Na terça-feira, 19 de maio, o Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (PPGICS/Icict) receberá a professora Rosane A. de Sousa, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), que ministrará a aula aberta remota “Estratégias de Promoção da Saúde no Contexto Acadêmico: Trajetórias e Desafios do Movimento Universidades Promotoras da Saúde (UPS)”.
A aula aberta integra a disciplina “Formação para Docência”, ministrada pelas professoras Marianna Zattar e Ana Luiza Pavão, do PPGICS, que serão as mediadoras do evento. A transmissão será feita pela VideoSaúde Distribuidora.
Para melhor aproveitamento da atividade, está sendo disponibilizado o livro, em acesso aberto, “A promoção da saúde no ensino superior e o movimento de universidades promotoras da saúde: conceitos, construção e desafios”, dos pesquisadores Denys do Livramento Damasceno e Adriana Miranda Pimentel, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Sobre Rosane A. de Sousa
Rosane A. de Sousa é doutora em Serviço Social, docente do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Ela também é líder do Grupo de Estudos PROmoção em Comunicação, Educação e Literacia para a Saúde no Brasil (ProLiSaBr/UFTM).
Serviço
Aula aberta: Estratégias de Promoção da Saúde no Contexto Acadêmico: Trajetórias e Desafios do Movimento Universidades Promotoras da Saúde (UPS)
Palestrante: Rosane A. de Sousa, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM
Texto de apoio: “A promoção da saúde no ensino superior e o movimento de universidades promotoras da saúde: conceitos, construção e desafios”
Mediadoras: Marianna Zattar e Ana Luiza Pavão
Data: 19/5/2026 - Terça-feira | Horário: 14h às 16h
Formato: Online | Transmissão: Canal do Youtube da VideoSaúde Distribuidora.
#ParaTodosVerem Banner com fundo rosa, ele possui as seguintes informações: Aula aberta da disciplina: Formação para docência - Estratégias de Promoção da Saúde no Contexto Acadêmico: Trajetórias e Desafios do Movimento Universidades Promotoras da Saúde (UPS), a transmissão será online pelo youtube, na terça feira, dia 19 de maio de 2026 às 14h, com Rosane A.Sousa (UFTM), no canto inferior esquerdo há uma ilustração em preto e branco, uma mulher com cabelos cacheados curtos, brincos de argola, um colar pendurado no pescoço e blusa com decote em V.
Na terça, 12 de maio, acontecerá aula aberta do curso de aperfeiçoamento em Comunicação e Saúde, às 9h.
Para dialogar sobre os direitos e desafios comunicacionais contemporâneos, a atividade contará com a participação dos professores Fernanda Bruno, da Escola de Comunicação (ECO/UFRJ); e Marcelo Fornazin (Ensp/Fiocruz e Dicionário de Favelas Marielle Franco/Icict) com o tema 'Plataformas digitais e inteligência artificial'.
A aula integra unidade do curso dedicada aos direitos e desafios comunicacionais contemporâneos.
Mais sobre o curso: icict.fiocruz.br/cursos/comunicacao-e-saude-aperfeicoamento
Acompanhe ao vivo pelo canal da VídeoSaúde no Youtube.
O cartaz divulga uma aula aberta do Curso de Aperfeiçoamento em Comunicação e Saúde com o tema “Plataformas digitais e inteligência artificial”. O design é clean e moderno, utilizando principalmente tons de verde-claro, laranja, branco e preto. Na parte superior há formas geométricas em verde e laranja, além de um selo comemorativo dos 40 anos do Icict. O título principal aparece em destaque em letras grandes laranja: “Plataformas digitais e inteligência artificial”. Logo abaixo, estão os nomes dos convidados: Fernanda Bruno (ECO/UFRJ) e Marcelo Fornazin (ENSP/Fiocruz). Na região central direita há uma ilustração de um cérebro com a sigla “IA” no centro, conectado por linhas pontilhadas a ícones de dispositivos digitais, como celular, notebook e computador. Mais abaixo aparecem as informações do evento: Terça-feira, 12 de maio de 2026, das 9h às 12h30. Na parte inferior há a indicação de transmissão: “Assista em www.youtube.com/@VIDEOSAUDEFIO”
Em 2026, o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) realiza a aula inaugural, na quinta-feira, 16 de abril, às 9h, no contexto de celebrações do seu aniversário de 40 anos, no Salão de Referência - Biblioteca de Manguinhos. Como convidada, a antropóloga, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora de O Mundo do Avesso, Leticia Cesarino, com a aula 'Entre dados, narrativas e inteligência artificial: integridade informacional como fundamento para a saúde'.
9h – Café de boas-vindas
9h30 – Mesa de abertura
Mario Moreira – presidente da Fiocruz
Marly Marques da Cruz – vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz
Adriano da Silva – diretor do Icict
Kizi Araújo – vice-diretora de Ensino do Icict
10h – Aula inaugural
12h – Encerramento (previsão)
*A atividade contará com intérprete de Libras.
O Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS), da Casa de Oswaldo Cruz, realiza, no próximo 15 de abril, às 14h, sua aula inaugural de 2026. O convidado é o historiador Leonardo Marques, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), que ministrará a palestra Braudel Selvagem: observações historiográficas sobre capitalismo colonial e o colapso ambiental de nossa época.
A atividade será realizada no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira (CDHS), no campus Fiocruz Manguinhos e propõe uma reflexão sobre as conexões entre história, colonialismo, capitalismo e crise ambiental, a partir de um olhar historiográfico.
Leonardo Marques é professor de História da América Colonial na Universidade Federal Fluminense (UFF) e desenvolve pesquisas sobre escravidão, tráfico transatlântico de pessoas escravizadas, colonialismo, capitalismo e história do mundo atlântico. Doutor em História pela Emory University, nos Estados Unidos, é autor de trabalhos com foco na relação entre escravidão, circulação de mercadorias e capitalismo. Entre suas publicações recentes, consta a coorganização do livro Colonial Commodities in Historical Capitalism: Brazil for Export, publicado pela editora Routledge.
Aula inaugural do PPGHCS/COC/Fiocruz
Braudel Selvagem: observações historiográficas sobre capitalismo colonial e o colapso ambiental de nossa época
Expositor: Leonardo Marques (UFF)
Data: 15/04/2026
Horário: 14h
Local: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS,Campus Fiocruz Manguinhos, Rio de Janeiro.
Na segunda-feira, 30 de março, a partir das 9h, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) realiza a sua aula inaugural do ano letivo de 2026. Com o tema "Inteligência Artificial na Pesquisa Clínica: Inovação Científica, Impacto Social e Desafios Éticos", o INI recebe o professor do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Flávio Luiz Seixas, para ministrar a palestra. O evento será presencial na Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo no Youtube do INI.
O ano acadêmico do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) começa, oficialmente, nesta quarta-feira, 25 de março.
Para marcar essa abertura, será realizada uma aula inaugural especial, a partir das 9h20, ministrada pelo diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Nélio Cezar Aquino, com o tema "O papel da produção pública de medicamentos na gestão da assistência farmacêutica brasileira".
Participe presencialmente, no auditório do contêiner de Farmanguinhos, localizado no campus Manguinhos, Rua Sizenando Nabuco, 100, ou online, pelo canal oficial da instituição no YouTube.
"Venho reabrir as janelas da vida e cantar como jamais cantei esta felicidade ainda", cantou Teresa Cristina durante a aula inaugural Fiocruz 2026. Com um auditório lotado e aplaudida de pé, a convidada contou sua trajetória e emocionou a plateia com suas histórias, crenças e vivências. A Tenda da Ciência Virginia Schall foi o palco da celebração anual que colocou em evidência a relação entre cultura, diversidade e saúde, e recebeu também a Orquestra de Câmara e o Coral Fiocruz. O evento reuniu representantes institucionais, pesquisadores e estudantes em torno de um debate que reforça a importância de ampliar o conceito de saúde, incorporando dimensões sociais, históricas e culturais. A aula está disponível na íntegra no canal da Fiocruz no youtube. Assista!
O encontro começou com a apresentação da Orquestra de Câmara da Fiocruz, que trouxe um repertório brasileiro especial, com composições de Alexandre Schubert e Sandra Mohr. A orquestra contou com 14 integrantes e a regência do maestro Celso Franzen Jr., coordenador pedagógico da iniciativa. Já o Coral Fiocruz, apresentou um repertório igualmente especial para a aula, homenageando Paulinho da Viola, sob a regência de Paulo Malaguti Pauleira.
A aula inaugural abre simbolicamente o calendário acadêmico da instituição e, neste ano, celebrou especialmente as notas conquistadas pela Fiocruz na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A mesa de abertura foi composta pela presidente em exercício da Fundação, Priscila Ferraz, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, a coordenadora-geral de Educação, Isabella Delgado, a diretora do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), Luciana Lindenmeyer, a coordenadora de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa), Hilda Gomes e o representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG-RJ), Gustavo Batista.
Memória, emoção e gratidão marcaram a mesa institucional de abertura da aula
Bastante emocionada, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, falou sobre as trajetórias e representações presentes no encontro, destacando que atualmente a alta gestão da instituição tem significativa presença de mulheres e mulheres negras. Além disso, ela lembrou que a Fiocruz abarca diversos movimentos de inclusão e de enfrentamento das desigualdades nos espaços de produção de conhecimento e de formação, sempre "pensando a inclusão do ponto de vista de quem "faz com" e não de quem "faz para". Marly comentou sobre a necessidade de trabalhar melhor os processos culturais, valorizando a diversidade e enfrentando o movimento de colonialidade, e conclamou a todos a unirem forças no combate ao negacionismo, às fake news e à desinformação, questões que, segundo ela, "afetam também e diretamente o trabalho desenvolvido na instituição".
A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) e presidente em exercício da Fiocruz, Priscila Ferraz, destacou o simbolismo de se ter uma mesa majoritariamente feminina no mês das mulheres, especialmente em um contexto em que a educação é predominantemente feminina, tanto o corpo docentes quanto discente da instituição. Ela apontou que ter o protagonismo feminino é um dos motivos de a sociedade enxergar a educação como vetor de transformação social. "Reforçamas a visão da Fiocruz como instrumento de melhoria da qualidade de vida das pessoas. Quando aliamos educação, cultura e diversidade, fazemos com que o conhecimento ganhe sentido, chegue efetivamente às pessoas e se torne um promotor de justiça social", defendeu Priscila.
A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Isabella Delgado, reiterou a força e a representatividade desse momento ímpar, que é a aula inaugural, como o começo do novo ciclo da trajetória acadêmica de cada estudante, e convidou a todos para que tomem parte nesse pacto institucional de luta pela educação pública de qualidade e pelo fortalecimento do SUS. Também incentivou que conheçam as políticas e as iniciativas da Fiocruz e juntem-se aos que já estão nessa luta. "Não se calem! Não há neutralidade na vida e não há neutralidade na política". Ela falou ainda sobre a grande responsabilidade que vem atrelada aos feitos alcançados pela Fundação nos últimos meses, mantendo a instituição em um patamar de excelência na educação. "Os resultados definitivamente consagram a Fiocruz como instituição de excelência tanto no lato quanto no stricto sensu. Estamos muito felizes e orgulhosos desses indicadores que refletem o esforço coletivo de toda a instituição", disse ela.
A coordenadora da Cedipa, Hilda Gomes, lembrou que a Coordenação é uma conquista coletiva e está sempre voltada aos processos de construção da equidade e do respeito a todas as pessoas presentes na Fiocruz, principalmente as que fazem parte de grupos historicamente excluídos. "Buscamos a compreensão do olhar, pensando aqui de forma literal, do olhar para quem precisa, oferecendo acolhimento, empatia, apoio e o enfrentamento às violências que estão presentes na sociedade, mas sempre com um olhar, como diria Paulo Freire, de esperança, no sentido do esperançar".
Luciana falou sobre a honra de compor a mesa e ressaltou que a aula aconteceu como atividade de mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras da Fiocruz pela aprovação do reconhecimento de resultados e aprendizagem (RRA). Ela aproveitou ainda para celebrar o início da chamada dos novos concursados e reforçou o lema da campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres da Fiocruz: "Por mulheres vivas, saudáveis e respeitadas". O representante discente Gustavo Batista detalhou as ações da APG e destacou a aprovação do PL 6.894/2013 como uma grande vitória dos pós-graduandos. Esse PL assegura direitos previdenciários a bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado da Capes, CNPq e outras agências, e garante acesso à aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, reconhecendo o trabalho dos pesquisadores, sem redução no valor das bolsas.
O papel da cultura na construção da cidadania, bem-estar, identidade e pertencimento
Demonstrando respeito extremo ao ambiente em que estava, Teresa Cristina contou que se arrumou como se arruma para ir ao seu terreiro: toda de branco. "Porque esta é uma casa de muito axé", disse ela. A cantora e compositora trouxe ao centro da sua apresentação o papel da cultura — especialmente do samba — como expressão de identidade, memória e resistência. Ao compartilhar sua trajetória e referências, a artista destacou como a cultura está diretamente ligada ao bem-estar, ao pertencimento e à construção de cidadania. Com voz firme e serena, Teresa evocou mestres para falar de seus aprendizados e usou diversas metáforas para contar da vida, compartilhando com o público memórias do samba, histórias e afetos.
Teresa contou sobre os caminhos não lineares que percorreu e ainda percorre na vida, e destacou a importância da escuta atenta aos mais velhos, do aprendizado construído na convivência e no respeito às tradições. Sua experiência deu forma concreta à ideia central do encontro: o conhecimento não se limita à academia. Promover cultura é também promover saúde. Provocando Teresa em sua apresentação, Marly falou sobre a construção dessa artista que inspira tantas outras mulheres que trabalham com a educação, a cultura e também buscam esses espaços para se empoderarem mais. A vice-presidente também fez questão de lembrar a época da pandemia, momento difícil para a instituição, que tinha que tomar decisões rápidas para ajudar a salvar vidas.
"Naquele período, suas lives noturnas eram um bálsamo para muitos de nós. Preciso lhe agradecer! Como algumas colegas aqui já disseram, você salvou a minha vida! Obrigada por isso e por muito mais que você tem feito, compartilhando seus saberes, suas músicas e sua poesia. Enfim, um espaço democrático de muito aprendizado e afeto que você tem promovido. Seu samba ocupa um lugar importante na construção da identidade cultural, no fortalecimento de vínculos sociais e luta pela igualdade racial no Brasil, que ainda vive o mito da democracia da democracia racial. A obra de Teresa Cristina dialoga diretamente com o campo da saúde coletiva, o bem-viver, a cultura como importante determinante social da saúde, o direito à cidadania e à dignidade, conectando-se de maneira profunda com dimensões sociais e simbólicas da vida", disse Marly.
Em um clima de bate-papo íntimo, Teresa Cristina dividiu com o público as vivências sobre o processo de adoecimento da mãe, que sofre com a doença de Alzheimer — e o quanto acredita que as lives realizadas durante a pandemia junto com ela a ajudaram — e também falou sobre a construção da sua própria identidade. "Eu estou com 58 anos e demorei muito para gostar de mim, para me olhar no espelho e gostar do que eu estava vendo. Muita gente diz que eu salvei vidas com as lives, mas a verdade é que elas salvaram a minha também, e esticaram um pouquinho mais a consciência da minha mãe. Tenho certeza que dei a ela uma alegria que jamais pensava em ter na vida, porque o sonho da minha mãe sempre foi ser cantora", contou ela emocionada, aconselhando todos a beijarem e abraçarem suas mães enquanto podem.
Com delicadeza, mas sem perder a contundência, destacou que este ano de eleições não será fácil e apontou que todos precisam estar atentos, observar, não compartilhar fake news e, muito mais do que isso, não reeleger essas pessoas que já estão na política e fazem e dizem verdadeiras atrocidades. "Não vamos reeleger misóginos, não vamos reeleger homofóbicos, não vamos reeleger transfóbicos, não vamos reeleger negacionistas, não vamos reeleger quem fala mal da ciência, não vamos reeleger quem diz que não vai dar vacina para seus próprios filhos". Para terminar sua apresentação, Teresa Cristina, cantou a música "De volta ao começo", de Gonzaguinha. "Eu espero que essa letra coloque dentro de vocês um pouquinho de esperança: ...é como se eu despertasse de um sonho que não me deixou viver. E a vida explodisse em meu peito com as cores que eu não sonhei. É como se eu descobrisse que a força esteve o tempo todo em mim. E é como se então, de repente, eu chegasse ao fundo do fim. De volta ao começo, ao fundo do fim, de volta ao começo". "Viva a educação, viva a ciência, viva a Fiocruz!", exaltou ela.
"Trabalhamos por uma transformação digital no SUS que fortaleça a democracia, busque a equidade, a solidariedade, a inclusão e que respeite os direitos humanos", disse a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (Seidigi/MS), Ana Estela Haddad, na ocasião da aula inaugural do curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. Segundo ela, as tecnologias digitais podem e devem impactar positivamente a saúde, no entanto, é necessário que, à luz do SUS, essa transformação não seja guiada pelas mesmas regras e lógicas da transformação maciça e ampla que estamos vivendo na sociedade como um todo. A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, o diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Adriano Silva, e a assessora da VPEIC e uma das coordenadoras da formação, Mel Bonfim também participaram do lançamento do curso. A aula foi transmitida ao vivo e está disponível no canal do Campus Virtual no youtube.
+Assista aqui à aula de abertura
Esta é a primeira edição desse curso de cunho nacional, oferecido em todas as regiões do país e que acumulou mais de 5 mil inscrições, com cerca de 2.700 matrículas homologadas. Sua realização é uma responsabilidade do Icict e o Campus Virtual Fiocruz no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da VPEIC, através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio da Seidigi/DataSUS/MS.
Saúde digital, um eixo estratégico da política de saúde no Brasil
Ana Estela demonstrou alegria com o início do curso, destacou a grande procura pela nova formação e parabenizou os selecionados. Com o tema “Sistema Único de Saúde: Potencialidades e desafios na Informação, Saúde Digital e Inteligência Artificial”, durante sua palestra, a secretária fez um percurso pela área da informação e saúde digital ao longo dos últimos 20 anos, mostrou diferentes ferramentas e iniciativas já desenvolvidas e apontou que a saúde digital é um campo em construção, reconstrução e ressignificação. Para ela, a criação da Seidigi demonstra que a saúde digital deixou de ser um projeto isolado para se tornar uma política estruturante dentro do Ministério da Saúde.
Entre iniciativas de destaque, Ana Estela falou sobre o aplicativo 'Meu SUS digital', a telessaúde e também sobre a Rede Nacional de Dados de Saúde (RNDS). Com foco na experiência do cidadão através do app, ela enfatizou que a "tecnologia deve servir ao empoderamento do paciente, oferecendo transparência e acesso fácil a históricos de vacinação, exames e agendamentos". Sobre o papel estratégico da telessaúde, a secretária a descreveu como uma "ferramenta de justiça social, capaz de levar especialistas a regiões remotas e vazios assistenciais". Já a RNDS foi descrita por ela como a "espinha dorsal" da integração do sistema. "Ao priorizar a interoperabilidade, o Ministério da Saúde busca garantir que o histórico clínico do paciente o acompanhe em qualquer ponto do território nacional", disse Ana Estela, afirmando que “essa infraestrutura é vital para evitar a duplicidade de exames e garantir a continuidade do cuidado, transformando dados brutos em inteligência assistencial”.
A secretária encerrou sua participação alertando que a revolução tecnológica no SUS exige um compromisso rigoroso com a ética e a formação humana. Ela reforçou a importância da conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a urgência de políticas de literacia digital para os profissionais de saúde, especialmente os que atuam na ponta do sistema. Em sua visão, o fortalecimento da soberania tecnológica nacional e a segurança cibernética são as garantias de que a inovação resultará em um sistema de saúde mais ágil, moderno e fundamentalmente inclusivo para as próximas gerações.
Especialização em saúde digital com abrangência nacional
A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz, destacou a relevância do curso, não somente para fortalecer ações de saúde que estão vinculadas à saúde digital, mas também para reduzir desigualdades: “É muito bom chegar aqui e ver pessoas das diferentes partes e regiões do país. Está em nossa missão institucional reduzir desigualdades e podemos ver esse potencial na natureza dessa nova formação". Marly completou dizendo que há uma grande demanda sobre essa área. Ela espera que a formação seja um sucesso e que possa haver outras edições: “É importante que a gente possa mergulhar nesta primeira versão com o compromisso de que o curso venha contribuir para a produção do conhecimento, para uma reflexão mais profunda sobre os nossos desafios, mas que a gente também possa tirar lições aprendidas, inclusive para aperfeiçoar outras possíveis versões”.
O diretor do Icict, Adriano Lopes, agradeceu a oportunidade de realizar a primeira edição do curso e proporcionar o debate sobre gestão de dados em saúde e sistemas de informação, pensando sempre nos avanços tecnológicos: “Penso muito sobre como esse campo é dinâmico, sobre como não nos permite descanso, pois a tecnologia avança, em especial, nos estudos de informação e comunicação em saúde, os sistemas mudam e cada vez nos impõem desafios imprescindíveis”.
A assessora da VPEIC e coordenadora da formação juntamente com Carolina Carvalho e Mônica Magalhães, Mel Bonfim, citou Paulo Freire afirmando que a "educação é um ato político. É impossível ser neutro. Quem decide pela neutralidade já optou por uma posição", disse ela, detalhando que, inspirados pela educação que transforma, o sentimento com a abrangência do curso é de orgulho. "Podemos dizer que o Brasil está aqui representado, seja pelas cinco regiões, seja pela diversidade assegurada, pela política da Fiocruz e pela política do Ministério da Saúde de compromisso com as ações afirmativas".
Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Universidade de Campinas (Unicamp), Aline Carvalho ministrará a aula de abertura do Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT) no dia 26 de março, às 13h30, no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS). O evento, que traz o tema Mudanças climáticas e patrimônios: perspectivas históricas e desafios, será transmitido pelo canal da Casa de Oswaldo Cruz no YouTube. Haverá tradução em Libras.
Além de professora dos programas de pós-graduação em Ambiente e Sociedade e em História e no mestrado profissionalizante em História da Unicamp e coordenadora do Laboratório de Arqueologia Paulo Duarte, da mesma instituição, Aline é coordenadora do Comitê de Mudanças Climáticas e Patrimônios do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) Brasil, ONG que tem a missão de promover a conservação, a proteção, o uso e a valorização de monumentos, centros urbanos e sítios, associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
As atividades acadêmicas de 2026 da Casa de Oswaldo Cruz serão abertas pela antropóloga Debora Diniz, que ministrará uma aula sobre o tema Ciência como testemunho: ética, engajamento e mundo em disputa. O evento ocorrerá no dia 19 de março, às 14h, no Salão de Conferência do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus da Fiocruz em Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da Casa de Oswaldo Cruz no YouTube e tradução em Libras.
Professora da Universidade de Brasília (UnB) e docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS), parceria da Fiocruz com as universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Federal Fluminense (UFF), Debora é uma cientista reconhecida no Brasil e internacionalmente pela defesa dos direitos reprodutivos, da igualdade de gênero e da justiça social. É autora de mais de 30 livros — O que é bioética (2022), Aborto por anomalia fetal (2004), Cadeia: relatos sobre mulheres (2015), Esperança feminista (2022), Carta de uma orientadora: sobre pesquisa e escrita acadêmicas (2024), entre outros — e membro do High-Level Advisory Group para o Gender and Health Hub, coordenado pelo Instituto Internacional de Saúde Global da Universidade das Nações Unidas (UNU-IIGH).
Por seu trabalho como pesquisadora, escritora, documentarista e por sua atuação em defesa de direitos humanos, recebeu dezenas de prêmios, entre os quais, o Jabuti na categoria Ciências da Saúde pelo livro Zika: do sertão brasileiro à ameaça global, em 2017; o Prêmio Dan David, pelo conjunto de sua obra em prol da justiça de gênero, em 2023; e Prêmio Mulheres e Ciência (2025), concedido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por seu trabalho em bioética, direitos humanos e gênero.