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Publicado em 15/04/2026

Internacionalização: Encontro dá início aos trabalhos da Rede Capes-Global de desenvolvimento sustentável, ciência e saúde

Autor(a): 
Isabela Schincariol

A Fiocruz, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Universidade Federal de Rondônia (Unir), instituições que integram a Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde, estiveram na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília, nos dias 8 e 9 de abril para o seminário Marco Zero. O encontro deu início às atividades dos projetos aprovados no âmbito do Programa Redes para Internacionalização Institucional (Capes-Global.edu) e reuniu representantes de instituições de ensino em torno da ampliação da cooperação acadêmica internacional e do fortalecimento da internacionalização da educação superior no país.

A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, e a coordenadora-geral de Educação, Isabella Delgado, estiveram presentes no evento, estreitaram laços com os representantes da Capes e das outras iniciativas que compõe o Programa, receberam orientações técnicas e operacionais voltadas à execução, monitoramento e concessão dos benefícios previstos na iniciativa e apresentaram a Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde, e está sob a coordenação da Fundação.

"Esse foi um dia muito importante para o Sistema Nacional de Pós-Graduação brasileiro", disse a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, ratificando que a participação da Fiocruz nesta iniciativa reforça seu compromisso com a cooperação internacional e com o fortalecimento da formação e da produção científica em saúde, contribuindo para o desenvolvimento de redes colaborativas e para a qualificação da pós-graduação brasileira em diálogo com o cenário global.

A vice-presidente comentou que foi fundamental para a educação da Fiocruz estar nesse seminário como líder de uma das redes de internacionalização. Segundo ela, participar desse processo foi compreender que muito se progrediu até aqui com a internacionalização nos programas de pós graduação de excelência e com o PrInt Fiocruz-Capes. No entanto, apontou que "ainda temos muito mais a avançar com o Capes Global no sentido do protagonismo na cooperação Sul-Sul, de redução das assimetrias regionais e do compartilhamento de conhecimentos e práticas para o fortalecimento dos sistemas de saúde. Importante destacar ainda que a construção desta Rede, sob a liderança da VPEIC, foi coletiva e muito colaborativa, e que teremos muito a realizar nos próximos cinco anos", disse Marly Cruz.

Capes-Global.edu: Fiocruz aprovada em 1° lugar 

Número 1 entre 33 aprovadas e com mais de 50 submissões concorrentes de todo o país, a proposta da Fiocruz, segundo a Capes, não apenas cumpre os requisitos do edital, mas "estabelece um modelo inovador de internacionalização solidária no Brasil. A rede estabelecida demonstra que é possível aliar alta produtividade científica com justiça social" e aponta que a "aprovação é estratégica para a soberania científica brasileira e para a construção de uma pós-graduação mais equilibrada e inclusiva". Entre os critérios avaliados pela Capes no edital de chamamento ao Programa estavam: Excelência científica como âncora de desenvolvimento, alinhamento estratégico com políticas de Estado, redução real e prática de assimetrias, compromisso estrutural com a diversidade, e governança robusta e gestão de riscos.

Estrutura da Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde

Os temas centrais da rede são: Sistemas de saúde, doenças socialmente determinadas e desigualdades (1); Saúde global e emergências em saúde (2); Biodiversidade, ambiente e mudanças climáticas (3); Ciclo de vida, transformações demográficas e envelhecimento saudável (4); e Inovação em ciência e tecnologia para a saúde (5). Vale destacar que os cinco eixos temáticos estabelecidos estão rigorosamente alinhados às prioridades nacionais e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, sendo a Rede uma matriz de intervenção pública, conectando a ciência e tecnologia de ponta às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Cada um dos eixos busca um objetivo específico: 

  • Tema 1 - Sistemas de saúde, doenças socialmente determinadas e desigualdades: visa desenvolver atividades de educação e pesquisa voltadas para o fortalecimento dos sistemas públicos e universais de saúde, a redução das desigualdades e a valorização dos saberes produzidos nos territórios.
  • Tema 2 - Saúde global e emergências em saúde: busca desenvolver atividades de educação e pesquisa a partir de uma abordagem que articula saberes das ciências biológicas, humanas e sociais, objetivando respostas mais integradas e sensíveis às realidades locais e global.
  • Tema 3 - Biodiversidade, ambiente e mudanças climáticas: pretende fomentar atividades de educação e pesquisa para o desenvolvimento de competências técnicas e analíticas necessárias para investigar padrões e processos ecológicos, compreender interações entre natureza e sociedade e avaliar riscos e impactos ambientais, em sintonia com os preceitos da Saúde Única e Saúde Planetária. 
  • Tema 4 - Ciclo de vida, transformações demográficas e envelhecimento saudável: tem como objetivo desenvolver atividades de educação e pesquisa que busquem compreender a relação entre desenvolvimento humano e envelhecimento, sob um olhar biológico e social, visto como essencial para promover a saúde plena e a equidade.
  • Tema 5 - Inovação em ciência e tecnologia para a saúde: visa desenvolver atividades de educação e pesquisa para a construção de um ecossistema de ciência e inovação, buscando fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis) como força motriz para a autonomia e soberania nacional. 

Os planos de ação da Rede envolvem dois tópicos centrais: formação discente, docente e técnica, e pesquisa e produção. No âmbito da formação discente, docente e técnica estão previstos: mobilidade internacional e nacional entre as associadas, cursos de curta duração e disciplinas em parceria com as instituição de ensino superior (IES) associadas e com a participação de professores estrangeiros, realização de missões, aprimoramento do processo de formalização e o desenvolvimento de cotutelas, e a realização de cursos de idiomas. Já no que se refere ao tópico pesquisa e a produção, estão desenhadas ações para estímulo à formação de redes de pesquisa, à publicação científica conjunta e ao desenvolvimento de produtos técnicos e tecnológicos, a realização de seminários conjuntos e a indução de atividades de comunicação e divulgação científica.

Para o desenho, elaboração e alinhamento de todas as etapas que constroem a rede, foi realizada uma oficina de trabalho na Fiocruz, no Rio de Janeiro, com a participação de representantes das cinco instituições de ensino que integram a iniciativa Fiocruz no Programa Capes-Global.edu.

Publicado em 27/01/2026

Fiocruz é aprovada com louvor no edital Capes Global: "Modelo inovador de internacionalização solidária no Brasil", aponta Coordenação

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Excelência científica como âncora de desenvolvimento, alinhamento estratégico com políticas de Estado, redução real e prática de assimetrias, compromisso estrutural com a diversidade, e governança robusta e gestão de riscos foram os critérios avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior no edital de chamamento ao Programa Redes para Internacionalização Institucional (Capes-Global.Edu). O parecer, divulgado nesta terça-feira, 27 de janeiro, anuncia a aprovação da Fiocruz para o financiamento da Rede Capes Global para o desenvolvimento sustentável, ciência e saúde da Fiocruz, afirmando que "a proposta não apenas cumpre os requisitos do edital, mas estabelece um modelo inovador de internacionalização solidária no Brasil". A nota preliminar do projeto da Fundação é 96,15.

Segundo a Capes, no texto de recomendação à aprovação, a rede proposta pela Fundação demonstra que é possível aliar alta produtividade científica com justiça social. Eles afirmam que a "aprovação é estratégica para a soberania científica brasileira e para a construção de uma pós-graduação mais equilibrada e inclusiva". Todos os concorrentes têm 10 dias para interpor recursos e o resultado final será anunciado em fevereiro.

A Fiocruz coordena essa rede, que tem como associados a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Universidade Federal de Rondônia (Unir).

Os critérios de avaliação e os destaque da proposta

Detalhando os cinco critério de aprovação avaliados, a Capes destacou que dentre os diferenciais da proposta submetida pela Fiocruz está o fato de a instituição não atuar "de forma isolada, mas como um suporte técnico-pedagógico, colocando sua infraestrutura e prestígio a serviço do fortalecimento de programas de pós-graduação (PPGs) nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste". Nesse mesmo sentido o parecer aponta equidade regional, pois a proposta inclui e valoriza PPGs em municípios que registram Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) baixo, garantindo que recursos de internacionalização cheguem a territórios historicamente marginalizados.

Também são destaques o modelo orçamentário e o compromisso estrutural com a diversidade da proposta. Os mecanismos concretos para a descentralização de recursos e poder foram avaliados como "muito inovador", na medida em que transfere gradualmente a gestão financeira para as instituições partícipes, permitindo que elas gerenciem a maior parte do orçamento. Sobre a diversidade, o diferencial, segundo eles, é não tratá-la "como um apêndice, mas como princípio governante. A rede estabelece metas de participação mínima para negros, indígenas e pessoas com deficiência (PcD) em todos os editais de bolsas e missões, além de valorizar o intercâmbio Sul-Sul com a América Latina e a África".

Para finalizar, eles apontam que os cinco eixos temáticos — Sistemas de saúde, doenças socialmente determinadas e desigualdades; Saúde global e emergências em saúde; Biodiversidade, ambiente e mudanças climáticas; Ciclo de vida, transformações demográficas e envelhecimento saudável; e Inovação em ciência e tecnologia para a saúde - "estão rigorosamente vinculados às prioridades nacionais, como o Plano Amazônia+Sustentável e o Plano Brasil Sem Fome, contemplando 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A rede funciona como uma matriz de intervenção pública, conectando a ciência e tecnologia de ponta às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS)", ratifica o texto.

A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz (CGE/VPEIC), Isabella Delgado, destacou com entusiasmo e orgulho que o parecer positivo reflete um amplo e consistente esforço institucional, construído de forma coletiva por diferentes áreas e atores da Fiocruz. Em especial, ressaltou a atuação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação, responsável pela coordenação da submissão, assim como o engajamento das universidades integrantes da Rede, cuja participação foi decisiva para a consolidação da proposta.

Segundo a coordenadora, o processo envolveu seis meses de trabalho intenso, marcado por dezenas de reuniões técnicas, encontros de alinhamento e pactuações institucionais, fundamentais para a construção e o amadurecimento do desenho da rede apresentado à Capes. O resultado desse esforço coletivo foi a aprovação da Fiocruz em primeiro lugar , com 23 propostas aprovadas entre as 50 submetidas. Para Isabella, a conquista ocorre em um contexto especialmente significativo, ao suceder os expressivos resultados da Avaliação Quadrienal da Capes, na qual a Fiocruz obteve elevação de notas de seus Programas de Pós-Graduação e teve cerca de 60% dos PPGs reconhecidos como de excelência, consolidando o papel institucional da Fundação no cenário nacional da pós-graduação e da cooperação acadêmica internacional.

+Leia mais aqui: Programas de pós-graduação da Fiocruz se destacam por ótima avaliação na Capes

Capes-Global.Edu

O Capes-Global.Edu tem a finalidade de fomentar a criação de redes de cooperação entre instituições nacionais com estágios de internacionalização diversos para promover, por meio da cooperação internacional, o desenvolvimento de atividades estratégicas de pesquisa e pós-graduação dos participantes envolvidos.

O Programa terá vigência de até cinco anos, com início das atividades previstas para junho de 2026. As iniciativas do Capes-Global.Edu abarcam o custeio para missões de trabalho internacionais; bolsas de doutorado sanduíche no exterior, de Professor Visitante Júnior, Professor Visitante Sênior e capacitação; além de bolsas para doutorado sanduíche para estrangeiros no Brasil, Jovem Talento, Professor Visitante e pós-doutorado.

 

Publicado em 24/09/2024

Manaus sedia Encontro Nacional da Rede UNA-SUS e debate inovações tecnológicas na educação em saúde

Autor(a): 
Isabela Schincariol*

Entre os dias 17 e 20 de setembro, aconteceu em Manaus o 31º Encontro Nacional da Rede Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e o Campus Virtual Fiocruz esteve presente no evento. A programação contou com atividades diversificadas, talk shows, oficinas, rodas de conversa, reunião de coordenadores e o lançamento do livro de experiências exitosas da Rede. O encontro destacou a importância das inovações tecnológicas na educação em saúde com o objetivo de superar as barreiras e garantir a integralidade do cuidado em todo o país, especialmente em áreas com menor acesso a serviços de saúde.

Além de vivenciar os debates e trocar experiências com os participantes, Ana Furniel e Rosane Mendes, respectivamente, coordenadora e coordenadora adjunta do CVF, participaram da oficina "Formação em saúde digital aos atores envolvidos nas ofertas educacionais: realidade, necessidade e oportunidades", além de estarem presentes também no encontro que reuniu todos os coordenadores que integram a Rede UNA-SUS. Ana e Rosane, são as representantes da Rede na VPEIC/Fiocruz. 

A oficina foi mediada por Ester Massae Okamoto Dalla Costa (UNA-SUS/UEL) e Helian Nunes de Oliveira (UNA-SUS/UFMG) e teve como foco a importância de capacitar profissionais para o uso de ferramentas digitais no ambiente educacional para uma adaptação eficaz às demandas do ensino à distância e às novas tecnologias no contexto da saúde pública. 

Durante a mesa de abertura do evento, a diretora da Fiocruz Brasília e secretária executiva da UNA-SUS, Fabiana Damásio, ressaltou que o encontro foi realizado no maior estado do Brasil, onde muitos municípios dependem do SUS. Segundo ela, estar no encontro foi "uma oportunidade interessante para conhecer as demandas de cada estado, de construir consensos e pactos para a educação de saúde para cumprir as políticas públicas".

O evento é realizado anualmente e reúne coordenadores, representantes e técnicos das 35 Instituições de Ensino Superior (IES) que compõem a UNA-SUS e a Secretaria Executiva (SE/UNA-SUS) para troca de experiências. Este ano, ele foi organizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com a SE/UNA-SUS.


*com informações da UNA-SUS

Publicado em 08/02/2022

Iniciativa da Fiocruz vai fortalecer literatura e saúde em territórios populares

Autor(a): 
Cooperação Social da Fiocruz

Os direitos à vida, à saúde e à dignidade humana encontram imensos desafios para serem garantidos em países desiguais como o Brasil. Em seu sentido ampliado, a saúde envolve o desenvolvimento dos potenciais do indivíduo e de sua comunidade, e compreende também a dimensão da cultura como ambiente de pertencimento e campo de exercício de cidadania. Tendo por mote a literatura como direito humano, o projeto Periferia Brasileira de Letras, lançado pela Fiocruz, propõe a criação de uma rede de coletivos literários de favelas e periferias em nove capitais brasileiras para reivindicação de políticas públicas no campo da leitura, livro e literatura adequadas às demandas por direitos dos seus territórios. O primeiro ato do projeto são as inscrições, que abriram nesta semana e vão até 18 de fevereiro. 

Ao todo, serão sete meses com encontros virtuais divididos em três etapas: 1) curso para a rede PBL ampliar sua participação na construção de políticas públicas sobre o livro, leitura e literatura para territórios periféricos; 2) produção de um documentário que registre a experiência dos coletivos e que registre a diversidade literária produzida em diversas regiões do Brasil; 3) criação de um Fórum e a construção de uma agenda coletiva de articulação política e cultural da rede Periferia Brasileira de Letras para 2022.

Cada representante dos coletivos selecionados receberá bolsa de estudos mensal no valor de R$ 1.000 (um mil reais) durante os quatro meses do curso. As inscrições podem ser realizadas gratuitamente no site. Toda formação será gratuita, mas é essencial ter acesso à internet e equipamento para participar das atividades virtuais. 

Como se inscrever

Apenas uma pessoa física, com conta corrente ativa, deverá ser o representante para receber o valor da bolsa de estudo nos quatro meses da etapa “Promoção da Literatura em Periferias: curso de territorialização de políticas públicas saudáveis”. Para se inscrever, o coletivo e/ou grupo, formalizado ou não, deve ter no mínimo um ano de atuação na área da leitura, livro e literatura, ter um portfólio com imagens postadas em redes sociais de eventos realizados, publicações e/ou calendário de atividades regulares e atuar em território de favela ou periferia nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, Brasília, Natal, Recife, Salvador, Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte ou Rio de Janeiro. Ademais, preencher corretamente o formulário de inscrição e entregar até a data limite, que é 18 de fevereiro.

A rede PBL é uma plataforma colaborativa que busca por meio da participação popular de coletivos literários a construção coletiva de políticas públicas para territórios de favelas e periferias. O projeto tem também o objetivo de colaborar para o aprofundamento de um campo que seja agregador das diversas literaturas existentes no Brasil, dando visibilidade aos coletivos e grupos participantes dessa rede e, mais ainda, à diversidade da produção da criação literária de favela e periferia. 

Periferia Brasileira de Letras
Assessoria de imprensa: 
(21) 99202-9279 (Luiza/Cooperação Social da Fiocruz)
(21) 982009208 (Juliana/PBL)
e-mail: periferiabrasileiradeletras.pbl@gmail.com 
Instagram: https://www.instagram.com/periferiabrasileiradeletras/
Facebook: https://www.facebook.com/Periferia-Brasileira-de-Letras-100268772013670
Twitter: https://twitter.com/perifadeletras
 

*Imagem/arte: Ivan Filho

Publicado em 27/10/2020

Fiocruz lança curso online para auxiliar planejamento escolar e gestores educacionais

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

A pandemia de Covid-19 vem impactando a vida e a rotina das populações de todo o mundo, e a área da educação e uma das grandes afetadas. Buscando apoiar gestores e comunidades escolares a realizar o enfrentamento dessa situação e construir um planejamento local que dê conta dessas e muitas outras questões, a Rede de Programas de Pós-Graduação em Ensino do Rio de Janeiro, a Fiocruz, a Fundação Cederj e outros parceiros acabaram de lançar o curso “Planejamento escolar local na transpandemia”. Uma formação online e gratuita voltada a gestores de redes e escolas. As inscrições estão abertas até 30 de novembro e devem ser realizadas no Campus Virtual Fiocruz.

O objetivo geral do curso é apoiar gestores escolares para tomadas de decisão, bem como para a reorganização do planejamento das escolas no período trans e pós-pandemia, fortalecendo o debate sobre os princípios norteadores dessa tarefa e qualificando seu protagonismo nas necessárias transformações da escola no contexto atual.

A formação está estruturada em formato de minicursos, com 6h de duração cada:

  • Minicurso 1- Cuidando da Saúde: Conceitos e ações na escola
  • Minicurso 2- Reorganizando a escola: Uma nova escola
  • Minicurso 3- Garantindo a saúde mental e a proteção
  • Minicurso 4- Ninguém para trás: Contra a evasão e exclusão
  • Minicurso 5- Construindo o plano local

A formação total é de 30h e o tema central de debate baseia-se na luta pelos direitos constitucionais de cidadania – direito à Educação (art. 205), direito à Saúde (art. 196), e direito a um Ambiente Saudável (art. 225) –, com a prioridade de defender a vida.  A coordenação-geral da formação está a cargo de Tania Araujo-Jorge, Daniel Salvador, Marcelo Camacho, Francisco Mattos e Ana Carolina Fonseca.

Nesta primeira turma, o curso está disponível para 500 escolas, sendo 2 vagas para cada instituição inscrita, somando 1.000 vagas ao todo. A certificação da formação é feita pela Fiocruz.

No Brasil, o funcionamento de escolas e universidades foi interrompido em março, quando a pandemia foi decretada. Desde então, as instituições de ensino vêm enfrentando o desafio de encontrar soluções e se reinventarem para atravessar esse período de transpandemia – que é o transcurso dessa situação inédita no mundo.

Com a formação, espera-se habilitar gestores a criarem uma Comissão Interna de Saúde e Ambiente em suas escolas e a qualificá-las nos temas que forem considerados necessários; capacitá-los a preparar o planejamento escolar local essencial para a transição de sua escola na transpandemia; criar vínculos de escuta, discussão e retroalimentação entre os gestores, suas escolas e as instituições de ensino superior que realizam formação continuada com educadores (pós-graduação lato sensu e stricto sensu).

Este curso de atualização de 30h baseia-se nas diretrizes da Nota Técnica nº 1/2020/PG-EBS/IOC-FIOCRUZ – publicada 31/7/2020, pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) –, que apresenta sugestões gerais para um planejamento local nas escolas, seus gestores e educadores, de modo a auxiliar na proteção à saúde da comunidade escolar. 

Confira o vídeo de apresentação do novo curso:

Imagem de capa: Freepik

Publicado em 31/01/2020

Internacionalização: há chamadas abertas para professor visitante no Brasil e no exterior

Autor(a): 
Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz) | Foto: Unsplash

Troca de conhecimento ao redor do mundo! A Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) acaba de lançar a terceira e a quarta chamada do PrInt Fiocruz-Capes: uma é para professores visitantes no exterior – níveis júnior e sênior – e a outra é voltada a professores visitantes no Brasil, para estadia de curta duração. Acesse pelos links abaixo e saiba mais:

Chamada nº 3/2020 - Professor(a) Visitante no Exterior Júnior/Sênior (PVEJS)*: para professores inseridos na pesquisa nacional e internacional, com reconhecida produtividade científica e tecnológica na sua área do conhecimento. O candidato vai concorrer a uma bolsa no exterior para estudos avançados. Para concorrer, é preciso ter doutorado, vínculo empregatício com a Fiocruz e ser orientador nos Programas de Pós-Graduação que participam do PrInt. [Anexos]

Chamada nº 4/2020 - Professor Visitante no Brasil: destinada a docentes de renome atuantes e residentes no exterior. Os selecionadores virão ao Brasil para participar de cursos, treinamentos, palestras ou seminários, por um período entre 15 e 30 dias. O objetivo é atrair lideranças internacionais no campo da saúde para contribuir com a inovação da pós-graduação e a excelência do ensino na Fiocruz. [Anexos]

Com as chamadas, o Programa Institucional de Internacionalização (PrInt Fiocruz-Capes) quer fortalecer a cooperação e o intercâmbio entre instituições e redes de pesquisa. Para mais informações, acesse os documentos aqui ou pelo site do PrInt.

Acompanhe o Campus Virtual Fiocruz para mais notícias sobre as seleções.

 

*Notícia atualizada em 6/2/2020 (errata publicada)

Publicado em 05/12/2019

Seminário do PrInt: Fiocruz expande sua rede de educação e lança hub em plataforma internacional de e-learning

Autor(a): 
Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz)

Uma rede internacional forte, que avança e inova, na educação em saúde. Para debater suas ações de internacionalização do ensino, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) promoveu o Seminário Internacional do Programa Institucional de Internacionalização (PrInt Fiocruz-Capes). Realizado nos dias 3 e 4 de dezembro, o evento reuniu a comunidade acadêmica e convidados estrangeiros para trocar experiências neste campo.

Na abertura, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, cumprimentou todos que atuam para o desenvolvimento do PrInt Fiocruz-Capes. “Este programa é fruto de um trabalho coletivo, e também de um acúmulo de conquistas que a área da educação alcançou em nossa instituição”, afirmou. “É importante ter uma agenda positiva em meio a um cenário de tantas dificuldades", pontuou. Ela aproveitou para convidar a todos para o Fórum Oswaldo Cruz, que acontece no dia 6/12 na Fundação. Na ocasião, líderes de universidades, associações científicas e especialistas vão debater o tema O futuro da saúde no Brasil, compromisso social da ciência.

Neste sentido, a vice-presidente de Educação Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, destacou que — mesmo diante de uma conjuntura desfavorável — a Fundação tem sido protagonista em internacionalização. Ela comentou que, apesar de o seminário ser dedicado ao PrInt, há uma série de iniciativas em curso na instituição, como editais de mobilidade acadêmica e parcerias de excelência. “Este foi um ano desafiador para a pesquisa e para o ensino. Mas temos discutido as dificuldades estrategicamente, para fortalecer cada vez mais a articulação e a cooperação internacional”, destacou.

A mesa de abertura também contou com a participação de Luiz Eduardo Fonseca, representante do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz). A coordenadora Geral de Educação e coordenadora do PrInt, Cristina Guilam, parabenizou toda a equipe, os coordenadores e o Comitê Gestor do Programa pelo trabalho que vem sendo desenvolvido (saiba mais nesta entrevista).

The Global Health Network: mais uma conquista internacional

No primeiro dia de seminário, um dos destaques foi o lançamento de um hub da Fiocruz na plataforma The Global Health Network (TGHN), que já pode ser acessado aqui. A iniciativa é fruto de uma parceria firmada este ano com a Universidade de Oxford, responsável pela rede. Bonny Baker, da TGHN, explicou que a proposta é "unir pesquisadores e oferecer recursos e ferramentas para que possam desenvolver pesquisas em rede na área da saúde".

À frente do projeto, Gustavo Matta (da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca - Ensp/Fiocruz), celebrou o lançamento do hub. "Hoje temos este novo espaço, que poderá contribuir para ampliar a colaboração e estimular o e-learning", disse. Ele lembrou que a parceria surgiu da necessidade de respostas rápidas à epidemia de zika no Brasil, em 2016.

No hub da Fiocruz na plataforma TGHN, estarão disponíveis cursos online desenvolvidos pelo Campus Virtual Fiocruz. O primeiro deles será sobre febre amarela. É cooperação em rede para levar mais saúde pelo mundo!

*Atualizada em 6/1/2020.

Publicado em 16/08/2019

Buscando pesquisadores que trabalham pela educação no Brasil? Conheça a Plataforma de Ciência para Educação

Autor(a): 
Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)

Que tal conhecer pesquisadores que trabalham para solucionar problemas da educação brasileira? Pensando nessa rede, foi desenvolvida a Plataforma de Ciência para Educação (Plataforma CpE). Através de ferramentas computacionais, os usuários da plataforma podem buscar por cientistas da Rede CpE e também da área de intersecção ciência e educação, vinculados a diferentes instituições de pesquisa no país. Os nomes dos cientistas aparecem junto a métricas da produção acadêmica.

As informações são da Plataforma Lattes, base de dados de acesso aberto mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As ferramentas para apresentar os dados foram desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa em Cientometria da Universidade Federal do ABC (UFABC).

A Plataforma CpE é mantida pela Rede Nacional de Ciência para Educação (CpE), o Instituto Ayrton Senna e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. A iniciativa conta com apoio da Academia Brasileira de Ciências, da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, do Instituto Ciência Hoje, do Museu do Amanhã e da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Acesse a plataforma e saiba mais em: http://www.plataforma-cpe.org/

Publicado em 14/08/2019

SuperSUS: jogo gratuito convida o usuário a um passeio pela rede de saúde

Autor(a): 
Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz)

Saúde na ponta dos dedos: que tal aprender sobre a rede de saúde pública de um jeito divertido? Acaba de ser lançado o jogo eletrônico SuperSUS, uma iniciativa da Fiocruz Pernambuco para toda a população brasileira. O projeto recebeu financiamento do edital para recursos educacionais abertos (REA) da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz.

 O game está disponível para download online, gratuitamente. Com várias fases, propõe aos participantes descobrirem mais sobre o direito à saúde e o processo de construção do Sistema Único de Saúde (SUS). As fases envolvem atividades, programas e serviços que são ofertados pelo SUS, além de acontecimentos sobre a história do Sistema. A cada desafio superado, o jogador acumula pontos e é levado a cumprir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O objetivo do SuperSUS é estimular o cidadão a reconhecer seus direitos, "vestir a camisa" do Sistema e compreender sua importância. Quem perde, descobre a falta que o SUS faz no dia a dia e os problemas decorrentes disso.

Topa o desafio? Bora jogar! Clique aqui e acesse o site do SuperSUS.

Publicado em 01/08/2019

Fiocruz assina acordo com a Universidade de Oxford para desenvolver plataforma conjunta em ensino e pesquisa

Autor(a): 
Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz)*

Ponto do Brasil em ensino e pesquisa. Uma nova parceria estratégica entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a The Global Health Network (Rede de Saúde Global, TGHN na sigla em inglês), vinculada à Universidade de Oxford, ampliará o impacto de iniciativas de formação e de pesquisa no contexto internacional, a começar por descobertas relacionadas ao Zika vírus. O acordo foi assinado no dia 31/7, na sede da Fiocruz no Rio de Janeiro, pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

"Estou muito contente. Esta assinatura é uma celebração de um trabalho que começou há um ano e será uma importante janela para os nossos projetos de ensino, com muito potencial para contribuir com a pesquisa e a saúde pública no mundo”. Nísia destacou que a colaboração é possível graças aos objetivos em comum partilhados pelas duas instituições, entre eles uma forte crença de que a saúde pública pode ser melhorada por meio de pesquisa.

A parceria, que começou a ser traçada em 2018, busca responder à necessidade de melhorar a capacidade de pesquisa em todo o mundo. O objetivo é gerar evidências sobre doenças, em lugares e comunidades onde esses dados estão faltando, como explica a professora Trudie Lang, diretoa da TGHN. “Atualmente, 90% das pesquisas do mundo beneficiam cerca de 10% da população, o nosso esforço é para tentar incluir os outros 90%”.

Plataforma global para ampliar o desenvolvimento de profissionais de saúde

Um dos principais objetivos da cooperação é promover as ações da Fiocruz de forma global, ampliando sua abrangência internacional. Para isso, a Fiocruz contará com um novo ambiente de compartilhamento de conhecimentos (hub) através da TGHN, que permitirá acesso a cursos online, comunidades de prática, divulgação das ações estratégicas e um maior intercâmbio com parceiros.  A Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) participa da criação deste espaço com a equipe do Campus Virtual Fiocruz (CVF). 

As duas instituições vão colaborar com organizações de pesquisa locais para promover o acesso a treinamento, apoio, ferramentas e recursos para trabalhos de saúde em países de língua portuguesa. O objetivo é superar a barreira da linguagem para a realização de pesquisas, oferecendo a profissionais de saúde habilidades e treinamento, em português, para que construam sua carreiras.

A coordenadora adjunta do Campus Virtual Fiocruz, Rosane Mendes, explica que o CVF fará a curadoria dos cursos para e-learning, selecionando os cursos que serão disponibilizados na nova plataforma conjunta. "Na prática, a Fundação está participando da criação da rede global de cursos compartilhados, seja incluindo conteúdos ou disponibilizando material dos parceiros. Além de incorporar novos formatos utilizados internacionalmente, potencializaremos a oferta de cursos na modalidade à distância (EAD), atingindo um novo público e ampliando nosso alcance". O primeiro curso será sobre febre amarela.

Descobertas sobre zika: da Fiocruz para o mundo

A nova parceria também visa ampliar o acesso a resultados de pesquisas sobre zika. Sabendo do protagonismo da Fiocruz na área, o acordo prevê um ambiente dedicado à temática. Na Fiocruz, a responsável pelo ambiente será a Rede Zika Ciências Socias, que está vinculada à Presidência da instituição, e é coordenada por Gustavo Matta. "Esse novo espaço será fundamental para  ampliar a disseminação de informações, a discussão de resultados científicos relevantes e o engajamento com famílias afetadas pelo Zika vírus”, diz ele. Gustavo celebra a iniciativa: "A assinatura é de grande valia para a nossa instituição: é a Fiocruz engajada com a internacionalização e preservando o que faz de melhor, que é defender a saúde como direito universal e responder as necessidades sociais de saúde das populações".

 

*Com informações de Julia Dias (AFN/Fiocruz) | Colaborou Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)

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