Os determinantes sociais da saúde, como raça, escolaridade, renda, cargo e tipo de exposição, influenciam diretamente as taxas de infecção pela Covid-19 em trabalhadores da saúde. O dado, publicado na Revista The Lancet Regional Health – Americas, edição de março de 2022, é fruto do trabalho de doutorado de Roberta Fernandes Correia, no Programa de Pós-graduação em Saúde da Criança e da Mulher da Fiocruz, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). De acordo com o estudo, afora a alta prevalência de infecção entre trabalhadores da saúde, verificou-se que os trabalhadores não brancos, de menor renda e escolaridade e usuários de transporte coletivo foram os mais acometidos. Além disso, os profissionais de apoio hospitalar, sobretudo os agentes da limpeza, apresentaram taxas de soroprevalência mais elevadas do que os profissionais de saúde.
Confira mais detalhes sobre o desenvolvimento da pesquisa na matéria:
Pesquisa do IFF/Fiocruz revela quem são os trabalhadores da saúde mais expostos à Covid-19
* por Everton Lima (IFF/Fiocruz)
O artigo “Desigualdades sociais impactam negativamente a soroprevalência de SARS-CoV-2 em diferentes subgrupos de trabalhadores da saúde no Rio de Janeiro”, publicado recentemente na renomada revista científica The Lancet Regional Health – Americas, investigou os fatores que influenciaram a contaminação pela COVID-19 entre os trabalhadores do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). O estudo identificou que a contaminação pelo SARS-CoV-2 (causador da COVID-19) em trabalhadores da saúde do Instituto foi influenciada pela desigualdade social.
Essa pesquisa é resultado do inquérito sorológico com 1.154 trabalhadores da saúde, realizado entre junho e julho de 2020, nos primeiros meses da pandemia no Brasil. “Para a análise dos dados, foram avaliadas a associação entre os resultados dos testes sorológicos para detecção de anticorpos IgG para SARS-CoV-2 e as características socioeconômicas, ocupacionais e meios de transporte utilizados pelos trabalhadores no deslocamento casa-trabalho, além de métodos para a correlação entre as variáveis analisadas”, conta a primeira autora do artigo, a aluna de doutorado e fisioterapeuta do IFF/Fiocruz, Roberta Fernandes Correia.
O artigo, que é o primeiro entre as teses e dissertações que estão utilizando os dados, é fruto do projeto “Imunidade, Inflamação e Coagulação na COVID-19: estudo em coorte de trabalhadores da Fiocruz”, contemplado com verba de edital do Programa Inova COVID-19 da Fiocruz, que investe em projetos de pesquisa em áreas estratégicas com foco na pandemia.
Resultados
Os resultados mostraram as iniquidades da pandemia de COVID-19 em relação aos determinantes sociais na população brasileira, abrangendo até mesmo os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados apontaram uma alta prevalência sérica (no sangue) do vírus de 30% nos trabalhadores da saúde, muito maior do que as taxas de contaminação na população em geral, de 3% a 5% no mesmo período. Entretanto, ao analisar a contaminação entre os trabalhadores do Instituto, observou-se determinados grupos em maior risco e vulnerabilidade.
Quanto à raça, 37,1% dos não brancos tiveram resultado positivo em comparação com 23,1% dos brancos. O nível de escolaridade esteve inversamente associado à soropositividade para SARS-CoV-2, assim como a renda. Quanto aos cargos, surpreendentemente, enquanto 40,4% dos trabalhadores de apoio (cargos administrativos, recepcionistas, guardas, agentes de limpeza, entre outros) apresentaram resultados positivos, apenas 25,0% dos profissionais de saúde na assistência (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, entre outros) revelaram soropositividade. Dos trabalhadores de apoio, os agentes de limpeza tiveram a maior taxa de contaminação (47,5%) entre o grupo.
Fatores como renda, escolaridade e modalidade de trabalho apareceram como preditores negativos, ou seja, quanto maior a renda e a escolaridade do profissional, e sendo profissional da saúde, menor risco ele tinha de ser contaminado. Na forma de deslocamento da residência para o trabalho, os trabalhadores que usaram transporte coletivo (trem, metrô e ônibus) apresentaram resultados de teste positivos significativamente maiores do que aqueles que utilizaram deslocamento de menor densidade (caminhada, carro, motocicleta e táxi).
Para Roberta, a desigualdade é o “vírus” mais letal do mundo. “Os achados deste trabalho não divergem da desigual contaminação da população brasileira e países afins, em especial os da América Latina. Apesar do IFF/Fiocruz ser uma instituição pública de vanguarda na atenção à saúde da população, também sofre inevitavelmente os reflexos da economia de seu país, o que afeta na contaminação pelo SARS-CoV-2 entre seus trabalhadores. É provável que a solidariedade seja o antídoto e precise urgentemente ser incorporada às políticas sociais, econômicas, de saúde, educação, ambientais e de afeto”, ressalta.
Papel da ciência
No Instituto, a testagem sorológica contribuiu para a análise da contaminação pela COVID-19 entre os trabalhadores da saúde e os mecanismos de proteção de determinados grupos. “A devolutiva deste trabalho é um compromisso institucional com os trabalhadores da unidade e revela um cenário que desconhecíamos e que a ciência cumpre seu papel de iluminar. Portanto, fica a orientação para o enfrentamento de possíveis novas variantes ou pandemias virais, de que esses grupos, frente a escassez de imunizantes, devem ser vacinados com prioridade”, esclarece Roberta.
Orientadora do doutorado de Roberta, a professora e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e do IFF/Fiocruz, Elizabeth Artmann, fala sobre a importância do estudo. “Nosso estudo reforça que os determinantes sociais da saúde influenciam as taxas de contaminação em trabalhadores da saúde. Em um país com tanta desigualdade como o nosso, estes resultados são muito relevantes e mostram a importância de pesquisas que possam ancorar a tomada de decisões, neste caso, a priorização dos grupos mais vulneráveis. Fundamental na área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde. Uma característica importante deste trabalho e que valorizo muito é a sua abordagem interdisciplinar, pois a Saúde Coletiva, mas também a Saúde como grande área de conhecimento, necessita de vários olhares e cadeias explicativas que tragam um conhecimento aprofundado da situação. A pandemia de COVID-19 reforça esta questão. O estudo, embora baseado no IFF/Fiocruz, articula duas outras unidades da Fiocruz, a Ensp e o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), um bom exemplo de produção coletiva do conhecimento”.
O coorientador, vice-coordenador do Programa Inova COVID-19 da Fiocruz e coordenador de Educação do IFF/Fiocruz, Zilton Farias Meira de Vasconcelos, que atuou junto com Roberta no período de testagem e início da imunização no Instituto, comemora a publicação do artigo na renomada revista científica internacional The Lancet Regional Health – Americas. “Esse trabalho traz três elementos que, na minha opinião, merecem destaque: primeiramente é fruto de um projeto guarda-chuva multiunidades da Fiocruz (IFF e IOC), com apoio financeiro do Programa Inova COVID. Em segundo lugar, conta com a participação de todos os trabalhadores da nossa unidade. E, finalmente, inicia a produção científica atrelada aos programas de pós-graduação da Fiocruz, que contam com 3 alunos de mestrado e 10 alunos de doutorado. Todos esses elementos juntos permitiram que o nosso trabalho identificasse fatores sociais que impactam diretamente na exposição ao SARS-CoV-2, mesmo em uma população que já apresenta maiores índices de infecção inerentes às atividades profissionais”.
A coordenadora do projeto, financiado pelo Inova COVID-19 da Fiocruz, pesquisadora do IOC/Fiocruz e coautora do artigo, Adriana Bonomo, reflete sobre a necessidade de apoiar produtos científicos com contribuições para a saúde pública brasileira. “Este trabalho usa perfis da resposta imunitária e mostra o padrão social da pandemia. Ou seja, usando dados laboratoriais de resposta imune conseguimos traçar um paralelo entre as desigualdades sociais e as populações mais frequentemente infectadas. Estudos como este ajudam a traçar políticas públicas dirigidas às populações mais vulneráveis e otimizar as medidas preventivas”.
O imunologista, pesquisador do IOC/Fiocruz e coautor do artigo, Wilson Savino, analisa o impacto dos resultados para as políticas públicas de saúde. “Este trabalho traz para o centro dos debates da pandemia a questão das desigualdades sociais, inclusive nos trabalhadores da saúde. Mostra que há questões de políticas públicas em saúde que implicam em transformações sociais, incluindo a redução de pobreza com convergência estrutural visando minimizar as desigualdades”.
O coordenador de pesquisa do IFF/Fiocruz e coautor do artigo, Saint Clair Gomes Junior, informa quais os benefícios dos resultados desse estudo para o enfrentamento da COVID-19 no Instituto. “O trabalho traz uma importante contribuição ao entendimento dos fatores que favorecem ao aumento do risco de infecção pelo novo coronavírus. Os resultados confirmam a percepção empírica de que os trabalhadores em situação social de maior vulnerabilidade (profissionais de apoio, negros, com menor escolaridade e renda e usuários de transporte de massa) têm uma chance aumentada de exposição e infecção. Apesar dos resultados serem direcionados a trabalhadores da saúde, muito provavelmente esse mesmo padrão de vulnerabilidade ocorre na população geral. Desta forma, os dados observados podem contribuir de forma decisiva como suporte para a elaboração de reforço de medidas protetivas e de vacinação direcionadas para aqueles cidadãos em maior risco”.
A pediatra, pesquisadora principal do estudo no IFF/Fiocruz e coautora do artigo, Daniella Moore, destaca sobre o papel da ciência, principalmente em tempos complexos de pandemia. “De nada adiantará termos avanços científico-tecnológicos se não formos capazes de comunicar de forma clara e compreensível o que significam os dados da ciência na prática para todos, independentemente de sua classe social, grau de escolaridade ou qualquer outra vulnerabilidade social. A pandemia já deu sinais claros de que o caminho da saída envolve vencer as iniquidades sociais não somente no Brasil, como em todo mundo”. Nesse contexto, Daniella faz um alerta. “Gestores de saúde precisam ficar atentos que garantir a força de trabalho da saúde ativa significa proteger o trabalhador da saúde não somente no seu ambiente de trabalho, mas também extra muros, criando uma mentalidade de saúde e pensando juntos como transpor dificuldades que os mais vulneráveis passam para se proteger”.
*Imagem: Fernanda Canalonga Calçada (Design Gráfico do IFF/Fiocruz)
Somente nos primeiros meses de 2021, foram registrados 7,8 mil novos casos oficiais da Covid-19 entre pessoas em privação de liberdade e trabalhadores desses estabelecimentos, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Juntos, os estabelecimentos dos sistemas prisional e socioeducativo já contabilizaram cerca de 69 mil ocorrências da doença desde o início da pandemia. Os dados são preocupantes e apontam ainda grande necessidade de atenção a esse grupo. Para atualizar profissionais e capacitá-los quanto às ações de prevenção e enfrentamento ao coronavírus entre a população privada de liberdade, o curso autoinstrucional para o Enfrentamento da Covid-19 no Sistema Prisional segue com inscrições abertas. Quase 4 mil pessoas já fizeram o curso. Não perca a oportunidade
O curso de atualização autoinstrucional para o Enfrentamento da Covid-19 no Sistema Prisional é oferecido pelo Campus Virtual Fiocruz na modalidade à distância. Ele é composto de duas unidades – Coronavírus e o sistema prisional e Plano de Contingência no ambiente prisional –, com carga horária total de 15h. A formação é voltada a gestores, profissionais de saúde, policiais penais, trabalhadores dos estabelecimentos prisionais, membros dos conselhos penitenciários e demais interessados na área. A iniciativa integra o rol de cursos disponíveis no CVF que tratam das questões relacionadas ao coronavírus.
De acordo com o monitoramento, são 46.901 os registros da doença entre pessoas presas e 15.450 entre servidores desses estabelecimentos, com 253 óbitos. No sistema socioeducativo, 1.541 adolescentes em privação de liberdade foram contaminados, além de 5.104 servidores, com 32 mortes registradas. O acompanhamento sobre a situação da pandemia nessas instituições é feito pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ), a partir de dados disponibilizados pelas autoridades locais. O acompanhamento é realizado com o auxílio do programa Fazendo Justiça, parceria do CNJ com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública para a superação de desafios estruturais nos sistemas de privação de liberdade.
Tais dados embasam a demanda por uma formação voltada às especificidades da população privada de liberdade, que historicamente é reconhecida por ser exposta à carga elevada de doenças infecciosas, respiratórias e outras comorbidade, como HIV, vírus da hepatite C e a tuberculose.
Em breve, o Campus Virtual Fiocruz lançará novas formações relacionadas ao coronavírus. A primeiras delas será o curso Vacinação: Protocolos e procedimentos, cujo objetivo é atualizar e capacitar, técnica e operacionalmente, as equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) para procederem à vacinação no atual contexto da pandemia de Covid-19. A formação é direcionada a todos os profissionais de saúde do SUS e outros serviços de saúde, em especial os envolvidos na cadeia de vacinação para covid-19; bem como para jornalistas e profissionais de comunicação em saúde. Acompanhe as nossas notícias!
Enfrentamento da Covid-19 no Sistema Prisional
Coronavírus e o sistema prisional:
Plano de Contingência no ambiente prisional:
Conheça outras iniciativas lançadas no contexto da pandemia de Covid-19
Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus
Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas
Mosquitos - Bases da Vigilância e Controle
Planejamento escolar local na transpandemia
Doenças ocasionadas por vírus respiratórios emergentes, incluindo a Covid-19
Caminhos e conexões no ensino remoto
Educação Aberta e Recursos Educacionais Abertos
Saiba mais sobre novos cursos que serão lançados em 2021:
Vacinação: Protocolos e procedimentos
Seu objetivo é atualizar e capacitar, técnica e operacionalmente, as equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) para procederem à vacinação no atual contexto da pandemia de Covid-19. A formação é direcionada a todos os profissionais de saúde do SUS e outros serviços de saúde, em especial os envolvidos na cadeia de vacinação para covid-19; bem como para jornalistas e profissionais de comunicação em saúde. O curso está dividido em quatro módulos: História e produção de vacinas e as vacinas Covid-19; Produção, transporte, conservação e armazenamento; Sala de Vacina Covid-19: organização e procedimentos; e Vacina e vigilância: questões clínicas e sistemas de registros.
Introdução ao SUS (nome preliminar)
O curso visa apresentar as bases de criação do Sistema Único de Saúde, bem como tratar de suas questões estruturais e a forma de organização da atenção à saúde em seus diferentes níveis e também das vigilâncias em saúde. Ele será aberto a todos os interessados no tema. A formação é dividida em três módulos: Movimento sanitário, criação e configuração do SUS; Condições estruturais para o desenvolvimento do SUS; e Organização da atenção e das vigilâncias em saúde
História da Saúde Pública no Brasil
O curso visa contribuir para a formação de profissionais e estudiosos da saúde pública críticos e reflexivos, cientes dos desafios relativos à formulação e implantação de políticas setoriais e das diferentes questões concernentes às práticas profissionais do campo. Inicialmente, ele será voltado a alunos de pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento. Durante o curso serão discutidas as formas como, em diferentes contextos, a assistência à saúde foi organizada; o modo como se enfrentou epidemias e se organizou serviços de saúde.
Nas duas últimas semanas, informações de diferentes regiões do país sobre o aumento do número de casos, de mortes e de abertura de leitos de UTI em hospitais para Covid-19 voltaram a ser manchete de jornal. A ideia é alertar a população, que mudou seu comportamento e parece ter perdido o medo dessa doença, que é altamente letal. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 18 de novembro, apontam que o Brasil teve, nas últimas 24 horas, o registro de 756 novas mortes por coronavírus e mais de 34 mil novos casos da doença. O número total de mortes em consequência da pandemia chegou a 167 mil, sem contar os dados subnotificados. O Campus Virtual Fiocruz segue ofertando inúmeros cursos, on-line e gratuitas, sobre a Covid-19 pra profissionais de saúde e outros interessados na temática. A capacitação é uma ferramenta estratégica para o enfrentamento dessa doença! Acesse e conheça nossos cursos!
Curso online sobre o manejo da infecção causada pelo novo coronavírus
Em um esforço para contribuir com a formação de profissionais de saúde, o Campus Virtual Fiocruz lançou o curso online “Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus”. Para responder à demanda dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento, o conteúdo foi produzido e publicado em caráter de urgência, ratificando o aspecto inovador, dinâmico e responsável da formação. Ele é aberto, gratuito, autoinstrucional e oferecido à distância (EAD), permitindo que qualquer pessoa interessada se inscreva. A qualificação é dirigida especialmente a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios, mas pode ser cursado por todos os interessados.
Ele é composto de três módulos, que são independentes e podem ser cursados conforme necessidade do aluno, conferindo autonomia ao processo de formação: Introdução: Conceitos e informações básicas (5 horas); Manejo clínico: Atenção Básica (10 horas); e Manejo clínico: casos graves (30 horas)
Oferta permanente em 2020
Curso online sobre Covid-19 e saúde no sistema prisional
Para atualizar profissionais e capacitá-los quanto às ações de prevenção e enfrentamento ao coronavírus entre a população privada de liberdade, o Campus Virtual Fiocruz e a Fiocruz Mato Grosso do Sul lançaram o curso autoinstrucional para o Enfrentamento da Covid-19 no Sistema Prisional.
A formação é oferecida na modalidade à distância e voltada a gestores, profissionais de saúde, policiais penais, trabalhadores dos estabelecimentos prisionais, membros dos conselhos penitenciários e demais interessados na área. Ela integra o rol de cursos disponíveis no CVF que tratam das questões relacionadas ao coronavírus.
Oferta permanente em 2020
Curso online sobre o combate a vetores da dengue, zika, chikungunya e febre amarela
Em tempos de coronavírus e suas milhares de mortes diárias, é difícil pensar em outras doenças. No entanto, o Brasil sofre, continuamente, com a incidência de arboviroses urbanas transmitidas pelo Aedes Aegypti: dengue, zika e chikungunya. Além disso, o quadro clínico dessas doenças é muito parecido com o da Covid-19. Portanto, os profissionais precisam estar preparados. O curso de aperfeiçoamento Mosquitos - Bases da Vigilância e Controle – online e gratuito – é voltado a agentes municipais de endemias, gestores e outros profissionais que trabalham com o controle de vetores.
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Curso online sobre planejamento escolar e gestores educacionais
A pandemia de Covid-19 vem impactando a vida e a rotina das populações de todo o mundo, e a área da educação e uma das grandes afetadas. Para tanto, a Fiocruz, juntamente com outros parceiros, lançou o curso “Planejamento escolar local na transpandemia”. A formação busca apoiar gestores e comunidades escolares a realizar o enfrentamento dessa situação e construir um planejamento local para tomadas de decisão, bem como para a reorganização do planejamento das escolas no período trans e pós-pandemia, fortalecendo o debate sobre os princípios norteadores dessa tarefa e qualificando seu protagonismo nas necessárias transformações da escola no contexto atual. Essa é uma formação online e gratuita voltada a gestores de redes e escolas.
Curso online sobre doenças ocasionadas por vírus respiratórios emergentes, incluindo a Covid-19
Os coronavírus são uma grande família de vírus que causam doenças que variam desde o resfriado comum até doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). Um novo coronavírus (Covid-19) foi identificado em 2019 em Wuhan, China. O objetivo deste curso é apresentar uma introdução geral sobre a Covid-19 e outros vírus respiratórios emergentes.
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Inscrições até 30 de novembro
Curso online sobre educação remota para docentes e profissionais da educação
"Caminhos e conexões no ensino remoto" é o tema de um novo curso da Fiocruz voltado a docentes e profissionais da área de educação. O objetivo do curso é compartilhar um conjunto de orientações básicas, ferramentas tecnológicas e atividades que subsidiem professores e outros profissionais da área na realização de disciplinas ou ações educacionais na modalidade de educação remota emergencial.
A formação, que é autoinstrucional, online e gratuita, está aberta a todos os interessados. Ela é uma iniciativa da Vice-presidência de Ensino, Informação e Comunicação e está alinhada às ações de apoio aos professores para a continuidade do ensino frente à necessidade de isolamento social causado pela pandemia de Covid-19.
Inscrições até 30 de novembro
*imagem: Freepik
Após período de análises, levantamentos e debates internos nas diferentes instâncias do ensino, o Conselho Deliberativo da Fiocruz (CD) aprovou as Orientações para a Educação Remota Emergencial no âmbito dos Programas de Pós-graduação stricto sensu e cursos lato sensu da Fiocruz. A proposta – resultante de discussões da Câmara Técnica de Educação (CTE) da Fundação – tem vigência durante o período de suspensão das atividades acadêmicas presenciais em virtude das medidas adotadas para a redução da transmissão da Covid-19. A decisão baseia-se nas tendências de evolução da doença no Brasil e no mundo e visa salvar vidas, dada à impossibilidade da realização de atividades letivas presenciais de forma segura por um período cuja duração ainda é desconhecida.
O texto das Orientações para a Educação Remota Emergencial na Fiocruz, aprovado pelo CD, em 23 de julho, apresenta diretrizes gerais para todas as unidades e é condizente com as diretivas do Plano de Convivência com a Covid-19 na Fiocruz (publicado em 31/7).
Fiocruz: organização das ações educacionais em defesa da vida
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, comentou a elaboração do documento e reiterou a importância das ações educacionais: “Elas são prioritárias para a Fundação, essenciais para o SUS, e um dos eixos estruturantes de ação de enfrentamento à Covid-19”. A presidente ressaltou ainda o trabalho agregador e colaborativo que vêm sendo desenvolvido pela equipe da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic) e a Câmara Técnica de Educação (CTE) para a garantia da continuidade das atividades educacionais, com intensa mobilização de vice-diretores, coordenadores, docentes e alunos das diversas unidades.
Segundo a Vice-Presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, as orientações aprovadas visam subsidiar a organização, a continuidade e o dinamismo das ações educacionais e, ao mesmo tempo, garantir a segurança de alunos e trabalhadores. O documento busca articular diretrizes gerais com o respeito à diversidade das realidades regionais, programas e cursos da Fiocruz, o que também exige o planejamento descentralizado das atividades no âmbito das unidades em todo o país.
A relatoria da proposta foi feita pela diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, que salientou os pressupostos de defesa da vida e de unicidade da ação em todas as unidades que ofertam cursos presenciais, reconhecendo as especificidades das modalidades de formação: “O documento também apresenta os elementos basilares gerais que guiam os processos educacionais, sinalizando a necessidade de construirmos ações pautadas no incentivo de interação dos docentes com os estudantes”, disse ela. A relatora mencionou que, para o ensino médio, modalidade oferecida pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), diretrizes específicas estão sendo definidas em função de suas especificidades, e em diálogo com outras escolas da rede pública.
Educação remota emergencial como alteração temporária na forma de oferta das atividades educacionais
Como manter ou retomar o dinamismo das atividades educacionais em face das incertezas relacionadas à evolução e duração da pandemia? Quais as condições necessárias para desenvolver atividades educacionais, considerando a gravidade da situação, sem acentuar as desigualdades sociais? Quais seriam os parâmetros para orientar as atividades educacionais na fase de convivência com a Covid-19? Esses e muitos outros questionamentos foram orientadores das discussões que resultaram na proposta de adoção da Educação Remota Emergencial na Fiocruz.
Em 16 de junho, o MEC publicou a Portaria 544/2020, admitindo, em caráter excepcional, a substituição das disciplinas presenciais, em cursos regularmente autorizados, por atividades letivas que utilizem recursos educacionais digitais, tecnologias de informação e comunicação ou outros meios convencionais. Portanto, a deliberação da Fiocruz é consoante com a regulamentação nacional e com práticas que vêm sendo adotadas por universidades e outras instituições de ensino brasileiras para garantir condições de realização das atividades educacionais no contexto da pandemia de Covid-19.
O documento define educação remota emergencial como uma alteração temporária da forma de oferta das atividades educacionais devido a circunstâncias de crise. Tal modalidade envolve o uso de soluções remotas para processos educativos que, normalmente, seriam oferecidos de forma presencial.
As orientações estão resumidas em nove artigos que abordam questões sobre o processo de implantação, acompanhamento e manutenção da educação remota emergencial na Fiocruz, incluindo temas como: aplicabilidade das novas normas; análise de viabilidade de adaptação de cursos, disciplinas e módulos para a educação remota emergencial; planejamento acadêmico com envolvimento dos corpos docente e discente; critérios e parâmetros orientadores do processo de conversão de disciplinas presenciais para a educação remota emergencial; estratégias de apoio aos docentes; apoio aos discentes com vistas a garantir boas condições para o acompanhamento das atividades de ensino e continuidade dos itinerários de formação; entre outros aspectos.
Educação como um dos eixos estruturantes de enfrentamento à Covid-19
Entre os principais eixos de atuação da Fiocruz no enfrentamento da Covid-19 está o ensino. A Fundação oferece programas e cursos em 21 de suas unidades/escritórios, em diferentes níveis (stricto sensu, lato sensu, qualificação profissional, educação profissional técnica e especialização técnica) e conta com cerca de 6 mil alunos presenciais. Por isso precisou adaptar suas atividades e lançar iniciativas urgentes de capacitação profissional no que se refere ao enfrentamento da Covid-19 (cursos na modalidade à distância: curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus e Curso Nacional de Atenção Psicossocial e Saúde Mental na Covid-19), assim como informações para profissionais de saúde de toda natureza (portais de comunicação, Observatório Covid-19, hotsites, biblioteca de referências científicas, podcasts, aulas, vídeos, peças de comunicação, cartilhas e outros materiais).
Conheça algumas iniciativas da área de Educação da Fiocruz durante a pandemia:
Curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus – Campus Virtual Fiocruz
Curso Nacional de Atenção Psicossocial e Saúde Mental na covid-19 – Fiocruz Brasília
Guia de utilização de tecnologias digitais na Educação – Campus Virtual Fiocruz
Cartilhas para orientar profissionais de saúde – EPSJV/Fiocruz
Curso Saúde indígena e prisional no contexto da Covid-19 – lançamento previsto para agosto de 2020 – Campus Virtual Fiocruz
Guia de Recursos Educacionais Abertos: Conceitos e Práticas – Campus Virtual Fiocruz
Encontros Virtuais de Educação da Fiocruz – série de debates promovida pela Vpeic/Fiocruz
Treinamento plataforma zoom para gestores e docentes – Campus Virtual Fiocruz
Capacitação sobre ensino remoto para docentes – Vpeic/Fiocruz
Manual sobre biossegurança para reabertura de escolas no contexto da Covid-19 – EPSJV/Fiocruz
Treinamento plataforma moodle para docentes - a ser realizado em 3 de agosto de 2020 – Campus Virtual Fiocruz
Para mais informações sobre a Educação na Fiocruz, veja também:
Ensino: gestores da área debatem ações educacionais e comunicacionais na Fiocruz
*Matéria atualizada em 31/7/2020
O novo coronavírus foi tema da aula inaugural do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), que aconteceu no dia 2 de março. Quem ministrou a aula foi Estevão Portela Nunes, vice-diretor de Serviços Clínicos do INI. Em entrevista, Estevão falou sobre as medidas preventivas e os aspectos clínicos da doença.
A mesa de abertura do evento foi coordenada pela diretora do INI, Valdiléa Veloso, e contou com a participação da Vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado, da Coordenadora Geral de Pós-Graduação da Fiocruz, Maria Cristina Guilam, e do Vice-diretor de Ensino do INI, Mauro Brandão. Na ocasião, os gestores da educação destacaram a capacidade da Fiocruz de atuar em situações de emergência, dada a integração de suas atividades de formação, pesquisa e assistência, entre outras (saiba mais sobre a aula inaugural).
Reportado pela primeira vez em dezembro de 2019 na China, o surto do coronavírus batizado como Covid-19 causa alarme entre as autoridades sanitárias de todo o mundo e foi declarado Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em janeiro de 2020. Autoridades e especialistas garantem que o país está preparado para enfrentar a situação. No Brasil, o Ministério da Saúde está à frente das ações de vigilância e controle da doença.
Além do trabalho de Vigilância, as autoridades governamentais anteciparam campanhas de vacinação e estão investindo em campanhas de prevenção enfatizando a importância de medidas básicas de higiene como: lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel que deve ser descartado no lixo logo após espirrar ou tossir.
"Os coronavírus são vírus conhecidos por causar infecções respiratórias e, em geral, provocam resfriados leves. Eles estão associados a um terço dos casos registrados no mundo nas épocas mais frias. É um vírus RNA com alta capacidade de mutação. Existem quatro gêneros deles: alfa, beta, delta e gama, sendo alfa e beta os únicos capazes de infectar seres humanos. Além do ser humano, o coronavírus pode infectar também diversas espécies de animais", explica Estevão.
Acesse a entrevista completa aqui. Além disso, saiba mais sobre a aula inaugural do INI.
Qual a situação epidemiológica do novo coronavírus no Brasil e no mundo, e que ações o Sistema Único de Saúde (SUS) está adotando para enfrentar o vírus? Em momentos de crise e emergência sanitária, é de extrema importância disseminar informações confiáveis e atualizadas e combater notícias falsas (fakenews).
Hoje (5/2), o Senado aprovou o Projeto de Lei do Governo Federal que dispõe sobre as medidas e os procedimentos que podem ser adotados pelas autoridades em caso de emergência de saúde pública decorrente do coronavírus – tais como o isolamento e quarentena de pessoas que retornarem ao Brasil. Pela manhã, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, apresentando o quadro atual no Brasil e de que forma a rede de saúde vem sendo mobilizada.
Na segunda-feira (3/2), o Ministério da Saúde decidiu reconhecer a emergência sanitária internacional do coronavírus, elevando o nível da resposta brasileira para Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), mesmo sem nenhum caso confirmado de coronavírus no Brasil. Atualmente, há 11 casos se enquadram na atual definição de caso suspeito para nCoV-2019.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem participado ativamente dos esforços para enfrentar o problema: criou uma Sala de Situação em Saúde dedicada a ampliar o conhecimento, monitorar e acompanhar a situação do novo coronavírus e integra o Centro de Operações de Emergências (COE) do Ministério desde o final de janeiro.
Uma das frentes de atuação institucional é a educação, comunicação e informação em saúde. Entre as medidas neste sentido, está uma seção especial na Agência Fiocruz de Notícias, que será atualizada à medida que avançar o conhecimento sobre as características e o comportamento desse novo vírus. Em função das dúvidas que vêm surgindo, foi criada uma área de respostas mais frequentes sobre o tema para que a população possa acessar e se informar por meio de fontes confiáveis. Acesse e ajude a propagar notícias de fontes seguras:
Nas redes sociais, compartilhe os conteúdos da Fiocruz usando a hashtag #SaúdeÉCoisaSéria
*Com informações da Agência Fiocruz de Notícias e do Ministério da Saúde
Que tal se atualizar sobre sarampo? Profissionais de saúde e demais interessados já podem se matricular no curso Manejo do Sarampo nos Serviços de Saúde, da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS). Dividido em dois módulos, que totalizam 60 horas, o curso é livre, online, gratuito e tem início imediato. As matrículas podem ser feitas até o dia 26 de junho.
O curso foi desenvolvido pela Secretaria Executiva da UNA-SUS, em parceria com as Secretarias de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde e a Escola de Governo da Fiocruz Brasília. A oferta faz parte do pacote de medidas governamentais adotadas para combater a doença. O objetivo é qualificar os profissionais de saúde para identificar prontamente o caso suspeito de sarampo e conduzir ações de atenção e vigilância de forma integrada e oportuna, aplicando e disseminando os conhecimentos adquiridos na rotina de trabalho.
Segundo o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde em novembro de 2019, foram notificados 49.613 casos suspeitos de sarampo no ano passado. Desses, foram confirmados 10.429 casos (21%) e descartados 19.647 (39,6%). O curso surge como uma ferramenta de atualização e qualificação do atendimento à população na atenção primária. É um incentivo a ações integradas junto aos serviços de vigilância em saúde, visando o devido manejo dos surtos, para que se possa cogitar a eliminação da doença, como já ocorreu em 2016.
Saiba mais sobre a oferta e inscreva-se já através do Campus Virtual Fiocruz.
Estudantes universitários das áreas de comunicação e de saúde, de todo o Brasil, poderão contribuir para o desenvolvimento de ações estratégicas para a redução da sífilis no país. O Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), lançou edital para prevenção da doença através dos meios de radiodifusão do país. Os interessados podem se inscrever até o dia 31 de dezembro.
É possível concorrer individualmente ou em grupo (de, no máximo, dez pessoas). O objetivo do edital é unir ideias inovadoras na comunicação em saúde, que possam subsidiar a formulação de políticas viáveis e sustentáveis para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), visando respostas rápidas a sífilis.
As propostas poderão ser apresentadas nos seguintes formatos: spot (até 30 segundos de duração); podcast de (até 20 minutos); reportagem (até 3 minutos). Só serão aceitos arquivos de áudio no formato mp3, já editados e prontos para veiculação. As propostas enviadas em outro formato não serão avaliadas.
O conteúdo deverá abordar tema livre relacionado à sífilis, como por exemplo prevenção, tratamento, diagnóstico, com foco nos públicos-alvo de jovens, gestantes ou parcerias sexuais. Deverão ser observadas na produção dos conteúdos as prioridades transversais da Opas/OMS. As propostas deverão ser realizadas em conjunto com um professor orientador.
A avaliação será feita em três fases: análise de aptidão das propostas, classificação e avaliação pelo júri de formadores de opinião. Serão eliminadas as propostas que não obtiverem a nota final mínima de oito pontos, conforme os critérios de clareza e qualidade da informação, inovação e criatividade e abordagem de temas transversais.
Os conteúdos selecionados serão veiculados em rádios públicas, universitárias, web rádios e rádios comunitárias, de alcance nacional, estadual e municipal.
Participe! Acesse o site e saiba mais.
O inimigo mora em todo o lugar: é preciso vigiar os mosquitos. Para isso, o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) está lançando o curso de aperfeiçoamento em bases da vigilância e controle de mosquitos, disponível através do Campus Virtual Fiocruz. As inscrições ficam abertas até 25 de dezembro.
O aperfeiçoamento é voltado, principalmente, à formação dos agentes municipais de endemias, para que aprofundem seus conhecimentos sobre controle e monitoramento de mosquitos vetores. Mas também podem participar profissionais do serviço de saúde que atuem na gestão de controle de vetores, gestores em saúde e o público em geral.
O curso é composto por três módulos:
I. Características biológicas, ecológicas e comportamentais • Carga horária: 15h
II. Controle de mosquitos • Carga horária: 10h
III. Avanços na pesquisa quanto ao controle vetorial • Carga horária: 5h
Também serão abordados assuntos como o contexto histórico da chegada do Aedes aegypti no Brasil junto aos surtos epidêmicos.
As aulas serão oferecidas totalmente na modalidade de educação à distância (EAD), e os participantes terão acesso a recursos como vídeos, áudios e infográficos.
Este curso foi completamente financiado pelo edital de recursos educacionais abertos, iniciativa da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz).
Venha se aperfeiçoar na Fiocruz. Inscreva-se já!
Anos de vida perdidos. Este é um dos indicadores que fazem parte do trabalho de quem atua na área da saúde e que será tema do curso de atualização em Aspectos Teóricos e Práticos do Processo de Estimativa da Carga de Doença. A iniciativa é da Fiocruz Amazônia, que está oferecendo 20 vagas para profissionais de saúde, alunos de mestrado, doutorado e pesquisadores com atuação na área de saúde pública. Os interessados podem se inscrever até o dia 12 de junho.
E você, já ouviu falar no estudo da carga global de doenças?
A metodologia do estudo da carga global de doença é um esforço científico sistemático, que visa quantificar a magnitude da perda de saúde devido a doenças, lesões e fatores de risco por idade, sexo, localidades geográficas. Envolvendo pesquisadores e especialistas em todo o mundo, essa cooperação permite a geração de dados comparáveis, padronizados e atualizados anualmente desde 1990. São informações fundamentais para a adoção de medidas para o planejamento em saúde.
Entre as métricas, destacamos aqui o cálculo do DALY (Disability adjusted life year, ou anos de vida perdidos ajustados por incapacidade), que será abordado no curso da Fiocruz Amazônia. O DALY é um indicador composto pelo YLL (years of life lost to premature death, anos de vida perdidos por morte prematura), que diz respeito à mortalidade, e pelo YLD (years of life lost to disability, anos vividos com incapacidade), que se refere à morbidade. Assim, os participantes terão condições para estimar a carga de doença.
Se interessou em atualizar e recarregar seus conhecimentos em saúde?
Processo seletivo
Para participar da seleção, os candidatos devem preencher o formulário de inscrição disponível aqui no Campus Virtual Fiocruz. É necessário inserir o link do Currículo Lattes atualizado, no local indicado, já que que o mesmo será importante no processo de avaliação.
As aulas acontecerão no período de 24 a 28 de junho, em horário integral, totalizando a carga horária de 40h, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à Rua Teresinha, 476, Bairro Adrianópolis.
*Colaborou Ana Carla Longo (estágiária supervisionada do Campus Virtual Fiocruz)