A Trabalho, Educação e Saúde (TES), revista científica editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), chega, em 2022, ao seu volume 20, e traz algumas mudanças e novidades nessa edição.
A primeira grande mudança percebida na revista é quanto à sua periodicidade. Desde a sua primeira edição, em 2003, a divulgação era quadrimestral, totalizando três publicações ao longo do ano. A partir de 2021, a TES passou a adotar a publicação contínua de artigos, tornando-se uma revista anual.
Outra mudança diz respeito ao conteúdo. Durante a pandemia, a revista passou a abordar assuntos que envolvessem a questão da Covid-19. Na edição do último ano, artigos sobre todas as temáticas voltaram a ser publicados, decisão que vem se refletindo na vigésima edição, publicada em 2022.
Em meio à várias temáticas, dois artigos se destacam nesta última edição: “Desvelando o racismo na escola médica: experiência e enfrentamento do racismo pelos estudantes negros na graduação em Medicina”, de Vanessa Fredrich et al.; O segundo, “Educação física, gênero e mercado de trabalho: percepções de mulheres sobre a futura área de atuação profissional”, de Bruno O. Ungheri et al.
Em seu artigo sobre o racismo na escola médica, Vanessa Frederich evidencia formas de manifestação do racismo e mostra como os estudantes negros enfrentam essa questão. Em 2019, 28% dos estudantes egressos de cursos de Medicina no Brasil eram negros. A pesquisa foi conduzida de forma exploratória e qualitativa, por meio de entrevistas semiestruturadas online, com os objetivos de desvelar as formas de manifestação do racismo na graduação de Medicina e compreender como estudantes negros encaram o racismo.
O artigo mostra que as dimensões do racismo internalizado, interpessoal e institucional se sobrepõem, evidenciando seu caráter estrutural, atrelado ao desenvolvimento histórico-econômico do nosso país. Em nível interpessoal, a crença de inferioridade dos estudantes negros é reforçada nos olhares, piadas ou comentários. Em nível institucional, a pesquisa revela que nega-se a necessidade do estudo da saúde da população negra, enquanto a baixa representatividade no corpo docente e discente não é percebida como expressão do racismo.
Bruno O. Ungheri, em sua pesquisa sobre educação física, gênero e mercado de trabalho, analisa a condição feminina nesse espaço profissional e constata a assimetria de salários entre homens e mulheres, e a predominância de homens cisgêneros, brancos e heterossexuais nas posições de liderança.
O estudo analisou a perspectiva de graduandas em Educação Física sobre o exercício de sua futura profissão, o mercado de trabalho e as questões de gênero. A análise foi dividida em quatro categorias: condição da mulher, enfrentamento dos estereótipos, percepções sobre a Educação Física e o mercado da Educação Física para elas. Concluiu-se que as estudantes prospectam enfrentar um mercado de trabalho desvalorizado e marcado por desigualdades entre homens e mulheres.
Dentre as várias temáticas da linha editorial da revista, o periódico traz também pesquisas originais sobre o trabalho do profissional farmacêutico na Atenção Primária em Saúde, o processo de construção da identidade profissional de assistentes sociais, a formação de agentes comunitárias em saúde e de técnicos em saúde para o SUS, paradoxos e limites da colaboração interprofissional em saúde mental e acesso precário à Atenção Primária em Saúde na região amazônica, entre outras.
As notas de conjuntura da TES trazem sempre temas candentes sobre o cenário atual. Neste volume, a primeira nota discute a polêmica sobre a autonomia médica no contexto da pandemia de Covid-19, e a segunda debate o negacionismo científico baseado no discurso que relativiza critérios de busca e definição da verdade e que é potencializado pela indústria de fake news.
A primeira nota expõe que há diversas divergências e disputas entre profissionais de saúde, pesquisadores e entidades regulamentadoras, sobre tratamentos prescritos para a Covid-19. Diante desse cenário, esta nota se propõe a discutir a autonomia médica, com base em documentos oficiais do Conselho Federal de Medicina brasileiro, produzidos entre 2020 e 2021, considerando as possibilidades terapêuticas mencionadas. Foram obtidos três documentos oficiais que evidenciam como única forma de autonomia a ‘autonomia médica’, enquanto a ‘autonomia do paciente’ não é evidenciada no que tange à adoção de terapêuticas.
A segunda nota debate o negacionismo científico com base em duas referências principais. A primeira é de ordem epistemológica e remete ao discurso pós-moderno sobre a ciência, com sua relativização dos critérios de busca e definição da verdade. A segunda referência são discussões sobre o processo de formação de opiniões, concepções de mundo e convicções do que o filósofo italiano Antonio Gramsci chamou de ‘homem do povo’. São usados, para esse fim, o conceito de senso comum. Defende, por fim, que é preciso reafirmar a objetividade como um critério da ciência no debate epistemológico, mas que é igualmente necessário enfrentar esse problema no terreno da luta de classes, fortalecendo relações orgânicas de identidade e confiança como parte da disputa de hegemonia.
Confira a vigésima edição da Revista Trabalho, Educação e Saúde, e todas as edições anteriores.
Trabalhadores e estudantes da Fiocruz têm até o dia 28 de novembro para inscreverem seus projetos na 4ª edição da Feira de Soluções para a Saúde, que será realizada de 9 a 11 de dezembro, em formato totalmente virtual, com o tema Enfrentando as crises sanitárias e epidemias: panoramas e perspectivas. Se você tem um trabalho que contribui para o enfrentamento das crises sanitárias destas primeiras décadas do século XXI, como a pandemia de Covid-19, a tríplice epidemia de Dengue, Zika e Chikungunya, e os desastres ambientais, não deixe de participar.
Inscreva-se aqui (formulário online)!
As iniciativas a serem apresentadas podem ser tecnológicas/industriais, sociais ou de serviços; podem estar relacionadas a ações de prevenção, cuidado, diagnóstico, tratamento, vigilância, gestão ou combate a vetores de doenças; e podem ser comunicadas em diferentes formatos (roda de conversa, vídeo, jogo etc.).
Promovida pela Fiocruz, por meio da Fiocruz Brasília, do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs), da Coordenação de Eventos e da Coordenação da Estratégia Fiocruz para Agenda 2030, a Feira de Soluções para a Saúde se integra à Feira do Conhecimento, realizada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará.
Para conhecer os trabalhos apresentados nas edições anteriores da Feira, em 2017 e 2019, acesse https://solucoes.agora.fiocruz.br/
Apoiar professores na reflexão do seu papel na formação de sujeitos históricos na sociedade contemporânea, a partir de sua prática pedagógica e responsabilidade docente na saúde pública é o objetivo do Curso Internacional sobre a Interdisciplinaridade das Ciências Humanas para a formação docente em Saúde. A programação prevê a realização de sete encontros online, oferecidos em formato de webinários, entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021. O primeiro debate está marcado para 19/11, às 14h, e abordará o tema “Formação, trabalho e identidade docente”. As inscrições para o curso livre vão até 16 de novembro por meio do Campus Virtual Fiocruz. Confira!
O público-alvo dos encontros são docentes de todas as unidades da Fiocruz, das Escolas e Centros Formadores das Redes de Formação em Saúde Pública (RedEscola), da Rede de Escolas Técnicas do SUS, das Escolas de Saúde Pública do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), da Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família (Renasf), da Rede Internacional de Educação de Técnicos em Saúde, da Rede Latino-Americana de Escolas de Saúde Pública, além de professores universitários, estudantes de pós-graduação e outros profissionais envolvidos e interessados no tema.
Segundo a responsável pela iniciativa, Tânia Celeste Mattos Nunes, que é ligada à Vice-presidência de Educação, Comunicação e Informação (Vpeic/Fiocruz), a oferta do curso cumpre o papel disseminador de temas educacionais que possam embasar as discussões e reflexões sobre a prática pedagógica docente no âmbito da Fiocruz e das Escolas de Saúde. Com o ciclo, espera-se contribuir para a consolidação das funções da Escola de Governo da Fundação, trazendo para a discussão temas candentes da área das ciências sociais e humanas e políticas de educação em saúde”, comentou Tânia.
Os sete debates virtuais acontecerão sempre às quintas-feiras, às 14h, com duração de 4h, totalizando 28h de atividades síncronas. Além disso, para as atividades assíncronas do curso, serão disponibilizados textos e vídeos em um repositório para os alunos inscritos, somando uma carga horária total de 42h de formação.
Os seminários serão transmitidos ao vivo pelo canal da Fiocruz no Youtube e podem ser acompanhados pelos interessados no tema.
Confira a programação do Curso Internacional sobre a Interdisciplinaridade das Ciências Humanas para a formação docente em Saúde:
19/11/2020 – Formação, trabalho e identidade docente (14h às 18h)
A formação docente como prioridade institucional; Apresentação de resultados parciais do projeto de formação de docentes da Fiocruz, com a análise dos grupos focais da pesquisa sobre identidade, trabalho e formação docente; relações entre formação, trabalho e identidade docente na área da saúde e análise comparativa da revisão bibliográfica sobre o tema.
Convidados: Tânia Celeste Matos Nunes (Fiocruz), Gustavo de Oliveira Figueiredo (Instituto Nutes/UFRJ) e Terezinha de Lisieux Quesado Fagundes (Ufba)
Debatedora: Yansy Delgado Orrillo (Instituto Nutes/UFRJ)
Coordenação: Maria Cristina Rodrigues Guilam (Coordenadora-Geral de Educação da Fiocruz)
26/11/2020 - Contribuições das Ciências Sociais e Humanas para a formação e o trabalho docente (14h às 18h)
Educação e contradição: elementos metodológicos para uma teoria crítica do fenômeno educativo; Os aportes de Paulo Freire com a pedagogia do oprimido e a pedagogia da esperança; Hegemonia, contra hegemonia e conscientização de educadores/as nas políticas educacionais brasileiras.
Convidados: Carlos Roberto Jamil Cury (Professor Emérito UFMG), Marilia Gabriela de Menezes Guedes (Cátedra Paulo Freire UFPE) e Marcia Ângela da Silva Aguiar (CE/UFPE)
Debatedor: Gustavo de Oliveira Figueiredo (Instituto Nutes/UFRJ)
Coordenação: Terezinha de Lisieux Quesado Fagundes
3/12/2020 - O caráter interdisciplinar da Educação: Interseções entre cultura, psicologia e artes (14h às 18h)
O caráter interdisciplinar da educação e a potência das interações entre a cultura, a psicologia e as artes; Arte e direitos humanos na educação; Sujeitos e subjetividades nos espaços/tempos contemporâneos; Liberdade, criatividade e imaginação na produção sócio histórica da diversidade cultural.
Convidados: Álamo Pimentel (UFSB), Richarlls Martins (Fiocruz/UFRJ) e Santiago Estaún Ferrer (Prof. Emérito do Departamento de Psicologia da Educação/Universidade Autônoma de Barcelona)
Debatedora: Valentina Carranza Weihmuller (Instituto Nutes/UFRJ)
Coordenação: Gustavo de Oliveira Figueiredo (Instituto Nutes/UFRJ)
10/12/2020 – Formação e trabalho em saúde no Brasil: Perspectiva histórica e interconexões com a Reforma Sanitária Brasileira (14h às 18h)
Formação para o Trabalho em Saúde no Brasil; Aspectos históricos e projetos estruturantes da face pedagógica do SUS; Redes como espaço de organização e diálogo das práticas pedagógicas entre docentes e com os movimentos sociais; Ciclos de transformações sócio econômicas e seus principais impactos no mundo do trabalho e nas atividades educativas; Reforma sanitária brasileira, com ênfase nos aspectos relacionados à educação em saúde.
Convidados: Tânia Celeste Matos Nunes (Fiocruz), Márcia Teixeira (Ensp/Fiocruz) e Jairnilson da Silva Paim (Ufba)
Debatedor: Sebastian Tobar (Cris/Fiocruz)
Coordenação: Vera Lucia Kodjaoglanian (UFRN)
17/12/2020 – Decolonialidade e o cotidiano na sala de aula: Etnografia como possibilidade nos debates sobre preconceito, gênero e raça (14h às 18h)
Atitude etnográfica na sala de aula; Decolonizando os processos de ensino; A alteridade nas condições de educadores e educandos; Interpretação dos cenários na pesquisa em educação; Decolonialidade e racismo: a produção de vidas vulnerabilizadas; Gênero e sexualidades ancoradas no feminismo e na Teoria Queer: uma análise da produção dos corpos que interessam.
Convidados: Álamo Pimentel (UFSB), Roberta Gondim (Ensp/Fiocruz), José Inácio Jardim Motta (Ensp/Fiocruz)
Debatedora: Ana Lúcia Nunes de Sousa (Instituto Nutes/UFRJ)
Coordenação: Carlos Henrique Paiva (COC/Fiocruz)
28/1/2021 – Educação permanente em saúde: Fundamentos, história, atualizações e perspectivas (14h às 18h)
Aspectos históricos e bases conceituais; Experiência brasileira da educação permanente em saúde como política pública, avanços e dificuldades; A potência da Educação Permanente como ferramenta de transformação das práticas, políticas e gestão dos serviços públicos de saúde; As revisões e perspectivas da política e a proposta de construção de indicadores.
Convidados: Mario Rovere (Escola de Saúde Pública de Buenos Aires), José Inácio Jardim Motta (Ensp/Fiocruz), Isabela Cardoso (ISC/UFBA).
Debatedor: Sebastian Tobar (Cris/Fiocruz)
Coordenação: Eliana Claudia Ribeiro (UFRJ)
4/2/2021 – Educação e desigualdades no mundo contemporâneo (14 às 16h)
Desigualdades sociais econômicas e culturais: desafios da Educação; Críticas ao discurso neoliberal e a defesa da Democracia; políticas públicas para o enfrentamento das iniquidades; Resistência e ação coletiva por justiça social e econômica; Educação transformadora, formação política e cidadania crítica.
Convidados: Naomar de Almeida Filho (UFBA/USP) e Silke Weber (Professora Emérita da UFPE)
Debatedor: Gustavo de Oliveira Figueiredo (Instituto Nutes/UFRJ)
Coordenação: Terezinha de Lisieux Quesado Fagundes (ISC/Ufba)
4/2/2021 – Conferência A Contribuição da pesquisa para a docência (16h às 18h)
Conferencista: Maria Cecília de Souza Minayo (Fiocruz)
Coordenação: Tânia Celeste Matos Nunes (Fiocruz)
É importante ressaltar que o curso contará com a participação de docentes da América Latina e África. Portanto, as sessões serão realizadas em língua portuguesa, mas contarão com alguns palestrantes de língua espanhola, além de alguns debatedores que falarão a mesma língua.
Assista, abaixo, ao tutorial de inscrição no Campus Virtual Fiocruz para alunos estrangeiros, oferecido na língua espanhola (áudio e legenda). O vídeo é uma iniciativa de integrantes do Curso Internacional sobre a Interdisciplinaridade das Ciências Humanas para a formação docente em Saúde:
Nos dias 25 e 26 de junho, a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma) retornará com suas tradicionais Oficinas Pedagógicas em um novo formato: online. Devido à pandemia da Covid-19, as atividades, antes realizadas de forma presencial, foram adaptadas e reinventadas para permanecerem como um importante canal de diálogo com professores e escolas de todo o país. Para participar é necessário realizar inscrição e as vagas são limitadas. Vale ressaltar também que as inscrições de trabalhos para a Olimpíada foram prorrogadas até 13 de dezembro.
Os temas Saúde e Meio Ambiente são indispensáveis para a formação de cidadãos brasileiros conscientes e críticos, mas muitos profissionais da educação ainda sentem dificuldades no momento de abordar essas temáticas em sala de aula. As Oficinas Pedagógicas surgiram, em 2013, para contribuir com essas questões e aproximar os professores dessas temáticas, e contam com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
“As oficinas são uma importante ferramenta para divulgação científica no contexto da educação básica, os encontros online foram idealizados como uma ação para construir, em parceria com professores de todo o Brasil, novas metodologias e abordagens pedagógicas que privilegiem a transversalidade e o diálogo entre a educação e os temas saúde e meio ambiente” reforça a Coordenadora Nacional da Olimpíada, Cristina Araripe.
Para participar das Oficinas Pedagógicas online, os professores devem realizar a inscrição no site da Obsma: https://olimpiada.fiocruz.br/oficinas/. Os profissionais que acompanharem os dois dias de programação receberão certificados de participação. Confira a programação completa:
Dia 25, às 10h - Promoção da Saúde em Tempos de Pandemia
Abertura:
Cristina Araripe (coordenadora Nacional da Obsma, pesquisadora do Museu da Vida - COC/Fiocruz)
Convidadas:
Danielle Cruz (Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde)
Danielle Cabrini (pesquisadora e coordenadora do Curso de Especialização em Saúde Coletiva - Fiocruz Brasília)
Mediação:
Luciana Sepúlveda (coordenadora da Regional Centro-Oeste da Obsma, pesquisadora - Fiocruz Brasília)
Dia 26, às 10h - Educação em Tempos de Pandemia
Convidadas:
Jacqueline Girão (professora do Departamento de Didática da Faculdade de Educação da UFRJ)
Hilda da Silva Gomes (coordenadora da Seção de Formação do Serviço de Educação do Museu da Vida - COC/Fiocruz)
Mediação:
Ana Lucia Soutto Mayor (coordenadora da Regional Sudeste da Obsama, pesquisadora do Lic-Provoc - EPSJV/Fiocruz)
Cuidar do outro é também cuidar de mim. Esta é a premissa do projeto de suporte psicológico e emocional aos residentes que trabalham no combate a Covid-19. A iniciativa é do Núcleo de Saúde Mental Álcool e outras Drogas da Fiocruz Brasília e se estende a residentes de toda a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O projeto vai, a princípio, até o mês de julho.
O projeto se alinha e amplia as questões debatidas pelo Fórum de Coordenadores de Residências em Saúde da instituição, que elaborou uma nota técnica com orientações gerais sobre prevenção e apoio aos residentes para enfrentarem a pandemia (leia a nota completa aqui). A coordenadora do Fórum, Adriana Coser, diz que a crise sanitária desperta apreensões e incertezas que podem gerar sofrimento e danos à saúde mental. "Diante de tantas mudanças no cotidiano, pressões e do senso de urgência, é importante estreitarmos relações de confiança mútua entre residentes, preceptores, supervisores, tutores e professores", afirma.
O projeto, que integra o Programa de Residência Multiprofissional em Álcool e outras Drogas, visa reduzir a ansiedade dos residentes. A proposta é contribuir para que lidem melhor com suas limitações e resolvam conflitos por meio de recursos internos. Para isso, o Programa organiza grupos de tutores no WhatsApp, que são formados por um residente responsável pela tutoria e outros 20 profissionais residentes em atividade. Além dos grupos, há a possibilidade de atendimento psicológico individual, sempre com supervisão.
Podem participar residentes de qualquer programa da Fiocruz, em todos os níveis e anos de formação. Para se inscrever, basta enviar uma planilha com os dados de quem deve ser incluído nos grupos para: rmsaumental@fiocruz.br. Baixe o arquivo do projeto, saiba mais e confira as informações necessárias para participar.
Trabalho intenso, exposição a riscos, falta de equipamentos, estresse, ansiedade. Tudo isso pode gerar sofrimento psíquico durante a pandemia para os trabalhadores da área. Pensando nisso, a Fiocruz Brasília estabeleceu uma parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o Conselho Regional de Psicologia do DF e a Universidade de Brasília, criando um projeto de acolhimento que conecta profissionais de saúde a psicólogos voluntários. Em meados de abril, eles participaram do curso online Saúde mental e atenção psicossocial em situação da pandemia de Covid-19, que está disponível no canal do youtube da Fiocruz Brasília para capacitação de outros voluntários.
Os cuidados neste sentido também são enfocados por pesquisadores colaboradores do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes/Fiocruz). Eles elaboraram cartilhas sob a coordenação da diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, e da pós-doutoranda em Saúde Mental e Desastres, Débora Noal. O material traz informações sobre diversos temas: recomendações gerais, orientações para gestores, para os psicólogos hospitalares, para trabalhadores e cuidadores de idosos, entre outras situações. Acesse!
Você não está sozinho: para ajudar os estudantes, o Centro de Apoio ao Discente (CAD) tem compartilhado dicas sobre acolhimento psicológico em suas redes sociais. Para saber mais, siga Conexão Discente no Facebook e no Instagram ou entre em contato com o CAD: cad@fiocruz.br.
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), através do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh), está com inscrições abertas para o curso presencial de Gestão Integrada e Participativa em Saúde, Trabalho e Ambiente. Ao todo serão ofertadas 25 vagas, sendo 22 para ampla concorrência e 3 para ações afirmativas. É possível se inscrever até o dia 3 de março.
O curso é voltado a profissionais de nível superior, atuantes em órgãos da administração pública no município de Maricá, no estado do Rio de Janeiro, além de representantes dos conselhos municipais interessados em colaborar em ações intersetoriais. O objetivo é contribuir para a articulação entre assistência, gestão, ações de promoção da saúde e vigilâncias, na lógica da integralidade.
Acesse o edital e inscreva-se aqui pelo Campus Virtual Fiocruz!
O mundo é delas! As inscrições para o Prêmio Unesco para a Educação de Mulheres e Meninas estão abertas até o dia 27 de maio, às 19h. A premiação reconhece projetos de promoção da igualdade gênero na educação e por meio do ensino. Serão escolhidas duas iniciativas vencedoras, que receberão 50 mil dólares cada.
Podem participar governos dos Estados-membros da Unesco e organizações não governamentais (ONGs) que sejam parceiras oficiais da Unesco. Os interessados podem indicar até três pessoas, instituições ou organizações que trabalhem com educação de meninas e mulheres. Os candidatos devem entrar em contato com a Comissão Nacional da Unesco em seu país (ou com uma ONG parceira).
Os projetos indicados devem ter pelo menos dois anos de criação e funcionamento, mostrar o potencial de ser replicado em escala e contribuir para uma ou mais áreas prioritárias do prêmio. Em 2019, o concurso tem cinco áreas prioritárias:
Clique aqui e saiba mais sobre o Prêmio. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail gweprize@unesco.org.
O Conselho Deliberativo da Fiocruz (CD Fiocruz), em reunião realizada na manhã desta segunda-feira (28/5), avaliou as consequências da paralisação dos caminhoneiros e definiu como será o expediente nos dias 29 e 30/5. Retificando a nota divulgada anteriormente, serão mantidas não apenas as atividades essenciais de produção e de assistência e aquelas necessárias a dar suporte a essas atividades nos campi do Rio de Janeiro, mas também as atividades consideradas prioritárias pelas direções das unidades e demais setores da Fundação.
Tendo em vista que a paralisação não afeta igualmente todos os estados, as unidades regionais deverão acompanhar a situação local e definir seus próprios mecanismos de funcionamento. O gerenciamento das medidas de contingência está sendo feito pelo Grupo de Trabalho de Gestão de Emergências, criado esta manhã pela Presidência. As direções das unidades da Fundação e demais setores deverão interagir com o GT para ciência e viabilização das atividades essenciais e prioritárias que serão realizadas nestes dois dias.
O grupo será coordenado pelo vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira, e será composto por integrantes do Gabinete, das coordenações-gerais de Gestão de Pessoas (Cogepe), Administração (Cogead) e de Infraestrutura dos Campi (Cogic) e pela Coordenação de Comunicação Social (CCS).
Fonte: CCS/Fiocruz
Estão abertas as inscrições para o curso de qualificação Oficinas Clínicas sobre o Cuidado: Narrando casos e (Re)construindo sentidos para o trabalho em saúde 2018. A formação, direcionada a profissionais de saúde do SUS que atuam em funções assistenciais, tem como objetivo contribuir com a compreensão e reconstrução de sentidos acerca das questões ligadas à dimensão intersubjetiva do trabalho em saúde e da produção do cuidado. As inscrições vão até o dia 8 de março. Leia o edital e saiba mais sobre o curso aqui.
Organizado em duas unidades, que articulam 24 sessões de trabalho, 12 pela manhã e 12 à tarde - num total de 72 horas presenciais -, o curso se estrutura a partir de uma dinâmica pedagógica que prevê a combinação de atividades e recursos diversos. Ao todo 30 vagas estão disponíveis, sendo 20 destinadas à demanda livre de profissionais de saúde e 10 aos profissionais da área assistencial do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
O curso é coordenado pelas pesquisadoras do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Marilene de Castilho Sá e Lilian Miranda.
Fonte: Ensp/Fiocruz
Nesta primeira edição do ano, a revista Poli entrevistou gestores estaduais das cinco regiões, especialistas e representantes dos movimentos sindical e estudantil para saber como anda a implantação do Novo Ensino Médio brasileiro que, de acordo com a Lei 13.415/2017, deveria começar agora em 2020. Descrevendo experiências distintas, a reportagem mostra como a falta de regulação e a dificuldade orçamentária têm dificultado a implementação da reforma.
Presente no texto dessa mesma reforma e de vários outros programas e políticas públicas, a ideia de "Empreendedorismo", relacionado principalmente ao campo da educação, foi o verbete da seção Dicionário.
Este número da Poli inaugura ainda uma série sobre a história da Educação Profissional no Brasil. Além de explicar o que significa esse segmento que forma auxiliares, agentes e técnicos, esta primeira reportagem conta como nasceu a primeira política nacional nessa área, com a criação das Escolas de Aprendizes e Artífices, que começaram a funcionar em 1910 e são consideradas a origem da atual Rede de Educação Profissional e Tecnológica, composta principalmente pelos Institutos Federais.
Para ajudar a compreender as manifestações que tomaram conta das ruas do Chile nos últimos meses, esta edição traz uma reportagem que explica como funcionam os sistemas de saúde, educação e previdência no país que foi o laboratório das políticas neoliberais na América Latina. A matéria mostra, com dados e relatos, o endividamento dos estudantes de ensino superior, o empobrecimento dos aposentados e a seletividade e o custo da assistência para quem precisa de serviço de saúde num país em que as políticas sociais foram fortemente privatizadas.
A lógica não só privada como lucrativa da política de medicamentos no Brasil e no mundo é tema de outra reportagem, que fala sobre uma ação inédita em que várias entidades, entre elas a Defensoria Pública da União, o Idec e a Médicos Sem Fronteiras, pedem a quebra de patente de um medicamento junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade. Trata-se do sofosbuvir, fundamental para o tratamento da hepatite C. O Ministério da Saúde calcula que existam cerca de 700 mil pessoas infectadas sem tratamento hoje, em grande medida por causa dos altos preços praticados pela indústria farmacêutica.
Por fim, o entrevistado desta edição é o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Carlos Ocké, que faz um balanço sobre as muitas mudanças que ocorreram na saúde pública brasileira ao longo de 2019 e começam a ser implementadas em 2020, com destaque para a controversa criação da Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps). Ele fala também de novos riscos ao financiamento do SUS, com a PEC do Pacto Federativo.
A Poli é uma publicação impressa editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). A versão on line pode ser acessada no site da Escola Politécnica Joaquim Venâncio.