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Publicado em 21/08/2025

Assistência ao parto: Novo curso trata de morbimortalidade materna e distocias no trabalho de parto

Autor(a): 
Isabela Schincariol

A mortalidade materna é um enorme desafio de saúde pública no mundo. No Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, os indicadores mostram-se ainda mais desfavoráveis. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), aponta que 9 em cada 10 mortes entre gestantes e puérperas são evitáveis quando medidas eficazes são implementadas, reforçando a necessidade de equipes cada vez mais qualificadas. Nesse contexto, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Campus Virtual Fiocruz, lança o curso, online e gratuito, Assistência ao parto: ênfase nas distocias e principais causas de morbimortalidade materna. A formação é aberta ao público em geral, mas especialmente voltada a profissionais de saúde que atuam com a temática.

Inscreva-se já! 

O curso tem carga horária de 60h, dividas em 5 módulos e tem como objetivo sensibilizar e atualizar sobre temas críticos como distocias, hemorragias, infecções e síndromes hipertensivas, visando contribuir para a melhoria da qualidade do cuidado obstétrico e para a proteção da vida de mulheres e recém-nascidos, especialmente em contextos com indicadores de saúde desfavoráveis.

O Brasil tem avançado na redução da morbimortalidade materna, mas os índices permanecem elevados, especialmente em regiões mais vulneráveis e entre mulheres em situação de maior fragilidade social, apesar de muitas causas serem evitáveis com tecnologias já disponíveis, disse a coordenadora acadêmica do curso e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Maria do Carmo Leal, que há décadas estuda a temática e é considera uma das maiores especialistas do país no que se refere à saúde materno infantil. Ela aponta que a formação qualificada de profissionais que atuam na assistência ao parto e assistência à saúde da mulher é considerada uma estratégia essencial, "sendo essa uma das mais importantes para reduzir esses indicadores, contribuindo para seu enfrentamento e salvando vidas de mães e bebês".

Fiocruz Amazônia e a agenda das mulheres

Este curso integra um projeto maior, intitulado 'Formação de Profissionais do SUS em Saúde da Mulher' — desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Além do curso aberto e massivo, essa iniciativa envolve formações teórico-práticas voltadas a profissionais em diferentes maternidades, unidades básicas de saúde e de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) no Amazonas e em Roraima sobre urgências e emergências obstétricas, planejamento reprodutivo e prevenção de gravidez não planejada, e aconselhamento pré-natal de qualidade e prevenção da gravidez na adolescência.

Nesta grande iniciativa, o Campus Virtual Fiocruz é o responsável pelo desenvolvimento e acompanhamento da oferta nacional 100% autoinstrucional "Assistência ao parto: ênfase nas distocias e principais causas de morbimortalidade materna" e também pela parte teórica do curso "Urgências e emergências Obstétricas", que é oferecido de forma híbrida em Boa Vista (Roraima) e em Manaus (Amazonas) e, até o momento, já ofereceu duas turmas, uma em julho deste ano, e a segunda com início nesta quinta-feira, 21/8. 

A coordenadora do projeto, Michele Rocha de Araújo El Kadri, que é diretora adjunta do ILMD/Fiocruz Amazonia, comentou que as aulas, o desenvolvimento do material e a disponibilização dos conteúdos dentro da plataforma do Campus Virtual Fiocruz têm sido um sucesso entre os profissionais participantes e discentes. "Professores, médicos, obstetras... todos comentam sobre a imensa qualidade do material apresentado", disse ela, apontando que isso faz valer todo os esforço empregados para fazer os cursos acontecerem e, assim, "salvar a vida de mais mulheres e famílias". 

Conheça a nova formação e inscreva-se

Módulo 1 – Evolução da obstetrícia e as etapas de assistência ao parto

  • Aula 1: Assistência ao parto: As práticas baseadas em evidências científicas e a realidade brasileira
  • Aula 2: Assistência durante o primeiro período (dilatação)
  • Aula 3: Assistência durante o segundo e terceiro períodos e puerpério
  • Aula 4: Episiotomia e trauma perineal

Módulo 2 – Tipos de parto: o papel das distocias na morbimortalidade materna

  • Aula 1: Parto pélvico vaginal
  • Aula 2: Parto vaginal operatório
  • Aula 3: Distocia de ombro
  • Aula 4: Extração fetal difícil na cesariana

Módulo 3 – Hemorragia obstétrica

  • Aula 1: Hemorragia pós-parto: prevenção, diagnóstico e manejo não cirúrgico
  • Aula 2: Hemorragia pós-parto: tratamento cirúrgico e controle de danos

Módulo 4 – Infecções no ciclo gravídico-puerperal

  • Aula 1: Sepse na gestação e puerpério
  • Aula 2: Malária da gestação: epidemiologia, diagnóstico e manejo

Módulo 5 – Síndromes hipertensivas na gestação

  • Aula 1: Epidemiologia, técnica de aferição da pressão arterial, classificação das síndromes hipertensivas, suspeita clínica e diagnóstico da pré-eclâmpsia
  • Aula 2: Pré-eclâmpsia precoce e tardia e o impacto da época de instalação
  • Aula 3: Eclâmpsia e síndrome Hellp
  • Aula 4: Hipertensão arterial crônica e gravidez
  • Aula 5: Emergências hipertensivas
     
Publicado em 17/04/2025

Inscrições abertas para curso Assistência de enfermagem ao paciente com tuberculose

Autor(a): 
Fabiano Gama

O curso "Assistência de enfermagem ao paciente com tuberculose – Protocolos e diretrizes atuais" tem como objetivo capacitar profissionais de enfermagem para a atuação qualificada na prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas com tuberculose, incluindo casos de tuberculose resistente. A formação é baseada nas diretrizes atualizadas do Ministério da Saúde e destaca o papel estratégico da enfermagem na Atenção Primária à Saúde e no enfrentamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa estratégica de formação profissional voltada ao fortalecimento do SUS é promovida pela Fiocruz, por meio da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e do Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF). Enfermeiros e demais categorias profissionais que atuam na linha de frente da atenção à tuberculose podem se inscrever até o dia 9 de maio!

A formação destaca o papel fundamental da enfermagem na Atenção Primária à Saúde e está alinhada aos compromissos nacionais com as Estratégias de Eliminação da Tuberculose como Problema de Saúde Pública e com a agenda Brasil Saudável, contribuindo para uma resposta qualificada, equitativa e territorializada da rede de atenção à saúde.

A coordenação está sob responsabilidade do pesquisador e enfermeiro Paulo Victor de Sousa Viana, com participação de especialistas convidados de instituições parceiras, como o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, que destaca: “Formar profissionais é investir na eliminação da tuberculose. Esse curso reafirma o compromisso da Fiocruz e do Hélio Fraga com o fortalecimento do SUS e com o cuidado às populações mais vulneráveis”.

A proposta integra-se às estratégias institucionais da Fiocruz para o fortalecimento da formação profissional voltada ao SUS, com foco na qualificação da assistência em contextos de alta vulnerabilidade social.

Com 90 vagas disponíveis, a estrutura do curso compreende cinco módulos teórico-práticos presenciais, com carga horária total de 20 horas. A proposta pedagógica visa aprimorar competências no diagnóstico, tratamento, prevenção, adesão terapêutica, vigilância e educação em saúde, consolidando uma prática de cuidado centrada na pessoa, ética e multidisciplinar. A formação será realizada nos dias 14 e 15 de maio de 2025, no Centro de Referência Professor Hélio Fraga, localizado na Estrada de Curicica, 2.000 – Jacarepaguá, Rio de Janeiro (RJ). Certificados de conclusão serão enviados aos aprovados, por e-mail, em até 20 dias úteis após o término do curso.

Programação

Módulo 1 – Diagnóstico e manejo clínico da tuberculose

Fundamentos clínicos, laboratoriais e radiológicos para o diagnóstico da tuberculose, incluindo diferenciação entre TB sensível e resistente e fluxos de atendimento.

Módulo 2 – Tratamento, adesão terapêutica e reações adversas

Esquemas terapêuticos atualizados, estratégias de adesão com ênfase no Tratamento Diretamente Observado (TDO) e manejo de efeitos adversos ao tratamento.

Complemento do Módulo 2 – Prevenção e controle da infecção

Medidas de biossegurança, controle da transmissão da TB em serviços de saúde e boas práticas no ambiente assistencial.

Módulo 3 – Abordagem preventiva da TB

Prevenção primária e secundária da tuberculose, incluindo vacinação, manejo da Infecção Latente (ILTB) e estratégias de Tratamento Preventivo da TB (TPT).

Módulo 4 – Papel da enfermagem no cuidado ao paciente com TB

Consulta de enfermagem, acompanhamento clínico, orientação ao paciente e organização da linha de cuidado na perspectiva do cuidado integral.

Módulo 5 – Registro, notificação e indicadores de qualidade

Instrumentos de registro, sistemas de notificação, análise de dados e integração entre assistência e vigilância em saúde para qualificação do cuidado.

 

 

 

 

#ParaTodosVerem Banner com figuras ilustrativas coloridas, no canto superior esquerdo os Arcos da Lapa e algumas casas, no canto superior direito o Cristo Redentor e o Castelo Mourisco da Fiocruz, no centro da imagem três profissionais do SUS portando uniformes azuis escrito "SUS" no peito apoiam as mãos nos braços de um homem de blusa vermelha, ele está com uma feição cabisbaixa, no topo e na parte inferior do banner está escrito: Assistência de enfermagem ao paciente com tuberculose: Protocolos e diretrizes atuais. Formação presencial nos dias 14 e 15 de maio, inscreva-se já no Campus Virtual Fiocruz até 9 de Maio.

Publicado em 11/11/2024

Instituto de Infectologia da Fiocruz completa 106 anos. Confira programação

Autor(a): 
Karina Burini | Ed. Alexandre Magno | INI/Fiocruz

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) comemora 106 anos com um simpósio nos dias 12 e 13 de novembro de 2024, realizado de forma presencial e com transmissão ao vivo pelo canal do INI no YouTube.

No dia 12, o evento inicia às 8h30 com um café da manhã. Às 9h30, acontece a abertura oficial com a participação da diretora e pesquisadora do INI, Valdiléa Veloso, dos vice-diretores Solange Siqueira (Gestão); Rosely Zancope (Pesquisa); Suze Sant'anna (Ensino); Estevão Portela (Serviços Clínicos); e do diretor executiva da Fiocruz, Juliano Lima.

Às 9h45, a conferência Mudanças Climáticas e Doenças Infecciosas será ministrada por Luiz Augusto Galvão (Fiocruz e Georgetown University); com moderação de Mayumi Wakimoto (Chefe do Serviço de Vigilância em Saúde do INI).

Das 10h15 às 12h, haverá apresentações sobre os laboratórios de referência do INI/Fiocruz, com moderação de Rosely Zancope, com a participação de Rodrigo Paes (Laboratório de Referência Nacional em Micoses Sistêmicas); Maria Cristina Lourenço (Laboratório de Referência Regional para Tuberculose e Micobactérias não tuberculosas); Janice Coelho (Laboratório de Referência Nacional para Diagnóstico Histopatológico em Doenças Infecciosas); Aline Fagundes (Laboratório de Referência Nacional para Leishmaniose Tegumentar Americana e Regional para Leishmaniose Visceral); Graziela Zanini (Laboratório de Referência no Diagnóstico Microscópico da Malária para a Região Extra-Amazônica); Simone Silva (Laboratório de Referência para exames de carga viral do HIV, hepatites virais e CD4/CD8) ; e Luciana Trilles (Vídeo – FioAntar). O debate ocorrerá às 12h05.

O intervalo para almoço será das 12h15 às 14h. A sessão da tarde, moderada por Valdiléa Veloso, abordará Pesquisa e Assistência em covid-19, com apresentações de Monica Cruz (Identificação de subfenótipos respiratórios na síndrome do desconforto respiratório agudo por covid-19 durante a posição prona); Mariza Morgado (caracterização de marcadores genéticos e imunológicos e impacto na infecção pelo HIV); Roberto Saraiva (covid-19 e doença de Chagas); e Michelle Brendolin (Infecção pelo vírus SARS-Cov-2 em uma coorte de gestantes da maternidade de referência do Município de Duque de Caxias). Às 14h50, ocorrerá o debate.

Às 15h, o médico e pesquisador André Japiassú modera as apresentações Pesquisa e Assistência em covid-19 com apresentações da médica Daniela Palheiro (Alterações hematológicas na covid longa); Kim Mattos Geraldo (Avaliação da qualidade de vida após hospitalização por covid-19 no INI/Fiocruz); Patricia Guimarães (Prevalência de transtornos mentais em profissionais de saúde no enfrentamento da pandemia de covid-19 em um centro de referência em doenças infecciosas no Rio de Janeiro); e Lívia Dumont (Reabilitação motora e cardiorepiratória de pacientes com covid longa) conduzirão as exposições. O debate finaliza a sessão às 15h55.

No dia 13 às 9h30, a pesquisadora Sandra Wagner apresentará a conferência Avanços e perspectivas nos estudos de cura do HIV: o papel do INI na ciência e inovação, moderada por Fernanda Heloise Côrtes. Marcelo Alves modera às 10h sessão sobre Pesquisa multiprofissional e multidisciplinar no INI, com participações de Juliana Barbosa Netto (Doenças associadas ao HHV-8); Otávio Espindola (Mielopatia associada ao HTLV-1: o estado atual e perspectivas do INI na pesquisa de mecanismos de patogênese e biomarcadores); Mauro Mediano (Maiores níveis de atividade física total estão associados à redução de mortalidade por todas as causas em pacientes com doença de Chagas); Paula Simplicio  (Desnutrição e insegurança alimentar em uma coorte de PVHIV estão associados à readmissão hospitalar); e Emilia Jalil (Brilhar e Transcender: a importância da navegação por pares para jovens trans - O Estudo BeT). O debate ocorre às 10h50.

Às 11h, Thiago Torres modera a sessão de Saúde Digital. Apresentações incluem Carolina Lopes Melo (Uso de ferramentas digitais na vigilância das arboviroses: uma revisão de escopo); Leonardo Rosadas (Uso da technologia de business intelligence BI para a comunicação de valores criticos: efetividade clinica e gestão da informação); Thiago Torres (Inovação digital para jovens HSH na prevenção e cuidado ao HIV: O estudo Conectados); e Hugo Perazzo (Ampliação da testagem para HCV entre minorias sexuais e de gênero, usando auto-testes, tecnologia de internet e unidade móvel). O debate será às 11h45.

O intervalo para almoço ocorre das 12h15 às 14h. A partir das 14h, Brenda Hoagland modera a sessão de Integração com a comunidade, com apresentações de Andréa Silvestre de Souza (Projeto Cuida Chagas - Mobilização Comunitária); Julio Moreira (Educadores de Pares e Mobilização Comunitária no Projeto ImPrEP); Willian Amaral (Comitê Comunitário Assessor e Ensaios Clínicos); Arthur Chaves (Oficinas de Arte com a População Trans); Josias Freitas (Jovem, Negro e Protegido - Oficinas de Prevenção) e Cláudio Nascimento (Observatório Mpox). O debate será realizado às 14h50.

O evento finaliza com a sessão sobre Estratégias para disseminação do conhecimento científico, moderada por Valeria Lagrange. Participam Maria Isabel Gouvea (Plataforma de saberes no INI); Jacinto Correa (Disseminação do Conhecimento Científico - Site do Projeto ImPrEP); e Toni Araújo  (PrEPina Blue e a Popularização da Ciência). O debate encerra o evento às 16h30.

O INI/Fiocruz

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz)  originou-se do Hospital de Manguinhos - idealizado por Oswaldo Cruz no início dos anos 1900 -, cujas portas se abriram para atendimento da população em 1918, tornando-se rapidamente hospital de referência para tratamento e estudos clínicos sobre doenças tropicais como Chagas, malária e leishmaniose, sendo também referência para a pandemia de gripe espanhola que assolou o mundo nos anos 1918 e 1919. 

Ao longo dos anos, o Instituto consolidou-se como referência no ensino, na pesquisa clínica e na assistência com foco nas doenças infecciosas. Os estudos realizados nos seus laboratórios de pesquisa clínica são referência nacional com reconhecimento internacional. Em 2020, durante a pandemia da Covid-19, o INI ergueu em tempo recorde de sete semanas, o Centro Hospitalar Covid-19 para atendimento dos casos mais graves da doença. Com o arrefecimento da pandemia, o Centro estendeu seu atendimento para as demais doenças infecciosas, consolidando ainda mais a sua liderança neste campo. 

O INI é uma das unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e integra o Sistema Único de Saúde (SUS). A data de aniversário e o nome do Instituto homenageiam o médico e pesquisador Evandro Chagas (filho de Carlos Chagas) falecido num acidente aéreo no dia 08 de novembro de 1940. Para saber mais sobre a historia do INI clique aqui. 

Confira a programação completa do Simpósio, clique aqui.

Para acompanhar a transmissão da programação ao vivo pelo Youtube, clique nos links abaixo:

Dia 12/11

Dia 13/11

Publicado em 31/07/2020

Grávidas e puérperas brasileiras são as que mais morrem por coronavírus

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)*

Estudo publicado na revista médica International Journal of Gynecology and Obstetrics revelou que, do início da pandemia até 18 de junho, foram notificadas 160 mortes de grávidas e puérperas em todo o mundo por Covid-19, sendo 124 delas no Brasil. Esses números apontam que o país é responsável por 77% das mortes mundiais. O paper, intitulado A tragédia da Covid-19 no Brasil, traz outros números expondo também a falta de acesso à assistência. Atentos a esse crescente e assustador dado e considerando as especificidades desse grupo, os especialistas responsáveis pelo módulo sobre atenção hospitalar do curso online Covid-19 elaboraram uma aula sobre manejo clínico de gestantes ou puérperas para a formação. O curso é uma iniciativa do Campus Virtual Fiocruz e já conta com mais de 40 mil participantes. Ele é gratuito, autoinstrucional e as inscrições estão abertas.

O estudo, publicado em 9/7 no periódico internacional, levantou dados sobre internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave causada pelo coronavírus (Sars-CoV2, na sigla em inglês). Para tanto, os autores utilizaram o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sive Gripe), que integra um conjunto de sistemas de monitoramento do Ministério da Saúde. No Brasil, a doença foi diagnosticada em 978 mulheres grávidas e puérperas no período analisado, com 124 óbitos. “Um número 3,4 vezes superior ao total de mortes maternas relacionadas à Covid-19 relatadas em todo o mundo até o momento final da redação do artigo”, apontaram os autores.

Eles destacaram ainda que o número de infecções por Covid-19 nesse grupo pode ser subnotificado, pois apenas mulheres com sintomas graves são testadas. Outras questões apontadas no texto foram que a maioria desses óbitos aconteceu no puerpério (período de até 42 dias após o parto), com importante associação a três comorbidades: obesidade, doença cardiovascular e diabetes; 28% das mulheres que morreram não chegaram sequer a dar entrada em uma UTI; 15% não receberam nenhuma modalidade de assistência ventilatória; entrando ou não na UTI, apenas 64% foram entubadas e ventiladas.

O paper teve a participação de Marcos Nakamura, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), bem como de um grupo de enfermeiras e obstetras da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Grávidas e puérperas negras são ainda mais vulneráveis à Covid-19

“A mortalidade materna em mulheres negras devido à Covid-19 foi quase duas vezes maior que a observada em mulheres brancas”, revela nova publicação. Em nova análise, agora avaliando os dados com as lentes do racismo estrutural, o mesmo grupo de pesquisa comparou as informações de mortes, internações e atendimentos entre as mulheres classificadas como brancas ou negras. Além do perfil médio de idade e morbidade dessas mulheres serem semelhantes, os dados revelaram que as negras foram hospitalizadas em piores condições (maior prevalência de dispneia e queda de saturação de oxigênio), apresentaram maior taxa de admissão na UTI, de uso de ventilação mecânica e óbito.

Os pesquisadores apontam ainda que, no Brasil, a interseção de gênero, raça e classe social aprofunda a tragédia das mortes maternas por Covid-19, principalmente quando o país não está adotando medidas de contenção para o enfrentamento da pandemia. As informações do segundo trabalho – intitulado Disproportionate impact of Covid-19 among pregnant and postpartum Black Women in Brazil through structural racism lens e publicado em 28 de julho na área de “Doenças Clínicas Infecciosas” da Oxford Academic – foram extraídas da planilha Sive Gripe do Ministério da Saúde e incluiu casos notificados no país até 14 de julho de 2020.

O curso Covid-19 e o manejo clínico da gestante e puérpera

Um desafio muito específico sobre a temática da aula Manejo clínico da gestante e puérpera no contexto da Covid-19 (aula 6 – Módulo 3) é a interface entre os campos do manejo obstétrico, clínico e da terapia intensiva. “As gestantes e mulheres no ciclo gravídico-puerperal têm especificidades em relação às questões hemodinâmicas, ventilatórias e do controle da fisiopatologia da Covid-19”, explicou a pesquisadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher do IFF/Fiocruz, Maria Mendes Gomes, que é responsável pelo conteúdo da aula juntamente com dois pesquisadores também do IFF: Maria Teresa Massari e Marcos Dias. “É nosso papel institucional superar os desafios para a qualificação profissional neste contexto de pandemia. Transpor essas adversidades é importante para a definição da prática clínica”, completou ela.

Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus

Em um esforço para contribuir com a formação de profissionais de saúde, o Campus Virtual Fiocruz lançou o curso online “Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus”. Para responder à demanda dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento, o conteúdo foi produzido e publicado em caráter de urgência, ratificando o aspecto inovador, dinâmico e responsável da formação. Ele é aberto, gratuito, autoinstrucional e oferecido à distância (EAD), permitindo que qualquer pessoa interessada se inscreva. A qualificação é dirigida especialmente a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios, mas pode ser cursado por todos os interessados.

Ele é composto de três módulos, que são independentes e podem ser cursados conforme necessidade do aluno, conferindo autonomia ao processo de formação.

Módulo 1 - Introdução: Conceitos e informações básicas (5 horas)

  • Aula 1 - Novo coronavírus: conceitos básicos
  • Aula 2 - Transmissão, sintomas e prevenção
  • Aula 3 - O que fazer se estiver doente

Módulo 2 - Manejo clínico: Atenção Básica (10 horas)

  • Aula 1 - Organizando sua UBS para a pandemia
  • Aula 2 - Manejo clínico na APS
  • Aula 3 - Como conduzir isolamento domiciliar
  • Aula 4 - Protegendo os profissionais de saúde

Módulo 3 - Manejo clínico: casos graves (30 horas)

  • Aula 1 - Detecção precoce e classificação da severidade dos pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG)
  • Aula 2 - Manejo clínico inicial dos pacientes com síndrome respiratória aguda grave
  • Aula 3 - Investigação de imagem, laboratorial e diagnóstico diferencial da Covid-19
  • Aula 4 - Suporte farmacológico a pacientes com Covid-19
  • Aula 5 - Suporte respiratório a pacientes com Covid-19
  • Aula 6 - Manejo Clínico da gestante no contexto da Covid-19
  • Aula 7 - Procedimentos de proteção e controle de infecção em ambiente hospitalar

Todo o conteúdo foi elaborado por pesquisadores e especialistas da Fiocruz envolvidos nas ações de vigilância e assistência e apresenta estratégias para conter a curva epidêmica da doença, instrumentalizando profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus. Eles contribuíram com textos, videoaulas e com a revisão técnica de todo o material — que é apresentado com uma linguagem simples e num formato dinâmico, interativo e atraente.

Veja também:

Fiocruz abre inscrições para módulo sobre atenção hospitalar do curso Covid-19 

Mortes por Covid-19 avançam nas prisões

Fiocruz lança seu primeiro curso sobre Covid-19, online e gratuito, para profissionais de saúde

*Matéria publicada em 21/7/2020 e atualizada em 31/7/2020

 

Imagem: Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz)

Publicado em 03/06/2020

Fiocruz abre inscrições para módulo sobre atenção hospitalar do curso Covid-19

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Os números da Covid-19 no Brasil são cada vez mais alarmantes. O país bateu novamente seu recorde de mortes por complicações pela doença: foram registrados 1.349 óbitos no dia 3/6, segundo dados do Ministério da Saúde. Em um esforço para contribuir com a formação de profissionais de saúde, o Campus Virtual Fiocruz lança mais um módulo do curso online Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus. O módulo 3, que é independente como os outros dois, trata de questões específicas voltadas à atenção hospitalar. Uma novidade é a aula sobre manejo clínico de gestantes ou puérperas suspeitas ou confirmadas para Covid-19, que inicialmente não estava prevista. Em função da pandemia, para responder à demanda dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento, o conteúdo foi produzido e publicado em caráter de urgência, ratificando o aspecto inovador, dinâmico e responsável da formação. 

Inscreva-se já!

O curso — que já conta com 36 mil inscritos em todo o país e até fora dele — é aberto, gratuito, autoinstrucional e oferecido à distância (EAD), permitindo que qualquer pessoa interessada se inscreva. A qualificação é dirigida especialmente a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios. O conteúdo foi elaborado por pesquisadores e especialistas da Fiocruz envolvidos nas ações de vigilância e assistência e apresenta estratégias para conter a curva epidêmica da doença, instrumentalizando profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus. Eles contribuíram com textos, videoaulas e com a revisão técnica de todo o material — que é apresentado com uma linguagem simples e num formato dinâmico, interativo e atraente.

A coordenadora geral do curso e do Campus Virtual Fiocruz (CVF), Ana Furniel, destaca que o módulo 3, foi o mais complexo na produção. Isso aconteceu devido às discussões em torno de suportes farmacológicos. “Durante o desenvolvimento, tivemos muitas vezes que rever o conteúdo em função da divulgação de notas técnicas dos órgãos responsáveis, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o Ministério da Saúde (MS), e também por conta de atualizações na literatura científica”, explica. 

Conheça os temas do módulo 3

O módulo Manejo clínico da Covid-19 na atenção hospitalar é composto por 7 aulas, totalizando 30 horas de formação:

Aula 1 - Detecção precoce e classificação da severidade dos pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG)
Aula 2 - Manejo clínico inicial dos pacientes com síndrome respiratória aguda grave
Aula 3 - Investigação de imagem, laboratorial e diagnóstico diferencial da Covid-19
Aula 4 - Suporte farmacológico a pacientes com Covid-19
Aula 5 - Suporte respiratório a pacientes com Covid-19
Aula 6 - Manejo clínico da gestante no contexto da Covid-19
Aula 7 - Procedimentos de proteção e controle de infecção em ambiente hospitalar

O manejo clínico da gestante e puérpera

Um desafio muito específico sobre a temática da aula 6 é a interface entre os campos do manejo obstétrico, clínico e da terapia intensiva. Essa questão foi destacada por Maria Mendes Gomes, responsável pelo conteúdo “Manejo clínico da gestante e puérpera no contexto da Covid-19”, junto com dois autores e pesquisadores também do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz): Maria Teresa Massari e Marcos Dias.

Pesquisadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher do IFF, Maria Gomes comenta o perfil das gestantes e mulheres no ciclo gravídico-puerperal. "Elas têm especificidades em relação às questões hemodinâmicas, ventilatórias e do controle da fisiopatologia da Covid-19", diz a pesquisadora, que também é consultora das Coordenações de Saúde da Mulher e da Criança e de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde. "É nosso papel institucional superar os desafios para a qualificação profissional neste contexto de pandemia. Transpor essas adversidades é importante para a definição da prática clínica. A Fiocruz e, particularmente o IFF, não se omitiram, atuando nacionalmente na disseminação das melhores evidências disponíveis. O Portal de Boas Práticas, coordenado pelo IFF, e a nossa participação neste módulo do curso são bons exemplos disso”, completa.

Já o responsável pelo conteúdo das aulas 1 e 2 do módulo 3 é Victor Grabois, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e coordenador-executivo do Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis/Icict/Fiocruz). Sobre a detecção precoce e manejo clínico inicial da Covid-19, ele destaca que o grande desafio desta empreitada é acompanhar o ritmo de produção, inovações científicas e novidades que surgem ao longo do processo. “É um trabalho permanente de atualização e decisão sobre o que considerar como conteúdo relevante para os profissionais. Mas acredito que conseguimos, coletivamente, ser bem sucedidos nesta tarefa”, afirma.

O curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus

Lançado pelo Campus Virtual Fiocruz (CVF) em 15 de abril, o curso é composto de três módulos independentes: um sobre conceitos básicos e dois sobre o manejo clínico da doença. Cada aluno pode escolher quais módulos quer cursar e em que ordem. Os conhecimentos são avaliados ao fim de cada módulo. Quem obtiver nota maior ou igual a 70, recebe um micro certificado com a carga horária correspondente. O aluno que acessar todos os módulos e concluir todas as avaliações com sucesso receberá um certificado com a carga horária total do curso (45h).

Esta formação é uma realização do Campus Virtual Fiocruz, vinculado à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz. A iniciativa tem o apoio de diferentes unidades da Fundação: do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), da Fiocruz Brasília, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), e do Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis/Icict). Conta também com a parceria da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Clique aqui e inscreva-se já no curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus

Publicado em 27/04/2020

Covid-19: com mais de 23,4 mil matriculados em dez dias, curso da Fiocruz amplia a qualificação de profissionais de saúde no Brasil e em outros países

Autor(a): 
Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)

Muitos conhecimentos compartilhados: já são 23.485 pessoas inscritas em 2.169 cidades de todos os estados do Brasil, e em outros 24 países ao redor do mundo. Estes são os primeiros resultados obtidos pelo curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus, que qualifica profissionais de saúde para enfrentar a pandemia. A iniciativa foi lançada pelo Campus Virtual Fiocruz (CVF) no final do dia 15 de abril, gerando imediatamente uma grande quantidade de acessos ao Portal, lembra a coordenadora geral do curso e do CVF, Ana Furniel. “Neste momento difícil que estamos enfrentando da pandemia, é muito importante colaborar com a experiência de tantos especialistas da Fiocruz, alcançando profissionais de todo o país que estão na linha de frente do combate ao coronavírus", afirma.

Saiba mais sobre o curso e inscreva-se

O curso é aberto, gratuito, autoinstrucional e oferecido à distância (EAD), permitindo que qualquer pessoa interessada se inscreva. Em especial, a qualificação é dirigida a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios que atuam em todo o Brasil. Elaborado por pesquisadores e gestores da Fiocruz envolvidos nas ações de vigilância e assistência, o curso apresenta estratégias para conter a curva epidêmica da doença. Os especialistas contribuíram com textos, videoaulas e com a revisão técnica de todo o material — que é apresentado com uma linguagem simples e num formato dinâmico, interativo, atraente.

São três módulos independentes: um sobre conceitos básicos e dois sobre o manejo clínico. Cada aluno pode escolher quais módulos quer cursar e em que ordem. Os conhecimentos são avaliados ao fim de cada módulo. Quem obtiver nota maior ou igual a 70, recebe um micro certificado com a carga horária correspondente. O aluno que acessar todos os módulos e concluir todas as avaliações com sucesso receberá um certificado com a carga horária total do curso (30h).

Integração com unidades da Fiocruz

O curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus é uma realização do Campus Virtual Fiocruz, vinculado à Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz. A coordenação acadêmica é de Marília Santini, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), e de André Reynaldo Santos Perissé, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz).

Além do INI e da Ensp, o curso tem o apoio da Fiocruz Brasília, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), do Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Clique aqui e inscreva-se já no curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus

Publicado em 10/04/2020

Se liga no Corona! Fundação abre chamada de apoio a favelas e periferias e promove campanha de comunicação

Autor(a): 
Luiza Gomes (Cooperação Social da Fiocruz)

Bora frear o contágio do coronavírus?! Até o dia 17 de abril estão abertas as inscrições para Covid-19: Chamada Pública para Apoio a Ações Emergenciais junto a Populações Vulneráveis. A iniciativa é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e visa conter a contaminação de quem está mais exposto ao novo vírus. Além do apoio financeiro, a Fiocruz promove também a campanha de informação e comunicação Se Liga no Corona!voltada a favelas e periferias.

Serão concedidos R$ 600 mil para apoiar projetos em todo o país

A chamada pública irá financiar projetos em todo território nacional que contribuam para prevenir o contágio entre esses grupos sociais ou garantir condições mínimas de sobrevivência a famílias impactadas economicamente pelas medidas de isolamento social em vigência. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no Portal Fiocruz até o dia 17 de abril e o resultado final será divulgado no dia 1º de maio.

As propostas poderão se encaixar em três faixas de orçamento: até R$ 10 mil; até R$ 25 mil ou até R$ 50 mil. E serem vinculados a uma (ou mais) das cinco áreas de interesse: segurança alimentar; comunicação; saúde mental; assistência específica a grupos de risco; e ações que facilitem o cumprimento das medidas de afastamento social e higiene pessoal e coletiva anunciadas pelas autoridades públicas. Ao todo, estão disponíveis R$ 600 mil, recebidos de doadores e destinados à Fiocruz para que invista em ações emergenciais de enfrentamento à pandemia de Covid-19. Podem se candidatar organizações da sociedade civil sem fins lucrativos com histórico comprovado de atuação junto a populações vulneráveis, assim como coletivos sem personalidade jurídica atuantes em territórios socialmente vulneráveis — desde que os projetos sejam apresentados por instituição parceira legalmente constituída.

“Em um país com enormes desigualdades como o Brasil, precisamos olhar para as realidades sociais de cada território. A epidemia não chega da mesma forma para todos e as estratégias de contenção precisam ser diferentes. A chamada pública vai destinar os recursos recebidos por doações para organizar uma resposta emergencial para populações mais vulneráveis. Com isto, a Fiocruz espera cumprir o papel que vem desempenhando há 120 anos de promover saúde pública para toda população”, afirmou Nísia Trindade Lima, presidente da instituição.

Campanha 'Se liga no Corona!'

Junto com a chamada, a Fiocruz, Redes da Maré e as organizações de Manguinhos lançaram, no dia 9 de abril, a campanha multimídia de prevenção ao Covid-19 nas favelas. A iniciativa vai difundir informações confiáveis adaptadas ao contexto das periferias em diversos formatos, como radionovelas, spots para carros de som, peças e vídeos para mídias sociais e cartazes. O conteúdo produzido pela campanha ficará disponível para download no Portal Fiocruz e no Maré Online para uso e livre distribuição por parte de coletivos, organizações e indivíduos. Nas comunidades de Maré e Manguinhos, os materiais serão difundidos em rádios comunitárias, estabelecimentos comerciais, pontos de ônibus e moto-táxi, nas associações de moradores e em outras áreas de grande circulação.

"Até o momento as orientações de prevenção têm se dirigido ao público de classe média: medidas de isolamento em quartos individuais, evitar aglomerações, álcool em gel e outros exemplos. Mas nós sabemos que não é essa realidade da maioria da população. A campanha surge como um dos esforços da instituição, conjugado aos de nossos parceiros nas comunidades, para enfrentarmos juntos esse desafio”, pontuou Nísia. Entre os materiais, constam protocolos de higiene para entrega e recepção de cestas básicas; cartazes com orientações sobre distância mínima entre pessoas em locais públicos; vídeos de perguntas e respostas com especialistas; além de tema para foto de perfil no Facebook, peças adaptadas para stories e feed do Instagram, capa para Facebook e Twitter, entre outros. 

Selo 'Fiocruz Tá Junto'

A campanha Se Liga no Corona! lança também um selo de validação de materiais de comunicação produzidos por organizações comunitárias parceiras. As peças enviadas pelas organizações à equipe da campanha terão seu conteúdo submetido a especialistas da Fundação Oswaldo Cruz e, se procedentes, receberão o selo Fiocruz Tá Junto, oferecendo ao material uma chancela científica. A campanha é fruto da articulação entre a Fiocruz, a Redes da Maré, o Conselho Comunitário de Manguinhos, o Conselho Gestor Intersetorial (CGI-Teias Manguinhos), a Comissão de Agentes Comunitários de Saúde de Manguinhos (Comacs), o Coletivo Favelas Contra o Coronavírus, o Jornal Fala Manguinhos! e o sindicato dos trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN).

Chamada Pública para Apoio a Ações Emergenciais junto a Populações Vulneráveis
Inscrições: de 9 a 17 de abril. Mais informações aqui.

Campanha Se liga no Corona!
Mais informações aqui.

Publicado em 07/04/2020

Fiocruz MS lança o curso 'Atenção à saúde no sistema prisional'

Autor(a): 
Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz)

Estão abertas, até o dia 24 de setembro, as inscrições para o curso de aperfeiçoamento em Atenção à saúde no sistema prisional. A iniciativa é da Fiocruz Mato Grosso do Sul, e visa desenvolver competências para prevenção de doenças e agravos, promoção e assistência à saúde da população privada de liberdade. Oferecido na modalidade à distância, o curso é autoinstrucional e pode ser acessado a qualquer momento pelo aluno.

E há uma novidade: a certificação modular. Agora, a cada módulo concluído, o participante recebe um certificado de conclusão. E, conforme for avançando nos demais módulos, o certificado é atualizado com a carga-horária estudada. A coordenadora adjunta do Campus Virtual Fiocruz, Rosane Mendes, explica a mudança: "Esse método dá flexibilidade ao aluno, que pode optar por cursar todos os módulos ou somente aqueles que interessam no momento".

O novo curso estimula a análise crítica sobre os problemas assistenciais, éticos e de gestão vivenciados no sistema prisional, e também a reflexão sobre a organização dos sistemas locais de saúde no contexto do sistema prisional, com ênfase ao direito a saúde. Além disso, o conteúdo traz subsídios teórico-práticos, para que o participante seja capaz de promover a qualificação da atenção à saúde voltada as principais doenças e agravos nos estabelecimentos prisionais.

Acesse aqui a ementa completa do curso. Inscreva-se já através do Campus Virtual Fiocruz!

Publicado em 12/03/2020

Edição da Radis aborda como o SUS se prepara para enfrentar epidemias como a do novo coronavírus

Autor(a): 
Radis

Emergência internacional: a nova edição da Radis, editada pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), aborda a epidemia do novo coronavírus. Destaque no noticiário, o vírus ultrapassou as fronteiras da Ásia e foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como emergência de saúde pública de importância internacional, no fim de janeiro. A crise exigiu esforço conjunto de governos, pesquisadores e sociedade para a construção de uma resposta coordenada e eficaz que evite a propagação do vírus.

Antes de serem registrados os primeiros casos no Brasil, o subeditor da Radis Bruno Dominguez produziu uma reportagem de capa, que explica o que significa a classificação da OMS, reconstitui o histórico da epidemia, traz informações sobre como o SUS se preparou para enfrentar a ameaça no país, registra o trabalho de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na elaboração de protocolo de diagnóstico laboratorial para identificação do patógeno e fornece um glossário de termos que vão facilitar o entendimento sobre a epidemia — e evitar as fake news, comuns neste tipo de situação.

Também nesta edição: estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê 625 mil novos casos de câncer por ano até 2022; acervo de David Capistrano Filho é doado à Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz); protótipos premiados no Hackathon Fiocruz estão em fase de desenvolvimento; CongrePICS discute inserção de práticas integrativas e complementares no SUS.

Acesse aqui a edição completa! E acompanhe o site da Radis para mais notícias.

Publicado em 17/02/2020

Saúde, trabalho e ambiente: curso de gestão integrada e participativa está com inscrições abertas

Autor(a): 
Cesteh/ENSP/Fiocruz

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), através do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh), está com inscrições abertas para o curso presencial de Gestão Integrada e Participativa em Saúde, Trabalho e AmbienteAo todo serão ofertadas 25 vagas, sendo 22 para ampla concorrência e 3 para ações afirmativas. É possível se inscrever até o dia 3 de março.

O curso é voltado a profissionais de nível superior, atuantes em órgãos da administração pública no município de Maricá, no estado do Rio de Janeiro, além de representantes dos conselhos municipais interessados em colaborar em ações intersetoriais. O objetivo é contribuir para a articulação entre assistência, gestão, ações de promoção da saúde e vigilâncias, na lógica da integralidade.

Acesse o edital e inscreva-se aqui pelo Campus Virtual Fiocruz!

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