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IV Colóquio Internacional de Arquitetura Assistencial: Patrimônio e Saúde - 4º Oferta

Unidade/ofertante: Casa de Oswaldo Cruz Telefone: Tel: (21) 3865-2121 / 3865-2234
D Desenvolvimento
Presencial
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Sobre o curso

Descrição: O Colóquio Internacional de Arquitetura Assistencial tem um caráter multi e interdisciplinar e está ligada à Rede Patrimônio Cultural da Saúde e da Assistência, sediada em Portugal. A partir do tema da arquitetura assistencial discutir-se-á as transformações da medicina, da assistência à saúde, da tecnologia e do patrimônio cultural da saúde – sobretudo a conservação e a valorização destas edificações – que são os três eixos que serão debatidos ao longo do evento. O evento reunirá pesquisadores e profissionais da área da saúde, da arquitetura, do urbanismo e da história. A escolha destes temas reflete o investimento que os pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz, instituição que sediará o evento, tem feito nos estudos sobre arquitetura da saúde, história da assistência e, sobretudo, do Patrimônio Cultural da Saúde.



Objetivo Geral: A opção de realizar a 4a edição na Fiocruz tem por objetivo mobilizar um grupo importante de pesquisadores e discentes dos programas de Pós-Graduação que discutem a temática. A Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, em geral, e o Departamento de Patrimônio Histórico, em particular, tem desenvolvido projetos de valorização e divulgação do Patrimônio Cultural da Saúde, tendo tido papel relevante na consolidação da temática no país. É esta experiência que será traduzida nos debates propostos para o Colóquio. O objetivo do evento é debater a arquitetura assistencial, em diálogo com diferentes olhares sobre a saúde, notadamente com reflexo nas preocupações sobre a conservação e valorização do patrimônio cultural, reunindo estudantes, pesquisadores e profissionais da área da saúde, da arquitetura, do urbanismo e da história. A multi e a interdisciplinaridade, próprias do tema, instigam o compromisso das instituições envolvidas.



Justificativa: O colóquio pretende ser espaço de discussão e troca de conhecimentos acerca da relação entre saúde e doença, e seu impacto na construção de infraestruturas de saúde e de assistência, nas suas dimensões histórica e espacial. A quarta edição do evento convida pesquisadores dos países de língua portuguesa a apresentarem seus trabalhos de investigação, discutindo as dimensões da saúde e do patrimônio cultural que envolvem o tema da arquitetura assistencial, distribuído em três eixos: História das instituições de Assistência na Iberoamérica; Patrimônio Cultural da Saúde; e Renovação Tecnológica nos Espaços Assistenciais. A multi e a interdisciplinaridade, próprias do tema, instigam o compromisso de investigadores da área da saúde, da arquitetura, do urbanismo e da história, que se reflete na escolha dos palestrantes, oriundos da região norte e sudeste do Brasil, mas, também, de Portugal e da Itália. É importante destacar a importância deste evento para os PPG em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural da Saúde (PPGPAT) e de História das Ciências e da Saúde (PPGHCS), ambos da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, sediados no Rio de Janeiro – uma vez que tais temas são discutidos em ambos os programas, se tornando uma oportunidade para a participação dos docentes e discentes. O debate contemporâneo sobre o patrimônio, no Brasil, abre espaço para diferentes objetos de diferentes épocas e procedências, manifestações culturais e religiosas, sítios, memoriais, parques, entre outras formas de expressão do tangível e do intangível. Tal discussão acrescenta ainda questões relativas à ética na preservação cultural, à inserção de novos suportes documentais e sua preservação, a patrimonialização dos documentos originais e o papel social dos museus, arquivos, bibliotecas e centros de documentação. Considera-se que o maior desafio colocado às disciplinas do patrimônio – história, arquitetura, arquivologia, arqueologia, museologia e conservação – seja o tema da valorização da perspectiva histórica dos objetos patrimonializados, presente em diversos estudos sobre inventários, atribuição de valor ou mesmo na sua gestão. Observe-se que o enraizamento dos bens patrimoniais na longa duração, e a escolha de sua permanência para o futuro, depende da história enquanto disciplina, uma vez que as operações históricas promovem escolhas, produzem hierarquias, e constroem valores fundamentais para os julgamentos responsáveis por permitirem a sobrevivência desses bens. Num contexto no qual as fontes para o estudo histórico são constantemente ampliadas, e considerando as transformações pelas quais o conceito de patrimônio vem passando, a noção de referência cultural ganha importância na constituição de um olhar mais abrangente para as práticas de preservação patrimoniais. Assim, ao lado das fontes mais tradicionais, somam-se os objetos que fazem parte do cotidiano das pesquisas em instituições científicas e de saúde, que podem estar localizados no interior de hospitais, dos laboratórios, nas universidades e centros de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, o que os torna importantes para o conhecimento da história das ciências e da saúde, e de seu patrimônio. Conhecê-los, identificá-los e inventariá-los se tornam as ações principais que envolvem o desbravamento deste ‘novo’ patrimônio, que necessita ser estudado, sobretudo pelo caráter de ‘novidade’ que apresenta. Desta forma, conceituar, tomar como objeto e preservar o Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde se torna uma tarefa desafiadora.



Debater a arquitetura assistencial permite dialogar com diferentes olhares sobre a saúde, reunindo pesquisadores e profissionais que se dedicam a seu estudo e área de atuação, notadamente com reflexo nas preocupações sobre a conservação e valorização do patrimônio cultural. Como nas edições anteriores, em que se processaram discussões acerca da arquitetura assistencial no contexto do espaço luso-brasileiro, a edição de 2026 se realiza no âmbito do projeto Saberes e práticas em circulação: doenças, práticas médicas e construção de redes de conhecimento entre Portugal, Brasil e África (séculos XIX-XXI – PROEP-CIRCULA, CNPq/FCT) e da Rede Ibero-Americana de Investigação do Patrimônio Cultural e História da Saúde e da Assistência: estudo, divulgação e valorização.