As pesquisas podem ser qualitativas ou quantitativas; básicas ou aplicadas; elas podem ser explicativas, exploratórias ou descritivas. Independente de sua abordagem, natureza ou objetivo, toda pesquisa precisa de técnicas e métodos para ser desenvolvida. Com o objetivo de auxiliar estudantes de pós-graduação e outros interessados na temática a realizarem seus trabalhos acadêmicos, o Campus Virtual Fiocruz lança hoje a nova oferta da segunda edição do curso, online e gratuito, Metodologia da Pesquisa Científica. A formação é autoinstrucional e composta de quatro aulas que somam 40h. As inscrições estão abertas!
A nova oferta do curso autoinstrucional foi revista e ampliada. A primeira edição foi lançada em agosto de 2019 e cursada por mais de 47 mil alunos de todo o país! A segunda edição, lançada em agosto de 2022, certificou mais de 35 mil alunos.
A vice-presidente adjunta de Educação da Fiocruz e coordenadora acadêmica da formação, Eduarda Cesse, falou da importância da abertura de uma nova oferta do curso como ferramenta de democratização do conhecimento: "A pesquisa científica é uma ferramenta essencial para transformar perguntas em conhecimento e conhecimento em ação. O relançamento deste curso reafirma o compromisso da Fundação Oswaldo Cruz com a democratização do acesso à formação qualificada, crítica e acessível, fortalecendo estudantes, profissionais e pesquisadores na produção de evidências comprometidas com a realidade social e a saúde pública", pontuou Cesse.
Esta formação se aplica a diversos contextos, especialmente ao campo da saúde pública, e vai apresentar métodos e os diferentes tipos de pesquisa para que o estudante seja capaz de desenvolver sua dissertação com autonomia e segurança. Espera-se que os participantes aprendam sobre os princípios da metodologia da pesquisa para construção do conhecimento científico e suas aplicações em ciência e tecnologia, e sejam capazes de adotá-los alinhados a princípios éticos, com o domínio de técnicas de coleta de dados para gerar informação. Da mesma forma, a ideia é que os alunos desenvolvam a competência de realizar estudos aplicados à gestão, revisão de literatura, conceitos básicos e o desenvolvimento de projeto de pesquisa.
Conheça a estrutura do curso Metodologia da Pesquisa Científica
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A Editora Fiocruz lança Dinâmica do capital na produção de tecnologias em saúde, obra organizada pelas pesquisadoras Maria de Fátima Siliansky de Andreazzi, Gabriela Costa Chaves e Luisa Arueira Chaves, que propõe uma análise crítica sobre a organização do setor farmacêutico e seus efeitos no acesso a medicamentos e tecnologias em saúde.
O livro investiga como a dinâmica contemporânea do capital na produção de tecnologias de saúde se articula com políticas públicas implementadas em âmbito nacional e internacional, questionando em que medida essas políticas são capazes de alterar estruturas que resultam em problemas como o desabastecimento de medicamentos e as desigualdades no acesso a tecnologias essenciais.
A publicação está estruturada em cinco capítulos, que articulam abordagens teóricas e análises de casos concretos. Nos três primeiros, o foco recai sobre fundamentos conceituais e estruturais do setor. A obra parte de uma crítica às bases teóricas do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), frequentemente apresentado como estratégia para enfrentar a desindustrialização brasileira e ampliar o acesso às tecnologias em saúde.
Na sequência, o livro examina os efeitos da financeirização nas estratégias das corporações farmacêuticas contemporâneas, destacando como decisões relacionadas à inovação, produção e descontinuidade de produtos estão cada vez mais orientadas pela lógica de acumulação de capital. Também é abordado o papel da propriedade intelectual como elemento central para compreender as dinâmicas de produção e acesso a medicamentos, com um panorama histórico de sua implementação e seus impactos no Brasil e no mundo, incluindo o acesso a vacinas contra a covid-19 durante a pandemia.
Os dois capítulos finais aprofundam a análise a partir de situações concretas. O desabastecimento de medicamentos é discutido como resultado da forma de organização das grandes corporações farmacêuticas, evidenciando seus impactos nos sistemas de saúde e apontando caminhos para garantir o acesso a medicamentos essenciais. Já o último capítulo apresenta uma análise histórica sobre a produção de antibióticos, com ênfase nas benzilpenicilinas, demonstrando como a lógica do capitalismo contemporâneo tem levado ao abandono de determinados produtos, mesmo diante de sua relevância sanitária.
“O livro aborda a dinâmica atual do capital na produção de tecnologias em saúde, refletindo sobre o quanto as políticas públicas [...] têm capacidade de realmente modificar essa estrutura e, assim, minimizar problemas como o desabastecimento de medicamentos e as injustiças no acesso”, destacam as organizadoras.
Ao reunir análises teóricas e evidências empíricas, a obra busca contribuir para o debate sobre políticas públicas voltadas à soberania nacional e à garantia de acesso equitativo às tecnologias em saúde. A proposta é oferecer subsídios para que pesquisadores, gestores e formuladores de políticas compreendam os limites das estratégias atuais e avancem na construção de alternativas que respondam às necessidades sanitárias da população.
Segundo as organizadoras, a expectativa é que o livro “suscite reflexões teóricas e analíticas para que políticas públicas sejam implementadas em prol da soberania brasileira e do acesso equitativo a tecnologias essenciais ao cuidado em saúde”.
A coletânea resulta de pesquisas, teses e dissertações desenvolvidas nos últimos anos e se insere em um campo de discussão que articula saúde coletiva, economia política e saúde global, trazendo contribuições para a compreensão das relações entre mercado, Estado e direito à saúde.
A Fiocruz promoverá, no dia 25 de março, às 14h, o lançamento da Rede Fiocruz de Saúde Digital e do edital Inova Saúde Digital, iniciativas voltadas a estimular projetos tecnológicos que possam fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). O evento será online e transmitido pelo canal da VideoSaúde no YouTube.
As iniciativas marcam o início de uma estratégia institucional coordenada pelas vice-presidências de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) e Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) e pela Diretoria Executiva da Fundação, para ampliar a cooperação entre pesquisadores e acelerar o desenvolvimento de soluções digitais aplicadas à saúde pública.
A Rede Fiocruz de Saúde Digital tem como objetivo estabelecer conexões entre grupos de pesquisa e demais áreas da Fiocruz que trabalham com tecnologias digitais, promovendo integração científica e institucional em um campo considerado cada vez mais estratégico para a saúde pública.
Durante o evento, a representante do Ministério da Saúde, Paula Xavier, primeira mulher a liderar o Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS), apresentará as expectativas da pasta em relação à atuação da Fiocruz no avanço da saúde digital no país.
Na ocasião, será apresentado o Programa de Pesquisa Translacional, iniciativa que já reúne pesquisadores em torno de temas estratégicos. Entre as redes envolvidas estão a FioChagas e a FioLeish, modelos de articulação científica que inspiram a criação da nova rede dedicada à saúde digital.
Outro destaque será o lançamento do edital Inova Saúde Digital, para apoiar projetos voltados ao desenvolvimento de soluções digitais capazes de contribuir para o fortalecimento do SUS.
Programação
14h - Abertura com representantes das vice-presidências e Diretoria Executiva
Marly Cruz (VPEIC);
Patricia Canto (VPAAPS);
Priscila Ferraz e Marco Nascimento (VPPIS);
Representante DE;
Wim Degrave (VPPCB e Pesquisa Translacional).
14h30 - Paula Xavier - Ministério da Saúde e a Saúde Digital
15h - Ana Paula Cavalcanti- Aspectos gerais da Rede Fiocruz de Saúde Digital
15h10 - Claude Pirmez - Programa Inova Saúde Digital
15h20 - Renato Marins - Aspectos operacionais do edital Inova Saúde Digital
15h30 - Perguntas e respostas
16h - Encerramento
A Edições Livres e Porto Livre, selo editorial e Portal de Livros em Acesso Aberto do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), com a Iniciativa de Prospecção Saúde Amanhã e a Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030, convidam para o lançamento dia 10 de novembro, segunda-feira, às 10h, do livro digital Políticas Farmacêuticas no Brasil: desafios para a produção, oferta, regulação e governança, com a presença de autores e dos organizadores. O lançamento em meio virtual será transmitido pela VideoSaúde - Distribuidora da Fiocruz e o livro estará disponível em acesso aberto na plataforma da Porto Livre no dia do lançamento.
Os cinco artigos, de 12 autores, reunidos na publicação tratam dos desafios e das estratégias das políticas farmacêuticas no Brasil, destacando a importância do acesso a medicamentos como um direito à saúde. Sendo assim, temas relacionados às políticas de medicamentos, à assistência farmacêutica e ao acesso a medicamentos são analisados pelos autores a partir de diversos ângulos, tendo por referência um “horizonte móvel” de vinte anos.
As abordagens dos artigos levam em conta avanços e limites gerais do atual arcabouço político-institucional de políticas do setor; reverberações da transformação do padrão tecnológico no mercado farmacêutico global para autonomia produtiva nacional; tendências no financiamento, na oferta e na cobertura pública e privada de tratamentos farmacoterapêuticos a partir de diferentes modelos de provisão; desafios para a regulação sanitária e econômica e para a incorporação de medicamentos no contexto atual; entraves na coordenação e governança dos modelos de provisão e cuidado; e possíveis caminhos para a sustentabilidade financeira e a ampliação do acesso gratuito e da cobertura das políticas das iniciativas públicas.
O livro é um desdobramento do seminário Produção, Oferta, Regulação e Governança: Elementos para Pensar o Futuro das Políticas Farmacêuticas no Brasil, realizado pela Iniciativa Saúde Amanhã em novembro de 2024, e foi organizado por Leonardo Vidal Mattos, professor do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ e pesquisador da Iniciativa Saúde Amanhã, por Vera Lúcia Edais Pepe, pesquisadora do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde e docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Ensp/ Fiocruz, e José Carvalho de Noronha, coordenador adjunto da Iniciativa Saúde Amanhã.
+Confira aqui o sumário da publicação e a apresentação dos autores.
Para oferecer um serviço mais robusto, potente e eficaz no processamento de dados e informações geradas cotidianamente pelos cursos de qualificação da Fundação, o Campus Virtual Fiocruz lança hoje a nova plataforma Latíssimo. O Sistema de Gestão de Cursos de Qualificação da Fiocruz, já amplamente conhecido pela comunidade interna, foi revisto e ampliado, ganhando novas ferramentas, funcionalidades e performance. Com o Latíssimo, usuários fazem a gestão completa de cursos, desde a inscrição de alunos até a emissão dos certificados, tudo isso de maneira autônoma e descentralizada. A plataforma é utilizada por todas as unidades da Fiocruz e está disponível para ofertas presenciais e online.
A nova versão do sistema de gestão oferece certificados customizados, permitindo utilizar QR Code ou assinatura digital, incluir parcerias e emitir o certificado em diferentes idiomas (português, espanhol e inglês).
Há algum tempo, parte da equipe está empenhada nesse projeto — sob a responsabilidade minuciosa e olhar atento da coordenadora adjunta do CVF, Rosane Mendes —, que é disponibilizado agora para a nossa comunidade. "Além de trazer novas possibilidades, a ideia é também beneficiar nossos usuários, bem como a gestão da educação com informações cada vez mais qualificadas sobre o trabalho que realizam", detalhou Rosane, dizendo ainda que tais dados, "geram informações importantes que mostram necessidades e podem apontar caminhos a serem traçados", comentou ela.
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A primeira versão do Latíssimo foi lançada em 2018 para atender a demandas de várias unidades no que se refere ao fluxo e à gestão dos cursos livres oferecidos pela Fiocruz. Desde então, tanto a oferta quanto a procura por esse tipo de formação vem aumentando a cada dia, especialmente após os anos de isolamento social ocasionados pela pandemia de Covid-19, e, junto a isso, uma mudança sociocultural sobre a realização de tarefas de maneira remota.
O regimento dos cursos de qualificação e as mudanças propostas
"Com crescimento exponencial, vimos números serem batidos e ultrapassados ano a ano, e, para isso, precisávamos também investir em um sistema robusto que acompanhasse essa evolução e desse conta do volume de dados gerados", disse, entusiasmada, a coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel. Entre vários tipos de cursos, 2.818 formações foram disponibilizadas por meio da plataforma do CVF. Atualmente, ela contabiliza um total de mais de um milhão de inscritos — mais uma grande conquista de 2025. Em 2018, eram pouco mais de 14 mil estudantes e, em 2024, atingimos cerca de 257 mil inscritos. Ou seja, em 7 anos, houve crescimento de mais de 1500%.
A construção deste sistema foi necessária para se adequar ao novo Regimento de Qualificação da Fiocruz, instituído em 2021, que definiu as regras para os cursos EAD e presenciais nessa categoria; estabeleceu, entre outras questões, a carga horária mínima para os cursos em 15h; e estipulou os três tipos de cursos considerados qualificação: desenvolvimento, atualização e aperfeiçoamento.
O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) é uma das unidades que tradicionalmente mais utiliza o sistema Latíssimo, sendo responsável por cerca de 25% das inserções de cursos na plataforma, com quase 700 inserções, seguido pela Gerência Regional de Brasília (Gereb/Fiocruz Brasília), com cerca de 600 cadastros, e o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com 429. Dentre os usuários do IOC, a pesquisadora Norma Cardoso Brandão, que é vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação, destaca-se como uma das principais colaboradoras da plataforma. Segundo ela, o IOC vem utilizando o Campus Virtual de maneira mais intensa desde 2018, com o cadastro de cursos nacionais, internacionais e eventos educacionais.
Norma contou que, com a pandemia, as disciplinas também passaram a utilizar os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) oferecidos pelo Campus, bem como os Recursos Educacionais Abertos (REA) disponíveis. “Tanto naquele período de pandemia como agora, a equipe do Campus segue nos auxiliando com a realização de diversos treinamentos e capacitações para docentes e a equipe da secretaria acadêmica do IOC. Acompanhamos a evolução da plataforma e o incremento constante de melhorias e suporte. Por isso a nossa intenção é ampliar ainda mais a utilização da ferramenta. Assim, aproveito também para agradecer a toda equipe do Campus e reforçar essa parceria já consolidada”, apontou ela.
É importante ressaltar a importância do Latíssimo, que, em conjunto com outros sistemas oficiais da instituição, é responsável também por enviar as informações sobre os cursos para a presidência da Fiocruz e o Ministério da Saúde, por meio dos diferentes relatórios solicitados à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), sendo, assim, fundamental que todas as unidades e escritórios utilizem o sistema para a gestão de seus cursos. Na agenda do CVF já há o planejamento para a realização de treinamentos com todas as equipes responsáveis pelo uso do Latíssimo.
A 13ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) da Fiocruz será lançada no Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, às 10h, no auditório do Museu da Vida, no campus Manguinhos. O evento reunirá professores e 90 estudantes de escolas públicas do Complexo da Maré e do município de Magé, no Rio de Janeiro. A programação contempla a apresentação de pôsteres e vídeos, uma palestra sobre conscientização ambiental e uma homenagem especial à pesquisadora Juliana de Meis, do Instituto Oswaldo Cruz, falecida em 2021 em decorrência da pandemia de Covid-19.
Cristina Araripe, coordenadora de Divulgação Científica da Fundação, destaca a importância da Obsma para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no país. “Em grupos, os estudantes desenvolvem projetos variados que trazem ganhos diretos para a vida das comunidades. A metodologia adotada também contribui para os processos de aprendizagem, incentivando a ciência cidadã e a sustentabilidade”, afirma.
Nas suas doze primeiras edições, a Obsma Fiocruz teve a participação de 3,6 mil escolas, distribuídas em 3,2 mil municípios, e envolveu 28,5 mil professores. Ao longo desses 24 anos, mais de 10 mil trabalhos foram inscritos e cerca de 510 mil estudantes participaram das atividades científicas. Ao todo, 356 trabalhos foram premiados, desenvolvidos nas categorias Produção Audiovisual, Produção de Textos e Projeto de Ciências. “O balanço é bastante positivo. Notamos a maior diversidade nos projetos e o aumento expressivo da participação de escolas tanto das capitais quanto do interior dos estados. Para nós, isso reflete a capilaridade da Obsma”, avalia a coordenadora, que ressalta o papel da Olimpíada como estratégia para a melhoria da qualidade da educação.
Sobre a Obsma
Criada em 2001, a Obsma Fiocruz é voltada para estudantes da educação básica, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA). A iniciativa tem papel de destaque na promoção do conhecimento científico junto às escolas e territórios, fortalecendo conexões entre saúde, educação e meio ambiente e despertando nos jovens o desejo de aprender, conhecer, pesquisar e investigar. A Olimpíada é uma ação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic - Fiocruz) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A mobilização dos estudantes ocorre por meio de oficinas pedagógicas sobre saúde e meio ambiente, mostras itinerantes, encontros do programa Alunos em Ação, visitas técnicas e participação em eventos como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Após a etapa local, cada uma das seis regionais da Olimpíada seleciona um trabalho para concorrer à etapa final da premiação, realizada no Rio de Janeiro.
Além disso, a cada edição, estudantes de escolas públicas que apresentam projetos vencedores passam a integrar o projeto Mentoria nas Escolas, uma vertente da Obsma que oferece acompanhamento individualizado e bolsas de Iniciação Científica Júnior do CNPq. A proposta é incentivar os alunos a aprofundarem suas áreas de interesse e desenvolverem projetos de pesquisa em parceria com professores e pesquisadores da Fiocruz.
Como parte das atividades mais recentes do programa, em 20 de maio de 2025, um grupo de estudantes da Escola Municipal Evanir da Silva Gago, de Magé (RJ), participou de uma série de atividades educativas no campus Manguinhos da Fiocruz, incluindo a Jornada Nacional do Programa de Vocaçâo Científica que reuniu 200 estudantes do Ensino Médio de todo o país.
Lançamento 13a edição da Obsma Fiocruz e celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente
Horário: 10h
Data: 5 de junho de 2025
Local: Museu da Vida
Endereço: Avenida Brasil, 4364 – Manguinhos – Rio de Janeiro-RJ
Programação:
10h – Abertura: Mario Moreira (Presidente da Fiocruz); Marly Cruz (Vice-Presidente de Educação, Informação e Comunicação – Vpeic); Cristina Araripe (Coordenadora Nacional da Obsma; representantes de parceiros institucionais
10h15 – Apresentação de vídeos produzidos por estudantes premiados na 12ª Obsma - Thatiana Victoria Machado – coordenadora pedagógica do Program Mentoria nas Escolas
10h30h - Prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã – Homenagem à pesquisadora Juliana de Meis
10h45 – Mesa: A cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território. Com: Rodrigo Thomé (ONG EUceano) e Carla de Freitas Campos (Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos, coordenadora do Grupo de Trabalho Oceanos, vinculado ao Estratégia Fiocruz para a Agenda 2023)
11h30 - Novas coordenações regionais da Obsma: Martha Mutis e Angela Junqueira (Sudeste I - Rio de Janeiro e São Paulo), Cristiana Brito (Sudeste 2 - Espírito Santo e Minas Gerais) e Maria das Graças Rojas (Sul - Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina)
12h – Encerramento
#ParaTodosVerem Banner com fundo azul esverdeado, no lado direito há uma menina com uma linha verde ao seu redor e um menino com uma linha amarela, ela está com os cabelos cacheados presos e segura a alça da mochila, ele possui cabelo liso, está com uma mochila e segura uma câmera fotográfica nas mãos. No lado esquerdo do banner está escrito: Lançamento 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz, dia 5/6/2025, às 10 horas. Dia Mundial do Meio Ambiente. Será no Auditório do Museu da Vida, Campus Manguinhos. A transmissão será pelo Canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz.
Em abril de 2024, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) celebrou não apenas os marcos de sua trajetória de um século, mas também reafirmou seu compromisso com a promoção da saúde de mulheres, crianças e adolescentes em todo o país — um trabalho que vai além dos muros e busca fortalecer cada vez mais o Sistema Único de Saúde (SUS). Neste mês, abril de 2025, no contexto dos 101 anos do Instituto, é lançada mais uma iniciativa especial: o hotsite comemorativo do Centenário.
Acesse e reviva os momentos mais marcantes dessa linda celebração: www.centenarioiff.com.br
A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) acaba de lançar a publicação “Sistemas de Saúde na América do Sul: desafios e resistências na defesa de sistemas universais”. O livro reúne uma coletânea de artigos que analisam, de forma crítica e didática, os sistemas de saúde da região sul-americana, em relação à organização, financiamento e força de trabalho, com ênfase na Atenção Primária à Saúde (APS). Produzida como parte das ações do plano de trabalho da Escola Politécnica como Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Educação de Técnicos em Saúde, a publicação já está disponível em português e em formato digital no Portal EPSJV; e, em 2025, será lançada na versão em espanhol.
Organizada pelas professoras-pesquisadoras Regimarina Reis e Letícia Batista, a publicação contou com a participação de professores e pesquisadores da EPSJV; da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz); da Universidade Federal do ABC Paulista (UFABC); do Instituto Superior Tecnológico Liceo Aduanero (ISTLA), do Equador; e da Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF), da Argentina.
O livro é dividido em dois blocos temáticos - o primeiro bloco trata da dimensão político-econômica, estrutural e de gestão dos sistemas de saúde; enquanto o segundo bloco fala da formação e trabalho no contexto dos sistemas de saúde. Ao longo da coletânea, a obra examina ainda desafios preexistentes que foram aprofundados pela crise sanitária global da pandemia de covid-19, como a precarização dos serviços de saúde e as desigualdades no acesso. “Buscamos reunir elementos críticos para a noção e defesa da saúde como direito, por vezes, tratados em produções distintas. Na publicação, assume relevância o lugar estratégico da APS para a organização e gestão de sistemas e serviços de saúde”, destaca Regimarina.
O recorte voltado para a América do Sul e para os técnicos em saúde tem uma opção ético-política, segundo as organizadoras. Regimarina explica que a América do Sul compreende países com características sócio-históricas que guardam elementos comuns ao capitalismo dependente, mas também importantes particularidades políticas, econômicas e, portanto, na organização dos sistemas de saúde. “Lançar luz sobre aspectos dessa trama complexa contribui com a visibilização e avanço de discussão ainda desproporcionalmente disponível, em face do tamanho e importância da região”, aponta, acrescentando que, nesse processo, o trabalho dos técnicos está dentre os elementos comumente interditados das discussões, não recebendo atenção e valoração coerente com o papel central que desempenham nos sistemas de saúde.
Para Letícia, a perspectiva é que a publicação contribua com o aquecimento permanente do debate acerca das respostas às necessidades de saúde, bem como apoie a formação de trabalhadores da saúde na região das Américas. “Não é possível a discussão do trabalho em saúde nos diferentes sistemas sem que se considere a centralidade da formação desses trabalhadores e trabalhadoras e suas realidades locais e regionais. Com essa lógica, nosso livro busca contribuir com a integração dos debates numa perspectiva de indissociabilidade entre formação, trabalho e saúde na América Latina”, finaliza.
Romper o ciclo de desconhecimento, capacitar profissionais de saúde e conscientizar a sociedade como um todo. Esse é o objetivo do novo curso, online e gratuito, Estratégias de eliminação da transmissão vertical do HTLV no Brasil, que acaba de ser lançado. Com foco na eliminação da transmissão vertical, sendo ela a principal via de disseminação do HTLV-1 no país por meio do aleitamento materno, o curso representa uma oportunidade valiosa para compreender o cenário atual e as iniciativas de enfrentamento desse desafio de saúde pública. A formação foi desenvolvida em uma parceria entre o grupo de pesquisa HTLV Brasil, do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco), o Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) e o Campus Virtual Fiocruz, com o financiamento da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz.
O Vírus Linfotrópico da Célula T Humana, conhecido como HTLV (Human T-cell Lymphotropic Vírus, na sigla em inglês), é um retrovírus semelhante ao HIV. Sua transmissão se dá por meio de relações sexuais desprotegidas, transfusões de sangue contaminado, através da mãe infectada para o recém-nascido (transmissão vertical), principalmente pelo aleitamento materno, e ainda o compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas. Por isso, as estratégias de prevenção incluem o uso de preservativos em todas as relações sexuais, a triagem de doadores de sangue e a orientação para que mães portadoras evitem o aleitamento materno. Por isso a disseminação de informações, além de campanhas de educação e conscientização sobre a doença, são essenciais para reduzir a transmissão e aumentar o diagnóstico.
A pesquisadora do Laboratório de Virologia e Terapia Experimental (Lavite), do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco), Clarice Neuenschwander, e uma das coordenadoras da nova formação apontou que o curso é mais um passo dado para informar a sociedade e capacitar profissionais de saúde e gestores a implementar estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e cuidado integral às pessoas que vivem com o vírus.
"Este curso simboliza um movimento pela saúde, pelo futuro e pelo direito de nascer livre da infecção pelo HTLV", defendeu ela. Clarice destacou ainda que, além dela, que é da Fiocruz Pernambuco, o curso teve a coordenação adjunta de Fernanda Grassi, da Fiocruz Bahia, reforçando o papel fundamental dessas unidades no enfrentamento ao vírus, especialmente no Nordeste, região que concentra o maior número de pessoas vivendo com HTLV no Brasil. E a formação contou ainda contou com a coordenação pedagógica de Christian Reis e Evania Galindo, ambos da Fiocruz Pernambuco, e Heytor Neco, do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau PE). O curso é fruto de uma construção coletiva, marcada por grande dedicação, tendo a vasta colaboração de especialistas do Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde e diversas instituições de todo o país, todos com ampla experiência na área", detalhou Clarice.
Segundo o Ministério da Saúde, embora conhecido desde a década de 1980, O HTLV ainda é um desafio para a saúde pública e não tem cura. Esse vírus infecta principalmente as células do sistema imunológico (LTCD4+), e possui a capacidade de imortaliza-las, fazendo assim com que essas percam sua função de defender nosso organismo. Ele possui quatro subtipos: HTLV-1 (subtipo que mais causa doenças associadas), HTLV-2, 3 e 4. Estima-se que milhões de pessoas em todo o mundo sejam portadoras do HTLV, e muitas nem saibam disso devido à baixa conscientização e testagem limitada. A infecção pode estar associada a condições graves, como a leucemia de células T e a paraparesia espástica tropical, mas a maioria dos infectados permanecem assintomáticos ao longo da vida.
Conheça a estrutura da formação de 45h, dividida em 3 módulos e 11 aulas: Estratégias de eliminação da transmissão vertical do HTLV no Brasil
Módulo 1: Introdução ao HTLV: Dos aspectos biológicos e epidemiológicos às doenças
associadas e diagnóstico
Módulo 2: Políticas Públicas para o Enfrentamento do HTLV
Módulo 3: Ações de prevenção a transmissão vertical do HTLV: o que se pode fazer?
#ParaTodosVerem Imagem com um desenho representando o vírus do HTLV dentro de uma corrente sanguínea. O vírus é azul, com duas pernas e diversas anteninhas vermelhas pelo corpo, ele está dentro de um túnel de paredes vermelhas. Na parte superior, está o nome do curso "Estratégias de eliminação da transmissão vertical do HTLV no Brasil". Inscrições abertas.
O podcast Rolando os Dados, produzido pelo Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social (Nippis/Icict/Fiocruz e Unifase), será lançado nesta segunda-feira, dia 16 de dezembro. O objetivo é dar continuidade à disseminação de informações sobre os direitos humanos e as políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência no Brasil, um trabalho iniciado há três anos pelo programa Ecoar – Diálogos de Cidadania (saiba mais no canal do Nippis no YouTube). Com esse novo formato, que amplia o alcance dessas discussões com conteúdo acessível e de fácil entendimento, busca-se promover o engajamento e a reflexão sobre a inclusão em diversas áreas da sociedade.
No episódio de estreia, o conceito de Controle Social será apresentado por Tuca Munhoz, abordando a importância da participação ativa das pessoas com deficiência nesse processo. A transformação do debate público e das políticas sociais por meio da inclusão e da representatividade será discutida, além de ser ressaltado o protagonismo como fundamental para o fortalecimento de espaços democráticos e a construção de uma sociedade mais justa e acessível.
O podcast conta com contribuições de vozes importantes no debate sobre os direitos das pessoas com deficiência. A relevância dos conselhos na promoção da inclusão foi destacada por Hellosman Silva, vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Paraíba. Os desafios de discutir as questões das pessoas com deficiência no Conselho Nacional de Saúde foram refletidos por Vitória Bernardes, mulher com deficiência, conselheira nacional de saúde e representante do AME – Amigos Múltiplos pela Esclerose. No Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), o tema também é discutido, como explicado pela conselheira Jô Nunes, que compartilhou os avanços e desafios no debate sobre saúde. Por fim, reflexões sobre a importância da participação social e do controle social para superar a invisibilidade e consolidar a deficiência como tema transversal nas políticas públicas foram trazidas pela educadora popular e terapeuta Taiane Machareth Marques, idealizadora do projeto "Papo Reto Defiça".
A importância de informação ser disponibilizada de forma transparente e acessível foi destacada pela coordenadora do Nippis, Cristina Rabelais, finalizando o episódio: “Eu acho que a gente pode sintetizar a ideia que queremos passar na seguinte frase: sem informação e sem comunicação não há direito concretizado.”
"Rolando os Dados" é uma produção do Nippis (Icict/Fiocruz e UNIFASE), em colaboração com o Canal Saúde Podcasts. Este projeto tem o apoio do Programa de Políticas Públicas, Modelos de Atenção e Gestão do Sistema e Serviço de Saúde (PMA/Fiocruz). Os novos episódios serão disponibilizados todos os meses nas principais plataformas de streaming.
Onde ouvir: Podcast Rolando os Dados
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Contato: nippis@fiocruz.br