O Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia) e o Campus Virtual Fiocruz lançam curso sobre leishmanioses e reforçam o papel da educação na qualificação do cuidado em saúde. A formação, online e gratuita, é voltada especialmente a profissionais de saúde e estudantes, mas aberta a todos os interessados na temática. Com 25h de carga horária e quatro módulos, o curso Vigilância, diagnóstico, tratamento e manejo de pacientes com leishmanioses já está disponível. A identificação precoce dos sinais e sintomas é determinante para evitar complicações graves, reduzir a letalidade e garantir o tratamento adequado.
As leishmanioses seguem como importante desafios à saúde pública brasileira, exigindo diagnóstico rápido, manejo clínico adequado e ações permanentes de vigilância para o controle da doença. Assim, a formação visa contribuir com a qualificação dos profissionais que atuam na linha de frente do SUS. Este curso é marcado por um lançamento especial presencial na sede da Fiocruz Bahia, com palestras e debates com especialistas da área sobre a doença e a importância da educação permanente em saúde. O evento, com transmissão ao vivo pelo canal da Fiocruz Bahia no Youtube, pode ser visto aqui:
Formação estratégica para o SUS
O curso busca ampliar o acesso ao conhecimento atualizado sobre a doença, além de fortalecer a capacidade de resposta dos serviços de saúde diante de um agravo que permanece presente em todas as regiões do país. A formação foi concebida a partir de conteúdos baseados em evidências científicas, protocolos assistenciais e recomendações nacionais e internacionais. Organizada em quatro módulos, aborda a vigilância epidemiológica, o diagnóstico, o tratamento, a prevenção e o manejo clínico das diferentes manifestações da doença.
A formação permanente dos trabalhadores da saúde, especialmente dos profissionais que atuam na ponta do sistema, é considerada um componente estratégico para o enfrentamento das leishmanioses. Segundo o Ministério da Saúde, em muitos casos, a identificação precoce dos sinais e sintomas da doença é uma questão determinante para minimizar as possibilidades de complicações graves, diminuir a letalidade e garantir o tratamento adequado. Além disso, profissionais qualificados e sensíveis ao tema contribuem para fortalecer a vigilância epidemiológica, ampliar a notificação dos casos e promover ações educativas junto às comunidades expostas ao risco da doença.
Leishmanioses: um desafio para o Brasil e para o mundo
As leishmanioses estão entre as doenças tropicais negligenciadas de maior relevância em saúde pública no mundo. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), a doença permanece como um importante problema de saúde pública nas Américas, África, Ásia e região do Mediterrâneo, estando fortemente associada a fatores socioeconômicos, ambientais e climáticos. Nas Américas, o Brasil concentra grande parte dos casos registrados, especialmente das formas tegumentar e visceral da doença. A leishmaniose tegumentar apresenta incidência significativamente maior nas regiões Norte e Nordeste, enquanto a forma visceral, considerada a mais grave, registra importante circulação em estados como Bahia, Maranhão, Piauí e Ceará, além de avançar para áreas urbanas e periurbanas de diferentes regiões do país.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o país registra aproximadamente 13 mil casos anuais de leishmaniose tegumentar e cerca de 2 mil casos de leishmaniose visceral. Para fortalecer o monitoramento epidemiológico, o MS conta com painéis interativos que acompanham indicadores das duas formas da doença, reunindo informações sobre incidência, óbitos e letalidade por estados e municípios. As ferramentas foram desenvolvidas em parceria com a Fiocruz Brasília e integram as estratégias nacionais de vigilância e controle das leishmanioses.
As leishmanioses são causadas por protozoários do gênero Leishmania e transmitidas pela picada de flebotomíneos infectados, insetos popularmente conhecidos como mosquito-palha, birigui, tatuquira ou cangalhinha. A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. O ciclo envolve a participação de vetores e de diferentes reservatórios animais, incluindo mamíferos silvestres e domésticos. As manifestações clínicas variam de acordo com a forma da doença. A leishmaniose tegumentar provoca lesões na pele e nas mucosas, podendo causar deformidades quando não tratada. Já a leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, afeta órgãos internos como fígado, baço e medula óssea, apresentando sintomas como febre prolongada, perda de peso, anemia, aumento abdominal e imunossupressão. Sem tratamento, a forma visceral pode evoluir para óbito. Entre as principais medidas de prevenção estão o controle dos vetores, o manejo ambiental, a proteção individual contra picadas, o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno dos casos.
Educação permanente e novas oportunidades de aprendizagem
O lançamento do novo curso amplia um conjunto de iniciativas educacionais que já vêm sendo desenvolvidas pela Fiocruz para fortalecer o enfrentamento das leishmanioses. Entre elas está o curso autoinstrucional, também lançado pelo Campus Virtual, em dezembro de 2025, "Leishmanioses, e eu com isso? Ações educativas intersetoriais na saúde e na educação", em parceria com o Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas). A formação aborda conceitos fundamentais sobre a doença, diagnóstico, prevenção, vigilância, fatores socioambientais e a abordagem de Saúde Única. Saiba mais sobre a formação aqui: Leishmanioses, e eu com isso? Ações educativas intersetoriais na saúde e na educação.
Conheça a nova formação e inscreva-se:
Vigilância, diagnóstico, tratamento e manejo de pacientes com leishmanioses
Módulo 1 - Vigilância Epidemiológica
Aula 1: Introdução às leishmanioses, epidemiologia e controle da doença.
Aula 2: Vigilância epidemiológica e os métodos de vigilância – importância da visão de Uma Só Saúde no controle da transmissão.
Módulo 2 - Vigilância Vetorial e Aspectos Ecoepidemiológicos
Aula 1: Principais espécies de flebotomíneos e ciclo biológico do vetor.
Aula 2: Ferramentas digitais para a identificação de flebotomíneos e a importância da vigilância entomológica.
Aula 3: Principais reservatórios, as diferentes espécies de Leishmania e sua distribuição geográfica.
Aula 4: Leishmanioses e sua distribuição geográfica – fatores socioambientais associados às leishmanioses tegumentar e visceral.
Módulo 3 - Patogênese e Diagnóstico das Leishmanioses Visceral e Tegumentar
Aula 1: Diagnóstico clínico e o contexto no SUS.
Aula 2: Diagnóstico diferencial das leishmanioses.
Aula 3: Imunopatogênese das leishmanioses.
Módulo 4 - Tratamento das Leishmanioses Visceral e Tegumentar
Aula 1: Abordagem atual do tratamento da leishmaniose tegumentar.
Aula 2: Abordagem atual do tratamento da leishmaniose visceral.
Até 28 de junho, a Coordenação de Ensino do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz) receberá inscrições para o V Workshop Inovacal - Biotecnologia do desenvolvimento animal: da construção de biomodelos a soluções aplicadas à saúde. A formação destina-se a técnicos da área, graduandos, além de professores, graduados e pós-graduados que desejam aprofundar seus conhecimentos no tema.
Inscreva-se já pelo Campus Virtual Fiocruz!
O curso é gratuito e tem por finalidade promover a sensibilização sobre a importância do desenvolvimento de novos produtos, tecnologias, processos e serviços inovadores que contribuam para a implementação dos princípios dos 3Rs (Redução, Refinamento e Substituição), impulsionando o avanço da Ciência em Animais de Laboratório e o aprimoramento contínuo das práticas voltadas ao bem-estar animal.
As aulas serão realizadas nos dias 8 e 9 de julho, das 13h às 17h, em formato online e ao vivo, por meio da plataforma Zoom, totalizando 8 horas de carga horária. Serão oferecidas 300 vagas, e as inscrições deverão ser realizadas pelo Campus Virtual Fiocruz. O resultado do processo seletivo será divulgado em 1º/7, por e-mail e também por meio de lista publicada na área logada da plataforma virtual de ensino.
Para consultar o edital e realizar sua inscrição, acesse o Campus Virtual Fiocruz.
A expressão “Saúde Única” ou “Uma Só Saúde” ganhou espaço nos últimos anos em debates relacionados a temas como mudanças climáticas, pandemias e emergência de doenças transmitidas entre animais e humanos. Traduzida do termo inglês “One Health”, a proposta parte da ideia de que saúde humana, animal, vegetal e ambiental estão interligadas e exigem respostas integradas.
Incorporada recentemente à agenda institucional brasileira, a abordagem passou a mobilizar pesquisadores, gestores e organismos internacionais, mas também despertou críticas no campo da saúde coletiva. De um lado, está a defesa de que o conceito permite fortalecer ações intersetoriais diante de crises cada vez mais complexas. De outro, a crítica de que representa um retrocesso a modelos biomédicos já superados pela noção de determinação social da saúde e abre espaço para interesses de corporações estrangeiras, que colocam sob ameaça os avanços do SUS e da saúde coletiva no Brasil.
Nesta edição, Radis convida dois especialistas que apresentam diferentes pontos de vistas sobre os caminhos e os impasses da Saúde Única no Brasil.
Um dos artigos é de David Soeiro Barbosa, médico veterinário, epidemiologista, professor e pesquisador em saúde pública. Doutor em Epidemiologia em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e atual presidente da Associação Brasileira de Saúde Única (Abrasuni).
O outro é de Lia Giraldo, médica (USP), mestra e doutora em Medicina (Unicamp). Líder de Pesquisa no CNPq de 1997 a 2013, é pesquisadora titular aposentada da Fiocruz e professora adjunta aposentada da UPE. Criou o Laboratório de Saúde, Ambiente e Trabalho na Fiocruz Pernambuco; integra o GT Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes).
Nesta quarta-feira, 17 de junho, às 10h, o Centro de Estudos de Farmanguinhos realiza uma palestra sobre o Processo de inspeção e verificação pela Anvisa das Boas Práticas de Fabricação em produtos de medicamentos e insumos farmacêuticos ativos.
O encontro acontecerá remotamente, com transmissão pelo canal oficial de Farmanguinhos no YouTube.
A emissão de certificado será realizada a partir do preenchimento da lista de presença repassada no chat, ao vivo, durante evento. Não é necessária a inscrição prévia.
Os antecedentes políticos, sociais e institucionais da 8ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) serão tema de seminário especial promovido pelo Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis/Fiocruz Brasília). O evento será realizado em 18 de junho, das 14h às 16h, com transmissão pelo canal da Fiocruz Brasília no YouTube.
A atividade promoverá uma reflexão sobre os contextos que antecederam a realização da 8ª CNS e os desdobramentos daquele processo para a consolidação do direito à saúde no Brasil. A partir das experiências e análises dos participantes, o debate abordará aspectos centrais da trajetória da reforma sanitária e da construção das políticas públicas de saúde no país.
Realizada em 1986, a 8ª CNS é considerada um marco na história da saúde pública brasileira por ter ampliado a participação social no debate sobre políticas de saúde e contribuído para a formulação de propostas que influenciaram a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), instituído pela Constituição Federal de 1988.
Compõem a mesa de debates:
– José Carvalho de Noronha, médico sanitarista, pesquisador da Fiocruz e ex-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco);
– José Gomes Temporão, médico sanitarista, pesquisador da Fiocruz e ex-ministro da Saúde.
A moderação será conduzida pelo farmacêutico José Agenor Álvares da Silva, assessor especial da Fiocruz Brasília e ex-ministro da Saúde.
A participação é aberta ao público e não exige inscrição prévia. No entanto, os interessados em receber certificado emitido pela Escola de Governo Fiocruz – Brasília devem realizar inscrição antecipadamente no Campus Virtual Fiocruz.
Mais informações: (61) 3329-4661 | nethis@fiocruz.br
Os interessados em participar da Mostra de Experiências em Monitoramento e Avaliação em Saúde junto aos Povos Indígenas (MOSTRA M&A-SI) ganharam mais tempo para submeter suas propostas. A organização do evento prorrogou o prazo de inscrições até o dia 3 de agosto de 2026, ampliando a oportunidade para que profissionais, gestores, lideranças indígenas, conselheiros, pesquisadores, estudantes e instituições compartilhem experiências desenvolvidas no campo da saúde indígena.
As propostas podem ser submetidas em três formatos (resumo escrito, vídeo ou áudio), por meio de formulário eletrônico. As inscrições devem ser realizadas até 3 de agosto de 2026 por meio do formulário eletrônico disponível em: https://redcap.link/mostrameasi
A Mostra tem como objetivo identificar, valorizar e disseminar práticas de Monitoramento e Avaliação (M&A) que contribuam para o fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), promovendo a troca de conhecimentos e o aprimoramento da gestão, dos processos de trabalho e da qualidade da atenção à saúde ofertada aos povos indígenas.
Promovida pelo Laboratório de Avaliação de Situações Endêmicas Regionais (LASER/ENSP/Fiocruz), em parceria com o Laboratório de Doenças Parasitárias (LABDEP/IOC/Fiocruz) e com apoio da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI/MS), a iniciativa busca dar visibilidade a experiências implementadas entre os anos de 2024 e 2026 em diferentes contextos e territórios.
As experiências selecionadas serão apresentadas durante a Mostra Virtual, que acontecerá entre os dias 6 e 8 de outubro de 2026, reunindo participantes de todo o país em um espaço de compartilhamento de práticas, aprendizados e reflexões sobre o uso do monitoramento e da avaliação para o fortalecimento da saúde indígena.
Com a prorrogação do prazo, a expectativa é ampliar a diversidade de experiências apresentadas, fortalecendo a construção coletiva de conhecimentos e a disseminação de iniciativas que contribuam para a qualificação das ações e serviços de saúde voltados aos povos indígenas.
Mais informações sobre critérios de elegibilidade, linhas temáticas, orientações para submissão e cronograma completo estão disponíveis no edital retificado da Mostra.
O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI/MS), e o Centro de Estudos Estratégicos da Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (CEE/Fiocruz) realizam, em 17 e 18 de junho, no Rio de Janeiro, e 25 e 26 de junho, em São Paulo, o I Seminário Interprojetos - Cidadania Digital em Saúde.
O evento tem como objetivo articular cinco iniciativas da SEIDIGI que atuam na interface da saúde digital com a geração cidadã de dados, a comunicação, a transformação digital, o letramento digital e o enfrentamento ao racismo em territórios de favelas e periferias, para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta considera a saúde digital como campo de disputas, mediações e exercício de cidadania.
A abertura oficial contará com a participação da secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad. Já a pesquisadora do CEE-Fiocruz Sonia Fleury integra a Mesa 1 – Apresentação dos Cinco Projetos, apresentando a iniciativa A Saúde Digital e a Geração Cidadã de Dados em Populações de Favelas e Periferias, ao lado dos pesquisadores da Fiocruz Marcelo Fornazin e Palloma Menezes.
A iniciativa insere-se em um processo de cooperação institucional entre a Fiocruz e a SEIDIGI/MS, decorrente de interlocuções estabelecidas com outras experiências em desenvolvimento no campo da saúde digital, especialmente a partir de um movimento de integração fomentado pela SEIDIGI.
Trata-se de uma atividade que reúne projetos em andamento, em diferentes estágios de maturidade, desenvolvidos no Rio de Janeiro e em São Paulo, que abordam a relação entre tecnologias digitais e práticas em saúde em contextos territoriais diversos. Nesse cenário, a atividade Cidadania Digital em Saúde: I Seminário Interprojetos apresenta-se como um espaço oportunidade de articulação em rede, favorecendo a troca de experiências entre projetos, o compartilhamento de metodologias e estratégias e a identificação de aprendizados e desafios comuns.
A participação do projeto A Saúde Digital e a Geração Cidadã de Dados em Populações de Favelas e Periferias se insere nesse contexto como oportunidade de diálogo e integração com outras experiências, contribuindo para o fortalecimento do campo da comunicação em saúde digital.
Cidadania Digital em Saúde: I Seminário Interprojetos
Dias: 17 e 18 de junho de 2026
Local: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz)
Rua Leopoldo Bulhões, 1.480 – Manguinhos, Rio de Janeiro (RJ)
Programação
17 de junho (quarta-feira)
9h – Abertura Oficial
10h30 às 12h – Mesa 1: Apresentação dos Cinco Projetos
Tema: Experiências e Metodologias em Saúde Digital
12h – Almoço
13h – Mesa 2: Parceiros Institucionais
Tema: Participação Social, Dados e Direitos no SUS
15h – Mesa 3: Coletivos Produtores de Dados
Tema: Coletivos, Territórios e Inclusão Cidadã
De Olho na Quebrada
16h15 – Encerramento
18 de junho de 2026 (quinta-feira)
Programação restrita aos participantes convidados dos cinco projetos.
Transmissão ao vivo pelo canal da VideoSaúde Distribuidora no Youtube:
Coordenado pela Fiocruz, o programa de internacionalização da pós-graduação, que é desenvolvido entre a universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Universidade Federal de Rondônia (UNIR), segue avançando.
Em visita às instalações da nova sede da Fiocruz Rondônia, em Porto Velho-RO, e ao campus da UNIR na BR 364, a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz (CGE/VPEIC), Isabella Fernandes Delgado, e a coordenadora-geral adjunta de Educação Strictu Sensu (VPEIC/Fiocruz), Enirtes Caetano Prates Melo, apresentaram à comunidade científica e aos gestores locais das duas instituições a proposta da Rede Capes-Global.Edu, que tem a finalidade de fomentar a cooperação interinstitucional com foco na internacionalização e desenvolvimento de atividades estratégicas de pesquisa e pós-graduação dos participantes envolvidos.
A aprovação da Fiocruz pela Capes no edital de chamamento ao Programa Capes-Global.Edu ocorreu em janeiro de 2026. A instituição passou a comandar um programa – em rede – de internacionalização de programas de pós-graduação incluindo as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Localidades que possuem municípios com baixos índices de desenvolvimento humano (IDHM) e historicamente marginalizados.
De acordo com Isabella Delgado, sendo a Fiocruz uma instituição já reconhecida pela Capes como consolidada do ponto de vista da sua internacionalização, ganhar esse lugar de coordenar uma rede formada por cinco universidades em regiões com programas de pós-graduação menos maduros, do ponto de vista de sua excelência, é um marco para a Fiocruz e para o desenvolvimento científico e social dos municípios envolvidos: "Temos todas as nossas unidades e escritórios, incluindo a Fiocruz Rondônia, como instituições internacionalizadas e já reconhecidas pela Capes. No caso de Rondônia, todo o histórico de cooperação e colaboração entre a Fiocruz Rondônia e a UNIR fez com que a universidade fosse escolhida para fazer parte dessa rede de internacionalização", explicou Isabella Delgado.
Para os estudantes que terão a oportunidade de desenvolver suas pesquisas, por meio do programa de internacionalização, será possível participar de intercâmbios entre várias instituições envolvidas com a Capes Global. A Fiocruz participa da rede com todos os seus 47 programas de pós-graduação. "A ideia é que essas instituições não apenas gerem o projeto, mas também possam estabelecer redes de cooperação e colaboração em vários sentidos. Os alunos que hoje estão envolvidos nos programas stricto sensu a despeito das notas desses programas, e a despeito de ser programa acadêmico ou profissional, terão a oportunidade de fazer esse processo de formação, de qualificação fora do Brasil, através de editais que vão ser abertos, da mesma forma que essas instituições vão receber pesquisadores e tecnologistas, técnicos nas mais diversas áreas que eles escolherem", destacou Enirtes Caetano.
Desenvolvimento estratégico da Pós-graduação
Em visita à Fiocruz Rondônia, também foram alinhadas iniciativas para a criação e implantação de novos cursos de especialização com foco nas necessidades regionais em diferentes áreas, e estratégias para o fortalecimento dos cursos de mestrado e doutorado do PGBIOEXP, que funciona na modalidade associativa entre a Fiocruz Rondônia e a UNIR há cinco anos, e o Doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia (Rede BIONORTE), que congrega diversas instituições e universidades nos nove estados da Amazônia Legal, com a cooperação internacional de mais de 20 países.
A vice-coordenadora de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Rondônia, Soraya Santos, destacou que o programa de internacionalização do Capes Global representa um grande avanço para o desenvolvimento científico, tecnológico e social da Amazônia ao promover a cooperação interinstitucional e possibilitar a formação de recursos humanos em nível e pós-graduação, com foco nas demandas sanitárias regionais e na carência de mão de obra especializada na área da saúde.
*Texto e fotos: José Gadelha (Fiocruz Rondônia)
Nesta segunda-feira, 15 de junho, às 18h, a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (Seidigi/MS) realiza o Webinário de Lançamento da Plataforma SUS Digital.
O evento contará com a participação especial da Secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, do Diretor do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/Opas/OMS), João Paulo Souza, a Gerente de Produtos e Serviços de Informação do Bireme/Opas/OMS, Verônica Abdala, e de colaboradores que contribuíram para a construção da iniciativa.
Desenvolvida pelo Bireme/Opas em parceria com a Seidigi/MS, a Plataforma SUS Digital é um espaço dedicado à informação, memória e disseminação das ações que impulsionam a transformação digital do SUS, reunindo conteúdos e iniciativas voltados para cidadãos, profissionais e gestores de saúde.
O evento será transmitido ao vivo pelo canal do DATASUS no Youtube:
Campus Virtual e a Saúde Digital
A Fiocruz, por meio do Campus Virtual, integra o pool de instituições formadoras parceiras do Programa (Trans) Formação para o SUS Digital do Ministério da Saúde, que visa ao enfrentamento do desafio de preparar estudantes, trabalhadores e gestores do Sistema Único de Saúde para a transformação digital, promovendo a inclusão digital e uma visão crítica sobre o uso da tecnologia na saúde.
O Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS é desenvolvido pela Fundação — é uma realização da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual e do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológia em Saúde da Fiocruz (Icict) — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS. Esse Programa oferece três cursos autoinstrucionais e uma especialização em dados e sistemas de informação para o SUS.
Confira os cursos oferecidos no âmbito do Programa e inscreva-se já!
Recentemente, o curso de especialização realizou aulas abertas que estão disponíveis no canal do Campus VIrtual Fiocruz no Youtube. Confira e assista:
Fontes de Dados e Sistemas de Informação para o SUS
Entre os dias 22 e 25 de junho de 2026, será realizado o I Seminário Necohm Neras – Cores da Diáspora: corpos negros, educação e saúde. O encontro discute as relações entre raça, escravidão, saúde, educação e as experiências da população negra em diferentes contextos históricos. As inscrições podem ser feitas até 20 de junho por meio desse formulário.
O seminário é promovido pelo Núcleo de Estudos Escravidão, Raça e Saúde (Neras), da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), coordenado pela professora Tânia Salgado Pimenta, e pelo Núcleo de Pesquisa Educação, Corpos, Histórias e Memórias Negras (Necohm), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), coordenado pela professora Iamara Viana.
A programação está organizada em mesas temáticas que abordam diferentes perspectivas da experiência histórica da população negra. Entre os temas discutidos, constam a circulação de saberes afro-indígenas, os espaços de cura e resistência no Brasil escravista, as experiências de saúde e de adoecimento do cativeiro à emancipação e as relações entre raça, ciência e circulação de conhecimentos atlânticos.
O seminário também promoverá debates sobre parto, gênero, maternidade e medicina, ensino da história da escravidão e experiências negras no pós-abolição, além de reflexões sobre religiosidades negras plurais e a atuação de intelectuais afrodiaspóricos.
Ao reunir pesquisadores vinculados a universidades, programas de pós-graduação e instituições de pesquisa de diferentes regiões do Brasil e do exterior, o evento busca fortalecer o diálogo interdisciplinar e ampliar as discussões acadêmicas sobre raça, escravidão, saúde e educação.
A conferência de abertura será ministrada por Gabriela dos Reis Sampaio (Ufba), historiadora reconhecida por suas pesquisas sobre escravidão, saúde, religiosidades afro-brasileiras e cultura popular no Brasil do século 19. Já a conferência de encerramento contará com a participação da professora Ynaê Lopes (UFF), referência nos estudos sobre a escravidão nas Américas, bem como o estudo das relações étnico-raciais no continente americano e também do ensino de História da África e da questão negra no Brasil
Programação
22/6 – CDHS, Fiocruz
8h30 – Coffee-break
9h – Abertura oficial
9h30 – Conferência de abertura
Gabriela dos Reis Sampaio (Ufba)
Apresentação: Tânia Salgado Pimenta (COC/Fiocruz)
11h – Mesa: Artes de Curar e Circulação de Saberes Afro-Indígenas
Mediação: Igor Bruno Dias (PPGHCS/Fiocruz)
André Vinicio (PPGHCS/Fiocruz)
Ejhon Lucas (PPGHCS/Fiocruz)
Caio Sérgio Moraes (Centro Educacional Espaço Integrado)
Grayce Bonfim (Uesb)
13h – Almoço
14h – Mesa: Espaços de Cura e Luta no Brasil Escravista
Mediação: Alice Lopes de Souza (PPGHCS/Fiocruz)
Ana Beatriz Lamego Viana (USP)
Carlos Eduardo (UFU)
Jefferson Neves (PPGHCS/Fiocruz)
Tânia Salgado Pimenta (PPGHCS/Fiocruz)
23/6 – CDHS, Fiocruz
9h – Mesa: Saúde e Adoecimento: entre Cativeiro e Emancipação
Mediação: Jamile Fernandes (PPGHCS/Fiocruz)
André Nogueira (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz)
Larissa Bispo dos Santos (PPGHCS/Fiocruz)
Matheus Rodrigues da Silva (PPGHCS/Fiocruz)
Tamara Alicia (Universidade do Chile)
11h – Mesa: Raça, Ciência e Circulação de Conhecimentos Atlânticos
Mediação: Karoline Carula (UFF)
Gutiele Gonçalves dos Santos (PPGHCS/Fiocruz)
Jaqueline Brizola (PPGHCS/Fiocruz)
Layla Silva Ferreira (PPGHCS/Fiocruz)
Luiza Alves (UFRRJ)
13h – Almoço
14h – Mesa: Parto e Medicina
Mediação: Silvio Lima (UFF)
Lorena Telles
Vanderli Camilo (PPGHCS/Fiocruz)
Iamara Viana (Uerj)
Deusineth de Oliveira Ferreira (Uerj)
24/6 – CDHS, Fiocruz
8h30 – Coffee-break
9h30 – Mesa: Ensino, Escravidão e Pós-Emancipação
Mediação: Bárbara Pessanha
Higor Ferreira (Colégio Pedro II)
Jacques Pinto (PPGHCS/Fiocruz)
Catia Louzada (Uerj)
Marília (ProfHistória/Uerj – NECOHM)
Victor Hugo (PPGHC – NECOHM)
Tania Silva Santos
13h – Almoço
14h – Mesa: Gênero, Maternidade, Escravidão e Pós-Emancipação
Mediação: Lívia Beatriz da Conceição (Uerj)
Darville Lizis (PPGHC/UFRJ)
Fernanda Crespo (PUC-Rio)
Erick (Uerj)
Maria Eduarda (Uerj)
Khailany (Uerj)
25 de junho de 2026 -Uerj
10h – Mesa: Religiosidades Negras Plurais
Tayná de Maria (PPGHC/UFRJ)
Mariana Gino (PPGHC/UFRJ)
Chico Souza (UERJ)
Renato Alves de Carvalho Junior (Uerj)
Márcia Cristina Pires Bessa (SEEDUC/RJ)
11h30 -Mesa: Intelectuais Afrodiaspóricos
Bárbara Pessanha (PPGHC/UFRJ)
Paulo Menezes (NECOHM/UERJ/CNPq)
Lívia Beatriz da Conceição (Uerj)
Stephane Ramos (UnB)
Alexandra Lima da Silva (Uerj)
Erika Pinheiro (PPGHC/Necohm)
Mediação: Clícea Maria de Miranda
13h -Almoço
14h – Conferência de encerramento
Ynaê Lopes (UFF)
I Seminário Necohm Neras – Cores da Diáspora: corpos negros, educação e saúde
Data: 22 a 25 de junho de 2026
Local: 22, 23 e 24/6: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS, Campus Fiocruz, Manguinhos
25/6: Uerj, 12o andar na RAV 122, Campus Maracanã
Horário: 9h30
Inscrições até 20/6 em: https://forms.gle/MNoMoaGo42HXgcR29