A V Semana de Enfermagem Fiocruz, em 7 de maio, reunirá cerca de 300 profissionais de diferentes unidades da Fundação. Inspirada pelo tema nacional proposto pela Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Técnica, ética e política: pilares inegociáveis do cuidado de enfermagem, a edição de 2026 traz como eixo central Enfermagem Fiocruz: ciência e SUS como expressões técnicas, éticas e políticas do cuidado. Acesse a programação completa.
A abertura do evento contará com as presenças do vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Rangel, que representará o presidente da Fundação, e dos diretores do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Antônio Flávio Meirelles, do Hospital Federal da Lagoa (HFL/Fiocruz), Lívia Menezes, do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz), Estevão Portela, e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Marco Antônio Menezes. A representante das responsáveis técnicas de enfermagem será a enfermeira Paloma Acioly, do IFF/Fiocruz. O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) terá como representante a segunda-tesoureira, Ellen Peres.
A V Semana de Enfermagem Fiocruz busca ampliar reflexões sobre três dimensões indissociáveis do exercício profissional. A técnica, sustentada pela produção científica; a ética, como base da segurança do paciente e da responsabilidade profissional; e a política, como elemento estruturante da gestão e da governança do cuidado.
Desde 2022 a iniciativa é incentivada pela Presidência da Fiocruz como parte das ações voltadas à valorização da enfermagem no âmbito do SUS. Este ano, o evento ganha um significado especial com a integração da equipe de enfermagem do HFL ao corpo institucional da Fiocruz, oficializada pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria nº 1.357, de 28 de setembro de 2023. O momento marca a união de experiências e saberes que fortalecem a capacidade de resposta do SUS diante dos desafios contemporâneos da saúde pública.
O encontro reforça a liderança do enfermeiro não apenas na organização do cuidado à beira do leito, mas também nos espaços estratégicos de tomada de decisão, reafirmando a importância da participação qualificada da enfermagem nas instâncias superiores de gestão. Em um cenário de crescente complexidade assistencial, a valorização da liderança técnica e ética da enfermagem torna-se elemento central para a sustentabilidade do cuidado, contribuindo para maior resolutividade, humanização e eficiência no cuidado prestado à população.
Na Fiocruz, estão envolvidas com a organização da Semana o Instituto Nacional de Infectologia (INI), o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), o Hospital Federal da Lagoa (HFL), o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, o Centro de Referência Professor Hélio Fraga e o Núcleo de Saúde do Trabalhador da Coordenação de Saúde do Trabalhador (Nust/CST), em uma articulação da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e da Diretoria Executiva da Fiocruz. O evento se insere no contexto de integração dos hospitais federais do Rio de Janeiro, promovido pelo Ministério da Saúde.
Serviço
Evento: V Semana de Enfermagem Fiocruz
Data: 7 de maio
Local: Hotel Windsor Florida (Rua Ferreira Viana 81, Flamengo, Rio de Janeiro)
Horário: 8h às 17h
Transmissão: YouTube
#ParaTodosVerem Banner com fundo azul com bolinhas brancas, no topo direito há diversas figuras de perfis de pessoas conectadas entre si, no centro está escrito: 5ª semana de enfermagem - Fiocruz 2026.
Será encerrado no próximo domingo, 3 de maio, o prazo de inscrição para o Curso Avançado em Ciência em Animais de Laboratório, oferecido pela Coordenação de Ensino do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz). Nesta edição, a formação terá como eixo a legislação e o bem-estar animal, sendo destinada a técnicos da área, graduandos, docentes, além de profissionais graduados ou pós-graduação que desejam aprofundar seus conhecimentos no campo.
Inscreva-se já pelo Campus Virtual Fiocruz.
Gratuito, o curso tem como objetivo atualizar e aprofundar conteúdos relacionados ao refinamento em biotérios de criação e experimentação, ética e legislação. Além disso, aborda o bem-estar animal, com foco nas principais espécies utilizadas em atividades científicas e didáticas.
As aulas serão realizadas de 11 a 15 de maio, de segunda a sexta-feira, no período da tarde, em formato online e ao vivo, por meio do Google Meet, totalizando 20 horas de carga horária. Ao todo, serão ofertadas 300 vagas, com inscrições feitas pelo Campus Virtual da Fiocruz. O resultado da seleção será divulgado no dia 6 de maio, por e-mail e também na área logada da plataforma virtual de ensino.
Para consultar o edital e fazer a sua inscrição, acesse o Campus Virtual Fiocruz.
A doença falciforme e as desigualdades no acesso a tratamentos estarão em debate na palestra da professora Melissa Creary, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, no dia 2 de abril, às 14h, no campus da Fiocruz, em Manguinhos. Com o título Abandono extrativista: raça, ciência e doença falciforme, a atividade contará com tradução simultânea.
Na apresentação, Melissa Creary discutirá as tensões entre os discursos de justiça social e as dinâmicas de mercado que marcam o desenvolvimento de novas terapias genéticas para a doença falciforme. Embora cientistas e empresas do setor biomédico recorram cada vez mais ao argumento da equidade para defender tratamentos de edição do genoma, o primeiro produto desse tipo aprovado por órgãos reguladores, o Casgevy, tem custo estimado em cerca de US$ 2 milhões por paciente.
Segundo a pesquisadora, essa disparidade evidencia como as promessas de justiça e acesso permanecem subordinadas a prioridades econômicas, mesmo quando a doença falciforme é apresentada como justificativa moral e científica para o avanço da edição genética. Nesse cenário, o Casgevy também inaugura um precedente preocupante de ampliação da desigualdade no acesso a terapias genéticas de alto custo.
Com base em observação etnográfica e na análise de discursos em conferências públicas sobre edição do genoma, além de reuniões da Food and Drug Administration (FDA) para avaliação do Casgevy, a palestra examina como processos de racialização e biomedicalização influenciam o desenvolvimento e a aprovação dessas tecnologias. A atividade busca discutir como injustiças raciais históricas, especialmente relacionadas à população negra, impactam a ciência e a regulação dessas tecnologias.
Abandono extrativista: raça, ciência e doença falciforme
Palestrante: Melissa Creary (Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan)
Mediadora: Juliana Manzoni (COC/Fiocruz)
Data: 2/4
Hora: 14h
Local: Sala 308 do Centro de Documentação em Históra da Saúde (CDHS), Campus Fiocruz, Manguinhos
Transmissão: https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/coc2-fiocruz
O próximo Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos da Escola nacional de Saúde Pública Segio Arouca (Ensp/Fiocruz) terá como tema “Meninas, mulheres e mudanças climáticas: Para onde caminha a Ciência?”. Marcado para o dia 25 de março, às 14h, o Ceensp reunirá pesquisadoras e lideranças indígenas e quilombolas para discutir ciência, justiça social e equidade de gênero. A atividade integra a agenda institucional que marca o Dia Internacional de Luta das Mulheres e o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, reforçando o compromisso da Ensp/Fiocruz com a promoção da equidade de gênero no campo científico. A atividade é aberta a todos os interessados e será realizada em formato online, com transmissão pelo YouTube e tradução para Libras. Participe!
Mudanças climáticas e desigualdades: um debate necessário
Consideradas um dos maiores desafios do século XXI, as mudanças climáticas impactam diretamente a saúde das populações e a sustentabilidade dos territórios. No entanto, seus efeitos não são distribuídos de forma igual. O encontro propõe uma reflexão a partir de perspectivas interseccionais, reconhecendo que diferentes grupos sociais - especialmente mulheres, meninas e populações historicamente marginalizadas - vivenciam de forma desigual os impactos ambientais. Ao trazer essas vozes para o centro do debate, o CeEnsp busca contribuir para a construção de respostas mais justas, inclusivas e eficazes.
A mesa reunirá convidadas com trajetórias diversas, que dialogam diretamente com ciência, território e justiça social. Entre elas: Maria Aparecida Matos, professora da Universidade Federal do Tocantins; Yuri Consuelo Rodriguéz, mulher indígena Cubana, enfermeira e mestra em Saúde Pública; Rayane Oliveira, liderança quilombola; e Siana Leão Guajajara, mulher indígena do povo Guajajara/Tentehar, ativista e defensora dos direitos das pessoas indígenas com deficiência. A coordenação será de Cristiane Andrade, pesquisadora do Claves/Ensp/Fiocruz e membro do Grupo de Trabalho (GT) Mais Meninas e Mulheres na Ensp.
A iniciativa é organizada pelo GT Mais Meninas e Mulheres na Ensp, que reúne trabalhadoras e estudantes da Escola e integra o GT Mulheres e Meninas na Ciência da Fiocruz. "Ao articular ciência, gênero e clima, o CEEnsp reafirma a importância de fortalecer a participação de meninas e mulheres na produção do conhecimento e nos processos de decisão, contribuindo para políticas públicas mais representativas e transformadoras", destaca a coordenação da atividade.
"Venho reabrir as janelas da vida e cantar como jamais cantei esta felicidade ainda", cantou Teresa Cristina durante a aula inaugural Fiocruz 2026. Com um auditório lotado e aplaudida de pé, a convidada contou sua trajetória e emocionou a plateia com suas histórias, crenças e vivências. A Tenda da Ciência Virginia Schall foi o palco da celebração anual que colocou em evidência a relação entre cultura, diversidade e saúde, e recebeu também a Orquestra de Câmara e o Coral Fiocruz. O evento reuniu representantes institucionais, pesquisadores e estudantes em torno de um debate que reforça a importância de ampliar o conceito de saúde, incorporando dimensões sociais, históricas e culturais. A aula está disponível na íntegra no canal da Fiocruz no youtube. Assista!
O encontro começou com a apresentação da Orquestra de Câmara da Fiocruz, que trouxe um repertório brasileiro especial, com composições de Alexandre Schubert e Sandra Mohr. A orquestra contou com 14 integrantes e a regência do maestro Celso Franzen Jr., coordenador pedagógico da iniciativa. Já o Coral Fiocruz, apresentou um repertório igualmente especial para a aula, homenageando Paulinho da Viola, sob a regência de Paulo Malaguti Pauleira.
A aula inaugural abre simbolicamente o calendário acadêmico da instituição e, neste ano, celebrou especialmente as notas conquistadas pela Fiocruz na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A mesa de abertura foi composta pela presidente em exercício da Fundação, Priscila Ferraz, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, a coordenadora-geral de Educação, Isabella Delgado, a diretora do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), Luciana Lindenmeyer, a coordenadora de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa), Hilda Gomes e o representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG-RJ), Gustavo Batista.
Memória, emoção e gratidão marcaram a mesa institucional de abertura da aula
Bastante emocionada, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, falou sobre as trajetórias e representações presentes no encontro, destacando que atualmente a alta gestão da instituição tem significativa presença de mulheres e mulheres negras. Além disso, ela lembrou que a Fiocruz abarca diversos movimentos de inclusão e de enfrentamento das desigualdades nos espaços de produção de conhecimento e de formação, sempre "pensando a inclusão do ponto de vista de quem "faz com" e não de quem "faz para". Marly comentou sobre a necessidade de trabalhar melhor os processos culturais, valorizando a diversidade e enfrentando o movimento de colonialidade, e conclamou a todos a unirem forças no combate ao negacionismo, às fake news e à desinformação, questões que, segundo ela, "afetam também e diretamente o trabalho desenvolvido na instituição".
A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) e presidente em exercício da Fiocruz, Priscila Ferraz, destacou o simbolismo de se ter uma mesa majoritariamente feminina no mês das mulheres, especialmente em um contexto em que a educação é predominantemente feminina, tanto o corpo docentes quanto discente da instituição. Ela apontou que ter o protagonismo feminino é um dos motivos de a sociedade enxergar a educação como vetor de transformação social. "Reforçamas a visão da Fiocruz como instrumento de melhoria da qualidade de vida das pessoas. Quando aliamos educação, cultura e diversidade, fazemos com que o conhecimento ganhe sentido, chegue efetivamente às pessoas e se torne um promotor de justiça social", defendeu Priscila.
A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Isabella Delgado, reiterou a força e a representatividade desse momento ímpar, que é a aula inaugural, como o começo do novo ciclo da trajetória acadêmica de cada estudante, e convidou a todos para que tomem parte nesse pacto institucional de luta pela educação pública de qualidade e pelo fortalecimento do SUS. Também incentivou que conheçam as políticas e as iniciativas da Fiocruz e juntem-se aos que já estão nessa luta. "Não se calem! Não há neutralidade na vida e não há neutralidade na política". Ela falou ainda sobre a grande responsabilidade que vem atrelada aos feitos alcançados pela Fundação nos últimos meses, mantendo a instituição em um patamar de excelência na educação. "Os resultados definitivamente consagram a Fiocruz como instituição de excelência tanto no lato quanto no stricto sensu. Estamos muito felizes e orgulhosos desses indicadores que refletem o esforço coletivo de toda a instituição", disse ela.
A coordenadora da Cedipa, Hilda Gomes, lembrou que a Coordenação é uma conquista coletiva e está sempre voltada aos processos de construção da equidade e do respeito a todas as pessoas presentes na Fiocruz, principalmente as que fazem parte de grupos historicamente excluídos. "Buscamos a compreensão do olhar, pensando aqui de forma literal, do olhar para quem precisa, oferecendo acolhimento, empatia, apoio e o enfrentamento às violências que estão presentes na sociedade, mas sempre com um olhar, como diria Paulo Freire, de esperança, no sentido do esperançar".
Luciana falou sobre a honra de compor a mesa e ressaltou que a aula aconteceu como atividade de mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras da Fiocruz pela aprovação do reconhecimento de resultados e aprendizagem (RRA). Ela aproveitou ainda para celebrar o início da chamada dos novos concursados e reforçou o lema da campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres da Fiocruz: "Por mulheres vivas, saudáveis e respeitadas". O representante discente Gustavo Batista detalhou as ações da APG e destacou a aprovação do PL 6.894/2013 como uma grande vitória dos pós-graduandos. Esse PL assegura direitos previdenciários a bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado da Capes, CNPq e outras agências, e garante acesso à aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, reconhecendo o trabalho dos pesquisadores, sem redução no valor das bolsas.
O papel da cultura na construção da cidadania, bem-estar, identidade e pertencimento
Demonstrando respeito extremo ao ambiente em que estava, Teresa Cristina contou que se arrumou como se arruma para ir ao seu terreiro: toda de branco. "Porque esta é uma casa de muito axé", disse ela. A cantora e compositora trouxe ao centro da sua apresentação o papel da cultura — especialmente do samba — como expressão de identidade, memória e resistência. Ao compartilhar sua trajetória e referências, a artista destacou como a cultura está diretamente ligada ao bem-estar, ao pertencimento e à construção de cidadania. Com voz firme e serena, Teresa evocou mestres para falar de seus aprendizados e usou diversas metáforas para contar da vida, compartilhando com o público memórias do samba, histórias e afetos.
Teresa contou sobre os caminhos não lineares que percorreu e ainda percorre na vida, e destacou a importância da escuta atenta aos mais velhos, do aprendizado construído na convivência e no respeito às tradições. Sua experiência deu forma concreta à ideia central do encontro: o conhecimento não se limita à academia. Promover cultura é também promover saúde. Provocando Teresa em sua apresentação, Marly falou sobre a construção dessa artista que inspira tantas outras mulheres que trabalham com a educação, a cultura e também buscam esses espaços para se empoderarem mais. A vice-presidente também fez questão de lembrar a época da pandemia, momento difícil para a instituição, que tinha que tomar decisões rápidas para ajudar a salvar vidas.
"Naquele período, suas lives noturnas eram um bálsamo para muitos de nós. Preciso lhe agradecer! Como algumas colegas aqui já disseram, você salvou a minha vida! Obrigada por isso e por muito mais que você tem feito, compartilhando seus saberes, suas músicas e sua poesia. Enfim, um espaço democrático de muito aprendizado e afeto que você tem promovido. Seu samba ocupa um lugar importante na construção da identidade cultural, no fortalecimento de vínculos sociais e luta pela igualdade racial no Brasil, que ainda vive o mito da democracia da democracia racial. A obra de Teresa Cristina dialoga diretamente com o campo da saúde coletiva, o bem-viver, a cultura como importante determinante social da saúde, o direito à cidadania e à dignidade, conectando-se de maneira profunda com dimensões sociais e simbólicas da vida", disse Marly.
Em um clima de bate-papo íntimo, Teresa Cristina dividiu com o público as vivências sobre o processo de adoecimento da mãe, que sofre com a doença de Alzheimer — e o quanto acredita que as lives realizadas durante a pandemia junto com ela a ajudaram — e também falou sobre a construção da sua própria identidade. "Eu estou com 58 anos e demorei muito para gostar de mim, para me olhar no espelho e gostar do que eu estava vendo. Muita gente diz que eu salvei vidas com as lives, mas a verdade é que elas salvaram a minha também, e esticaram um pouquinho mais a consciência da minha mãe. Tenho certeza que dei a ela uma alegria que jamais pensava em ter na vida, porque o sonho da minha mãe sempre foi ser cantora", contou ela emocionada, aconselhando todos a beijarem e abraçarem suas mães enquanto podem.
Com delicadeza, mas sem perder a contundência, destacou que este ano de eleições não será fácil e apontou que todos precisam estar atentos, observar, não compartilhar fake news e, muito mais do que isso, não reeleger essas pessoas que já estão na política e fazem e dizem verdadeiras atrocidades. "Não vamos reeleger misóginos, não vamos reeleger homofóbicos, não vamos reeleger transfóbicos, não vamos reeleger negacionistas, não vamos reeleger quem fala mal da ciência, não vamos reeleger quem diz que não vai dar vacina para seus próprios filhos". Para terminar sua apresentação, Teresa Cristina, cantou a música "De volta ao começo", de Gonzaguinha. "Eu espero que essa letra coloque dentro de vocês um pouquinho de esperança: ...é como se eu despertasse de um sonho que não me deixou viver. E a vida explodisse em meu peito com as cores que eu não sonhei. É como se eu descobrisse que a força esteve o tempo todo em mim. E é como se então, de repente, eu chegasse ao fundo do fim. De volta ao começo, ao fundo do fim, de volta ao começo". "Viva a educação, viva a ciência, viva a Fiocruz!", exaltou ela.
As atividades acadêmicas de 2026 da Casa de Oswaldo Cruz serão abertas pela antropóloga Debora Diniz, que ministrará uma aula sobre o tema Ciência como testemunho: ética, engajamento e mundo em disputa. O evento ocorrerá no dia 19 de março, às 14h, no Salão de Conferência do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus da Fiocruz em Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da Casa de Oswaldo Cruz no YouTube e tradução em Libras.
Professora da Universidade de Brasília (UnB) e docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS), parceria da Fiocruz com as universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Federal Fluminense (UFF), Debora é uma cientista reconhecida no Brasil e internacionalmente pela defesa dos direitos reprodutivos, da igualdade de gênero e da justiça social. É autora de mais de 30 livros — O que é bioética (2022), Aborto por anomalia fetal (2004), Cadeia: relatos sobre mulheres (2015), Esperança feminista (2022), Carta de uma orientadora: sobre pesquisa e escrita acadêmicas (2024), entre outros — e membro do High-Level Advisory Group para o Gender and Health Hub, coordenado pelo Instituto Internacional de Saúde Global da Universidade das Nações Unidas (UNU-IIGH).
Por seu trabalho como pesquisadora, escritora, documentarista e por sua atuação em defesa de direitos humanos, recebeu dezenas de prêmios, entre os quais, o Jabuti na categoria Ciências da Saúde pelo livro Zika: do sertão brasileiro à ameaça global, em 2017; o Prêmio Dan David, pelo conjunto de sua obra em prol da justiça de gênero, em 2023; e Prêmio Mulheres e Ciência (2025), concedido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por seu trabalho em bioética, direitos humanos e gênero.
O II Seminário STEM na Saúde encerrou seu ciclo de diálogos, palestras e debates sobre a equidade de gênero nas áreas Stem (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), ampliando a discussão e mostrou a contribuição dessas áreas para a Saúde Pública. O evento ocorreu em formato híbrido no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, e foi promovido pela Fiocruz.
A iniciativa integra o projeto STEM na Saúde: Mentoria para a Promoção da Equidade de Gênero na Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta fomenta a inclusão das mulheres nas áreas Stem, fortalecendo esses segmentos do conhecimento que são fundamentais para avanços como o desenvolvimento de vacinas e medicamentos, tecnologias diagnósticas, metodologias inovadoras em processos, respostas a emergências climáticas e sanitárias, entre tantos outros. A organização do evento esteve a cargo do da Coordenação de Divulgação Científica (CDC) da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz).
As áreas Stem contemplam um campo amplo e as palestrantes trouxeram trajetórias e exemplos para ilustrar como esses saberes se articulam com diferentes frentes da Saúde Pública. A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz Soares, doutora em Engenharia de Produção pelo Programa de Engenharia de Produção (Coppe/UFRJ), citou o seu lugar no campo da Stem ao abordar o uso da engenharia aplicada à saúde, a partir de sua experiência na Fiocruz. “A engenharia de produção nos traz ferramentas, instrumentos e metodologias para que possamos gerir e planejar esta instituição, que desenvolve diversas atividades finalísticas presentes no Brasil inteiro”, afirmou.
Priscila usou como exemplo a pandemia da Covid-19 como aplicação de Stem na saúde. “Na pandemia da Covid-19, nós precisamos coordenar atividades diferentes nas áreas de comunicação e informação, produção, diagnóstico na logística e distribuição dos insumos. Tivemos que planejar as operações de modo integrado, com priorização, diretrizes e integração de unidades em todo o Brasil”, lembrou Priscila.
Soluções e inovações para o SUS
O seminário abordou as várias facetas do Stem. A biomédica e gerente-executiva de Produção de Insumos para Diagnóstico Molecular, no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Viviane Monteiro Góes, contou como se dá a aplicação do conhecimento em soluções para a população. “Todo esse conhecimento é aplicado no SUS por meio do desenvolvimento tecnológico de produtos que são entregues ao Ministério da Saúde e distribuídos para todas as unidades de saúde do país”, comentou. A pesquisadora lembrou de soluções como o desenvolvimento e a produção de testes para diagnósticos de zika, dengue, chikungunya e Covid-19, entre outras doenças, como resultantes desse conhecimento. Além disso, Viviane destacou a atuação direta do IBMP junto ao Ministério da Saúde no desenvolvimento do kit de HPV que fará o diagnóstico da doença por meio da metodologia de biologia molecular, tornando o processo mais rápido e preciso.
A coordenadora da célula de Inovação Aberta do Pólen - Laboratório de Inovação na Gestão Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Isabela Gimenez, mostrou como sua formação em Biologia e na gestão da inovação contribui para o desenvolvimento da saúde pública por meio da utilização das metodologias ágeis, como o design thinking, por exemplo. “Esta é uma das ferramentas que impactam no SUS e nas políticas públicas. O Pólen tem programas de aceleração em vários eixos: linguagem e design simples, tecnologia da informação, gestão, programa de saúde e gamificação. Nós fornecemos capacitações que ajudam os profissionais do SUS a maturarem projetos que trazem resultados práticos para as unidades de saúde”, contou.
A geógrafa e pesquisadora Renata Gracie, membro da Coordenação do Observatório de Clima e Saúde e das Potencialidades Periféricas e atual vice-diretora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), compartilhou as experiências e os projetos do Laboratório de Informação e Saúde (LIS). “Coletamos, armazenamos e divulgamos informações em saúde, tanto para os gestores tomarem decisões mais acertadas para os diferentes territórios brasileiros, quanto para a população poder fazer incidência política junto aos gestores”, explicou.
Segundo Renata, o clima e as mudanças climáticas são objetos de estudo e produção de bases de análises do LIS pelo impacto que causam no SUS e na saúde pública. “Essas alterações aumentam a magnitude de algumas doenças, muitas vezes numa velocidade tão grande que a população não consegue ser atendida no tempo necessário. Quando percebemos a aproximação de um evento extremo, o Observatório de Clima e Saúde fornece um diagnóstico para que sejam tomadas decisões mais adequadas de atendimento da população”, ressaltou.
Estão abertas, até 23 de fevereiro de 2026, as inscrições para a Pós-Graduação Lato Sensu em Ciência, Arte e Cultura na Saúde 2026, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O curso, criado em 2010, tem um caráter interdisciplinar, multidisciplinar e inovador,com objetivo de qualificar profissionais que queiram trabalhar na interface de 'ciênciarte', cultura e saúde, desenvolvendo novas práticas pedagógicas com fundamentação teórica, fortalecendo, assim, as políticas de humanização, promoção da saúde e de práticas integrativas e complementares na saúde, do SUS. As inscrições podem ser realizadas através do Campus Virtual Fiocruz.
Os candidatos podem apresentar formação superior nas áreas de educação, artes, cultura e saúde que atuam ou desejam aturar de forma integrada entre esses campos. A carga horária é de 510 horas, sendo 375 horas equivalentes às disciplinas obrigatórias e 135 horas relacionadas ao Trabalho de Conclusão de Curso. Serão oferecidas 10 vagas.
A duração mínima do curso será de 12 meses e máxima de 24 meses, contados a partir do mês/ano da matrícula inicial no curso até o mês/ano da efetiva defesa do Trabalho de Conclusão de Curso. Os nove primeiros meses são dedicados as aulas teórico-práticas, às segundasfeiras e às quartas-feiras, das 9h às 17h, e o restante, à elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso.
+Confira aqui a Chamada completa!
Acesse para mais informações: bit.ly/pgcacs
Informações e contato:
Priscila Barboza
Secretaria Acadêmica - Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Tel:(21) 2562-1419 / 2562-1201
Email: pglscacs@ioc.fiocruz.br
Avenida Brasil, 4.365, Pavilhão Arthur Neiva - Manguinhos
Cep: 21040-360 - Rio de Janeiro - RJ
#ParaTodosVerem Banner com uma imagem da torre do castelo Mourisco da Fiocruz no canto superior esquerdo. No restante da imagem há as seguintes informações: Instituto Oswaldo Cruz - Pós-Graduação Lato Sensu, Ciência, arte e cultura na saúde, turma 2026 com 10 vagas. O público-alvo são profissionais das áreas de educação, artes, cultura e saúde que atuam ou desejam atuar de forma integrada entre esses campos, com diploma de graduação reconhecido pelo MEC. As inscrições são de 25 de janeiro a 23 de fevereiro de 2026.
Para ampliar a representação feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), a Fiocruz promove, nos dias 28 e 29 de janeiro, o II Seminário STEM na Saúde. O evento ocorrerá no Salão de Conferências do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, e terá formato híbrido, permitindo participação presencial e online. Com o objetivo de debater e incentivar a inclusão de mulheres nesses campos estratégicos, a programação incluirá palestras e debates com pesquisadoras e especialistas. A iniciativa reforça o compromisso da Fiocruz com a equidade de gênero na ciência e na saúde pública.
O seminário, desenvolvido no âmbito do projeto STEM na Saúde: Mentoria para a Promoção da Equidade de Gênero na Ciência, Tecnologia e Inovação, é uma iniciativa do programa Mulheres e Meninas na Ciência (PMMC), da Coordenação de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz). O evento conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A programação do II Seminário contempla a apresentação e o debate de temas centrais para a instituição, incluindo desigualdades regionais, impactos das políticas públicas voltadas à promoção da equidade de gênero e raça na ciência e tecnologia, experiências de mentoria e estratégias de apoio à formação de futuras cientistas.
O II Seminário é mais uma articulação da Rede Nacional STEM na Saúde, coordenada pela Fiocruz. Presente em todo o país, a Rede abrange ações de formação que vão desde a educação básica até a pós-graduação, articulando pesquisa, educação, informação, comunicação pública da ciência e da saúde e divulgação científica. Com foco em estudantes de periferias urbanas, meninas negras, quilombolas e indígenas, a Rede busca enfrentar desigualdades históricas no acesso, na permanência e na progressão de meninas e mulheres na ciência. Essa é a primeira experiência integrada da Fiocruz em rede colaborativa com outras instituições do país, consolidando o STEM na Saúde como uma iniciativa estruturante para a promoção da equidade em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).
Foco na ciência
Esta segunda edição do seminário marca um momento histórico para a iniciativa já que vai reunir todas as bolsistas da Rede, além de 113 pesquisadoras-mentoras. “Mais do que promover a inclusão, o evento visa diminuir a sub-representação, quebrar barreiras históricas, construir equidade e moldar o futuro da ciência com a diversidade que a sociedade exige”, diz a coordenadora de Divulgação Científica da VPEIC, Cristina Araripe. A pesquisadora salienta que, um dos resultados do encontro, é o fortalecimento de “uma poderosa rede de formação e acompanhamento de trajetórias científicas em diferentes territórios do país”.
Serviço
II Seminário STEM na Saúde
Data: 28 e 29 de janeiro de 2026
Horário: 9h às 16h30
Local: Salão de Conferências do CDHS/COC/Fiocruz, Campus Manguinhos, RJ
Formato: Híbrido (presencial e por videoconferência síncrona)
Transmissão aberta: Canal da VideoSaúde no YouTube
Realização: Fiocruz, com apoio do CNPq e MCTI
A partir de 25 de janeiro a 23 de fevereiro de 2026, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) estará com inscrições abertas para a Pós-Graduação Lato Sensu em Ciência, Arte e Cultura na Saúde 2026. O curso, criado em 2010, tem um caráter interdisciplinar, multidisciplinar e inovador,com objetivo de qualificar profissionais que queiram trabalhar na interface de 'ciênciarte', cultura e saúde, desenvolvendo novas práticas pedagógicas com fundamentação teórica, fortalecendo, assim, as políticas de humanização, promoção da saúde e de práticas integrativas e complementares na saúde, do SUS.
Os candidatos podem apresentar formação superior nas áreas de educação, artes, cultura e saúde que atuam ou desejam aturar de forma integrada entre esses campos. A carga horária é de 510 horas, sendo 375 horas equivalentes às disciplinas obrigatórias e 135 horas relacionadas ao Trabalho de Conclusão de Curso. Serão oferecidas 10 vagas.
A duração mínima do curso será de 12 meses e máxima de 24 meses, contados a partir do mês/ano da matrícula inicial no curso até o mês/ano da efetiva defesa do Trabalho de Conclusão de Curso. Os nove primeiros meses são dedicados as aulas teórico-práticas, às segundasfeiras e às quartas-feiras, das 9h às 17h, e o restante, à elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso.
+Confira aqui a Chamada completa e os procedimentos de inscrição!
Acesse para mais informações: bit.ly/pgcacs
Informações e contato:
Priscila Barboza
Secretaria Acadêmica - Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Tel:(21) 2562-1419 / 2562-1201
Email: pglscacs@ioc.fiocruz.br
Avenida Brasil, 4.365, Pavilhão Arthur Neiva - Manguinhos
Cep: 21040-360 - Rio de Janeiro - RJ