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Publicado em 04/03/2026

Aula inaugural debate segurança pública e violência urbana em territórios vulneráveis

Autor(a): 
Fabiano Gama

Para marcar o início do ano letivo de 2026, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) convida o público para um debate fundamental e urgente: segurança pública e violência urbana em territórios vulneráveis.

O evento será realizado no dia 5 de março, a partir das 13h30, na Tenda da Poli, com a presença de Cecília Oliveira, fundadora e diretora do Instituto Fogo Cruzado; do ex-aluno da EPSJV/Fiocruz, Raphael Calazans, que atualmente trabalha na Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas e Gestão de Ativos, do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e de Ana Tobossi, integrante do Conselho Gestor e Político Pedagógico do Centro de Integração na Serra da Misericórdia (RJ).

Participe dessa conversa qualificada, comprometida com a realidade dos territórios e com a construção de caminhos possíveis.

O evento é GRATUITO e será TRANSMITIDO ONLINE no canal da Escola no Youtube:

 

Publicado em 02/03/2026

Tecnologias digitais e vulnerabilidade em saúde (Vulnerabilidade 4.0) é tema de novo webinário do CEE-Fiocruz

Autor(a): 
Tatiana Guimarães

Quais caminhos são necessários para garantir acesso universal ao Sistema Único de Saúde (SUS), desenvolvimento nacional e inovação com equidade? Para aprofundar esse debate, o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz realiza, no dia 3 de março de 2026, o webinário Desenvolvimento, tecnologias digitais e o risco da vulnerabilidade em saúde (Vulnerabilidade 4.0), o nono da série Transformação Digital na Saúde Pública, iniciada em julho de 2024 e dedicada a discutir os rumos da saúde no contexto da revolução digital. O evento será realizado das 10h às 12h, com transmissão pelo canal da Vídeo Saúde Distribuidora da Fiocruz. O público poderá participar ao final, com perguntas e comentários enviados pelo chat.

Mediado pelo pesquisador Carlos Gadelha, coordenador da Rede e Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Sustentável, CT&I e CEIS (GPCEIS/CEE-ENSP/Fiocruz), o webinário reunirá a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (Seidigi/MS), Ana Estela Haddad; a cocriadora e coordenadora da Rede de Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais (RedeSist/IE-UFRJ), Helena Maria Martins Lastres; a diretora científica do CNPq (DCTI/CNPq), Monica Felts de La Roca Soares/ e o professor titular de Epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, Naomar de Almeida Filho. A abertura será do coordenador-adjunto do CEE-Fiocruz, Alessandro Jatobá.

Os participantes abordarão temas como: políticas públicas voltadas ao acesso universal, à produção e à inovação local; perspectivas da Economia Política de Dados e da soberania; iniciativas em ciência, tecnologia e inovação para fortalecer a soberania sanitária; e potencialidades e desafios da transformação tecnológica a partir do olhar da saúde coletiva.

“Esse debate é fundamental para a discussão sobre os efeitos da transformação digital, especialmente quanto às possibilidades de ampliar o acesso universal ou intensificar vulnerabilidades e exclusões sociais”, destaca Carlos Gadelha.

Série Transformação digital na saúde pública
9º Webinário:
 Desenvolvimento, tecnologias digitais e o risco da vulnerabilidade em saúde (Vulnerabilidade 4.0)
Data: 3 de março de 2026
Horário: 10h às 12h
Transmissão: Canal da Vídeo Saúde da Fiocruz
Informações: Tatiana Guimarães (21) 99428-9211 e cee@fiocruz.br

 

Publicado em 03/06/2025

Seminário vai debater saúde das mulheres em situação de rua nos dias 1º e 2/7. Submissão de trabalhos até 5/6

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

Participe do Seminário Avançado Saúde das Mulheres em Situação de Rua nos dias 1º e 2 de julho. É possível enviar trabalhos até 5 de junho. O seminário será realizado em formato híbrido, presencial no Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, no Rio de Janeiro. 

Organizado pelo Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Ensp), da Fiocruz, em parceria com a Escola de Serviço Social da UFF, o Departamento de Serviço Social da PUC e Fiocruz Ceará, o encontro reunirá pesquisadores, gestores, profissionais de saúde e representantes de movimentos sociais interessados na temática. O evento visa a promover o debate e a articulação em torno da implementação da Política Nacional para a População em Situação de Rua (PNPSR).

A ideia é contribuir para a construção de estratégias setoriais de enfrentamento aos problemas de saúde enfrentados pelas mulheres que vivem nessa condição. Apenas trabalhos que abordem a temática sob a perspectiva de gênero e da população em situação de rua (POPRUA) poderão ser apresentados. Serão aceitos resumos expandidos para apresentação presencial na data do evento ou por envio de vídeo curto para participação on-line.

Conheça os eixos temáticos AQUI e participe!

Atenção: o evento vai receber doações de itens de higiene e beleza para formar kits a serem entregues às mulheres POPRUA.

Comissão Organizadora:

Valéria Cristina Gomes de Castro – Claves/Ensp/Fiocruz

Mônica de Castro Maia Senna – ESS/UFF

Nilza Rogéria de Andrade Nunes - DSS/PUC

Luciana Silvério Alleluia Higino da Silva – Fiocruz Ceará

Apoio:

Movimento Nacional de Luta e Defesa da População em Situação de Rua (MNPSR); Pastoral do Povo da Rua e Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da

Política Nacional para População em Situação de Rua (Ciamp Rua).

Financiamento:

Ministério da Saúde/ CNPQ

 

#ParaTodosVerem Banner lilás, nele está escrito: Seminário, POPRUA MULHER, seminário avançado sobre saúde das mulheres em situação de rua, nos dias 1º/7 e 2/7/2025, no Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ- Flamengo, RJ. Submeta seu resumo expandido até 5/6. Inscreva-se!

Publicado em 19/04/2025

Evento discute desinformação e saúde no contexto dos povos indígenas e quilombolas. Confira cursos do CVF sobre povos originários

Autor(a): 
Fabiano Gama

Em que medida a desinformação científica em saúde tem afetado os povos indígenas e as comunidades quilombolas no Brasil? A pergunta é o ponto de partida para a mesa-redonda online que discutirá o tema Desinformação em saúde e povos indígenas e quilombolas em 30 de abril, às 14h, com transmissão pelo canal da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) no YouTube. O evento terá como convidados Dzoodzo Baniwa, indígena do povo Baniwa, do Alto Rio Negro, no Noroeste do Amazonas; Vladmir Rodiporo Canela, do povo Memortumré Canela, vereador do município de Fernando Falcão (MA); Marta Paixão, do Quilombo Mimbó, no Piauí; e Mateus Brito, membro do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola (Conaq).

A conversa será mediada pela pesquisadora da COC/Fiocruz Luisa Massarani, coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), e pelo pesquisador Fabio Henrique Pereira, da Universidade de Laval (Canadá). O encontro abordará, entre outras questões, o papel das mídias digitais na disseminação de desinformação científica em saúde.

“Se queremos entender o impacto da desinformação científica em saúde nos povos indígenas e nas comunidades quilombolas, obviamente o primeiro passo é ouvir lideranças indígenas e quilombolas”, afirma Massarani. Segundo a pesquisadora, o evento busca sensibilizar a sociedade para o cenário crítico da desinformação, que afeta o Brasil e outros países.

Uma realização do INCT-CPCT, sediado na Casa de Oswaldo Cruz, o evento é uma atividade de projeto de pesquisa apoiado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Chamada CNPq/Decit/Sectics/MS – Nº 30/2024).

Serviço:

Desinformação em saúde & povos indígenas e quilombolas
Data: 30/4/2025
Horário: 14h
Transmissão: youtube.com/casadeoswaldocruz

Campus Virtual Fiocruz - Conheça os cursos desenvolvidos especialmente aos povos que vivem em territórios indígenas

Ao longo dos últimos anos, o CVF desenvolveu cursos especificamente voltados à temática dos povos que vivem em territórios indígenas e profissionais de saúde: Participação e controle social em saúde indígenaCovid-19 e a atenção à gestante em comunidades indígenas e tradicionais; e Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas. Além disso, o curso "Vacinação: protocolos e procedimentos técnicos", que está em sua segunda edição, também traz conteúdos voltados às populações vulnerabilizadas, com questões específicas que abordam a saúde indígena. Todos são online e gratuitos. Inscreva-se já!

Curso Participação e controle social em saúde indígena

O curso Participação e controle social em saúde indígena tem o objetivo de fortalecer a participação social das lideranças e dos conselheiros indígenas nas instâncias formais do controle social do Subsistema de Saúde Indígena (SasiSUS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). A formação é aberta a todos, mas foi elaborada especialmente para apoiar os Povos Indígenas em sua atuação no controle social e no movimento indígena em defesa ao direito à saúde, ou seja, é voltado a indígenas interessados na temática da participação social em saúde, lideranças comunitárias, professores e outros profissionais que trabalham com a temática. 

O curso foi organizado em quatro módulos que apresentam conceitos, marcos legais e experiências que contribuíram para formar o campo das políticas públicas de saúde e da saúde indígena no Brasil, bem como conteúdos fundamentais para fortalecer a participação social dos povos indígenas nas estratégias de controle social e na definição de ações e de políticas de saúde voltadas à melhoria das condições de vida e de saúde dos Povos Indígenas no Brasil. Ele também conta com diversos textos de apoio, links de vídeos, podcasts e cards que poderão ser compartilhados nas redes sociais para fácil e rápida difusão de informações e conhecimento. 

A formação é resultado de um trabalho coletivo, e foi construído em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) a partir do diálogo constante entre pesquisadores, professores indígenas e não indígenas de diferentes instituições de pesquisa e de ensino das cinco macrorregiões do país que defendem os direitos à saúde e ao aprimoramento da atenção à saúde, oferecida em seus respectivos territórios, como integrantes do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT Brasil Plural), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), do Campus Virtual Fiocruz (VPEIC/Fiocruz), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Conheça o curso e inscreva-se!

Curso Covid-19 e a atenção à gestante em comunidades indígenas e tradicionais

O curso Covid-19 e a atenção à gestante em comunidades indígenas e tradicionais foi desenvolvido no contexto da emergência sanitária causada pelo coronavírus e está alinhado aos princípios do CVF no que se refere à disseminação de informações qualificadas e capacitação de profissionais de saúde no contexto da pandemia. Evidências científicas indicam maior chance de desfecho materno e neonatal desfavorável na presença da Covid-19 moderada e grave. Entre toda a população, grávidas e puérperas correm maior risco de desenvolver a forma grave da doença. Consequentemente, mulheres indígenas são ainda mais vulneráveis. Portanto, esse curso busca aprimorar os protocolos específicos para esses grupos, com vistas à detecção precoce de infecção e redução da razão de mortalidade materna.

Nesse contexto, o Campus Virtual Fiocruz e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lançaram esse curso, que é voltado prioritariamente a profissionais e gestores de saúde que atuam na região da Amazônia Legal Brasileira, em especial voltados à saúde dos povos indígenas e tradicionais ribeirinhos e quilombolas. 

Conheça o curso e inscreva-se!

Curso Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas

Extremamente impactada pela Covid-19, a população indígena – que tradicionalmente é mais suscetível a novas doenças em função de suas condições socioculturais, econômicas e de saúde – precisa de múltiplos esforços para o enfrentamento desta pandemia. Ciente dessas especificidades e suas necessidades, o curso Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas visa capacitar, técnica e operacionalmente, gestores e equipes multidisciplinares de saúde indígena para a prevenção, vigilância e assistência à Covid-19, respeitando os aspectos socioculturais dessa população. A iniciativa vai ao encontro de dois eixos de atuação da Fiocruz para o enfrentamento da pandemia: educação e apoio a populações vulnerabilizadas.

A formação buscou adequar e refletir sobre a resposta à pandemia no contexto dos povos indígenas. Ela foi elaborada pelo Campus Virtual Fiocruz, e teve a participação de pesquisadores de diversas unidades da Fiocruz, além de outras universidades e instituições parceiras. Assim como o curso de Atenção à gestante em comunidades indígenas e tradicionais, essa formação está alinhada aos esforços e iniciativas do Campus Virtual e da Fiocruz como um todo de formação em larga escala de profissionais de saúde na temática da Covid-19.

Conheça o curso e inscreva-se!
 

Curso Vacinação: protocolos e procedimentos técnicos - 2ª edição

Lançamos a segunda edição do curso Vacinação para Covid-19: protocolos e procedimentos técnicos, que foi revisto e ampliado. A formação, elaborada pela CVF, o Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Minas Gerais (Nescon/UFMG) e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde traz como novidades, entre outras coisas, atualizações sobre a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o fim da Emergência Sanitária, e a inserção da vacina bivalente no Calendário Nacional. 

Seu objetivo é atualizar e capacitar, técnica e operacionalmente, as equipes profissionais envolvidas na cadeia de vacinação da Covid-19, bem como outros profissionais de saúde, da comunicação e demais interessados no tema. O curso é composto de cinco módulos distribuídos em uma carga horária de 50h. As inscrições estão abertas e o curso emite certificado aos participantes!

Conheça o curso e inscreva-se!

Publicado em 23/09/2024

Fiocruz oferece curso online de Saúde Comunitária: inscrições até 25/9

Autor(a): 
Kadu Cayres (Instituto Oswaldo Cruz)

A 15ª edição do curso ‘Saúde Comunitária: Uma Construção de Todos’, oferecido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), está com inscrições abertas até o dia 25 de setembro. As inscrições devem ser realizadas no Campus Virtual Fiocruz. São oferecidas 150 vagas para moradores de comunidades em área de vulnerabilidade social com ensino médio completo.

Inscreva-se já!

Destinada a moradores de comunidade em área de vulnerabilidade social, a atividade abordará temas transversais e específicos. Os transversais devem compreender assuntos ligados à organização dos territórios. Já os temas específicos estão voltados para os agravos existentes nos territórios, identificados por meio de reuniões iniciais e selecionados pela equipe de coordenadores, docentes e monitores do curso quanto à relevância e com base na avaliação e sugestão dos alunos do ano anterior.

Para se inscrever, é preciso ser morador de comunidade em área de vulnerabilidade social, ter idade mínima de 18 anos e escolaridade a partir do 5º ano do ensino fundamental (antiga 4ª série) até o ensino médio completo – não serão homologadas as inscrições de candidatos(as) graduados(as) (com nível superior completo) – entre outros requisitos.

As aulas começam no dia 21 de outubro e serão realizadas de segunda a sexta-feira, das 17h30 às 19h30, até 6 de dezembro de 2024. Devido ao curso ser em formato online, os(as) alunos(as) precisarão providenciar o meio de comunicação online com banda de internet compatível para transmissão de som e imagem em tempo real, além de ter o aplicativo de reuniões Zoom baixado.

Publicado em 16/02/2024

Curso voltado à redução de danos e política de drogas recebe inscrições

Autor(a): 
Fabiano Gama

Com o objetivo de proporcionar acesso aos debates mais recentes de temas ligados à redução de danos e políticas de drogas, com vistas à qualificação da promoção de saúde dirigida a pessoas que usam álcool e outras drogas, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) recebe inscrições para o Curso de Atualização Profissional em Redução de Danos. Interessados podem se inscrever até 19 de fevereiro pelo Campus Virtual Fiocruz.

Inscreva-se já!

A formação é destinada aos trabalhadores que atuam na saúde, assistência social e educação que tenham interesse na área de álcool e outras drogas em uma perspectiva antimanicomial e antiproibicionista, bem como a lideranças comunitárias e de movimentos sociais e pessoas usuárias dos serviços da rede de atenção psicossocial.

São oferecidas 35 vagas. O curso tem carga horária total de 112 horas em aulas teórico-práticas, distribuídas em 3 módulos:

Módulo 1 – Políticas de Drogas, Saúde e Direitos Humanos;

Apresentar aos alunos as bases históricas e filosóficas das políticas de drogas e de cuidado em saúde dirigido a pessoas que usam álcool e outras drogas no Brasil e no Mundo, na perspectiva dos princípios do SUS, dos Direitos Humanos e da Redução de Danos. Carga horária: 40 horas

Módulo 2 – Agravos e Vulnerabilidades Associadas ao Uso de Álcool e Outras Drogas;

Apresentar aos alunos os principais agravos e vulnerabilidades sociais e de saúde associadas ao uso de álcool e outras drogas, bem como estratégias de promoção de saúde, Redução de Danos e políticas públicas relacionadas. Carga horária: 40 horas

Módulo 3 – Experiências em Redução de Danos nos Territórios e Serviços de Saúde.

Planejar com os alunos a organização de experiências coletivas de promoção de saúde dirigidas a pessoas que usam álcool e outras drogas, orientadas por princípios de Redução de Danos, nos serviços e territórios. Carga horária: 32 horas

As aulas ocorrerão de 14 de março a 13 de junho, presencialmente na Escola Politécnica, no Campus Manguinhos, da Fiocruz, no Rio de Janeiro, sempre às quintas-feiras, das 8h às 17h.

Confira a Chamada completa e inscreva-se até 19 de fevereiro!

 

Publicado em 01/12/2023

No Dia de Luta contra a Aids, Campus Virtual destaca importância da qualificação profissional para o enfrentamento ao estigma

Autor(a): 
Isabela Schincariol*

Nesta sexta-feira, 1º de dezembro, é celebrado o Dia Mundial de Luta conta a Aids. A data tem como objetivo conscientizar a população e profissionais de saúde sobre os aspectos do HIV/Aids, e outras doenças como Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, especialmente para o enfrentamento ao estigma e a promoção de uma atenção humanizada aos grupos ou indivíduos que vivenciam determinadas doenças. A campanha da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS) de 2023 fala sobre a importância da sociedade civil organizada para o enfrentamento ao HIV: "Comunidades Liderando". Nesse sentido, relembramos o curso oferecido pelo Campus Virtual: 'Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde'. A formação é gratuita, autoinstrucional e certifica os participantes.

Conheça a formação e inscreva-se!

Na tarde da última quinta-feira, 30 de novembro, o Ministério da Saúde divulgou o boletim epidemiológico sobre HIV/aids de 2023 e destacou que nos últimos 10 anos o Brasil registrou queda de 25,5% na mortalidade por aids, que passou de 5,5 para 4,1 mortes por 100 mil habitantes. Apesar da redução, cerca de 30 pessoas morreram de aids por dia no ano passado. Do total, dados do Boletim apontam que 61,7% dos óbitos foram entre pessoas negras (47% em pardos e 14,7% em pretos) e 35,6% entre brancos. Para o diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde (Dathi/MS), Draurio Barreira Cravo Neto, a tendência de queda nas mortes ainda vai se acentuar. Ele pondera, contudo, que a maior queda está entre as pessoas brancas. Entre pretos e pardos ainda há uma estabilidade. "Ainda que alguns dados reflitam a diminuição do número de casos e uma significativa queda no número de mortes, há uma desigualdade muito grande no país, segundo Neto. Isso camufla o que é observado na prática, especialmente em relação a pessoas de maior vulnerabilidade. Os dados reforçam a necessidade de considerar os determinantes sociais para respostas efetivas à infecção e à doença, além de incluir populações chave e prioritárias esquecidas pelas políticas públicas nos últimos anos.", alertou. 

Em consenso com a campanha da Opas/OMS deste ano, o Ministério da Saúde também ressaltou a importância de incluir movimentos sociais e representantes da sociedade civil organizada na elaboração das políticas públicas. Para tanto, anunciou que, em 2024, lançará um edital para envolver a sociedade civil na ampliação da prevenção e diagnóstico. Poderão participar movimentos sociais, universidades fundações, sociedades científicas e ONGs para trabalhar de forma articulada com o SUS. A previsão de investimento é de R$ 40 milhões, divididos entre recursos financeiros e insumos. Esta é a primeira vez que a pasta inclui movimentos sociais em um edital. 

Durante o evento, foi salientado ainda que inequidades estão presentes em todos os indicadores, já que minorias e populações vulneráveis representam a maior parte das pessoas infectadas. Os dados indicam que algumas populações-chave apresentam maior prevalência do HIV. Mulheres trans e travestis representam cerca de 17% a 37% dos casos. Foi destacado que um dos maiores desafios da saúde pública é combater o estigma ao redor da doença. Os representantes das populações afetadas pelo vírus estão na linha de frente da resposta ao HIV. Portanto, empoderar essas comunidades é essencial para que possam desenvolver suas próprias estratégias e alcançar aqueles que mais precisam de acesso às inovações disponíveis, como a distribuição de autotestes, a implementação da PrEP no nível primário de atendimento e em centros comunitários, e a ligação imediata ao tratamento para atingir uma carga viral indetectável, pois uma pessoa com carga viral indetectável não transmite a infecção, quebrando assim a cadeia de transmissão.

Acesse aqui o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids completo, que traz um panorama sobre o cenário da doença no país e assista a transmissão do lançamento desse novo Boletim, realizada em 30/11/23:

Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde

O estigma e o preconceito são realidades cotidianas de grupos ou indivíduos que vivenciam determinadas doenças. A discriminação relacionada a condições de saúde acontece inclusive nos serviços de saúde, o que reforça a exclusão, e, sobretudo, causa sofrimento e traz enormes desafios à gestão do cuidado. Para tanto, o curso "Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde" foi organizado em 3 macrotemas — Bases conceituais; Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas: normas e legislações; e Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação —, 5 módulos e 17 aulas. Ele é voltado a trabalhadores e trabalhadoras da saúde, estudantes, mas aberto a todos os interessados na temática.

Ele é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A elaboração do curso nasceu da necessidade de sensibilizar e instrumentalizar profissionais de saúde que estão na ponta do atendimento, visando atualizar, aprimorar e qualificar suas práticas, construções sócio-históricas que acontecem durante o processo de trabalho e por meio da interação entre tais profissionais e os usuários dos serviços de saúde. É nessa interação que nascem também aspectos relacionados ao estigma e à discriminação, os quais, como já é sabido, promovem a exclusão social e, ao mesmo tempo, podem produzir consequências negativas que resultam em interações sociais desconfortáveis. Tais fatores são limitantes e também podem interferir na adesão ao tratamento das doenças e qualidade de vida, perpetuando, assim, um ciclo de exclusão social, que, ao mesmo tempo, reforça situações de discriminação, bem como a perda do status do indivíduo, aumentando a vulnerabilidade de pessoas e populações.

Conheça a organização do curso e temas tratados:

Bases conceituais:

Módulo 1 - Bases conceituais

  • Aula 1 - Enfrentamento ao estigma e discriminação
  • Aula 2 - Condições individuais, programáticas e sociais da vulnerabilidade
  • Aula 3 - Implicações éticas em saúde

Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas - Normas e legislações:

Módulo 2 - Estigmas relacionados a algumas doenças

  • Aula 1 - Pessoas vivendo com HIV/Aids e pessoas com IST
  • Aula 2 - Pessoas acometidas pela hanseníase e seus familiares e pessoas acometidas pelas micoses endêmicas
  • Aula 3 - Pessoas acometidas por tuberculose e pessoas acometidas pelas hepatites virais

Módulo 3 - Estigmas relacionados a práticas ou comportamentos

  • Aula 1 - Pessoas privadas de liberdade
  • Aula 2 - Pessoas em situação de rua
  • Aula 3 - Pessoas que usam álcool e outras drogas
  • Aula 4 - Trabalhadoras(es) do sexo e cuidados em saúde

Módulo 4 - Estigmas relacionados a condições específicas

  • Aula 1 - População negra
  • Aula 2 - Povos indígenas
  • Aula 3 - População LGBTQIA+

Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação

Módulo 5 - Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação nos serviços de saúde

  • Aula 1 - Normas e legislações vigentes relacionadas ao enfrentamento do estigma, da discriminação e das legislações discriminatórias
  • Aula 2 - Condições e estratégias para alcance de um serviço livre de discriminação
  • Aula 3 - Práticas estigmatizantes e discriminatórias dirigidas as/os usuários(as) dos serviços de saúde
  • Aula 4 - Estratégias de melhoria para acesso aos serviços pelos(as) usuários(as)


*com informações do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS)

Publicado em 05/10/2023

Especialistas debatem os caminhos para gestação segura de mulheres em situação de rua em roda de debate virtual

Autor(a): 
Katia Machado (Plataforma IdeiaSUS Fiocruz)

Um debate sobre o cuidado de mulheres gestantes vulnerabilizadas pela estrutura social, que enfrentam, em seus diferentes encontros ao longo do pré-natal, juízos que as invisibilizam e as invalidam quanto ao desejo da maternidade. Este é o cerne da discussão da roda ‘O desejo da maternidade de mulheres em situação de rua: caminhos necessários para garantia de um direito’. O encontro, que acontece nesta próxima sexta-feira, 6 de outubro, no canal da VideoSaúde no YouTube, das 14h às 16h30, é promovido pela Plataforma IdeiaSUS Fiocruz, através da equipe da Curadoria em Saúde. Esta vem acompanhando, entre outras práticas, a experiência do Consultório na Rua de Santo André (SP), vinculada à Coordenação de Saúde Mental do SUS do município. 

Em 2022, a equipe foi contemplada com a primeira edição do Prêmio IdeiaSUS – Fiocruz é SUS, entregue às cinco melhores experiências (uma de cada região do país) participantes da 17ª Mostra Brasil, aqui tem SUS, realizada pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O trabalho, que teve como título Reduzindo danos e protegendo vidas: cuidado às gestantes em situação de rua, usuárias de substâncias psicoativas na cidade de Santo André, passou desde então a ser orientado pela equipe da Curadoria em Saúde da IdeiaSUS Fiocruz, recebendo ainda, em 2022, no mesmo contexto, o prêmio Atenção Primária Forte: Caminho Para a Saúde Universal, ofertado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Do debate, participam: Junia Quiroga, representante auxiliar do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil; Maria Ribeiro, professora no Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP; Marcelo Pedra, pesquisador do Núcleo de Populações em Situações de Vulnerabilidade e Saúde Mental na Atenção Básica (NuPop) da Fiocruz Brasília; e Giancarlo Silkunas Vay, defensor público do estado de São Paulo e professor de Direito da Criança e do Adolescente, Criminologia e Direito Penal.

Publicado em 02/09/2022

Inscrições abertas para curso Saúde Comunitária

Autor(a): 
Fabiano Gama*

Estão abertas as inscrições para a 13ª edição do curso Saúde Comunitária: Uma construção de todos. O curso, oferecido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC), será realizado em formato online, de 17 de outubro a 1º de dezembro. As inscrições estão disponíveis até 15 de setembro.

Destinado a moradores de comunidades em áreas de vulnerabilidade socioambiental, o curso trabalha temas de saúde presentes no cotidiano dos territórios, como Covid-19, resíduos sólidos, dengue, hepatites virais, intolerância alimentar, alimentação saudável, atividades de cuidadores de idosos, pediculose (piolho), infecções sexualmente transmissíveis (IST), saúde da mulher, tuberculose e parasitoses intestinais, entre outros.

Inscreva-se já!

O objetivo principal é oferecer conhecimentos teóricos e práticos que possibilitem compreender a teia de relações entre os determinantes sociais da saúde, a organização do território e a promoção da saúde. O curso proporciona e estimula o participante a continuar aprendendo e utilizar os conhecimentos adquiridos em outras etapas de sua formação e em sua vida cotidiana.

A metodologia do curso é baseada em encontros dinâmicos e expositivos que permitem que todos participem do processo de construção do conhecimento, derrubando o formato de “sala de aula”, onde apenas o professor é o dono do saber, idealizando que o saber é bidirecional.

Os temas das aulas serão organizados em sequência lógica, de modo que se complementem. Assim, a grade do curso é dividida em temas transversais e específicos. Os temas transversais devem compreender assuntos ligados à organização dos territórios. Já os temas específicos estão voltados para os agravos existentes nos territórios, identificados por meio de reuniões iniciais e selecionados pela equipe de coordenação, docentes e monitores do curso quanto à sua relevância e baseado na avaliação e sugestão dos alunos do ano anterior.

Confira a programação completa do curso.

Os interessados podem se inscrever até 15 de setembro, através do Campus Virtual da Fiocruz.  São oferecidas 150 vagas. Para participar, é preciso ter escolaridade mínima de 5º ano do ensino fundamental e idade a partir de 18 anos. 

As aulas serão ministradas através da plataforma Zoom, de segunda a sexta-feira, das 17h30 às 19h30.

Para mais informações, acesse o Campus Virtual da Fiocruz.

 

*Com informações do IOC.

Publicado em 09/06/2017

Segunda, 12/6: Comitê de Ética em Pesquisa da Ensp debate interface nas pesquisas com seres humanos

Na segunda-feira, 12/6, o Comitê de Ética em Pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) promoverá mais um debate em comemoração de seus 20 anos de atuação. A palestra Vulnerabilidade: interface nas pesquisas com seres humanos contará com a participação dos pesquisadores Fermin Roland Schramm (Departamento de Ciências Sociais - Ensp/Fiocruz); Ângela Maria Coimbra (Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria - Ensp/Fiocruz) e Maria Elisabeth Lopes Moreira (Instituto Fernandes Figueira - IFF/Fiocruz). O debate é aberto a todos os interessados e não é preciso se inscrever.

A palestra será a terceira atividade comemorativa de uma série de debates promovidos pelo CEP/Ensp em alusão a seus 20 anos. O primeiro debate, realizado em 17/4, tratou dos direitos dos participantes de pesquisa no Brasil. Na ocasião, o coordenador da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), Jorge Venâncio, afirmou que a política de retirada de direitos dos participantes de pesquisa, prevista no Projeto de Lei 7.082/2017 (PLS 200/2015), é desastrosa. Segundo ele, há inconstitucionalidade na maneira como está sendo proposta. Leia mais sobre o encontro.

No dia 5/6 aconteceu o segundo debate, que teve como tema os Biobancos na Fiocruz. Discutiu-se a questão das pesquisas envolvendo seres humanos que lidam diretamente com coleta e análise de materiais biológicos e promovem o armazenamento das amostras em bancos para análises posteriores. Presentes ao encontro, Gustavo Stefanoff (Inca/representante da Conep), Jennifer Braathen Salgueiro (coordenação CEP/Ensp), Maria Hermoso (VPPCB/Fiocruz), Thereza Benévolo (IOC/Fiocruz) e Ricardo Brum (Biomanguinhos/Fiocruz). Leia mais aqui

Ainda como parte das comemorações de seus 20 anos, o Comitê de Ética em Pesquisa da Ensp/Fiocruz promoverá mais dois encontros, em agosto e setembro. Confira a agenda:

Agosto
Data: 1/8/2017
Cinebioética: filme seguido de debate
Local: Salão internacional - 4º andar da Ensp/Fiocruz
Horário: 13h às 16h

Setembro
Data: 11/9/2017
Palestra: Comemoração dos 20 anos do CEP – Encontro dos ex-coordenadores. Perspectivas para o futuro
Local: Salão internacional - 4º andar da Ensp/Fiocruz
Horário: 13h às 16h


Fonte: Informe Ensp

 

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