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Publicado em 16/10/2020

História e emoção marcam homenagens e prêmios na Semana de Educação da Fiocruz

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

“Alunos são como sementes jogadas ao vento. Não sabemos aonde vão parar, mas com certeza elas crescem e frutificam”, disse o ganhador da Medalha de Mérito Educacional Virgínia Schall, edição 2020, Armando Schubach, durante cerimônia de homenagem aos docentes e contemplados na Medalha e nos prêmios Oswaldo Cruz de Teses e Capes de Teses. A outorga aos contemplados aconteceu no âmbito da Semana de Educação da Fiocruz, realizada online, em 15 de outubro, Dia dos Professores. Em uma cerimônia emocionante, a presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima, ressaltou o papel da Fiocruz como uma grande escola de ciência, saúde e cidadania. Assista ao vídeo das homenagens na íntegra, disponível no canal da Fiocruz no youtube.

A educação como um exercício dialógico de aprendizagem

Na abertura do encontro, Nísia comentou que a atividade de educar é sempre um exercício dialógico no qual também estamos em um processo de aprendizagem com os nossos estudantes. Ela parabenizou nominalmente cada um dos agraciados do dia e destacou o papel de todos os professores, pesquisadores, estudantes e integrantes das secretarias acadêmicas, que trabalham cotidianamente por uma das mais importantes atividades da Fiocruz: a educação. “Cada um de nós tem uma referência de professor ou professora que contribuiu e fez diferença em nossas carreiras e formação. Portanto, hoje é dia de saudarmos esses professores e a importantíssima atividade de educar”, celebrou ela.

Nísia não deixou de manifestar sua preocupação com o futuro da saúde da nossa sociedade e lamentou as vidas perdidas em decorrência da pandemia de Covid-19. “Reafirmo o compromisso da nossa instituição de trabalhar em todos os seus campos de atuação, para que, por meio da ciência, da educação e da inovação, possamos contribuir para a superação desse desafio em nosso país e no mundo”, disse ela. O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc-SN), Paulo Garrido, cumprimentou os homenageados e ressaltou não ser possível construir um país melhor sem que a educação seja de fato uma prioridade: “A resistência e a força das professoras e professores são a esperança por dias melhores”.

O que nos torna professores são os alunos

A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, falou sobre a tradição da Fiocruz em comemorar o Dia do Professor e da oportunidade de celebrar os alunos da instituição. Ela lembrou que a grande maioria dos profissionais da Fundação tem formação na área de saúde e não fez a opção inicial pela docência, mas entraram nessa área por conta da trajetória profissional. “Gosto de dizer que o que nos torna professores são os alunos. É na sala de aula, nas orientações e no espaço de interação que nos transformamos em docentes”.

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé

Claudia Maria Valete Rosalino, que é pesquisadora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), aluna, orientanda e amiga de Armando Schubach foi a pessoa escolhida para conduzir um bate papo com o ganhador da Medalha de Mérito Educacional Virgínia Schall – edição 2020.

Schubach é pesquisador aposentado do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses do INI, pesquisador nível 1B e líder do grupo de pesquisa Doenças Parasitárias do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ele também é docente do Programa de Pós-graduação em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas e do mestrado profissional em Pesquisa Clínica; além de médico, especialista em dermatologia, mestre em Medicina Tropical e doutor em Biologia Parasitária.

Entretanto, simplicidade, disponibilidade, capacidade técnica, responsabilidade, valor humano, caráter, dedicação, vasto conhecimento científico, notável dedicação no trato com os pacientes, carinho e humildade são os adjetivos utilizados pelos seus alunos para descrevê-lo.   Segundo trechos das cartas de defesa enviadas à comissão de avaliação da Medalha, Schubach curou, lecionou, pesquisou, agregou conhecimento e frutificou seu trabalho com cada um que teve o prazer de conviver com ele.

Na outorga da Medalha, Schubach teve a oportunidade de compartilhar a sua emocionante história de desafios, superação e gratidão com os quase 300 participantes online no evento. Ele relembrou o grande incentivo do Pesquisador Emérito da Fundação, doutor José Rodrigues Coura, a quem credita sua entrada e formação na Fiocruz. Em lágrimas, ele parafraseou São Paulo, em carta a Timóteo, na Bíblia, dizendo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé até o fim. Assim, me aposentei em maio de 2019, com 43 anos de trabalho, e me sinto muito feliz e muito orgulhoso por ter visto tanta gente frutificar com a nossa ajuda”.

O avanço brasileiro no tratamento da leishmaniose tegumentar

Armando destacou a adoção de novo protocolo para o tratamento da leishmaniose tegumentar. “O grande gol da nossa pesquisa foi a defesa e adoção do tratamento da leishmaniose com dose baixa e intralesional, uma pesquisa com mais de 30 anos de estudos. Esse novo protocolo, adotado pelo Ministério da Saúde em 2017, reduziu enormemente a agressividade dos efeitos adversos no organismo dos pacientes, evitando, inclusive, que eles abandonem o tratamento por esse motivo. A leishmaniose é uma doença que não mata. No entanto, todos os anos acontecem cerca de 100 mortes. Acreditamos que alguns desses óbitos sejam devido ao tratamento na alta dosagem.  Leia mais sobre a adoção do protocolo aqui.

 “Alunos são como sementes jogadas ao vento. Não sabemos aonde vão parar, mas com certeza elas crescem e frutificam. Por isso temos que ter confiança no que plantamos”, comentou Armando, que falou muito emocionado sobre o orgulhoso que sente ao saber notícias de seus ex-alunos. Ele defendeu ainda a importância de compartilhar os conhecimentos: “Se durante todos esses anos tive algo a oferecer aos meus alunos foi porque um dia eu recebi do meu pai, mãe e mestres. Essas dívidas são impagáveis, pois nunca poderemos recompensar tudo que essas pessoas fizeram por nós. A única maneira de retribuir a eles é ajudando os mais jovens, os que estão iniciando a carreira, dividindo o que aprendemos e também ensinando. E eu me sinto muito feliz com as manifestações de carinho e orgulhoso de estarem passando para frente esses valores. Isso é uma grande honra para mim”, finalizou.

Dedicação, compartilhamento e articulação  

A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Cristina Guilam, saudou todos os professores e professoras que contribuem para essa função tão importante da educação, e que não somente transmitem conteúdos, mas compartilham os princípios nos quais acreditam. Cristina agradeceu a parceria dos integrantes de sua equipe de trabalho, que segue unida e fortalecida para que tudo dê certo, especialmente neste momento tão delicado, no qual todos estão aprendendo juntos. Ela parabenizou os doutores premiados, que, segundo Cristina, além de egressos da Fiocruz, agora são colegas e pares na academia e na trajetória profissional”.

Durante a entrega dos prêmios e menções honrosas aos alunos, orientadores, co-orientadores e outros parceiros de pesquisa destacaram de forma uníssona a dedicação, empenho e capacidade dos agraciados. Vinícius Cotta de Almeida, orientador de Larissa Vasconcelos Fontes, falou sobre os frutos do trabalho de Larissa: “Os desdobramentos da pesquisa são institucionalmente importantíssimos para a Fiocruz, resultando em um projeto colaborativo internacional”, comentou. 

Já Carlos Henrique Assunção Paiva, orientador de Christiane de Roode Torres, salientou que o conjunto de conquistas é fruto do emprenho dos vencedores, mas também de um exitoso trabalho coletivo, que começa nas decisões tomadas pela presidência, envolve a vice de educação e passa pelas coordenações de pós e as secretaria acadêmicas até chegar nos professores, orientadores e alunos. “Se não fosse essa verdadeira cadeia de trabalhadores as coisas seriam muito mais difíceis”, disse ele agradecido. 

Os alunos também apontaram de forma comum a dimensão da Fiocruz em suas vidas, o acolhimento e auxílio das equipes dos laboratórios, bem como ressaltaram o papel das agências financiadoras para o desenvolvimento de suas pesquisas. Filipe Vieira Santos de Abreu enfatizou ainda a importância da receptividade e participação da população visitada durante o trabalho de campo: “Gostaria de agradecer à população das áreas de coleta, que abriram suas casas para pudéssemos fazer o nosso trabalho. Acredito que todos que trabalham com saúde pública buscam entregar algo à população que melhore suas condições de vida”.

Conheça os alunos e temas das pesquisas premiadas: 

+Prêmio Oswaldo Cruz de Teses valoriza e estimula produção do conhecimento em saúde – Conheça os contemplados em 2020

+Alunos da Fiocruz são contemplados em Prêmio Capes de Teses 2020

Assista ao vídeo e confira os depoimentos do agraciado na Medalha de Mérito Educacional Virgínia Schall, e dos alunos contemplados no Prêmio Oswaldo Cruz de Teses e no Prêmio Capes de Teses, bem como dos seus orietadores:

 

Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional (Área: Medicina)

  •  Armando Schubach, pesquisador do INI/Fiocruz

Prêmio Oswaldo Cruz de Teses

Área: Ciências Biológicas Aplicadas e Biomedicina:

Prêmio : 

  • Camila Raquel Rodrigues Barbosa - Identificação de antígenos apresentados por reticulócitos infectados por Plasmodium vivax como candidatos a uma vacina universal contra a malári

Menção honrosa:

  • Larissa Vasconcelos Fontes - Diferenciação de células T reguladoras tímicas em camundongos geneticamente mutantes em WASp
  • Sarah Giarola da Silva Messias - Vírus influenza recombinante carreando o gene da interleucina 7 murina como ferramenta para estudos de imunomodulação e desenvolvimento de novas estratégias vacinais

Área: Ciências Humanas e Sociais

Prêmio:

  • Rachel de Almeida Viana - Encontros etnográficos e antropologia em rede: a favela do Jacarezinho e a pesquisa de Anthony e Elizabeth Leeds na década de 1960

Menção honrosa:

  • Christiane de Roode Torres - O Processo de construção do Sistema Nacional de Saúde: Tradição e inovação na Política de Saúde Brasileira (1940-1980)
  • Denis Guedes Jogas Junior - Leishmaniose Tegumentar Americana em Perspectiva Histórica e Global (1876-1944)

Área: Saúde Coletiva

Prêmio:

  • Rodolfo Paolucci Pimenta - Avaliação da qualidade da informação em sites de saúde: Indicadores de acurácia baseada em evidência para tuberculose

Prêmio Capes de Teses

Prêmio:

  •  Jaqueline Goes de Jesus - Vigilância genômica em tempo real de arbovírus emergentes e re-emergentes

Menção honrosa:

  • Isabela Tiemy Pereira - Caracterização molecular da regulação pós-transcricional durante a diferenciação cardiomiogênica
  • Filipe Vieira Santos de Abreu - Febre amarela e malária: Investigação de dois surtos zoonóticos no Sudeste brasileiro
  • Kayo Cesar Bianco Fernandes - Poluentes químicos e biológicos em ambientes aquáticos e seus impactos na estrutura e no resistoma móvel de comunidades microbianas
Publicado em 13/10/2020

Fiocruz homenageará seus professores e também doutores premiados em 2020

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Na quinta-feira, 15 de outubro, às 10h, a Fiocruz realizará uma grande homenagem aos seus docentes, e também a todos os alunos contemplados na edição 2020 dos prêmios Capes de Teses, Oswaldo Cruz de Teses e Medalha de Mérito Educacional Virgínia Schall. O encontro, transmitido ao vivo pelo youtube, acontecerá no âmbito da Semana de Educação da Fiocruz. Marcado por uma epidemia mundial e o isolamento social, este ano também ressaltou o potencial de adaptação da Fundação frente à necessidade da continuidade das ações educacionais, assim como a celeridade desses processos e a responsabilidade da instituição com sua comunidade acadêmica. Conheça os alunos premiados, os docentes orientadores e os temas das pesquisas agraciadas.

A mesa de abertura do evento conta com a participação da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado. Em seguida, acontecerão as homenagens aos professores e aos agraciados na Medalha de Mérito Educacional, no Prêmio Oswaldo Cruz de Teses e no Prêmio Capes de Teses. O encerramento do encontro está previsto para as 12h. 

Prêmio Capes de Teses

O Prêmio reconhece os melhores trabalhos de conclusão de doutorado defendidos em programas de pós-graduação brasileiros de acordo com critérios de originalidade do trabalho, relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação, e o valor agregado pelo sistema educacional ao candidato.

Prêmio:

  • “Vigilância genômica em tempo real de arbovírus emergentes e re-emergentes”, por Jaqueline Goes de Jesus, do Programa de Pós-Graduação em Patologia Humana e Experimental, desenvolvido em associação ampla entre a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Fiocruz, por intermédio do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), sob a orientação de Luiz Carlos Alcântara Junior.  

Menção honrosa:

  •  “Caracterização molecular da regulação pós-transcricional durante a diferenciação cardiomiogênica”, por Isabela Tiemy Pereira, do Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia, do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná), sob a orientação de Bruno Dallagiovanna Muñiz.
  • “Febre amarela e malária: Investigação de dois surtos zoonóticos no Sudeste brasileiro”, por Filipe Vieira Santos de Abreu, do Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária, ligado ao Instituto Oswaldo Cruz (IOC/FIOCRUZ), sob a orientação de Ricardo Lourenço de Oliveira.
  • “Poluentes químicos e biológicos em ambientes aquáticos e seus impactos na estrutura e no resistoma móvel de comunidades microbianas”, por Kayo Cesar Bianco Fernandes, do Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária, do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz), sob a orientação de Maysa Beatriz Mandetta Clementino.

Veja mais detalhes em Alunos da Fiocruz são contemplados em Prêmio Capes de Teses 2020

Prêmio Oswaldo Cruz de Teses

A iniciativa, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, contemplou 3 ganhadores neste ano. O Prêmio Oswaldo Cruz de Teses foi instituído como parte das comemorações do Ano Oswaldo Cruz, tendo em 2017 sua primeira edição. Ele visa distinguir trabalhos de elevado valor para o avanço do campo da saúde nas diversas áreas temáticas de atuação da Fundação e está dividida em quatro áreas: Medicina; Saúde Coletiva; Ciências Sociais e Humanas; e Ciências Biológicas Aplicadas a Saúde e Biomedicina.

Área: Ciências Biológicas Aplicadas e Biomedicina:

Prêmio:

  • “Identificação de antígenos apresentados por reticulócitos infectados por Plasmodium vivax como candidatos a uma vacina universal contra a malária”, por Camila Raquel Rodrigues Barbosa, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, ligado ao Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), sob a orientação de Caroline Furtado Junqueira e co-orientação de Ricardo Tostes Gazzinelli.

Menção honrosa:

  • “Diferenciação de células T reguladoras tímicas em camundongos geneticamente mutantes em WASp”, por Larissa Vasconcelos Fontes, do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular, ligado ao Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), sob a orientação de Vinícius Cotta de Almeida e co-orientação de Adriana Bonomo.
  • “Vírus influenza recombinante carreando o gene da interleucina 7 murina como ferramenta para estudos de imunomodulação e desenvolvimento de novas estratégias vacinais”, por Sarah Giarola da Silva Messias, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), sob a orientação de Alexandre de Magalhães Vieira Machado e co-orientação de Márcio Sobreira Silva Araújo.

Área: Ciências Humanas e Sociais

Prêmio:

  • “Encontros etnográficos e antropologia em rede: a favela do Jacarezinho e a pesquisa de Anthony e Elizabeth Leeds na década de 1960”, por Rachel de Almeida Viana, do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), sob a orientação de Nísia Trindade Lima

Menção honrosa:

  • “O Processo de construção do Sistema Nacional de Saúde: Tradição e inovação na Política de Saúde Brasileira (1940-1980)”, por Christiane de Roode Torres, desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), sob a orientação Carlos Henrique Assunção Paiva.
  • “Leishmaniose Tegumentar Americana em Perspectiva Histórica e Global (1876-1944)”, por Denis Guedes Jogas Junior, ligado ao Programa de Pós-Graduação em História das Ciências, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), sob a orientação de Jaime Larry Benchimol e co-orientação de Simone Petraglia Kropf.

Área: Saúde Coletiva

Prêmio:

  • “Avaliação da qualidade da informação em sites de saúde: Indicadores de acurácia baseada em evidência para tuberculose”, por Rodolfo Paolucci Pimenta, desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), sob a orientação de André Pereira Neto  e co-orientação de Paulo Nadanovsky.

Veja mais detalhes em Prêmio Oswaldo Cruz de Teses valoriza e estimula produção do conhecimento em saúde – Conheça os contemplados em 2020

Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional

Esse reconhecimento destina-se a pesquisadores e pesquisadoras servidores da Fiocruz que se distinguem por sua trajetória acadêmica e de vida no campo da educação em saúde. Em 2020, somente foram aceitas candidaturas de profissionais com destacada atuação nas áreas da medicina e/ou ciências biológicas aplicadas à saúde e biomedicina. 

Área: Medicina

Prêmio: Armando Schubach, pesquisador do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

Armando Schubach é pesquisador aposentado do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, do INI/Fiocruz, é pesquisador nível 1B e líder do grupo de pesquisa "doenças parasitárias" do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Também é docente dos Programas de Pós-graduação em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas e do mestrado profissional em Pesquisa Clínica, ambos ligados ao INI/Fiocruz. Ele é graduado em Medicina, tem especialização em Dermatologia, mestrado em Medicina Tropical e doutorado em Biologia Parasitária. É consultor ad hoc do CNPq, da Capes e da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS). Possui experiência na área de medicina, com ênfase em doenças infecciosas e parasitárias, atuando principalmente na temática clínica, diagnóstica e terapêutica da leishmaniose tegumentar.

Publicado em 08/10/2020

Prêmio Oswaldo Cruz de Teses valoriza e estimula produção do conhecimento em saúde – Conheça os contemplados em 2020

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

A educação é um dos pilares da Fiocruz. Diante da pandemia de coronavírus, uma das mais graves e desafiadoras crises sanitárias já enfrentadas, a área está também sob os holofotes mundiais. Esforço e adaptação são as palavras de ordem. Na Fiocruz, mais uma vez, a educação foi considerada atividade essencial no enfrentamento da Covid-19. Neste ano tão singular, o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses buscou ratificar seus princípios, valorizando, estimulando e encorajando pesquisadores, alunos e docentes a avançarem na produção do conhecimento em saúde. Conheça os temas dos trabalhos premiados e que receberam menção honrosa na edição 2020.

Segundo a coordenadora-geral adjunta de Educação da Fundação, Eduarda Cesse, ao longo dos últimos quatro anos, o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses vem se tornando um espaço de visibilidade da qualidade das teses defendidas na Fiocruz. Para ela, um grande diferencial da iniciativa é a participação de membros externos à Fiocruz “Contamos com especialistas oriundos de diversas instituições de ensino e pesquisa de todo o país na análise do material enviado pelos candidatos, o que garante um olhar mais plural e isento, com o objetivo de distinguir e premiar as teses”, detalhou Eduarda.

A coordenadora-geral adjunta explicou ainda que estão aptos a concorrer ao Prêmio autores de teses defendidas nos cursos da Fiocruz e de cursos nos quais a Fiocruz participa de forma compartilhada, que estejam registrados na Coordenação Geral de Educação da Fundação (CGE) em uma das áreas contempladas: Ciências Biológicas aplicadas e Biomedicina; Medicina; Saúde Coletiva; e Ciências Humanas e Sociais.

Fiocruz fará homenagem em 15/10, às 10h. Encontro será transmitido ao vivo pelo canal da Fiocruz no youtube

Na próxima quarta-feira, 15 de outubro, às 10h, a Fiocruz fará uma homenagem aos contemplados no Prêmio Oswaldo Cruz de Teses, bem como aos agraciados no 15º Prêmio Capes de Tese, que contemplou quatro alunos da Fiocruz: Jaqueline Goes de Jesus (premiação), Isabela Tiemy Pereira (menção honrosa), Filipe Vieira Santos de Abreu (menção honrosa) e Kayo Cesar Bianco Fernandes (menção honrosa). O encontro será transmitido ao vivo pelo canal da Fiocruz no youtube e pode ser acompanhado por todos os interessados.

O Prêmio oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) reconhece os melhores trabalhos de conclusão de doutorado defendidos em programas de pós-graduação brasileiros de acordo com critérios de originalidade do trabalho, relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação, e o valor agregado pelo sistema educacional ao candidato.     

Conheça os alunos e temas contemplados na quarta edição do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses

Área: Ciências Biológicas Aplicadas e Biomedicina:

Premiada: Camila Raquel Rodrigues Barbosa – Orientadora: Caroline Furtado Junqueira – Co-orientador: Ricardo Tostes Gazzinelli

Identificação de antígenos apresentados por reticulócitos infectados por Plasmodium vivax como candidatos a uma vacina universal contra a malária, desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas)

A malária - causada pelo parasito plasmodium - é uma doença grave que causa milhares de mortes no mundo inteiro. A infecção se dá por meio da picada de mosquitos infectados, que introduzem o parasito na corrente sanguínea, que posteriormente vai para o fígado. Duas espécies (P. falciparum  - Pf e P. vivax (Pv) são as responsáveis pelo maior número de casos de malária em humanos. Portanto, o desenvolvimento de uma vacina eficaz que impeça a transmissão do parasito é essencial para o controle da doença no mundo. O trabalho de Camila Raquel utilizou amostras de paciente infectados com Pv residentes da área endêmica para malária no Brasil e identificou um novo mecanismo de defesa contra Pv, no qual as células imunes de defesa não apenas reconhecem e matam células hospedeiras infectadas por esses parasitos, mas também matam diretamente os parasitos dentro da célula, impedindo-os de espalhar a infecção para novas células dentro do corpo.

O trabalho de Camila Raquel demonstrou um novo mecanismo imune que ocorre durante a fase sanguínea da infecção por Pv, alterando um paradigma milenar, provando que a própria célula sanguínea infectada seria capaz de atuar como uma célula apresentadora de antígenos e levar à ativação das células de defesa. Além disso, por meio de uma técnica inovadora de descoberta de antígenos, a imunopeptidômica, o estudo mostrou pela primeira vez a caracterização de antígenos de Pv, a partir da identificação de peptídeos até a avaliação do potencial em ativar o sistema imune. De maneira surpreendente, o trabalho identificou vários antígenos que podem ser reconhecidos pelas células de defesa do corpo humano, que são expressos nas fases em que o parasito está no sangue e no fígado, e também nas duas principais espécies do parasito da malária que infectam o homem. Assim, os resultados do estudo sugerem que os antígenos identificados por esse estudo podem ser empregados em uma vacina universal contra a malária.

Menção honrosa: Larissa Vasconcelos Fontes – Orientador  Vinícius Cotta de Almeida

Diferenciação de células T reguladoras tímicas em camundongos geneticamente mutantes em WASp, desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)

Menção honrosa: Sarah Giarola da Silva Messias – Orientador: Alexandre de Magalhães Vieira Machado – Co-orientador: Márcio Sobreira Silva Araújo

Vírus influenza recombinante carreando o gene da interleucina 7 murina como ferramenta para estudos de imunomodulação e desenvolvimento de novas estratégias vacinais, desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas)

Área: Ciências Humanas e Sociais

Premiada: Rachel de Almeida Viana – orientadora Nísia Trindade Lima

Encontros etnográficos e antropologia em rede: a favela do Jacarezinho e a pesquisa de Anthony e Elizabeth Leeds na década de 1960, desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)

Como se forma uma favela? É só pobreza e miséria o que encontramos nestes locais de moradia de milhares de pessoas? Não há nenhum tipo de organização ali? Foram estas as questões que motivaram alguns cientistas sociais estadunidenses e brasileiros na década de 1960 a estudar as favelas. Eles não concordavam com as teorias de marginalidade e cultura da pobreza, que associavam as favelas à pobreza, bem como responsabilizavam os pobres pela sua condição de vida. 

Diante das representações negativas dadas às favelas ainda hoje, no qual se percebe a persistência das teorias da marginalidade e da cultura da pobreza, a análise contida na tese de Rachel elucida as raízes da linha de pensamento que superou estas visões equivocadas. Segundo ela, a nova forma de entendimento das favelas e das habitações de baixa renda se tornou fundamental nas ciências sociais brasileiras e estadunidenses dedicadas ao fenômeno urbano. Por outro lado, a análise de documentos produzidos e coletados por cientistas destaca o cotidiano e as falas de moradores e pesquisadores, ambos entendidos como produtores de conhecimento.

Menção honrosa: Christiane de Roode Torres – Orientador: Carlos Henrique Assunção Paiva

O Processo de construção do Sistema Nacional de Saúde: Tradição e inovação na Política de Saúde Brasileira (1940-1980), desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)

Menção honrosa: Denis Guedes Jogas Junior – Orientadora: Simone Petraglia Kropf – Co-orientador: Jaime Larry Benchimol

Leishmaniose Tegumentar Americana em Perspectiva Histórica e Global (1876-1944), desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)

Confira as entrevistas de Camila Raquel Barbosa e Raquel Viana realizadas pelo Canal Saúde, no programa Bate Papo na Saúde em 7/10:

Área: Saúde Coletiva

Premiado: Rodolfo Paolucci Pimenta – Orientador: André de Faria Pereira Neto – Co-orientador: Paulo Nadanovsky

Avaliação da qualidade da informação em sites de saúde: Indicadores de acurácia baseada em evidência para tuberculose, desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz)

A motivação do trabalho de Rodolfo foi tratar da qualidade da informação de saúde na internet. Segundo ele, nesse enorme mundo web existe uma quantidade enorme de informação, disponibilizadas por incontáveis produtores. Além disso, a falta de avaliação prévia faz com que muitas das informações disponíveis não estejam corretas, atualizadas ou compreensíveis. Ele ressalta que a informação de qualidade pode salvar vidas, evitar doenças e promover a saúde. Portanto, um desafio encontrado no trabalho foi como avaliar a qualidade da informação em sites de saúde. Assim, o objetivo da tese de Rodolfo foi desenvolver indicadores para avaliação da ‘acurácia’ orientados pela ‘medicina baseada em evidência’ (MBE). O caso escolhido na pesquisa foi a tuberculose: uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Para tanto, foram construídos 43 indicadores de ‘acurácia’ baseados nas melhores e mais atuais evidências científicas.

Na tese, Rodolfo propôs que a Fiocruz se torne uma agência certificadora de sites de saúde, pois produziu conhecimento inovador nesse campo de avaliação ao longo da última década. Ele espera que seu trabalho contribua para o avanço do conhecimento no campo de avaliação da qualidade da informação de saúde na internet e para o enfrentamento da tuberculose; e ainda a inscrição desse tema nas agendas de pesquisa e de atuação das instituições de saúde brasileiras, sejam elas públicas, privadas ou associações profissionais.

Confira as entrevistas de Rodolfo Paolucci Pimenta e Eduarda Cesse realizadas pelo Canal Saúde, no programa Bate Papo na Saúde em 1°/10: 

   

Publicado em 02/10/2020

Alunos da Fiocruz são contemplados em Prêmio Capes de Teses 2020

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)*

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior anunciou nesta quarta-feira, 1º de outubro, o resultado do 15º Prêmio Capes de Tese. Entre os contemplados estão quatro alunos da Fiocruz, que receberam premiação e menção honrosa na edição de 2020: Jaqueline Goes de Jesus, Isabela Tiemy Pereira, Filipe Vieira Santos de Abreu e Kayo Cesar Bianco Fernandes. “Ter alunos da Fiocruz entre os agraciados muito nos orgulha, pois, entre outras questões, a premiação revela a qualidade da nossa oferta educacional”, disse a coordenadora-geral adjunta de Educação da Fundação, Eduarda Cesse, exaltando a conquista.

O Prêmio reconhece os melhores trabalhos de conclusão de doutorado defendidos em programas de pós-graduação brasileiros de acordo com critérios de originalidade do trabalho, relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação, e o valor agregado pelo sistema educacional ao candidato.

Premiação valoriza e estimula os alunos, assim como engrandece e dá visibilidade à instituição

O trabalho premiado foi “Vigilância genômica em tempo real de arbovírus emergentes e re-emergentes”, por Jaqueline de Jesus, do Programa de Pós-Graduação em Patologia Humana e Experimental, desenvolvido em associação ampla entre a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Fiocruz, por intermédio do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia). Cabe ressaltar que Jaqueline é uma das coordenadoras da equipe de pesquisadores que realizou o primeiro sequenciamento do genoma do coronavírus circulante na América Latina – apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil –, realizado pelo Instituto Adolfo Lutz, em conjunto com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Oxford.

Já os trabalhos que receberam menção honrosa foram: “Caracterização molecular da regulação pós-transcricional durante a diferenciação cardiomiogênica, por Isabela Pereira, do Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia, do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná); “Febre amarela e malária: Investigação de dois surtos zoonóticos no Sudeste brasileiro”, por Filipe Abreu, do Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/FIOCRUZ); e Poluentes químicos e biológicos em ambientes aquáticos e seus impactos na estrutura e no resistoma móvel de comunidades microbianas, por Kayo Fernandes, do Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária, ligado ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz).

Para Eduarda, a premiação valoriza e estimula os alunos, assim como engrandece e dá visibilidade à instituição na qual o discente cursou seu doutorado. “Isso nos faz perceber que nossos esforços por uma educação de excelência estão sendo atestados”, confirmou ela. A coordenadora-geral adjunta de Educação lembrou ainda que o aluno Kayo Fernandes conquistou, com o mesmo trabalho, menção honrosa ao Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2019. “É uma feliz coincidência , posto que o trabalho foi destacado como merecedor da menção por duas diferentes comissões avaliadoras”, explicou Eduarda.

Alunos serão homenageados em 15 de outubro. Prêmio Oswaldo Cruz de Teses da Fiocruz será entregue na mesma ocasião 

A homenagem da Fiocruz aos premiados pela Capes será realizada no dia 15 de outubro, às 10h, e acontecerá juntamente à entrega do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2020. A iniciativa, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, contemplou 3 ganhadores neste ano, um em cada área: 'Ciências Biológicas Aplicadas, Biomedicina', 'Saúde Coletiva' e ‘Ciências Humanas e Sociais’. Além disso, mais 4 alunos recebem Menção Honrosa nesta premiação: 2 na área 'Ciências Biológicas Aplicadas, Biomedicina e Medicina' e 2 na área 'Ciências Humanas e Sociais'.

O Prêmio Oswaldo Cruz de Teses foi instituído como parte das comemorações do Ano Oswaldo Cruz, tendo em 2017 sua primeira edição. Ele visa distinguir trabalhos de elevado valor para o avanço do campo da saúde nas diversas áreas temáticas de atuação da Fundação e está dividida em quatro áreas: Medicina; Saúde Coletiva; Ciências Sociais e Humanas; e Ciências Biológicas Aplicadas a Saúde e Biomedicina.

Confira os trabalhos agraciados no 15º Prêmio Capes de Tese – 2020

Vigilância genômica em tempo real de arbovírus emergentes e re-emergentes

Aluna: Jaqueline Goes de Jesus – orientador: Luiz Carlos Alcântara Junior, trabalho desenvolvido na Ufba e Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia)

A pesquisa parte do pressuposto de que as altas taxas de incidência do vírus Zika (ZIKV), que está associado à síndrome de Guillain-Barré, preocupa os setores de saúde pública. Em adição ao cenário causado pela emergência do CHIKV e ZIKV, o Brasil experimentou um surto excepcional, causado pelo vírus da febre amarela (YFV) entre o final de 2016 e meados de 2017. No contexto nacional, sabe-se que há co-circulação desses arbovírus, que são transmitidos principalmente, pelas mesmas espécies de mosquitos, em áreas urbanizadas,  amplamente distribuídos em regiões tropicais e subtropicais. Nas Américas, incluindo assim o Brasil, onde a epidemia causada pelo ZIKV é concorrente às causadas por CHIKV, a rápida identificação do vírus e o conhecimento do genoma tornaram-se cruciais para o monitoramento da diversidade viral.

Dessa forma, o objetivo da pesquisa foi compreender a origem, os eventos de introdução e dispersão viral, bem como a identificação de cepas ou genótipos com maior potencial epidêmico relacionados aos arbovírus emergentes e re-emergentes. O trabalho de pesquisa de Jaqueline foi desenvolvido nos laboratórios do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia). Seus resultados dão suporte às autoridades em saúde pública nas medidas de prevenção em áreas com alto risco da introdução ou incidência prevista de arbovírus emergentes e re-emergentes, corroborando com a necessidade do estabelecimento de uma rede conjunta de laboratórios e pesquisadores para o manejo correto e fornecimento de rápidas respostas ao surgimento de epidemias.

Caracterização molecular da regulação pós-transcricional durante a diferenciação cardiomiogênica

Aluna: Isabela Tiemy Pereira – orientador: Bruno Dallagiovanna Muñiz, trabalho desenvolvido no Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná)

O trabalho avaliou as especificações do destino das células cardíacas, que ocorrem por meio de etapas progressivas e reuniu dados que forneceram uma ferramenta poderosa para investigar genes potencialmente controlados por mecanismos pós-transcricionais durante a diferenciação cardíaca de hESC. Além disso, ele pode prospectar ferramentas fundamentais para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas e de pesquisa.

Febre amarela e malária: Investigação de dois surtos zoonóticos no Sudeste brasileiro

Aluno: Filipe Vieira Santos de Abreu – orientador: Ricardo Lourenço de Oliveira, trabalho desenvolvido no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)

O trabalho apontou que tem-se observado expansão territorial da febre amarela silvestre da área endêmica (Amazônia e parte do Centro-oeste) para o sul e leste no Brasil. Paralelamente, a região serrana do Rio de Janeiro, onde a malária foi erradicada há décadas, registrava casos humanos autóctones de terçã benigna onde o caso índice não era identificado, sendo a hipótese de origem simiana do parasito aventada por pesquisadores. Entre 2015-2017, o RJ registrou surto de malária e a reemergência do vírus amarílico (YFV), este último se alastrando na Mata Atlântica, considerada indene por quase 80 anos. Com isso, registrou-se o maior surto silvestre do YFV no país.

Estas situações sanitárias estimularam a realização do estudo, no qual buscou-se esclarecer aspectos da transmissão desses agravos a partir de amostragens em primatas não-humanos (PNHs) e mosquitos. O trabalho aponta que, em conjunto, os resultados alargam o conhecimento acerca da epidemiologia destas duas zoonoses na Mata Atlântica, confirmam o papel central dos bugios na epidemiologia destes dois agravos e contribuem com informações originais úteis na otimização de processos para vigilância e controle.

Poluentes químicos e biológicos em ambientes aquáticos e seus impactos na estrutura e no resistoma móvel de comunidades microbianas

Aluno: Kayo Cesar Bianco Fernandes – Orientadora: Maysa Beatriz Mandetta Clementino, trabalho desenvolvido no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz)

O trabalho partiu do principio que o ecossistema aquático é um dos mais ameaçados pela poluição e, consequentemente, sua qualidade vem sendo mais afetada do que os ecossistemas terrestres. No texto, Kayo aponta que apesar de ser geralmente reconhecida a importância da manutenção da qualidade da água, na prática, ocorrem inúmeras descargas de efluentes potencialmente poluidores. Além disso, antimicrobianos em sistemas aquáticos são frequentemente degradados rapidamente por meio de vias fotolíticas e outros. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar as possíveis alterações na diversidade microbiana, na composição do resistoma microbiano móvel e nos mecanismos de co-seleção, frente à presença de metais traço e antimicrobianos em recursos hídricos destinados ao tratamento e abastecimento público no Rio de Janeiro.

Foram coletadas amostras de água de duas bacias destinadas ao abastecimento (Guandu e São João) e de água potável. Os resultados revelaram altos níveis de poluição nas águas destinadas ao abastecimento público no Rio de Janeiro, o que compromete sua qualidade. Embora o tratamento das águas tenha sido considerado satisfatório, microrganismos multidroga resistentes e genes de resistência aos antimicrobianos e metais foram encontrados na água potável. O trabalho aponta que os dados encontrados poderão contribuir para incentivar discussões a respeito do aprimoramento de políticas ambientais mais eficazes, em relação ao saneamento básico e o monitoramento da qualidade dessas águas.

Assista ao programa do Canal Saúde 'Bate Papo na Saúde' sobre o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2020

O programa foi publicado em 28 de setembro e na edição foram entrevistados Eduarda Cesse e o ganhador do Prêmio na categoria Saúde Coletiva, Rodolfo Paolucci Pimenta.
 

* com informações do semanário online da Ufba Edgardigital

Publicado em 14/09/2020

Divulgado resultado final do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses

A Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz) divulga o resultado final do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2020. A iniciativa faz parte das comemorações pelos 120 anos da instituição, celebrados no dia 25 de maio de 2020.

O prêmio foi instituído como parte das comemorações do Ano Oswaldo Cruz, tendo em 2017 sua primeira edição. O Prêmio visa distinguir teses de elevado valor para o avanço do campo da saúde nas diversas áreas temáticas de atuação da Fundação. 

Ao todo, foram contemplados 3 ganhadores, um em cada área: 'Ciências Biológicas Aplicadas, Biomedicina e Medicina', 'Saúde Coletiva' e Ciências Humanas e Sociais. Mais 4 pessoas recebem Menção Honrosa nesta premiação: 2 na área 'Ciências Biológicas Aplicadas, Biomedicina e Medicina' e 2 na área 'Ciências Humanas e Sociais'. 
 

Confira a lista nominal completa com o Resultado final do Prêmio Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2020.

Publicação : 01/07/2020

Retificação da Chamada - Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2020 - Prorrogação das inscrições

A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) resolve prorrogar as inscrições para o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses do ano de 2020. O prêmio visa distinguir teses de elevado valor para o avanço do campo da saúde nas diversas áreas temáticas de atuação da Fundação.

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Publicado em 16/03/2020

Prêmio Oswaldo Cruz de Teses: edição 2020 está com inscrições abertas

Autor(a): 
Campus Virtual Fiocruz

Incentivo à produção de conhecimento acadêmico: a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abre as inscrições para o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2020. A iniciativa concede prêmios a teses de elevado valor para o avanço do campo da saúde, em diversas áreas de atuação da Fundação. É possível se inscrever até o dia 1º de julho.

Podem concorrer autores de teses defendidas entre maio de 2019 e abril de 2020, nos cursos da Fiocruz e de cursos nos quais a Fiocruz participa de forma compartilhada. Esses últimos devem estar registrados na Coordenação Geral de Educação (CGE) da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz). Será selecionada uma tese de cada uma das áreas abaixo:

• Ciências Biológicas aplicadas e Biomedicina
• Medicina
• Saúde Coletiva
• Ciências Humanas e Sociais

Cada premiado vai receber um certificado e apoio de até R$ 7.500 para participação em evento acadêmico-científico nacional ou internacional.

Para saber mais, acesse a chamada e o regulamento. E continue acompanhando as próximas etapas do prêmio, aqui, no Campus Virtual Fiocruz.

Publicação : 16/03/2020

Regulamento - Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2020

Como parte das comemorações do Ano Oswaldo Cruz, a Fiocruz instituiu o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses em 2017. O prêmio visa distinguir teses de elevado valor para o avanço do campo da saúde nas diversas áreas temáticas de atuação da Fundação. O prêmio, concedido anualmente, é regido por este regulamento.

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Publicação : 16/03/2020

Chamada - Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2020

A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abre as inscrições para o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses do ano de 2020. O prêmio visa distinguir teses de elevado valor para o avanço do campo da saúde nas diversas áreas temáticas de atuação da Fundação.

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Publicado em 11/10/2019

Fiocruz concede títulos de honraria a dois pesquisadores

Autor(a): 
Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias) | Foto: Peter Ilicciev

A Fiocruz entregou, na segunda-feira (7/10), os títulos de Doutor Honoris Causa e de professor-emérito, respectivamente, aos médicos Paulo Lyz Ferrinho e Paulo Buss. Ferrinho foi até recentemente diretor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa e Buss é coordenador do Centro de Relações Internacionais (Cris/Fiocruz), além de ex-presidente da Fundação entre 2001 e 2009. A cerimônia, no campus de Manguinhos, celebrou duas brilhantes carreiras acadêmicas e profissionais e transcorreu sob fortes emoções, dos homenageados e também dos presentes, que recordaram décadas dedicadas à saúde pública e em favor da justiça social.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, saudou o que chamou de “manhã de Paulos” e afirmou estar muito feliz com as homenagens. Ela leu uma mensagem enviada pelo novo diretor do IHMT, Filomeno Fortes, sobre a trajetória de Ferrinho. Segundo Nísia, a parceria entre IHMT e Fiocruz é também em favor de todos os Países de Língua Oficial Portuguesa (Palops). “É uma diretriz clara, visando uma cooperação estruturante e que procura dar uma marca à saúde global”. O pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Claudio Ribeiro fez o discurso de saudação do novo Doutor Honoris Causa.

Ferrinho, ao fazer o discurso de agradecimento, disse sentir um certo “desassossego” por passar a integrar uma lista tão seleta. Ele listou as muitas colaborações, em diversas áreas, entre IHMT e Fiocruz, e disse sentir uma intensa emoção em receber a homenagem de uma instituição que admira e que tem um alcance mundial por suas pesquisas, inovações e projetos.

Em seguida, o ex-presidente Paulo Buss recebeu o título de professor-emérito da Fiocruz. A diretora do Instituto Nacional de Infectologia (Valdiléa Veloso) discursou saudando o homenageado e lembrou os mais importantes pontos do currículo de Buss, que é médico pediatra, foi diretor da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), vice-presidente de Ensino da Fundação e presidente da Fiocruz eleito e reeleito pelos servidores para dois mandatos. O diretor da Ensp, Hermano Albuquerque, leu textos escritos por pesquisadores que trabalharam com Buss e o classificou como uma grande liderança da saúde pública.

Emocionado, o novo professor-emérito da Fiocruz disse em sua intervenção que a homenagem se dirige não apenas a ele, mas a toda a geração indignada de sanitaristas, que chegou à instituição na década de 1970, durante a ditadura. “Nós mudamos o Brasil. Fizemos a reforma sanitária, realizamos a 8ª Conferência Nacional de Saúde, construímos o SUS, que precisamos preservar e robustecer, mudamos o conceito de que os serviços de saúde eram prestados somente a quem tinha carteira assinada, fomos resistência. Mudamos, para melhor, este país”, argumentou Buss. Ele citou célebres sanitaristas, já falecidos, como também responsáveis por essas conquistas, como Sergio Arouca, Adib Jatene, Luiz Hildebrando Pereira da Silva e Eleutério Rodriguez Neto. Após o discurso, vários dos presentes à cerimônia foram ao microfone relembrar passagens da vida e da carreira de Paulo Buss.

Confira entrevistas com Paulo Lyz Ferrinho e Paulo Buss:

• Ferrinho: ‘pesquisadores não podem abdicar dos deveres de cidadania’
• Paulo Buss: ‘é delicioso ser professor’

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