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Publicado em 29/11/2022

Edital disponibiliza financiamento para pesquisas em diagnóstico de doenças raras

Autor(a): 
Instituto Serrapilheira

Em uma parceria inédita, o Instituto Serrapilheira e o Instituto Jô Clemente (IJC) lançaram um edital conjunto para financiar pesquisas que busquem diagnosticar o mais cedo possível doenças raras de origem genética. As inscrições estão disponíveis até 2 de dezembro.

Inscreva-se já!

Para se inscrever, é necessário que o candidato tenha título de doutor e vínculo permanente com alguma instituição de ensino no Brasil. O interessado deve ainda ter ao menos dois artigos científicos de impacto publicados na área de doenças raras ou desenvolvimento de testes diagnósticos em sangue seco. O domínio da língua inglesa é fundamental, já que apresentações e entrevistas serão conduzidas nesse idioma.

O edital também é aberto a sócios de empresas ou startups de base tecnológica e servidores públicos em cargos técnicos, desde que estejam realizando pesquisa em sua instituição-sede.

As pré-propostas, que poderão ser enviadas até 2 de dezembro, serão agrupadas em blocos de acordo com os tipos de doenças raras: anomalias congênitas ou de manifestação tardia, deficiência intelectual, erros inatos ou problemas de metabolismo. Os documentos serão avaliados por cientistas que atuam em instituições internacionais de excelência. Os selecionados para a fase 2 serão divulgados em 6 de fevereiro de 2023.

Na segunda etapa, os candidatos deverão detalhar as propostas de pesquisa, com informações sobre a metodologia que será utilizada, a doença-alvo escolhida, a abordagem e os riscos. O prazo para o envio é até o dia 10 de abril. O resultado final será divulgado em 5 de junho.

A Organização Mundial da Saúde tem hoje mais de 5,5 mil doenças raras catalogadas. São enfermidades incuráveis, que afetam mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Cerca de 70% dessas disfunções têm origem genética e costumam ser de difícil detecção. De fato, muitos sintomas se parecem com aqueles provocados por doenças comuns. Com isso, os pacientes podem passar longos períodos em exames ou mesmo tratamentos inadequados, adiando o diagnóstico correto. São exemplos de disfunções de origem genética as doenças lisossomais, as dos erros inatos do metabolismo e as neuromusculares.

Com a publicação do edital, os institutos querem fomentar a pesquisa para detecção precoce de disfunções genéticas por meio de técnicas como a coleta de sangue seco em papel filtro, método usado no Teste do Pezinho, no qual o IJC foi pioneiro no país. O objetivo é que os pesquisadores busquem desenvolver novos testes que possam ser feitos já na triagem neonatal.

“Esta é a primeira vez que o Serrapilheira mobiliza cientistas a buscarem respostas para um desafio específico e aplicado, como é o caso da busca por diagnósticos precoces de doenças raras, então ficamos contentes de nos unirmos ao IJC nessa missão”, ressalta Cristina Caldas, diretora de Ciência do Instituto Serrapilheira. “Buscamos cada vez mais parcerias com instituições não governamentais que possam capilarizar os recursos privados para a ciência. Queremos, a partir da nossa experiência com chamadas públicas e financiamento à pesquisa, ajudar outras organizações privadas a fazerem doações.”

O edital, financiado integralmente pelo IJC, dedicará um total de R$900 mil para abastecer as pesquisas. Um único projeto pode obter até R$300 mil. Os recursos recebidos deverão ser usados em um período de dois anos. Os selecionados terão flexibilidade no uso da verba, desde que os gastos estejam associados aos objetivos da pesquisa.

O Serrapilheira, primeira instituição privada de fomento à ciência e à divulgação científica, entrará na parceria com seu know-how de desenvolvimento e publicação de chamadas públicas para pesquisa. Desde 2016, o instituto já investiu mais de R$60 milhões em mais de 200 projetos científicos e de divulgação científica pelo país.

Daqui para frente, os dois institutos pretendem aumentar as iniciativas de atuação conjunta. “É uma grande honra firmar essa parceria com o Instituto Serrapilheira, uma organização que é referência no fomento à pesquisa e que busca valorizar a ciência brasileira. O IJC tem o conhecimento e a inovação como guias do trabalho desenvolvido na instituição, buscando sempre incentivar a produção de pesquisas sobre deficiência intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e doenças raras que auxiliem o processo de inclusão e de promoção da qualidade de vida das pessoas”, explica Edward Yang, gerente do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (Cepi) do IJC.

Publicado em 25/11/2022

ONU Mulheres Brasil lança Almanaque Antirracista para Educadoras

Autor(a): 
ONU Mulheres Brasil

A ONU Mulheres e a ONG Empodera lançaram um manual para ampliar o debate e a conscientização sobre a incidência do racismo na sociedade brasileira: o Almanaque Antirracista para Educadoras. O material foi elaborado por professoras e facilitadoras do programa Uma Vitória Leva à Outra, iniciativa da ONU Mulheres e do Comitê Olímpico Internacional (COI) em parceria com a Empodera, que usa o poder do esporte para empoderar meninas e mulheres.

O Almanaque Antirracista para Educadoras perpassa conceitos básicos, dados e conteúdo sobre a construção histórica do racismo no Brasil, ensinando as educadoras a reconhecer as diversas manifestações do racismo na sociedade e seu impacto na vida da população negra, especialmente de meninas e mulheres.

A partir de uma análise mais aprofundada, este material tem como objetivo preparar educadoras e professoras que atuam em programas sociais sensíveis a gênero a conduzir debates sobre racismo e práticas antirracistas por meio de rodas de conversa e atividades lúdicas. O conteúdo também traz orientações práticas sobre como acolher participantes – especialmente em momentos de vulnerabilidade -, e denunciar casos de racismo às autoridades quando for o caso.

O almanaque é gratuito e pode ser baixado através do link abaixo:

Clique aqui para fazer o download do Almanaque Antirracista para Educadoras

Sobre o UVLO

Uma Vitória Leva à Outra é um programa conjunto da ONU Mulheres e do Comitê Olímpico Internacional em parceria com a ONG Empodera que visa garantir que meninas e jovens mulheres participem e desfrutem do esporte em igualdade de condições. Desde 2015, o “UVLO” utiliza o esporte como ferramenta para a promoção da igualdade de gênero, do empoderamento de meninas e mulheres e da eliminação da violência dentro e fora do ambiente esportivo.

Mais informações para a imprensa:

ONU Mulheres – Programa Uma Vitória Leva à Outra Olga Bagatini – olga.bagatini@unwomen.org

 

Imagens: ONU Mulheres Brasil

Publicado em 24/11/2022

Novo curso sobre estigma e discriminação em serviços de saúde é lançado no Abrascão 2022

Autor(a): 
Isabela Schincariol

O Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde estiveram no 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Salvador, Bahia, para o lançamento do curso Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde. Confira um pouquinho desse encontro durante o Abrascão 2022.

A formação é online, gratuita e está com inscrições abertas!

A cerimônia presencial foi realizada no estande Fiocruz e contou com a participação de representantes das instituições envolvidas. A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, destacou a importância do tema central da formação para o enfrentamento das desigualdades no âmbito dos serviços de saúde. Ela acentuou que o estigma e o preconceito promovem a exclusão, limitam o direito das pessoas ao cuidado de qualidade e afastam essa população já tão vulnerável dos serviços de saúde, prejudicando, assim, que tenham acesso ao atendimento digno e humanizado que precisam e tem o direito de receber.

O curso, segundo o diretor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (DCCI/SVS/MS), Gerson Mendes Pereira, nasceu dentro do Departamento e tem a intenção de atingir o maior número de profissionais de saúde possíveis de modo a reduzir o estigma e a discriminação no processo de cuidado, sobretudo em relação a essas pessoas e populações já tão vulnerabilizadas, para que sejam bem acolhidas nos serviços de saúde.

O responsável acadêmico da formação pela Fiocruz, Rivaldo Venâncio, que é coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação, destacou que o novo curso consolida uma parceria profícua com o Ministério da Saúde, particularmente com a Secretaria de Vigilância Sanitária, num momento especial para o país. Para ele, a formação tem como objetivo melhorar a formação das trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). "Ao abordar esse tema tão relevante, que é o estigma e preconceito nos serviços de saúde, também estamos dando uma enorme contribuição para a construção de uma sociedade melhor, mais justa e fraterna, sobretudo neste momento em que o Brasil disse não à violência, ao racismo e ao preconceito", destacou.    

Conheça o curso Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde

O curso foi organizado em 3 macrotemas — Bases conceituais; Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas: normas e legislações; e Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação —, 5 módulos e 17 aulas. Ele é voltado a trabalhadores e trabalhadoras da saúde, estudantes, mas aberto a todos os interessados na temática. A formação é online, gratuita, autoinstrucional e certifica os participantes inscritos que realizem avaliação com obtenção de nota maior ou igual a 7.

O curso foi elaborado a partir da necessidade premente de sensibilizar e instrumentalizar profissionais de saúde que estão na ponta do atendimento, visando atualizar, aprimorar e qualificar suas práticas, pois o estigma e a discriminação promovem a exclusão social e, ao mesmo tempo, podem produzir consequências negativas que resultam em interações sociais desconfortáveis. Tais fatores são limitantes e também podem interferir na adesão ao tratamento das doenças e qualidade de vida, perpetuando, assim, um ciclo de exclusão social, que, ao mesmo tempo, reforça situações de discriminação, bem como a perda do status do indivíduo, aumentando a vulnerabilidade de pessoas e populações.

As fotos e entrevistas foram realizadas durante o Abrascão 2022 por Filipe Leonel, jornalista e coordenador de Comunicação Institucional da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz)

Publicado em 23/11/2022

Últimos dias de contribuição à Política de Apoio ao Estudante da Fiocruz

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Para evidenciar a importância do posicionamento institucional diante da necessidade de formação plena e de qualidade dos estudantes que ingressam e realizam seus cursos na pós-graduação e na educação profissional, a Fiocruz elaborou sua Política de Apoio ao Estudante (PAE), que está em consulta interna para toda a comunidade durante o período de um mês. O documento define os princípios e diretrizes que vão orientar a elaboração e execução de ações que garantam ao estudante o acesso, a permanência e a conclusão dos cursos oferecidos pelas unidades e escritórios da Fundação, com vistas à formação de excelência acadêmica, à inclusão social, à produção de conhecimento e de inovação, à melhoria do desempenho acadêmico e ao bem-estar biopsicossocial durante a trajetória educacional de cada discente na Fiocruz. Conheça aqui a PAE. Contribuições poderão ser enviadas até o próximo domingo, 27 de novembro, por meio da Intranet Fiocruz

Atenção! Para enviar a sua contribuição à Política de Apoio ao Estudante é preciso estar logado no Acesso Único Fiocruz antes de clicar no link direto da consulta. Outra opção é o usuário acessar pela Intranet FiocruzFaça seu login → "Ferramentas Fiocruz" disponível no menu central da página → clique em "► Mais" → "Funcionalidades" → "Consulta Pública Fiocruz"

A PAE é voltada aos estudantes com matrícula ativa e regular nos cursos técnicos de nível médio, de pós-graduação Lato sensu (especialização e residência em saúde) e Stricto sensu (mestrado e doutorado) oferecidos pela Fiocruz ou em rede, consórcio, cooperação, associação ou parceria da qual a Fundação faça parte, conforme as distintas necessidades e o princípio da equidade. Mas a consulta, para além dos estudantes, é voltada a toda comunidade educacional da Fiocruz. 

A Política de Apoio ao Estudante é uma ferramenta para que uma comunidade de grande importância institucional — neste caso, os estudantes, que também são pesquisadores —, sinta-se apoiada e instrumentalizada para conseguir identificar formas de estar bem e desenvolver de maneira adequada aquilo que realiza dentro da Fiocruz.

O estudante como um agente da inovação científica 

Segundo a coordenadora do Centro de Apoio ao Discente (CAD), Etinete Nascimento Gonçalves, que também integra o Grupo de Trabalho da PAE, a política foi elaborada no sentido de ser uma ferramenta que legitima, ampara e dá assistência às atividades do estudante, mas é voltada especialmente a todos que com eles trabalham, seus orientadores, profissionais da Coordenação-Geral de Educação, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação, das secretarias acadêmicas e outros que são sensíveis a essa comunidade. "Esse grupo deve ter grande compromisso com a PAE, pois são eles os maiores responsáveis por colocá-la em prática", comentou.

É imperativo considerar que quem desenvolve pesquisas, seja nos cursos de mestrado, doutorado, especialização, residência ou cursos técnicos de nível médio da Fiocruz, não é apenas um estudante, mas também um trabalhador da ciência. Etinete destacou que os estudantes realizam pesquisas que fortalecem a nossa instituição, o SUS e a sociedade como um todo. "Seu trabalho abarca desenvolvimento, inovação e aperfeiçoamento das atividades que são próprias do escopo da Fiocruz em termos de produção científica e inovação. Portanto, essa comunidade é fundamental para a expansão e evolução do conhecimento". 

PAE: mais um espaço amplo e democrático de debate institucional

Tradicionalmente, a Fiocruz adota vias democráticas em seus processos decisórios em qualquer que seja a esfera. Com a construção da PAE não poderia ser diferente. Para a elaboração do documento foi criado um Grupo de Trabalho composto de representantes de diferentes instâncias institucionais ligadas à educação, sobretudo pela representação dos estudantes. Portanto, a Política foi feita para eles e por eles. Buscou-se compreender as diferentes necessidades apresentadas ao longo dos anos e trabalhá-las para que, de fato, a redação final represente os diferentes grupos. 

Neste momento, enfatizou Etinete, "é importante contar com a leitura e participação de todos para que se familiarizem, empoderem e se apropriem do documento. Esse novos e coletivos olhares podem trazer ainda mais melhorias após essa grande revisão popular, que é a consulta pública", disse ela, defendendo ainda que não podemos nunca abrir mão de processos democráticos, pois eles estão na essência do SUS, de um país democrático e especialmente na essência da inteligência humana, cuja capacidade de alteridade implica também em estarmos abertos à inclusão e à diversidade. 

Conheça a estrutura da Política de Apoio ao Estudante

A PAE está fundamentada em nove princípios e é composta de cinco eixos estruturantes. 

Princípios: Educação de excelência como direito universal; Defesa da saúde, do bem-estar social e da vida; Compromisso com o Sistema Único de Saúde, com a ciência e com a sociedade; Participação social e democracia; Equidade e inclusão; Valorização da diversidade e multiculturalismo; Valorização discente; Educação integral e emancipatória; e Indissociabilidade entre pesquisa, ensino, serviços, trabalho e comunicação com a sociedade. 

Eixos estruturantes: Infraestrutura, Apoio pedagógico e acadêmico, Inclusão social, Apoio psicossocial e promoção à saúde, e Participação estudantil.   

Acesse aqui a Política de Apoio ao Estudante e clique aqui para enviar sua contribuição (link direto).

Publicado em 23/11/2022

Fiocruz participa de oficina pré-Abrascão para mobilizar mais instituições

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

Os desdobramentos da oficina pré-congresso da Abrasco “A formação de sanitaristas no contexto de múltiplas crises: uma agenda para o ensino, pesquisa e cooperação”, organizada a várias mãos dentro da Fiocruz após iniciativa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), terão ainda mais participantes ligados à questão da saúde coletiva. Realizada nos dias 19 e 20 de novembro, véspera do Abrascão 2022, a oficina deu o pontapé inicial para a construção de um programa de formação do sanitarista junto à Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública (RedEscola), universidades e movimentos sociais e outras entidades, confirmando seu potencial integrador. “Foi bem importante a realização dessa oficina proposta pela Ensp e que contou com a participação de várias unidades da Fiocruz e também de universidades, movimentos sociais e conselhos de saúde. Essa troca tem sido muito interessante para refletir sobre quais são os desafios atuais para a formação dos sanitaristas, profissionais que precisam estar engajados em busca de justiça social”, avaliou Cristiani Machado, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz.

A coordenadora adjunta dos cursos Lato Sensu da VPEIC, Isabella Delgado, explicou que foram definidos alguns encaminhamentos da oficina para aumentar a mobilização: “é preciso inicialmente visitar os estados onde a Fiocruz tem unidade ou escritório e fazer encontros. Dessa maneira, teremos unidades da Fiocruz, áreas de integração e vice-presidências participando”. Isabella afirmou ainda que a VPEIC buscará também todos os segmentos possíveis, do lato ao stricto sensu, a fim de reunir o máximo de pessoas para contribuírem. Na avaliação dela, a tarde de sábado da oficina foi muito rica, já que a dinâmica da atividade, com os participantes divididos em grupos, ofereceu espaço de fala para todos. “Conseguimos coletar ideias bem interessantes que vão certamente subsidiar a apoiar a construção desse plano que, no final, virou até um programa de formação do sanitarista. Vamos continuar a partir disso. A ideia inicial já não era que a oficina se esgotasse em si, mas que fosse um primeiro passo dessa construção que ainda virá”, detalhou.

Em relação a essa mobilização institucional, Cristiani Machado ressaltou que a Fiocruz tem um papel fundamental nesse processo por ser uma instituição centenária da saúde pública, das mais antigas do Brasil e da América Latina, e pela diversidade de formações que oferece para a saúde coletiva. “Desde os cursos lato sensu, especializações, residências, mestrados profissionais e mesmo nos acadêmicos, nós oferecemos diversas modalidades de formação e qualificação profissional para o SUS. Além disso, há o fato de a Fiocruz estar presente em todo país, em onze estados, e trabalhar em redes de parceria, com universidades, por exemplo”, resumiu.

“A partir de agora a nossa expectativa é poder ampliar essa discussão para todos os lugares onde a Fiocruz está presente hoje, convocando instituições que estão ligadas à formação do sanitarista para que a gente possa estabelecer redes”, afirma Enirtes Caetano, vice-diretora de Ensino da Ensp, alinhada às conclusões das demais organizadoras da oficina. Já de olho no ano que vem, a pesquisadora da Ensp vislumbra “uma série de ações que fazem parte dessa grande discussão do que é formação do sanitarista nos seus vários momentos e, sobretudo, qual é o nosso papel específico”.

Já a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Cristina Guilam, destacou alguns pontos que acredita que devem ser observados nos desdobramentos da oficina. Para ela, é necessário, primeiramente, considerar que a academia e a pesquisa trabalham num compasso diferente do serviço de saúde. “Uma pessoa que está na ponta, enfrentando a Covid-19 no cotidiano, por exemplo, tem que dar respostas muito ágeis. Então, a gente tem que fazer um esforço de proporcionar às diversas secretarias e profissionais de saúde, além do próprio Ministério da Saúde, formas de capacitação que possibilitem essa atuação de imediato, no curto prazo”, ressaltou Cristina. Ela aproveitou para lembrar que é preciso valorizar o cotidiano do profissional de saúde, pois ele “pode fornecer ciência”. Segundo a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, trata-se de um ambiente fértil para novas formulações científicas: “não se produz conhecimento somente na academia, mas também no cotidiano de serviço. Isso tem que ser valorizado e a gente tem que encontrar cada vez mais essa conexão entre a academia e os serviços de saúde”.

Publicado em 28/11/2022

Fiocruz e Ministério da Saúde lançam curso online e gratuito sobre enfrentamento ao estigma e discriminação nos serviços de saúde

Autor(a): 
Isabela Schincariol

O estigma e o preconceito são realidades cotidianas de grupos ou indivíduos que vivenciam determinadas doenças. A discriminação relacionada a condições de saúde acontece inclusive nos serviços de saúde, o que reforça a exclusão, e, sobretudo, causa sofrimento e traz enormes desafios à gestão do cuidado. Buscando qualificar e instrumentalizar trabalhadores da saúde para uma atenção inclusiva, humanizada, interseccional e não discriminatória, a Fiocruz e o Ministério da Saúde lançam hoje o curso, online e gratutito, Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde. As inscrições já estão abertas!
 
Inscreva-se já!

O curso foi organizado em 3 macrotemas — Bases conceituais; Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas: normas e legislações; e Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação —, 5 módulos e 17 aulas. Ele é voltado a trabalhadores e trabalhadoras da saúde, estudantes, mas aberto a todos os interessados na temática. A formação é online, gratuita, autoinstrucional e certifica os participantes inscritos que realizem avaliação com obtenção de nota maior ou igual a 7.

Seu lançamento oficial aconteceu em 21 de novembro, durante o 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão 2022. A cerimônia presencial foi realizada no estande da Fiocruz. Confira aqui alguns momentos do lançamento - Novo curso sobre estigma e discriminação em serviços de saúde é lançado no Abrascão 2022

A formação é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

A elaboração do curso nasceu da necessidade de sensibilizar e instrumentalizar profissionais de saúde que estão na ponta do atendimento, visando atualizar, aprimorar e qualificar suas práticas, construções socio-históricas que acontecem durante o processo de trabalho e por meio da interação entre tais profissionais e os usuários dos serviços de saúde. É nessa interação que nascem também aspectos relacionados ao estigma e à discriminação, os quais, como já é sabido, promovem a exclusão social e, ao mesmo tempo, podem produzir consequências negativas que resultam em interações sociais desconfortáveis. Tais fatores são limitantes e também podem interferir na adesão ao tratamento das doenças e qualidade de vida, perpetuando, assim, um ciclo de exclusão social, que, ao mesmo tempo, reforça situações de discriminação, bem como a perda do status do indivíduo, aumentando a vulnerabilidade de pessoas e populações.

Portanto, as instituições e pesquisadores envolvidos neste curso — sempre alinhados à tais evidências científicas que avançam nacional e internacionalmente em proposições diretivas ao enfrentamento das vulnerabilidades sociais — , entendem que o fortalecimento das ações de inclusão social e de enfrentamento ao estigma e discriminação se apresentam como estratégias de minimização das vulnerabilidades. Assim, esta nova formação apresenta-se como uma ferramenta nesse contexto de necessidade constante de ampliação de esforços em ações educativas no âmbito dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde para a contínua qualificação das práticas.

Conheça a organização do curso e temas tratados:

Bases conceituais:

Módulo 1 - Bases conceituais

  • Aula 1 - Enfrentamento ao estigma e discriminação
  • Aula 2 - Condições individuais, programáticas e sociais da vulnerabilidade
  • Aula 3 - Implicações éticas em saúde

Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas - Normas e legislações:

Módulo 2 - Estigmas relacionados a algumas doenças

  • Aula 1 - Pessoas vivendo com HIV/Aids e pessoas com IST
  • Aula 2 - Pessoas acometidas pela hanseníase e seus familiares e pessoas acometidas pelas micoses endêmicas
  • Aula 3 - Pessoas acometidas por tuberculose e pessoas acometidas pelas hepatites virais

Módulo 3 - Estigmas relacionados a práticas ou comportamentos

  • Aula 1 - Pessoas privadas de liberdade
  • Aula 2 - Pessoas em situação de rua
  • Aula 3 - Pessoas que usam álcool e outras drogas
  • Aula 4 - Trabalhadoras(es) do sexo e cuidados em saúde

Módulo 4 - Estigmas relacionados a condições específicas

  • Aula 1 - População negra
  • Aula 2 - Povos indígenas
  • Aula 3 - População LGBTQIA+

Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação

Módulo 5 - Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação nos serviços de saúde

  • Aula 1 - Normas e legislações vigentes relacionadas ao enfrentamento do estigma, da discriminação e das legislações discriminatórias
  • Aula 2 - Condições e estratégias para alcance de um serviço livre de discriminação
  • Aula 3 - Práticas estigmatizantes e discriminatórias dirigidas as/os usuários(as) dos serviços de saúde
  • Aula 4 - Estratégias de melhoria para acesso aos serviços pelos(as) usuários(as)

 

Publicado em 18/11/2022

Campus Virtual participa de evento internacional sobre educação em saúde

Autor(a): 
Lucas Leal*

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), por meio do Campus Virtual em Saúde Pública (CVSP), realizou a oficina 'Fortalecimento dos Nodos da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai', cujo objetivo foi analisar os desafios dos países na integração institucional, revisando novos cenários de educação virtual, permanente e continuada, através de estratégias para fortalecer a cooperação entre estes países. O Campus Virtual Fiocruz marcou presença na oficina, apresentando iniciativas para a formação de profissionais de saúde, especialmente no âmbito da pandemia de Covid-19.

O Campus Virtual em Saúde Pública (CVSP) é uma plataforma educacional da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), que busca contribuir para o desenvolvimento de habilidades e competências dos trabalhadores, apoiando a transformação dos serviços e práticas de saúde pública na região das Américas. O CVSP trabalha com todas as áreas técnicas e departamentos da Opas na produção de cursos e produtos com conteúdo endossado pela Organização e que abordem temas prioritários.

A coordenadora adjunta do Campus Virtual Fiocruz, Rosane Mendes, participou do evento apresentando as iniciativas do CVF para melhorias na comunicação e divulgação da educação na área da Saúde. O Campus Virtual Fiocruz é uma rede de conhecimento e aprendizagem voltada à educação em saúde. Atualmente, somamos quase 450 mil alunos inscritos em cursos disponíveis na nossa plataforma, além disso, desenvolvemos 30 cursos próprios, 11 deles sobre a temática da Covid-19, que juntos somam cerca de 150 mil alunos. Todos livres, gratuitos e com inscrições abertas. Conheça os cursos sobre Covid-19 no portal do CVF.

A reunião aconteceu nos dias 15 e 16 de novembro na Argentina.

 

*Lucas Leal é estagiário sob a supervisão de Isabela Schincariol.

Publicado em 15/11/2022

Pesquisadora Beatriz Grinsztejn recebe o prêmio James Hakim Internacional Mentor 2022

Autor(a): 
Alexandre Magno | INI/Fiocruz

A pesquisadora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Beatriz Grinsztejn, recebeu na manhã dessa terça-feira, 15 de novembro, o prêmio James Hakim Internacional Mentor 2022 concedido pelo Aids Clinical Trials Group (ACTG). O prêmio veio em reconhecimento à sua liderança, pela relevância do seu trabalho em estudos avançados para o cuidado com pessoas que vivem com HIV e por sua atuação como mentora de jovens pesquisadores. Beatriz chefia o Laboratório de Pesquisa Clínica em Aids e IST do INI e é a primeira pesquisadora latino-americana a ser eleita para a presidência da International Aids Society (IAS) - seu mandato cobrirá o biênio 2024-2026.

O prêmio foi criado para honrar a memória e legado do Dr James Hakim,M.B.ChB, um destacado professor, pesquisador e médico falecido em 2021, vítima da COVID-19. James Hakim era membro da ACTG e do HPTN e tinha o reconhecimento da comunidade cientifica internacional pela sua atuação como pesquisador e mentor. Ele liderou vários estudos e pesquisas em HIV, tuberculose e outras infecções oportunistas. Além de pesquisador, Hakim dirigiu e fazia parte do corpo docente da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Zimbábue. Sua paixão era treinar a próxima geração de cientistas africanos, competentes, independentes e colaborativos. Ele era gentil, sábio e humilde, um mentor e líder humanista.

"Estou extremamente emocionada e honrada em receber hoje o prêmio James Hakim Mentor. Quando entrei para o ACTG há mais de 20 anos, James tornou-se, rapidamente, não apenas um colega e amigo, mas acima de tudo, uma grande fonte de inspiração. Ele nunca deixou de demonstrar a profunda paixão que sentia pelo seu trabalho", disse visivelmente emocionada, Beatriz Grinsztejn.

Em seu discurso, Beatriz ressaltou o significado especial do reconhecimento do seu trabalho como uma pesquisadora latino-americana e dedicou o prêmio a todas as mulheres pesquisadoras da América Latina que enfrentam vários tipos de barreiras. "Quero ressaltar que este prêmio representa uma grande conquista para todas as pesquisadoras desta Região que é muito influenciada por homens brancos que protegem e esbanjam seu poder, resultando em menos oportunidades para prosperarmos. Continuarei a encorajar as jovens pesquisadoras a ingressar e permanecer neste campo e estou feliz em fornecer orientação a elas de todas as maneiras que puder".

Beatriz é médica infectologista e tem atuado e liderado estudos na área do HIV há mais de 30 anos. Ao falar da sua trajetória profissional, a pesquisadora destacou o papel da rede de pesquisadores, ACTG, na sua carreira. "Associar-me a ACTG foi um importante ponto de inflexão em minha carreira, por proporcionar um fórum para eu ajudar pessoas que vivem com HIV e aqueles que são mais vulneráveis a contrair o vírus".

Beatriz endereçou seus agradecimentos a sua equipe no INI/Fiocruz "pelo notável trabalho e dedicação em condições desafiadoras", aos amigos e colegas da ACTG e, "Um agradecimento especial às minhas filhas incríveis e talentosas e à minha esposa Léa, que é uma pesquisadora excepcional".

Em suas palavras finais, a pesquisadora do INI lamentou a ausência do colega e amigo, James Hakim, e se disse mais energizada ainda para continuar no mesmo caminho do amigo "Estou energizada como nunca para cumprir meu objetivo de encorajar a próxima geração de pesquisadores a reduzir significativamente a carga que o HIV impõe aos mais vulneráveis entre nós", finalizou.

Publicado em 11/11/2022

Curso sobre História da Saúde Pública será oferecido no Abrascão

Autor(a): 
Lucas Leal*

Pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) oferecerão o curso História da Saúde Pública no Brasil durante o 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão. A atividade pré-congresso será realizada nos dias 19 e 20 de novembro, e conta com carga horária de 12h. O curso foi desenvolvido por especialistas em História da Saúde no Brasil, que são professores dos Programas de Pós-Graduação Stricto sensu da COC e integrantes do Observatório História e Saúde (OHS). O Campus Virtual Fiocruz lembra que está disponível em sua plataforma um curso sobre essa temática, desenvolvido pelo mesmo grupo. A formação, História da Saúde Pública no Brasil, é online e gratuita e está com inscrições abertas. 

Curso pré-congresso

O curso História da Saúde Pública no Brasil acontecerá nos dias 19 de novembro (9h às 17h) e 20 de novembro (9h às 12h30) no Mezanino A, Sala 100A do Centro de Convenções Salvador. Ao todo, estão disponíveis 50 vagas, voltadas a integrantes de movimento social, estudantes e pesquisadores da saúde coletiva. 

O 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva em Salvador, Bahia, será realizado no período de 19 a 24 de novembro de 2022, com atividades pré-congresso nos dias 19 e 20. Esta edição traz como tema central “Saúde é democracia: diversidade, equidade e justiça social” e pretende ser um momento de reencontro e de reafirmação dos pactos em defesa da vida, do SUS e da Democracia brasileira. 

O evento acontecerá num ano extremamente importante para o futuro do país, portanto, visa estimular reflexões e propostas que possam ser incorporadas à agenda da Saúde, da Educação e da Ciência e Tecnologia dos próximos governos, seja Federal ou Estaduais, de modo a contribuir para a reconstrução e redirecionamento das políticas públicas relevantes e estratégicas para o Brasil.

Veja aqui todas as informações sobre o 13º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva em Salvador

Curso online e gratuito sobre História da Saúde Pública no Brasil

A formação do Campus Virtual Fiocruz é voltada especialmente a alunos de pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento, pesquisadores, trabalhadores da saúde pública e coletiva, mas aberta a todo o público interessado na temática. Ele é oferecido em formato autoinstrucional, ou seja, o aluno tem autonomia no aprendizado. Além disso, emite certificado aos aprovados na avaliação final. 

Sua proposta é debater temas relevantes sobre a história da saúde no Brasil ao longo dos séculos, com foco em políticas públicas de saúde, ações filantrópicas e privadas, assim como concepções sobre saúde, doença e cuidado. Ele foi desenvolvido em parceria com especialistas em História da Saúde no Brasil, que são professores dos Programas de Pós-Graduação Stricto sensu da Casa de Oswaldo Cruz e integrantes do Observatório História & Saúde (OHS). O OHS é uma estrutura permanente do Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (OHS/Depes/COC/Fiocruz) e também faz parte da Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde (ObservaRH). 

Conheça a estrutura do curso:

Unidade 1 – Do império a primeira República: O surgimento da saúde pública

  • Aula 1 – A saúde e a doença da Colônia ao Império
  • Aula 2 – Saúde, microbiologia e reformas urbanas
  • Aula 3 – Oswaldo Cruz e o saneamento do Rio de Janeiro
  • Aula 4 – Das Cidades aos Sertões

 
Unidade 2 – Do Período Getulista à Ditadura Civil Militar

  • Aula 1 – Saúde Pública no 1º Governo Vargas
  • Aula 2 – O surgimento da Medicina Previdenciária
  • Aula 3 – Previdência e Saúde Pública: um Sistema Segmentado
  • Aula 4 – Saúde Pública e Desenvolvimento entre 1945 e 1964

 
Unidade 3 – Da Ditadura Civil Militar à regulamentação do SUS

  • Aula 1 – O fortalecimento do sistema previdenciário e da rede hospitalar no Brasil
  • Aula 2 – O Movimento pela Reforma Sanitária Brasileira
  • Aula 3 – O processo institucional da reforma sanitária
  • Aula 4 – A emergência do SUS


*Lucas Leal é estagiário sob a supervisão de Isabela Schincariol / com informações da Casa de Oswaldo Cruz

Publicado em 09/11/2022

Fiocruz recebe Medalha do Mérito Universitário da UFPI

Autor(a): 
Agência Fiocruz de Notícias*

A Fiocruz foi homenageada pelo Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) com a entrega da Medalha do Mérito Universitário. A sessão solene ocorreu no Cine Teatro, localizado no Espaço Rosa dos Ventos, e contou com a presença da Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, que recebeu a homenagem. Na ocasião, o reitor Gildásio Guedes, presidente do Consun, esteve à frente da solenidade com a presença do vice-reitor Viriato Campelo e demais integrantes do Conselho Universitário.

Para Nísia Trindade Lima, a homenagem simboliza o reconhecimento de um trabalho de longos anos da Fiocruz e principalmente das parcerias na UFPI que vão desde a área da saúde da família até o campo da pesquisa biomédica. “Somos gratos pela homenagem; a ponte entre ciência e educação sempre é edificante para o desenvolvimento do país. Acreditamos que reforçar as parcerias é necessário para pensarmos no futuro da ciência”, declarou Nísia Trindade. 

Jacenir Reis, coordenadora da Fiocruz Piauí, também esteve presente na ocasião e acentuou o papel significativo da unidade da Fundação no estado. “Aqui no Piauí, desde 2013 estamos ampliando e ativando essas parcerias com as universidades e instituições do Estado com a missão de vigilância entomológica, vigilância genômica e vigilância materno-infantil, colaborando no estabelecimento de uma infraestrutura de pesquisa, desenvolvimento e inovação”, apontou.

Reitor da UFPI, Gildásio Guedes destacou a importância de homenagear a Fiocruz por todo o trabalho feito desde a sua fundação e principalmente no combate à Pandemia de Covid-19. “A UFPI reconhece a Fundação Oswaldo Cruz como uma das instituições mais conceituadas que promovem saúde e conhecimento por todo o país”, afirmou Gildásio.

Inaugurada em 1900, a Fiocruz foi criada inicialmente para fabricar soros e vacinas contra a peste bubônica e posteriormente foi uma peça fundamental para o desenvolvimento da saúde pública no país. No início do século 21, a Fiocruz protagonizou uma série de avanços científicos, como o sequenciamento do genoma do BCG, atuou como um dos principais centro de pesquisa e produtor de conhecimento na pandemia de influenza A(H1N1), na epidemia de zika e microcefalia de 2015/2016 e na pandemia de Covid-19.

Para a UFPI, a Fiocruz representa a força institucional de uma parceria existente há mais de 40 anos, que contribui para formação de recursos humanos e pesquisa em pós-graduação. Para o vice-reitor Viriato Campelo, autor da proposta de concessão de homenagem ao órgão, os anos de trabalho conjuntos entre as instituições foram imprescindíveis para que a UFPI e o Piauí tivessem resultados positivos na saúde. “A Fiocruz é uma das maiores instituições de pesquisa em saúde pública do Brasil e nossa instituição se sente honrada em sustentar essa parceria que fortalece o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação na área da saúde pública do Estado”, afirmou.

 

*Com informações da Universidade Federal do Piauí (UFPI)

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