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Publicado em 25/05/2021

Fiocruz completa 121 anos e educação se destaca no enfrentamento da pandemia

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Hoje, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) completa 121 anos de história e luta pela ciência e a saúde pública brasileira. Entre os seus pilares também está a educação em saúde, que se dá por meio da oferta de centenas de cursos de especialização, mestrado, doutorado, residência, cursos técnicos, além de cursos livres, de atualização e capacitação. Com a pandemia, a área do ensino superou obstáculos, se adaptou e trabalhou muito para a continuidade das ações educacionais. Como resposta à crise sanitária, diferentes unidades da Fiocruz desenvolveram mais de 20 cursos, online e gratuitos, sobre a temática da Covid-19 e alcançou cerca de 370 mil alunos em todo o país e até fora dele. O Campus Virtual Fiocruz desenvolveu sete deles. Tais iniciativas reafirmam o compromisso da Fundação com a qualificação de profissionais de saúde para o SUS e o papel da educação na redução das desigualdades.

+Acesse aqui cursos do Campus Virtual Fiocruz com inscrições abertas!

A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, em vídeo da série "Fiocruz na pandemia", destacou que a área da educação é uma das mais transversais da instituição, pois em todas suas 20 unidades técnico-científicas e escritórios, nos 11 estados em que está presente, desenvolve atividades educacionais.

“Com as restrições das atividades presenciais impostas pela Covid-19, lançamos mão da educação remota emergencial e também desenvolvemos diversos cursos específicos para o enfrentamento da pandemia. Destaco o curso do CVF Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus, composto de três grandes módulos, e que alcançou cerca de 60 mil inscritos. O Campus Virtual é uma grande plataforma educacional que abarca informações de todos os cursos e programas instituição. A Fiocruz foi pioneira na educação a distância desde os anos de 1990 e essa experiência foi um diferencial neste momento de emergência sanitária”, detalhou Cristiani.

Fiocruz homenageia seus trabalhadores no aniversário de 121 anos

Na data em que comemora 121 anos de história, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) homenageia o conjunto de seus trabalhadores que não mediram esforços no combate à pandemia de covid-19, e reafirmaram o compromisso com a instituição, com a saúde pública e a ciência do país. No evento, marcado para 26 de maio, também serão lembradas as milhares de vítimas do novo coronavírus.

Confira aqui a programação completa

Cursos do CVF sobre a Covid-19 com inscrições abertas

Ao longo do último ano, o Campus Virtual Fiocruz elaborou e publicou sete cursos online e gratuitos específicos sobre a Covid-19, ratificando, de maneira urgente e responsável, seu compromisso com a qualificação de profissionais de saúde para o SUS e o Sistema de CT&I. Todos eles seguem com inscrições abertas. Em breve, novas formações sobre a Covid-19 serão lançadas! Conheça os cursos do Campus Virtual Fiocruz, inscreva-se e faça parte dessa rede de formação!

Além dos cursos, o CVF também disponibiliza inúmeros Recursos Educacionais Abertos (REA), cadastrados na Plataforma Educare, como aulas, cursos completos, animações em 3D, FAQs, vídeos, podcasts, apresentações, jogos e outros recursos, cujo objetivo também é, neste momento, apoiar o ensino remoto emergencial, tais como curso para docentes, uso de plataformas de vídeo conferência, disciplinas transversais e muito mais. Um destaque é o curso Caminhos e conexões no ensino remoto, voltado a docentes e profissionais da área de educação com o objetivo de compartilhar um conjunto de orientações básicas, ferramentas tecnológicas e atividades que subsidiem professores e outros profissionais da área na realização de disciplinas ou ações educacionais na modalidade de educação remota emergencial.

Publicado em 24/05/2021

Instituição internacional lança chamada para promover a eliminação da malária, poliomielite, filariose linfática e oncocercose

Autor(a): 
CNPq

O Instituto Global para Eliminação de Doenças (Glideae, na sigla em inglês), lança o “Prêmio Falcon para Eliminação de Doenças” para ajudar a promover a eliminação da malária, poliomielite, filariose linfática e oncocercose. Serão oferecidas cinco bolsas de até US$200,000 para cada organização baseada em países endêmicos. O prazo de submissão é até 13 de junho.

O objetivo é contemplar projetos que demonstrem um alto potencial para expandir e amplificar soluções eficazes na eliminação de doenças e criar um impacto de longo prazo em torno das doenças apontadas.

A submissão deve ser feita por uma organização ou entidade organizada de países nos quais as doenças são endêmicas. São elegíveis:

Instituições do setor público ou privado
Organizações não governamentais, fundações filantrópicas e coalizões ou redes de organizações da sociedade civil
Parcerias Público-Privadas
Instituições acadêmicas ou de pesquisa nacionais ou regionais
Outras partes interessadas com forte experiência comprovada em pelo menos uma das áreas de doença definidas
Cada instituição pode apresentar mais de um projeto.

Para mais informações, acesse o site da Glideae: https://glideae.org/awards ou envie dúvidas para o e-mail FalconAwards@glideae.org
 

Publicado em 20/05/2021

Fiocruz lança novo curso online sobre cuidado de idosos em domicílio e a Covid-19

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

A pandemia de Covid-19 acometeu drasticamente toda a população, mas afetou especialmente as pessoas de mais idade. Os idosos representam uma parcela da sociedade que vem crescendo a passos largos nas últimas décadas. Dados do IBGE apontam que o número de familiares que se dedicavam a cuidados de indivíduos de 60 anos ou mais saltou de 3,7 milhões em 2016 para 5,1 milhões em 2019. Os números mostram que a convivência no domicílio de diferentes gerações é algo muito comum em nosso país. Com o objetivo de atualizar as pessoas envolvidas no cuidado de pessoas idosas em ambiente domiciliar e demais interessados nessa temática, o Campus Virtual Fiocruz, em parceria com o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), lança o curso Pessoa idosa e a Covid-19: prevenção e cuidados em domicílio.

Inscreva-se já!

A formação, online e gratuita, tem carga horária de 20h e está organizada em sete aulas. A ideia é que, ao final do curso, os participantes sejam capazes de compreender e realizar as medidas sanitárias preconizadas para a prevenção e controle da infecção por Covid-19 no contato com pessoas idosas que necessitam de apoio ou auxílio para a realização de suas atividades cotidianas. Também é objetivo do curso que os alunos conheçam os serviços de saúde no território que prestam atendimento em casos de suspeita e/ou confirmação de infecção por Covid-19.

Além do conteúdo programático, os alunos terão acesso à bibliografia utilizada no curso, a materiais complementares e a um conjunto de Perguntas e Respostas sobre o tema (FAQ).

O curso visa fornecer instrumentos para que indivíduos cuidem de pessoas sob sua responsabilidade da melhor forma possível, facilitando, assim, seu dia a dia, minimizando a ansiedade na realização desse cuidado, para o qual não sentem-se capazes em todos os aspetos, incluindo o emocional, apontou a coordenadora acadêmica do curso, que é pesquisadora e chefe do Laboratório de Informação e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (LIS/Icict), e coordenadora do Grupo de Informação em Saúde e Envelhecimento da Fiocruz (Gise-Fiocruz), Dália Elena Romero. 

Para Dalia - que divide a coordenação acadêmica do curso com o também pesquisador da Fiocruz, ligado à Esccola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, José Luiz Telles, especialista na área de envelhecimento e saúde do idoso -, a partir do lançamento dessa formação, “espera-se que os cuidadores familiares tenham maior conhecimento sobre as medidas de proteção necessárias para prestar cuidados adequados às pessoas idosas em situação de pandemia”.

De acordo com os organizadores do curso, o envelhecimento populacional no Brasil acontece de forma intensa e rápida. A associação entre maior longevidade da população e a ocorrência de múltiplas doenças crônicas, além da incapacidade funcional, está bem fundamentada em evidências científicas. Mas, apesar delas, são escassas as estratégias de capacitação para promoção do autocuidado nas fases de envelhecimento e para o cuidado dos idosos dentro de seu ambiente domiciliar.

A coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, lembrou que esse curso trata do cuidado ao idoso na pandemia, mas, segundo ela, essa formação vai além, "levantando questões sobre fatores de risco que colocam essa parcela da sociedade como o grupo mais vulnerável. Além disso, nele também são abordados temas relevantes para a área da saúde das pessoas idosas, como o papel do SUS no envelhecimento saudável, a compreensão dos cuidados necessários em domicílio, o contato com pessoas idosas e suas vulnerabilidade, entre outros.

No contexto da pandemia, passa a ser mais urgente as medidas de cuidado da pessoa idosa no ambiente domiciliar. Não só pela maior gravidade e letalidade da doença (73% dos óbitos correspondem a pessoas de 70 anos ou mais), mas também porque é no ambiente domiciliar que muito dos contágios acontecem entre essa população. Partindo desse princípio, as medidas sanitárias e os comportamentos dentro do coletivo domiciliar assumem relevância capital para a sobrevivência e saúde das pessoas idosas.

Confira a estrutura do curso:

  • Aula 1: Vulnerabilidade da população idosa no contexto da Covid-19
  • Aula 2: Medidas Sanitárias de prevenção da Covid-19
  • Aula 3: Atenção em casos suspeitos ou confirmados
  • Aula 4: Estado de ânimo da pessoa idosa na pandemia
  • Aula 5: Atividade Física e estímulo cognitivo durante a pandemia
  • Aula 6: Mantendo o cuidado das pessoas idosas
  • Aula 7: Suporte social e familiar e prevenção da Covid-19
Publicado em 13/05/2021

Fiocruz Bahia promove workshop internacional sobre alimentação saudável e sustentável

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Com o objetivo de melhorar o ambiente alimentar e o comportamento na escola, moldando as escolhas alimentares atuais em direção a uma dieta saudável e sustentável, o Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) vai realizar o workshop Reino Unido-Brasil Alimentaçãao saudável e sustentável para crianças: o potencial da merenda escolar. O encontro será realizado de forma virtual, entre 7 e 18 de julho, em dias não consecutivos, com sessões de 2h30 de duração. As inscrições vão até 17 de maio. A ideia é estimular a cocriação de pesquisas inovadoras e encorajar colaborações sustentáveis entre investigadores e profissionais em início de carreira, permitindo e inspirando o desenvolvimento de trabalho em rede, dinâmicas em grupo e tutoria, além de apoio financeiro aos melhores projetos surgidos durante o workshop.

A iniciativa é financiada pelo British Council Climate Change Research Links. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Bahia, Nelzair Araujo Vianna - líder do projeto no Brasil em coparceria com Ximena Schmidt Rivera, Brunel University, Londres - também são foco encontro promover o intercâmbio de conhecimento e capacitação; desenvolver uma rede interdisciplinar de pesquisadores em início de carreira e profissionais que trabalham na área no Reino Unido e no Brasil para realizar, implementar e avaliar intervenções conduzidas por pesquisas eficazes e inovadoras; e ainda gerar evidências para atualizar a política vigente.

“Mudar o padrão alimentar das escolas brasileiras poderá ter um grande impacto na saúde da população e na economia”, aponta pesquisadora

O projeto tem como prerrogativa o fato de que o Brasil é o terceiro maior produtor agrícola do mundo. Porém, 16% das crianças de 5 a 10 anos do país estão com sobrepeso e outros 14% são obesos, fazendo com que os custos com saúde para obesidade aumentem para 330 bilhões de dólares nos próximos 40 anos. Portanto, Nelzair explicoun que “mudar o padrão alimentar das escolas brasileiras poderá ter um grande  impacto na saúde da população e na economia”.

Ela lembrou que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) é a mais antiga Política Nacional de Alimentação e beneficia cerca de 40 milhões de alunos. “O Pnae foi criado em uma época em que a fome e a subnutrição eram o principal problema. No entanto, com a transição nutricional e a sindemia global de subnutrição, obesidade e mudanças climáticas, o papel do programa deve ser discutido para enfrentar esses novos desafios. Tendo isso, realizaremos esse workshop para fomentar o desenvolvimento de projetos-piloto visando a melhoria do ambiente alimentar e o comportamento na escola, com foco em abordagens interdisciplinares que abranjam desafios e impactos”, detalhou Nelzair.

“Desafio de Prêmio”

O workshop terá um “Desafio de Prêmio”, que consiste em um fundo de até 35 mil libras esterlinas (moeda do Reino Unido) para o desenvolvimento de cinco projetos (ou mais, dependendo dos custos) criados durante o workshop entre os participantes do Reino Unido e do Brasil. Cada projeto pode solicitar até 7 mil libras esterlinas.

Vale destacar que será dada especial atenção a pesquisadores em início de carreira, participantes que voltam de interrupções de carreira ou licença maternidade, bem como para participantes de grupos minoritários, que trabalham com ou em escolas e Organizações Não Governamentais (ONGs), além de participantes que desejam colaborar e estão interessados ​​em implementar novas ou melhorar as atuais intervenções em ambientes alimentares para crianças. “Será uma importante oportunidade para a participação de iniciativas da sociedade civil”, ressaltou Nelzair. Para se inscrever, clique aqui.

Veja mais detalhes sobre o evento aqui: https://www.eventbrite.co.uk/e/sustainable-and-healthy-school-meals-workshop-tickets-152225080313

Para saber mais sobre o projeto, acesse: https://www.brunel.ac.uk/research/Projects/Project?id=c29414ad-f1e5-4ba9-bffe-13e6ff8c1d51&language=en-GB

Caso o interessado ou participante tenha alguma dúvida, escreva para workshop.braziluk@gmail.com ou Ximena.Schmidt@brunel.ac.uk

Publicado em 06/05/2021

Lançados editais para mestrado e doutorado do Programa de Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)*

O Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS) - realizado em associação ampla entre a Fiocruz, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) - acaba de lançar os editais para os cursos de mestrado e doutorado. Ao todo, serão oferecidas 54 vagas, sendo 27 destinadas ao doutorado e 27 ao mestrado. As inscrições terão início em 31 de maio e vão até 1° de julho de 2021. O PPGBIOS teve início em 2010, como o terceiro programa de pós-graduação em bioética a se constituir no Brasil, o segundo com doutorado, tendo como objetivo o desenvolvimento do campo, que inclui a formação de professores/pesquisadores, a pesquisa científica e a inserção social e profissional dos seus egressos. 

De acordo com o pesquisador Pablo Dias Fortes, professor e coordenador do PPGBIOS, o programa reúne um conjunto de atividades e disciplinas marcados pela pluralidade de abordagens teóricas e perspectivas metodológicas, além de acolher diversas preocupações morais que se inscrevem nos mais diferentes âmbitos de produção da vida, desde questões relativas ao cuidado individual e à justiça social até problemas ligados às políticas e intervenções ambientais. "Trata-se, portanto, de um programa ideal para aqueles que desejam desenvolver competências específicas para um exercício crítico e reflexivo da ética bem como para a própria qualificação do debate público", afirmou o coordenador.  

As inscrições deverão ser feitas exclusivamente por meio do site oficial do programa. O início das aulas está previsto para outubro de 2021, nas duas modalidades. Duvidas e outras informações podem ser sanadas pelo endereço eletrônico: selecaoppgbios@gmail.com

Acesse os editais em: 

Mestrado PPGBIOS 2021

Doutorado PPGBIOS 2021
 

*Com informações de Informe Ensp/Fiocruz / crédito imagem koo_mikko

Publicado em 03/05/2021

Prorrogadas as inscrições para o VigiFronteiras: novo prazo é 18/6

Autor(a): 
Bruna Cruz (comunicação VigiFronteiras)

Gestores e de profissionais de saúde brasileiros e estrangeiros que atuam nas fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul ganharam mais tempo para se candidatarem a uma vaga do Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteira (VigiFronteiras – Brasil) promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O novo prazo é 18 de junho. A alteração no cronograma foi uma resposta da coordenação acadêmica do programa a dificuldades que vinham sendo relatadas por candidatos em reunir os documentos necessários para inscrição por conta da pandemia. A atual versão do edital traz o novo cronograma das etapas de seleção e está disponível no Campus Virtual Fiocruz (menu Cursos > Programas > VigiFronteiras-Brasil). A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Acesse os editais de seleção e inscreva-se!

O VigiFronteiras - Brasil é gratuito e pretende capacitar profissionais de saúde atuantes na gestão, na assistência, na vigilância ou na avaliação da qualidade dos serviços. Estão sendo oferecidas 75 vagas para os cursos de mestrado e de doutorado, que serão ministrados por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul.  

Cerca de 20% das vagas serão reservadas para Ações Afirmativas (cotas) e 80% para ampla concorrência (AC). Metade das vagas serão destinadas, preferencialmente, para os candidatos que atuam nas fronteiras nos países sul-americanos, podendo haver remanejamento caso as vagas não sejam preenchidas por candidatos estrangeiros. Não haverá oferta de bolsas. Candidatos de países onde a língua oficial não seja o português ou o espanhol devem dominar um desses dois idiomas para participar dos cursos.  

Enquanto a emergência sanitária pela Covid-19 perdurar, as atividades acadêmicas desenvolvidas pelos programas consorciados, agora previstas para começar em outubro deste ano, serão oferecidas na modalidade remota (online). Quando houver a determinação do fim do isolamento social pelas autoridades sanitárias dos países de origem dos alunos, os cursos serão oferecidos na modalidade presencial, nos polos determinados para a oferta: Escritório Regional da Fiocruz de Mato Grosso do Sul (Campo Grande/MS), Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Manaus/Manaus-AM) e Instituto Federal do Amazonas (Tabatinga/AM). As aulas do mestrado acontecerão em Campo Grande (MS) e em Tabatinga (AM). As do doutorado em Campo Grande (MS) e em Manaus (AM). 

O doutorado tem duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses. Já para o mestrado, o tempo mínimo para conclusão é de 12 meses e máximo de 24 meses. No edital estão listados todos os requisitos para participar, os documentos necessários para inscrição, o novo cronograma e todos os detalhes sobre as três etapas do processo seletivo: prova de inglês, análise curricular e documental e entrevista. É de exclusiva responsabilidade do candidato acompanhar a divulgação das inscrições homologadas e o resultado das três etapas do processo seletivo na mesma página em que se inscreveu.  

Por conta da pandemia da Covid-19, a equipe envolvida na seleção está atuando remotamente. Com isso, todas as dúvidas sobre o edital serão respondidas apenas por e-mail. Solicitações de informações e questionamentos sobre o edital devem ser encaminhados para o selecao.vigifronteiras@fiocruz.br
 

Publicado em 30/04/2021

SuperSUS: jogo da Fiocruz PE é finalista em festival internacional

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Na próxima semana conheceremos o ganhador do BIG Festival, que tem o jogo SuperSUS como um de seus finalistas. O SuperSUS foi desenvolvido pelo Grupo de Pesquisas Saberes e Práticas em Saúde (GPS) da Fiocruz Pernambuco e tem como princípio estimular o cidadão a reconhecer seus direitos em saúde. O Brazil's Independent Games Festival (BIG Festival) acontece desde 2012 e é o mais importante festival de jogos independentes da América Latina. O SuperSUS participa na categoria “BIG Impact: Melhor jogo educacional”.

Atualmente, o Grupo de Pesquisa pernambucano trabalha em uma nova versão: o SuperSUS contra a Covid-19, que, assim como o primeiro jogo, teve o apoio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz. A previsão de lançamento da nova versão é o início do segundo semestre de 2021.

O BIG Festival acontece virtualmente de 3 a 9 de maio. Interessados na temática podem assistir as palestras e conhecer os jogos participantes gratuitamente durante o evento. Basta acessar o link e se inscrever em https://www.bigfestival.com.br/inscreva-se.html

​Além de expor ao público os mais inovadores jogos do mundo inteiro, o BIG Festival é também o principal ponto de encontro de quem quer entender a fundo o universo dos games, com palestras, workshops, keynotes e o maior fórum de negócios de games da América Latina.

O SuperSUS está disponível, gratuitamente, no site https://supersus.fiocruz.br/. São 12 minis jogos, nos quais o desafio é conquistar os princípios e diretrizes do SUS, atingindo assim os objetivos de desenvolvimento sustentável preconizados pela Organização Mundial da Saúde. Quem perde, descobre a falta que o SUS faz no dia a dia e os problemas que isso acarreta.

Plataforma moderna e atual para ampliar alcance

Segundo a coordenadora da iniciativa na Fiocruz Pernambuco Islândia Carvalho, com o jogo, o participante fará um passeio pela rede de saúde. Cada uma das fases envolve atividades como serviços e/ou programas ofertados pelo SUS.  O objetivo do SuperSUS é “estimular o cidadão a reconhecer seus direitos em saúde e fazê-lo vestir a camisa do SUS”. Ela comentou que o projeto nasceu da necessidade de mudar a percepção das pessoas sobre o SUS, de fazê-las conhecer suas ações e o que ele representa para a nossa sociedade, pois, segundo Islândia, “durante os anos de pesquisa percebemos o quanto as pessoas desconhecem o SUS”.

Islândia destacou que o que motivou o grupo a participar do BIG Festival foi buscar um maior espaço na mídia, além de lançar mão dessa importante plataforma para testar a qualidade do jogo entre especialistas da área.

SuperSUS contra a Covid-19

A pesquisadora adiantou que o SuperSUS Covid-19 vai tratar das medidas implantadas pelo SUS durante a pandemia, ao mesmo tempo em que visa promover ações de promoção da saúde, estimulando os cidadãos a se prevenirem contra o coronavírus, valendo-se de ações individuas e coletivas. “Trataremos também de outras questões, como, por exemplo, a vacinação, bordando aspectos sobre a sua importância e desenvolvimento.

Publicado em 27/04/2021

Faperj anuncia programa Bolsa Nota 10: submissão de propostas até 22/5

Autor(a): 
Faperj

A Faperj acaba de lançar os editais de mestrado e doutorado para o Programa Bolsa Nota 10 - edição 2021. A iniciativa destina-se a estimular a excelência na pós-graduação no Estado do Rio de Janeiro mediante a concessão de bolsas com valores diferenciados aos alunos de mestrado e doutorado que apresentam destacado desempenho acadêmico. De acordo com as regras do Programa, as bolsas Nota 10 contemplam apenas os últimos 12 meses de curso para os alunos de mestrado (13º ao 24º mês) e os últimos 24 meses de curso para os alunos de doutorado (25º ao 48º mês) – os meses devem ser contados a partir da data da matrícula na pós-graduação. A submissão de propostas online vão até 22 de maio. 

Entre as exigências do edital está a necessidade de que os proponentes sejam alunos de programas de pós-graduação stricto sensu, e que estes programas tenham conceitos 5, 6 ou 7 na última avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 

Esses Editais referem-se somente à submissão de propostas para implementação de bolsas no primeiro semestre de 2021 (vigência inicial a partir de Junho). Posteriormente a Faperj lançará os Editais correspondentes para a submissão de propostas para implementação de bolsas no segundo semestre de 2021, que terá início de vigência das bolsas a partir de outubro.

Confira a íntegra do Edital FA/aperj Nº 01/2021 – Programa Bolsa Mestrado Nota 10 – 2021

Confira a íntegra do Edital Faperj Nº 02/2021 – Programa Bolsa Doutorado Nota 10 - 2021

Publicado em 22/04/2021

Inscreva-se em cursos livres, online e gratuitos oferecidos pela Fiocruz

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Estão abertas as inscrições em cursos livres de capacitação, atualização e educação continuada em diferentes áreas relacionadas à saúde, oferecidos por diversas unidades da Fundação Oswaldo Cruz. Todos disponibilizados de forma gratuita e online ao público em geral. Confira as temáticas e inscreva-se! Vale lembrar que todos os cursos desenvolvidos pelo Campus Virtual Fiocruz sobre a Covid-19 seguem com inscrições abertas!  

Biossegurança em Foco

O curso “Biossegurança em Foco” visa capacitar servidores e colaboradores do Instituto Aggeu Magalhães (IAM) e de outras instituições, na área de Biossegurança, buscando fortalecer um conjunto de ações para prevenir, controlar, reduzir ou minimizar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente. A formação busca a melhoria contínua das ações de Biossegurança nas instituições, de modo a atender as recomendações da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério da Saúde (MS).

Inscreva-se aqui: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/biosseguranca

Biotecnologia

O curso de Biotecnologia, fruto de uma parceria entre Bio-Manguinhos/Fiocruz e a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), visa promover o tema central entre médicos, com foco em doenças inflamatórias imunomediadas e neoplasias hematológicas e sólidas. Esse é um campo do conhecimento de expertise de Bio-Manguinhos e que impacta cada vez mais no desenvolvimento e prática da medicina.

Com a formação, espera-se que o participante seja capaz de compreender os processos biotecnológicos envolvidos no desenvolvimento e produção de kits diagnósticos, biofármacos e vacinas. O curso oferecerá a metodologia "híbrido online": Aulas gravadas + Encontros síncronos (tutoria online) mensais, com contrapontos médicos. Essa formação é voltada a médicos com interesse em aprofundamento científico em biotecnologia. É solicitada a inclusão do CRM no ato da inscrição.

Inscreva-se aqui: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/cursodebiotecnologia

Boas Práticas Clínicas

Considerando a necessidade crescente de capacitação dos profissionais de pesquisa clínica, esse curso apresenta um conteúdo essencial das Boas Práticas Clínicas (BPC), explorando estratégias de exemplificação de casos e problematização de situações pertinentes às atividades cotidianas, de forma a conduzir o aluno à reflexão crítica sobre o tema. Portanto, o curso online de BPC tem como objetivo disponibilizar um conteúdo didático de qualidade e preencher a lacuna de formação dos profissionais envolvidos em pesquisa clínica, assim como ser fonte de consulta na área.

Inscreva-se aqui: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/curso_bpc_online

Introdução à gestão da inovação em medicamentos da biodiversidade

O curso "Introdução à gestão da inovação em medicamentos da biodiversidade" é oferecido pelo Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIMB) e pelo Departamento de Educação de Farmanguinhos/Fiocruz. A formação está inserida no processo de formulação de políticas de inovação, assim como as socioambientais. Portanto, visa contribuir com o dialogo entre os diversos setores da sociedade diante de um quadro de mudanças paradigmáticas. O curso busca ainda estabelecer uma nova linguagem e a construção de um novo caminho para a inovação em medicamentos da biodiversidade.

Inscreva-se aqui: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/gestao-inovacao-medicamentos-da-biodiversidade

Saúde em territórios tradicionais: Tecnologias sociais em saneamento

A Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz), em parceria com o Observatório dos Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS/Fiocruz) oferecem o curso "Saúde em territórios tradicionais: Tecnologias sociais em saneamento", cujo objetivo é capacitar e sensibilizar trabalhadores do SUS para o tema dos territórios sustentáveis e saudáveis, com foco em tecnologias sociais para a promoção da saúde, em consonância com o Programa Nacional de Saneamento Rural.

A formação é voltada a representantes da sociedade civil e trabalhadores da saúde e áreas correlatas que atuam no SUS em municípios, áreas periurbanas, áreas rurais, comunidades tradicionais (indígenas; quilombolas, ribeirinhos, entre outros) e áreas vulneráveis, pesquisadores e gestores da saúde; além de membros da sociedade civil que trabalhem na relação entre saneamento e saúde.

Inscreva-se aqui: https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/node/59930

Formação em Vigilância em Saúde dos Trabalhadores(as) do Sistema Único de Saúde

O curso de formação em Vigilância em Saúde dos Trabalhadores(as) do Sistema Único de Saúde é uma atuação contínua e sistemática no sentido de conhecer, pesquisar e analisar os fatores determinantes e condicionantes dos agravos à saúde. Seu objetivo geral é instrumentalizar os trabalhadores(as) da saúde para identificar e contextualizar as condições de trabalho e suas relações com a saúde, na perspectiva da Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat).

Inscreva-se aqui: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/visat_trabalhadores_da_saude_goias

Cursos do Campus Virtual Fiocruz sobre Covid-19

Em quase um ano, o CVF elaborou e publicou seis cursos online e gratuitos específicos sobre a Covid-19. Somados a muitas outras iniciativas das unidades da Fundação, a plataforma conta com cerca de 300 mil alunos inscritos. Tais números ratificam o compromisso do Fiocruz com a qualificação de profissionais de saúde para o SUS e o Sistema de CT&I. Em breve, novas formações sobre a Covid-19 serão lançadas! Conheça os cursos do Campus Virtual Fiocruz, inscreva-se e faça parte dessa rede de formação!

Publicado em 15/04/2021

Centro de Informação em Saúde Silvestre da Fiocruz implementa boletim eletrônico e promove capacitações

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Para acompanhar a questão da degradação ambiental e monitorar os animais silvestres para a identificação de zoonoses emergentes, a Fiocruz conta, desde 2014, com o Centro de Informação em Saúde Silvestre (Ciss). A iniciativa, que busca o fortalecimento da conservação da biodiversidade brasileira, a melhoria da saúde humana e de todas as espécies, bem como as boas práticas para o desenvolvimento sustentável, agora conta com um boletim eletrônico para ampliar o alcance e agilizar a divulgação das informações coletadas.

Atualmente, a organização das notícias no boletim acontece a cada quatro meses. Os interessados em acompanhar devem clicar na página dos boletins (https://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br/pagina-dos-boletins-informativos) e realizar a inscrição com o endereço de e-mail.

“A vida urbana é tão humana, e somente relacionada aos animais domésticos, de estimação e, eventualmente, alguns vetores, como é o caso do Aedes Aegypti, que as pessoas acabam não percebendo a relação dessas novas doenças com a degradação da natureza. As cidades estão entrando e desestruturando as áreas naturais, num contato cada vez mais próximo. Com isso, a perspectiva é que aumente cada vez mais o número de doenças de animais para as pessoas. O Sars-COV2 está nos mostrando isso de uma maneira bastante contundente”, lamentou a coordenadora do Centro de Informação e pesquisadora titular da Fiocruz, Marcia Chame.

O Sistema de Informação em Saúde Silvestre (Siss-GEO) integra o Ciss. Segundo Marcia, ele é uma plataforma de tecnologia digital que abriga um aplicativo (disponível para sistema Android e IOS) para o registro de observações de animais no campo. O Siss-GEO permite que qualquer pessoa no Brasil monitore animais silvestres na natureza – em áreas naturais, rurais e urbanas. Ele é simples, leve, de fácil utilização e permite ainda o georreferenciamento das notificações.  

O Centro de Informação em Saúde Silvestre (Ciss) é um ambiente virtual que abarca as ações de divulgação sobre a relação da biodiversidade com a saúde silvestre. “A implementação do boletim eletrônico propicia um espaço no qual podemos sistematizar informações e tornar tais assuntos e temáticas mais profundos, além de estimular conhecimentos, trocas e debates. Mais do que isso, ele é uma maneira de compartilhar nossas ações e devolver à população, em especial aos nossos colaboradores, todo o esforço que fazemos ao longo dos anos”, apontou. 

Marcia ressaltou que o boletim publica as colaborações recebidas, mas não apenas as fotos mais legais ou bonitas. “Buscamos valorizar cada contribuição, estimulando o compartilhamento da história e a importância de determinados animais que aparecem em determinadas localidades – às vezes uma espécie ameaçada de extinção, um animal raro, uma situação inusitada em uma área incomum, entre outros –; assim como valorizamos demais o registro, por exemplo, de um colaborador que está num lugar isolado e contribui com uma informação de excelência. A qualidade dos dados e o georreferenciamento das notificações são fundamentais para nós, pois, antes de publicarmos, toda contribuição passa por uma validação e auditoria para avaliar se a contribuição pode ser utilizada como registro científico.

Prevenir e agir antecipadamente à emergência de zoonoses

De maneira detalhada, Marcia explicou que com o Siss-GEO todo indivíduo, por meio do aplicativo, pode enviar fotografias e a localização exata de animais vivos, sadios e seus locais de ocorrência, mas, principalmente, pode registrar a notificação de possíveis animais mortos, doentes, feridos, além de impactos ambientais percebidos, como queimadas, alagamentos, novas construções e desastres.

 “Os dados são extremamente relevantes, pois geram modelos de previsão de ocorrências de zoonoses e outros possíveis agravos na fauna silvestre, que atualmente não se encontram disponíveis nos sistemas de saúde. Todo esse conjunto de informações é fundamental para compreendermos os fatores e quais espécies estão suscetíveis e podem sofrer com novas doenças ou desenvolverem doenças que possam chegar aos humanos ”, descreveu a pesquisadora, que também é responsável pela Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre (Pibss/Fiocruz).

A partir desse trabalho, a ideia do boletim eletrônico é conferir maior alcance e agilidade à divulgação das informações coletadas com o auxílio da sociedade e os setores de saúde e ambiental. Ele imprime uma forma mais dinâmica à atualização das informações, com conteúdo participativo, sugestão de pautas e o compartilhamento de experiências e conhecimento.

Marcia salientou a dificuldade em fazer esse monitoramento de forma efetiva por meio dos serviços existentes no setor saúde e ambiental atualmente, frisando como principal barreira as dimensões continentais de nosso país: “Precisamos e contamos com a ajuda dos cidadãos, pois são eles que estão lá todos os dias e que veem com frequência os animais. O engajamento da sociedade é fundamental, inclusive para perceber e entender que toda desestrutura ambiental promove a ocorrência de novas doenças e desestabiliza ciclos de parasitos em animais silvestres. Quando destruímos áreas naturais, aproximamos essas espécies das pessoas e, obviamente, de novas doenças”, alertou ela.

Nos últimos meses, em função da pandemia, o Siss-GEO observou a diminuição das contribuições dos cidadãos, uma vez que as pessoas ficaram mais em casa. No entanto, por outro lado, também foi percebida maior ocupação dos animais em determinados espaços a partir da diminuição da presença humana.

O Siss-GEO e a experiência de sucesso contra a febre amarela no sul do Brasil

Marcia compartilhou a mais recente experiência de sucesso do Siss-GEO. Ele está sendo utilizado pelos profissionais das Secretarias Estaduais de Saúde do Paraná e Santa Catarina especialmente para o monitoramento de primatas não humanos e a efetividade do delineamento e corredores de transmissão de febre amarela.

“A urgência da Covid-19 acaba abafando determinadas questões, mas a região Sul do país está sofrendo com a febre amarela de uma maneira impressionante. Os registros do setor de saúde vêm auxiliando a estratégia – delineada desde 2019 – de monitoramento, validação e desenho dos corredores de transmissão, possibilitando, assim, que consigamos vacinar as pessoas antes que a febre amarela chegue a determinados lugares. Evitando uma alta mortalidade de humanos, embora ela aconteça entre os macacos”.

Para Marcia, esse é um exemplo concreto da importância do engajamento da sociedade, do setor saúde e do setor ambiental para uma visão nacional e ampla do processo de transmissão de parasitoses diversas e das espécies envolvidas nesse conjunto de doenças para que possamos agir previamente e tomar ações cabíveis.

Perspectivas para 2021

De forma inovadora, neste novo ano, ainda limitados pelas restrições da pandemia de Covid-19, o Centro pretende reiniciar os treinamentos, agora de maneira online, oferecidos a gestores de parques, veterinários, biólogos, agricultores, condutores de trilhas, guardas-parque, guias turísticos, montanhistas, polícia ambiental, bombeiros, extensionistas rurais, ONGs, esportistas da natureza, turismólogos, interessados no turismo ecológico ou qualquer outra pessoa que queira saber mais e contribuir com o tema da saúde silvestre e humana.

Também está entre os plano de 2021 avançar com o projeto Siss-GEO SUS, melhorando as ferramentas para que o profissional de saúde, engajado no Sistema Único de Saúde, possa ter mais facilidade na notificação de doenças em animais silvestres – morcegos, carnívoros, aves, primatas e roedores – pensando na interoperabilidade dos dados e na conectividade, mais fácil e simplificada, com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e o Sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), ambos ligados à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS).

Marcia frisou que atualmente o processo de recuperação de informações nesses sistemas é realizado de forma manual, destacando ainda a importância dos treinamentos, pois, segundo ela, “não existe recuperação de informações se as mesmas não forem de qualidade. Portanto, saliento mais uma vez a necessidade de ampliar o leque de colaboradores, tanto profissionais de saúde, com a colaboração dos estados brasileiros, como de cidadãos engajados.

No treinamento, os profissionais e demais interessados são capacitados para o uso do aplicativo e também para serem multiplicadores na operação, suporte, instalação e na divulgação do uso do sistema para as comunidades e outros. A ideia é aprofundar o conhecimento das relações entre a saúde de animais e pessoas para o bem viver; agregar experiências individuais e coletivas no monitoramento participativo da fauna; e multiplicar o uso do Siss-Geo para a geração de dados para o manejo de espécies e ações de prevenção da saúde humana, disponibilizando informações para os tomadores de decisão, como base para o desenvolvimento de modelos de previsão, de modo que seja possível agir antes que doenças acometam pessoas e outros animais.

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