público-alvo: Apoiadores técnicos ou representantes de conselhos de saúde (municipais, estaduais, nacionais) e demais interessados no tema.
Objetivos: Qualificar apoiadores técnicos e representantes dos conselhos de saúde para aplicarem essas ferramentas no contexto do controle social no SUS.
Carga horária: 60h
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Leptospirose: transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção
Público-alvo: Profissionais de qualquer área e em diferentes níveis de formação que estão envolvidos em atendimento primário em saúde.
Objetivos: apresentar aos profissionais conceitos, estratégias e possibilidades de intervenção para a promoção do autocuidado, visando a prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).
Carga horária: 30h
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Autocuidado em saúde e a Literacia para a promoção da saúde e a prevenção das doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde - 2ªEdição
Público-alvo: Profissionais de saúde, estudantes e todos interessados na temática.
Objetivos: apresentar aos profissionais conceitos, estratégias e possibilidades de intervenção para a promoção do autocuidado, visando a prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).
Carga horária: 60h
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Atualidades em Saúde Global e Diplomacia da Saúde
Público-alvo: Profissionais de nível superior e estudantes das áreas da saúde, diplomacia e relações internacionais, ciências humanas, sociais e afins.
Objetivos: Pretende-se que os participantes observem de maneira sistemática o cenário global da saúde, com análise dos principais espaços políticos da governança global e regional, da governança da saúde global e organizações de territórios geopolíticos.
Carga horária: 140h
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Em dezembro é celebrada a Campanha Nacional de Prevenção à Aids, conhecida como Dezembro Vermelho. A luta contra a Aids ainda é um grande desafio mundial, mas que vem cada vez mais sendo abordada com clareza e os estigmas do preconceito vêm sendo combatidos. Em face da comemoração, durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), o Ministério da Saúde anunciou que o Brasil alcançou mais uma meta de eliminação da aids como problema de saúde pública, revelando o cumprimento de controle de pessoas com carga viral (95%), que no último ano o Brasil subiu seis pontos percentuais na meta de diagnóstico das pessoas vivendo com HIV, passando de 90% em 2022 para 96% em 2023. Os dados são Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e a aids (Unaids). Para acabar com a aids como problema de saúde pública, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu metas globais: ter 95% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas; ter 95% dessas pessoas em tratamento antirretroviral; e, dessas em tratamento, ter 95% em supressão viral, ou seja, com HIV intransmissível. Hoje o Brasil possui, respectivamente, 96%, 82% e 95% de alcance. Com isso, é possível afirmar que o Brasil cumpre duas das três metas globais da ONU com dois anos de antecedência. Ainda durante o CIT, o Ministério anunciou a nova campanha de conscientização, com o tema “HIV. É sobre viver, conviver e respeitar. Teste e trate. Previna-se”.
Diante deste importante tema, o Campus Virtual Fiocruz reforça os cursos '“Profilaxia pré-exposição de risco à infecção pelo HIV oral', 'Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde', e 'Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das Hepatites B e C', todos online, gratuitos e autoinstrucionais, com insrições abertas aos interessados.
Profilaxia pré-exposição de risco à infecção pelo HIV oral
A formação é uma iniciativa do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (Dathi/SVSA/MS) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e a Fiocruz.
A PrEP consiste no uso de antirretrovirais - tenofovir e entricitabina - por qualquer pessoa com risco acrescido ao HIV, e quando tomados corretamente, evitam a infecção caso aconteça uma eventual exposição ao vírus. Desde 2022, a PrEP é recomendada para os adolescentes acima de 15 anos, com peso corporal igual ou superior a 35kg, sexualmente ativos e sob risco aumentado de infecção pelo HIV. Algumas situações podem indicar o uso da PrEP com prioridade: o não uso frequente de camisinha nas relações sexuais (anais ou vaginais); uso repetido de Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP); histórico de episódios de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST); contextos de relações sexuais em troca de dinheiro, objetos de valor, drogas, moradia etc.; e chemsex: prática sexual sob a influência de drogas psicoativas (metanfetaminas, Gama-hidroxibutirato (GHB), MDMA, cocaína, poppers).
A ideia é que o curso atualize profissionais de saúde para estarem melhor preparados e atentos para recomendar de forma assertiva a PrEP, identificando quem pode se beneficiar dessa estratégia de prevenção e garantindo o acesso adequado à medicação, além de fornecer acompanhamento e suporte contínuos.
+Conheça mais sobre a estrutura do curso e inscreva-se já!
O curso foi organizado em 3 macrotemas — Bases conceituais; Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas: normas e legislações; e Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação —, 5 módulos e 17 aulas. Ele é voltado a trabalhadores e trabalhadoras da saúde, estudantes, mas aberto a todos os interessados na temática. A formação é online, gratuita, autoinstrucional e certifica os participantes inscritos que realizem avaliação com obtenção de nota maior ou igual a 7.
A formação é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
A elaboração do curso nasceu da necessidade de sensibilizar e instrumentalizar profissionais de saúde que estão na ponta do atendimento, visando atualizar, aprimorar e qualificar suas práticas, construções socio-históricas que acontecem durante o processo de trabalho e por meio da interação entre tais profissionais e os usuários dos serviços de saúde. É nessa interação que nascem também aspectos relacionados ao estigma e à discriminação, os quais, como já é sabido, promovem a exclusão social e, ao mesmo tempo, podem produzir consequências negativas que resultam em interações sociais desconfortáveis. Tais fatores são limitantes e também podem interferir na adesão ao tratamento das doenças e qualidade de vida, perpetuando, assim, um ciclo de exclusão social, que, ao mesmo tempo, reforça situações de discriminação, bem como a perda do status do indivíduo, aumentando a vulnerabilidade de pessoas e populações.
Portanto, as instituições e pesquisadores envolvidos neste curso — sempre alinhados à tais evidências científicas que avançam nacional e internacionalmente em proposições diretivas ao enfrentamento das vulnerabilidades sociais — , entendem que o fortalecimento das ações de inclusão social e de enfrentamento ao estigma e discriminação se apresentam como estratégias de minimização das vulnerabilidades. Assim, esta nova formação apresenta-se como uma ferramenta nesse contexto de necessidade constante de ampliação de esforços em ações educativas no âmbito dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde para a contínua qualificação das práticas.
+Conheça mais sobre a estrutura do curso e inscreva-se já!
Utilização dos testes rápidos no diagnóstico da infecção pelo HIV, da Sífilis e das Hepatites B e C
O curso, desenvolvido no âmbito do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (DCCI/SVS/MS) e disponível na plataforma Moodle do Campus Virtual Fiocruz, é aberto a todos os interessados nas diretrizes de diagnóstico da infecção pelo HIV, Sífilis e Hepatites Virais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na utilização de testes rápidos (TR). Possui carga horária de 15h e é dividida em cinco módulos.
Os módulos apresentam orientações e metodologias adequadas acerca dos procedimentos pré-teste, durante a testagem e para o pós-teste, passando por informações mais básicas acerca da importância dos TR, a composição dos kits, a forma de organização e armazenamento dos mesmos até a interpretação de seus resultados, o encaminhamento dentro da rede de atenção à saúde do território, entre outros. A formação engloba a apresentação de manuais e guias oficiais do Ministério da Saúde e ações preconizadas pelos fabricantes para a execução dos testes rápidos.
O objetivo do curso é capacitar profissionais de saúde no que se refere ao diagnóstico desses agravos para realizar, com qualidade e segurança, os testes rápidos disponíveis na rede do SUS, assegurando sua importância na qualificação dos profissionais envolvidos na testagem rápida no âmbito do SUS e permitindo que os profissionais entendam a relevância desses testes na ampliação do diagnóstico do HIV, da sífilis e das hepatites virais, bem como realizem a sua oferta com maior segurança e garantia de qualidade.
+Conheça mais sobre a estrutura do curso e inscreva-se já!
Pesquisadora da Fiocruz é eleita presidente da International Aids Society (IAS)
Médica infectologista, pesquisadora e chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e HIV/Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Beatriz Grinsztejn é, desde julho de 2024, a presidente da International Aids Society (IAS) para o biênio 2024-2026. Em entrevista à Revista Radis, a pesquisadora comentou os avanços e desafios no enfrentamento ao HIV/Aids a partir dos temas tratados na 25ª Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2024), que aconteceu na Alemanha, em julho.
“Mesmo tendo tratamento acessível e disponível, ainda há no mundo quase 10 milhões de pessoas que não acessam à terapia antirretroviral”, relata. Ela também fala sobre as expectativas em torno do uso da Profilaxia de Pré-Exposição (PrEP) de longa duração e da ampliação da estratégia para populações em situação de vulnerabilidade, além dos impactos das co-infecções de HIV com covid e mpox.
Beatriz explica como funciona o projeto internacional Unity, liderado por ela e que reúne, além do INI, centros de pesquisa do Brasil, Argentina e Suíça para avaliar a eficácia de um antiviral no tratamento de pessoas com mpox. “O Brasil tem dado uma contribuição importantíssima, e a gente espera que os resultados desse estudo possam ajudar a entender melhor o papel do tecovirimat como antiviral para o tratamento da mpox”, adianta.
À frente de uma das mais importantes sociedades científicas mundiais, ela comenta ainda a repercussão de ser a primeira brasileira — e a primeira mulher latino-americana — a assumir a presidência da IAS, revelando a expectativa de levar a voz do Sul global ao centro de tomada de decisões. “O processo de decolonização tem que ser contínuo. Muitas pesquisas são conduzidas na África, na Ásia, na América Latina, mas o autor principal é do Norte global. São questões críticas que a gente tem que enfrentar a cada dia, para que a nossa narrativa seja preponderante”.
Durante a conversa, a infectologista também reforça a importância do SUS na construção de pesquisa e de estratégias de prevenção, assistência e tratamento de HIV/aids, destacando o papel da comunicação na interlocução com a sociedade. “É necessário dar um salto em relação à comunicação, e mais do que nunca trazer a ciência e os resultados das pesquisas para o domínio da comunidade”.
+Confira aqui a entrevista completa da pesquisadora Beatriz Grinsztejn à Radis
Em vídeos publicados nas redes sociais da Radis, a pesquisadora falou sobre os seguintes temas:
Estigma impede enfrentamento à Aids.
Populações vulneráveis são as mais atingidas
PrEP é eficaz na proteção ao HIV
*Com informações do Ministério da Saúde e da Revista Radis.
Como parte da agenda preparatória para o G20, que será realizado em novembro deste ano, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) organizou a Conferência dos Institutos Nacionais de Saúde Pública, que reuniu representantes de mais de 30 países de todo o mundo para discutir propostas de fortalecimento dos sistemas de saúde, em apoio aos Ministérios da Saúde. Durante três dias, foram apresentados e debatidos temas como prevenção, preparação e resposta a pandemias, equidade em saúde, sistemas nacionais de saúde resilientes e mudanças climáticas e saúde. A Fiocruz foi representada pelo presidente da Fundação, Mario Moreira, que participou da mesa de abertura juntamente com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, e pela vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, que participou do evento como debatedora.
Entre os pontos destacados estavam a colaboração mútua para alcançar as prioridades estabelecidas pela presidência do Brasil no G20 e que passa pela equidade no acesso à saúde e a medicamentos; o fortalecimento dos sistemas de saúde; o compartilhamento de dados e o apoio ao desenvolvimento da força de trabalho.
Presidente da Fiocruz, Mario Moreira lembrou que as raízes da cooperação internacional da Fundação remontam à época de Oswaldo Cruz e que foi com base nessa tradição de amizade e colaboração que a instituição propôs a conferência no âmbito do G20. “É essencial que tenhamos esse momento para promover a cooperação internacional e fortalecer os nossos institutos nacionais de saúde pública, criando sinergia com as metas globais de saúde do G20 e reforçando o papel dessas instituições em aumentar a resiliência do sistema de saúde e a resposta a emergências”, disse ele durante a cerimônia de abertura.
A vice-presidente Cristiani Machado exaltou a importância do evento: "Foram três dias de troca e muito aprendizado em painéis sobre equidade, mudanças climáticas, preparação para emergências sanitárias e fortalecimento de sistemas públicos de saúde", disse ela em publicação na sua rede social.
Após três dias de reunião, os representantes dos Institutos Nacionais de Saúde Pública (INSPs) produziram um texto que servirá de base a uma declaração aos ministros da Saúde do G20 a ser aprovada nos próximos dias. No último dia, parte da delegação visitou a Fiocruz, onde houve uma reunião bilateral com os representantes do Instituto Nacional de Saúde Carlos III da Espanha.
A Conferência foi organizada pela Fiocruz, pelo Ministério da Saúde e pela Associação Internacional dos Institutos Nacionais de Saúde Pública (Ianphi), em parceria com o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC África), de 9 a 11 de setembro, no Rio de Janeiro.
Fotos de Peter Ilicciev e Analice Braga.
*Com informações das redes sociais da vice-presidente Cristiani Machado e da Fiocruz
A regulação da resposta imune em doenças inflamatórias crônicas é um elemento central na evolução das condições de saúde. Durante o III Simpósio sobre regulação da resposta imune em doenças inflamatórias crônicas, que será realizado de 7 a 9 de outubro de 2024, serão discutidas novas possibilidades de prevenção, tratamento e controle de problemas de saúde relevantes, incluindo: mecanismos de regulação negativa da função efetora em doenças infecciosas ou autoimunes, bem como em tumores malignos; crosstalk imune-metabólico; análise de expressão gênica de célula única, epigenômica e abordagens multiparamétricas para análise de populações celulares e moléculas no sangue e lesões no curso de respostas inflamatórias crônicas; genômica e medicina de precisão.
O objetivo é permitir que alunos de pós-graduação e profissionais de pesquisa tenham uma visão atualizada da regulação da inflamação crônica em doenças infecciosas, e também em neoplasias e doenças autoimunes; incentivar a discussão sobre abordagens recentes na avaliação de parâmetros de resposta imune e inflamatória em sangue e tecidos, estimular colaborações nacionais e internacionais. O Simpósio recebe a submissão de resumos para serem selecionados para apresentações orais até 9 de setembro, pelo Campus Virtual Fiocruz!
Além disso, haverá uma sessão dedicada a uma discussão interna sobre como essas abordagens são atualmente implementadas nas plataformas RPT-Fiocruz e como melhorar sua capacidade.
Confira a programação completa!
O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) realiza no dia 16 de maio, às 14h, a roda de conversa "O que tem de novo na prevenção do HIV/Aids?", com a apresentação da pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Clínica em IST e HIV/Aids (LapClin Aids), Larissa Villela.
O evento será para a comunidade em geral e tem como objetivo aumentar o conhecimento da comunidade sobre novas possibilidades no campo da prevenção do HIV/Aids e suas escolhas.
A moderação será feita por Luciana Kamel e Julio Moreira, da Coordenação do Componente Comunitário do Projeto ImPrEP CAB Brasil.
O evento será presencial, na sede do Grupo Arco-Íris - Rua da Carioca, 45, Centro, Rio de Janeiro (RJ). Participe!
*Edição: Alexandre Magno