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Publicado em 20/08/2024

“A abordagem de Uma Só Saúde nas políticas públicas" é tema de palestra online em 20/8

Autor(a): 
Fabiano Gama

No dia 20 de agosto, das 10h às 12h, será realizada a palestra do Ciclo de Palestras Fio-Saúde Única com a participação da palestrante Natiela Beatriz de Oliveira, do Comitê Técnico Interinstitucional Uma Só Saúde, do Ministério da Saúde (MS) e do Painel de Especialistas de Alto Nível em Saúde Única, que abordará o tema “A abordagem de Uma Só Saúde nas políticas públicas". A mediação será de Mayumi Wakimoto, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

O evento será transmitido pelo canal da Fiocruz no Youtube.

Publicado em 27/06/2024

Participe do seminário online 'Os desafios da APS no Brasil e as Políticas Nacionais do Ministério da Saúde'

Autor(a): 
Júlia da Matta (Informe Ensp)

O Observatório do SUS da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) vai promover, no dia 28 de junho, sexta-feira, às 9h, a sessão especial "Os desafios da Atenção Primária no Brasil e as Políticas Nacionais do Ministério da Saúde”, ministrada pelo Secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (Saps/MS), Felipe Proenço. O evento tem como público-alvo gestores, estudantes, pesquisadores, profissionais de saúde, movimentos sociais, professores e demais interessados. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da Ensp no Youtube

A sessão, que será coordenada por Eduardo Melo, Vice-Diretor da Escola de Governo em Saúde da Ensp/Fiocruz e Coordenador do Observatório do SUS, contará com a participação de Maria Conceição de Souza Rocha, Presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cosems-RJ) e de Ligia Giovanella, pesquisadora titular da Ensp/Fiocruz, como debatedoras.

A Ensp convida todos a reservarem a data e participarem da sessão, que será realizada no Auditório térreo/Ensp, na Fundação Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro), e terá transmissão ao vivo pelo canal da Ensp no Youtube.

Programação 

09h - Credenciamento

09h20 - Mesa de abertura  

09h30 - Conferência 'Os desafios da APS no Brasil e as Políticas Nacionais do Ministério da Saúde com Felipe Proenço'

10h30 - Debatedoras: 

• Maria da Conceição de Souza Rocha (Presidente do COSEMS -RJ)

• Ligia Giovanella (Pesquisadora titular da Ensp/Fiocruz)

10h50 - Sessão aberta a perguntas do público

12h - Encerramento

Assista à transmissão ao vivo do seminário:

Publicado em 09/05/2024

Canal Saúde estreia novo podcast em formato jornalístico

Autor(a): 
Canal Saúde

O Canal Saúde lança seu novo podcast, o Giro Saúde. O programa será publicado toda sexta-feira, com as notícias da área da saúde que mais repercutiram na semana. A produção é uma parceria com o Ministério da Saúde (MS) e a Agência Fiocruz de Notícias (AFN).

O Giro Saúde tem duração de 15 minutos e as notícias são acompanhadas até o fim da semana para a publicação estar atualizada. O podcast vai estar disponível nas principais plataformas de áudio e no site do Canal Saúde, além de ser divulgado, toda sexta-feira também, no Boletim AFN.

O primeiro episódio acompanhou as notícias de 29 de abril a 3 de maio. Entre elas, estão a ampliação do público-alvo da vacina da gripe; o atual cenário da dengue no Brasil; e o fim do prazo para a adoção do novo padrão de rótulos de alimentos. Trouxe também os destaques dos parceiros, Ministério da Saúde e AFN, como a chegada de uma leva de vacinas atualizadas contra a Covid-19; a expansão do projeto Wolbachia; e as atualizações do Boletim InfoGripe Fiocruz.

Ouça aqui o primeiro episódio:

 

Publicado em 10/04/2024

Fiocruz realiza seminário sobre desafios e perspectivas das arboviroses

Autor(a): 
Lucas Leal*

A Fiocruz realiza, no dia 11 de abril, o "Seminário Arboviroses: desafios e perspectivas na abordagem". A atividade acontece no auditório térreo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), no campus Manguinhos, e contará com transmissão ao vivo através do canal do YouTube da Fundação. O evento começa às 8h30, com um café de boas-vindas, e termina às 13h30, com um brunch de encerramento. Participam gestores e pesquisadores de instituições de saúde como a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Ministério da Saúde e secretarias Estadual e Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. 

O seminário faz parte de um conjunto de ações da Fiocruz para o enfrentamento da dengue e outras arboviroses. A primeira mesa apresentará o cenário epidemiológico das Américas e do Brasil, com foco para o estado e a cidade do Rio de Janeiro. Serão abordados também os impactos das mudanças climáticas e os desafios na assistência.

Confira a programação completa

8h30 - Café de boas-vindas

9h - Abertura

10h às 10h40 - Informe: Ações do Ministério da Saúde e Estratégia de vacinação

10h45 às 12h - Cenário epidemiológico: Américas, Brasil, Estado e Capital do Rio de Janeiro

12h às 13h30 - Desafios na assistência: Dengue, Chikungunya, Oropouche e Análise dos óbitos

13h30 - Brunch • Encerramento

Assista à transmissão do seminário

 

*Com informações da Coordenação de Comunicação Social (CCS/Fiocruz)

*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol

Publicado em 05/03/2024

Aula inaugural da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz convida secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

A Semana de Abertura do Ano Letivo tem movimentado a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) com debates sobre temáticas atuais e uma programação cultural variada. Nesta quarta-feira, 6 de março, acontece a aula inaugural, que terá como tema Os desafios das Políticas de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. A palestrante convidada é a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Isabela Cardoso de Matos Pinto. A atividade será realizada no Auditório Térreo, às 9h, e transmitida ao vivo pelo canal da Ensp no Youtube

A aula inaugural é aberta a toda a comunidade da Ensp. Participe!

+ Assista à aula inaugural ao vivo 

No período da tarde, a pauta será Saúde Mental Global: conflitos armados e intervenções, com a participação de Liliana de Abreu (University of Konstanz - Alemanhã), Fernanda Serpeloni (Ensp/Fiocruz), Glaucia Mayara Niedermeyer (Ensp/Fiocruz) e Marcello Queiroz (PUC-Rio). A moderação da atividade ficará a cargo da coordenadora da modalidade stricto sensu da Ensp, Joviana Avanci.

+ Assista ao vivo 

Já no Espaço de Alimentação e Cultura, no pátio da Ensp, será realizada oferta de culinária agroecológica e afro-brasileira, de 9h às 16h.

+ Acesse a programação completa do dia 6/3

+ Confira a programação dos próximos dias da Semana de Abertura do Ano Letivo da Ensp.

Acompanhe abaixo a aula inaugural Os desafios das Políticas de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, com a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Isabela Cardoso de Matos Pinto:

 

Publicado em 01/03/2024

Carlos Gadelha é o convidado da Aula Inaugural da Farmanguinhos

Autor(a): 
Lucas Leal*

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz abre o seu ano acadêmico com a presença do secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde do Ministério da Saúde (SECTICS/MS), Carlos Gadelha, na aula inaugural do instituto. O evento abordará o tema 'O Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) no país da reconstrução' e acontecerá em 4 de março, às 9h30.

A aula inaugural será realizada no Salão de Conferência (4º andar) do Centro de Documentação e História da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (CDHS/COC), em Manguinhos, Av. Brasil, 4365. 

 

*Com informações do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos)

*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol

Publicado em 29/01/2024

Ministra Nísia Trindade é convidada de debate online sobre tarefas e desafios do Ministério da Saúde

Autor(a): 
Cebes

O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) recebe a ministra da saúde, Nísia Trindade, nessa segunda-feira, dia 29 de janeiro, às 17h, para conversar sobre o que foi feito nesse primeiro ano de governo e as grandes tarefas e desafios que tem pela frente nos próximos anos. O presidente do Cebes, Carlos Fidelis, receberá a ministra para a conversa que será mediada pelo diretor do Cebes, José Noronha.

Assista no Youtube do Cebes.

NÍSIA TRINDADE
Nísia Trindade Lima é a primeira mulher a chefiar o Ministério da Saúde. A ministra também foi a primeira mulher a presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição histórica de ciência e tecnologia e referência internacional, entre 2017 e 2022. Nísia é doutora em Sociologia (1997), mestre em Ciência Política (1989), pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj – atual Iesp) e graduada em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj, 1980).

Acompanhe ao vivo:

 

 

#ParaTodosVerem Imagem com fundo branco, no alto está escrito o nome do evento "Cebes conversa com a ministra da saúde", dia 29/1/2024, às 17h. Abaixo, as fotos da ministra da saúde, Nísia Trindade, do presidente do Cebes, Carlos Fidelis e do diretor do Cebes, José Noronha.

Publicado em 26/01/2024

Janeiro Roxo: mês de combate à hanseníase. Conheça curso do Campus Virtual de combate ao estigma e discriminação

Autor(a): 
Fabiano Gama

Para alertar e conscientizar a sociedade sobre o combate à hanseníase, no último domingo do mês de janeiro são celebradas duas datas importantes: Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase e Dia Mundial Contra a Hanseníase. Janeiro Roxo é a campanha criada em alerta à importância do diagnóstico precoce e conscientização da hanseníase. A doença, cercada de preconceitos e estigma, é contagiosa, mas tem controle e tratamento oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Boletim Epidemiológico de Hanseníase 2024, divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde, durante o período de 2013 a 2022 foram notificados 316.182 casos de hanseníase no Brasil. Os números do período representam uma redução de 28,9% de casos notificados. No mundo, somente em 2022, foram registrados 174.087 casos novos de hanseníase, correspondendo a uma taxa de detecção de 21,8 casos por 1 milhão de habitantes. Índia, Brasil e Indonésia reportaram mais de 10 mil casos novos de hanseníase cada. O Brasil permanece em segundo lugar no ranking mundial em número de casos novos, o que o classifica como um país prioritário para hanseníase pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

+Confira aqui o Boletim Epidemiológico de Hanseníase 2024

Fiocruz oferece curso de enfrentamento ao estigma e discriminação

O diagnóstico da hanseníase é, geralmente, acompanhado pelo preconceito da sociedade, visto que ela é crônica e transmissível. Entretanto, a discriminação relacionada a condições de saúde acontece também nos serviços de saúde, reforçando a exclusão, e, sobretudo, causando sofrimento aos pacientes. Por isso, o Campus Virtual Fiocruz oferece o curso Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde, que visa qualificar profissionais no enfrentamento ao estigma no contexto da atenção à saúde de diversos grupos sociais. O curso é voltado a profissionais da saúde e estudantes, mas também está aberto a todos os interessados no tema.

Inscreva-se já!

O curso é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Sua elaboração nasceu da necessidade de sensibilizar e instrumentalizar profissionais de saúde que estão na ponta do atendimento, visando atualizar, aprimorar e qualificar suas práticas, construções sócio-históricas que acontecem durante o processo de trabalho e por meio da interação entre tais profissionais e os usuários dos serviços de saúde. É nessa interação que nascem também aspectos relacionados ao estigma e à discriminação, os quais, como já é sabido, promovem a exclusão social e, ao mesmo tempo, podem produzir consequências negativas que resultam em interações sociais desconfortáveis. Tais fatores são limitantes e também podem interferir na adesão ao tratamento das doenças e qualidade de vida, perpetuando, assim, um ciclo de exclusão social, que, ao mesmo tempo, reforça situações de discriminação, bem como a perda do status do indivíduo, aumentando a vulnerabilidade de pessoas e populações.

Conheça a organização do curso, separado em três macrotemas divididos em cinco módulos, com 17 aulas:

Bases conceituais:

Módulo 1 - Bases conceituais

  • Aula 1 - Enfrentamento ao estigma e discriminação
  • Aula 2 - Condições individuais, programáticas e sociais da vulnerabilidade
  • Aula 3 - Implicações éticas em saúde

Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas - Normas e legislações:

Módulo 2 - Estigmas relacionados a algumas doenças

  • Aula 1 - Pessoas vivendo com HIV/Aids e pessoas com IST
  • Aula 2 - Pessoas acometidas pela hanseníase e seus familiares e pessoas acometidas pelas micoses endêmicas
  • Aula 3 - Pessoas acometidas por tuberculose e pessoas acometidas pelas hepatites virais

Módulo 3 - Estigmas relacionados a práticas ou comportamentos

  • Aula 1 - Pessoas privadas de liberdade
  • Aula 2 - Pessoas em situação de rua
  • Aula 3 - Pessoas que usam álcool e outras drogas
  • Aula 4 - Trabalhadoras(es) do sexo e cuidados em saúde

Módulo 4 - Estigmas relacionados a condições específicas

  • Aula 1 - População negra
  • Aula 2 - Povos indígenas
  • Aula 3 - População LGBTQIA+

Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação

Módulo 5 - Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação nos serviços de saúde

  • Aula 1 - Normas e legislações vigentes relacionadas ao enfrentamento do estigma, da discriminação e das legislações discriminatórias
  • Aula 2 - Condições e estratégias para alcance de um serviço livre de discriminação
  • Aula 3 - Práticas estigmatizantes e discriminatórias dirigidas as/os usuários(as) dos serviços de saúde
  • Aula 4 - Estratégias de melhoria para acesso aos serviços pelos(as) usuários(as)
Publicado em 18/01/2024

Ministério da Saúde investe em medicamento contra o HIV. Confira curso do Campus Virtual sobre enfrentamento à discriminação nos serviços de saúde

Autor(a): 
Lucas Leal*

Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição das primeiras unidades de um novo medicamento para pacientes com HIV ou aids. Cerca de 5,6 milhões de comprimidos compostos pelos antirretrovirais dolutegravir 50mg + lamivudina 300mg foram entregues aos estados e ao Distrito Federal. A nova combinação possibilita aos pacientes um tratamento com uma única dose diária, garantindo maior qualidade de vida e adesão ao tratamento. A medida faz parte da estratégia prioritária do ministério para eliminar o HIV e a aids como problemas de saúde pública. Apenas em 2023, foi investido o valor de R$ 1,8 bilhão em fármacos contra o vírus. 

O novo medicamento é fruto de uma aliança estratégica entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e as empresas farmacêuticas ViiV Healthcare Company e GlaxoSmithKline. Anteriormente, o tratamento era realizado com a combinação de diferentes medicamentos para combater o vírus e retardar a progressão da doença. Com o novo remédio, os usuários ganham a possibilidade de utilizar um tratamento com uma única dose diária.

Entretanto, devido a atual disponibilidade do medicamento, a migração de uso da terapia com dois comprimidos para apenas um deve acontecer de forma gradual e contínua, obedecendo os seguintes critérios: idade igual ou superior a 50 anos; adesão regular; carga viral menor que 50 cópias no último exame; ter iniciado a terapia dupla até 30 de novembro de 2023. Mais informações sobre o uso da terapia e os critérios para a migração ao novo tratamento estão relatados em nota técnica disponível no site do Ministério da Saúde.

+ Acesse aqui a nota técnica disponível no site do Ministério da Saúde

Outra ação estratégica inclui o lançamento do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para manejo da infecção pelo HIV em adultos. O documento serve como guia de cuidado e assistência, listando medicamentos e condutas de tratamento, além de esclarecer como funciona o cuidado com uma pessoa infectada pelo HIV. 

Curso Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde

Tendo em vista que grupos ou indivíduos acometidos por determinadas doenças, como o HIV, podem sofrer com a discriminação e o preconceito até mesmo dentro dos sistemas de saúde, a Fiocruz e o Ministério da Saúde lançaram o curso Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde. A formação online, gratuita e autoinstrucional, visa qualificar e instrumentalizar trabalhadores da saúde para uma atenção inclusiva, humanizada, interseccional e não discriminatória aos usuários dos sistemas de saúde. 

A formação é uma realização da Fiocruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS). As inscrições estão abertas!

Inscreva-se já: Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde

 

*Com informações do Ministério da Saúde 

*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol

Publicado em 12/12/2023

Manuais orientam coleta de vetores da febre amarela e malária. Confira curso do Campus Virtual sobre o tema

Autor(a): 
Maíra Menezes (Instituto Oswaldo Cruz)*

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) lançou dois manuais que podem ajudar serviços de vigilância do país a implantar e aprimorar o monitoramento de vetores da febre amarela e malária.

Com os títulos ‘Procedimento Operacional Entomológico: febre amarela’ e ‘Procedimento Operacional Entomológico: malária’, as publicações reúnem orientações para a coleta de formas imaturas e adultas dos mosquitos transmissores desses agravos.

Os procedimentos são produtos da pesquisa desenvolvida por Claulimara Lopes Moreira no mestrado profissional do Programa de Pós-graduação em Vigilância e Controle de Vetores (PPG-VCV/IOC), com orientação de Nildimar Honório, pesquisadora do Laboratório das Interações Vírus Hospedeiros do Instituto. Ambas são coordenadoras e autoras das publicações. 

Disponíveis para download gratuito, os manuais estão alinhados com as abordagens preconizadas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). 

Durante o evento de lançamento, realizado em 30/10, pesquisadores, gestores e agentes de combate às endemias do município de Macaé destacaram a importância das publicações para as atividades de vigilância entomológica.

Agente de combate às endemias da Coordenadoria Especial de Vigilância Ambiental em Saúde de Macaé (Cevas/Macaé), Claulimara lembrou que o projeto foi pensado após o surto de febre amarela de 2017, que revelou lacunas nos materiais disponíveis para orientar a coleta dos mosquitos silvestres.

“Quando ocorreram as primeiras mortes de macacos em Macaé, fomos atrás de materiais de apoio para realizar a vigilância dos vetores. Parecia que as publicações falavam para quem já trabalhava com o tema. Esse projeto foi elaborado a partir das dificuldades da nossa experiência”, contou a bióloga.

“Ao redigir os manuais, pensamos nos profissionais que vão iniciar a vigilância. Detalhamos os métodos, com pequenas dicas que não são encontradas em artigos científicos. Nos manuais também foram apresentadas armadilhas de baixo custo e fáceis de montar, para que, de fato, os procedimentos possam ser inseridos nos serviços de vigilância”, completou.

A entomologista e coordenadora do Nosmove, Nildimar Honório, ressaltou a relevância das parcerias e o compromisso com a saúde pública na produção dos manuais.

“Com profissionais bem formados, instrumentos adequados e inovação alinhada ao que o Ministério da Saúde e Opas preconizam, poderemos fortalecer a vigilância entomológica e reduzir o impacto de doenças como febre amarela e malária que acometem a população. De fato, pesquisadores e agentes de endemias têm como foco comum trabalhar em prol da vida”, afirmou.

Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e agentes de combate às endemias de Macaé contribuíram com as publicações, participando das atividades de campo, na aplicação e teste dos procedimentos indicados, e compartilhando experiências práticas. 

A elaboração dos manuais contou com equipe técnica composta por profissionais do IOC, do Núcleo Operacional Sentinela de Mosquitos Vetores da Fundação Oswaldo Cruz (Nosmove/Fiocruz), da Cevas/Macaé e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). 

Denise Valle, Monique de Albuquerque Motta e Teresa Fernandes Silva do Nascimento, entomologistas do IOC, realizaram a revisão técnica.

Além de Claulimara e Nildimar, participaram da mesa de lançamento: o vice-diretor de Ensino, Informação e Comunicação do IOC, Ademir Martins; a coordenadora do Programa de Pós-graduação em Vigilância e Controle de Vetores, Daniele de Castro; a titular da Gerência de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), Cristina Giordano Dias, e o gestor da Cevas/Macaé, Luan Campos.

“Esses manuais representam o objetivo do Programa de Vigilância e Controle de Vetores, que é formar profissionais com capacidade inovadora e crítica na área, gerando produtos que possam ser utilizados na prática”, declarou Daniele.

“A Pós-graduação em Vigilância e Controle de Vetores mostra como a integração entre pesquisa e serviço é importante para a produção do conhecimento e para levar até a ponta aquilo que é produzido na academia e, assim, gerar saúde”, acrescentou Ademir.

“Esse é um produto muito importante, que teve cuidado de usar linguagem e conhecimentos das equipes que atuam em campo”, reforçou Cristina, que também é docente da Pós-graduação em Vigilância e Controle de Vetores.

“Enquanto gestor, posso dizer que vamos utilizar esses manuais no município de Macaé e fazer o possível para que as informações cheguem aos agentes na ponta”, disse Luan.

Cada manual é dividido em nove capítulos, abordando características das doenças e dos vetores, principais métodos e armadilhas para coleta dos mosquitos, com detalhamento de procedimentos, materiais necessários e recomendações para as atividades de campo, além de bibliografia e documentos anexos, como fichas que podem ser utilizadas nos registros de dados.

O projeto contou com financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e apoio da prefeitura de Macaé, do Nosmove e do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Nupem/UFRJ).

Campus Virtual Fiocruz oferece formação sobre febre amarela

Campus Virtual Fiocruz ressalta a importância da vacinação para a prevenção e erradicação de doenças como a da Febre Amarela. Assim, o CVF lembra do curso, online, gratuito e autoinstrucional de Vacinação contra Febre Amarela. A formação está com inscrições abertas!

Inscreva-se já!

A formação foi produzida pela Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e o Campus Virtual Fiocruz, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Nele, são apresentadas situações diversas sobre vacinação para febre amarela, trazendo orientações e reflexões para qualificar a recomendação de vacina e outras condutas associadas. É indicado para profissionais de saúde que atuam na atenção básica e em postos de vacinação. Porém, qualquer pessoa pode se matricular. Ao final desse minicurso, o participante vai ser capaz de: identificar as pessoas para as quais a vacina é recomendada; orientar os usuários nos casos controversos; orientar sobre eventos adversos; e identificar casos de eventos adversos.

 

 

*Com complemente de informações de Lucas Leal sobre curso de vacinação contra febre amarela. Lucas Leal é estagiário do Campus Virtual Fiocruz sob supervisão de Isabela Schincariol.

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