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Publicado em 08/10/2021

Fiocruz lança novo curso sobre gestão de risco de emergências em saúde pública no contexto da Covid-19

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Os impactos das mudanças climáticas e ambientais na saúde das populações é uma temática que já vem sendo estudada há algumas décadas. No entanto, nos últimos anos, eventos extremos, como grandes desastres ambientais e, mais recentemente, a pandemia causada pelo novo coronavírus evidenciaram mais uma vez a premente necessidade de se estar preparado para o enfrentamento e gestão dos riscos no âmbito epidemiológico, social, na segurança e saúde do trabalhador, além da preparação e coordenação de medidas de controle e resposta. Por essa razão, o Campus Virtual Fiocruz e o Observatório Covid-19 - Informação para Ação, com o apoio do programa Vigiar SUS do Ministério da Saúde, lançam hoje o curso Gestão de risco de emergências em saúde pública no contexto da Covid-19. A formação - online, gratuita e autoinstrucional - é composta de três módulos, divididos em uma carga horária de 70h.

Inscreva-se já!

O objetivo do curso é contribuir para fortalecer as capacidades de preparação e resposta e ir além, produzindo uma mudança qualitativa na forma de enfrentar as emergências em saúde pública, trazendo uma visão prospectiva, tendo como base e apoio o programa Vigiar SUS – lançado pelo Ministério da Saúde para estimular as capacidades de vigilância e respostas às emergências em saúde pública – e a participação do Observatório Covid-19 da Fiocruz, que durante toda a pandemia vem realizando análises e proposições para o enfrentamento da mesma. Ele é dirigido aos interessados na temática da gestão de risco de emergências em saúde pública para Covid-19 no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), mas é aberto a todos os  interessados.

Segundo o pesquisador da Fiocruz e coordenador acadêmico da formação, Carlos Machado de Freitas, o curso busca trazer elementos centrais sobre o tema, que são fundamentais para a compreensão das emergências em saúde pública e a importância da gestão de risco de emergências em saúde pública no contexto das mesmas.

Os módulos da formação abordam o contexto atual da crise sanitária, conceitos e a situação do Sistema Único de Saúde (SUS) nas emergências em saúde pública; a gestão de risco de modo geral, assim como o papel do SUS nas respostas às emergências em saúde pública; e ainda a preparação e resposta, a gestão do conhecimento, da informação logística em saúde pública, a comunicação de riscos, as lições aprendidas e organização do SUS de um modo geral.

Conheça a estrutura do curso Gestão de risco de emergências em saúde pública no contexto da Covid-19

Módulo 1 - Introdução

  • Aula 1 - Contexto das Emergências em Saúde Pública com foco na Covid-19
  • Aula 2 - Conceitos básicos e terminologias em Emergências em Saúde Pública
  • Aula 3 - Premissas básicas e princípios do SUS

Módulo 2 – Gestão de risco de emergências em saúde pública para Covid-19

  • Aula 1 - Introdução à Gestão de Risco em Emergências em Saúde Pública no contexto da Covid-19: tipos, características, fases, etapas e arcabouço legal - políticas e legislação
  • Aula 2 - O papel do SUS no processo gestão de emergências e o arcabouço legal
  • Aula 3 - Preparação para a resposta a emergências em saúde pública no contexto da Covid-19

Módulo 3 – Preparação e resposta às emergências em saúde pública no contexto da Covid-19

  • Aula 1 - Gestão da informação e sistemas de alerta em Emergências em Saúde Pública no contexto da Covid-19
  • Aula 2 - Gestão do conhecimento e comunicação de risco em saúde
  • Aula 3 - Logística para resposta a Emergências em Saúde Pública para Covid-19
  • Aula 4 – Lições aprendidas diante da pandemia e recomendações para o enfrentamento de situações futuras

Gestão de risco prospectiva para o enfrentamento de crises

Para Carlos Machado, que é pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e coordenador-geral do Observatório Covid-19 – Informação para Ação, esse curso traz dois aspectos muito relevantes. O primeiro diz respeito à conexão de ações de resposta e mitigação dos efeitos às ações de prevenção, que são extremamente necessárias, assim como as ações de recuperação e de reconstrução da sociedade após essa atual crise, que é sanitária, social e econômica simultaneamente. Segundo ele, é uma perspectiva que olha não somente para o momento de instabilidade, mas especialmente visa investir na prevenção de momentos anteriores e posteriores à fase mais aguda da crise.

O aspecto seguinte, apontou Carlos, é central e fala sobre uma mudança de paradigma: “Devemos sair de uma abordagem muito reativa, na qual esperamos as emergências acontecerem para nos organizarmos e darmos as respostas necessárias. Passando à gestão de risco prospectiva, na qual o setor saúde deve ter um papel ativo junto às secretarias municipais, estaduais e no âmbito do Ministério no sentido de nos anteciparmos ao que pode acontecer de modo a adotar medidas que evitem que as consequências possam ser mais amplas no tempo, no espaço e de maiores impactos para a vida das pessoas”, defendeu ele.  

Conheça também outros cursos do Campus Virtual Fiocruz desenvolvidos no âmbito da pandemia de Covid-19! Todos com inscrições abertas! Inscreva-se já!

Publicado em 11/10/2021

Fiocruz homenageará alunos e docentes na semana da educação

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Na sexta-feira, 15 de outubro, a partir das 10h, a Fiocruz fará uma grande homenagem aos alunos e docentes contemplados na edição 2021 dos Prêmios Capes de Teses, Oswaldo Cruz de Teses e Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional. A cerimônia é também uma grande oportunidade de homenagear a todos os professores que, de alguma maneira, adaptaram-se, superaram desafios e venceram obstáculos mantendo as atividades educacionais de forma qualificada durante os últimos 19 meses convivendo com a pandemia de Covid-19.  O encontro virtual será transmitido pelo canal da Fiocruz no Youtube.

Durante a semana de 11 a 15 de outubro, a área da educação da Fundação realiza diversas atividades de cunho institucional voltadas aos representantes e coordenadores dos programas de pós-graduação Lato Sensu e Stricto Sensu. 

“A Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz encerra a sua já tradicional semana dedicada à Educação com a premiação dos autores das teses selecionadas pelo Prêmio Oswaldo Cruz de Teses e a entrega da Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional concedidos pela presidência da Fiocruz. Tais honrarias revestem-se de extrema importância pois visam a valorização da formação de profissionais e da produção de conhecimento gerado nos seus programas de pós-graduação, além de reconhecer o papel desempenhado pelos seus pesquisadores no campo da educação”, explicou coordenadora-geral adjunta de Educação da Fiocruz, Eduarda Cesse, destacando que a cada ano temos a grande satisfação de reconhecer excelentes teses, bem como valorizar o empenho de nossos pesquisadores em alavancar a educação na nossa instituição.

Confira a programação:

  • 10h – Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí
  • Mesa de Abertura: Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima; vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado; coordenadora-geral de Educação: Cristina Guilam; coordenador de Articulação Política da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz, Emanuel Rodolpho Moura Batista de Oliveira; presidente da Asfoc-SN: Mychelle Alves Monteiro
  • 10h15 – Homenagem aos professores
  • 10h20 – Celebração ao Prêmio Capes de Tese
  • 10h30 – Entrega do Prêmio Oswaldo Cruz de Tese
  • 11h – Entrega da Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional 
  • 11h45 – Encerramento

Confira os premiados da edição 2021

Prêmio Capes de Tese

           Menções Honrosas: 

  • Fernanda de Oliveira Demitto Tamogami - Área: Medicina I  - trabalho: “Desfechos de Tratamento e regimes terapêuticos usados para TB – HIV”. Orientadora Valéria Cavalcanti Rolla e coorientador Bruno de Bezerril Andrade. 
  • Anelise Andrade de Souza - Área: Saúde Coletiva – trabalho: “Efeito da interação entre saneamento e o Programa Bolsa Família na morbidade e mortalidade por desnutrição e diarreia em crianças menores de cinco anos de idade: um estudo ecológico de municípios brasileiros”. Orientador Léo Heller e coorientadores Sueli Aparecida Mingoti e Rômulo Paes de Sousa.
  • Roberta Falcão Tanabe - Área: Saúde Coletiva – trabalho: “Corpos híbridos - a tecnologia incorporada na vida: explorando as relações de cuidado de crianças com condições crônicas complexas em Terapia Intensiva”. Orientadora: Martha Cristina Nunes Moreira 

Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional

  • Homenageado: Eduardo Maia Freese de Carvalho, professor do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública, do Instituto Aggeu Magalhães

Prêmio Oswaldo Cruz de Teses

Área Ciências Biológicas Aplicadas e Biomedicina

  • Premiada: Jéssica Bodolato Corrêa da Silva
  • Menção honrosa: João Ramalho Ortigão Farias e Sabrina Alves dos Reis

Ciências Humanas e Sociais

  • Premiada: Giulia Engel Accorsi
  • Menção honrosa: Allan de Gouvêa Pereira

Medicina

  • Premiada Natana Chaves Rabelo

Saúde Coletiva

  • Premiada: Juliana Mara Andrade
  • Menção honrosa: Maíra Domingues Bernardes Silva e Patricia de Oliveira da Silva Scaranni

 

* matéria publicada em 7/10 e atualizada em 11/10

Publicado em 04/10/2021

Faperj anuncia 3ª chamada emergencial de projetos para combater efeitos da Covid-19

A  Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciou o lançamento da edital Nº 43 – Terceira Chamada Emergencial de Projetos para Combater os Efeitos da Covid-19 – 2021, destinada ao apoio de estudos dessa doença e seu agente etiológico, o vírus da SARS-CoV-2, abrangendo temas importantes para o seu enfrentamento, tais como aspectos genômicos do vírus, fisiopatologia, aspectos clínicos, diagnóstico e epidemiologia da doença, desenvolvimento de vacinas  e  imunobiológicos, soluções inovadoras para equipamentos auxiliares, entre outros. Submissões podem ser feitas até 21 de outubro. 

Os recursos financeiros poderão ser utilizados para o estabelecimento e melhoria de infraestrutura e despesas de custeio previstas em projetos de pesquisa apresentados por pesquisadores com vínculo empregatício ou estatutário em instituições de ensino e pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, e para o desenvolvimento de novos equipamentos e insumos por startups, micro, pequenas e médias empresas sediadas no referido Estado. O financiamento se dará através de projetos em andamento, científicos ou tecnológicos, projetos de startups, micro, pequena e média empresas.

"Somente através da manutenção de investimentos conseguiremos buscar soluções e estratégias para o combate à Covid-19"

Com um orçamento de R$ 20 milhões, essa nova injeção em recursos visa envolver um maior número de pesquisas capazes de produzir conhecimento científico, inovação e insumos diretamente envolvidos no tratamento da doença e na proteção individual das equipes de saúde.

“É muito importante a manutenção de investimentos em projetos conduzidos pelos melhores pesquisadores e grupos focados no enfrentamento da Covid-19, de forma a aprimorar as ações e soluções que a ciência e a tecnologia podem alcançar”, afirma Jerson Lima Silva, presidente da Fundação.

Segundo a diretora da Faperj, Eliete Bouskela, a pandemia ainda é uma realidade. “Somente através da manutenção dos investimentos em ciência e tecnologia conseguiremos buscar novas soluções e estratégias para o combate à Covid-19”.

Confira o edital: Edital Faperj Nº 43 – Terceira edição da chamada emergencial de projetos para combater os efeitos da Covid-19 – 2021

Publicado em 28/09/2021

Fiocruz e UNFPA lançam curso sobre o impacto da Covid-19 em gestantes de comunidades indígenas e tradicionais

Autor(a): 
Isabela Schincariol

A vulnerabilidade social em determinadas populações é um fato e, sabidamente, um fator de risco a novas doenças. Com a Covid-19, a vulnerabilidade histórica das populações foi mais uma vez exacerbada. O novo coronavírus chegou de forma violenta nas aldeias se alastrando entre os povos indígenas e tradicionais. Entre toda a população, dados apontaram que grávidas e puérperas correm maior risco de desenvolver a forma grave da doença. Consequentemente, mulheres indígenas são ainda mais vulneráveis. Nesse contexto, o Campus Virtual Fiocruz e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lançam o curso Covid-19 e a atenção à gestante em comunidades indígenas e tradicionais. A formação, online, gratuita e autoinstrucional, é voltada a profissionais e gestores de saúde, mas aberta a todos os interessados nessa temática.

Inscreva-se já!

O UNFPA vem enfatizando a importância de se garantir a saúde e os direitos humanos, incluindo os direitos sexuais e reprodutivos, mesmo no atual contexto de epidemia. A responsável pelo curso no Fundo de População das Nações Unidas, Anna Cunha, destacou que, como as evidências científicas têm indicado maior chance de desfecho materno e neonatal desfavorável na presença da Covid-19 moderada e grave, o curso busca aprimorar os protocolos específicos para esses grupos, com vistas à detecção precoce de infecção e redução da razão de mortalidade materna.

Ela ressaltou ainda que o público prioritário são profissionais e gestores de saúde que atuam na região da Amazônia Legal Brasileira, em especial voltados à saúde dos povos indígenas e tradicionais ribeirinhos e quilombolas. A formação de 15h é composta de 3 módulos e um total de 7 aulas.

A coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, ressaltou que o curso está alinhados aos princípios do CVF, no que se refere à disseminação de informações qualificadas e capacitação de profissionais de saúde no contexto da pandemia. "O foco do curso são populações que se encontram em maior vulnerabilidade social e que demandam uma atenção mais específica e especializada, como outras iniciativas que seguimos publicando durante este período de emergência sanitária: cursos voltados à população prisional, povos indígenas e tradicionais, cuidado de idosos em ambiente domiciliar e cuidado ao idoso em instituições de longa permanência. Lembro ainda que todos eles seguem disponíveis em nossa plataforma com inscrições abertas", comentou ela. 

Conheça a estrutura do curso

      Módulo 1

  • Aula 1: Povos e Comunidades Tradicionais
  • Aula 2: Saúde dos povos indígenas
  • Aula 3: Saúde de povos e comunidades tradicionais

      Módulo 2

  • Aula 1: Pandemia de Covid-19 no contexto das mulheres indígenas
  • Aula 2: Impactos da Covid-19 na saúde de outros povos e comunidades tradicionais

      Módulo 3

  • Aula 1: Manejo clínico da gestante no contexto da Covid-19 (contexto brasileiro)
  • Aula 2: Recomendações para atenção à gestante de povos e comunidades indígenas tradicionais

Responsabilidade no cuidado à saúde e na melhoria dos indicadores de saúde das mulheres brasileiras

A coordenadora acadêmica do curso, Maria Mendes Gomes, que é pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) apontou que o curso preenche um espaço importante diante do impacto da pandemia de Covid-19 na saúde materna.

Segundo ela, é sabido que essa doença aumenta o risco de formas graves durante o ciclo gravídico puerperal. “Junto a isso, a pandemia causou impacto indireto na saúde das mulheres gestantes, devido à significativa desarticulação e reformulação, que foi necessária neste momento, no cuidado e atenção ao pré-natal, considerando ainda as diferentes questões ligadas aos desafios socioeconômicos. Outro fator que temos que pensar é que parte dessas gestantes, em algumas situações ou sinais de maior gravidade, precisarão também da atenção de urgência e emergência e atenção hospitalar. Por isso ele é voltado a profissionais de saúde, gestores, pessoas da área clínica da atenção e da organização da rede, tanto na saúde indígena como nas redes de atenção urbanas.

Ela contou ainda que a formação nasceu de uma junção de esforços da Fiocruz, de especialistas de diferentes regiões do país, que participaram da elaboração do Manual de Recomendações para a Assistência à Gestante e Puérpera frente à Pandemia de Covid-19, do Ministério da Saúde – que é a diretriz brasileira no cuidado à gestante durante a pandemia – e ainda de especialistas em saúde indígena e populações e comunidades tradicionais.

“Essa é uma união bastante importante considerando as especificidades e aspectos culturais e de base comunitária dessas populações. Nesse sentido, o curso associa-se a outras iniciativas do Campus Virtual Fiocruz, do Portal de Boas Práticas do IFF, e do Ministério da Saúde. Além disso, seu lançamento é bastante especial para a Fundação, suas unidades e a área da educação, pois estamos agregando mais uma contribuição de nossa responsabilidade nacional no cuidado à saúde e na melhoria dos indicadores de saúde das mulheres em nosso país”.

Publicado em 14/09/2021

Prêmio reconhece qualidade de produções científicas de programas de pós do Instituto Oswaldo Cruz

Autor(a): 
Maíra Menezes e Max Gomes (IOC/Fiocruz)

Pesquisas desenvolvidas em cinco programas de pós-graduação do IOC foram reconhecidas na sessão virtual de entrega do Prêmio Alexandre Peixoto. Com trabalhos concluídos em 2020, os estudantes premiados foram afetados pela pandemia de Covid-19 na fase final de suas pesquisas. Além de redigir as teses no contexto da emergência de saúde pública, alguns também precisaram se dividir para atuar em pesquisas ligadas ao novo coronavírus nesse período. As cerimônias de defesa foram realizadas virtualmente, sem a possibilidade de reunir familiares e amigos para celebrar o momento tão aguardado na formação científica.

A presença majoritária de novas cientistas mulheres entre os autores das teses selecionadas foi destacada pelo vice-diretor de Ensino, Informação e Comunicação do IOC, Paulo D’Andrea, que também frisou a qualidades das pesquisas conduzidas no Instituto. “Nunca é uma tarefa fácil para os Programas de Pós-graduação escolherem os melhores trabalhos. Nós temos ciência de que o conjunto de teses do IOC prima pela qualidade e pelo rigor científico. Imagino a sensação de integrar esse seleto grupo de alunos, entre tantas teses com alta qualidade que temos no Instituto. Espero que vocês continuem com essa dedicação ao longo de suas carreiras, e tenho certeza de que terão muito sucesso. Esse é apenas o começo”, afirmou Paulo.

Abaixo, os estudos condecorados nesta edição do Prêmio Alexandre Peixoto

Obesidade e ação hormonal

Pessoas obesas apresentam perda da sensibilidade cerebral ao hormônio da saciedade, chamado de leptina. Produzida pelos adipócitos, células que acumulam gordura no organismo, essa substância atua no cérebro, regulando o apetite e o peso corporal. Na obesidade, altos níveis de leptina circulam na corrente sanguínea, mas não há sensação de saciedade. A tese de Lohanna Palhinha do Amaral investigou uma questão importante: que efeitos a leptina pode causar fora do sistema nervoso central em animais obesos? E quais os efeitos da leptina em suas células produtoras, os adipócitos?

Por meio de experimentos em camundongos, considerados como modelo para estudo da obesidade, o trabalho mostra que a leptina atua sobre o sistema imune, mesmo em animais obesos, que apresentam resistência cerebral ao hormônio. Entre os efeitos periféricos da substância estão a atração e a ativação de células de defesa e o estímulo para a produção de substâncias inflamatórias. Além disso, o trabalho aponta uma ação da leptina in vitro até então não estudada: em culturas de células, o hormônio induz a formação de novos adipócitos (adipogênese). O trabalho foi orientado por Clarissa Menezes Maya Monteiro, pesquisadora do Laboratório de Imunofarmacologia, e co-orientado por Patrícia Torres Bozza, chefe do mesmo Laboratório. A estudante recebeu bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Medicina personalizada

A medicina personalizada para o tratamento do câncer, que busca desenvolver um remédio específico para cada paciente, foi o foco da tese de Alessandra Jordano Conforte, defendida na Pós-Graduação em Biologia Computacional e Sistemas. Orientado por Nicolas Carels, pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), e co-orientado por Fabrício Alves Barbosa da Silva, pesquisador do Programa de Computação Científica (PROCC/Fiocruz), o trabalho utilizou métodos de bioinformática para analisar dados genéticos de pacientes com câncer e identificar alvos moleculares potencialmente mais eficientes para combater a doença em cada caso.

Intitulada Caracterização de alvos terapêuticos e modelagem da rede de sinalização no contexto da medicina personalizada do câncer, a pesquisa partiu de informações disponíveis no banco de dados online conhecido como Atlas do Genoma do Câncer( TGCA, na sigla em inglês). O estudo foi realizado em duas etapas. Na primeira, foram considerados dados referentes a 475 pacientes acometidos por nove tipos de tumor. Já na segunda, foram analisadas informações de 70 casos de câncer de mama. Com análises individualizadas, os pesquisadores identificaram, em cada caso, os genes que se encontravam mais ativados nas células tumorais do que nas células não tumorais.

Rotas dos vírus das hepatites B e C

Os trajetos traçados pelos vírus da hepatite B (HBV) e hepatite C (HCV) nas sociedades podem esconder respostas importantes sobre como controlar possíveis dispersões no futuro. Com foco no Brasil e no continente americano, a tese de Natália Spitz Toledo Dias investigou a origem e disseminação do HBV e do HCV por meio da evolução molecular e filogeografia, e avaliou a diversidade genética e mutações de relevância clínica de genomas do HBV.

A reconstrução da dinâmica espacial e temporal dos vírus das hepatites B e C permitiu observar que a introdução de subgenótipos do HBV nas Américas ocorreu por meio de rotas migratórias dos séculos XVIII e XIX; bem como sugerir que a introdução de um subtipo de HCV no Brasil ocorreu nos anos 80. Já as investigações nos diferentes genótipos e subgenótipos do HBV observaram mutações associadas ao escape imune, resistência aos antivirais e desenvolvimento do carcinoma hepatocelular. O trabalho Diversidade genética e filogeografia dos vírus das hepatites B e C nas Américas foi realizado no Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária sob orientação de Natalia Motta de Araujo, do Laboratório de Virologia Molecular.

Acessibilidade para estudantes com deficiência físico-motora

Em uma pesquisa qualitativa desenvolvida no Brasil e em Portugal, por meio de um doutorado sanduíche na Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, na cidade do Porto, Aimi Tanikawa de Oliveira buscou responder a seguinte pergunta: como formar professores para atuar no ensino de ciências com alunos com deficiência físico-motora da educação básica utilizando a tecnologia assistiva?.

Na etapa inicial, o estudo focou em conhecer o trabalho desenvolvido por docentes com estudantes com deficiência físico-motora e analisou as dificuldades que esses alunos apresentaram durante a participação em propostas pedagógicas. Ao todo, foram acompanhados 16 estudantes e 21 professores nos dois países. A partir da avaliação, foram produzidos recursos de tecnologia assistiva que tiveram eficácia verificada na prática pelos próprios alunos. O trabalho "O ensino de ciências e a deficiência físico-motora: discutindo a formação docente com enfoque na tecnologia assistiva" foi orientado por Rosane Moreira Silva de Meirelles, do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos e desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Ensino em Biociências e Saúde.

Um sistema de vigilância do sarampo mais eficiente

Ao identificar pontos que poderiam ser aprimorados no monitoramento do sarampo no Brasil, o recém-doutor Fabiano Marques Rosa desenvolveu um trabalho analítico sobre o desempenho do sistema de vigilância epidemiológica na interrupção da circulação do vírus autóctone do sarampo no Brasil entre os anos de 2001 e 2018. Intitulada "Análise crítica do sistema de vigilância do sarampo no Brasil", 2001 a 2018, a tese foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical, sob orientação da pesquisadora Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo, e pelo pesquisador Luiz Antonio Bastos Camacho, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz).

A pesquisa observou ações favoráveis que contribuíram para a conquista do certificado de erradicação do sarampo em 2016, emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), como também as imprecisões que permitiram novamente a transmissão sustentada da doença no Brasil a partir de 2018 – levando à perda do certificado.

Publicado em 10/09/2021

Seminário debaterá a temática das mulheres na saúde global

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Mulheres ocupam menos cargos de liderança. Mulheres são a maioria entre os profissionais de saúde. Mulheres ganham menos. Mulheres assumem majoritariamente os cuidados não remunerados e domésticos. Mulheres sofrem mais violências físicas, psicológicas, econômicas e sexuais. Há séculos a desigualdade de gênero é uma realidade global, que foi agravada pela pandemia de Covid-19. Para discutir essa temática, o Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fiocruz (Cris) vai realizar, na próxima quarta-feira, 15 de setembro, a partir das 10h, o webinário “Mulheres na saúde global”. O encontro, que acontece no âmbito da série “Seminários Avançados Cris em Saúde Global e Diplomacia da Saúde” é aberto ao público e será transmitido pelo canal da VideoSaúde Distribuidora no Youtube – com tradução simultânea para o inglês

A mesa de debate é formada por representantes emblemáticas e engajadas na luta pela igualdade e defesa dos direitos das mulheres: Socorro Gross, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) no Brasil; Roopa Dhatt, cofundadora e diretora-executiva da ONG Women in Global Health; Stéphanie Seydoux, embaixadora da França para a Saúde Global; Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz; além de mediação da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado e comentários de Zélia Maria Profeta da Luz, pesquisadora do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas) e integrante do Conselho da OMS sobre Economia da Saúde para Todos.

Cristiani lembrou que em muitas sociedades, como, por exemplo, as latino-americanas, essas desigualdades estão entrelaçadas com outras – de classe, renda, raça, territoriais – em uma dinâmica complexa, observando que “embora as mulheres tenham expandido sua participação no mercado de trabalho nas últimas décadas, persistem injustiças, como disparidades salariais e assimetrias na divisão de responsabilidades entre homens e mulheres no trabalho doméstico, cuidado com crianças e idosos, ocasionando sobrecarga importante para as mulheres e constrangimentos a sua trajetória profissional. Acrescente-se ainda o machismo estrutural, e as situações de assédio e de violência contra as mulheres”.

No tocante à pandemia, a vice-presidente ressaltou que a Covid-19 exacerbou as desigualdades de gênero de diferentes formas, entre as de maior destaque estão a sobrecarga importante de trabalho, e exposição ao risco de adoecimento e morte, visto que as mulheres representam a maior parte da força de trabalho no setor saúde na maioria dos países; a significativa redução do emprego, principalmente dos postos informais, de acordo com dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal); bem como o aumento do trabalho doméstico e cuidado com crianças e idosos, principalmente devido à suspensão de aulas e à necessidade de cuidar de familiares acometidos pela Covid-19; e ainda a maior exposição de meninas e mulheres a situações de violência doméstica. 

A Fiocruz tem o compromisso com a redução das desigualdades e promoção da equidade social entre suas diretrizes institucionais, incluindo a dimensão de gênero. Muitas são as iniciativas, como a implantação do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça e o Programa Mulheres e Meninas na Ciência na Fiocruz. Para além disso, em 2017, a comunidade institucional elegeu pela primeira vez, em 117 anos, uma mulher como presidente, que foi reeleita para uma nova gestão em 2021. 

Nesse sentido, Cristiani apontou como fundamental ouvir e debater esse tema com representantes envolvidas na luta pela igualdade e defesa dos direitos das mulheres. “Precisamos, sobretudo, desencadear agendas de transformação desse cenário, o que requer políticas públicas, iniciativas institucionais e compromissos coletivos. Avançamos em algumas frentes, mas ainda há muitas injustiças e muito a fazer, e isso é o que deve nos mover”, defendeu ela. 

+ Leia, no portal do Campus Virtual Fiocruz, entrevista detalhada com Cristiani Vieira Machado sobre a temática das mulheres na saúde global

Acompanhe a transmissão do Seminário em português:

Acompanhe a transmissão do Seminário em inglês:

Publicado em 23/08/2021

Retorno às atividades escolares: Fiocruz atualiza documento de recomendações

Autor(a): 
Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias)

A Fiocruz acaba de lançar uma nova versão, atualizada e ampliada, do documento que publicou em março sobre um conjunto de orientações e recomendações a respeito das atividades escolares em um cenário que ainda é de pandemia. Com o título "Recomendações para o retorno às atividades escolares presenciais no contexto da pandemia de Covid-19", o material é baseado em evidências e informações científicas e sanitárias, nacionais e internacionais, sobre o retorno às atividades escolares. Esta nova edição traz como elementos questões como a vacinação de crianças e adolescentes, a transmissão aérea da Covid-19, os possíveis riscos em ambientes fechados e como enfrentá-los, entre outros temas.

Acesse aqui o documento: Recomendações para o retorno às atividades escolares presenciais no contexto da pandemia de Covid-19

O documento foi desenvolvido por um grupo de trabalho que é coordenado pela Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (Vpaaps/Fiocruz) e conta com a participação da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic), da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSVJ), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF).

Vacinação para adolescentes está entre os novos apontamentos   

O documento da Fiocruz aponta que a vacinação de jovens de 12 a 18 anos pode significar um retorno mais rápido à prática de esportes e outras atividades e a uma socialização mais completa, incluindo o fortalecimento das relações intergeracionais na família e na comunidade. A implementação da vacinação para adolescentes pode reduzir significativamente o fechamento prolongado de turmas, escolas e interrupções de aprendizagem. O documento, tendo como base estudos internacionais, lembra que a vacinação de adolescentes em situação de vulnerabilidade clínica ou necessidade educacional especial pode ajudar a garantir a segurança e a oportunidade de acesso à escola e à educação.

“O risco de afastamento dos menores de 18 anos de suas atividades normais como escola e eventos sociais pode se revelar um problema maior do que o da própria Sars-CoV-2 para eles. Não há razão para acreditar que as vacinas não devam ser igualmente protetoras contra a Covid-19 em adolescentes como são em adultos e, em conjunto com as medidas de distanciamento e uso de máscaras, propiciem um retorno às aulas ainda mais seguro”, comenta a coordenadora do grupo de trabalho (GT) da Fiocruz e assessora da Vpaaps, Patrícia Canto.

Prioridade para medidas protetivas

O GT Fiocruz ressalta que em um cenário de alta transmissão comunitária do Sars-CoV-2, ainda com uma cobertura vacinal completa (esquema de duas doses ou uma dose para vacina de dose única) inferior a 30% da população, no Brasil o funcionamento das escolas com atividades presenciais precisa estar associado à manutenção das medidas não farmacológicas de controle da transmissão. O documento informa que os protocolos para o retorno seguro passaram a considerar, sobretudo nos ambientes escolares, a seguinte composição de prioridade para as medidas protetivas: adaptação para ventilação e melhoria da qualidade do ar dos ambientes; uso de máscaras com comprovada eficácia; definição de estratégia para rastreamento e monitoramento de casos e contatos na escola, além de medidas para suspensão de atividades presenciais; manutenção do distanciamento físico de, pelo menos, 1,5 metro; assim como orientações sobre higienização contínua das mãos.

Além disso, a publicação avalia que escolas podem fechar, na dependência de transmissão elevada ou aumento de casos, e devem atender a todas as medidas indicadas pelas autoridades sanitárias que garantam a maior segurança nas atividades presenciais. A decisão sobre o melhor momento para a reabertura deve seguir as orientações dos indicadores epidemiológicos, sem que se esqueça dos grandes malefícios do afastamento prolongado das atividades presenciais na saúde de crianças, jovens e adultos, bem como dos prejuízos para a educação e a formação de toda uma geração. Para a maior segurança de toda comunidade escolar, as pessoas com sintomas respiratórios não devem sair de suas casas, exceto para procurar serviços de saúde, devem evitar utilizar transportes públicos e não devem frequentar aulas ou o local de trabalho.

Plano de retorno às atividades presenciais deve ser aprovado após ampla discussão com comunidade escolar e continuamente atualizado

O GT responsável pela publicação deixa claro, no entanto, que o plano de retorno às atividades presenciais de ensino deve ser aprovado após ampla discussão com a comunidade escolar e continuamente atualizado. E que é importante o envolvimento dos alunos, crianças, adolescentes ou adultos, na tomada de decisões. O documento traz ainda indicações para medidas de suspensão de atividades presenciais mediante o rastreamento de casos e contatos nas escolas. E aborda a ventilação e outros parâmetros que influenciam o risco de infecção aérea da Covid-19.

O Grupo valoriza a ampliação do acesso da vacinação dos educadores, aliada a estratégias de monitoramento e vigilância permanente, para a melhor gestão do plano a ser estabelecido pela comunidade escolar. “Temos como expectativa que as autoridades sanitárias consigam apoiar a produção de informações sobre esse monitoramento epidemiológico, com vistas a ampliar a análise dos dados das bases oficiais. É importante ressaltar que esta edição é a nossa terceira atualização do documento original e mais uma vez reforça a necessidade do uso de máscaras, da higiene das mãos e do distanciamento social como medidas indispensáveis ao controle da pandemia, associadas à progressão da vacinação”, ressalta Patrícia. Segundo ela, o aprendizado sobre a pandemia é diário e tem sido apresentado em grande velocidade, por isso o documento precisa ser entendido no contexto na data de elaboração e estará sujeito a revisões e atualizações sempre que necessárias.

O GT Fiocruz

O documento foi produzido pelo GT da Fiocruz que se dedica ao tema há mais de um ano, com o intuito de pesquisar, discutir e trocar experiências com outras iniciativas da sociedade. A publicação apresenta aspectos de análises epidemiológicas, informações clínicas sobre o adoecimento e transmissibilidade, testes, vacinação, ventilação entre outros. Para o GT, o objetivo central do documento é reafirmar a valorização da proteção da comunidade escolar, para evitar a disseminação do Sars-CoV-2 em um contexto de retomada das atividades presenciais nas escolas. Desde o primeiro documento (de setembro de 2020), o grupo vem destacando a importância da escola como promotora da saúde por meio de recomendações que contribuam para a segurança do retorno e a manutenção das atividades planejadas, com a máxima redução de riscos possível.

O grupo é coordenado pela Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (Vpaaps/Fiocruz) e conta com a participação da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic), da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSVJ), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF).

Publicado em 27/07/2021

Periódico da Fiocruz Brasília recebe artigos para número temático sobre direito à saúde, confinamento, comunicação e Covid-19

Autor(a): 
Fernanda Marques (Fiocruz Brasília)

O periódico científico Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário (Ciads), publicado pelo Programa de Direito Sanitário (Prodisa) da Fiocruz Brasília, recebe artigos para compor o número temático “Direito à saúde, confinamento, comunicação e Covid-19”. A chamada pública é voltada, especialmente, para artigos que abordem Covid-19 e direitos fundamentais; Legislação em saúde e medidas de confinamento no combate ao coronavírus; Grupos vulneráveis, direito à saúde e confinamento; Mídia, linguagem, pandemia e direito; e Movimentos sociais, ativismo e isolamento. 

Na chamada serão aceitos apenas artigos inéditos e originais, que não estejam sob avaliação em outro periódico simultaneamente. As contribuições podem ser em português, espanhol ou inglês. Os trabalhos serão avaliados por membros do Conselho Editorial e pareceristas. As submissões online podem ser feitas até 21 de novembro no site do Ciads (www.cadernos.prodisa.fiocruz.br), onde também estão disponíveis todas as orientações aos autores (no caso de primeiro acesso, é necessário fazer um cadastro). 

O número temático da revista tem como editores convidados os pesquisadores Martinho Braga Batista e Silva, do Instituto de Medicina Social (Uerj), e Adriana Kelly Santos, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Entre distopias e ideologias: confinamentos antes, durante e depois da Covid-19

A chamada é motivada pelo ciclo de debates virtual “Entre distopias e ideologias: confinamentos antes, durante e depois da Covid-19”, realizado em março de 2021. O ciclo foi organizado pelo projeto de pesquisa “Sobre as categorias governamentais criadas para abordar o fenômeno do confinamento no Brasil”, iniciado em 2017, bem antes da pandemia de Covid-19.

Financiado pelo CNPq e desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal de Sergipe (UFS), o projeto estuda questões relacionadas a sanatórios, leprosários, presídios, hospícios, asilos, abrigos, albergues e outras instituições associadas a diferentes formas de controle da circulação espacial de determinados indivíduos. 
 
Com a emergência da Covid-19 e a necessidade de compreender as implicações do confinamento provocado pela pandemia, o ciclo de debates virtual discutiu continuidades e descontinuidades institucionais, apresentou múltiplos percursos trilhados e tematizou cenários futuros, trazendo contribuições do direito sanitário, saúde coletiva, psicologia, antropologia e comunicação social.

Sobre o Ciads

Publicação trimestral em acesso aberto do Programa de Direito Sanitário (Prodisa) da Fiocruz Brasília, o periódico científico Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário (CIADS) completa 10 anos em 2021. É dirigido a professores, pesquisadores e estudantes de Direito, Ciências da Saúde e Ciências Sociais; operadores do Direito; profissionais de saúde e gestores de serviços e sistemas de saúde. O conselho editorial é composto por pesquisadores de diferentes países: Holanda, Portugal, Espanha, Cuba, Itália, Colômbia e China, além do Brasil. Confira aqui todas as edições
 
Para acessar a chamada pública, clique aqui
 
Para outras informações, escreva para cadernos.direitosanitario@fiocruz.br
 

Publicado em 19/07/2021

Covid-19: Fiocruz Pernambuco lança formação livre e online para Agentes Populares

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Está no ar uma nova formação online sobre o combate ao coronavírus. Desta vez, voltada aos Agentes Populares. O curso foi elaborado pela Fiocruz Pernambuco em parceria com as organizações e movimentos sociais que constroem as campanhas Mãos Solidárias e Periferia Viva. A formação é online, autoinstrucional, livre para todos os públicos e está com as inscrições abertas. Conheça o curso “Agentes Populares para o enfrentamento da Covid-19” e inscreva-se na plataforma do Campus Virtual Fiocruz!

Inscreva-se já! 

O agente popular pode ser qualquer pessoa que, de forma voluntária, esteja disposto a ajudar vizinhos e comunidade no cuidado, levantamento de pautas importantes e necessidades, na disseminação de informações relevantes de forma clara, entre outras iniciativas que articule orientações e mudanças a partir de um diálogo aberto e qualificado sobre questões do dia a dia da vizinhança ou determinados grupos de pessoas.

O novo curso, que tem em sua base a solidariedade ativa e a mobilização comunitária, foi desenvolvido como uma ferramenta de apoio à formação de Agentes Populares, a partir das experiências construídas por um conjunto de instituições e movimentos sociais. Ele é respaldado em processos de aprendizagem por descoberta. Para tanto, propõe-se que o aluno conheça e realize as práticas para, então, responder às perguntas reflexivas, cujas relações devem ser descobertas e construídas ao longo da trajetória da formação.

Segundo a responsável pelo curso, Paulette Cavalcanti, que é pesquisadora da Fiocruz Pernambuco e uma das coordenadoras do Projeto Mãos Solidárias/Periferia Viva, a formação é um dos desdobramentos da campanha e alinha-se à defesa da população, contra a fome e em defesa da saúde para o enfrentamento da pandemia. “Buscamos formar agentes nas comunidades, orientando, qualificando e incentivando o compartilhamento de medidas básicas de cuidado e prevenção à população circunvizinha sobre a Covid-19, como uso de equipamentos de proteção individual, correta lavagem das mãos, recomendações de distanciamento social, além de cuidados básicos a pessoas com sintomas”, descreveu Paulette. 

A pandemia de Covid-19 vem expondo e gerando dificuldades que vão muito além da saúde. Desta forma, os participantes do curso são vistos como protagonistas de sua formação, buscando uma postura crítica, reflexiva e propositiva, como se espera dos que atuam na linha de frente das comunidades. 

A coordenadora pedagógica da Educação a Distância da Fiocruz Pernambuco, Joselice da Silva Pinto, destacou que a Fiocruz-PE tem como parte de sua missão contribuir para a geração de conhecimentos e inovação tecnológica para a melhoria das condições sanitárias da população, particularmente na região Nordeste brasileira, mas não somente nela. 

“A equipe da EAD da Fiocruz-PE sente o orgulho do dever cumprido ao entregar um recurso educacional baseado na perspectiva da formação popular em saúde, que vai contribuir para que as comunidades vulneráveis se mobilizarem para evitar a transmissão do novo coronavírus, mas também lutar pelos seus direitos, entendendo que estas duas dimensões são essenciais para o enfrentamento da pandemia”, disse ela, destacando ainda a modalidade à distância como um diferencial, pois tem potencial de chegar a cidadãos que não teriam acesso a formações presenciais para Agentes Populares.

Conheça o curso Agentes Populares para o enfrentamento da Covid-19 e inscreva-se!

Conheça mais sobre as iniciativas do projeto Mãos Solidárias/Periferias Vivas:

Projeto Mãos Solidárias

Lançada cartilha de apoio aos Agentes Populares de Saúde

Formação de Agentes Populares do Campo
 

Publicado em 13/07/2021

Encontros Virtuais de Educação: novo debate será nesta quarta-feira, 14/7*

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Na quarta-feira, 14 de julho, às 9h30, será realizada a primeira edição aberta do Encontros Virtuais da Educação com o tema Ações afirmativas e povos indígenas: avanços e desafios. A iniciativa, nascida em 2020 no âmbito da pandemia de Covid-19, é organizada pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (Vpeic) e busca trazer ao debate diferentes temas pertinentes à educação, bem como suas potencialidades. 

O encontro terá palestras de Luiza Garnelo, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Gersem Baniwa, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Joziléia Kaingang, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante do Projeto "Vozes Indígenas na Produção do Conhecimento", ligado à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). A moderadora do debate será Ana Lúcia Pontes, que é pesquisadora da Ensp e coordenadora do GT de Saúde Indígena da Abrasco.

Ações afirmativas e povos indígenas

A coordenadora Adjunta do Lato sensu na Coordenação-Geral de Educação (CGE/Vpeic) e uma das responsáveis pela condução da normatização das ações afirmativas nos cursos e programas de pós-graduação da Fiocruz, Isabella Delgado, destacou que uma nova portaria de regulamentação dessas ações no stricto e lato sensu foi pauta da Câmara Técnica de Educação, está em desenvolvimento – com base em um processo amplo e coletivo, e com a participação dos diversos coletivos e comissões representantes desses grupos – e será lançada em breve pela Fiocruz.

A moderadora do encontro, Ana Lúcia Pontes, explicou que o debate tem a intenção de compartilhar com a comunidade Fiocruz o que são as experiências e trajetórias indígenas na educação escolar em nível superior, trazendo especificidades e particularidades que apresentam direta relação com o contexto histórico, sociocultural e linguístico dos povos indígenas.

“O debate e, sobretudo, o fortalecimento das iniciativas da Fiocruz no âmbito das ações afirmativas voltadas a esses povos faz completo sentido, visto a trajetória institucional, desde a década de 1980, de apoio técnico, político e cientifico nas questões relativas às políticas de saúde dessas populações. Esperamos poder debater ainda pontos relativos à inclusão e permanência dos indígenas na pós-graduação da Fiocruz, bem como questões próprias do processo de produção do conhecimento, objetos e temas de pesquisa, e a experiência indígena na universidade e na academia”, disse Ana Lúcia.

Para ela, é importante que a comunidade Fiocruz conheça como, no contexto atual, a academia e a educação escolar tornam-se ferramentas de luta dos povos indígenas por seus direitos e também na sua incidência e contribuição com a sociedade brasileira nos diversos âmbitos.

Relembre os Encontros realizados em 2020

Durante o ano de 2020 foram realizados dez Encontros Virtuais da Educação. Todos estão disponíveis no canal do Campus Virtuais Fiocruz no Youtube. Neste ano de 2021, dois encontros já foram realizados – Plano de Desenvolvimento Institucional da Educação (PDIE) e as especializações: implementação e acompanhamento; e Egressos das especializações: o que aprendemos com eles? –, porém, por terem temática estritamente institucional, ambos foram fechados a convidados.

Novos encontros já estão sendo pensados e as questões a serem debatidas surgem a partir de demandas próprias do “fazer educação na Fiocruz” e serão divulgados em breve.

A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, destacou que os Encontros são momentos ricos de troca de ideias e de experiências entre docentes, trabalhadores e estudantes de diferentes unidades. Segundo Cristiani, eles têm favorecido a construção coletiva de propostas que permitam avanços nas práticas educacionais e nas estratégias de expansão do acesso, inclusão e redução das desigualdades na Educação.

“Em 2020, no cenário da pandemia, os encontros realizados foram importantes para manter a interação entre pessoas envolvidas com a educação nas diferentes unidades, permitir a adaptação aos desafios relacionados à educação remota, incentivar o uso de novas metodologias e recursos educacionais, como os audiovisuais, e também as ações de comunicação e divulgação científica. Em 2021, a agenda está voltada para aprofundar outros temas prioritários, cujo objetivo é efetivar compromissos institucionais da Fiocruz, incluindo a promoção da equidade.”

Acesse aqui a lista completa dos Encontros Virtuais da Educação 2020

Acesse aqui a primeira edição aberta do Encontros Virtuais da Educação com o tema Ações afirmativas e povos indígenas: avanços e desafios, marcada para o dia 14 de julho, às 9h30. 

 

*matéria publicada em 8/7 eatualizada em 13/7

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