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Publicado em 21/03/2022

Aulas inaugurais da Fiocruz 2022: confira lista de atividades*

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)*

Confira a relação de aulas inaugurais promovidas por unidade e programas de pós-graduação da Fiocruz, que serão realizadas nas próximas semanas. Acesse também as aulas que já aconteceram e estão disponíveis em seus respectivos canais de divulgação.  

23/3 - 18h - Fiocruz Paraná
Recriando o cérebro humano em laboratório
Palestrante: Alysson Muotri, do Departamento de Pediatria e Medicina Molecular Celular do Hospital Infantil Rady, da Califórnia (EUA)
Transmissão pelo Zoom

23 a 25 de março - INI de Portas Abertas (INI/Fiocruz)
Série de atividades que contemplam palestras, apresentações dos cursos e dos trabalhos científicos dos alunos de Pós-Graduação Stricto sensu e Lato sensu do INI
Confira a programação e faça a sua inscrição na página do INI para participar

25/3 - 9h - Instituto Oswaldio Cruz
Juventude de um homem e gênese de um cientista: Louis Pasteur & Oswaldo Cruz - Ano do bicentenário de Pasteur e sesquicentenário de Oswaldo Cruz 
Palestrante: Daniel Raichvarg, professor universitário emérito e presidente honorário da Sociedade Francesa de Ciências da Informação e Comunicação, e de Ademir Martins Jr., vice-diretor de Ensino. A mediação será realizada pela diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, e pelo vice-diretor de Ensino, Paulo D’Andrea.ecriando o cérebro humano em laboratório Transmissão 
Transmissão pelo canal do IOC no Youtube

28/3 a - 1°/4 - Semana de abertura do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Fiocruz)
Transmissão das atividades abertas ao público pelo canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz
Confira a programação completa em https://ppgics.icict.fiocruz.br/semana-de-abertura-ppgics-20221

31/3 - 14h30 - mestrado profissional em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (COC/Fiocruz)
Território e patrimônios na Pequena África carioca
Palestrante: Monica Lima e Souza (Laboratório de Estudos Africanos da UFRJ)
Transmissão pelo facebook da Casa de Oswaldo Cruz

1º/4 - 10h - Fiocruz Pernambuco
Perspectivas e Desafios para a Saúde Pública na América Latina no cenário pós-pandêmico
Palestrante: Jarbas Barbosa da Silva Jr., assistente diretor da Opas
Trsansmissão pelo canal da Fiocruz Pernambuco no Youtube

1°/4 - 9h - Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (COC/Fiocruz)
Revolução de 1817 na imprensa da época da Independência e do Império: da Corte a Pernambuco (1821-1889)
Palestrante: Luiz Carlos Villalta (professor titular de História do Brasil e Prática de Ensino de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG e titular da Unesco/UFMG-DRI
Transmissão pelo facebook da Casa de Oswaldo Cruz

4/4 - 13h - ICTB
One Health e Cooperação Internacional em Saúde
José Luís Passos Cordeiro, doutor em Ecologia pela UFRGS e pesquisador da Fiocruz; e Cecilia Siliansky de Andreazzi, doutora em Ecologia pela USP. Desenvolve pesquisas na interface entre ecologia e saúde na Fiocruz. Ambos são integrantes da Plataforma Internacional para CTI em saúde e atua no Laboratório Setorial de One Health e Global Health na Universidade de Aveiro, Portugal
Transmissão pelo Zoom. ID da reunião: 851 3831 2033. Senha de acesso: 307358

4/4 - 10h -  curso de Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência (COC/Fiocruz)
Divulgação científica e avaliação das fontes de informação: como educar sobre o tema?
Palestrante: Mônica Macedo (Paris 8)
Transmissão pelo facebook da Casa de Oswaldo Cruz

19 de abril - 9h30 - Aula Inaugural Fiocruz
Palestrante: Manuela da Cunha, antropóloga, referência nos estudos sobre etnologia e antropologia histórica 
Transmissão pelo canal da Fiocruz no YouTube

Veja também aulas já realizadas em 2022 que estão disponíveis para acesso:

14/3 - 10h - Casa de Oswaldo Cruz (COC)
Negacionismo científico e divulgação da ciência
Palestrante: Alyne de Castro Costa, da PUC-Rio , e Renan Gonçalves Leonel da Silva, do ETH Zürich. 
Assista o  vídeo, disponívem no Facebook da COC

9/3 - Farmanguinhos
A Química Medicinal no Século XXI: Onde está e para onde vai
Palestrante: Rui Ferreira  Moreira, professor de Química Farmacêutica e Terapêutica, é licenciado em Ciências Farmacêuticas e doutor em Farmácia pela Universidade de Lisboa, Portugal. Atua no Departamento de Ciências Farmacêuticas e do Medicamento da Universidade de Lisboa

 

 

 

*com informações de Leonardo Azevedo (CCS) e Max Gomes (IOC/Fiocruz)

** matéria publicada em 11/3 e atualizada em 14/3 e 21/3

Publicado em 22/12/2021

Residências em saúde da Fiocruz comemoram sucesso na seleção 2022

Autor(a): 
Isabela Schincariol*

Os programas de residência em saúde do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) acabaram de realizar seus processos seletivos e estão comemorando a alta adesão para o ano letivo 2022. Foram quase 900 candidatos inscritos. Além deles, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) também realizaram as provas para seus cursos de residências em saúde no decorrer do mês de dezembro.  

Segundo a coordenadora adjunta de Residências em Saúde da Fiocruz, Adriana Coser, as provas, realizadas presencialmente, foram um sucesso. "Estamos comemorando o aumento do  número de candidatos inscritos, que, em nossa opinião, se justifica pela qualidade das nossas ofertas, mas, sobretudo, pela capacidade de resposta positiva da instituição frente à pandemia de coronavírus". Adriana acredita que o protagonismo e a grande responsabilidade assumida pela Fiocruz no enfrentamento da Covid-19 também tenha contribuído para a visibilidade e confiança na instituição, aumentando o interesse dos jovens profissionais em vincularem-se à Fundação. 

Outro ponto alto desse momento de selção destacado por Adriana foi o aprendizado de conseguir conciliar o desafio de garantir as medidas preventivas da Covid-19 no contexto de provas presenciais seguras com o significativo número de participantes do processo de seleção das residências em saúde: "Na primeira etapa, foram mais de 1000 pessoas mobilizadas. Em breve, realizaremos novos processos seletivos nesse mesmo modelo e estamos confiantes de que tudo correrá da melhor maneira possível, como foi nossa primeira experiência ainda no âmbito da pandemia", disse ela. 

Processo seletivo integrado IFF e INI

O Centro de Estudos Olinto de Oliveira (CEOO) do IFF/Fiocruz, sob a responsabilidade dos diretores, Marcello Freitas, Carlos Pereira, José Augusto de Britto e Tânia Barroso, conduziu com êxito toda a organização e logística dos processos seletivos 2022 das unidades. A parceria contou com a colaboração das Coordenações de Educação do IFF/Fiocruz e do INI/Fiocruz, coordenadores dos programas e de residência das instituições, da equipe da Secretaria Acadêmica e do Núcleo de Comunicação do IFF/Fiocruz na ampla divulgação dos processos seletivos. 

Gestão educacional dos programas de Rediência em Saúde da Fiocruz

Também no mês de dezembro, a Coordenação Adjunta de Residências em Saúde – instância ligada à Coordenação-Geral de Educação, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (CGE-VPEIC) realizou o II Seminário de Residências em Saúde, visando refletir a indissociabilidade sobre a atenção, gestão, educação e controle social nos programas de residências; analisar o lugar das Residências em Saúde como oferta educacional considerando o Lato e o Stricto sensu; além de identificar os desafios da área e definir possíveis contribuições da Fiocruz para a qualificação da gestão educacional das residências. 

O encontro online foi realizado em 14/12 e está disponível na íntegra no canal da VideoSaúde Distribuidora no Youtube. Assista: 

*com informações de Everton Lima (IFF/Fiocruz) 

Publicado em 15/12/2021

Fiocruz lança nova cartilha para festividades de fim de ano

Autor(a): 
Pamela Lang (Agência Fiocruz de Notícias)

Neste momento, em que a vacinação segue avançando em todo o país, o Brasil tem visto uma queda nos principais indicadores da pandemia, uma conquista resultado da campanha de imunização contra a Covid-19. No entanto, a crise sanitária ainda não acabou e, assim como houve o surgimento da variante Delta no final de 2020, uma nova variante, a Ômicron, também representa um alerta sobre a pandemia e a realização das festividades de fim de ano. Apesar das conquistas, é fundamental avançar na vacinação e manter as medidas adicionais de proteção. Por isso, o Observatório Covid-19 Fiocruz lança uma nova cartilha, que sistematiza um conjunto de recomendações que orientam sobre formas mais seguras de passar o Natal e o réveillon e diminuir os riscos de transmissão da Covid-19 no período. Além da cartilha, as orientações também serão divulgadas em formato de cards informativos que possam ser compartilhados pelo WhatsApp e demais redes sociais, bem como por uma enquete nas redes, que simula um jogo para a pessoa que deseja ir a um encontro de fim de ano da maneira mais segura possível. 

Em sua segunda edição, o material traz como mensagem principal a vacinação como forma mais importante de proteção. Mas algumas das recomendações presentes na cartilha do ano passado continuam valendo, especialmente para aquelas pessoas que não sabem se todos nos encontros e eventos estarão vacinados, se são do grupo de risco ou mais vulneráveis, como os idosos, ou ainda se há crianças na família, que ainda não puderam se vacinar. A cartilha é focada em orientações para eventos familiares e pequenos encontros entre amigos, já que as aglomerações ainda devem ser evitadas.

Para os pesquisadores envolvidos na produção da cartilha, as orientações sugeridas podem e devem ser compartilhadas e discutidas em família, grupos de amigos, locais de trabalho, comunidades e outros coletivos. “O objetivo é esclarecer, dialogar e pactuar estratégias solidárias e conscientes para que possamos manter as festas cuidando uns dos outros, bem como incentivar familiares, amigos e colegas de trabalho não imunizados a se vacinarem”, destaca o texto.

Segundo a última edição do Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, a proximidade das festas de fim de ano e das férias escolares impõem especial atenção sobre o monitoramento da intensidade com que as pessoas retornam a circular pelas ruas. O aquecimento do turismo também já dá sinais de sua influência no aumento de circulação de pessoas nas ruas. 

“Estamos num cenário mais favorável do que no ano passado, mas ainda temos que nos manter alertas, especialmente diante das incertezas relacionadas à nova variante e à intensidade de circulação de pessoas nesse período do ano. Por isso, reforçamos que o principal cuidado neste fim de 2021 é garantir que todos estejam vacinados com o esquema completo, incluindo a dose de reforço, caso a pessoa já tenha essa indicação. Quem ainda não está com o esquema completo, recomendamos que vá ao posto de saúde 14 dias antes do evento para que possa estar protegida e ajudar a proteger os outros também. Essa é uma mensagem que gostaríamos que fosse muito compartilhada e incentivada nos grupos de família e amigos do WhatsApp”, ressalta o coordenador do Observatório Covid-19 da Fiocruz, Carlos Machado.
 

Publicado em 08/12/2021

Residências em Saúde: Fiocruz debate gestão educacional de programas

Autor(a): 
Isabela Schincariol

A residência em saúde é uma oferta educacional que apresenta-se como formação prioritária no que se refere à integração ensino-serviço-comunidade no SUS. Para tanto, buscando aprofundar o debate sobre os desafios da gestão educacional dos Programas de Residências em Saúde, a Fiocruz vai promover, na próxima terça-feira, 14/12, às 8h30, seu II Seminário de Residências em Saúde. O encontro, transmitido ao vivo pelo canal da VideoSaúde Distribuidora no Youtube, é aberto a todos os interessados no tema durante a manhã e fechado a convidados na parte da tarde.

Acesse aqui a programação completa do evento!

A discussão do tema faz-se necessária frente a uma crescente demanda pela qualificação de quadros voltados à gestão educacional de programas de residência – identificada por especialistas como uma tendência nacional. 

O Seminário é um desdobramento dos debates ocorridos em 2019 e visa refletir a indissociabilidade sobre a atenção, gestão, educação e controle social nos programas de residências; analisar o lugar das Residências em Saúde como oferta educacional considerando o Lato e o Stricto sensu; além de identificar os desafios da área e definir possíveis contribuições da Fiocruz para a qualificação da gestão educacional das residências.

A coordenadora adjunta de Residências em Saúde da Fiocruz, Adriana Coser, comentou que o encontro é uma iniciativa integrada do conjunto de residências em saúde ofertado pela Fundação, “que reconhece os atuais desafios postos pelas mudanças das necessidades de saúde e os constantes ajustes para a qualificação no modelo formativo de novos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS)".

O II Seminário é uma realização da Coordenação Adjunta de Residências em Saúde – instância ligada à Coordenação-Geral de Educação, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (CGE-VPEIC). 

 

Acompanhe o evento no dia 14/12, às 8h30 neste link:

Publicado em 07/12/2021

PrInt promove bate-papo sobre experiências e cooperações internacionais

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Para finalizar o ciclo 2021, o Programa de Internacionalização da Fiocruz (Capes PrInt- Fiocruz) vai realizar um encontro para debater as ações de mobilidade, o estabelecimento de cooperação a partir do projeto, a publicação de artigos e outras iniciativas promovidas em seu âmbito. O encontro, marcado para o dia 13 de dezembro, às 14h, será transmitido pelo canal da VideoSaúde Distribuidora no Youtube

O evento será em formato de bate-papo, conduzido pelo apresentador do Canal Saúde, Renato Farias, com a participação de Gilberto Hochman, pesquisador da COC e coordenador de projeto do PrInt-Fiocruz, de Vanessa Salete, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e atual bolsista do PrInt como pesquisadora visitante na Agência Internacional de Pesquisa em Câncer na França (Iarc, na sigla em inglês) e da coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Cristina Guilam. 

No evento serão compartilhadas experiências de bolsistas que estão no exterior e os que já passaram por lá, além de ser um espaço aberto para os interessados fazerem comentários e tirarem dúvidas, interagindo com os diferentes atores envolvidos nesse projeto.

As discussões são voltadas a discentes e docentes que buscam saber mais sobre os ganhos desse programa, mas sobretudo aos coordenadores de pós-graduação, que também poderão conhecer melhor as ações do PrInt. Além do bate-papo, os participantes assistirão vídeos enviados por bolsistas que estão em outros países contanto suas experiências. 

Ao longo dos últimos anos, o Programa vem promovendo uma série de encontros entre pesquisadores da Fiocruz e demais instituições parceiras, com temática diversificada, para tratar da internacionalização da educação na Fundação. Todos voltados a estudantes de pós-graduação e com foco em despertar o interesse pela formação científica e cultural associada a outros países. 

Todos disponíveis para acesso (em inglês e em português) no canal da Fiocruz no Youtube. Acesse! 

O Programa de Internacionalização da Fiocruz

A Fiocruz é tradicionalmente reconhecida por sua importância para a saúde, compreendida em uma perspectiva global. Assim, o Capes PrInt Fiocruz vem trabalhando de forma intensa, a partir da perspectiva de integração em redes, para a produção de conhecimento em saúde por meio da educação e pesquisa. 

O Projeto foi concebido em 2018 buscando potencializar a já destacada internacionalização da instituição, aproveitando o recurso concedido pela Capes para financiar a mobilidade internacional de discentes e docentes e fortalecer as redes de cooperação com instituições renomadas em outros países. Nesse sentido, o PrInt permite à Fiocruz consolidar o trabalho que vem sendo desenvolvido como política institucional.
O PrInt Fiocruz-Capes está estruturado em três Redes Integrativas Temáticas, cada uma delas com três projetos, que abarcam 16 Programas de Pós-Graduação de nove diferentes unidades, localizadas no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. 

Acompanhe a transmissão no dia 13/12, às 14h:

Publicado em 03/12/2021

Fiocruz reabre inscrições para curso sobre o manejo da Covid-19: nova edição está atualizada

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Quase dois anos se passaram desde a publicação do primeiro curso desenvolvido pelo Campus Virtual Fiocruz sobre a Covid-19: Manejo da infecção causada pelo novo coronavírus. Nesse curto espaço de tempo, muita coisa aconteceu: perdemos milhões de vidas para essa doença, cientistas desenvolveram vacinas, profissionais de saúde trabalharam no limite, novas formas de realizar atividades cotidianas floresceram e muitas outras foram aprimoradas. O Campus Virtual Fiocruz desenvolveu vários cursos  buscando contribuir com a formação de profissionais de saúde sobre a temática. Nessa perspectiva, acaba de liberar uma nova oferta da formação – edição revista e atualizada. O curso é online, gratuito e autoinstrucional. As inscrições estão abertas!

Inscreva-se já!

A primeira edição do curso foi lançada em abril de 2020 e realizada por nada mais, nada menos do que 60 mil alunos, provenientes de todos os nossos estados, em cerca de 3.200 diferentes cidades, além de participantes de outros países, como Estados Unidos, Argentina, Moçambique, Alemanha e Afeganistão.

A formação, de 45h, é dirigida especialmente a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios. O conteúdo foi elaborado por pesquisadores e especialistas da Fiocruz envolvidos nas ações de vigilância e assistência, e apresenta estratégias para instrumentalizar profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus. Eles contribuíram com textos, videoaulas e a revisão técnica de todo o material — que é apresentado em uma linguagem simples e num formato dinâmico, interativo e atraente.

Conheça a estrutura do curso:

Módulo 1 - Introdução: Conceitos e informações básicas (5 horas/aula)

  • Aula 1 - Novo coronavírus: conceitos básicos
  • Aula 2 - Transmissão, sintomas e prevenção
  • Aula 3 - O que fazer se estiver doente

Módulo 2 - Manejo clínico: Atenção Básica (10 horas/aula)

  • Aula 1 - Organizando sua UBS para a pandemia
  • Aula 2 - Manejo clínico na APS
  • Aula 3 - Como conduzir isolamento domiciliar
  • Aula 4 - Protegendo os profissionais de saúde

Módulo 3 - Manejo clínico da Covid-19 na atenção hospitalar (15 horas/aula) 

  • Aula 1 - Detecção precoce e classificação da severidade dos pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG)
  • Aula 2 - Manejo clínico inicial dos pacientes com síndrome respiratória aguda grave
  • Aula 3 - Investigação de imagem, laboratorial e diagnóstico diferencial da Covid-19
  • Aula 4 - Suporte farmacológico a pacientes com Covid-19
  • Aula 5 - Suporte respiratório a pacientes com Covid-19
  • Aula 6 - Manejo clínico da gestante no contexto da Covid-19
  • Aula 7 - Procedimentos de proteção e controle de infecção em ambiente hospitalar

Esse curso permite uma trajetória de formação totalmente individual. Ou seja, cada aluno pode escolher quais módulos quer cursar e em que ordem. Os conhecimentos são avaliados ao fim de cada módulo. Quem obtiver nota maior ou igual a 70, recebe um micro certificado com a carga horária correspondente. O aluno que acessar todos os módulos e concluir todas as avaliações com sucesso receberá um certificado com a carga horária total do curso (45h).

Para seu desenvolvimento, o CVF contou com o apoio das seguintes unidades da Fundação: Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), Fiocruz Brasília, Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis/Icict), além da parceria da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Covid-19: tema em constante atualização

A coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, que também é a responsável geral pela iniciativa do curso, lembrou que essa formação foi a primeira, inaugurando uma série de lançamentos sobre a Covid-19, voltada especialmente aos profissionais de saúde, mas aberto a toda e qualquer pessoa interessada em saber mais sobre essa doença. 

Segundo Ana, o curso é resultado de um grande esforço coletivo, envolvendo pesquisadores e equipe de produção. Até abril de 2021, não existia nenhuma formação estruturada, mas já tínhamos milhares de profissionais em todo o mundo tendo que lidar com uma pandemia. "Aqui no Brasil, o isolamento social teve início em março e o curso foi lançado apenas um mês depois. No entanto, em pouco tempo, muito do que sabíamos mudou... protocolos, cuidado hospitalar, uso de máscaras, variantes e, sobretudo, as vacinas. Nesta nova oferta, fizemos a revisão técnica de alguns pontos e articulamos conhecimentos e links com outros cursos desenvolvidos no âmbito dessa crise sanitária, como os curso de vacinação, cuidado de idosos, populações com vulnerabilidades, e outros. Ao todo, foram 10 inciativas", ressaltou ela, afirmando também que, embora quase dois anos tenham se passado, a Covid-19 é um tema que estará em permanente atualização. 

Ana destacou que ainda não temos dados suficientes para desenvolver um módulo complementar sobre a nova variante do coronavírus, denominada Ômicron e detectada na África do Sul, mas afirmou que o compromisso do CVF é futuramente engloba-la na formação.

Conheça todas as iniciativas que o Campus Virtual Fiocruz oferece no âmbito da Covid-19 – Todos online e gratuitos. Confira e inscreva-se:

Publicado em 29/11/2021

Fiocruz debate desigualdades, mudanças e desafios dos processos educacionais no Brasil

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Diálogo ampliado e diferentes visões sobre temas estratégicos da educação foram a combinação trazida para o encontro realizado como etapa preparatória do IX Congresso Interno. O Seminário “Desigualdades e mudanças dos processos educacionais no Brasil: desafios para o futuro da Fiocruz” reuniu especialistas e buscou fortalecer e inspirar reflexões nas diversas áreas e desafios que permeiam o campo da educação. Ele foi transmitido pelo canal da Fiocruz Brasília no Youtube e está disponível na íntegra. Assista!

Organizado pela Escola de Governo Fiocruz – Brasília (EGF-Brasília), pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), o seminário é um evento preliminar ao Congresso Interno, instância máxima de governança institucional, que está marcado para acontecer nos dias 8, 9 e 10 de dezembro.

O encontro recebeu como convidados os professores Márcia Abrahão, reitora da Universidade de Brasília (UnB), e Ladislau Dowbor, economista da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). A debatedora foi a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado, que apontou a desigualdade como questão central em nosso país, assim como no plano global. As assimetrias, segundo ela, são muito significativas e tornam primordial um olhar amplo, que considere as múltiplas dimensões das desigualdades.

“Sabemos que a educação – a qual reconhecemos e reafirmamos como direito e elemento importantíssimo de valorização e pertencimento – expressa fortemente as desigualdades dos diversos outros âmbitos, sendo também elemento constitutivo de geração de desigualdades. Portanto, o acesso e a promoção à educação de qualidade são fatores potenciais para reduzir as desigualdades de forma ampla. A educação é um diferenciador social relevante, por isso a Fiocruz se preocupa em debater e contribuir para a redução das desigualdades em todos os âmbitos”, afirmou a vice-presidente.     

Educação como estratégia para o enfrentamento dos atuais desafios

Como reduzir as desigualdades na educação, na saúde e na ciência, nos planos nacional e internacional? Quais serão as necessidades de formação para o Sistema Único de Saúde e o Sistema Nacional de Ciência & Tecnologia em Saúde, em áreas estratégicas e com qualidade? Como atuar para responder às demandas sociais de articulação entre educação, produção de conhecimento e divulgação científica/ comunicação com a sociedade? Quais os desafios e perspectivas para a Fiocruz na área educacional? Quais perspectivas e qual o papel do ensino superior no Brasil, neste momento de transições sociais, políticas e culturais, de transformações científicas e tecnológicas, e de crise ambiental? Essas foram as questões impulsionadoras do encontro.

Participaram da mesa de abertura os diretores de unidade Fabiana Damásio, da Fiocruz Brasília, Marco Menezes, da Ensp, e Ana maria Corbo, da EPSJV. Além da debatedora, o encontrou contou com a mediação da vice-diretora de Ensino da Ensp, Enirtes Caetano Prates Melo.

A reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, rememorou a história de 60 anos da UnB e destacou a necessidade de defender direitos básicos dos cidadãos para a diminuição das desigualdades. De acordo com ela, para falar de educação em um país com as dimensões do Brasil, é preciso falar das outras questões que causam desigualdades e afetam também o acesso à educação superior. Ela apontou como fundamental a elaboração de leis que garantam o apoio à educação de forma permanente e que independam de governos, além de ações que valorizem os profissionais da educação.

“Como falar de educação quando temos 19 milhões de pessoas passando fome? Como falar de educação com 25% da população excluída digitalmente?”, questionou o economista e professor da PUC-SP, Ladislau Dowbor. Numa perspectiva ampla de contexto e desenvolvimento, ele defendeu que a educação tem papel estratégico, mas lembrou que a dimensão da desigualdade convive com todos os esforços que fazemos. "Não é falta de recursos no país. É mau uso. Temos que voltar a financiar, de forma particular, a educação. Temos recursos financeiros, sabemos o que tem que ser feito, temos técnicos e cientistas de primeira linha, mas infelizmente nossas atuais políticas são absolutamente irresponsáveis. Elas estão drenando os recursos para interesses transnacionais e nacionais que pouco tem a ver com o desenvolvimento do país. A meu ver, é uma deformação estrutural que está pesando e precisamos voltar a ter políticas ligadas aos interesses nacionais”, defendeu Dowbor.

Desigualdades sociais, ataques à democracia e vocação histórica na formação de profissionais da saúde: Fiocruz integrada para superar os desafios da atualidade

A diretora da Escola Politécnica, Ana Maria Korbo falou sobre a relevância do debate para superar os desafios que estão colocados para a área da educação frente à crise. “As desigualdades históricas, características na nossa formação social, foram exacerbadas e incidem muito fortemente na educação”, disse ela, citando o recorde de diminuição de inscrições no Enem desde o ano de 2015. “Os dados mostram que o acesso ao ensino superior está cada vez mais impossibilitado para uma parcela importante da nossa sociedade. E essa não garantia do direito à educação tem reflexo importante para nós da Fiocruz, que estamos envolvidos com a formação dos trabalhadores que já integram o nosso tão combalido sistema de saúde e dos futuros trabalhadores que vão se inserir nos processos tendo que dar conta dos desafios já conhecidos e os novos impostos pela pandemia”, salientou.

O diretor da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Marco Menezes, destacou a importância da defesa da democracia, especialmente neste contexto tão difícil, da maior crise sanitária do nosso século. Já Enirtes, expressou confiança ao falar sobre o Congresso Interno, que, segundo ela, representa um momento extremamente propositivo e valioso frente aos desafios para a área da educação.

A diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, destacou o espírito de sistema integrado nessa discussão que envolve todas as unidades da Fundação, pois, segundo ela, debater a educação é reforçar a vocação histórica que a Fiocruz tem de reconhecer a importância da formação de trabalhadores para o Sistema Único de Saúde, e para as políticas sociais e de saúde, especialmente neste momento de grave crise. “Precisamos olhar as desigualdades presentes na educação para identificarmos soluções. Qual é o papel da Fiocruz, como instituição estratégica de Estado, para pensar em soluções que consigam enfrentar as desigualdades presentes na educação? Estamos mobilizados na busca de soluções coletivas nessa discussão de nossas práticas. O espírito de diálogo é o que marca o nosso congresso”, discorreu Fabiana, esperançosa com o processo democrático interno.  

O Congresso Interno abrangeu quatro eventos preparatórios temáticos, além do Seminário da Educação: Desafios do Trabalho e a Fiocruz do futuro; Desafios da Saúde e a Fiocruz do futuro; Desafios da Mudança climática e do ambiente e a Fiocruz do futuro; e Desafios da Ciência e da Inovação e a Fiocruz do futuro. As discussões servirão de suporte para a construção do documento de referência do IX Congresso Interno, com plenária marcada para os dias 8, 9 e 10 de dezembro. O encontro da Educação foi organizado pelas vice-diretoras de Educação Ingrid D’avilla, da EPSJV, Luciana Sepulveda, da Fiocruz Brasília, Enirtes Prates Mello, Marismar Seta e Luciana Dias, da Ensp.

Publicado em 27/10/2021

Casa de Oswaldo Cruz divulga editais acessíveis e amplia política de inclusão

Autor(a): 
Comunicação COC/Fiocruz

A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) está divulgando, pela primeira vez, versões acessíveis das chamadas públicas dos processos seletivos de seus programas de pós-graduação. Além da versão básica em PDF, também estão sendo disponibilizadas a versão acessível, a versão em linguagem simples e a versão em libras de cada edital de seleção para 2022.

A versão acessível facilita a navegação por pessoas com deficiência visual (cegas ou com baixa visão), que utilizam tecnologia que transforma em áudio as informações apresentadas em tela durante a interação em ambiente digital.  A versão em texto simplificado foi desenvolvida para facilitar a leitura e compreensão de todos, considerando a diversidade das pessoas e seus diferentes níveis de entendimento. A versão em libras facilita o acesso das pessoas surdas, especialmente aquelas que perderam o sentido auditivo antes da obtenção da linguagem, os ditos surdos pré-linguísticos.

De acordo com a vice-diretora de Pesquisa e Educação da COC, Magali Romero Sá, a iniciativa almeja viabilizar mais inclusão e acessibilidade nos cursos oferecidos pela instituição, em atendimento às metas estabelecidas pelo seu Planejamento Estratégico da Educação (2021-2025). “Entre as diretrizes para os próximos anos destacam-se a incorporação de recursos de tecnologia assistiva, a formação e capacitação dos profissionais, a adaptação dos sites de pós-graduação aos padrões de acessibilidade web e o desenvolvimento de material didático acessível”, afirma a vice-diretora.

Confira as novidades nos sites dos programas de pós-graduação da COC:

- Programa de Pós-Graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde (PPGDC)
- Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS)
- Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT)

Publicado em 19/10/2021

Fiocruz homenageia seus docentes e estudantes

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Um grande mosaico de conhecimento, partilha, aprendizado, orgulho e gratidão. Assim foi desenhado o encontro da Fiocruz em homenagem aos contemplados na edição 2021 dos Prêmios Capes de Teses, Oswaldo Cruz de Teses e Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional. A cerimônia, marcada pela emoção, aconteceu no Dia do Mestre, 15 de outubro, e foi também uma homenagem a todos que diariamente dedicam-se à educação brasileira, especialmente ao desenvolvimento e fortalecimento da saúde, ciência e tecnologia, áreas que tanto sofrem restrições neste país. A íntegra do evento, que contou com abertura e encerramento feitos pela Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, está disponível no canal da Fiocruz no Youtube.

“Hoje deveria ser um dia apenas de congraçamento, mas que ele seja também parte da mobilização em defesa da Ciência”, conclamou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, evidenciando que a mobilização sem o efetivo reconhecimento por meio de recursos que garantam essas atividades é apenas discurso vazio.

Além da presidente, integraram a mesa de abertura, a Coordenadora-Geral de Educação, Cristina Guilam, o coordenador de Articulação Política da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG-RJ), Emanuel Rodolpho Moura Batista de Oliveira; a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN), Mychelle Alves Monteiro e a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, que falou sobre o quanto as premiações e também esse momento de celebração com os estudantes e docentes são especiais para a Fiocruz.

Professor, pesquisador e referência na saúde coletiva brasileira

O contemplado na edição 2021 com a Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional foi o docente e pesquisador aposentado do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco) e professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Eduardo Maia Freese de Carvalho. A sua homenagem foi conduzida pela coordenadora-geral adjunta de Educação da Fiocruz, amiga, aluna e grande admiradora de Freese, Eduarda Cesse, que na ocasião, trouxe também diversos depoimentos de ex-alunos e colegas de trabalho que tem em Freese uma grande referência.   

O ganhador da Medalha Virginia Schall nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1950. Formou-se em Medicina pela UFPE, especialista em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), mestre em Medicina Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro  (UERJ) e doutor em Ciências Sociossanitárias pela Universidad Complutense de Madrid, Espanha. Eduardo é pai de cinco filhos e avô de oito netos.

Em sua trajetória acadêmico-científica e na gestão, Eduardo empregou sua capacidade de articulação junto a lideranças nacionais, participou de projetos e se engajou no movimento sanitário nas décadas de 1970 e 1980, que foram determinantes para o desenvolvimento da área da Saúde Coletiva e da Saúde Pública no país. Foi o principal articulador da fundação do Departamento de Saúde Coletiva (Nesc) do Instituto Aggeu Magalhaes, liderando-o de 1987 a 1989 e de 1995 a 2000. Ele também fundou o Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da instituição em 1996, foi vice-diretor de Ensino de 1999 a 2007 e dirigiu do IAM de 2007 a 2013. Produziu conhecimentos ao realizar e coordenar pesquisas no Laboratório de Avaliação, Monitoramento e Vigilância em Saúde (LAM-Saúde), em áreas como epidemiologia das doenças crônicas não transmissíveis, avaliação de programas e serviços de saúde e transição epidemiológica, demográfica e nutricional em parceria com instituições nacionais e internacionais.

Freese orientou ainda 33 dissertações de mestrado e 18 teses de doutorado, contribuindo para a formação de profissionais para o Sistema de Saúde do Nordeste, especialmente para Pernambuco. Publicou 90 artigos, organizou e publicou cinco livros e teve 35 capítulos divulgados em obras da área da Saúde Pública. Em 2002, recebeu a Medalha Hortênsia Hurpia de Hollanda como reconhecimento ao seu pioneirismo e inovação do ensino no IAM. E neste ano de 2021, recebeu a Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional ao professor Eduardo Freese.

“Eduardo, você é um grande professor e nenhuma medalha seria tão adequada. Você tem nosso respeito, carinho e enorme gratidão por tudo que realizou e continuará a realizar”, disse a presidente da Fiocruz ao amigo Eduardo Freese, que agradeceu a Nísia e toda equipe gestora, docentes e pesquisadores que vem trabalhando de forma unida neste difícil momento de enfrentamento da pandemia. "Agradeço especialmente aos gestores dos vários centros regionais, que são fundamentais para garantir a dimensão nacional da Fiocruz, em particular o IAM/Fiocruz Pernambuco pela formação de recursos humanos na região para a área biológica e da saúde pública", disse ele.  

Em consonância às falas apresentadas na mesa de abertura, Eduardo destacou também a importância de mais investimentos para o Sistema Único de Saúde nos diferentes níveis de atenção para, assim, garantir o atendimento adequado às necessidades da população de forma descentralizada. Ele finalizou agradecendo a todos os responsáveis por sua formação em saúde pública, à coordenação de pós-graduação e a todos os alunos "com os quais também aprendi muito durante as aulas e orientações dos vários estudos e pesquisas".

Prêmio Capes de Teses e Prêmio Oswaldo Crus de Teses

Em uníssono, alunos premiados e seus respectivos orientadores e coorientadores nos Prêmios Capes de Teses e Oswaldo Crus de Teses falaram sobre dedicação, empenho e gratidão. Muitos lembraram as trajetórias percorridas, contaram histórias de vida que se entrelaçavam com a Fundação desde crianças e alguns rememoraram a entrada na Fiocruz ainda antes da graduação, por meio de programas institucionais de iniciação e vocação cientifica, como Pibic, Pibiti e Provoc.

Prêmio Capes de Tese – Menções Honrosas:

  • Fernanda de Oliveira Demitto Tamogami – Área Medicina I – trabalho: Desfechos de Tratamento e regimes terapêuticos usados para TB – HIV. Programa de Pós-Graduação em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). Orientadora Valéria Cavalcanti Rolla e coorientador Bruno de Bezerril Andrade.
  • Anelise Andrade de Souza – Área Saúde Coletiva – trabalho: Efeito da interação entre saneamento e o Programa Bolsa Família na morbidade e mortalidade por desnutrição e diarreia em crianças menores de cinco anos de idade: um estudo ecológico de municípios brasileiros. Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas). Orientador Léo Heller e coorientadores Sueli Aparecida Mingoti e Rômulo Paes de Sousa.
  • Roberta Falcão Tanabe – Área Saúde Coletiva – trabalho: Corpos híbridos - a tecnologia incorporada na vida: explorando as relações de cuidado de crianças com condições crônicas complexas em Terapia Intensiva. Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Orientadora Martha Cristina Nunes Moreira.  

Prêmio Oswaldo Cruz de Teses

Área Ciências Biológicas Aplicadas e Biomedicina

Premiada:

  • Jéssica Bodolato Corrêa da Silva – Avaliação da resposta imune efetora e de memória de pacientes infectados ou com histórico de infecção por DENV e ZIKV. Orientadora Luzia Maria de Oliveira Pinto. Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)

Menção honrosa:

  • João Ramalho Ortigão Farias – O papel da integrina VLA-4 em linfócitos T: possível ação reguladora sobre os processos de ativação e diferenciação. Orientador Vinícius Cotta de Almeida e coorientador Wilson Savino. Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
  • Sabrina Alves dos Reis – O papel do tecido adiposo para a imunopatologia da hanseníase. Orientador Flavio Alves Lara. Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Ciências Humanas e Sociais

Premiada:

  • Giulia Engel Accorsi – Sífilis, loucura e civilização: a paralisia geral progressiva e institucionalização do campo neuropsiquiátrico no Rio de Janeiro (1868-1924). Orientadora Cristiana Facchinetti e coorientador André Felipe Cândido da Silva. Programa de Pós-Graduação em História das Ciências, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz).

Menção honrosa:

  • Allan de Gouvêa Pereira – Tecnologias do cuidado de si: o uso de aplicativos de saúde para o gerenciamento do câncer. Orientadora Kátia Lerner. Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).

Medicina

Premiada:

  • Natana Chaves Rabelo – Sequenciamento de nova geração aplicado às síndromes com heterogeneidade clínica e genética: um modelo para o SUS a partir das RASopatias. Orientador Juan Clinton Llerena Junior e coorientadora Sayonara Maria do Carvalho Gonzalez. Programa de Pós-Graduação em Pesquisa Aplicada à Saúde da Criança e da Mulher, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

Saúde Coletiva

Premiada:

  • Juliana Mara Andrade – Efeito da síndrome da fragilidade na qualidade de vida relacionada à saúde e o papel desta condição na expectativa de vida de idosos não institucionalizados. Orientadora Fabíola Bof de Andrade e coorientadora Flávia Cristina Drumond Andrade. Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas).

Menção honrosa:

  • Maíra Domingues Bernardes Silva – Aleitamento materno na atenção neonatal e infantil de alta complexidade: estudo de coorte. Orientadora Enirtes Caetano Prates Melo e coorientadores Raquel de Vasconcellos Carvalhaes de Oliveira e João Aprígio Guerra de Almeida. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).
  • Patricia de Oliveira da Silva Scaranni – Consumo de alimentos ultraprocessados e seus efeitos sobre os lipídios plasmáticos e a pressão arterial. Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa-Brasil). Orientadora Maria de Jesus Mendes da Fonseca e coorientadora Letícia de Oliveira Cardoso. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).
Publicado em 27/09/2021

É tempo de esperançar! Encontro celebra centenário de Paulo Freire

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Diálogo, participação e questionamento estão nas bases da filosofia de Paulo Freire para a educação, transformação, conscientização e emancipação do indivíduo. Essas foram também as bases da Primavera Paulo Freire, encontro realizado pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz para celebrar seu centenário. Durante três dias, o evento promoveu apresentações e reuniu figuras históricas em trocas e debates regados à arte e cultura. Confira as apresentações, que foram transmitidas pelo canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no Youtube.

Música e esperança abrindo a Primavera

A Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí – um projeto do Fórum Itaboraí - Política, Ciência e Cultura na Saúde (Fiocruz Petrópolis) https://forumitaborai.fiocruz.br/ocpit  – deu início ao encontro Primavera Paulo Freire, que celebrou o centenário do patrono da educação brasileira, com a interpretação de “Mourão”, de César Guerra – Peixe (1814 – 1993).

“Vê, estão voltando as flores... Vê, há esperança ainda. Vê, as nuvens vão passando. Vê, um novo céu se abrindo. Vê, o sol iluminando. Por onde nós vamos indo...”. Também com música, a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Cristina Guilam, trouxe “Estão voltando as flores”, de Paulo Soledade, para as saudações iniciais do encontro. Ela contou que o Ipê, considerado a árvore-símbolo brasileira, floresce tradicionalmente no período de seca, quando “está mais estressado e recebendo menos água”. Fazendo, assim, uma analogia da biologia com a potência e força que temos de recomeçar.  “A chegada dessa estação é, para mim, também um marco de regeneração e reflorescimento. Por isso quis dividir com vocês essa canção que me acompanha desde a infância, na linda interpretação de Renato Braz com a orquestra Brasil Jazz Sinfônica.

“Estamos vivendo tempos difíceis e precisando muito dessa primavera e, mais do que nunca, precisamos de Paulo Freire”, assegurou a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado. Ela falou sobre a grande influência da educação popular de Freire no Brasil e no mundo, mas destacou a necessidade de seus ensinamentos na pós-graduação. “Todo mundo tem algo a aprender e todo mundo tem algo a ensinar. Essa lógica que parece tão óbvia e, ao mesmo tempo, é tão revolucionária, é a compreensão que falta nas instituições de pesquisa e cursos de pós-graduação. Vemos a reprodução de relações de desigualdades em todos os níveis de injustiças, inclusive nos espaços acadêmicos e de formação".

Cristiani enfatizou ainda a recente aprovação da regulamentação atualizada das ações afirmativas na Fiocruz, apontando a urgência em transformar a pós-graduação de forma substantiva, dando acesso às pessoas, e tornando-a mais diversa para levar a fundo a ideia de radicalização do direito à educação, à cultura, assim como o exercício pleno do direito à cidadania, sobretudo, para transformar esses espaços que ainda são muito conservadores. “Precisamos trabalhar as ideias de Freire nos espaços acadêmicos da Fiocruz, tendo a educação como um ato de amor, um ato de coragem. Precisamos de Paulo Freire!”, conclamou a vice-presidente.

Anita Freire, que, em vídeo, participou do encontro, falou sobre a honra e emoção de ter a Fiocruz homenageando o centenário de Paulo Freire. “Vamos esperançar nessa primavera de ideias, de coisas boas e recados imprescindíveis que Paulo nos deixou. Viva Paulo Freire! Viva a Fiocruz!”.

Caminhadas educativas e libertadoras

O painel “Obra, pensamento e vida de Paulo Freire” reuniu Marcos Arruda, do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs) e Carlos Rodrigues Brandão, do Instituto Paulo Freire. A pesquisadora da Ensp/Fiocruz e uma das organizadoras do evento Katia Reis foi a mediadora da mesa e fez uma convocação-convite a todos os participantes para que permitam que floresça em nossos corações o pensamento de Paulo Freire menino.

Marcos Arruda, que é geólogo, poeta e economista, tornou-se educador popular, especialmente a partir dos quatro anos em que conviveu com Paulo Freire no Instituto de Ação Cultural (Idac), em Genebra. Arruda destacou sua intensa formação com o caminhar e a prática de Freire e ressaltou que o período parece muito maior, pois tudo que aprendeu nessa convivência vem sendo reproduzido em sua vida pessoal e profissional. “Eu tive a honra de ter participado de uma pequena parte de sua vida. No entanto, minha contribuição é modesta e faz parte de um recorte que integra um grande mosaico, que é o movimento de educação para a libertação, que é a vida e a contribuição do Paulo. Não dele sozinho, mas combinado com todos aqueles e aquelas que compartilharam com Freire e com as práticas de uma educação libertadora, além de contribuírem com ele para teorizá-las”.

Arruda contou sobre a sua trajetória, projetos, lugares por onde passou e aprendeu, e também sobre as experiências de educação popular marcadas pelo pensamento e prática de Freire, como assessorias que prestou a movimentos sociais e populares, pastorais de igrejas e inúmeras associações, instituições e governos com o compromisso democrático. Dentre elas, destacou a vivência junto a oposição sindical metalúrgica de Ipatinga, Minas Gerais, na qual buscava colaborar com o empoderamento de jovens sindicalistas. “Era uma grande troca de saberes na qual eles aprendiam comigo e eu com eles e elas. O interessante é você educar no diálogo, na pergunta, na busca de o educando descobrir a sua caminhada e assumir a responsabilidade sobre ela”.

Ele encerrou sua apresentação questionando sobre a facilidade com que todos estão usando a palavra “esperançar”. “Quando falamos isso temos que perguntar imediatamente: esperança em quê? É fundamental termos a resposta. Paulo nos trouxe uma que é revolucionária. Ele defendia o esperar no sentido de acreditar que nós, cada uma e cada um, somos capazes de sair da posição de objeto para nos tornar sujeitos do nosso próprio ver, viver e agir nessa existência. Essa visão implica em darmos um grande salto da condição de oprimido – não para opressor, o que pode acontecer e é um grande risco – para a condição de emancipado. Uma observação imediata sobre isso é que não há emancipação no campo da consciência e do bom senso que não a da teoria com a prática para a ação transformadora, crítica e criativa. É isso que está embutido na metodologia do Paulo”, descreveu Arruda.

A pedagogia do oprimido e a revolução do sujeito

O professor Carlos Rodrigues Brandão também trouxe uma poesia para iniciar a sua apresentação, segundo ele, estimulado pela emocionante abertura do encontro. “A beleza da copa do Ipê” escrito e publicado por ele no livro “Um ipê amarelo e uma paineira branca”, uma compilação de prosas “já tão poéticas” dos textos de Rubem Alves. Brandão mostrou também a biografia de Paulo Freire que escreveu especialmente para as crianças “Sem Terrinha”, meninos e meninas das escolas de lona dos assentamentos do MST: “História do menino que lia o mundo”, que ganhou até uma edição na Colômbia. Ele falou sobre outras obras que publicou ao longo da vida, mas destacou que agora todas estão disponíveis “na nuvem” para quem quiser ter acesso no site: https://apartilhadavida.com.br/.

Carlos Brandão contou histórias e rememorou fatos, como a organização do Movimento da Educação de Base (MEB), do qual ele fazia parte, e deu destaque a criatividade de seus participantes para driblar a repressão e avançar com a alfabetização pelo Brasil subdesenvolvido, incluindo a publicação de livros e cartilhas, como “Viver é lutar”. Acesse aqui outras obras publicadas no âmbito do MEB. Brandão ressaltou o impacto e abrangência das obras de Freire e a educação popular, como “A pedagogia do oprimido”, que está absolutamente vivo, sendo relido e republicado. “Além de ser o livro mais lido no mundo inteiro na área da educação, é o terceiro livro mais lido no mundo na área das humanas em geral. Não sei se há no mundo registro igual”. Brandão leu ainda a carta que Freire escreveu quando mandou os manuscritos de “Pedagogia do oprimido” ao Brasil, que o próprio avaliava como “um livro que pode até não prestar”.  

Brandão terminou sua fala descrevendo que existem pedagogias que educam para você ser quem é. Outras que trabalham para que você passe da essência de quem é para a existência de quem pode ser. Mas, de acordo com ele, existe ainda uma pedagogia do oprimido, que defende que não basta que você se transforme individualmente em alguém melhor, mais esclarecido e instruído. “O lugar de aferição, de seu crescimento interior, da sua tomada de consciência, não é você mesmo. É você em seus outros, ao lado, ao redor, junto com eles enquanto sujeitos comprometidos com a transformação do mundo em que vivem. Essa é a revolução”.

“A lição sabemos de cor. Só nos resta aprender...”

A mesa de abertura contou ainda com duas apresentações de trabalhos culturais, que foram submetidos e aprovados pela comissão avaliadora do evento. A previsão é que, futuramente, todos os trabalhos enviados e aprovados para o evento sejam publicados em um e-book. 

A mestre em design da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Ana Claudia Sodré, trouxe para a “Primavera” o cordel "Zefa Quebra Coco e sua filha Moça – a dança que fortalece", iniciativa que se desenvolveu a partir da necessidade de comunicação mais eficaz com as trabalhadoras quebradeiras de coco babaçu do estado do Maranhão, buscando transmitir informações essenciais para a promoção da saúde e para a prevenção dos agravos causados pelo trabalho caracteristicamente árduo e repetitivo realizado por essa classe de trabalhadoras.

A leitura de “Carta a Paulo Freire”, foi realizada por Nilcéia Figueiredo e André Luis Oliveira Mendonça e terminou com a canção de esperança por tempos melhores “Sol de primavera”, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, que diz "Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar... Já choramos muito. Muitos se perderam no caminho. Mesmo assim, não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer sol de primavera. Abre as janelas do meu peito. A lição sabemos de cor. Só nos resta aprender”.
 

Assista a programação completa da Primavera Paulo Freire: 

Quarta-feira - 22 de setembro - tarde:

Peça teatral "Paulo Freire, o Andarilho da Utopia" e Roda de conversa

Vídeo na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=HNgA93Nbjwg

Quinta-feira - 23 de setembro - manhã: 

Coral do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco); Poesia; Ciranda de apresentação de trabalhos e debate 

Vídeo na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=3iBQU7d1MK4

Quinta-feira - 23 de setembro - tarde

Trio Musical; Leitura: Pedagogia do Oprimido: Sonhando uma nova forma – de livro à narrativa poética performática; Ciranda de apresentação de trabalhos e debate

Vídeo na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=gkmElpaSd9I

Sexta-feira - 24 de setembro

Coral Fiocruz; Leitura de Carta a Paulo Freire “Cartografia”; apresentação de mesas; Rodas de conversa temática com debate (Educação Popular em Saúde e as ideias de Victor Valla – Marize Bastos; Ensino em saúde na perspectiva freiriana – Helena Davi; Formação, trabalho e movimento sindical – a experiência do fórum intersindical - Luiz Carlos Fadel); e Sarau COC/Museu da Vida. 

Vídeo na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=T5Q7lJTUBPA

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