No dia 30 de setembro, das 9h às 16:30h, acontecerá a primeira Conferência Livre Nacional de Saúde Mental das Periferias, em formato virtual através da plataforma Zoom. O evento é promovido por organizações e coletivos de periferias de todo o Brasil – urbana, do campo, da floresta e das águas - e pretende debater, refletir e elaborar propostas de ação voltadas à promoção de saúde mental de populações que experimentam a vida em condições de múltiplas incidências de sofrimento e adoecimentos nesses territórios, incidindo política e estrategicamente na 5ª Conferência Nacional de Saúde Mental a ser realizada entre 11 e 14 de dezembro, em Brasília. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas neste link.
Balizado pela assertiva de que “a Política de Saúde Mental é um Direito das populações periféricas”, o evento tem como eixo principal o fortalecimento do SUS, o cuidado de saúde mental em liberdade e o respeito aos Direitos Humanos. Além disso, as políticas de saúde mental, a partir dos princípios de universalidade, integralidade e equidade do SUS; a gestão, o financiamento, formação e participação social na garantia dos serviços de saúde mental; e os impactos sobre a população e os desafios de suporte psicossocial durante e pós-pandemia serão debatidos no encontro. Confira o documento orientador do evento.
A Conferência Livre Nacional de Saúde Mental das Periferias é resultado de uma articulação de diferentes organizações e movimentos de usuários, trabalhadores do SUS, pesquisadores em Saúde Coletiva e coletivos atuantes em periferias diversas. A Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) e o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) são os proponentes do encontro, que conta com a participação na concepção e organização do evento: Centro de Apoio Psicossocial (Caps) III Maria do Socorro, da favela da Rocinha (RJ); Cebes Núcleo Paraná (PR); Cia. Encena (RJ); Espaço Casulo Maré (RJ); Espaço Normal/Redes da Maré (RJ); Fórum Favela Universidade (RJ); Fórum dos Prés Vestibulares Populares do Rio de Janeiro (RJ); Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas (SP); Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira/Museu Bispo do Rosário (RJ); Associação Brasileira de Enfermagem/Departamento de Saúde Mental (ABEn); Jornal Fala Roça (RJ); Jornal Fala Manguinhos (RJ); Movimento de Luta Antimanicomial; Plataforma Brasileira de Políticas de Drogas; Unidade de Acolhimento de Adultos (UAA) Cacildis (RJ); e Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad) Marinheiro João Cândido (RJ). A conferência recebe o apoio da Coordenação de Cooperação Social da Presidência da Fiocruz (CCSP/Fiocruz), da Assessoria de Relações Institucionais da Presidência da Fiocruz, do Programa Institucional de Articulação Intersetorial em Violência e Saúde da Fiocruz e do Programa Institucional sobre Política de Drogas, Direitos Humanos e Saúde Mental da Fiocruz.
Dúvidas e sugestões podem ser enviadas para confsaudementalperiferias@gmail.com.
PROGRAMAÇÃO
9h: Mesa de Abertura
9h30: Falas de Provocação
10h: Leitura de Propostas
12h30 – 13h30: Intervalo de Almoço
13h45: Votação de Propostas / Votação de Delegados(as)
16h30: Encerramento
SERVIÇO
Conferência Livre Nacional de Saúde Mental das Periferias
Data: 30/09/2023 (sábado)
Horário: 9h às 16h30
Inscrição
Documento orientador
Instagram
Redes Sociais das Organizações envolvidas:
@vilaisabelvestibulares, @fpvprj, @forumfavelauniversidade, @cidadesemmovimento, @oficialfiocruz, @uaacacildis, @capsadmarinheirojoaocandido, @redesdamare
A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) promove o Seminário Arte e Saúde Mental na Periferia. O evento, organizado pelo curso de Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência, será realizado no dia 4 de setembro, às 13h30, no Salão de Conferência do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro (Avenida Brasil, 4365). A transmissão ao vivo será pelo canal da COC no Youtube. Certificados de participação serão emitidos somente para os participantes que estiverem presencialmente no seminário.
O seminário reunirá Alexander Ramalho e Ariadne de Moura Mendes, especialistas em Saúde Mental do SUS, e Rodrigo Sini, artista de rua grafiteiro,para discutir a interlocução entre a Saúde Mental e a Arte, como ferramentas de cuidado do sujeito, reintegração psicossocial, geração de renda e de autonomia, contribuindo para reduzir o estigma da loucura nas periferias.
Saiba mais sobre os palestrantes:
Alexander Ramalho
Enfermeiro e psicanalista, Alexandre Ramalho atua como diretor do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira e como supervisor Clínico-Institucional do CAPS II de Araruama.
Mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, Ramalho é membro efetivo do Departamento Nacional de Enfermagem em Saúde Mental da Associação Brasileira de Enfermagem - ABEn Nacional e membro Suplente da Comissão Intersetorial de Saúde Mental do Conselho Nacional de Saúde - CISM- CNS.
Ariadne de Moura Mendes
Psicóloga do Instituto Municipal Nise da Silveira, Fundadora e coordenadora do Bloco Carnavalesco Loucura Suburbana e do Ponto de Cultura Loucura Suburbana: Engenho, Arte e Folia.
Rodrigo Sini
Artista de rua grafiteiro, estudou no Atelier Geraldo Aguiar, André Brow e cursou Pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ. Coautor do movimento 3P - Pretos Pedem Paz voltado à espalhar a igualdade racial, atualmente tem as suas artes atravessadas pela temática da infância negra.
Acompanhe ao vivo:
Fatores sociais, ambientais e vulnerabilidades sociais e ambientais intensificam os efeitos das mudanças climáticas, resultando em alterações nos padrões de temperatura e clima. Devido a isso, a proliferação do mosquito Aedes aegypti se torna cada vez maior, inclusive em regiões que normalmente não eram impactadas pelo vetor e que agora sofrem um aumento significativo no número de casos da dengue, fazendo com que a doença se torne um problema de saúde em uma quantidade muito maior de municípios no país.
A situação piora quando pensamos nas áreas periféricas das cidades. A grande densidade populacional, somada às precárias condições de moradia e a oferta irregular do abastecimento de água são algumas das adversidades que podem influenciar no aumento de casos nestas áreas.
No e-book Enfrentando a dengue nas favelas e periferias, lançado pela InfoDengue com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 2023 e disponível para download em acesso aberto, consta que o Brasil hoje possui o total de 13.151 favelas – o dobro do registrado há 10 anos (6.329 favelas em 2012), tendo ultrapassado a população de países como Bolívia e Paraguai. São 5 milhões de domicílios e mais de 17,1 milhões de pessoas. O número de moradores das favelas brasileiras ultrapassa a população das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo somadas. Os dados fazem parte do levantamento Um país chamado favela 2022, divulgado pelo Data Favela em parceria com a Cufa (Central Única das Favelas) e o Instituto Locomotiva.
O artigo Rápida expansão da dengue no Brasil (traduzido do inglês), elaborado pela equipe do InfoDengue e divulgado pelo The Lancet Regional Health Americas, revela o alarmante dado que, nos últimos cinco anos, um total de 481 municípios detectaram transmissão comunitária da dengue pela primeira vez, representando 8,7 milhões de novos indivíduos em risco.
O livro é produto do InfoDengue, que durante todo o ano monitora e mantém os tomadores de decisão informados através de boletins periódicos sobre tendências de aumento e redução de casos, possibilitando a antecipação no planejamento de ações de prevenção, e tem como objetivo popularizar e fortalecer o trabalho das equipes de saúde na Atenção Básica e Agentes de Combate a Endemias (ACE) para a população.
+Acesse aqui o e-book para download!
Diante destes dados alarmantes, o Campus Virtual Fiocruz lembra aos seus seguidores que, em parceria com o Ministério da Saúde, o curso InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis, totalmente online, gratuito e autoinstrucional, permanece com inscrições abertas.
InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis
O programa é voltado a profissionais da vigilância em saúde que atuam nas secretarias municipais e estaduais de Saúde, e é aberto também a interessados no tema.
O objetivo é promover a compreensão de conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis e proporcionar aos profissionais conhecimentos e instrumentos para auxiliar na tomada de decisão em situações dedicadas à vigilância de arboviroses urbanas (dengue, Zika e chikungunya) e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).
O curso, que possui carga horário de até 40h, está dividido em dois módulos: módulo base e módulo aplicado, em que o aluno pode optar por estudar um dos sistemas (InfoDengue e InfoGripe) ou ambos. Os módulos trazem apresentações das doenças como problemas de saúde pública e sua epidemiologia no país, seguido de uma introdução ao processo de coleta e organização de dados feitos pelas secretarias de saúde.
Os alunos do curso serão apresentados a conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis, métodos e práticas específicos do Infodengue e do Infogripe, para que sejam capazes cenários de risco e a leitura-interpretação dos boletins em diferentes contextos.
Veja abaixo como estão divididos os módulos:
MÓDULO 1: EPIDEMIOLOGIA E VIGILÂNCIA
- UNIDADE 1: Introdução aos determinantes ambientais, sociais e imunológicos de doenças transmissíveis
AULA 1: pessoa, tempo e lugar
AULA 2: breve história das arboviroses urbanas no Brasil
AULA 3: determinantes da saúde
- UNIDADE 2: Vigilância epidemiológica de arboviroses e doenças respiratórias agudas
AULA 1: Tipos de vigilância em saúde
AULA 2: A importância da definição de caso
- UNIDADE 3: Indicadores de performances
AULA 1: indicadores de performance da vigilância em saúde
AULA 2: Infogripe e Infodengue - plataformas para aumentar performance da vigilância de arboviroses urbanas e síndromes gripais
MÓDULO 2: Vigilância e sistemas de informação
- UNIDADE 1: Infogripe
- UNIDADE 2: Infodengue
- UNIDADE 3: Métodos analíticos dos sistemas Infodengue e Infogripe (formato e-book)
Os direitos à vida, à saúde e à dignidade humana encontram imensos desafios para serem garantidos em países desiguais como o Brasil. Em seu sentido ampliado, a saúde envolve o desenvolvimento dos potenciais do indivíduo e de sua comunidade, e compreende também a dimensão da cultura como ambiente de pertencimento e campo de exercício de cidadania. Tendo por mote a literatura como direito humano, o projeto Periferia Brasileira de Letras, lançado pela Fiocruz, propõe a criação de uma rede de coletivos literários de favelas e periferias em nove capitais brasileiras para reivindicação de políticas públicas no campo da leitura, livro e literatura adequadas às demandas por direitos dos seus territórios. O primeiro ato do projeto são as inscrições, que abriram nesta semana e vão até 18 de fevereiro.
Ao todo, serão sete meses com encontros virtuais divididos em três etapas: 1) curso para a rede PBL ampliar sua participação na construção de políticas públicas sobre o livro, leitura e literatura para territórios periféricos; 2) produção de um documentário que registre a experiência dos coletivos e que registre a diversidade literária produzida em diversas regiões do Brasil; 3) criação de um Fórum e a construção de uma agenda coletiva de articulação política e cultural da rede Periferia Brasileira de Letras para 2022.
Cada representante dos coletivos selecionados receberá bolsa de estudos mensal no valor de R$ 1.000 (um mil reais) durante os quatro meses do curso. As inscrições podem ser realizadas gratuitamente no site. Toda formação será gratuita, mas é essencial ter acesso à internet e equipamento para participar das atividades virtuais.
Como se inscrever
Apenas uma pessoa física, com conta corrente ativa, deverá ser o representante para receber o valor da bolsa de estudo nos quatro meses da etapa “Promoção da Literatura em Periferias: curso de territorialização de políticas públicas saudáveis”. Para se inscrever, o coletivo e/ou grupo, formalizado ou não, deve ter no mínimo um ano de atuação na área da leitura, livro e literatura, ter um portfólio com imagens postadas em redes sociais de eventos realizados, publicações e/ou calendário de atividades regulares e atuar em território de favela ou periferia nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, Brasília, Natal, Recife, Salvador, Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte ou Rio de Janeiro. Ademais, preencher corretamente o formulário de inscrição e entregar até a data limite, que é 18 de fevereiro.
A rede PBL é uma plataforma colaborativa que busca por meio da participação popular de coletivos literários a construção coletiva de políticas públicas para territórios de favelas e periferias. O projeto tem também o objetivo de colaborar para o aprofundamento de um campo que seja agregador das diversas literaturas existentes no Brasil, dando visibilidade aos coletivos e grupos participantes dessa rede e, mais ainda, à diversidade da produção da criação literária de favela e periferia.
Periferia Brasileira de Letras
Assessoria de imprensa:
(21) 99202-9279 (Luiza/Cooperação Social da Fiocruz)
(21) 982009208 (Juliana/PBL)
e-mail: periferiabrasileiradeletras.pbl@gmail.com
Instagram: https://www.instagram.com/periferiabrasileiradeletras/
Facebook: https://www.facebook.com/Periferia-Brasileira-de-Letras-100268772013670
Twitter: https://twitter.com/perifadeletras
*Imagem/arte: Ivan Filho
Bora frear o contágio do coronavírus?! Até o dia 17 de abril estão abertas as inscrições para Covid-19: Chamada Pública para Apoio a Ações Emergenciais junto a Populações Vulneráveis. A iniciativa é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e visa conter a contaminação de quem está mais exposto ao novo vírus. Além do apoio financeiro, a Fiocruz promove também a campanha de informação e comunicação Se Liga no Corona!, voltada a favelas e periferias.
Serão concedidos R$ 600 mil para apoiar projetos em todo o país
A chamada pública irá financiar projetos em todo território nacional que contribuam para prevenir o contágio entre esses grupos sociais ou garantir condições mínimas de sobrevivência a famílias impactadas economicamente pelas medidas de isolamento social em vigência. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no Portal Fiocruz até o dia 17 de abril e o resultado final será divulgado no dia 1º de maio.
As propostas poderão se encaixar em três faixas de orçamento: até R$ 10 mil; até R$ 25 mil ou até R$ 50 mil. E serem vinculados a uma (ou mais) das cinco áreas de interesse: segurança alimentar; comunicação; saúde mental; assistência específica a grupos de risco; e ações que facilitem o cumprimento das medidas de afastamento social e higiene pessoal e coletiva anunciadas pelas autoridades públicas. Ao todo, estão disponíveis R$ 600 mil, recebidos de doadores e destinados à Fiocruz para que invista em ações emergenciais de enfrentamento à pandemia de Covid-19. Podem se candidatar organizações da sociedade civil sem fins lucrativos com histórico comprovado de atuação junto a populações vulneráveis, assim como coletivos sem personalidade jurídica atuantes em territórios socialmente vulneráveis — desde que os projetos sejam apresentados por instituição parceira legalmente constituída.
“Em um país com enormes desigualdades como o Brasil, precisamos olhar para as realidades sociais de cada território. A epidemia não chega da mesma forma para todos e as estratégias de contenção precisam ser diferentes. A chamada pública vai destinar os recursos recebidos por doações para organizar uma resposta emergencial para populações mais vulneráveis. Com isto, a Fiocruz espera cumprir o papel que vem desempenhando há 120 anos de promover saúde pública para toda população”, afirmou Nísia Trindade Lima, presidente da instituição.
Junto com a chamada, a Fiocruz, Redes da Maré e as organizações de Manguinhos lançaram, no dia 9 de abril, a campanha multimídia de prevenção ao Covid-19 nas favelas. A iniciativa vai difundir informações confiáveis adaptadas ao contexto das periferias em diversos formatos, como radionovelas, spots para carros de som, peças e vídeos para mídias sociais e cartazes. O conteúdo produzido pela campanha ficará disponível para download no Portal Fiocruz e no Maré Online para uso e livre distribuição por parte de coletivos, organizações e indivíduos. Nas comunidades de Maré e Manguinhos, os materiais serão difundidos em rádios comunitárias, estabelecimentos comerciais, pontos de ônibus e moto-táxi, nas associações de moradores e em outras áreas de grande circulação.
"Até o momento as orientações de prevenção têm se dirigido ao público de classe média: medidas de isolamento em quartos individuais, evitar aglomerações, álcool em gel e outros exemplos. Mas nós sabemos que não é essa realidade da maioria da população. A campanha surge como um dos esforços da instituição, conjugado aos de nossos parceiros nas comunidades, para enfrentarmos juntos esse desafio”, pontuou Nísia. Entre os materiais, constam protocolos de higiene para entrega e recepção de cestas básicas; cartazes com orientações sobre distância mínima entre pessoas em locais públicos; vídeos de perguntas e respostas com especialistas; além de tema para foto de perfil no Facebook, peças adaptadas para stories e feed do Instagram, capa para Facebook e Twitter, entre outros.
A campanha Se Liga no Corona! lança também um selo de validação de materiais de comunicação produzidos por organizações comunitárias parceiras. As peças enviadas pelas organizações à equipe da campanha terão seu conteúdo submetido a especialistas da Fundação Oswaldo Cruz e, se procedentes, receberão o selo Fiocruz Tá Junto, oferecendo ao material uma chancela científica. A campanha é fruto da articulação entre a Fiocruz, a Redes da Maré, o Conselho Comunitário de Manguinhos, o Conselho Gestor Intersetorial (CGI-Teias Manguinhos), a Comissão de Agentes Comunitários de Saúde de Manguinhos (Comacs), o Coletivo Favelas Contra o Coronavírus, o Jornal Fala Manguinhos! e o sindicato dos trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN).
Chamada Pública para Apoio a Ações Emergenciais junto a Populações Vulneráveis
Inscrições: de 9 a 17 de abril. Mais informações aqui.
Campanha Se liga no Corona!
Mais informações aqui.
Ficam abertas até 6 de junho as inscrições para a 2ª edição do curso livre Estratégias para territorialização de políticas públicas em favelas. O programa é uma iniciativa da Coordenação de Cooperação Social da Presidência da Fiocruz, e foi elaborado a partir do acúmulo de experiências do órgão no assessoramento e apoio às organizações comunitárias de Manguinhos. Com apoio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), essa iniciativa visa contribuir na formação de moradores de bairros periféricos e favelas, atuantes ou interessados em atuar junto a organizações sociais, de bairro, ONG’s, projetos sociais, coletivos e movimentos sociais para intervirem em seus contextos sociais com vistas à promoção de territórios saudáveis.
O curso apresentará bases conceituais, categorias analíticas e metodologias para construção de diagnósticos sociais, além de propostas de intervenção e mobilização que reforcem uma governança democrática nos territórios de favelas. Um dos principais fundamentos da proposta político-pedagógica deste curso é a articulação de atores sociais residentes ou atuantes nessas localidades para construção, monitoramento e controle social de iniciativas originadas a partir das demandas reais identificadas nas favelas.
Reforçando o processo de desenvolvimento do curso, serão abordadas ferramentas para elaboração de projetos sócio-comunitários. Também serão apresentadas diferentes estratégias de captação de recursos – convencionais (como por meio de editais) e alternativas (como a formação de redes de economia solidária, entre outras).
Critérios para inscrição e seleção
Os candidatos devem ser preferencialmente moradores (ou atuantes em organizações/movimentos) das favelas do Complexo do Alemão e da Penha, Maré, Manguinhos, Jacarezinho; ter concluído o ensino fundamental e ter disponibilidade para comparecer às aulas às terças e quintas-feiras, de 18h às 21h, na EPSJV (campus Manguinhos da Fiocruz). Há 30 vagas para o curso, que é gratuito. As aulas começam no dia 14 de junho.
A seleção será feita a partir da análise do perfil dos candidatos, especialmente de suas experiências em organizações da sociedade civil e movimentos sociais (no sentido amplo), descritas no formulário no ato da inscrição, e se necessário for, complementada por entrevistas individuais.
Para se inscrever, acesse o sistema de cursos livres do Campus Virtual Fiocruz.
Sobre a Cooperação Social
A Coordenação de Cooperação Social apoia e reforça as iniciativas existentes no território de Manguinhos pela Presidência da Fiocruz, desde 2009. Foi um dos atores sociais que se articularam para criação do Fórum Social de Manguinhos – para controle social das obras do PAC Manguinhos –, do Conselho Gestor Intersetorial (Teias-Escola/ENSP) – monitoramento e controle da execução da política de saúde no âmbito do território, do Conselho Comunitário de Manguinhos, do EJA Manguinhos, além de fomentar por meio de convênios as atividades de organizações comunitárias do bairro.
Fonte: Luiza Gomes (Cooperação Social da Fiocruz)