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Publicado em 29/04/2026

A violência de gênero no Brasil será tema do próximo Encontro às Quintas

Autor(a): 
COC/Fiocruz

A terceira sessão do ciclo de palestras, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Casa de Oswaldo Cruz (PPGHCS/COC/Fiocruz), será realizada no dia 30 de abril, com o tema “As desigualdades sociais como condicionantes da violência de gênero no Brasil”. O encontro terá como expositora a historiadora Lina Faria (COC/Fiocruz) e como debatedora a socióloga Márcia Lima (USP). Nesta edição, a palestra  abordará a violência de gênero como fenômeno estrutural e histórico, vinculado às relações de poder. A proposta é discutir como o sexismo e as desigualdades sociais contribuem para a perpetuação de ciclos de agressão, sobretudo em contextos de maior vulnerabilidade, com impactos profundos na saúde individual e coletiva. A apresentação também destacará a centralidade do tema para a saúde pública brasileira e a importância da atuação da sociedade civil e de políticas voltadas ao enfrentamento da violência, especialmente contra mulheres negras e em territórios periféricos.

A pesquisadora Lina Faria é professora associada da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e está cedida ao Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (Depes/Fiocruz). Lina é professora permanente do Mestrado Profissional em Saúde da Família (Profsaúde) e coordenadora do Laboratório de Práticas, Educação e Saúde (LPES/UFSB). A historiadora atua em pesquisas nas áreas de saúde pública, desigualdades sociais, violências, envelhecimento, saúde global e história da saúde no Brasil e na América Latina. Entre suas publicações, destacam-se dois livros lançados pela Editora Hucitec em 2025: a coletânea “Construção coletiva de linguagens, saberes e práticas na Atenção Primária à Saúde”, em coautoria com outros pesquisadores, e “Educação e trabalho profissional na Atenção Primária à Saúde: desafios contemporâneos em contextos de desigualdades”, organizada com Carlos Henrique Assunção Paiva.

A debatedora Márcia Lima é professora do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Ela é  pesquisadora sênior associada ao Cebrap, onde coordena o Afro-Cebrap. Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizou pós-doutorado na Universidade de Columbia e no Instituto de Pesquisa Afro-Latino-Americana (ALARI),  da Universidade de Harvard. Entre 2023 e 2025, foi secretária de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial. Suas pesquisas se concentram nas relações e desigualdades raciais, com ênfase em gênero e raça, educação, mercado de trabalho e políticas de ação afirmativa. Entre suas publicações, destacam-se “O impacto das cotas: duas décadas de ação afirmativa no ensino superior brasileiro” (Autêntica, 2025), organizado com Luiz Augusto Campos, e “Por um feminismo afro-latino-americano” (Zahar, 2020), organizado com Flavia Rios, a partir da obra de Lélia Gonzalez.

Encontro às Quintas – 3ª sessão
“As desigualdades sociais como condicionantes da violência de gênero no Brasil”
Expositora: Lina Faria (COC/Fiocruz)
Debatedora: Márcia Lima (USP)
Coordenação: Marcos Chor Maio
Data: 30/04/2026
Horário: 10h
Local: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, prédio do CDHS, Campus Fiocruz, Manguinhos, Rio de Janeiro 

Publicado em 26/03/2026

Confira a programação do Encontro às Quintas do 1º semestre de 2026

Autor(a): 
COC/Fiocruz

A série de palestras Encontro às Quintas retorna no dia 26 de março com a apresentação Entre textos e mundos: paratextos, paratextualidade e a escrita da história das ciências, ministrada pelo pesquisador da USP, Thomás A. S. Haddad.

Em 2026, o Encontro às Quintas completa 29 anos.  Ao longo do semestre, estão programadas sete sessões que reunirão 18 expositores e debatedores, entre historiadores, antropólogos, sociólogos, cientistas políticos, filósofos, arquitetos e jornalistas. Serão abordados temas como a violência de gênero no Brasil, as ideias de Michel Foucault, as implicações da Inteligência Artificial para a democracia e a contenção do comunismo na modernização da educação médica brasileira durante a Guerra Fria, entre outros.

Sob a coordenação do sociólogo, professor e pesquisador Marcos Chor Maio (PPGHCS/Depes/COC/Fiocruz), o Encontro às Quintas é uma realização do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS) da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Todas as sessões ocorrerão às 10h no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, no CDHS, campus da Fiocruz, em Manguinhos, Rio de Janeiro.

Confira abaixo a programação completa:

1ª sessão: 26/3          
Entre textos e mundos: paratextos, paratextualidade e a escrita da história das ciências
Expositor: Thomás A. S. Haddad (USP)
Debatedora: Lorelai Brilhante Kury (COC/Fiocruz)
A palestra discute a paratextualidade como ferramenta metodológica na história das ciências. Propõe analisar títulos, prefácios, notas e outros elementos do texto científico não como acessórios, mas como espaços privilegiados para observar a produção e a circulação do conhecimento.

2ª sessão: 9/4
Contra o esquecimento, devir-maroon no Cottica (Suriname)       
Expositora: Olivia Gomes (Museu Nacional/UFRJ)
Debatedora: Kaori Kodama (COC/Fiocruz)
A apresentação mobiliza relatos de etnografias e de relatórios não acadêmicos sobre a Guerra Civil do Suriname (1986–1992). Mostra como, entre os Cottica Ndyuka, que vivem em Moengo e em aldeias vizinhas do país caribenho, as lembranças da guerra e a compreensão de suas vidas como uma luta contínua por liberdade articulam-se às experiências de fuga de seus ancestrais.

3ª sessão: 30/4          
As desigualdades sociais como condicionantes da violência de gênero no Brasil
Expositora: Lina Faria (COC/Fiocruz)         
Debatedora: Marcia Lima (USP)
A violência de gênero no Brasil é estrutural e histórica, vinculada às relações de poder e frequentemente naturalizada por práticas de exclusão. A palestrante discute como o sexismo e as desigualdades sociais perpetuam ciclos de agressão, sobretudo em contextos de vulnerabilidade.

4ª sessão: 14/5
Como identificar um comunista? Educação Médica, a CAPES e a Fundação Rockefeller no Brasil da Guerra Fria
Expositor: Gilberto Hochman (COC/Fiocruz)
Debatedor: Carlos Henrique Assunção Paiva (COC/Fiocruz)   
A palestra analisa a contenção do comunismo como eixo dos programas da Fundação Rockefeller voltados à modernização da educação médica brasileira nos anos 1950, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Também aborda como bolsas e auxílios eram politicamente monitorados no contexto da Guerra Fria e discute a atuação da fundação como ator político no Brasil.

5ª sessão: 28/5          
Centenário de Michel Foucault         
Expositores: Carlos Estellita-Lins (COC/Fiocruz), Flavio Edler (COC/Fiocruz) e José Nicolau Julião (UFRRJ)
Debatedora: Ana Teresa Venâncio (COC/Fiocruz)
As apresentações destacam a obra e o caráter inovador da reflexão de Michel Foucault, bem como as implicações ético-políticas de suas ideias. Aborda a recepção precoce do pensamento do filósofo no Brasil, especialmente por meio de Roberto Machado, e discute a circulação das ideias foucaultianas na historiografia brasileira da psiquiatria.

6ª sessão: 11/6         
Arquitetura de Alhambra em perspectiva transnacional: Granada, Rio de Janeiro, Nova York e Berlim 
Expositores: José Manuel Rodríguez Domingo (Universidad de Granada) e Renato da Gama-Rosa Costa (COC/Fiocruz)
Debatedora: Gisele Sanglard (COC/Fiocruz)         
As exposições discutem a difusão internacional da estética da Alhambra, complexo de palácios na Espanha, e suas apropriações em cidades como Granada, Rio de Janeiro, Nova York e Berlim. No Rio de Janeiro, essa influência se manifesta de forma emblemática no Castelo Mourisco, símbolo da Fiocruz. Destaque da paisagem há mais de um século, o castelo é o carro-chefe do pedido de candidatura da instituição a Patrimônio Mundial pela Unesco.

7ª sessão: 25/6                
Inteligência artificial e Democracia         
Expositores: Dora Kaufman (PUC-SP) e Fernando Barros Filgueiras (UFG)
Debatedora: Letícia Cesarino (UFSC)
A inteligência artificial generativa vem se consolidando como vetor de desinformação em processos eleitorais ao redor do mundo. Nesse contexto, os expositores analisam como essa tecnologia pode afetar as eleições brasileiras de 2026. A apresentação também discute a Inteligência Artificial como uma terceira forma de inteligência, ao lado da individual e da coletiva, e como sua presença reconfigura as dinâmicas e os desafios dos regimes democráticos.

Primeiro Encontro às Quintas de 2026 reflete sobre a escrita da história das ciências

O Encontro às Quintas abre as atividades do semestre com a palestra Entre textos e mundos: paratextos, paratextualidade e a escrita da história das ciências, ministrada por Thomás A. S. Haddad, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. A apresentação propõe uma reflexão metodológica sobre o uso da noção de paratextualidade na pesquisa em história das ciências.

Tradicionalmente associados a elementos como títulos, prefácios, notas ou dedicatórias, os paratextos costumam ser tratados como acessórios em relação ao conteúdo científico principal. A palestra, porém, chama a atenção para o valor desse material como forma de observar as práticas de produção, circulação e legitimação do conhecimento científico.

Situados entre o texto científico e o mundo social, os paratextos permitem analisar simultaneamente conteúdos epistêmicos, estratégias retóricas, regimes de autoridade e enquadramentos institucionais. Com base em estudos de caso sobre a história da astronomia entre os séculos 17 e 18, a palestra evidencia os critérios de construção da credibilidade científica e formas específicas de circulação do saber.

Thomas Haddad é professor de História das Ciências na Universidade de São Paulo. Seus interesses de investigação concentram-se nas histórias conectadas dos conhecimentos celestes em mundos coloniais e nas histórias de livros e mapas na época moderna. Entre suas publicações, é coorganizador, junto com Matheus Alves Duarte da Silva e Kapil Raj, de Beyond Science and Empire: Circulation of Knowledge in an Age of Global Empires, 1750-1945, publicado em 2023 pela Routledge.

O debate será moderado por Lorelai Kury, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Lorelai atua na área de História da Cultura Científica dos séculos 18 e 19. Suas pesquisas abordam temas como viajantes, história natural, história das ciências no Brasil, viagens científicas, Iluminismo, imprensa científica e iconografia científica. É autora, entre outros livros, de Árvores, florestas, madeiras: ensaios históricos, publicado pela Andrea Jakobsson Estúdio em 2022.

Encontro às Quintas – 1ª sessão
Entre textos e mundos e a escrita da história das ciências
Expositor: Thomás A. S. Haddad (USP)
Debatedora: Lorelai Kury (COC/Fiocruz)
Coordenação: Marcos Chor Maio
Data: 26 de março
Horário: 10h
Local: Auditório Luiz Fernando Ferreira — Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, Manguinhos, Rio de Janeiro

Publicado em 26/11/2025

Encontro às Quintas discute a história das doenças e dos animais

Autor(a): 
COC/Fiocruz

A oitava e última sessão do Encontro às Quintas do semestre será realizada no dia 27 de novembro de 2025, às 10h, no 3º andar do CDHS, nas salas 304, 305 e 306, com o tema História das Doenças e História dos Animais: fontes e abordagens interdisciplinares. Os expositores serão os pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) Luiz Alves e Gabriel Lopes, e a sessão contará com a participação do também pesquisador da Casa, Jaime Benchimol, como debatedor.

A programação reúne duas apresentações sobre temas estratégicos para a compreensão da história das ciências e da saúde no país, articulando perspectivas interdisciplinares e debates contemporâneos. O historiador Luiz Alves discute a história das doenças crônicas no Brasil a partir de três casos – câncer, doenças raras e Covid Longa -, examinando os sentidos sociais atribuídos à cronicidade ao longo dos séculos 20 e 21. A apresentação evidencia como os impactos das desigualdades sociais e das experiências individuais moldam o viver com doenças de longa duração.

O pesquisador Gabriel Lopes propõe uma reflexão sobre o papel dos animais e das relações interespécies na história da saúde. A exposição destaca como dinâmicas entre humanos e outras espécies marcam epidemias, saberes médicos e políticas sanitárias em diferentes períodos. O trabalho discute de que maneira as interações entre humanos e animais continuam a influenciar a relação entre saúde, ambiente e território, além de apontar para novas perspectivas historiográficas.

Luiz Alves tem mestrado e doutorado em História das Ciências e Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (PPGHCS/Fiocruz). Também integra o Observatório História e Saúde, da mesma instituição. Publicou o livro História da Prevenção do Câncer no Brasil: conceitos, práticas e instituições no século XX, da Editora Hucitec (2024). Gabriel Lopes também é mestre e doutor pelo PPGHCS e acaba de assumir como editor da Revista História Ciências Saúde – Manguinhos. É autor de O feroz mosquito africano no Brasil: o Anopheles gambiae entre o silêncio e a sua erradicação (1930-1940), publicado pela Editora Fiocruz (2020). Jaime Benchimol é professor do PPGHCS e foi editor da Revista História Ciências Saúde – Manguinhos por quase 20 anos. Publicou, entre outros livros, Uma história das leishmanioses no Novo Mundo: fins do século XIX aos anos 1960, pelas Editoras Garaomond/ Fiocruz (2022).

Encontro às Quintas – 8ª sessão
História das Doenças e História dos Animais: fontes e abordagens interdisciplinares
Expositores: Luiz Alves e Gabriel Lopes (COC/Fiocruz)
Debatedor: Jaime Benchimol (COC/Fiocruz)
Coordenação: Marcos Chor Maio
Data: 27/11/2025
Horário: 10h
Modalidade: Presencial
Local: CDHS, Campus Fiocruz Manguinhos, salas 304, 305 e 306

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo azul escuro, nele as seguintes informações: Encontro às Quintas discute a história das doenças e dos animais: fontes e abordagens interdisciplinares, será no dia 27 de novembro às 10 horas, no CDHS - Campus Fiocruz, Manguinhos - Rio de Janeiro. Na parte inferior do banner as fotos dos palestrantes em preto e branco, Luiz Alves, um homem branco, com cabelos escuros curtos e barca escura, está de óculos com armação quadrada e camisa com gola estampada, e a foto de Gabriel Lopes, um homem branco com barba escura, óculos de armação arredondada e camisa de gola, o debatedor será Jaime Benchimol (COC/Fiocruz), coordenação Marcos Chor Maio, realização PPGHCS.

Publicado em 05/11/2025

Encontro às Quintas aborda a história da eugenia em perspectiva comparada Brasil-EUA

Autor(a): 
COC/Fiocruz

A sétima sessão do ciclo de palestras Encontro às Quintas será realizada no dia 6 de novembro e contará com as apresentações da historiadora Ayah Nuriddin (Universidade de Yale), que estará online, e do pesquisador Robert Wegner, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Com o título História da eugenia em perspectiva comparada Brasil-EUA, o encontro será mediado por Juliana Manzoni Cavalcanti (COC/Fiocruz).

Em sua conferência intitulada Semente e Solo: Pensamento Eugênico Negro nos Séculos 19 e 20, Ayah Nuriddin irá analisar o conceito de eugenia negra, uma vertente desenvolvida por intelectuais e ativistas afro-americanos, que utilizaram ideias de hereditariedade, reforma social, controle reprodutivo e saúde pública como estratégias de elevação racial e emancipação. A pesquisadora destaca que, ao contrário da visão dominante que retrata os afro-americanos apenas como vítimas da eugenia, esses pensadores se apropriaram criticamente do discurso científico para afirmar projetos de liberdade e igualdade racial.

Robert Wegner abordará o tema da eugenia no contexto brasileiro, discutindo as aventuras e desventuras da ideia de miscigenação entre os eugenistas da década de 1930. A partir dos anos 1940, a mistura racial tornou-se central para o desenvolvimento de uma “zootecnia tropical” e para a formação do rebanho bovino no país. De acordo com Wegner, as pesquisas sobre a história da eugenia vêm se ampliando e se tornando mais sofisticadas, o que torna os estudos comparativos especialmente relevantes para compreender a diversidade e a ampla presença desses movimentos nos Estados Unidos e no Brasil em meados do século 20.

Ayah Nuriddin é professora assistente de História da Medicina. Entre seus interesses de pesquisa constam a história da eugenia, as ciências raciais e o racismo científico. Atualmente, a pesquisadora trabalha em seu primeiro livro, cujo título provisório coincide com o de sua palestra. Entre outros estudos, a historiadora publicou os artigos Reckoning with histories of medical racism and violence in the USA, na Revista The Lancet (2020), e Black Public Health: Historical Studies in the Natural Sciences, na Revista Historical Studies of Natural Sciences – HSNS (2021).

Robert Wegner é professor do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS/COC/Fiocruz) e autor do livro Eugenia: ontem e hoje, publicado pela Editora Fiocruz em 2025. A debatedora Juliana Manzoni Cavalcanti é pesquisadora do Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde e coordenadora do PIBIC da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. Entre seus artigos, constam Racial mixture, blood and nation in medical publications on sickle cell disease in 1950s Brazil, publicado na revista History and Philosophy of the Life Sciences (2019) e Entre negros e miscigenados: a anemia e o traço falciforme no Brasil nas décadas de 1930 e 1940, disponível na Revista História, Ciências, Saúde-Manguinhos (2011).

Encontro às Quintas – 7ª sessão
História da Eugenia em perspectiva comparada Brasil-EUA
Expositores: Ayah Nuriddin (Universidade de Yale), que participará de forma remota, e Robert Wegner (PPGHCS/COC/Fiocruz)
Debatedora: Juliana Manzoni Cavalcanti (COC/Fiocruz)
Coordenação: Marcos Chor Maio
Data: 6/11/2025
Horário: 10h
Modalidade: Presencial
Local: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira (CDHS), Campus Fiocruz Manguinhos

Publicado em 22/10/2025

Encontro às Quintas exibe e debate o filme ´Virgínia e Adelaide´

Autor(a): 
COC/Fiocruz

A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) realiza, no dia 23 de outubro, às 9h, a sexta sessão do ciclo de palestras Encontro às Quintas, no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira (CDHS). O encontro terá a exibição e discussão do filme Virgínia e Adelaide (2023), dirigido por Yasmin Thayná e Jorge Furtado.

O longa-metragem narra o encontro e a parceria entre duas mulheres pioneiras da psicanálise no Brasil: Virgínia Leone Bicudo (1910-2003), socióloga negra e primeira não-médica reconhecida como psicanalista no país, e Adelheid Koch (1896-1980), psicanalista judia alemã que se refugiou no Brasil para escapar do regime nazista. Interpretadas por Gabriela Correa (Virgínia Bicudo) e Sophie Charlotte (Adelaide Koch), as personagens enfrentam desafios ligados ao racismo e ao antissemitismo, além das dificuldades de consolidação da psicanálise no Brasil.

Após a exibição do filme, haverá debate com a presença do diretor Jorge Furtado e da atriz Gabriela Correa, convidando o público a refletir sobre racismo, gênero e psicanálise, bem como sobre as contribuições de Virgínia e Adelaide para a área. Os pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz, Marcos Chor Maio e Cristiana Facchinetti, farão a mediação.

A atriz Gabriela Correa participou de várias produções teatrais e vem construindo uma carreira diversa em curtas e longas-metragens independentes desde 2015. Estreou no streaming em produções como a 2ª temporada das séries Bom Dia, Verônica (2022) e Justiça (2024). Jorge Furtado é diretor e roteirista de cinema e televisão de produções premiadas como o documentário Ilha das Flores (1989), O homem que copiava (2003), entre outros títulos.

A pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz, Cristiana Facchinetti, é doutora em Teoria Psicanalítica (UFRJ, 2001) e, entre seus trabalhos, destaca-se o artigo Psy-Knowledge and Avant-Garde in Brazil (1928-1948), publicado na revista European Yearbook of the History of Psychology (2024). Facchinetti também é organizadora, junto com Maurício Parada e Paulo Muñoz, do livro Refugiados e Políticas de Exclusão: histórias do nazismo, Holocausto e exílio no Brasil (Editora Fiocruz, 2025). O sociólogo Marcos Chor Maio, também pesquisador titular da Casa de Oswaldo Cruz, é doutor em Ciência Política (Iuperj, 1997). É organizador do livro Atitudes Raciais de Pretos e Mulatos em São Paulo, de Virgínia Leone Bicudo (2010), e coautor, com Alejandra Josiowicz, do artigo Stefan Zweig no Exílio: interpretações do Brasil de um cidadão cosmopolita (2025).

Encontro às Quintas – 6ª sessão
Virginia & Adelaide: o encontro entre a socióloga e psicanalista negra Virgínia Bicudo e Adelheid Koch, psicanalista judia alemã
Expositores:  Gabriela Correa (atriz que interpreta Virgínia) e Jorge Furtado (diretor do filme)
Debatedores:  Cristiana Facchinetti (COC/Fiocruz) e Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz)
Coordenação: Marcos Chor Maio
Data: 23/10/2025
Horário: 9h
Modalidade: Presencial
Local: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira (CDHS), Campus Fiocruz Manguinhos

 

Publicado em 08/10/2025

Encontro às Quintas discute abordagens socioculturais do consumo de álcool

Autor(a): 
COC/Fiocruz

A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) realiza, no dia 9 de outubro, às 10h, a quinta sessão do ciclo de conferências Encontro às Quintas. O evento será online e contará com a palestra de Paula Sedran, pesquisadora do Conicet e professora adjunta da Universidade Autônoma de Entre Rios, na Argentina.  A pesquisadora irá ministrar a palestra Sentidos em disputa na definição do consumo de álcool como doença: uma abordagem sociocultural para o século 20. O evento é online, com transmissão pelo YouTube da COC, e será coordenado e mediado pela historiadora Tânia Pimenta (COC/Fiocruz).

A apresentação aborda como, desde a modernidade, o consumo de álcool vem sendo objeto de discursos que o classificam como vício, patologia ou até problema civilizatório. A análise propõe uma perspectiva sociocultural para compreender os sentidos atribuídos à definição do consumo excessivo como doença ao longo do século 20, destacando a interação entre lógicas científicas e de mercado na construção desses significados.

A historiadora Paula Sedran é doutora pela Universidade Nacional de Córdoba e seus estudos se concentram na história sociocultural da saúde e da doença, com ênfase no estudo do consumo de álcool na Argentina. Entre suas publicações mais recentes, destaca-se o livro Santa Fe en el escenario de la entreguerra: conflicto, solidaridades y tendencias (2022) escrito em coautoria com Sandra Rita Fernández e Ronen Man.

A mediadora da sessão será Tânia Pimenta, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, onde coordena o Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde e o Núcleo de Estudos Escravidão, Raça e Saúde (Neras). Recentemente, coordenou, em parceria com Flávio Gomes, a coletânea Cativeiros enfermos: assistência e saúde no Brasil escravista (2023).

Encontro às Quintas – 5ª sessão
Sentidos em disputa na definição do consumo de álcool como doença: uma abordagem sociocultural para o século 20

Expositora:  Paula Sedran (Conicet/ Uader)
Mediação: Tânia Salgado pimenta (COC/Fiocruz)
Coordenação: Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz)
Data: 9/10/2025
Horário: 10h
Modalidade: Online com transmissão pelo YouTube

 

 

 

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo azul, com informações sobre o Encontro às Quintas, no dia 9 de outubro, às 10 horas. O evento será online, com o tema: Sentidos em disputa na definição do consumo de álcool como doença: uma abordagem sociocultural para o século 20, com Paula Sedran (Conicet e Uader, Argentina), há uma foto dela, uma mulher branca com uma blusa clara, possui os cabelos lisos escuros na altura dos ombros, a debatedora será Tânia Pimenta (COC/Fiocruz), coordenação de Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz), realização de PPGHCS.

Publicado em 10/09/2025

Encontro às Quintas Especial debate História Global e Conflitos Atuais

Autor(a): 
COC/Fiocruz

No dia 11 de setembro de 2025, a Casa de Oswaldo Cruz promove um Encontro às Quintas Especial com o tema História Global, Conflitos Atuais. O evento será realizado no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira (CDHS), durante a manhã e à tarde, reunindo historiadores, sociólogos e cientistas políticos para refletir sobre os conflitos no Oriente Médio e suas repercussões globais. O encontro discute desde a ascensão de regimes autoritários e discursos de ódio até os desdobramentos das guerras recentes na região.

Pela manhã, a conferência de abertura ficará a cargo do cientista político Guilherme Casarões, professor da Universidade Internacional da Flórida, nos Estados Unidos, e contará com a mediação do sociólogo Marcos Chor Maio (PPGHCS/COC/Fiocruz). Com o título de Entre justiça, pragmatismo e ideologia: o Brasil e o conflito israelo-palestino, o pesquisador discute o engajamento de diversos governos brasileiros no que chamamos, hoje, de conflito israelo-palestino, desde a aprovação da Partilha da Palestina, em 1947, conduzida por Oswaldo Aranha, aos desdobramentos pós-7 de outubro de 2023.

Casarões pretende realizar um sobrevoo histórico pela política externa do Brasil para Israel e Palestina, mostrando como o país se posiciona entre a busca pela justiça, a ideologia e o pragmatismo comercial. Guilherme Casarões é doutor em Ciência Política pela USP, além de mestre em Relações Internacionais pela Unicamp. Lecionou na Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) e coordena o Observatório da Extrema Direita (OED).

Na sequência, às 11h, será realizada a mesa Trump, as universidades norte-americanas e a questão israelo-palestina com a participação do historiador Flávio Limoncic (Unirio), os sociólogos Jawdat Abu El-Haj (UFC) e André Nahoum (USP), sob a mediação da historiadora Gisele Sanglard (PPGHCS/COC/Fiocruz).

Na sessão, o historiador Flávio Limoncic vai discutir as raízes do anti-intelectualismo nos EUA, o papel das universidades como alvo de políticas restritivas e a forma como Donald Trump mobilizou o conflito no Oriente Médio, intensificado pelas recentes manifestações pró-Palestina nos campi universitários. A apresentação de Jawdat Abu El-Haj articula sua vivência pessoal, como palestino nascido em Jerusalém Oriental, com uma análise histórico-política da escalada da violência no conflito. Ele destaca a entrada de novas potências regionais no cenário e a afinidade disso com a hegemonia do nacionalismo conservador na região. O pesquisador André Nahoum, da USP, por sua vez, aborda o conflito a partir da trajetória histórica de formação dos Estados-nação. Para Nahoum, o conflito israelo-palestino é sustentado por narrativas nacionais antagônicas: Israel se ancora no sionismo e no Holocausto, enquanto os palestinos enfatizam a Nakba e a resistência à ocupação. Essas narrativas  perpetuadas por discursos políticos alimentam e reforçam divisões e legitimam reivindicações, perpetuando o ciclo de violência na região.

Flávio Limoncic é professor de História da Unirio e pesquisa história contemporânea, regimes autoritários e cultura política, com destaque para estudos sobre o nazismo e suas recepções no Brasil. Jawdat Abu El-Haj é cientista político palestino com doutorado pela Universidade da Califórnia (Riverside). Atualmente, é professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Ceará e foi consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) junto à Autoridade Nacional Palestina na Cisjordânia e em Gaza. André Nahoum é professor de Sociologia da USP, coordenador do grupo de pesquisa Krisis: Crise, Incerteza e Subsistência e é pesquisador associado ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Na parte da tarde, o encontro prossegue, às 14h, com a apresentação da mesa História do Oriente Médio: usos e abusos, com a participação da historiadora Muna Omran (PUC-MG), o sociólogo Bernardo Sorj (UFRJ) e o historiador Michel Gherman (UFRJ). A mesa conta com a mediação do historiador Rodrigo Cesar da Silva Magalhães, doutor em história das ciências e da saúde pelo PPGHCS (COC/ Fiocruz) e professor do Colégio Pedro II.

A historiadora Muna Omran discorre sobre o impacto regional do ataque do Hamas a Israel em sete de outubro de 2023, incluindo a queda de Bashar al-Assad e a ascensão do Hay’at Tahrir al-Sham (HTS) na Síria, além do agravamento da crise interna no Líbano e da fragilização do Hezbollah. A apresentação analisará como esses eventos reconfiguram o equilíbrio de poder no Oriente Médio, intensificando a instabilidade, a radicalização, bem como a escalada para um conflito transnacional, a exemplo do ocorrido com o Irã. O sociólogo Bernardo Sorj (UFRJ) aborda os usos de argumentos históricos no debate público para justificar opções políticas. A apresentação refletirá sobre se a história define o que é certo ou errado, se o passado pode orientar o futuro e por que ocupa um lugar central nas ideologias contemporâneas. Completando a mesa, Michel Gherman analisa como bandeiras de Israel, símbolos judaicos e narrativas sionistas foram incorporados à identidade da nova direita. O pesquisador discute como esse fenômeno, também presente em outros países, conecta-se ao modelo expansionista e ultraliberal atualmente no poder em Israel, mostrando que o genocídio em Gaza é produto desse modelo.

Muna Omran é professora da PUC-MG. A historiadora estuda transformações políticas, jihadismo e geopolítica na região, com foco em Síria, Líbano e Irã. O sociólogo Bernardo Sorj é professor titular aposentado da UFRJ e dirige o Centro Edelstein de Pesquisas Sociais. Também foi professor visitante em universidades da Europa e dos Estados Unidos. O historiador Michel Gherman é professor do Departamento de Sociologia da UFRJ, onde coordena o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e o Laboratório Extremos: Política, Violência e Religião.

 

Encontro às Quintas Especial – 3a sessão
História Global, Conflitos Atuais
Coordenação: Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz)
Modalidade: Presencial
Local: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira (CDHS), Campus Fiocruz Manguinhos

9h30 – Conferência: Entre justiça, pragmatismo e ideologia: o Brasil e o conflito israelo-palestino,
Expositor: Guilherme Casarões (Universidade Internacional da Flórida)
Mediador: Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz)

11h – Mesa 1: Trump, as universidades norte-americanas e a questão israelo-palestina
Expositores:
Flávio Limoncic (Unirio)
Jawdat Abu El-Haj (UFC)
André Nahoum (USP)
Mediadora: Gisele Sanglard (COC/Fiocruz)

14h – Mesa 2: História do Oriente Médio: usos e abusos
Expositores:
Muna Omran (UFMG)
Bernardo Sorj (UFRJ)
Michel Gherman (UFRJ)
Mediador: Rodrigo Cesar da Silva Magalhães (Colégio Pedro II)

Publicado em 27/08/2025

Encontro às Quintas discute raça, identidade nacional e diplomacia na atuação da Força Expedicionária Brasileira

Autor(a): 
COC/Fiocruz

O Encontro às Quintas recebe, em 28 de agosto, o historiador Alexandre Fortes, Professor Titular da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Com o título A Força Expedicionária Brasileira: Relações Raciais, Identidade Nacional e Ambições Diplomáticas, a palestra aborda o envio da Força Experdicionária Brasileira (FEB) para lutar na Itália entre 1944 e 1945, contextualizando o cenário político e diplomático que levou o Brasil a se unir aos aliados durante a Segunda Guerra Mundial. Fortes discute como a participação no conflito foi utilizada para projetar uma imagem de “democracia racial” no exterior e para reposicionar o país no pós-guerra, além de analisar as tensões internas relacionadas ao comando e à modernização das Forças Armadas.

Alexandre Fortes é doutor em História pela Unicamp e integra o corpo docente permanente dos Programas de Pós-Graduação em História e em Humanidades Digitais. Bolsista de Produtividade do CNPq e Cientista do Nosso Estado (Faperj), é autor, entre outros, dos livros Nós do Quarto Distrito: A Classe Trabalhadora Porto-alegrense e a Era Vargas (Garamond, 2004) e The Second World War and the Rise of Mass Nationalism in Brazil: Class, Race, and Citizenship (Palgrave MacMillan, 2024).

Encontro às Quintas – 2ª sessão
A Força Expedicionária Brasileira: Relações Raciais, Identidade Nacional e Ambições Diplomáticas
Expositor: Alexandre Fortes (UFRRJ)
Coordenação: Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz)
Data: 28/8/2025
Horário: 10h
Modalidade: Presencial
Local: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira (CDHS), Campus Fiocruz Manguinhos

Publicado em 13/08/2025

Encontro às Quintas divulga programação do 2º semestre de 2025. Democracia é tema do primeiro Encontro

Autor(a): 
COC/Fiocruz

O Encontro às Quintas retoma suas atividades em 14 de agosto com a palestra A democracia vista de longe: um longo aprendizado social no Nordeste brasileiro, do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), André Botelho. Para o segundo semestre de 2025 estão programadas oito sessões, sendo sete presenciais e uma online. 

Sob a coordenação do sociólogo, professor e pesquisador Marcos Chor Maio (PPGHCS/Depes/COC/Fiocruz), o Encontro às Quintas é uma realização do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS) da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Confira abaixo a programação completa:

1ª sessão: 14/8, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
A democracia vista de longe: um longo aprendizado social no Nordeste brasileiro
Expositor: André Botelho (UFRJ)
Serão discutidos os marcos históricos e sentidos sociológicos do processo de longa duração do aprendizado social da democracia no Nordeste brasileiro.

2ª sessão: 28/8, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
A Força Expedicionária Brasileira: Relações Raciais, Identidade Nacional e Ambições Diplomáticas
Expositor: Alexandre Fortes (UFRRJ)
A palestra discute a participação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, que marcou uma virada na política externa e interna do país. A aproximação entre o Brasil e os Aliados projetou uma imagem de modernização militar.

3ª sessão: 11/9, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
EQ Especial: História Global, Conflitos Atuais
Expositores: Guilherme Casarões (FGV-SP); Flavio Limoncic (UNIRIO); Jawdat Abu El-Haj (UFC) André Nahon (USP); Muna Omran (PUC-MG); Bernardo Sorj (UFRJ) e Francisco Carlos Teixeira da Silva (UFRJ)
Sob diversos ângulos, historiadores, sociólogos e cientistas políticos vão debater a história dos conflitos no Oriente Médio e seus efeitos globais

4ª sessão: 25/9, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
Amazônia na Era do Desenvolvimento: saúde, políticas e destruição, 1930-1966
Expositor: Rômulo de Paula Andrade (COC-Fiocruz)
A conferência concentra-se em como, a partir da década de 1930, o Estado brasileiro passou a considerar a Amazônia estratégica para o desenvolvimento nacional. Também examina a origem e os desdobramentos do discurso de “integração” que orientou políticas públicas ao longo do século 20.

5ª sessão: 9/10, 10h (evento online)
Sentidos em disputa na definição do consumo de álcool como doença: uma abordagem sociocultural para o século 20
Expositora:  Paula Sedran (Conicet/ UADER, Argentina)
A palestra analisa de que forma, desde a modernidade, o consumo de álcool tem sido alvo de discursos de alerta que o classificam como vício ou patologia, e propõe um olhar sociocultural sobre os sentidos atribuídos à definição do consumo excessivo como doença.

6ª sessão: 23/10, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
Gênero, Psicanálise e Racismo: o encontro entre a psicanalista negra Virginia Bicudo e Adelheid Koch, psicanalista judia-alemã
Exibição e discussão sobre o filme Virginia e Adelaide, dirigido por Yasmin Thayná e Jorge Furtado. O filme narra o encontro e a parceria entre duas mulheres pioneiras na psicanálise brasileira: Virgínia Bicudo, a primeira psicanalista negra do país, e Adelaide Koch, uma psicanalista judia alemã refugiada do nazismo.
Expositores: Gabriela Correa (atriz que interpreta Virginia) e Jorge Furtado (diretor do filme)

7ª sessão: 6/11, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
História da Eugenia em perspectiva comparada Brasil-EUA
Expositores: Ayah Nuriddin (Universidade Yale) e Robert Wegner (PPGHCS/COC/Fiocruz)
Do ponto de vista dos Estados Unidos, a palestra analisa o conceito de eugenia negra, uma abordagem que foi utilizada por intelectuais e ativistas afro-americanos como estratégia de elevação racial por meio de reformas sociais, controle reprodutivo e saúde pública. Sobre o Brasil, a apresentação aborda as aventuras e desventuras da ideia de miscigenação entre os eugenistas brasileiros na década de 1930, bem como discute como, a partir dos anos 1940, a mistura racial veio a se tornar central para o desenvolvimento de uma “zootecnia tropical” e para a formação do rebanho bovino no país.

8ª sessão 27/11, 10h (Depes, CDHS)
História das Doenças e História dos Animais: fontes e abordagens interdisciplinares
Expositores: Luiz Alves e Gabriel Lopes (COC-Fiocruz)
As apresentações versam sobre temas fundamentais para a história das ciências e da saúde no Brasil. Gabriel Lopes propõe uma reflexão sobre o papel dos animais e as relações interespécies nas epidemias e políticas sanitárias. Já Luiz Alves discute a trajetória das doenças crônicas no país a partir de três casos: câncer, doenças raras e Covid Longa. O pesquisador também destaca o conceito de cronicidade e os impactos das desigualdades sociais.

Democracia é tema do primeiro Encontro às Quintas do semestre

Em 14 de agosto, o Encontro às Quintas abre as atividades do segundo semestre com a palestra A democracia vista de longe: um longo aprendizado social no Nordeste brasileiro, ministrada pelo professor do Programa de Pós- Graduação de Sociologia e Antropologia (PPGSA) da UFRJ André Botelho. 

Serão discutidos marcos históricos e sentidos sociológicos do processo de aprendizado social da democracia no Nordeste brasileiro. A palestra vai discutir se há relação entre a emergência da questão social – principalmente diante da estrutura agrária vigente – e a participação social, que acaba por alterar politicamente a sociedade.  Ou seja, busca debater se, e como, ao longo do tempo, foi construído um processo social de aprendizado da democracia que envolveu três momentos decisivos: a construção social da ideia de “injustiça” diante de situações como a seca, a fome, migrações e violência; num segundo momento, conflitos entre diferentes setores da sociedade e do Estado gerados pela questão social; e, num terceiro momento, a participação social no Nordeste, que não apenas se intensificou, mas adquiriu força concreta para transformar o cotidiano político da região.

André Botelho é professor titular de Sociologia da UFRJ, pesquisador do CNPq e cientista do Nosso Estado da Faperj. Entre suas publicações recentes estão os livros: Sociologia Política do Nordeste e Helô Teixeira: crítica como vida, ambos de 2024. 

Para debater a sessão, o convidado é Paulo Henrique Martins, professor de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ex-presidente da Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS) e ex-Diretor da Sociedade Brasileira de Sociologia. Publicou, entre outros livros. Politicas da dádiva: associação, instituições, emancipação, de 2023, e Crônicas da República,  de 2024. 

Encontro às Quintas 1ª sessão: 

A democracia vista de longe: um longo aprendizado social no Nordeste brasileiro 

Expositor: André Botelho (PPGSA/UFRJ)
Debatedor: Paulo Henrique Martins (UFPE)
Coordenação: Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz)
Data: 14/8/2025
Horário: 10h
Evento presencial
Local: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira (CDHS), Campus Fiocruz Manguinhos 

Publicado em 25/06/2025

Encontro às Quintas debate a atuação de Darcy Ribeiro no Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Confira formações do CVF voltadas a povos indígenas

Autor(a): 
COC/Fiocruz

Na última sessão do semestre, a convidada do Encontro às Quintas será a pesquisadora de pós-doutorado da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Carolina Arouca. Ela vai ministrar a palestra Antropologia de um Jovem Disciplinado: Darcy Ribeiro no Serviço de Proteção aos Índios, 1947-1956, no dia 26 de junho, às 10h, no terceiro andar do Centro de Documentação em História da Saúde (CDHS/COC). A palestra analisa a face “disciplinada” como chama a autora, de Darcy Ribeiro, em especial, sua trajetória no Serviço de Proteção aos Índios (SPI), entre 1947 e 1956, período marcado por intensa efervescência intelectual. A pesquisadora examina as múltiplas facetas do antropólogo — desde sua formação na Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo (ELSP), sua atuação no SPI e suas ações institucionais no campo da antropologia e das políticas públicas indigenistas.

A pesquisa, que virou livro de mesmo nome: Antropologia de um Jovem Disciplinado: Darcy Ribeiro no Serviço de Proteção aos Índios, 1947-1956, publicado pela Editora Fiocruz, é baseada em extensa documentação e foi desenvolvida como tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). A historiadora Carolina Arouca é especializada na análise de biografias de intelectuais brasileiros da primeira metade do século 20. Atua nas áreas de história das ciências e da saúde, história da saúde indígena, história das ciências sociais no Brasil e metodologia da pesquisa histórica.

A sessão contará com os comentários da historiadora Luciana Heymann (COC/Fiocruz). Ela é pesquisadora do Departamento de Arquivo e Documentação da COC desde 2019 e coordena o Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde da COC desde 2021 (PPGPAT). Heymann é autora de O lugar do arquivo: a construção do legado de Darcy Ribeiro (2012) e organizadora de diversos livros sobre patrimônio, museus e história oral como Pensar os arquivos: uma antologia, organizado junto com a pesquisadora Letícia Nedel e publicado em 2018 pela Editora FGV.

Encontro às Quintas:

Antropologia de um Jovem Disciplinado: Darcy Ribeiro no Serviço de Proteção aos Índios, 1947-1956
Expositora: Carolina Arouca (COC/Fiocruz)
Debatedora: Luciana Heymann (COC/Fiocruz
Coordenação: Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz)
Data: 26/06/2025
Horário: 10h
Evento presencial
Local: Depes, terceiro andar do CDHS, Campus Fiocruz Manguinhos

Campus Virtual Fiocruz - Conheça os cursos desenvolvidos especialmente aos povos indígenas

Ao longo dos últimos anos, o CVF desenvolveu cursos especificamente voltados à temática dos povos que vivem em territórios indígenas e profissionais de saúde: Participação e controle social em saúde indígenaCovid-19 e a atenção à gestante em comunidades indígenas e tradicionais; e Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas. Além disso, o curso "Vacinação: protocolos e procedimentos técnicos", que está em sua segunda edição, também traz conteúdos voltados às populações vulnerabilizadas, com questões específicas que abordam a saúde indígena. Todos são online e gratuitos. Inscreva-se já!

Curso Participação e controle social em saúde indígena

O curso Participação e controle social em saúde indígena tem o objetivo de fortalecer a participação social das lideranças e dos conselheiros indígenas nas instâncias formais do controle social do Subsistema de Saúde Indígena (SasiSUS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). A formação é aberta a todos, mas foi elaborada especialmente para apoiar os Povos Indígenas em sua atuação no controle social e no movimento indígena em defesa ao direito à saúde, ou seja, é voltado a indígenas interessados na temática da participação social em saúde, lideranças comunitárias, professores e outros profissionais que trabalham com a temática. 

O curso foi organizado em quatro módulos que apresentam conceitos, marcos legais e experiências que contribuíram para formar o campo das políticas públicas de saúde e da saúde indígena no Brasil, bem como conteúdos fundamentais para fortalecer a participação social dos povos indígenas nas estratégias de controle social e na definição de ações e de políticas de saúde voltadas à melhoria das condições de vida e de saúde dos Povos Indígenas no Brasil. Ele também conta com diversos textos de apoio, links de vídeos, podcasts e cards que poderão ser compartilhados nas redes sociais para fácil e rápida difusão de informações e conhecimento. 

A formação é resultado de um trabalho coletivo, e foi construído em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) a partir do diálogo constante entre pesquisadores, professores indígenas e não indígenas de diferentes instituições de pesquisa e de ensino das cinco macrorregiões do país que defendem os direitos à saúde e ao aprimoramento da atenção à saúde, oferecida em seus respectivos territórios, como integrantes do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT Brasil Plural), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), do Campus Virtual Fiocruz (VPEIC/Fiocruz), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Conheça o curso e inscreva-se!

Curso Covid-19 e a atenção à gestante em comunidades indígenas e tradicionais

O curso Covid-19 e a atenção à gestante em comunidades indígenas e tradicionais foi desenvolvido no contexto da emergência sanitária causada pelo coronavírus e está alinhado aos princípios do CVF no que se refere à disseminação de informações qualificadas e capacitação de profissionais de saúde no contexto da pandemia. Evidências científicas indicam maior chance de desfecho materno e neonatal desfavorável na presença da Covid-19 moderada e grave. Entre toda a população, grávidas e puérperas correm maior risco de desenvolver a forma grave da doença. Consequentemente, mulheres indígenas são ainda mais vulneráveis. Portanto, esse curso busca aprimorar os protocolos específicos para esses grupos, com vistas à detecção precoce de infecção e redução da razão de mortalidade materna.

Nesse contexto, o Campus Virtual Fiocruz e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lançaram esse curso, que é voltado prioritariamente a profissionais e gestores de saúde que atuam na região da Amazônia Legal Brasileira, em especial voltados à saúde dos povos indígenas e tradicionais ribeirinhos e quilombolas. 

Conheça o curso e inscreva-se!

Curso Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas

Extremamente impactada pela Covid-19, a população indígena – que tradicionalmente é mais suscetível a novas doenças em função de suas condições socioculturais, econômicas e de saúde – precisa de múltiplos esforços para o enfrentamento desta pandemia. Ciente dessas especificidades e suas necessidades, o curso Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas visa capacitar, técnica e operacionalmente, gestores e equipes multidisciplinares de saúde indígena para a prevenção, vigilância e assistência à Covid-19, respeitando os aspectos socioculturais dessa população. A iniciativa vai ao encontro de dois eixos de atuação da Fiocruz para o enfrentamento da pandemia: educação e apoio a populações vulnerabilizadas.

A formação buscou adequar e refletir sobre a resposta à pandemia no contexto dos povos indígenas. Ela foi elaborada pelo Campus Virtual Fiocruz, e teve a participação de pesquisadores de diversas unidades da Fiocruz, além de outras universidades e instituições parceiras. Assim como o curso de Atenção à gestante em comunidades indígenas e tradicionais, essa formação está alinhada aos esforços e iniciativas do Campus Virtual e da Fiocruz como um todo de formação em larga escala de profissionais de saúde na temática da Covid-19.

Conheça o curso e inscreva-se!

Curso Vacinação: protocolos e procedimentos técnicos - 2ª edição

Lançamos a segunda edição do curso Vacinação para Covid-19: protocolos e procedimentos técnicos, que foi revisto e ampliado. A formação, elaborada pela CVF, o Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Minas Gerais (Nescon/UFMG) e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde traz como novidades, entre outras coisas, atualizações sobre a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o fim da Emergência Sanitária, e a inserção da vacina bivalente no Calendário Nacional. 

Seu objetivo é atualizar e capacitar, técnica e operacionalmente, as equipes profissionais envolvidas na cadeia de vacinação da Covid-19, bem como outros profissionais de saúde, da comunicação e demais interessados no tema. O curso é composto de cinco módulos distribuídos em uma carga horária de 50h. As inscrições estão abertas e o curso emite certificado aos participantes!

Conheça o curso e inscreva-se!

 

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo azul, onde está escrito: Encontro às quintas, antropologia de um jovem disciplinado: Darcy Ribeiro no Serviço de Proteção aos Índios, 1947-1956, no dia 26 de junho às 10 horas, no CDHS - Campus Fiocruz Manguinhos, Rio de Janeiro - RJ, a debatedora será  Luciana Heymann (COC/Fiocruz), a Coordenação será Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz), realização do PPGHCS. No canto direito do banner está a foto de  Carolina Arouca (COC/Fiocruz), uma mulher branca, com cabelos curtos lisos e escuros, ela usa uma blusa estampada e óculos quadrado de armação escura.

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