Ei, você já fez pós-graduação na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)? Então, diga por onde tem andado! Afinal, nossa história se completa... Para acompanhar a trajetória de seus ex-alunos, a Fiocruz está fazendo uma pesquisa com quem estudou em seus cursos de mestrado, doutorado, especializações e residências em saúde no período de 2013 a 2019. Alunos com este perfil recebem um link para o questionário, por e-mail, e têm até o dia 30/11 para responder à pesquisa online — o que só leva cerca de 10 minutos.
São 5.045 estudantes, de acordo com um levantamento preliminar junto às unidades. Isabella Delgado, coordenadora do Lato sensu e responsável pela pesquisa na Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), comenta a importância da iniciativa. “A pesquisa de egressos é um reconhecimento do ensino, do que agregamos aos alunos ao longo de sua trajetória. Por isso, quanto mais estudantes que passaram pela instituição nos retornarem, mais fiel será esse ‘retrato da nossa identidade’”, diz.
A iniciativa foi apresentada durante a Câmara Técnica de Educação, no dia 17 de outubro, por Isabella e pela pesquisadora Suely Deslandes (do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira - IFF/Fiocruz) – que também coordena o trabalho. Na ocasião, estavam reunidos gestores da área, coordenadores de cursos de pós-graduação, profissionais das Secretarias Acadêmicas, entre outros participantes.
Isabella e Suely destacaram que a pesquisa contribui tanto para atender às demandas de avaliação do Ministério de Educação (MEC) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) quanto para a gestão interna. Elas explicaram, ainda, os diferenciais deste estudo. “Algumas unidades já têm iniciativas próprias, que são louváveis e nos ajudaram bastante. Mas nosso objetivo é constituir um sistema de acompanhamento de egressos com uma metodologia comum: esta é a entrega que queremos deixar. Mais do que isso, estamos provendo a Fiocruz de um instrumento que será parte das ações para a formulação de uma política institucional”.
A coordenadora geral da Educação da Fiocruz, Cristina Guilam, disse que está muito satisfeita com a entrega, referindo-se tanto à dedicação dos envolvidos quanto ao levantamento em si, que prevê uma base de dados que poderá ser utilizada pelas unidades. E afirmou: “É visível como a área de educação tem se estruturado nos últimos anos, e expressado a própria complexificação institucional”. Em seguida, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, lembrou que “além da importância para a autoavaliação, nossa pesquisa pode ser utilizada como modelo de referência para outras instituições”.
O questionário traz perguntas simples de responder. São informações sobre o perfil dos ex-alunos, seu percurso acadêmico, os principais benefícios proporcionados pela instituição e também dificuldades enfrentadas ao longo da formação.
Se você é ex-aluno, acesse a pesquisa e responda já! E lembre-se de compartilhar com seus colegas. Assim, será possível acompanhar essa grande turma que carrega a marca da Fiocruz em sua trajetória.
Quem se formou entre 2013 e 2019, mas ainda não recebeu o e-mail com o link para o questionário, deve entrar em contato através do e-mail: egressos.fiocruz@fiocruz.br
Publicação : 13/11/2018
Apresentação realizada na Câmara Técnica de Educação, no dia 17 de outubro, sobre estudos para análise da atuação profissional de egressos de residências médica e multiprofissional em saúde e com egressos de programas de pós-graduação Strictu sensu. O estudo utiliza métodos de pareamento com bases oficiais do governo para identificar a trajetória de egressos de programas de residência da Fiocruz. Além de obter informações sobre atividades profissionais, a busca permite em alguns casos atualizar as informações de contato, possibilitando convidar os profissionais a participarem de pesquisas ou de novos serviços para egressos oferecidos pela Fiocruz.
A Câmara Técnica de Educação da Fiocruz (CTE) se reuniu nos dias 16 e 17 de outubro. Este ano, o encontro com os representantes das unidades integrou a programação da Semana de Educação. O vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Manoel Barral, lembrou que o objetivo da reunião era dar continuidade às discussões sobre o Planejamento Integrado da Educação na Fiocruz (Pief), definido como coletivamente como estratégia para a construção da Política Educacional da Fiocruz – recomendação do VIII Congresso Interno (2017).
Em 2018, os trabalhos têm se concentrado no diagnóstico da oferta atual, a partir das discussões nas unidades, que organizaram e enviaram informações para Coordenação Geral de Educação (CGEd/Fiocruz) sobre: conteúdos das ofertas, duplicidades e possibilidades de compartilhar disciplinas. Foram realizadas reuniões com 21 unidades e escritórios da instituição, para trocar informações e esclarecer dúvidas sobre o material produzido.
O Pief tem como principais objetivos ampliar a integração das atividades de educação entre as unidades, avançar na gestão das informações e processos de comunicação, conhecer e melhor avaliar o trabalho desenvolvido pelos diversos agentes da área para avançar em formulações conjuntas, estimular cooperações e melhor aproveitar os recursos.
No primeiro dia da Câmara Técnica (16/10), o debate se concentrou na definição de temas estratégicos considerando a formação para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Já no dia 17, a coordenadora geral de Educação, Cristina Guilam, abriu o encontro apresentando a equipe. Em seguida, o assessor da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), Paulo Carvalho, fez uma síntese do dia anterior e comentou sobre como os trabalhos estavam organizados, destacando que o objetivo seria então alinhar propostas e fazer sugestões de melhoria.
Os membros da Câmara buscaram, primeiramente, compreender e definir o que é estratégico para a Fiocruz, debatendo sobre um grande tema que pudesse ser desenvolvido de modo a nortear os programas, considerando a Visão institucional. A coordenadora geral de Educação, Cristina Guilam, propôs que, após as discussões fosse elaborado um projeto piloto. Por sua vez, a assessora da Coordenação do Lato sensu, Tânia Celeste, sugeriu o tema “educação, saúde e sociedade”.
No encontro, também foi apresentada a proposta do grupo de trabalho da Fiocruz dedicado a encaminhar questões relacionadas à avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O GT é coordenado pela pesquisadora Dora Chor, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).
Depois, os participantes conheceram o novo sistema de gestão das informações acadêmicas, que está sendo desenvolvido pela Coordenação-Geral de Gestão de Tecnologia de Informação (Cogetic) junto com a CGEd. Neste ambiente único, será possível gerenciar as informações das modalidades Stricto sensu, Lato Sensu e do nível técnico de forma integrada e acompanhar a vida acadêmica dos estudantes desde a seleção até seu desligamento.
A trajetória dos alunos egressos também foi pauta da Câmara Técnica. Paula Xavier, coordenadora de Informação e Comunicação da VPEIC/Fiocruz e também do Observatório da Fiocruz em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. Ela apresentou um estudo piloto com 1168 egressos, realizado a partir do pareamento de informações com bases oficiais do governo. O levantamento mostra que quase 50% dos egressos continuam trabalhando nas suas áreas de atuações na Fiocruz.
Paula comentou, ainda, sobre as ações adotadas para envolver os diversos atores da instituição, com o objetivo de formular e implantar uma política de ciência aberta. Considerando a importância de capacitar os alunos de pós-graduação, durante a CTE foi lançado um curso sobre o tema. Fruto de uma parceria entre a Vice-presidência e a Escola Corporativa Fiocruz, o curso será oferecido na modalidade de educação à distância (EAD), a partir de novembro.
Por fim, Milton Moraes, coordenador geral adjunto de Educação, falou sobre o Programa de Internacionalização da Fiocruz. Ele lembrou que as ações não se restringem apenas ao Programa Institucional de Internacionalização da Capes, mas envolvem a formação de diversas redes e parcerias. Segundo Milton, 63% dos pesquisadores brasileiros nunca saíram do Brasil. Ele acredita que, além de ampliar a mobilidade acadêmica, é preciso estimular diversas iniciativas para fomentar este ambiente, tais como: estimular a cooperação Sul-Sul e parcerias em cotutela, assim como promover o uso de ferramentas de informação e comunicação que facilitem o acesso e desenvolvimento de alunos estrangeiros, entre outras medidas.
“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Partindo dos ensinamentos do Patrono da Educação no Brasil – o pedagogo, educador e filósofo Paulo Freire – foi aberta a Semana de Educação da Fiocruz, no Dia do Mestre (15/10).
As diversas atividades foram apresentadas pelo vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Manoel Barral. No próprio dia 15, foram homenageados alunos e professores, com o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses e a Medalha do Mérito Educacional Virgínia Schall. Na ocasião, também foi lançado o livro Ciência, saúde e educação, legado de Virgínia Schall (leia mais sobre prêmios, homenagens e o livro aqui).
Barral também comentou os destaques da programação até o dia 19 de outubro: a abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, o lançamento de publicações, o encontro da Câmara Técnica de Educação (com a conferência Desigualdade na oferta de pós-graduação em saúde no Brasil, assim como a continuidade dos debates sobre o Plano Integrado de Educação - Pief) e a realização do Seminário de Educação com intercâmbio de experiências, metodologias e tendências na área educacional.
Depois, apresentou as iniciativas que a VPEIC tem desenvolvido para fortalecer a integração entre as unidades e construir a Política Educacional da Fiocruz, a partir das diretrizes do VIII Congresso Interno da Fiocruz. O vice-presidente destacou ações junto aos programas de ensino, como a avaliação da pós-graduação e a oferta de disciplinas com conteúdos transversais para a formação em divulgação científica e ciência aberta. Ele também informou sobre a implantação do Sistema Integrado de Educação, o projeto de Internacionalização do Ensino e os instrumentos de acompanhamento dos cursos e seus egressos, destacando a articulação com o Observatório Fiocruz de CTI em Saúde (que foi remodelado). Ao que a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, exclamou: “Quantas boas notícias!”.
Após as falas dos representantes da Associação de Pós-graduandos da Fiocruz (APG-Fiocruz) e da Asfoc-SN, Nísia comentou sobre o contexto pré-eleições: “Neste momento de emoções e tensões, é muito importante estarmos juntos para renovarmos nossas esperanças, reforçarmos nossas convicções e atualizarmos a nossa agenda”.
Ela parabenizou todos os homenageados e a equipe de diversas áreas envolvidas na realização da Semana, destacando a programação variada do evento e a valorização do trabalho dos profissionais da educação. “Abrimos falando de Paulo Freire, lembrando da importância de afirmar o valor da educação libertadora e do pensamento crítico. Junto com ele, homenageamos aqui na Tenda da Ciência – este espaço de educação, construção de pensamento e de diálogo – que tem o nome de uma grande educadora, Virgínia Schall. Ela também dá nome à medalha que será entregue a Euzenir Sarno, uma referência de pesquisadora, mestre e educadora”.
Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)* | Fotos: Peter Ilicciev (CCS)
*Com informações do Instituto Oswaldo Cruz
O Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) promoverá, a partir do dia 3 de agosto, um programa de sessões científicas com foco em prospecção para dar continuidade aos estudos de futuro e aprofundart temas abordados no curso Foresight: métodos e aplicações em ciência, tecnologia e inovação, realizado entre abril e maio de 2017.
O curso discutiu a origem, os conceitos e a finalidade dos estudos prospectivos, que ampliam a capacidade institucional de dialogar com a sociedade, identificando e antecipando cenários que podem afetar o desenvolvimento da instituição e do país, como explica Antônio Ivo de Carvalho, coordenador do CEE-Fiocruz. A proposta, agora, é criar oportunidades de aplicação desse conhecimento em projetos de estudos de futuro e fortalecer competências nessa direção.
Nas sessões científicas, dirigidas em especial aos ex-alunos do curso de Foresight, gestores em ciência e tecnologia (C&T) e pesquisadores, os participantes poderão trocar experiências e fazer análises críticas de estudos e suas estratégias de construção. Estarão em foco pesquisas em andamento no Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz e outras iniciativas de unidades da instituição, relacionados a temas relevantes para o futuro da Fundação no campo de C&T em saúde. As sessões acontecerão sempre na última quinta-feira do mês, entre 3 de agosto e 7 de dezembro de 2017, das 10h às 12h, no CEE-Fiocruz.
Ainda com o objetivo de disseminar a cultura de prospecção na instituição, duas outras iniciativas do Centroi estão em curso. Uma delas é a criação, em parceria com a Escola Corporativa Fiocruz, de uma comunidade virtual de aprendizagem em prospecção. A comunidade, que ficará abrigada no Campus Virtual Fiocruz, será um espaço dedicado ao registro de informações e resultados de estudos, acesso a bibliografia, elaboração colaborativa de projetos e fórum de debates, entre outras possibilidades.
Também está em andamento a estruturação da participação dos egressos do curso de Foresight em equipes de pesquisa para realização de novos estudos prospectivos.
Mais informações no site do CEE-Fiocruz ou pelos telefones (21) 3882 9282 (ramal 2015 ou 2018).
Fonte: Comunicação/CEE-Fiocruz
No dia 7/6, a Comissão Própria de Avaliação da Fiocruz (CPA) realizou a sua primeira reunião após o credenciamento da Fiocruz como Escola de Governo pelo Ministério da Educação (MEC), publicado na Portaria 331/2017do Diário Oficial da União. Além de fazer uma retrospectiva dos contextos institucionais e das atividades que envolveram a CPA no último semestre, foram estabelecidas as principais prioridades da Comissão a médio e longo prazos. O encontro marcou a mudança da gestão da Comissão. A professora Isabella Delgado (que foi vice-diretora de Pesquisa, Ensino e Projetos Estratégicos do INCQS/Fiocruz) assume a presidência, antes conduzida pela professora Tânia Celeste, da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação, que passa a coordenar os programas Lato sensu.
A reunião contou com participantes do Rio de Janeiro e via web conferência. Tânia fez uma breve retrospectiva dos principais fatos ocorridos desde a última reunião do grupo, em dezembro de 2016, destacando as eleições para a Presidência da Fiocruz e suas unidades. “O credenciamento da instituição como Escola de Governo junto ao MEC foi finalizado em 6/4. É nosso primeiro encontro desde então”, lembrou. Ela destacou a conquista coletiva, celebrada pelos membros da primeira reunião da Câmara Técnica de Educação este ano. “Foi um momento de muita alegria e que mereceu destaque. Sabemos de todas as responsabilidades que o credenciamento nos traz e devemos nos orgulhar e celebrar juntos esta conquista”, afirmou.
Ela informou sobre o trabalho desenvolvido no primeiro semestre. “Conforme nosso Plano de Trabalho, adotamos estratégias para fortalecer a CPA, buscando recursos financeiros e pessoas para integrar a equipe, escrevemos dois projetos que foram encaminhados ao Ministério da Saúde, e negociamos a vinda de profissionais de outras Unidades”.
Em seguida, Tânia comentou sobre a escolha de Isabella Delgado. “Confiamos na sua experiência e engajamento, perfil profissional e pessoal, que correspondem às características do presidente da CPA de uma instituição como a Fiocruz”. Isabella, por sua vez, agradeceu o acolhimento da equipe da Vice-presidência. “Tenho 15 anos de INCQS e seis anos na Vice-direção de Ensino, onde tive oportunidade de trabalhar com uma equipe multidisciplinar com todas as modalidades de ensino. Meu compromisso é estar mais próxima das unidades para poder avançar”.
Durante o encontro foi aprovado o regimento interno da CPA que será encaminhado para validação em reunião do Conselho Deliberativo da Fiocruz.
Além de Tânia Celeste e Isabella Delgado, participaram da reunião, presencialmente: Maria Cristina Guilam (coordenadora geral dos Programas de Pós-graduação da Fiocruz) Lenice Reis (representante dos docentes), Luciene Esteves e Alex Bicca (representantes dos egressos), Paulo Carvalho (assessor da VPEIC na Fiocruz Brasília) e Sandra Benigno (secretária executiva da CPA). Se integraram ao grupo, por webconferência, Geisa da Silva (representante do corpo técnico-administrativo), José Ivo Pedrosa (representante da Abrasco), Cláudia Brandão (representante da SGTES/MS) e Vera Kodjaoglanian (representante da gestão do ensino). Eles debateram as principais prioridades de ações de médio e longo prazos.
Uma das iniciativas é o projeto CPA Itinerante, que consiste em ampliar o conhecimento sobre o trabalho da Comissão nas unidades da Fiocruz compartilhando, ao mesmo tempo, experiências de gestão desenvolvidas pelas mesmas. Também será uma oportunidade para que as unidades contribuam com sugestões para o processo de implantação da Escola de Governo da Fiocruz. A atividade será realizada em parceria com a VPEIC/Fiocruz, e nessa oportunidade será discutido o Plano de Desenvolvimento Institucional, o Projeto Político-Pedagógico e as bases de funcionamento da gestão do ensino na instituição.
Outras iniciativas importantes discutidas pela CPA são: a elaboração de um relatório com análises e sugestões sobre o Sistema de Gestão Acadêmica (Siga); a retomada do mapeamento de experiências de avaliação dos cursos e o projeto de avaliação de egressos.
Um encontro produtivo, que tem resultado tanto no aperfeiçoamento institucional quanto numa valiosa experiência para os membros da Comissão Própria de Avaliação da Fiocruz.
Por Alex Bicca e Flávia Lobato (VPEIC/Fiocruz)
Publicação : 27/03/2024
Apresentação feita por Isabella Delgado e Mariana Souza por ocasião do Fórum da Escola de Governo Fiocruz (FEGF), realizada no dia 27 de março de 2024.
Publicação : 18/06/2021
Apresentação "Egressos das Especializações: o que aprendemos com eles?" realizada por Suely Deslandes por ocasião do II Encontro Virtual da Educação 2021, realizado em 02 junho de 2021.
Publicação : 18/06/2021
Realizou-se no dia 02/06/2021, no horário das 9h30 às 12h30, o segundo “Encontros Virtuais da Educação” de 2021, cujo tema foi “Egressos da Especializações: o que aprendemos com eles?”
Diferentes origens (em unidades e sotaques!), mas um mesmo e grande sentido de pertencimento – ou numa linguagem menos técnica: aquele tal “orgulho de ser Fiocruz”. Esses foram os elementos que alunos que desenvolveram seus estudos e carreiras na Fundação trouxeram para o Encontro de Alunos Egressos. O evento foi promovido pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) em comemoração aos 118 anos da instituição, celebrados no dia 28 de maio. Reunidos no Museu da Vida, eles mostraram que a educação é uma experiência tão rica quanto desafiadora, e compartilharam um pouco sobre suas trajetórias profissionais e aprendizado na Fiocruz.
Educação que transforma vidas
E fora dela também, como disse Daniele Cerri, que foi aluna da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) ao lembrar dos encontros com os amigos nos fins de semana. Citando o nome do fundador da Escola, contou que foi um espaço de "experimentação do mundo, da vida e da história”. A ex-aluna ressaltou o papel do Poli para desenvolver sua consciência sobre raça, classe, diferenças sociais e a importância da educação para a transformação social.
Foi o que mostrou o doutor André Luiz Lima, egresso da Casa de Oswaldo Cruz. Morador de Manguinhos, vindo de uma família com pouca formação formal, ele relatou as muitas barreiras de um aluno trabalhador para chegar à universidade, em especial a de dominar outros idiomas. “A Fiocruz foi meu porto em meio a dificuldades”, disse, citando quão raro é uma pessoa de sua origem conquistar esta qualificação. Com sua experiência de vida e sua formação, colocou em prática conhecimentos na cooperação social e na luta por territórios saudáveis. Ele destacou os incentivos de programas como o Brasil sem Miséria, do qual obteve uma bolsa.
Fazer a diferença em regiões carentes, poder salvar vidas, reduzir a mortalidade infantil, colocando em prática a missão institucional. Isso foi o que mais marcou a maranhense Zeni Carvalho Lamy, egressa do Instituto Nacional da Saúde da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). A residência – que acolhe estudantes de vários estados brasileiros – foi um período em que ela pode não só desenvolver seu conhecimento sobre as relações entre pesquisa, assistência e serviços, mas também laços afetivos. “São laços nunca cortados”, disse. Sua vivência no Instituto permitiu que ela participasse da implantação de uma das primeiras unidades neonatais do Nordeste do país. Além da assistência em saúde, ela comentou sobre como a sua formação contribuiu para seu crescimento profissional. Atualmente, Zeni coordena e atua em diversas atividades na pós-graduação, na cooperação com redes internas, instituições internacionais e também na área de boas práticas.
Théo Santos, que fez mestrado na Fiocruz Bahia falou sobre a oportunidade de ter passado por vários institutos da Fiocruz e poder aprender com tantos cientistas muito gabaritados, que contribuíram tanto para sua formação profissional quanto humana.
Contribuições dos alunos para a instituição
Os alunos também tiveram a oportunidade de deixar contribuições para a Fiocruz. Tatiana Waetge, egressa de uma especialização na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca e (ENSP) e atual aluna de doutorado no Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (Icict) deixou duas sugestões. A primeira sobre a valorização do trabalho da Associação de Pós-graduandos (APG-Fiocruz) pelo apoio ao acolhimento dos alunos e atendimento psicossocial. Ela agradeceu as “portas sempre abertas da Fiocruz” e também mencionou a importância de aproveitar profissionais que se formaram e atuaram na instituição pela apropriação de conhecimentos sobre sua missão e demandas. Por sua vez, André Luiz Lima, sugeriu que sejam ampliadas as oportunidades pós-doutorado como as de estágio em docência.
Fechando o encontro, o vice-presidente Manoel Barral destacou o rico painel de experiências no campo da educação e celebrou os vínculos entre todos aqueles que fazem parte da história da instituição.
Por Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)