A Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública da América Latina (RESP-AL) promove, no dia 4 de maio, segunda-feira, o webinário “Interprofissionalidade na formação de graduação, residência e formação permanente em saúde”. A atividade será transmitida ao vivo pelo canal da RESP-AL no YouTube.
O encontro tem como objetivo promover uma reflexão sobre a formação em saúde a partir da perspectiva da interprofissionalidade, considerando o trabalho colaborativo entre diferentes áreas, saberes e profissões como dimensão estratégica para o fortalecimento dos sistemas de saúde na América Latina.
A programação contará com a participação de Fabiano Ribeiro dos Santos, diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde do Brasil (DEGES/SGTES/MS), e de Olivia Inés Sanhueza-Alvarado, presidenta da Associação Internacional de Escolas e Faculdades de Enfermagem (ALADEFE). A mediação será realizada por Gabriela Murillo Sancho, pesquisadora da Universidade da Costa Rica (UCR).
A atividade inclui um momento dedicado a perguntas e comentários do público, que poderão ser enviados pelo chat da transmissão no YouTube.
O webinário é organizado pela RESP-AL em parceria com o Centro Colaborador da OPAS/OMS para a Formação e o Desenvolvimento Estratégico de Sistemas de Saúde com Ênfase na Atenção Primária à Saúde (VDEGS/ENSP/Fiocruz).
Serviço
Webinário: Interprofissionalidade na formação de graduação, residência e formação permanente em saúde
Data: 4 de maio, segunda-feira
Horário: 11h — Brasil/Rio de Janeiro, GMT-3 (10h — GMT-4 | 9h — GMT-5 | 8h — GMT-6)
Transmissão ao vivo: Canal da RESP-AL no YouTube
A Editora Fiocruz lança Dinâmica do capital na produção de tecnologias em saúde, obra organizada pelas pesquisadoras Maria de Fátima Siliansky de Andreazzi, Gabriela Costa Chaves e Luisa Arueira Chaves, que propõe uma análise crítica sobre a organização do setor farmacêutico e seus efeitos no acesso a medicamentos e tecnologias em saúde.
O livro investiga como a dinâmica contemporânea do capital na produção de tecnologias de saúde se articula com políticas públicas implementadas em âmbito nacional e internacional, questionando em que medida essas políticas são capazes de alterar estruturas que resultam em problemas como o desabastecimento de medicamentos e as desigualdades no acesso a tecnologias essenciais.
A publicação está estruturada em cinco capítulos, que articulam abordagens teóricas e análises de casos concretos. Nos três primeiros, o foco recai sobre fundamentos conceituais e estruturais do setor. A obra parte de uma crítica às bases teóricas do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), frequentemente apresentado como estratégia para enfrentar a desindustrialização brasileira e ampliar o acesso às tecnologias em saúde.
Na sequência, o livro examina os efeitos da financeirização nas estratégias das corporações farmacêuticas contemporâneas, destacando como decisões relacionadas à inovação, produção e descontinuidade de produtos estão cada vez mais orientadas pela lógica de acumulação de capital. Também é abordado o papel da propriedade intelectual como elemento central para compreender as dinâmicas de produção e acesso a medicamentos, com um panorama histórico de sua implementação e seus impactos no Brasil e no mundo, incluindo o acesso a vacinas contra a covid-19 durante a pandemia.
Os dois capítulos finais aprofundam a análise a partir de situações concretas. O desabastecimento de medicamentos é discutido como resultado da forma de organização das grandes corporações farmacêuticas, evidenciando seus impactos nos sistemas de saúde e apontando caminhos para garantir o acesso a medicamentos essenciais. Já o último capítulo apresenta uma análise histórica sobre a produção de antibióticos, com ênfase nas benzilpenicilinas, demonstrando como a lógica do capitalismo contemporâneo tem levado ao abandono de determinados produtos, mesmo diante de sua relevância sanitária.
“O livro aborda a dinâmica atual do capital na produção de tecnologias em saúde, refletindo sobre o quanto as políticas públicas [...] têm capacidade de realmente modificar essa estrutura e, assim, minimizar problemas como o desabastecimento de medicamentos e as injustiças no acesso”, destacam as organizadoras.
Ao reunir análises teóricas e evidências empíricas, a obra busca contribuir para o debate sobre políticas públicas voltadas à soberania nacional e à garantia de acesso equitativo às tecnologias em saúde. A proposta é oferecer subsídios para que pesquisadores, gestores e formuladores de políticas compreendam os limites das estratégias atuais e avancem na construção de alternativas que respondam às necessidades sanitárias da população.
Segundo as organizadoras, a expectativa é que o livro “suscite reflexões teóricas e analíticas para que políticas públicas sejam implementadas em prol da soberania brasileira e do acesso equitativo a tecnologias essenciais ao cuidado em saúde”.
A coletânea resulta de pesquisas, teses e dissertações desenvolvidas nos últimos anos e se insere em um campo de discussão que articula saúde coletiva, economia política e saúde global, trazendo contribuições para a compreensão das relações entre mercado, Estado e direito à saúde.
Como os hospitais se transformaram ao longo do tempo? O Curso Livre 'Arquitetura e Saúde: O Hospital Ontem e Hoje', ofertado pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), propõe uma discussão sobre a arquitetura voltada à saúde, abordando as origens do hospital até os dias atuais e o papel desses espaços no cuidado, tratamento e recuperação dos pacientes. Ao longo dos encontros, serão discutidos textos e estudos de caso sobre a relação entre arquitetura e tratamento da doença, com exemplos de hospitais gerais, de isolamento e de campanha.
Este curso pretende trazer para a discussão, de forma introdutória e no âmbito da temática da arquitetura para a saúde, as especificidades sobre os hospitais, das suas origens aos dias de hoje. O hospital enquanto espaço de saúde, segundo Foucault, é uma conquista recente. Usado como acolhimento aos desvalidos, aos poucos a introdução da ciência fez do hospital um lugar de cura e assistência. O movimento de estruturação do hospital em espaço de cura o fez se especializar no tratamento de diversas doenças, tendo a arquitetura um importante papel como local de recebimento, tratamento e recuperação dos enfermos. Na modernidade e na contemporaneidade, o hospital se mostra cada vez mais necessário, vide as questões mais recentes de combate a Covid-19.
São disponibilizadas dez vagas. Podem participar arquitetos; engenheiros; historiadores; geógrafos e profissionais de saúde.
O curso será realizado de 12 de maio a 23 de junho de 2026, das 13h30 às 17h, com carga horária total de 32h, presencialmente na sala 304 do CDHS, no campus da Fiocruz em Manguinhos
Certificado: Para a obtenção do certificado, é necessário registrar presença em pelo menos 75% das atividades do curso.
As inscrições estão abertas até 30 de abril de 2026 pelo Campus Virtual Fiocruz.
De acordo com os resultados do Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas. Garantido na Constituição, essa parte importante da população ainda sofre com percalços para o acesso à informação, à educação e à saúde de qualidades, reafirmando a necessidade de políticas públicas que respeitem suas singularidades e democratizem os direitos básicos para que seja possível, cada vez mais, a redução da inequidade. Ao longo dos últimos anos, o Campus Virtual Fiocruz desenvolveu cursos especificamente voltados à temática dos povos que vivem em territórios indígenas e profissionais de saúde. Diante disso, neste 19 de abril, data em que é celebrado o Dia dos Povos Indígenas no Brasil, reforçamos as ofertas dos cursos Promoção da saúde mental de jovens indígenas e Participação e controle social em saúde indígena, ambos online, gratuitos e autoinstrucionais, seguem com inscrições abertas.
Promoção da saúde mental de jovens indígenas
A proposta da formação parte de uma abordagem interseccional, fundamentada em evidências produzidas por pesquisas realizadas junto a jovens indígenas em comunidades tradicionais. Com o curso, a ideia é que profissionais estejam aptos a reconhecerem os principais agravos em saúde mental e possam propor ações educativas que valorizem os saberes populares e refletir sobre os impactos da violência estrutural na saúde desses jovens. Dividida em três módulos, a formação aborda desde conceitos como saúde mental, bem-viver e interseccionalidade até o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e da saúde indígena no SUS. Um dos diferenciais da formação está no terceiro módulo, que trata diretamente dos saberes tradicionais dos povos indígenas como ferramentas de prevenção e cuidado em saúde mental.
O curso não é apenas uma forma de oferecer ferramentas de cuidado, mas, sim, de reconhecer os modos próprios de cuidado, fortalecer os laços comunitários e garantir políticas públicas culturalmente adequadas, apresentando estratégias concretas de transformação, com respeito às vozes e os saberes dos próprios jovens indígenas.
Conheça o curso e inscreva-se!
Participação e controle social em saúde indígena
O curso Participação e controle social em saúde indígena tem o objetivo de fortalecer a participação social das lideranças e dos conselheiros indígenas nas instâncias formais do controle social do Subsistema de Saúde Indígena (SasiSUS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). A formação é aberta a todos, mas foi elaborada especialmente para apoiar os Povos Indígenas em sua atuação no controle social e no movimento indígena em defesa ao direito à saúde, ou seja, é voltado a indígenas interessados na temática da participação social em saúde, lideranças comunitárias, professores e outros profissionais que trabalham com a temática.
O curso foi organizado em quatro módulos que apresentam conceitos, marcos legais e experiências que contribuíram para formar o campo das políticas públicas de saúde e da saúde indígena no Brasil, bem como conteúdos fundamentais para fortalecer a participação social dos povos indígenas nas estratégias de controle social e na definição de ações e de políticas de saúde voltadas à melhoria das condições de vida e de saúde dos Povos Indígenas no Brasil. Ele também conta com diversos textos de apoio, links de vídeos, podcasts e cards que poderão ser compartilhados nas redes sociais para fácil e rápida difusão de informações e conhecimento.
A formação é resultado de um trabalho coletivo, e foi construído em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) a partir do diálogo constante entre pesquisadores, professores indígenas e não indígenas de diferentes instituições de pesquisa e de ensino das cinco macrorregiões do país que defendem os direitos à saúde e ao aprimoramento da atenção à saúde, oferecida em seus respectivos territórios, como integrantes do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT Brasil Plural), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), do Campus Virtual Fiocruz (VPEIC/Fiocruz), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Estão prorrogadas as inscrições para mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biodiversidade e Saúde 2026, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). São oferecidas até dez vagas para mestrado e dez vaga para doutorado. Com a prorrogação, candidatos podem se inscrever até 16 de abril pelo Campus Virtual Fiocruz.
Confira os editais e link de inscrição:
+Acesse aqui mais informações e a chamada de seleção
O Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Saúde (PPG-BS) tem por objetivo a formação de mestres e doutores qualificados atuar em pesquisa, docência e atividades técnicas sobre a parcela da biodiversidade relacionada à saúde. Esses profissionais poderão atuar no desenvolvimento de projetos de pesquisa que envolvam: a) taxonomia, sistemática e biogeografia; b) caracterização morfológica, bioquímica e molecular; c) relações ecológicas e etológicas dos organismos e suas relações com os seres humanos, animais e ambiente, no contexto da saúde global; d) pesquisa e curadoria em coleções biológicas.
A chamada visa selecionar e classificar candidatos(as) para ingresso nos cursos de mestrado e doutorado nas áreas de concentração abaixo:
O Curso de Doutorado do PPGBS é destinado a portadores de Diploma de Graduação e Diploma de Mestrado emitidos por instituições reconhecidas por órgãos responsáveis pelo credenciamento e regulação das instituições de educação. Alternativamente ao Diploma de Mestrado, será aceita Ata de Defesa de Dissertação de Mestrado.
A carga horária total mínima de dedicação ao curso de doutorado é de 2.880 horas, distribuída da seguinte forma: Disciplinas - 36 créditos (equivalente a 480 horas) e trabalho de tese - 160 créditos (equivalente a 2.400 horas) para o trabalho de tese. O curso é ministrado em tempo integral, em regime de 40 horas semanais para alunos contemplados com bolsa. Para alunos com atividade remunerada, a dedicação mínima é de 20 horas semanais, desde que apresentem documento comprovando autorização por sua chefia imediata para realização do curso.
O Curso de Mestrado do PPGBS é destinado a portadores de diploma de graduação (ou ata de colação de grau emitida há, no máximo, 12 meses) de instituições reconhecidas por órgãos de credenciamento e regulação educacional.
A carga horária total mínima do curso de mestrado é de 1.440 horas, distribuída da seguinte forma: Disciplinas - 20 créditos (equivalente a 240 horas) e trabalho de dissertação - 80 créditos (equivalente a 1.200 horas). O curso é ministrado em tempo integral, em regime de 40 horas semanais para alunos contemplados com bolsa. Para alunos com atividade remunerada, a dedicação mínima é de 20 horas semanais, desde que apresentem documento comprovando autorização por sua chefia imediata para realização do curso.
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O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) recebe inscrições para mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biodiversidade e Saúde 2026. São oferecidas até dez vagas para mestrado e dez vaga para doutorado. Interessados podem se inscrever até 12 de abril pelo Campus Virtual Fiocruz.
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O Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Saúde (PPG-BS) tem por objetivo a formação de mestres e doutores qualificados atuar em pesquisa, docência e atividades técnicas sobre a parcela da biodiversidade relacionada à saúde. Esses profissionais poderão atuar no desenvolvimento de projetos de pesquisa que envolvam: a) taxonomia, sistemática e biogeografia; b) caracterização morfológica, bioquímica e molecular; c) relações ecológicas e etológicas dos organismos e suas relações com os seres humanos, animais e ambiente, no contexto da saúde global; d) pesquisa e curadoria em coleções biológicas.
A chamada visa selecionar e classificar candidatos(as) para ingresso nos cursos de mestrado e doutorado nas áreas de concentração abaixo:
O Curso de Doutorado do PPGBS é destinado a portadores de Diploma de Graduação e Diploma de Mestrado emitidos por instituições reconhecidas por órgãos responsáveis pelo credenciamento e regulação das instituições de educação. Alternativamente ao Diploma de Mestrado, será aceita Ata de Defesa de Dissertação de Mestrado.
A carga horária total mínima de dedicação ao curso de doutorado é de 2.880 horas, distribuída da seguinte forma: Disciplinas - 36 créditos (equivalente a 480 horas) e trabalho de tese - 160 créditos (equivalente a 2.400 horas) para o trabalho de tese. O curso é ministrado em tempo integral, em regime de 40 horas semanais para alunos contemplados com bolsa. Para alunos com atividade remunerada, a dedicação mínima é de 20 horas semanais, desde que apresentem documento comprovando autorização por sua chefia imediata para realização do curso.
O Curso de Mestrado do PPGBS é destinado a portadores de diploma de graduação (ou ata de colação de grau emitida há, no máximo, 12 meses) de instituições reconhecidas por órgãos de credenciamento e regulação educacional.
A carga horária total mínima do curso de mestrado é de 1.440 horas, distribuída da seguinte forma: Disciplinas - 20 créditos (equivalente a 240 horas) e trabalho de dissertação - 80 créditos (equivalente a 1.200 horas). O curso é ministrado em tempo integral, em regime de 40 horas semanais para alunos contemplados com bolsa. Para alunos com atividade remunerada, a dedicação mínima é de 20 horas semanais, desde que apresentem documento comprovando autorização por sua chefia imediata para realização do curso.
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Celebrado em 7 de abril em homenagem à fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948, o Dia Mundial da Saúde é uma campanha global para conscientizar sobre temas urgentes de saúde pública e um chamado à reflexão sobre o acesso universal ao bem-estar e à informação em saúde de qualidade. Em 2026, o tema é "Juntos pela ciência", destacando a importância de evidências e da abordagem "Uma Só Saúde" (saúde humana, animal e ambiental).
Em um cenário onde a desinformação pode ser tão prejudicial quanto um vírus, o acesso à educação científica torna-se um direito fundamental. É nesse contexto que o Campus Virtual Fiocruz se destaca como um braço estratégico para democratizar o saber em saúde no Brasil. Com foco na formação de profissionais de saúde para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), estamos presentes em todos os estados brasileiros, além de diversos países, com mais de 1 milhão de alunos inscritos em nossa plataforma, nos nossos cursos online, gratuitos e autoinstrucionais, desenvolvidos em parceria com diferentes unidades da Fiocruz e institutos de ensino e pesquisa de todo o país.
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Em 2026, o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) realiza a aula inaugural, na quinta-feira, 16 de abril, às 9h, no contexto de celebrações do seu aniversário de 40 anos, no Salão de Referência - Biblioteca de Manguinhos. Como convidada, a antropóloga, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora de O Mundo do Avesso, Leticia Cesarino, com a aula 'Entre dados, narrativas e inteligência artificial: integridade informacional como fundamento para a saúde'.
9h – Café de boas-vindas
9h30 – Mesa de abertura
Mario Moreira – presidente da Fiocruz
Marly Marques da Cruz – vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz
Adriano da Silva – diretor do Icict
Kizi Araújo – vice-diretora de Ensino do Icict
10h – Aula inaugural
12h – Encerramento (previsão)
*A atividade contará com intérprete de Libras.
Disseminar modelos, estratégias e possibilidades de intervenções para a promoção do autocuidado voltados à qualificação de profissionais de nível médio e superior, especialmente os que atuam na Atenção Primária à Saúde. Esse é o objetivo do curso Autocuidado em Saúde e a Literacia para a promoção da saúde e a prevenção de doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde, que acaba de abrir inscrições para uma nova edição. A formação, uma parceria entre a Fiocruz e o Ministério da Saúde, é online e gratuita, e já conta com mais de 70 mil inscritos! Mais uma vez, este curso é oferecido em parceria com a Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS), iniciativa que amplia o alcance e a abrangência da formação.
Inscreva-se já!
A formação é dividida em cinco módulos, tem carga horária total de 60h, é autoinstrucional, e certifica os participantes mediante avaliação dos conhecimentos adquiridos!
O curso surgiu de uma demanda do Ministério da Saúde, e foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), em parceria com o grupo de estudos e pesquisa Promoção em comunicação, educação e Literacia para a Saúde no Brasil (ProlisaBr), vinculado ao Instituto de Educação, Letras, Artes, Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A formação está sob a coordenação-geral da médica sanitarista Ana Luiza Pavão, pesquisadora do Laboratório de Informações em Saúde (Lis/Icict/Fiocruz) e docente colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (Ppgics/Icict), além de contar com a coordenação adjunta de Rosane Aparecida de Sousa, da UFTM e coordenadora do ProLisaBR.
Segundo Ana Luiza, a temática abordada nesta formação estimula o profissional a se questionar, refletir durante a assistência cotidiana do trabalho sobre o que pode fazer para promover a saúde naquele indivíduo atendido. Com o curso, a ideia é fomentar uma visão focada na saúde e não na doença e suas complicações, buscando uma visão positiva sobre o cuidado e lançando mão de novas estratégias para melhorar a saúde, com foco na qualidade de vida, bem-estar, saúde mental, e outros aspectos que influenciam fortemente o dia a dia das pessoas.
A proposta do curso é trazer uma série de conceitos e reflexões a respeito do autocuidado em saúde e da literacia para a saúde, incluindo também a questão da comunicação em saúde, e a importância da literacia digital em saúde — que é a influência da internet e da capacidade das pessoas de obterem e manejarem informações de saúde provenientes da internet —, além dos fundamentos da promoção da saúde, e da Política Nacional de Promoção da Saúde do Ministério da Saúde. A formação conta também com o guia principal sobre Autocuidado e Literacia para a saúde, voltado aos profissionais de saúde, publicado pela editora do Ministério da Saúde.
Mais uma vez, esta edição é oferecida com a parceria da UNA-SUS, da Coordenação-Geral de Prevenção de Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde, que integra o Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (CGCOC/Deppros/SapsS/MS) e o Departamento de Gestão da Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (Deges/SGTES/MS). Segundo o Deppros/Saps/MS, a proposta do curso é estratégica no que diz respeito à operacionalização da gestão colaborativa do cuidado, possibilitando, especialmente aos profissionais de saúde que atuam na APS, o aprimoramento da abordagem sobre a promoção do autocuidado, com atenção à literacia para a saúde, considerando ainda os determinantes sociais da saúde e sua relação complexa com a produção de saúde e adoecimento.
O curso oferece instrumental técnico que dá ênfase nas habilidades individuais e comunitárias de fazer saúde, fomentando reflexões sobre a atuação na APS, e como os conceitos de território, orientação familiar e comunitária se interrelacionam com o reconhecimento da autonomia e trajetória das pessoas, suas comunidades e pertencimentos. Tal referencial qualifica a relação de cuidado baseada no compartilhamento de decisões, o que aumenta a probabilidade de adesão ao tratamento e a modos de viver mais saudáveis, fatores fundamentais à melhoria da qualidade de vida e à prevenção das condições crônicas não transmissíveis, com afirmação do direito à vida e à saúde.
Recursos Educacionais Abertos
O conceito de literacia para a saúde (LS) versa sobre o conhecimento, as motivações e as competências dos indivíduos para acessar, compreender, avaliar e aplicar informações sobre saúde, a fim de fazer julgamentos e tomar decisões na vida cotidiana relacionadas aos cuidados de saúde, à prevenção de doenças e à promoção da saúde para manter ou melhorar sua qualidade de vida ao longo dos anos. A LS vem do termo em inglês health literacy, mas existem outras traduções utilizadas para o conceito, como literacia em saúde, letramento em saúde e até mesmo alfabetização em saúde.
A partir da relevância da temática, foram desenvolvidos inúmeros materiais especialmente para este curso. No total, cinco guias estão disponíveis como material de apoio à formação: um sobre autocuidado e literacia e outros quatro voltados para o manejo de doenças específicas, como hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal crônica e diabetes tipo 2. O curso disponibiliza ainda oito vídeos relativos às características das referidas doenças e suas formas de prevenção e controle, videoaulas e outros recursos educativos; além, é claro, do já citado guia principal sobre Autocuidado e Literacia para a saúde publicado pelo MS.
"Venho reabrir as janelas da vida e cantar como jamais cantei esta felicidade ainda", cantou Teresa Cristina durante a aula inaugural Fiocruz 2026. Com um auditório lotado e aplaudida de pé, a convidada contou sua trajetória e emocionou a plateia com suas histórias, crenças e vivências. A Tenda da Ciência Virginia Schall foi o palco da celebração anual que colocou em evidência a relação entre cultura, diversidade e saúde, e recebeu também a Orquestra de Câmara e o Coral Fiocruz. O evento reuniu representantes institucionais, pesquisadores e estudantes em torno de um debate que reforça a importância de ampliar o conceito de saúde, incorporando dimensões sociais, históricas e culturais. A aula está disponível na íntegra no canal da Fiocruz no youtube. Assista!
O encontro começou com a apresentação da Orquestra de Câmara da Fiocruz, que trouxe um repertório brasileiro especial, com composições de Alexandre Schubert e Sandra Mohr. A orquestra contou com 14 integrantes e a regência do maestro Celso Franzen Jr., coordenador pedagógico da iniciativa. Já o Coral Fiocruz, apresentou um repertório igualmente especial para a aula, homenageando Paulinho da Viola, sob a regência de Paulo Malaguti Pauleira.
A aula inaugural abre simbolicamente o calendário acadêmico da instituição e, neste ano, celebrou especialmente as notas conquistadas pela Fiocruz na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A mesa de abertura foi composta pela presidente em exercício da Fundação, Priscila Ferraz, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, a coordenadora-geral de Educação, Isabella Delgado, a diretora do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), Luciana Lindenmeyer, a coordenadora de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa), Hilda Gomes e o representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG-RJ), Gustavo Batista.
Memória, emoção e gratidão marcaram a mesa institucional de abertura da aula
Bastante emocionada, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, falou sobre as trajetórias e representações presentes no encontro, destacando que atualmente a alta gestão da instituição tem significativa presença de mulheres e mulheres negras. Além disso, ela lembrou que a Fiocruz abarca diversos movimentos de inclusão e de enfrentamento das desigualdades nos espaços de produção de conhecimento e de formação, sempre "pensando a inclusão do ponto de vista de quem "faz com" e não de quem "faz para". Marly comentou sobre a necessidade de trabalhar melhor os processos culturais, valorizando a diversidade e enfrentando o movimento de colonialidade, e conclamou a todos a unirem forças no combate ao negacionismo, às fake news e à desinformação, questões que, segundo ela, "afetam também e diretamente o trabalho desenvolvido na instituição".
A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) e presidente em exercício da Fiocruz, Priscila Ferraz, destacou o simbolismo de se ter uma mesa majoritariamente feminina no mês das mulheres, especialmente em um contexto em que a educação é predominantemente feminina, tanto o corpo docentes quanto discente da instituição. Ela apontou que ter o protagonismo feminino é um dos motivos de a sociedade enxergar a educação como vetor de transformação social. "Reforçamas a visão da Fiocruz como instrumento de melhoria da qualidade de vida das pessoas. Quando aliamos educação, cultura e diversidade, fazemos com que o conhecimento ganhe sentido, chegue efetivamente às pessoas e se torne um promotor de justiça social", defendeu Priscila.
A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Isabella Delgado, reiterou a força e a representatividade desse momento ímpar, que é a aula inaugural, como o começo do novo ciclo da trajetória acadêmica de cada estudante, e convidou a todos para que tomem parte nesse pacto institucional de luta pela educação pública de qualidade e pelo fortalecimento do SUS. Também incentivou que conheçam as políticas e as iniciativas da Fiocruz e juntem-se aos que já estão nessa luta. "Não se calem! Não há neutralidade na vida e não há neutralidade na política". Ela falou ainda sobre a grande responsabilidade que vem atrelada aos feitos alcançados pela Fundação nos últimos meses, mantendo a instituição em um patamar de excelência na educação. "Os resultados definitivamente consagram a Fiocruz como instituição de excelência tanto no lato quanto no stricto sensu. Estamos muito felizes e orgulhosos desses indicadores que refletem o esforço coletivo de toda a instituição", disse ela.
A coordenadora da Cedipa, Hilda Gomes, lembrou que a Coordenação é uma conquista coletiva e está sempre voltada aos processos de construção da equidade e do respeito a todas as pessoas presentes na Fiocruz, principalmente as que fazem parte de grupos historicamente excluídos. "Buscamos a compreensão do olhar, pensando aqui de forma literal, do olhar para quem precisa, oferecendo acolhimento, empatia, apoio e o enfrentamento às violências que estão presentes na sociedade, mas sempre com um olhar, como diria Paulo Freire, de esperança, no sentido do esperançar".
Luciana falou sobre a honra de compor a mesa e ressaltou que a aula aconteceu como atividade de mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras da Fiocruz pela aprovação do reconhecimento de resultados e aprendizagem (RRA). Ela aproveitou ainda para celebrar o início da chamada dos novos concursados e reforçou o lema da campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres da Fiocruz: "Por mulheres vivas, saudáveis e respeitadas". O representante discente Gustavo Batista detalhou as ações da APG e destacou a aprovação do PL 6.894/2013 como uma grande vitória dos pós-graduandos. Esse PL assegura direitos previdenciários a bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado da Capes, CNPq e outras agências, e garante acesso à aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, reconhecendo o trabalho dos pesquisadores, sem redução no valor das bolsas.
O papel da cultura na construção da cidadania, bem-estar, identidade e pertencimento
Demonstrando respeito extremo ao ambiente em que estava, Teresa Cristina contou que se arrumou como se arruma para ir ao seu terreiro: toda de branco. "Porque esta é uma casa de muito axé", disse ela. A cantora e compositora trouxe ao centro da sua apresentação o papel da cultura — especialmente do samba — como expressão de identidade, memória e resistência. Ao compartilhar sua trajetória e referências, a artista destacou como a cultura está diretamente ligada ao bem-estar, ao pertencimento e à construção de cidadania. Com voz firme e serena, Teresa evocou mestres para falar de seus aprendizados e usou diversas metáforas para contar da vida, compartilhando com o público memórias do samba, histórias e afetos.
Teresa contou sobre os caminhos não lineares que percorreu e ainda percorre na vida, e destacou a importância da escuta atenta aos mais velhos, do aprendizado construído na convivência e no respeito às tradições. Sua experiência deu forma concreta à ideia central do encontro: o conhecimento não se limita à academia. Promover cultura é também promover saúde. Provocando Teresa em sua apresentação, Marly falou sobre a construção dessa artista que inspira tantas outras mulheres que trabalham com a educação, a cultura e também buscam esses espaços para se empoderarem mais. A vice-presidente também fez questão de lembrar a época da pandemia, momento difícil para a instituição, que tinha que tomar decisões rápidas para ajudar a salvar vidas.
"Naquele período, suas lives noturnas eram um bálsamo para muitos de nós. Preciso lhe agradecer! Como algumas colegas aqui já disseram, você salvou a minha vida! Obrigada por isso e por muito mais que você tem feito, compartilhando seus saberes, suas músicas e sua poesia. Enfim, um espaço democrático de muito aprendizado e afeto que você tem promovido. Seu samba ocupa um lugar importante na construção da identidade cultural, no fortalecimento de vínculos sociais e luta pela igualdade racial no Brasil, que ainda vive o mito da democracia da democracia racial. A obra de Teresa Cristina dialoga diretamente com o campo da saúde coletiva, o bem-viver, a cultura como importante determinante social da saúde, o direito à cidadania e à dignidade, conectando-se de maneira profunda com dimensões sociais e simbólicas da vida", disse Marly.
Em um clima de bate-papo íntimo, Teresa Cristina dividiu com o público as vivências sobre o processo de adoecimento da mãe, que sofre com a doença de Alzheimer — e o quanto acredita que as lives realizadas durante a pandemia junto com ela a ajudaram — e também falou sobre a construção da sua própria identidade. "Eu estou com 58 anos e demorei muito para gostar de mim, para me olhar no espelho e gostar do que eu estava vendo. Muita gente diz que eu salvei vidas com as lives, mas a verdade é que elas salvaram a minha também, e esticaram um pouquinho mais a consciência da minha mãe. Tenho certeza que dei a ela uma alegria que jamais pensava em ter na vida, porque o sonho da minha mãe sempre foi ser cantora", contou ela emocionada, aconselhando todos a beijarem e abraçarem suas mães enquanto podem.
Com delicadeza, mas sem perder a contundência, destacou que este ano de eleições não será fácil e apontou que todos precisam estar atentos, observar, não compartilhar fake news e, muito mais do que isso, não reeleger essas pessoas que já estão na política e fazem e dizem verdadeiras atrocidades. "Não vamos reeleger misóginos, não vamos reeleger homofóbicos, não vamos reeleger transfóbicos, não vamos reeleger negacionistas, não vamos reeleger quem fala mal da ciência, não vamos reeleger quem diz que não vai dar vacina para seus próprios filhos". Para terminar sua apresentação, Teresa Cristina, cantou a música "De volta ao começo", de Gonzaguinha. "Eu espero que essa letra coloque dentro de vocês um pouquinho de esperança: ...é como se eu despertasse de um sonho que não me deixou viver. E a vida explodisse em meu peito com as cores que eu não sonhei. É como se eu descobrisse que a força esteve o tempo todo em mim. E é como se então, de repente, eu chegasse ao fundo do fim. De volta ao começo, ao fundo do fim, de volta ao começo". "Viva a educação, viva a ciência, viva a Fiocruz!", exaltou ela.