Com o objetivo de valorizar a produção do conhecimento acadêmico em saúde, a Fiocruz informa a abertura das inscrições para a Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional 2026. Coordenada pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), a iniciativa está em sua nona edição, reconhece e valoriza os esforços educacionais de seus servidores e servidoras, destacando trajetórias acadêmicas de elevado mérito na educação no campo da saúde. Confira a chamada interna e inscreva-se até 21 de agosto de 2026!
Confira a chamada pública interna:
Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional - confira a chamada
Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional 2026 - inscrições até 21/08/2026
A Medalha é destinada a servidores da Fiocruz com reconhecida trajetória de vida e atuação meritória no campo da educação em saúde. A premiação é concedida para apenas um indivíduo, sem a possibilidade de concessão compartilhada nem a concessão de menção honrosa.
No ano de 2026, somente serão aceitas candidaturas de profissionais com destacada atuação nas áreas de Ciências Biológicas Aplicadas e Biomedicina e/ou Medicina.
Espera-se dos candidatos indicados à Medalha uma trajetória meritória de contribuições para a educação por meio da formação de pessoal para o campo da saúde e reconhecida pelos pares; integridade profissional; contribuição duradoura para o campo de atuação, expressa, entre outros elementos, pela capacidade de seus ex-alunos; reconhecimento geral das características de liderança no campo da educação; e influência estadual, nacional e/ou internacional nas políticas educacionais.
A candidatura à Medalha poderá ser apresentada de três formas:
(a) Autoindicação – o servidor apresenta a sua própria candidatura;
(b) Indicação pelo Conselho Deliberativo (CD) de unidade da Fiocruz;
(c) Indicação pela Comissão de Pós-Graduação (CPG) de programas de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz.
Os documentos para candidatura devem ser enviados com clara indicação do nome do candidato(a) para o endereço medalhavs@fiocruz.br.
A solenidade de premiação acontecerá em outubro de 2026, no Rio de Janeiro, durante a Semana da Educação da Fiocruz.
As inscrições vão até 21/08/2026!
+Confira na chamada os documentos necessários para inscrição!
Como imagens captadas nas ruas podem ajudar a compreender saúde pública, vulnerabilidade social e uso de drogas? Essa é a proposta da apresentação do biólogo da OPAS e doutor pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marcelo Borges, e do economista formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Lucas Braga, nas Sessões Colaborativas do Programa de Computação Científica da Fiocruz (PROCC), no dia 27 de maio, às 12h30.
Na apresentação “Identificação de Cenas Urbanas de Uso de Drogas usando Google Street View: integração de métodos tradicionais e inteligência artificial”, os pesquisadores descrevem um sistema automatizado de coleta e análise de dados (que organiza desde a seleção de pontos nas vias urbanas até a captura e o processamento de imagens de ruas, com apoio de inteligência artificial e ferramentas digitais).
Sistema analisou mais de 30 mil pontos urbanos
Desenvolvido na linguagem R, o sistema combina diferentes dados sobre a cidade para definir pontos de análise ao longo das ruas. A partir desses pontos, acessa automaticamente uma ferramenta de imagens de ruas para coletar fotografias e informações associadas (metadados) de forma organizada.
Como parte da pesquisa, foi realizada uma análise com base em locais previamente mapeados, o que levou à geração de mais de 31 mil pontos urbanos analisados.
Os resultados mostram o potencial do uso de imagens urbanas como fonte de dados em larga escala, com resultados padronizados e comparáveis, especialmente em estudos sobre contextos urbanos, vulnerabilidade social e uso de drogas.
Como participar das Sessões Colaborativas PROCC
As Sessões Colaborativas PROCC são promovidas pela Fiocruz, em parceria com a The Global Health Network América Latina e Caribe (TGHN LAC). Os encontros são online, gratuitos e abertos ao público.
Serviço
Sessões Colaborativas PROCC
Data: 27 de maio de 2026
Horário: 12h30
Título: “Identificação de Cenas Urbanas de Uso de Drogas usando Google Street View: integração de métodos tradicionais e inteligência artificial”
Apresentadores: Marcelo Borges e Lucas Braga
Formato: online e gratuito
Link: https://tinyurl.com/bdemcaz7
Com uma trajetória dedicada à ciência e à saúde pública no Brasil, a Fiocruz completa 126 anos de história em 2026. Para celebrar o aniversário, uma programação especial será realizada entre os dias 25 e 27 de maio na Praça Pasteur, no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro. O evento reúne atividades institucionais, culturais, homenagens, e iniciativas voltadas para a promoção da saúde.
No dia 25 de maio, data da fundação da Fiocruz, a programação começa às 9h30 com transmissão ao vivo pelo YouTube da instituição. O evento marca o encerramento das celebrações pelos 125 anos da Fundação e a abertura dos seus 126 anos. A cerimônia será conduzida pelo presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacando marcos históricos, anúncios institucionais e conquistas ao longo dos anos.
A agenda da manhã inclui a cerimônia Bodas da Saúde, com homenagem aos trabalhadores com mais de 50 anos de dedicação à Fiocruz. No período da tarde, as homenagens reconhecem os profissionais com 30 anos de atividades na Fundação. O momento também será marcado pelo tradicional bolo de aniversário.
No dia 27 de maio, acontece a tradicional corrida comemorativa, que reforça o compromisso da Fiocruz com a promoção da saúde e da qualidade de vida. Durante os três dias de evento, o público poderá participar da Feira Fiocruz Saudável, na Praça Pasteur, com atividades de vacinação, bem-estar, massoterapia e feira de artesanato.
+Confira aqui a programação completa!
#ParaTodosVerem Banner com fundo claro e as bordas colorias, no centro a seguinte informação: Fiocruz 126 anos de ciência e saúde pela vida, nos dias 25, 26 e 27 de maio na Praça Pasteur - Campus Manguinhos, transmissão pelo youtube no canal da Fiocruz, reserve sua agenda.
A forma como os saberes ancestrais e as ciências indígenas podem transformar as práticas de pesquisa, saúde e comunicação científica no Brasil e a urgência de ampliar a presença Indígena na produção, circulação e divulgação do conhecimento científico, estiveram na pauta do 16º Encontro Virtual de Divulgação Científica (EVDC) da Fiocruz. Em parceria com o Fórum de Divulgação Científica da Fiocruz, o encontro integrou as atividades promovidas pela Fiocruz dentro da programação do Abril Indígena.
Esta edição foi mediada por Diádiney Helena de Almeida e contou com a participação de Ana Lucia de Moura Pontes e Raquel Paiva Dias Scopel. As pesquisadoras reforçaram que é mais do que hora de os Povos Indígenas passarem a ser referenciados como autores e produtores de conhecimento, e não apenas como objetos de pesquisa e fontes de informação.
Diádiney Helena de Almeida, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), primeira pesquisadora Indígena concursada da instituição, afirmou que “os desafios do diálogo entre as ciências Indígenas e a ciência moderna representam um convite à reflexão sobre o acesso e as condições de formação de cientistas Indígenas em um contexto marcado pelo racismo”. Segundo a pesquisadora, é preciso “reconhecer as barreiras ainda presentes na produção científica e discutir caminhos para ampliar o protagonismo desses sujeitos nos espaços de pesquisa e de construção do conhecimento”.
Diádiney pontuou que os Povos Indígenas historicamente foram tratados mais como objetos de pesquisa do que como sujeitos e autores ou autoras de suas próprias investigações. Para ela, é necessário refletir criticamente sobre as condições de comunicação e divulgação dos resultados dessas pesquisas a fim de compreender quem produz conhecimento, para quem ele é comunicado e de que forma essas narrativas são construídas.
“Não é só disseminação de informação, é uma prática de disputa e política. Ao hierarquizar saberes, o conhecimento científico ocidental deslegitimou os conhecimentos Indígenas. É preciso pensar o protagonismo de forma ampla a fim de combater o racismo, os silenciamentos de autorias Indígenas e garantir que as pesquisas estejam comprometidas com o bem viver dos Povos Indígenas”, reforçou.
A valorização das ciências e medicinas indígenas a ampliação da presença de pesquisadores indígenas nos espaços acadêmicos e a necessidade de transformar a comunicação científica foram destacadas por Ana Lúcia Pontes, pesquisadora da Ensp. Coordenadora do Centro de Operações da Emergência Yanomami, entre janeiro e julho de 2023, Ana Lúcia falou sobre os desafios da produção, disseminação e comunicação da informação na agenda de saúde dos Povos Indígenas. Ela destacou que as ações afirmativas na graduação e na pós-graduação específica para os povos Indígenas devem ser fortalecidas com estratégias na divulgação, ampliação do acesso aos editais e fortalecimento da comunicação. “Temos que reconhecer também a falta de representatividade indígena nas instituições acadêmicas”, afirmou.
Tomando como base os filmes produzidos no âmbito da pesquisa que está desenvolvendo sobre saúde, sustentabilidade e controle social, focada nas experiências de participação social, a pesquisadora Raquel Scopel, que atua no escritório da Fiocruz Mato Grosso do Sul, destacou a importância do cinema no contexto da saúde dos Povos Indígenas. “O cinema é luta, seja para denunciar os processos que afetam a vida, a saúde e os direitos desses povos, seja para denunciar os conflitos territoriais. Mas, esse não é o único sentido da produção do cinema indígena. Além de ser produzido para fora, ele também tem o objetivo de falar para quem está dentro das aldeias”, ressaltou.
#ParaTodosVerem Banner com fundo verde escuro e verde claro, no topo está escrito: 16º Encontro Virtual de Divulgação Científica, Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/FIOCRUZ) convida: Saberes indígenas e Divulgação Científica, no canto inferior direito há uma figura ilustrativa do castelo da Fiocruz e três fotos de mulheres, a mediadora será Diádiney Helena de Almeida (ENSP), uma mulher branca, de cabelos lisos escuros e óculos de armação quadrada, Ana Lucia Pontes (Ensp) também irá participar, uma mulher branca com cabelos escuros e óculos de armação quadrada, a outra participante é Raquel Paiva Dias Scopel (Fiocruz MS), uma mulher branca com cabelos escuros presos e blusa preta.
Foram prorrogadas até dia 17 de maio as inscrições para a chamada interna que selecionará atividades de divulgação e popularização da ciência para o Espaço Fiocruz na SBPC Jovem 2026. Podem ser inscritas propostas criativas, dinâmicas e interativas voltadas especialmente ao público jovem e aos estudantes da educação básica.
A SBPC Jovem integra a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que será realizada de 26 de julho a 1º de agosto, no Campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). “Este evento é um dos principais espaços de aproximação entre ciência e sociedade no país e reúne milhares de visitantes em atividades de experimentação, diálogo e troca de conhecimentos”, afirma Cristina Araripe, coordenadora de Divulgação Científica, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (CDC/VPEIC), unidade que organiza a participação institucional no Espaço Fiocruz.
As propostas devem ser enviadas por meio do formulário interno, com a descrição da atividade e de recursos necessários para sua realização. A ideia é fortalecer a presença institucional da Fiocruz no evento e ampliar o alcance das ações de divulgação científica desenvolvidas em diferentes áreas da Fundação. A CDC/VPEIC será responsável pelo credenciamento dos participantes e pelo apoio técnico e logístico durante o evento.
Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail forum.divulgacao@fiocruz.br.
#ParaTodosVerem Banner na cor laranja com os dizeres: SBPC JOVEM 2026
Com objetivo de ampliar a presença da bioética em sua agenda institucional, a Fiocruz promove, em 12 de maio, o evento Cooperação entre a Fiocruz e a Global Health Bioethics Network (GHBN): desafios para a cooperação internacional. O encontro será realizado das 9h às 12h e terá transmissão ao vivo e tradução simultânea.
A iniciativa marca um novo momento na inserção da América Latina em redes globais de bioética, a partir da parceria entre a Fiocruz e a GHBN, coordenada pela Universidade de Oxford. Além de apresentações institucionais, a programação inclui o lançamento público da participação da Fiocruz na Global Health Bioethics Network e visa fortalecer a colaboração institucional e intensificar a integração da GHBN com a rede latino-americana.
Com a presença de representantes da Fundação, da Universidade de Oxford e de integrantes da rede internacional, a atividade será voltada a estudantes, pesquisadores e coordenadores de ensaios clínicos. Após a abertura, a programação seguirá com visitas às instalações históricas e à fábrica de vacinas da Fiocruz.
Consolidada com a entrada da instituição na rede em 2024, por meio do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva e do Núcleo Interdisciplinar em Emergências em Saúde em Saúde Publica (Niesp/CEE), a cooperação tem como foco o fortalecimento de pesquisas lideradas por países de baixa e média renda e o enfrentamento de dilemas éticos em saúde global, especialmente nos contextos da África, Ásia e América Latina.
Serviço
Cooperação entre a Fiocruz e a Global Health Bioethics Network (GHBN): desafios para a cooperação internacional
Local: auditório de Bio-Manguinhos, campus da Fiocruz em Manguinhos (Avenida Brasil 4.365)
Data: 12/05/2026
Horário: 9h às 12h
#ParaTodosVerem Banner com fundo branco e azul escuro, no topo há uma fotografia em close do Castelo Mourisco da Fiocruz, com faixas coloridas e com o título ao lado: Cooperação entre a Fiocruz e a Global Healthy Bioethics network (GHBN), desafios para a cooperação internacional. Reserve a data, será no dia 12/05 no auditório de Bio-Manguinhos, de 9h às 12h. O objetivo do encontro será fortalecer a colaboração, promover a bioética na agenda da Fiocruz e integrar a GHBN com a rede da América Latina, o público-alvo são estudantes, pesquisadores e coordenadores de ensaios clínicos da Fiocruz, a transmissão será no Canal da Fiocruz no Youtube.
Com objetivo de oferecer instrumentos de combate ao racismo em equipamentos públicos e espaços de convívio nas favelas, a Coordenação de Cooperação Social da Fiocruz e o Movimento Negro Unificado do Rio de Janeiro (MNU-RJ) lançaram uma cartilha sobre saúde antirracista elaborada para uso de moradoras, moradores e profissionais dos territórios de favelas e periferias. O material apresenta orientações práticas, análises e contribuições de pesquisadores, profissionais da área da saúde, educação, segurança e moradores do território e já está disponível para download.
O lançamento da publicação ocorreu em abril, durante seminário que reuniu pesquisadores da Fiocruz, profissionais de saúde, moradores de favelas, articuladores de promoção da saúde e militantes do Movimento Negro Unificado no Instituto Social Acemades, em Vicente de Carvalho, Zona Norte do Rio de Janeiro.
O evento começou com a exibição do documentário Nzila: Favela, Ancestralidade e Saúde Antirracista que destaca a ancestralidade como base das lutas por dignidade e justiça nas favelas. Nzila (“caminho” na língua Bantu) é um produto de divulgação científica que valoriza e promove as tecnologias sociais construídas a partir dos saberes populares e da ciência. O filme foi realizado no âmbito do projeto Saúde na favela pela perspectiva antirracista e destaca as práticas antirracistas desenvolvidas por coletivos e movimentos sociais.
A mesa de debates contou com a presença de Heitor Silva, coordenador da Educação de Jovens e Adultos da Fiocruz (EJA-Fiocruz) pela Cooperação Social da presidência da Fiocruz; João Batista, professor de História do Município de Duque de Caxias e atual coordenador estadual do Movimento Negro Unificado do Rio de Janeiro (MNU-RJ); Miriam de Oliveira, psicóloga e Promotora popular de saúde antirracista de Vila aliança; e Vanda de Souza, coordenadora do Movimento Negro Unificado do Espírito Santo (MNU-ES).
“Para promover a saúde antirracista nos territórios, é preciso articular ações clínicas e políticas. Nas formações, moradores passaram a reconhecer o racismo em suas vivências e a romper o silenciamento. As pessoas que estão na favela veem a violência, sentem a violência, mas nem sempre sabem que isso é de ordem racial. A favela é silenciada, as pessoas são silenciadas, mas nossa intenção é fazer barulho”, explicou Miriam de Oliveira, psicóloga e Promotora popular de saúde antirracista de Vila aliança coordenadora do projeto na Vila Aliança.
A professora de filosofia e coordenadora do Movimento Negro Unificado do Espírito Santo, Vanda de Souza, destacou que “a maioria das coordenações locais e dos participantes do projeto é formada por mulheres, que buscam conhecer seus direitos e se fortalecer diante das violências cotidianas, dentro e fora de casa. A formação contribui para ampliar essa compreensão, ao reforçar que seu papel não é apenas cuidar, mas também lutar para que o cuidado seja uma responsabilidade coletiva”.
João Batista Carvalho, professor de História do município de Duque de Caxias e atual coordenador estadual do MNU-RJ, afirmou que a favela é um território majoritariamente negro e destacou a importância de fortalecer a presença de iniciativas como pré-vestibulares, projetos sociais e equipamentos de saúde nesses espaços, incentivando a população a se apropriar do próprio território.
“Nós lutamos para adquirir esse direito, pessoas que apanharam, morreram, sangraram para que a gente tivesse o direito de estar aqui e de lutar. A gente tem que reverenciar os que vieram antes de nós e pensar que se a luta hoje é muito difícil, ela já foi muitíssimo pior”, relatou encerrando a mesa de debates.
O microfone foi aberto para perguntas e contribuições do público, que em sua maioria relataram suas experiências durante a formação e a importância da luta antirracista para a sobrevivência. O seminário encerrou o seu debate com a apresentação doGrupo Música na Calçada, formado por alunos da Escola de Música de Manguinhos, com repertório popular e autoral.
Ao final do evento, o livreto foi distribuído para todas as pessoas presentes. O lançamento da cartilha Saúde na Favela Numa perspectiva Antirracista integra um conjunto de ações voltadas para os territórios de atuação do projeto, com previsão de novos ciclos de exibição do documentário e distribuição de exemplares físicos da publicação nos equipamentos de saúde e escolas localizadas nas sete favelas que receberam a formação de promotores populares de saúde antirracista. A expectativa é que a cartilha seja amplamente utilizada pelos profissionais de saúde, moradores, professores, alunos e trabalhadores ampliando o alcance do debate e incentivando práticas antirracistas e preservação dos direitos humanos.
Conflitos armados foram ponto crítico do processo formativo
O ano de 2025 foi marcado por fortes desafios à implementação do projeto nos territórios, devido a operações policiais letais em favelas da capital e da região metropolitana. As ações impactaram diretamente o cotidiano das comunidades, com interrupções frequentes de aulas e fechamento de clínicas da família, especialmente em áreas como Mangueirinha, Vila Aliança e Vila Cruzeiro, comprometendo o acesso à educação e à saúde.
Na semana de encerramento do curso em Cidade Alta, Mangueirinha e Vila Cruzeiro, ocorreu a operação policial mais letal do país, no Complexo da Penha, em outubro de 2025, que resultou em 122 mortes. O episódio gerou forte impacto psicológico nos moradores dos Complexos da Penha e do Alemão.
A cartilha é produto da experiência desenvolvida durante o ciclo de formação do projeto e apresenta diagnósticos das sete favelas do Rio de Janeiro que participaram: Manguinhos, Jacarezinho, Rocinha, Vila Cruzeiro, Cidade Alta, Mangueirinha e Vila Aliança. Além disso, o material destaca a importância de reconhecer as especificidades de cada território, ao mesmo tempo em que evidencia desigualdades estruturais. Um exemplo é a diferença na expectativa de vida entre bairros da cidade: enquanto moradores da Gávea vivem, em média, 80 anos, no Complexo do Alemão essa média é de cerca de 65 anos, refletindo fatores como renda, alimentação e acesso a serviços de saúde.
“Esses lugares, distintos entre si, são unidos pela falta, mas também possuem suas identidades próprias e nós precisamos escrever sobre elas. Essa cartilha apresenta essa complexidade por meio de uma abordagem humana, e que foi materializada pelo esforço dos moradores e profissionais dessas sete favelas”, explicou Leonardo Brasil Bueno, coordenador do projeto na Fiocruz.
Cerca de 80% dos usuários do Sistema Único de Saúde se autodeclaram negros, grupo que também concentra os maiores índices de morbimortalidade. O conteúdo evidencia como o racismo estrutural e institucional ainda dificulta o acesso equitativo aos serviços de saúde.
Como parte desse esforço, o projeto propõe a formação de promotores populares de saúde antirracista, com atuação voluntária nos territórios, visando fortalecer redes de solidariedade e ampliar o acesso à informação e à defesa do Sistema Único de Saúde.
Sobre o projeto
Saúde na Favela pela Perspectiva Antirracista visa a formação em promoção da saúde com acolhimento, escuta ativa e enfoque antirracista voltada para moradores de sete favelas do Rio de Janeiro que tenham passado por violações de direitos humanos. Também visa analisar as demandas locais frente à disponibilidade de serviços psicossociais para moradores dessas favelas na perspectiva antirracista do compartilhamento de saberes ancestrais, sobretudo reconhecendo e valorizando tais saberes, que estão presentes nos lugares de atuação do projeto. O projeto é realizado pela Coordenação de Cooperação Social da Fiocruz, em parceria com o Movimento Negro Unificado (MNU-RJ).
Curso do Campus Virtual fortalece debate sobre racismo e equidade racial
O curso Letramento Racial para Trabalhadores do SUS é online, gratuito e autoinstrucional, e está em sua segunda edição. A iniciativa propõe um mergulho crítico nas relações entre racismo e saúde e defende que ser antirracista é um compromisso ético e político, além de ser também um passo necessário para garantir o direito universal à saúde. Nesta segunda edição, o curso amplia e fortalece o debate sobre racismo institucional, equidade racial e práticas transformadoras no SUS, com conteúdos interativos, recursos abertos e acessíveis. Este curso foi o primeiro produto publicado no âmbito do edital Inova Educação - Recursos Educacionais Abertos, promovido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC). A formação já certificou cerca de 30 mil alunos em suas duas ofertas.
Conheça a formação, dividida em dois módulos, com carga horária total de 30h e inscreva-se já!
Módulo 1 – Relações entre o racismo e a saúde como direito no Brasil - 15h
Módulo 2 - Prática antirracista como princípio do trabalho em saúde - 15h
#ParaTodosVerem Banner com o fundo de uma fotografia de uma favela, com casas muito próximas umas das outras em encostas, cobertas por um filtro em tons alaranjados e escuros. No topo, em letras brancas, aparece o título: CARTILHA - SAÚDE NA FAVELA NUMA PERSPECTIVA ANTIRRACISTA. Abaixo do título, há o subtítulo: Material para uso de moradoras, moradores e profissionais dos territórios, na parte inferior da imagem aparecem ilustrações de diferentes personagens como um homem idoso com óculos e bengala; um jovem, um médico com estetoscópio, uma policial, uma profissional de saúde segurando uma prancheta, uma médica usando jaleco e estetoscópio.
Uma pesquisa feita com integrantes do Programa de Computação Científica da Fiocruz (PROCC), vinculado à Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), conquistou o primeiro lugar na 18ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (ExpoEpi), realizada entre 14 e 17 de abril de 2026 em Brasília. A ExpoEpi é um evento do Ministério da Saúde (MS) voltado à divulgação de práticas inovadoras em vigilância epidemiológica no país. O prêmio, concedido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, foi na categoria Mais Ciência para o SUS, na área de preparação, vigilância e resposta às emergências em saúde pública.
O trabalho foi publicado na revista científica Infectious Disease Modelling em dezembro de 2025 e propõe um modelo estatístico bayesiano (forma de previsão que combina informações já conhecidas sobre um fenômeno no passado com dados novos) capaz de prever o número de casos de dengue com até 52 semanas de antecedência para macrorregiões de saúde do Brasil, sem necessidade de dados climáticos ou populacionais, apenas com base no histórico de notificações da doença.
Previsão de dengue sem dados climáticos: como funciona
Na prática, a ferramenta permite identificar quando o número de casos de dengue em uma região está saindo do padrão histórico e em qual proporção, o que pode orientar respostas mais ágeis e precisas do SUS, antes que uma situação se agrave.
A pesquisadora da Escola de Saúde Publica (Ensp) da Fiocruz e primeira autora do trabalho, Laís Picinini Freitas, explica que, em comparação com ferramentas já existentes, o modelo evita alertas desnecessários, ou seja, só sinaliza uma situação como atípica quando há base estatística sólida para isso. "As faixas [no modelo] representam quatro níveis graduais de casos esperados: 'abaixo da mediana, típico', 'moderadamente alto, bastante típico', 'bastante alto, atípico' e 'excepcionalmente alto, muito atípico'. Cada faixa considera a probabilidade daquele número de casos ter sido observado no passado, o que traz mais informação para a tomada de decisão pelos gestores de saúde", explica Freitas.
Dengue no Brasil: como o modelo foi validado
O modelo foi testado para as temporadas 2022-2023 e 2023-2024. Na primeira, classificou a situação nacional como "bastante alta, atípica", o que de fato ocorreu, com mais de 1,4 milhão de casos registrados. Na temporada 2023-2024, quando o Brasil viveu sua pior epidemia de dengue da história de acordo com dados do Ministério da Saúde, com mais de 6 milhões de casos e cerca de 6 mil mortes, o modelo sinalizou corretamente a situação como "excepcionalmente alta, muito atípica", ainda que as estimativas não tenham alcançado a magnitude sem precedentes daquele ano.
Da dengue à gripe: uma metodologia para diferentes doenças
"Usamos as previsões para o ano seguinte baseadas no histórico de dados e em um modelo estatístico para construir bandas epidêmicas e ajudar no monitoramento de dengue. O que nos permite, por exemplo, dizer em tempo real se o que estamos observando é uma temporada típica ou atípica. E é importante reforçar que a metodologia proposta não se aplica apenas à dengue, ela pode ser usada em qualquer agravo com notificação regular. Estamos nesse momento avaliando a dinâmica de casos de SRAG por Influenza e pelo vírus sincicial respiratório (VSR) usando a mesma metodologia", explica o pesquisador da Fiocruz e autor sênior do artigo, Leonardo Bastos.
A pesquisa foi desenvolvida em resposta a uma demanda direta do MS por ferramentas que apoiem a preparação e a resposta à dengue no Brasil. Bastos explica que o modelo pode ser replicado também em outros países, desde que haja dados de vigilância sistemática disponíveis por pelo menos cinco anos.
Freitas acrescenta que o modelo está sendo adaptado para funcionar também no nível municipal. "Os resultados preliminares mostram que funciona muito bem para capitais e municípios com volume considerável de dados", afirma.
O estudo tem autoria de Laís Picinini Freitas, Leonardo Soares Bastos, Danielle Andreza da Cruz Ferreira, Raquel Martins Lana, Daniel Cardoso Portela Câmara, Tatiana P. Portella, Marilia Sá Carvalho, Ayrton Sena Gouveia, Iasmim Ferreira de Almeida, Eduardo Correa Araujo, Luã Bida Vacaro, Fabiana Ganem, Oswaldo Gonçalves Cruz, Flávio Codeço Coelho, Claudia Torres Codeço e Luiz Max Carvalho, e foi executado pela Fiocruz com financiamento do próprio ministério, do Inova da Fiocruz, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).
Para Laís, o reconhecimento tem um significado que vai além da conquista técnica. "São anos de estudo e trabalho intenso para produzir ciência de qualidade, em um contexto de desvalorização crescente da ciência e do pesquisador. Nesse contexto, foi super importante a criação da área de premiação 'Mais Ciência para o SUS' nessa 18ª ExpoEpi. Essa iniciativa traduz exatamente o que precisamos: fortalecer a produção científica voltada ao sistema público de saúde e, ao mesmo tempo, motivar e reconhecer os esforços de quem está trabalhando por isso", diz.
Pesquisadores do PROCC participaram do estudo
Entre os autores do estudo, os pesquisadores Claudia Codeço, Leonardo Bastos, Marilia Sá Carvalho e Oswaldo G. Cruz fazem parte do quadro do PROCC. "Esse prêmio é uma implicação de uma liberdade científica que é dada aos pesquisadores do PROCC, que nos permite trabalhar com aquilo que estamos interessados", finaliza Leonardo.
#ParaTodosVerem Fotografia de três pessoas posando juntas. Ao fundo há um grande painel decorativo vertical coberto por plantas verdes naturais, no centro do painel aparece um letreiro iluminado com a inscrição "18ª EXPO EPI". Do lado esquerdo há um homem de cabelos grisalhos e barba grisalha, usa camisa bege clara de mangas dobradas, calça bege e tênis claros, está com um crachá do evento pendurado no pescoço, segura um certificado, no centro e ao seu lado uma mulher jovem com cabelos longos e escuros, está com um vestido azul-marinho sem mangas e tênis brancos, também usa crachá do evento e segura um troféu, a sua direita há uma mulher mais velha, com cabelos curtos castanhos, está vestida com blazer preto, blusa vermelha, calça preta, sapatos escuros e com crachá.
No âmbito das celebrações dos 125 anos da Fundação Oswaldo Cruz, a Editora Fiocruz, sempre atenta às demandas e necessidades de publicações que contribuam para ampliar os conhecimentos acadêmicos e subsidiar as práticas no âmbito do SUS, segue com o edital para seleção de livros da coleção Fazer Saúde no SUS aberto, originalmente denominada Fazer Saúde. Com a nova denominação, isto é, com o acréscimo de “no SUS”, a Editora Fiocruz pretende que os títulos publicados na coleção tenham um contorno mais preciso, enfoque no SUS e linguagem que alcance o público que se almeja.
Para melhores informações, clique para acessar a íntegra da Chamada Pública. Além das instruções informadas nas referida chamada, os originais deverão estar de acordo com o teor das orientações disponíveis no documento Como Publicar da Editora Fiocruz.
Em relação às questões de ética e integridade de pesquisa, autores e organizadores devem seguir as diretrizes definidas pelos documentos Committee on Publication Ethics (Cope) – do qual a Fundação Oswaldo Cruz e seus periódicos são membros –, e pelo Guia de Integridade de Pesquisa da Fiocruz.
Atenção:
serão aceitos originais enviados até o dia 31 de maio de 2026;
todos os originais encaminhados serão avaliados por uma comissão editorial.
É importante frisar que a Editora Fiocruz segue recebendo para avaliação, via balcão, manuscritos e/ou coletâneas que não se enquadrem no escopo aqui estabelecido.
Últimas semanas para submissão
Lançado no ano passado, no contexto das comemorações pelos 125 anos da Fundação Oswaldo Cruz, o edital da Editora Fiocruz para a seleção de novos livros da Coleção Fazer Saúde no SUS entra em suas últimas semanas para submissão de originais. A chamada convida autores e autoras a apresentarem obras que promovam o diálogo entre ciência, prática e gestão, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde, a ampliação do debate acadêmico e o subsídio a práticas e políticas no campo da saúde pública.
A coleção pretende reforçar seu vínculo com o sistema público de saúde, priorizando publicações com enfoque direto nas experiências, saberes e práticas desenvolvidas em diferentes territórios e serviços de saúde. O objetivo é fortalecer a formação crítica e a educação permanente de profissionais, gestores, pesquisadores e educadores que atuam nas redes do SUS.
Podem participar da chamada profissionais e pesquisadoras e pesquisadores vinculados a programas de graduação e pós-graduação em saúde, escolas técnicas do SUS, centros formadores e diferentes serviços de saúde, incluindo assistência, vigilância e gestão.
Todos os manuscritos encaminhados serão avaliados por uma comissão editorial, conforme os critérios descritos no edital oficial. Os textos devem empregar uma linguagem clara e acessível, respeitando a norma culta, e podem incluir gráficos, tabelas e ilustrações que facilitem a compreensão.
Além disso, os originais devem dialogar com a prática do SUS e seguir uma estrutura sugerida que contemple apresentação, campo teórico e conceitual, descrição das práticas e análise crítica das experiências.
Atenção: serão aceitos originais enviados até o dia 31 de maio de 2026.
As informações podem ser acessadas no site da Editora Fiocruz: Chamada Pública para livros da coleção Fazer Saúde no SUS | Portal Fiocruz
Os títulos da Coleção Fazer Saúde no SUS estão disponíveis nos formatos impresso e digital, nas livrarias física e virtual da Editora Fiocruz. Parte das obras pode ser acessada gratuitamente na plataforma SciELO Livros e no ARCA, repositório institucional da Fiocruz.
Com essa nova chamada pública, a Editora Fiocruz reafirma sua missão de disseminar conhecimento público e plural, fortalecendo a formação crítica de profissionais e o papel do SUS como instrumento de equidade e cidadania no Brasil.
#ParaTodosVerem Banner com fundo escuro, no lado direito há ilustrações de livros coloridos, por cima da imagem as seguintes informações: Publique pela editora Fiocruz, Chamada Pública para livros da coleção Fazer Saúde no SUS, serão aceitos originais enviados até 31 de maior de 2026.
Estão abertas, até 10 de maio, as inscrições da chamada interna que vai selecionar atividades da Fiocruz para a SBPC Jovem 2026. A iniciativa visa aproximar estudantes da ciência e da inovação por meio de uma programação diária e gratuita, com exposições, mostras interativas, museus itinerantes, oficinas e outras atividades educativas.
A SBPC Jovem ocupará uma tenda no Campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ). O evento integra a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, um dos maiores encontros científicos do país. A edição de 2026 acontecerá entre 26 de julho e 1º de agosto e terá como tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”.
A chamada interna foi divulgada em reunião ampliada do Fórum de Divulgação Científica, realizada em 9 de abril. Como parceira histórica, a Fiocruz tem espaço de exposição gratuito garantido na SBPC Jovem. A participação institucional é organizada pela Coordenação de Divulgação Científica (CDC), vinculada à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (Vpeic).
Segundo Marly Cruz, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, o ideal é que, durante o planejamento, as unidades alinhem suas propostas internas e estratégias de divulgação científica. Marly observou que, a cada ano, a Fiocruz aperfeiçoa sua participação e exposição. “Até que a SBPC ocorra de fato, precisamos manter um canal de diálogo entre as unidades para que as dúvidas sejam esclarecidas e as atividades aconteçam da melhor maneira possível”, observou.
Cristina Araripe, coordenadora de Divulgação Científica da VPEIC, afirmou que as propostas devem ser dinâmicas e pensadas para atrair um público diverso num espaço de 100 metros quadrados. “Conseguimos bons resultados na participação institucional em anos anteriores”, garantiu. A coordenadora destacou que a diversidade e a pertinência das propostas enviadas pelas unidades serão fatores importante para a seleção das atividades do Espaço da Fiocruz. Ela revelou ainda que, como não há financiamento previsto, cada unidade deve buscar formas de garantir a sua presença no evento.
Organização das atividades
De acordo com a chamada interna, a equipe da CDC ficará responsável pelo credenciamento dos participantes e por fornecer apoio técnico e informações sobre a logística do evento. As unidades, os escritórios regionais e os demais setores serão responsáveis pela compra de passagens aéreas ou terrestres; hospedagem dos participantes; produção, impressão e confecção de materiais de divulgação; despesas com o transporte dos participantes e materiais expostos; e, a guarda pela integridade do material ou peça exposta durante o evento.
A coordenadora informou que a organização das atividades de divulgação e popularização da ciência será baseada em critérios como a diversidade e a adequação das propostas. “Vamos ocupar o Espaço da Fiocruz em um sistema de rodízio, se necessário. Estaremos de segunda a sábado, de 8h às 17h, mostrando a força e a potência das atividades de divulgação e popularização da ciência da nossa instituição”, afirmou. “Precisamos garantir que as atividades sejam mais acessíveis. As propostas encaminhadas devem buscar assegurar esse direito", lembrou. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail forum.divulgacao@fiocruz.br.