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Publicado em 26/05/2026

Fiocruz lança novo curso de Ciência Aberta: produção científica democrática, acessível e conectada às necessidades sociais

Autor(a): 
Isabela Schincariol

A democratização do conhecimento científico e o fortalecimento do diálogo entre ciência e sociedade ganham um impulso com o lançamento da nova edição do curso Ciência Aberta, oferecido por meio do Campus Virtual Fiocruz. Online, gratuito e aberto ao público, a formação foi concebida como uma ação estratégica da Fiocruz para ampliar a compreensão sobre o movimento da Ciência Aberta e para estimular práticas mais transparentes, colaborativas e acessíveis na produção científica e educacional. As inscrições já estão disponíveis! A nova edição foi revista, atualizada e ampliada e é voltada a estudantes, pesquisadores, profissionais de diferentes áreas e todos os interessados no tema. 

Inscreva-se já!

A formação propõe uma imersão em conceitos fundamentais que vêm transformando a forma como o conhecimento é produzido, compartilhado e utilizado no mundo contemporâneo. Em um cenário em que a aproximação entre ciência e sociedade se torna cada vez mais necessária, o curso busca fortalecer a alfabetização científica, a transparência e o acesso aberto à informação. A formação é uma parceria do Campus Virtual com a Coordenação de Informação e Comunicação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Cinco/VPEIC), sendo Vanessa de Arruda Jorge e Anne Clinio, respectivamente, coordenadora e pesquisadora da Cinco/VPEIC, como responsáveis acadêmicas da formação. 

Vanessa lembrou que a primeira edição do curso Ciência Aberta, com módulos lançados entre 2018 e 2020, foi pioneiro no Brasil no que se refere ao formato e ao alcance do público, tendo participação bastante expressiva e relevante em todo o país. Ela destacou ainda que a nova edição, de 2026, foi totalmente reorganizada e renovado, resultando em um curso de 100h atualizado e inovador. "Apesar de os conteúdos da primeira edição serem ainda muito importantes para a área, a discussão da ciência aberta é atual, viva e está em constante evolução. Assim, vimos a necessidade de fazer essa grande revisão, trazendo novos autores, conteúdos e a modernização da organização da oferta", comentou Vanessa.    

Ao longo das aulas, os participantes terão contato com temas essenciais relacionados ao compartilhamento livre do conhecimento, incluindo fundamentos e marcos legais da Ciência Aberta, gestão e compartilhamento de dados para pesquisa, acesso aberto às publicações científicas e práticas de Educação Aberta. A proposta é incentivar o desenvolvimento de competências capazes de tornar a produção científica mais democrática, acessível e conectada às necessidades da sociedade.

A iniciativa também reforça o compromisso histórico da Fiocruz com a democratização do conhecimento e com o fortalecimento das políticas de acesso aberto. A primeira edição da formação foi oferecida em forma de pequenos cursos, lançados como módulos entre 2018 e 2020. Um total de oito temáticas publicadas que juntas somam mais de 35 mil inscritos. Além de promover o debate sobre os desafios e perspectivas da Ciência Aberta, o curso atual convida os participantes a refletirem sobre o papel social da ciência e sobre a importância de construir uma cultura científica cada vez mais inclusiva, participativa e transparente. "A expectativa é que a nova formação inspire novos modos de produzir, compartilhar e aplicar o conhecimento, ampliando o impacto social da ciência e aproximando ainda mais a pesquisa da população", frisou Vanessa.

Conheça a estrutura do curso Ciência Aberta — com 5 módulos e carga horária de 100h — e inscreva-se:

Módulo 1 - Fundamentos da Ciência Aberta

  • Aula 1 - Introdução à Ciência Aberta
  • Aula 2 - Barreiras à livre circulação do conhecimento e as expectativas em relação à Ciência Aberta
  • Aula 3 - Visões críticas da Ciência Aberta
  • Aula 4 - Cenário atual da Ciência Aberta no mundo e no Brasil

Módulo 2 - Marcos Legais

  • Aula 1 - Principais conceitos e marcos históricos do direito autoral
  • Aula 2 - Direitos morais, direitos patrimoniais e transferência de direitos autorais
  • Aula 3 - Domínio público, transferência de direitos e licenças Creative Commons
  • Aula 4 - Marcas, desenho industrial, indicação geográfica e patentes
  • Aula 5 - Ciência Aberta e a Propriedade Industrial: entre a divulgação e sigilo de informações
  • Aula 6 - Princípios que regem o direito de acesso à informação, restrições ao acesso às informações sigilosas, à segurança da informação e à proteção de dados pessoais e à pesquisa científica
  • Aula 7 - As restrições ao acesso às informações sigilosas, à segurança da informação e à proteção de dados pessoais e à pesquisa científica

Módulo 3 - Acesso Aberto

  • Aula 1 - O que é Acesso Aberto?
  • Aula 2 - Implicações na comunicação científica
  • Aula 3 - Revisão aberta por pares
  • Aula 4 - Preprints
  • Aula 5 - Experiências latino-americanas do Acesso Aberto

Módulo 4 - Gestão, compartilhamento e abertura de dados para pesquisa

  • Aula 1 - Introdução a dados
  • Aula 2 - Gestão de dados: conceito e principais ferramentas
  • Aula 3 - Dados para pesquisa em saúde e sua proteção jurídica
  • Aula 4 - Compartilhamento e uso dos dados para pesquisa na prática
  • Aula 5 - FAIR: Dos princípios à prática
  • Aula 6 - Planos de gestão de dados (PGD)
  • Aula 7 - Requisitos de financiadores e revistas científicas, plataformas e repositórios de dados, e data papers
  • Aula 8 - Integração de dados administrativos governamentais para pesquisa em saúde pública

Módulo 5 - Educação aberta e recursos educacionais abertos

  • Aula 1 - O que é educação aberta: modelos, desafios e perspectivas
  • Aula 2 - Inteligência artificial: potencialidades e riscos para a educação
  • Aula 3 - Inteligência artificial: concepções pedagógicas e suas implicações para a educação
  • Aula 4 - O que são recursos educacionais abertos?
  • Aula 5 - Software livre e REAs
  • Aula 6 - Como encontrar, usar, criar e compartilhar REA
  • Aula 7 - Monitoramento e avaliação do REA

Atenção! Para realizar um dos cursos oferecidos pelo Campus Virtual é necessário que ter cadastro no Acesso Único Fiocruz ou na plataforma UNA-SUS. O cadastro pode ser criado no momento da inscrição. Depois de realizar o cadastro e login, clique no curso que deseja e inscreva-se! Você receberá a confirmação da inscrição por e-mail. 

Publicado em 11/05/2026

Evento na Fiocruz vai debater bioética e cooperação global

Autor(a): 
Rhyan de Meira (AFN, estágio supervisionado por Raquel Aguiar)

Com objetivo de ampliar a presença da bioética em sua agenda institucional, a Fiocruz promove, em 12 de maio, o evento Cooperação entre a Fiocruz e a Global Health Bioethics Network (GHBN): desafios para a cooperação internacionalO encontro será realizado das 9h às 12h e terá transmissão ao vivo e tradução simultânea.

A iniciativa marca um novo momento na inserção da América Latina em redes globais de bioética, a partir da parceria entre a Fiocruz e a GHBN, coordenada pela Universidade de Oxford. Além de apresentações institucionais, a programação inclui o lançamento público da participação da Fiocruz na Global Health Bioethics Network e visa fortalecer a colaboração institucional e intensificar a integração da GHBN com a rede latino-americana.

Com a presença de representantes da Fundação, da Universidade de Oxford e de integrantes da rede internacional, a atividade será voltada a estudantes, pesquisadores e coordenadores de ensaios clínicos. Após a abertura, a programação seguirá com visitas às instalações históricas e à fábrica de vacinas da Fiocruz.

Consolidada com a entrada da instituição na rede em 2024, por meio do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva e do Núcleo Interdisciplinar em Emergências em Saúde em Saúde Publica (Niesp/CEE), a cooperação tem como foco o fortalecimento de pesquisas lideradas por países de baixa e média renda e o enfrentamento de dilemas éticos em saúde global, especialmente nos contextos da África, Ásia e América Latina.

Serviço
Cooperação entre a Fiocruz e a Global Health Bioethics Network (GHBN): desafios para a cooperação internacional
Local: auditório de Bio-Manguinhos, campus da Fiocruz em Manguinhos (Avenida Brasil 4.365)  
Data: 12/05/2026
Horário: 9h às 12h

 

 

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo branco e azul escuro, no topo há uma fotografia em close do Castelo Mourisco da Fiocruz, com faixas coloridas e com o título ao lado: Cooperação entre a Fiocruz e a Global Healthy Bioethics network (GHBN), desafios para a cooperação internacional. Reserve a data, será no dia 12/05 no auditório de Bio-Manguinhos, de 9h às 12h. O objetivo do encontro será fortalecer a colaboração, promover a bioética na agenda da Fiocruz e integrar a GHBN com a rede da América Latina, o público-alvo são estudantes, pesquisadores e coordenadores de ensaios clínicos da Fiocruz, a transmissão será no Canal da Fiocruz no Youtube.

Publicado em 04/05/2026

ISI 2026: inscreva-se online e baixe o app!

Autor(a): 
Bio-Manguinhos

As inscrições presenciais para o ISI 2026 foram encerradas, em respeito à capacidade do espaço e ao conforto dos participantes.

Mas ainda dá tempo! Garanta sua participação e inscreva-se para acompanhar toda a programação ao vivo, na modalidade online: link para inscrição.

A 10° edição marca um momento especial ao integrar as celebrações pelos 50 anos de Bio-Manguinhos/Fiocruz, referência na produção de vacinas, biofármacos e diagnósticos no Brasil e na América Latina.

Realizado por Bio-Manguinhos/Fiocruz, o simpósio reúne especialistas, pesquisadores e líderes globais dos setores público e privado para discutir os rumos da inovação, do acesso e da cooperação internacional em saúde. 

Ao longo de três dias, a programação combina painéis estratégicos e apresentações científicas, abordando desafios e oportunidades em desenvolvimento, produção e mercado de imunobiológicos.

Consolidado como uma plataforma internacional de diálogo e colaboração, o ISI promove a troca de conhecimento, conexões e parcerias em um momento decisivo para a saúde global.

Publicado em 09/12/2025

Novo módulo no ar! Inscreva-se no curso sobre análise de dados para pesquisa no SUS

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Depois do sucesso da primeira etapa — já são mais de 7 mil inscritos —, o Campus Virtual Fiocruz lança hoje o segundo módulo do curso "Introdução à análise de dados para pesquisa no SUS", ampliando a trilha formativa voltada a quem quer usar dados de forma estratégica no sistema público de saúde. A nova fase amplia os conhecimentos e aprofunda o uso de estatística descritiva e visualização de dados, elementos essenciais para quem trabalha na saúde pública e quer tornar o SUS mais eficiente e baseado em evidências. Destacamos que quem já se inscreveu na formação não precisa realizar novo cadastro! O curso, desenvolvido em parceria com o Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), é voltado a profissionais do SUS, estudantes da saúde e pesquisadores de qualquer área. Ele é online, gratuito e autoinstrucional.

Inscreva-se já!

O segundo módulo, intitulado "Estatística descritiva e comunicação de resultados", traz duas aulas: Análise exploratória e descritiva; e Formas de visualização de dados e métodos analíticos. Ele abarca conteúdos práticos que permitem interpretar dados reais de saúde e transformá-los em informações estratégicas para planejamento, vigilância e gestão, permitindo assim que os profissionais contribuam com decisões mais embasadas e ações efetivas na busca por um SUS mais justo.

O primeiro módulo do curso contou com um lançamento especial presencial durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão 2025, realizado em Brasília, entre os dias 28 de novembro e 3 de dezembro. A iniciativa aconteceu no estande da Universidade Aberta do SUS (Unasus) no Congresso. O coordenador do curso, Carlos Antônio Teles Santos, do Cidacs/Fiocruz Bahia e a coordenadora de produção de cursos do Campus Virtual, Renata David, estava no encontro e conversaram com alunos e pesquisadores sobre a nova produção e apresentaram também as outras iniciativas do Campus Virtual Fiocruz.

O curso de Análise de Dados integra um movimento maior, que é a expansão do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS. Desenvolvido pela Fundação — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS, o Programa conta com a participação da Coordenação Institucional de Comunicação (Cinco/VPEIC/Fiocruz), o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde, do Instituto Aggeu Magalhães (Cidacs/IAM/Fiocruz Bahia), a Fiocruz Ceará, o Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz), a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), e ainda com outras unidades da Fundação e instituições de ensino e pesquisa.

Seu objetivo é qualificar profissionais de saúde para atuar na gestão e análise de dados para o SUS, bem como oferecer a estudantes de graduação e pós-graduação da saúde os temas da informação e ciência de dados, relacionando e aplicando o conhecimento profissional aos princípios da análise de dados e informações em saúde. A iniciativa prevê a elaboração e publicação de outros cursos de qualificação profissional sobre a temática, uma especialização e ainda disciplinas transversais para programas de pós-graduação da Fiocruz.

Além dos módulos 1 e 2 do curso de Análise de Dados, o Programa conta também com outros cursos já lançados: Introdução à Saúde Digital e Informação para o SUS: políticas e sistemas, que seguem com inscrições abertas.

Conheça a estrutura do curso e inscreva-se! Ele tem carga horária de 50h e um total de três módulos:

Conheça a estrutura do curso e inscreva-se! Ele tem carga horária de 50 horas e um total de três módulos.

Módulo 1 – Lógica e Linguagem de Programação

Aula 1 – Introdução à Lógica de Programação
Aula 2 – Introdução à Linguagem de Programação


Módulo 2 – Estatística Descritiva e Comunicação de Resultados

Aula 1 – Análise exploratória e descritiva
Aula 2 – Formas de visualização de dados e métodos analíticos


Módulo 3 – Modelos estatísticos

Aula 1 – Inferência Estatística
Aula 2 – Modelos Estatísticos: lineares e não lineares
Aula 3 – Dados com estruturas de dependência: Multiníveis, Séries Temporais e Sobrevida
Aula 4 – Aplicação dos modelos estatísticos

 

Publicado em 10/12/2025

Educação para o controle das Leishmanioses: Fiocruz lança curso online e gratuito sobre a temática

Autor(a): 
Isabela Schincariol

As leishmanioses seguem se espalhando em diferentes regiões do país, impulsionadas por mudanças ambientais, circulação de vetores e vulnerabilidades sociais que ampliam o risco de adoecimento. Mesmo diante de sua relevância para a saúde pública, grande parte da população ainda desconhece formas básicas de transmissão, prevenção e tratamento. Essa lacuna de informação também é percebida entre muitos profissionais de saúde, tornando o enfrentamento ainda mais complexo e reforçando a necessidade de ações formativas que aproximem ciência, território e práticas educativas. O curso "Leishmanioses, e eu com isso? Ações educativas intersetoriais na saúde e na educação", lançado hoje, busca transformar essa realidade. A formação é online, gratuita e já está disponível.

Inscreva-se já! 

Pensado para profissionais e estudantes das áreas da saúde e da educação, o curso apresenta uma abordagem intersetorial e multidisciplinar, incentivando uma compreensão crítica e prática sobre as doenças. Com metodologias ativas, conteúdos atualizados e ferramentas que estimulam o diálogo entre setores, os participantes serão preparados para atuar de forma mais efetiva na prevenção, no controle e na sensibilização das comunidades, fortalecendo a resposta coletiva às leishmanioses.

A coordenadora do curso e especialista na área, Janete Gonçalves Evangelista, que é pesquisadora do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas), reforçou que as leishmanioses são um grande problema de saúde pública no Brasil e no mundo, sendo seu controle e prevenção um desafio real para a sociedade. Segundo ela, para mudarmos a realidade é necessário que tenhamos investimento em ações contínuas de educação em saúde. "Tais ações, quando realizadas de forma permanente e interativa nos espaços de ensino, serviços de saúde e comunidades, são fundamentais para a prevenção das leishmanioses e a promoção da saúde. Assim, este curso pode contribuir de forma significativa, a partir de uma abordagem educativa crítica e reflexiva, para a formação a distância de trabalhadores e estudantes da saúde e da educação, atores centrais na divulgação e ampliação do conhecimento sobre as leishmanioses nos territórios", defendeu ela. 

A formação é ofertada pelo Campus Virtual Fiocruz em parceria com o Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas) e integra a missão institucional de democratizar o conhecimento e ampliar o acesso à informação em saúde por meio de formações online, gratuitas e em larga escala. A iniciativa reforça o compromisso da Fiocruz com a educação aberta, com a produção de conteúdos de qualidade e com a articulação entre diversas unidade e redes internas e externas, além de outras instituições de ensino e pesquisa parceiras. O curso é uma oportunidade para aprender, colaborar e impactar positivamente a saúde pública e os territórios onde os profissionais de atuamos.

O que é a leishmaniose, quais seus riscos e tratamento?

A leishmaniose é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos principalmente pela picada de insetos flebotomíneos: conhecidos como mosquito-palha, birigui ou tatuquira. Esses insetos se infectam ao picar animais ou pessoas doentes e, ao picarem novamente, transmitem o parasita para outros hospedeiros. Existem diferentes formas da doença, sendo as principais a leishmaniose cutânea, que causa feridas na pele, e a leishmaniose visceral, que afeta órgãos internos como baço, fígado e medula óssea, podendo ser fatal se não tratada. O ciclo envolve o vetor (mosquito), o parasita e reservatórios animais, que variam conforme a região, como cães, roedores e outros mamíferos silvestres. A infecção ocorre quase sempre pela picada do flebotomíneo infectado, e não por contato direto entre pessoas ou entre animais e humanos.

A doença tem cura, e o tratamento é altamente eficaz quando iniciado precocemente. Ele depende da forma clínica e pode incluir medicamentos específicos recomendados pelos protocolos do Ministério da Saúde. Na leishmaniose cutânea, o tratamento busca eliminar o parasita e evitar deformidades ou complicações, enquanto na forma visceral é fundamental para evitar a progressão da doença. Além do tratamento medicamentoso, medidas de prevenção são essenciais: controle do vetor, manejo ambiental, proteção individual e ações educativas. Quanto mais cedo for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de cura e menores os riscos para a saúde pública.

Conheça a estrutura da nova formação e inscreva-se! O curso tem carga horária de 30h e é dividido em quatro módulos:

Módulo 1 – O que são as leishmanioses?
Aula 1 – O que são as leishmanioses?
Aula 2 – Leishmanioses: as espécies do protozoário, seus vetores e suas manifestações clínicas no homem
Aula 3 – Distribuição geográfica das leishmanioses
Aula 4 – Cadeia de transmissão das leishmanioses
Aula 5 – Vetores das leishmanioses
Aula 6 – Ciclo do flebotomíneo


Módulo 2 – Patogenia e manifestações clínicas
Aula 1 – Patogenia e manifestações clínicas
Aula 2 – Diagnóstico laboratorial da leishmaniose tegumentar
Aula 3 – Diagnóstico da leishmaniose visceral humana
Aula 4 – Diagnóstico da leishmaniose visceral canina
Aula 5 – Tratamento
Aula 6 – Vigilância epidemiológica do cão
Aula 7 – Importância do manejo ambiental
Aula 8 – Controle do reservatório canino e eutanásia dos animais infectados


Módulo 3 – Fatores físicos e sociais que contribuem para a mudança do cenário
Aula 1 – Fatores físicos e sociais que contribuem para a mudança do cenário da dispersão, agravamento das leishmanioses e como consequência no processo de transmissão
Aula 2 – Processo de urbanização
Aula 3 – Ciclos de transmissão das leishmanioses
Aula 4 – Medidas de controle e prevenção das leishmanioses


Módulo 4 – Conceito de Saúde Única
Aula 1 – Conceito de Saúde Única, Uma Só Saúde, ou “One Health”
Aula 2 – Intersetorialidade nas ações de enfrentamento às leishmanioses
Aula 3 – Participação cidadã nas ações de enfrentamento às leishmanioses

Este curso foi publicado no âmbito do edital Inova Educação - Recursos Educacionais Abertos, promovido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC).

Inscreva-se já!

Publicado em 06/11/2025

Boas Práticas Clínicas: 2ª edição de curso internacional traz atualizações e fortalece a pesquisa em saúde

Autor(a): 
Isabela Schincariol

A pesquisa clínica é essencial para o avanço da ciência com segurança, ética e qualidade em cada descoberta que chega à população. Pensando nisso, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e o Campus Virtual Fiocruz, com a parceria do Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS), lançam a 2ª edição internacional do curso Boas Práticas Clínicas. A formação, online e gratuita, é voltada a profissionais e estudantes que atuam ou desejam atuar na área de pesquisa clínica. Esta segunda edição traz atualizações importantes de decretos e legislações do Brasil e de Moçambique. 

Inscreva-se já!

Com uma abordagem atual e colaborativa, o curso aprofunda a discussão sobre regulamentação, ética e gestão de estudos clínicos nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), fortalecendo os laços de cooperação internacional e o compromisso com a qualidade da pesquisa em saúde. O curso internacional nasceu de uma aproximação entre os profissionais do INI e do Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS) por meio do Projeto Coopbrass da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A formação está sob a coordenação das pesquisadoras Jennifer Braathen Salgueiro do Departamento de Política de Medicamentos e Assistência Farmacêutica da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e Michelle Morata de Andrade da Plataforma de Pesquisa Clínica do INI/Fiocruz. Elas detalharam que a 2ª edição supre uma atualização necessária frente à publicação da revisão 3 do Guia de Boas Práticas Clínicas do ICH e das modificações legislativas no Brasil com a Lei n°14874/2024 e o Decreto 12651/2025; assim como em Moçambique com a alteração da Lei n° 6/2023 e do Decreto 53/2024. Jennifer enfatizou o caráter gratuito do curso e enfatizou a qualidade "e completude do material educativo", que, segunda ela, "proporciona uma trilha útil aos que tem interessam em conhecer e se certificarem em BPC".

Mais do que uma formação, este curso é uma experiência de troca entre profissionais, instituições e realidades diversas, unidas pelo propósito de garantir que a ciência avance com integridade, segurança e respeito às pessoas e populações. 

Conheça a estrutura do curso internacional Boas Práticas Clínicas e inscreva-se:

Módulo 1 - Conceitos, histórico e diretrizes

  • Aula 1 - Introdução e conceitos básicos
  • Aula 2 - Histórico e diretrizes éticas internacionais

Módulo 2 - Regulamentações e fluxos

  • Aula 1 - Regulamentação brasileira para pesquisa envolvendo seres humanos: contexto e evolução
  • Aula 2 - Fluxo ético regulatório da pesquisa clínica no Brasil
  • Aula 3 - Regulamentação ética-sanitária e fluxo de tramitação em Moçambique

Módulo 3 - Atores em pesquisa clínica

  • Aula 1 - Pesquisador e Patrocinador: Papéis, Responsabilidades, Documentos Essenciais e Governança dos Dados
  • Aula 2 - Participantes da pesquisa

Módulo 4 - Segurança e Qualidade

  • Aula 1 - Eventos adversos: tipos, monitoramento e ações
  • Aula 2: Qualidade na pesquisa clínica

 

 

#ParaTodosVerem Banner com uma colagem de fotos de fundo, mesclado com linhas e pontos brilhantes, no canto superior esquerdo há a imagem de tubos de ensaio, embaixo um par de mãos com luvas azuis segurando cartelas de comprimidos, no canto superior direito uma placa de petri e embaixo um par de mãos segurando outro par de mãos, no centro há um ícone de saúde. No centro do banner está escrito: Curso Boas Práticas Clínicas - Segunda edição internacional. Inscrições abertas.

Publicado em 03/11/2025

3/11, Dia Nacional da Saúde Única: Campus Virtual oferece formação voltada a 'Uma Só Saúde'

Autor(a): 
Fabiano Gama

O Dia Nacional da Saúde Única é celebrado em 3 de novembro, data criada para conscientizar sobre a relação entre a saúde humana, animal e ambiental, e promover uma abordagem integrada para lidar com ameaças à saúde pública e ao meio ambiente. A abordagem Uma Só Saúde propõe e incentiva a comunicação, cooperação, coordenação e colaboração entre diferentes disciplinas, profissionais, instituições e setores para fornecer soluções de maneira mais abrangente e efetiva. Essa abordagem favorece a cooperação, desde o nível local até o global, para enfrentar desafios emergentes e reemergentes, como pandemias, resistência antimicrobiana, mudanças climáticas e outras ameaças à saúde. Assim, a abordagem de ‘Uma Só Saúde’ transcende fronteiras disciplinares, setoriais e geográficas, buscando soluções sustentáveis e integradas para promover a saúde dos seres humanos, animais domésticos e silvestres, vegetais e do ambiente mais amplo, incluindo ecossistemas.

O Campus Virtual Fiocruz, em parceria com o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e o apoio do Ministério da Educação, disponibiliza o curso, online e gratuito, Introdução a Uma Só Saúde. A formação é para quem busca uma visão transdisciplinar e multissetorial integrada e ampla sobre a saúde. Com conteúdo autoinstrucional, o curso propõe uma abordagem inovadora para entender a saúde como um todo — conectando saúde humana, animal e ambiental em um único ecossistema interligado. A formação apresenta 9 aulas, divididas em 2 módulos, que somam 30h de carga horária. A ideia é que profissionais e estudantes de qualquer formação envolvidos nas áreas da saúde humana, animal e ambiente do Brasil e de outros países aprimorem seus conhecimentos, compreendendo de forma mais abrangente as ameaças à saúde pública que estão nessa interface.

O curso aborda implicações reais das interações entre humanos, animais e meio ambiente. Assim, é um espaço de aprendizagem para entender e se capacitar para agir frente a problemas complexos que exigem cooperação e inovação de diversas áreas. Ele foi elaborado com diferentes recursos educacionais, estudos de caso e discussões para apresentar uma abordagem, apesar de introdutória, verdadeiramente transformadora. Não perca a chance de se preparar para os desafios globais de saúde!

+Conheça a formação e inscreva-se já! 

Conheça a organização e estrutura do curso Introdução a Uma Só Saúde e inscreva-se:

Módulo 1 : Contexto, definições e exemplos da abordagem Uma Só Saúde

  • Aula 1 - História da visão integrada e as diferentes definições de Uma Só Saúde
  • Aula 2 - O Regulamento Sanitário Internacional (RSI)
  • Aula 3 - A importância da abordagem de Uma Só Saúde no mundo atual
  • Aula 4 - Documentos norteadores em Uma Só Saúde

Módulo 2: A Implementação da abordagem Uma Só Saúde para melhores resultados em saúde pública

  • Aula 1 - Condições para que epidemias de doenças infecciosas aconteçam
  • Aula 2 - Exemplos de estudos da interface animal-humano-ecossistema em eventos de potencial epidêmico
  • Aula 3 - Exemplos de estudos da interface animal-humano-ecossistema em doenças desatendidas e outros eventos
  • Aula 4 - Resistência aos antimicrobianos e a abordagem Uma Só Saúde
  • Aula 5 - Desafios para a implantação de programas e projetos em Uma Só Saúde
     

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo claro, no centro três figuras ilustrativas, uma árvore no centro, no lado direito um homem, no lado esquerdo um animal com quatro patas e rabo, embaixo está escrito: Curso Introdução a Uma Só Saúde. Inscrições abertas.

Publicado em 29/04/2025

Fiocruz lança curso online sobre ética em pesquisa - Formação também será oferecida em formato de disciplina transversal

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Você está preparado para conduzir sua pesquisa científica? Resultados imparciais, confiáveis, respeito aos direitos, responsabilidade e transparência são alicerces de pesquisas desenvolvidas com ética e integridade. Esses princípios primordiais são apresentados agora no curso — online e gratuito — Ética e integridade em pesquisa, lançado hoje pelo Campus Virtual Fiocruz. A formação tem carga horária total de 40h e é voltada especialmente a estudantes de pós-graduação, mas aberta a todos os interessados na temática. As inscrições já estão abertas! Conheça o novo curso que traz os princípios éticos que norteiam a ciência contemporânea — da concepção do projeto à publicação dos resultados. Em breve, a formação também será oferecida em formato de disciplina transversal (DT) aos programas de pós-graduação.

Inscreva-se já!

A formação oferece uma qualificação abrangente sobre princípios éticos, morais e direitos humanos; integridade em pesquisa; normas regulatórias e boas práticas na condução de pesquisas envolvendo seres humanos e animais; e conhecimentos gerais sobre integridade na publicação científica, envolvendo também a questão do plágio e o uso de inteligência artificial. Ao concluir o curso ou a disciplina transversal, a ideia é que os participantes estejam preparados para enfrentar os desafios éticos inerentes à pesquisa científica, contribuindo para um ambiente acadêmico mais íntegro e colaborativo.

O curso tem tríplice coordenação: Sergio Rego, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp); Carmen Penido, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) e Mariana Souza, responsável pela área de lato sensu da Coordenação-Geral de Educação, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (CGE/VPEIC) e foi desenvolvida em colaboração com diversos integrantes da Comissão de Integridade em Pesquisa da Fiocruz.

Estímulo ao pensamento crítico e fortalecimento da qualidade e rigor científicos

Com vasta experiência na área, o pesquisador Sergio Rego falou sobre o entusiasmo com o lançamento desta formação, apontando que o curso representa uma valiosa oportunidade para aprimorar a qualidade e a credibilidade da pesquisa científica, alinhando-se às melhores práticas internacionais em integridade acadêmica. "Em um cenário global onde a ciência enfrenta desafios, como a reprodutibilidade de estudos, o combate ao plágio e a má conduta científica, é essencial que os pesquisadores estejam mais bem preparados para lidar com questões éticas complexas", defendeu Sergio. 

Para ele, não se trata apenas de um mero apresentar de normas formais, mas, sim, um estímulo ao pensamento crítico. "Em tempos em que parte das sociedades optaram pelo uso político da ciência mal praticada, é ainda mais relevante que pesquisadores e outros envolvidos na atividade de pesquisa científica estejam atentos e zelosos pela observância dos princípios da ética e da integridade em pesquisa, bem como dos fundamentos teóricos, metodológicos da boa prática em pesquisas científicas".

Disciplina Transversal

Como dito, em breve, este novo curso também será ofertado aos alunos de pós-graduação da Fiocruz e de outras instituições interessadas de forma transversal, em formato de disciplina (DT), ao programas interessados. Ela será oferecida de maneira virtual, o que impulsiona a adesão de programas que acontecem em unidades e escritórios de outros estados para além do Rio de Janeiro. "Essa DT oferece ainda uma base para que docentes de programas de formação de pesquisadores e professores possam adaptá-la, adicionando exemplos e casos práticos para serem discutidos em sala de aula que sejam relacionados com seus objetos e métodos de pesquisa", detalhou Sergio Rego. 

As disciplinas transversais (DT) são desenhadas a partir de temas comuns à formação na área das ciências da saúde e permitem maior integração e troca de experiências entre os programas, estudantes e docentes. O processo de adesão das DT deve ser feito diretamente pelos programas de pós-graduação. Sua oferta deve seguir um fluxo de registro na Coordenação-Geral de Educação (CGE/VPEIC) e um fluxo de adesão dos programas, obedecendo cronograma a ser pactuado pela CGE juntamente com o Campus Virtual Fiocruz, que é o responsável pelo desenvolvimento do Ambiente Virtual de Aprendizagem, a gerência do espaço e o suporte aos estudantes, docentes e coordenadores durante toda a extensão da disciplina.

Carmen complementou dizendo que a elaboração dessa DT reafirma o compromisso da Fiocruz com o fortalecimento da integridade, da qualidade e do rigor científico. "A Fiocruz é pioneira em trazer para a formação de mestres e doutores conhecimentos sobre integridade em pesquisa. Apesar deste marco, ainda há muito a ser feito para que a cultura da integridade se consolide na instituição". Ela comentou ainda que as ações educativas oferecem os meios para que os pesquisadores compreendam e incorporem a integridade no seu fazer científico. Nesse sentido, disse Carmen, "os programas de pós-graduação têm responsabilidade central ao ensinar o que são práticas responsáveis e práticas inaceitáveis em pesquisa". 

Conheça a organização do curso e inscreva-se já:

Introdução - Introdução à ética, moral e direitos humanos

  • Aula 1 - Ética e moral: o que é permitido, proibido e obrigatório?
  • Aula 2 - As acepções do termo ética
  • Aula 3 - Juízos morais e juízos prescritivos

Módulo 1 : Integridade em pesquisa

  • Aula 1: Conhecimentos iniciais
  • Aula 2: Contexto histórico
  • Aula 3: Conduta responsável, má conduta e práticas questionáveis em pesquisa
  • Aula 4: Avaliação e cultura de pesquisa

Módulo 2: Ética em pesquisa envolvendo seres humanos

  • Aula 1: Momentos críticos no desenvolvimento de normas éticas para a pesquisa envolvendo seres humanos
  • Aula 2: Sistema brasileiro de regulação ética de pesquisas com seres humanos
  • Aula 3: Plataforma Brasil
  • Aula 4: Aspectos que merecem destaque nas apreciações éticas

Módulo 3: Ética em experimentação animal

  • Aula 1: Breve histórico
  • Aula 2: Animais usados na pesquisa científica
  • Aula 3: Principais marcos regulatórios
  • Aula 4: Relato e pré-registro
  • Aula 5: Métodos alternativos e substituição do uso de animais de experimentação

Módulo 4: Integridade na publicação científica

  • Aula 1: Cuidados gerais na divulgação de resultados
  • Aula 2: Revisão por pares e autoria
  • Aula 3: Mecanismos de correção da literatura
  • Aula 4: Plágio
  • Aula 5: O uso da Inteligência Artificial generativa na redação científica

 

 

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo roxo e linhas coloridas, no centro do banner, o nome do curso: Ética e Integridade em Pesquisa, conduta responsável em ambiente de pesquisa saudável e íntegro, inscreva-se.

Publicado em 17/12/2024

Fiocruz lança curso sobre HTLV. Formação, online e gratuita, busca conscientizar profissionais e população em geral

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Romper o ciclo de desconhecimento, capacitar profissionais de saúde e conscientizar a sociedade como um todo. Esse é o objetivo do novo curso, online e gratuito, Estratégias de eliminação da transmissão vertical do HTLV no Brasil, que acaba de ser lançado. Com foco na eliminação da transmissão vertical, sendo ela a principal via de disseminação do HTLV-1 no país por meio do aleitamento materno, o curso representa uma oportunidade valiosa para compreender o cenário atual e as iniciativas de enfrentamento desse desafio de saúde pública. A formação foi desenvolvida em uma parceria entre o grupo de pesquisa HTLV Brasil, do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco), o Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) e o Campus Virtual Fiocruz, com o financiamento da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz.

O Vírus Linfotrópico da Célula T Humana, conhecido como HTLV (Human T-cell Lymphotropic Vírus, na sigla em inglês), é um retrovírus semelhante ao HIV. Sua transmissão se dá por meio de relações sexuais desprotegidas, transfusões de sangue contaminado, através da mãe infectada para o recém-nascido (transmissão vertical), principalmente pelo aleitamento materno, e ainda o compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas. Por isso, as estratégias de prevenção incluem o uso de preservativos em todas as relações sexuais, a triagem de doadores de sangue e a orientação para que mães portadoras evitem o aleitamento materno. Por isso a disseminação de informações, além de campanhas de educação e conscientização sobre a doença, são essenciais para reduzir a transmissão e aumentar o diagnóstico.

A pesquisadora do Laboratório de Virologia e Terapia Experimental (Lavite), do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco), Clarice Neuenschwander, e uma das coordenadoras da nova formação apontou que o curso é mais um passo dado para informar a sociedade e capacitar profissionais de saúde e gestores a implementar estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e cuidado integral às pessoas que vivem com o vírus. 

"Este curso simboliza um movimento pela saúde, pelo futuro e pelo direito de nascer livre da infecção pelo HTLV", defendeu ela. Clarice destacou ainda que, além dela, que é da Fiocruz Pernambuco, o curso teve a coordenação adjunta de Fernanda Grassi, da Fiocruz Bahia, reforçando o papel fundamental dessas unidades no enfrentamento ao vírus, especialmente no Nordeste, região que concentra o maior número de pessoas vivendo com HTLV no Brasil. E a formação contou ainda contou com a coordenação pedagógica de Christian Reis e Evania Galindo, ambos da Fiocruz Pernambuco, e Heytor Neco, do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau PE). O curso é fruto de uma construção coletiva, marcada por grande dedicação, tendo a vasta colaboração de especialistas do Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde e diversas instituições de todo o país, todos com ampla experiência na área", detalhou Clarice. 

Segundo o Ministério da Saúde, embora conhecido desde a década de 1980, O HTLV ainda é um desafio para a saúde pública e não tem cura. Esse vírus infecta principalmente as células do sistema imunológico (LTCD4+), e possui a capacidade de imortaliza-las, fazendo assim com que essas percam sua função de defender nosso organismo. Ele possui quatro subtipos: HTLV-1 (subtipo que mais causa doenças associadas), HTLV-2, 3 e 4. Estima-se que milhões de pessoas em todo o mundo sejam portadoras do HTLV, e muitas nem saibam disso devido à baixa conscientização e testagem limitada. A infecção pode estar associada a condições graves, como a leucemia de células T e a paraparesia espástica tropical, mas a maioria dos infectados permanecem assintomáticos ao longo da vida.

Conheça a estrutura da formação de 45h, dividida em 3 módulos e 11 aulas: Estratégias de eliminação da transmissão vertical do HTLV no Brasil

Módulo 1: Introdução ao HTLV: Dos aspectos biológicos e epidemiológicos às doenças
associadas e diagnóstico 

  1. Introdução ao HTLV: Histórico, Transmissão, Aspectos Virais, Epidemiologia e Prevenção da Transmissão
  2. Doenças associadas ao HTLV-1 e coinfecções relevantes
  3. Diagnóstico Laboratorial da Infecção pelo HTLV

Módulo 2: Políticas Públicas para o Enfrentamento do HTLV

  1. Política Nacional de HIV/AIDS, tuberculose, hepatites virais e IST: onde o HTLV se insere?
  2. Cenários da transmissão do HTLV em populações vulneráveis: Indígenas e Quilombolas
  3. Políticas de prevenção da transmissão vertical do HTLV
  4. O Papel das Organizações da Sociedade Civil no Enfrentamento ao HTLV

Módulo 3: Ações de prevenção a transmissão vertical do HTLV: o que se pode fazer?

  1. Fluxos, portarias e protocolos estabelecidos para a linha de cuidado da Transmissão Vertical do HTLV no Brasil
  2. Abordagem da infecção na atenção primária e nos demais níveis da Rede de Atenção
  3. Cuidado Integral às Pessoas Vivendo com HTLV: experiência da Bahia
  4. Construção Coletiva para implantar ações de controle da transmissão do HTLV

 

 

 

 

#ParaTodosVerem Imagem com um desenho representando o vírus do HTLV dentro de uma corrente sanguínea. O vírus é azul, com duas pernas e diversas anteninhas vermelhas pelo corpo, ele está dentro de um túnel de paredes vermelhas. Na parte superior, está o nome do curso "Estratégias de eliminação da transmissão vertical do HTLV no Brasil". Inscrições abertas.

Publicado em 13/11/2024

Fiocruz lança curso online e gratuito sobre a abordagem Uma Só Saúde 

Autor(a): 
Isabela Schincariol

O Campus Virtual Fiocruz, em parceria com o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e o apoio do Ministério da Educação, lança hoje o curso, online e gratuito, Introdução a Uma Só Saúde. A nova formação é para quem busca uma visão transdisciplinar e multissetorial integrada e ampla sobre a saúde. Com conteúdo autoinstrucional, o curso propõe uma abordagem inovadora para entender a saúde como um todo — conectando saúde humana, animal e ambiental em um único ecossistema interligado. A formação apresenta 9 aulas, divididas em 2 módulos, que somam 30h de carga horária. A ideia é que profissionais e estudantes de qualquer formação envolvidos nas áreas da saúde humana, animal e ambiente do Brasil e de outros países aprimorem seus conhecimentos, compreendendo de forma mais abrangente as ameaças à saúde pública que estão nessa interface.

Inscreva-se já! 

O curso aborda implicações reais das interações entre humanos, animais e meio ambiente. Assim, é um espaço de aprendizagem para entender e se capacitar para agir frente a problemas complexos que exigem cooperação e inovação de diversas áreas. Ele foi elaborado com diferentes recursos educacionais, estudos de caso e discussões para apresentar uma abordagem, apesar de introdutória, verdadeiramente transformadora. Não perca a chance de se preparar para os desafios globais de saúde!

Cooperação local-global para o enfrentamento de desafios emergentes e reemergentes

A abordagem Uma Só Saúde propõe e incentiva a comunicação, cooperação, coordenação e colaboração entre diferentes disciplinas, profissionais, instituições e setores para fornecer soluções de maneira mais abrangente e efetiva. Essa abordagem favorece a cooperação, desde o nível local até o global, para enfrentar desafios emergentes e reemergentes, como pandemias, resistência antimicrobiana, mudanças climáticas e outras ameaças à saúde. Assim, a abordagem de ‘Uma Só Saúde’ transcende fronteiras disciplinares, setoriais e geográficas, buscando soluções sustentáveis e integradas para promover a saúde dos seres humanos, animais domésticos e silvestres, vegetais e do ambiente mais amplo, incluindo ecossistemas.

A coordenadora acadêmia da formação, Marilia Santini, que é pesquisadora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) apontou que a estratégia Uma Só Saúde é uma ferramenta muito importante para aumentar a capacidade de prever, detectar precocemente e responder a eventos que afetam ou podem vir afetar as condições de vida no nosso planeta. "O curso contribuirá para a disseminação de informação entre os diversos profissionais, estudantes e interessados de modo geral sobre o tema, sendo oportunamente lançado logo após a implementação do Comitê Interministerial Uma Só Saúde. Foi um grata experiência desenvolver este curso com a equipe do Campus Virtual e com Cristina Schneider, que tem uma carreira dedicada a essa temática, além de ser uma ótima parceira e grande amiga", comentou Marilia.

+Saiba mais: Comitê Uma Só Saúde realiza primeira reunião técnica - Encontro marca o início da elaboração do Plano de Ação Nacional e promove colaboração de várias instituições para a prevenção e controle de ameaças à saúde

A medica veterinária e epidemióloga ligada ao Departamento de Saúde Global Universidade de Georgetown, e colaboradora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Iesc/UFRJ), Cristina Schneider, que divide a coordenação do curso com Marilia, explicou que pensar com a abordagem de Uma Só Saúde é entender que estamos todos interconectados neste planeta: pessoas em diferentes partes do mundo, animais, plantas... somos todos partes de um ecossistema. Segundo ela, com os desafios do mundo atual, a necessidade das diferentes disciplinas e setores colaborarem ficou evidente. Este curso introdutório apresenta conceitos básicos, exemplos e iniciativas atuais que norteiam a aplicação de tal abordagem; sendo recomendado para profissionais de diferentes disciplinas que atuam nos diversos níveis, tanto na área da saúde pública como animal e meio ambiente. Vamos trabalhar juntos para um mundo melhor para todos!". 

Pela primeira vez neste ano, o Brasil comemorou o Dia Nacional da Saúde Única, celebrado em 3 de novembro. A data foi instituida por meio da lei nº 14.792, em janeiro de 2024. A coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, complementou dizendo que a construção dessa formação foi bastante desafiadora para as equipes envolvidas no seu desenvolvimento, pois, segundo ela, "trata-se de um tema multidisciplinar, com a ideia de oferecer um conteúdo introdutório, levando aos interessados alguns conceitos importantes, além de apresentar documentos norteadores para as políticas públicas da área e discussões em diferentes fóruns. Para tanto, contamos com o apoio e participação de pesquisadores da Fiocruz de diversas unidades, além de colaboradores de outras instituições de ensino nessa produção, que será a base para um segundo curso futuro, mais amplo e estruturado. 

Conheça a organização e estrutura do curso Introdução a Uma Só Saúde e inscreva-se:

Módulo 1 : Contexto, definições e exemplos da abordagem Uma Só Saúde

  • Aula 1 - História da visão integrada e as diferentes definições de Uma Só Saúde
  • Aula 2 - O Regulamento Sanitário Internacional (RSI)
  • Aula 3 - A importância da abordagem de Uma Só Saúde no mundo atual
  • Aula 4 - Documentos norteadores em Uma Só Saúde

Módulo 2: A Implementação da abordagem Uma Só Saúde para melhores resultados em saúde pública

  • Aula 1 - Condições para que epidemias de doenças infecciosas aconteçam
  • Aula 2 - Exemplos de estudos da interface animal-humano-ecossistema em eventos de potencial epidêmico
  • Aula 3 - Exemplos de estudos da interface animal-humano-ecossistema em doenças desatendidas e outros eventos
  • Aula 4 - Resistência aos antimicrobianos e a abordagem Uma Só Saúde
  • Aula 5 - Desafios para a implantação de programas e projetos em Uma Só Saúde
     

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo claro, no centro três figuras ilustrativas, uma árvore no centro, no lado direito um homem, no lado esquerdo um animal com quatro patas e rabo, embaixo está escrito: Curso Introdução a Uma Só Saúde. Inscrições abertas.

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