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Publicado em 14/04/2026

Instabilidade internacional será tema de debate no Núcleo de Estudos Avançados

Autor(a): 
Maíra Menezes (Instituto Oswaldo Cruz)

No dia 15 de abril, às 14h, o Núcleo de Estudos Avançados do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) vai debater o tema ‘Ruptura jurídica, instabilidade internacional e fratura da soberania: desafios à ordem global no século XXI’.  

Com transmissão pelo canal do IOC no Youtube, o evento online contará com cinco palestrantes, além da participação especial, em vídeo, do embaixador Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República.

Participam do painel:

  • Breno Altman, jornalista e escritor, fundador do portal de notícias Opera Mundi; 

  • Carla Jimenez, jornalista, ex-editora-chefe e diretora de redação do jornal El País Brasil;

  • Christian Lynch, cientista político, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj); 

  • Francilene Garcia, cientista da computação, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG); 

  • Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente, ex-secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) e ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos e na Itália. 

O Núcleo de Estudos Avançados do IOC faz parte do Fórum Brasileiro de Estudos Avançados (Fobreav). A atividade é coordenada por Renato Cordeiro, pesquisador emérito da Fiocruz.

 

Edição: 

Vinicius Ferreira

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

Publicado em 04/03/2026

Aula inaugural debate segurança pública e violência urbana em territórios vulneráveis

Autor(a): 
Fabiano Gama

Para marcar o início do ano letivo de 2026, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) convida o público para um debate fundamental e urgente: segurança pública e violência urbana em territórios vulneráveis.

O evento será realizado no dia 5 de março, a partir das 13h30, na Tenda da Poli, com a presença de Cecília Oliveira, fundadora e diretora do Instituto Fogo Cruzado; do ex-aluno da EPSJV/Fiocruz, Raphael Calazans, que atualmente trabalha na Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas e Gestão de Ativos, do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e de Ana Tobossi, integrante do Conselho Gestor e Político Pedagógico do Centro de Integração na Serra da Misericórdia (RJ).

Participe dessa conversa qualificada, comprometida com a realidade dos territórios e com a construção de caminhos possíveis.

O evento é GRATUITO e será TRANSMITIDO ONLINE no canal da Escola no Youtube:

 

Publicado em 27/02/2026

Ensp abre ano letivo com debate sobre mulheres, territórios e resistência na saúde pública

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), inicia o ano letivo, nos dias 2 e 3 de março, convidando sua comunidade acadêmica a refletir sobre os desafios que atravessam, de forma estrutural, a vida das mulheres brasileiras. Em um país que registra, em média, quatro feminicídios por dia e que lidera os índices de assassinatos de mulheres trans, debater as ameaças aos direitos, à dignidade e à própria vida das mulheres sob a perspectiva da saúde pública é mais do que oportuno: é indispensável. Com esse compromisso, a Ensp elegeu como tema da aula inaugural “Mulheres, territórios e Saúde Pública: vidas ameaçadas e produção de resistência”, que será proferida por Eliete Paraguassu, primeira mulher quilombola e marisqueira eleita para a Câmara Municipal de Salvador. O evento acontece no auditório térreo da Ensp com transmissão ao vivo pelo Youtube.

“Este é um momento de acolhimento dos novos discentes e também um chamamento para a defesa da vida, dos direitos humanos, do SUS e da concepção ampliada de saúde, bandeiras cruciais da nossa Escola. O convite à Eliete Paraguassu visa a nos inspirar na construção de políticas públicas e de ciência sensíveis, comprometidas com a justiça socioambiental e a saúde como bens comuns. Visa a fortalecer, especialmente, o engajamento da Escola na luta em defesa da vida das mulheres e pelo Feminicídio Zero”, destacou o diretor da Ensp, Marco Menezes. 

Para além do debate sobre direitos e enfrentamento às desigualdades de gênero, os dois dias de programação também preveem momentos de acolhimento aos estudantes e discussões estratégicas sobre equidade na pós-graduação e o uso ético da inteligência artificial no ensino e na pesquisa.

“Além de representar um momento de acolhimento e boas-vindas aos discentes recém-ingressos, veteranos, pesquisadores e professores que retornam do recesso acadêmico, a abertura do ano letivo é uma oportunidade para a Escola reafirmar seus compromissos ético, científico e político com a sociedade brasileira e com a saúde pública. Minha expectativa é que a atividade mobilize a comunidade acadêmica, que todos e todas possam participar das discussões e produzir ideias e propostas. Precisamos nos inspirar para enfrentar os desafios colocados à saúde pública, porque é isso que a sociedade espera de nós”, afirmou o vice-diretor de Ensino da Ensp, Gideon Borges.

Na manhã do dia 2 de março, haverá acolhimento dos discentes pelas coordenações dos programas stricto sensu, cursos lato sensu e residências. À tarde, às 13h30, uma mesa institucional antecede a palestra principal, com a vereadora Eliete Paraguassu.

No dia 3 de março, às 9h, a programação terá início com a apresentação do Núcleo de Gestão da Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas da Ensp e da Agenda de Equidade, seguida do painel “Desafios da Equidade na Pós-Graduação”.

Às 14h, será realizado o painel “Uso ético da IA generativa em processos de ensino e pesquisa”, promovendo uma discussão dialógica entre docentes, com foco na compreensão crítica, ética e pedagógica do uso da Inteligência Artificial Generativa (IA gen) nos processos de ensino-aprendizagem e na integridade da pesquisa acadêmica.

Confira o currículo da palestrante:

Eliete Paraguassu é uma mulher negra, marisqueira, pescadora e quilombola da Ilha de Maré. Militante do Movimento de Pescadores e Pescadoras (MPP) há mais de 20 anos, constrói suas lutas em defesa do povo negro, do meio ambiente e do bem viver. Filha de pescador, atua em enfrentamento direto aos grandes empresários da Bahia, denunciando o racismo ambiental e lutando por justiça social, além de combater a hegemonia branca que restringe o acesso aos espaços de poder e decisão. 

Integrante da Articulação Nacional de Pescadores e Pescadoras, do Movimento dos Pescadores e Pescadoras da Bahia, da Coletiva Mahin Organização de Mulheres Negras, e da Coalizão Negra Por Direitos e do Fórum Marielles. 

Como protagonista de documentários que destacam os direitos humanos e a luta das comunidades tradicionais, sua atuação ganhou ampla visibilidade em produções como "Mulheres das Águas", que já ultrapassou 1,2 milhão de acessos, tornando-se o documentário mais visto da Fiocruz. Outras obras incluem "No Rio e no Mar" e "Assassino Invisível – Lixo Industrial". Seus esforços avançaram também no âmbito internacional. A presença de pesquisadores de Universidades conceituadas, como a Sorbonne (França) e a Universidade de Coimbra (Portugal), no território de Ilha de Maré ampliou as barreiras geográficas das discussões sobre temas como o trabalho das mulheres na pesca artesanal, racismo ambiental e mudanças climáticas.

Além disso, ela participou de eventos de destaque, como a 42ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU (2019), e colaborou em publicações acadêmicas, como o capítulo "Caminhos da Saúde: os avanços e possibilidades pós-implantação da PNSIPCFA, Ilha da Maré, Salvador (BA)" (2017). Sua atuação engloba seminários, jornadas e ciclos de diálogo voltados à promoção da saúde, direitos das comunidades tradicionais e combate às injustiças sociais e ambientais. Uma referência de resistência e liderança, e símbolo da luta pelos direitos das comunidades tradicionais e do fortalecimento da justiça ambiental e racial na Bahia e no Brasil.

Fonte: Câmara Municipal de Salvador

Publicado em 04/03/2026

Núcleo de Estudos Avançados do IOC debate o papel das big techs

Autor(a): 
Yuri Neri (IOC/Fiocruz)

No dia 4 de março, às 14h, o Núcleo de Estudos Avançados do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) promove o debate ‘A mão invisível das big techs’, com palestra da jornalista Natalia Viana, cofundadora da Agência Pública e vencedora do Prêmio Vladimir Herzog. 

O evento será transmitido ao vivo pelo canal do IOC no YouTube.  

A atividade discutirá os impactos das grandes plataformas digitais sobre a democracia, reunindo convidados de diferentes áreas do conhecimento.  

Participam do encontro: 

• Anderson Rocha, coordenador do Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC); 
• Claudia Chamas, pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz e do Observatório de Saúde Global e Diplomacia da Saúde; 
• Marcus Oliveira, professor do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); 
• Roseli Figaro, coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do CNPq; 
• Virgilio Almeida, professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro titular da ABC e da Academia Mundial de Ciências (TWAS).  

O pesquisador emérito da Fiocruz, Renato Cordeiro, coordena a sessão. A atividade integra a programação comemorativa dos 125 anos do IOC e está associada ao Fórum Brasileiro de Estudos Avançados (FOBREAV). 

Edição: 

Vinicius Ferreira

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

Publicado em 12/12/2025

Cátedra Oswaldo Cruz debate impactos das mudanças climáticas em territórios vulnerabilizados

Autor(a): 
COC/Fiocruz

Para discutir os desafios impostos pelas mudanças climáticas e seus impactos sobre a saúde, em especial, em territórios tradicionais e vulnerabilizados, a Cátedra Oswaldo Cruz de Ciência, Saúde e Cultura realiza, no dia 15 de dezembro, a partir das 13h30, a II Mesa-Redonda Mudanças climáticas, governança territorial e saúde: desafios do tempo presente, no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus da Fiocruz, em Manguinhos. O evento terá transmissão pelo canal da Casa de Oswaldo Cruz no YouTube.  

A mesa-redonda visa aproximar vivências e saberes sobre territórios, meio ambiente e vulnerabilidades.  Em sua apresentação, Planet&Ar: aprender e cuidar em territórios à beira da crise climática, Nelzair Vianna Araújo, pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Bahia, vai falar sobre o projeto que ela coordena na Ilha da Maré, na Baía de Todos os SantosO local é habitado por comunidades remanescentes de quilombos que vivem da pesca e da agricultura familiar.  

Em Um olhar quilombola sobre a crise climática: seus impactos na saúde, Maristela Menezes Lopes vai compartilhar sua experiencia como quilombola, pescadora, marisqueira, poeta e enfermeira na Unidade de Saúde da Família da Ilha de Maré. Integrante de coletivos que reúnem pescadores e pescadoras artesanais, Maristela é uma ativista com experiência no campo da saúde.     

Já Luiz Ketu, integrante do Quilombo São Pedro, no Vale do Ribeira, em São Paulo, apresentará os Impactos e desafios da mudança climática em territórios quilombolas. Ele desenvolve pesquisas no campo da Educação, e tem atuação voltada para a valorização da cultura alimentar quilombola.  

Com pesquisas sobre a vida de famílias de baixa renda da capital carioca e da região metropolitana, Camila Pierobon propõe uma comunicação intitulada Infraestruturas entre várzeas e milícias: habitação popular, territorialização do poder e eventos climáticos no Rio de Janeiro. Em estágio de pós-doutorado no Museu Nacional, tem se dedicado a pensar a produção da cidade a partir de suas águas.  

A mesa-redonda será mediada por Luciana Heymann, professora do Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT) da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Ficruz). 

Aprovada em 2021 pela UNESCO, a Cátedra Oswaldo Cruz de Ciência, Saúde e Cultura parte do entendimento da saúde como construção social e cultural e se volta para as enormes desigualdades que atingem a população brasileira e marcam as experiências de distintas comunidades, urbanas e rurais. Para discutir e propor caminhos, a Cátedra busca incentivar a colaboração Norte-Sul-Sul, reunindo instituições de pesquisa das Américas e da Europa, e fomentar o intercâmbio de conhecimento entre comunidades tradicionais e suas formas de saber com outras formas de saber e de conhecimento. 

Programação:  

13h30 – Mesa de abertura: Dominichi Miranda de Sá (vice-diretora de Pesquisa e Educação), Magali Romero Sá (coordenadora da Cátedra Oswaldo Cruz) e Luciana Heymann 

14h – Mesa-redonda:  

Nelzair Vianna Araújo  

Planet&Ar: aprender e cuidar em territórios à beira da crise climática 

Maristela Menezes Lopes 

Um olhar quilombola sobre a crise climática: seus impactos na saúde 

Luiz Ketu  

Impactos e desafios da mudança climática em territórios quilombolas 

Camila Pierobon  

Infraestruturas entre várzeas e milícias: habitação popular, territorialização do poder e eventos climáticos no Rio de Janeiro  

16h – Debate 

Mediação: Luciana Heymann.  

Convidados(as):  

Nelzair Vianna Araújo é pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz na Bahia. Doutora em Patologia pela Faculdade de Medicina da USP, mestre em Medicina e Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, Fiscal da Anvisa/SMS, atuando em cooperação com a Secretaria de Sustentabilidade e Resiliência de Salvador. Coordenadora dos Projetos Soprar Salvador e Planet&AR. Representa Salvador na rede internacional de qualidade do ar C40. Co- fundadora do Fórum de Energia e Clima e coordenadora da Câmara temática de saúde no Painel Salvador de Mudança do Clima. Professora do Programa de Pós-graduação em Pesquisa Clínica da Fiocruz Bahia. Integrante do Programa de embaixadores do Planetary Health Alliance 2019 e Membro do Saúde Planetária Brasil da USP. Atua em pesquisas nos temas: poluição do ar, qualidade do ar interno, microorganismos, biotecnologia, resíduos de serviços de saúde, poluição atmosférica e mudanças climáticas. 

Maristela Menezes Lopes é quilombola, pescadora, marisqueira, poeta e enfermeira na Unidade de Saúde da Família da Ilha de Maré, em Salvador. Sua trajetória é entrelaçada com as águas, os saberes ancestrais e a força das mulheres do território. Faz parte do Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP) e da Articulação Nacional das Mulheres Pescadoras (ANP), espaços onde ecoa as vozes das companheiras que vivem da pesca e resistem diariamente às injustiças ambientais e sociais. Candomblecista, filha de Oxum, do Ilê Axé Ode Talakê, guiada pelo axé do seu babalorixá Fernando de Odé. 

Luiz Ketu (Luiz Marcos de França Dias) é do Quilombo São Pedro, localizado no Vale do Ribeira, em São Paulo, onde ministra oficinas de capoeira e percussão no Ponto de Cultura Puxirão Bernardo Furquim, e participa da Associação Quilombo São Pedro. Integra a coordenação do Coletivo Nacional de Educação – um dos coletivos da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) – e a Coordenação de Quilombos de São Paulo. Docente licenciado da rede estadual paulista de ensino, graduado em Letras e Pedagogia, escritor, pesquisador, mestre e doutorando em Educação. Coautor dos livros Roça é vida e Na companhia de Dona Fartura: uma história sobre cultura alimentar quilombola e autor de Saberes da roça: comunidades quilombolas do Vale do Ribeira (SP) e os processos de resistência e organização político-comunitária

Camila Pierobon é pós-doutoranda PIPD/CAPES no Museu Nacional. Doutora em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UERJ, com pós-doutorado no Centro de Estudos Brasileiros Behner Stiefel da Universidade Estadual de San Diego e período como pesquisadora visitante no Departamento de Antropologia da Universidade Johns Hopkins. Suas pesquisas focam na vida cotidiana de famílias de baixa renda que habitam a cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana. Atualmente, busca compreender a produção da cidade a partir de suas águas (potável, chuvas, enchentes e esgoto, além dos rios e da própria Baía de Guanabara), visando discutir os efeitos das mudanças climáticas no espaço urbano. 

Publicado em 13/08/2025

Encontro às Quintas divulga programação do 2º semestre de 2025. Democracia é tema do primeiro Encontro

Autor(a): 
COC/Fiocruz

O Encontro às Quintas retoma suas atividades em 14 de agosto com a palestra A democracia vista de longe: um longo aprendizado social no Nordeste brasileiro, do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), André Botelho. Para o segundo semestre de 2025 estão programadas oito sessões, sendo sete presenciais e uma online. 

Sob a coordenação do sociólogo, professor e pesquisador Marcos Chor Maio (PPGHCS/Depes/COC/Fiocruz), o Encontro às Quintas é uma realização do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS) da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Confira abaixo a programação completa:

1ª sessão: 14/8, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
A democracia vista de longe: um longo aprendizado social no Nordeste brasileiro
Expositor: André Botelho (UFRJ)
Serão discutidos os marcos históricos e sentidos sociológicos do processo de longa duração do aprendizado social da democracia no Nordeste brasileiro.

2ª sessão: 28/8, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
A Força Expedicionária Brasileira: Relações Raciais, Identidade Nacional e Ambições Diplomáticas
Expositor: Alexandre Fortes (UFRRJ)
A palestra discute a participação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, que marcou uma virada na política externa e interna do país. A aproximação entre o Brasil e os Aliados projetou uma imagem de modernização militar.

3ª sessão: 11/9, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
EQ Especial: História Global, Conflitos Atuais
Expositores: Guilherme Casarões (FGV-SP); Flavio Limoncic (UNIRIO); Jawdat Abu El-Haj (UFC) André Nahon (USP); Muna Omran (PUC-MG); Bernardo Sorj (UFRJ) e Francisco Carlos Teixeira da Silva (UFRJ)
Sob diversos ângulos, historiadores, sociólogos e cientistas políticos vão debater a história dos conflitos no Oriente Médio e seus efeitos globais

4ª sessão: 25/9, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
Amazônia na Era do Desenvolvimento: saúde, políticas e destruição, 1930-1966
Expositor: Rômulo de Paula Andrade (COC-Fiocruz)
A conferência concentra-se em como, a partir da década de 1930, o Estado brasileiro passou a considerar a Amazônia estratégica para o desenvolvimento nacional. Também examina a origem e os desdobramentos do discurso de “integração” que orientou políticas públicas ao longo do século 20.

5ª sessão: 9/10, 10h (evento online)
Sentidos em disputa na definição do consumo de álcool como doença: uma abordagem sociocultural para o século 20
Expositora:  Paula Sedran (Conicet/ UADER, Argentina)
A palestra analisa de que forma, desde a modernidade, o consumo de álcool tem sido alvo de discursos de alerta que o classificam como vício ou patologia, e propõe um olhar sociocultural sobre os sentidos atribuídos à definição do consumo excessivo como doença.

6ª sessão: 23/10, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
Gênero, Psicanálise e Racismo: o encontro entre a psicanalista negra Virginia Bicudo e Adelheid Koch, psicanalista judia-alemã
Exibição e discussão sobre o filme Virginia e Adelaide, dirigido por Yasmin Thayná e Jorge Furtado. O filme narra o encontro e a parceria entre duas mulheres pioneiras na psicanálise brasileira: Virgínia Bicudo, a primeira psicanalista negra do país, e Adelaide Koch, uma psicanalista judia alemã refugiada do nazismo.
Expositores: Gabriela Correa (atriz que interpreta Virginia) e Jorge Furtado (diretor do filme)

7ª sessão: 6/11, 10h (Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, CDHS)
História da Eugenia em perspectiva comparada Brasil-EUA
Expositores: Ayah Nuriddin (Universidade Yale) e Robert Wegner (PPGHCS/COC/Fiocruz)
Do ponto de vista dos Estados Unidos, a palestra analisa o conceito de eugenia negra, uma abordagem que foi utilizada por intelectuais e ativistas afro-americanos como estratégia de elevação racial por meio de reformas sociais, controle reprodutivo e saúde pública. Sobre o Brasil, a apresentação aborda as aventuras e desventuras da ideia de miscigenação entre os eugenistas brasileiros na década de 1930, bem como discute como, a partir dos anos 1940, a mistura racial veio a se tornar central para o desenvolvimento de uma “zootecnia tropical” e para a formação do rebanho bovino no país.

8ª sessão 27/11, 10h (Depes, CDHS)
História das Doenças e História dos Animais: fontes e abordagens interdisciplinares
Expositores: Luiz Alves e Gabriel Lopes (COC-Fiocruz)
As apresentações versam sobre temas fundamentais para a história das ciências e da saúde no Brasil. Gabriel Lopes propõe uma reflexão sobre o papel dos animais e as relações interespécies nas epidemias e políticas sanitárias. Já Luiz Alves discute a trajetória das doenças crônicas no país a partir de três casos: câncer, doenças raras e Covid Longa. O pesquisador também destaca o conceito de cronicidade e os impactos das desigualdades sociais.

Democracia é tema do primeiro Encontro às Quintas do semestre

Em 14 de agosto, o Encontro às Quintas abre as atividades do segundo semestre com a palestra A democracia vista de longe: um longo aprendizado social no Nordeste brasileiro, ministrada pelo professor do Programa de Pós- Graduação de Sociologia e Antropologia (PPGSA) da UFRJ André Botelho. 

Serão discutidos marcos históricos e sentidos sociológicos do processo de aprendizado social da democracia no Nordeste brasileiro. A palestra vai discutir se há relação entre a emergência da questão social – principalmente diante da estrutura agrária vigente – e a participação social, que acaba por alterar politicamente a sociedade.  Ou seja, busca debater se, e como, ao longo do tempo, foi construído um processo social de aprendizado da democracia que envolveu três momentos decisivos: a construção social da ideia de “injustiça” diante de situações como a seca, a fome, migrações e violência; num segundo momento, conflitos entre diferentes setores da sociedade e do Estado gerados pela questão social; e, num terceiro momento, a participação social no Nordeste, que não apenas se intensificou, mas adquiriu força concreta para transformar o cotidiano político da região.

André Botelho é professor titular de Sociologia da UFRJ, pesquisador do CNPq e cientista do Nosso Estado da Faperj. Entre suas publicações recentes estão os livros: Sociologia Política do Nordeste e Helô Teixeira: crítica como vida, ambos de 2024. 

Para debater a sessão, o convidado é Paulo Henrique Martins, professor de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ex-presidente da Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS) e ex-Diretor da Sociedade Brasileira de Sociologia. Publicou, entre outros livros. Politicas da dádiva: associação, instituições, emancipação, de 2023, e Crônicas da República,  de 2024. 

Encontro às Quintas 1ª sessão: 

A democracia vista de longe: um longo aprendizado social no Nordeste brasileiro 

Expositor: André Botelho (PPGSA/UFRJ)
Debatedor: Paulo Henrique Martins (UFPE)
Coordenação: Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz)
Data: 14/8/2025
Horário: 10h
Evento presencial
Local: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira (CDHS), Campus Fiocruz Manguinhos 

Publicado em 22/07/2025

Promoção da Saúde na APS e uso de tecnologias digitais são temas de evento

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

No dia 24 de julho, às 14h, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) promoverá o evento "Atenção Primária em Saúde: Caminhos e Práticas", com ênfase na Promoção da Saúde na APS e no uso de tecnologias digitais nesse campo. A programação abordará o papel do IdeaSUS na promoção digital da saúde, o impacto do ambiente virtual nas práticas de cuidado, estratégias voltadas à população idosa e o potencial das salas de espera como espaços ativos de promoção da saúde. O encontro será realizado no auditório térreo da Ensp, aberto ao público, com emissão de certificado para os participantes presentes.

+ Assista ao vivo no Youtube!

Conheça os palestrantes: 

Juraci Vieira vai falar de "Promoção da Saúde, IdeiaSUS e os Saberes Tradicionais". Ele é doutor em Epidemiologia, coordenador de Saberes Tradicionais de Plataforma IdeiaSUS da Fiocruz e Analista de Gestão em Saúde (Fiocruz).

Joaquim Teixeira Netto abordará "Promoção Digital da Saúde". Ele é pós-doutor em Saúde Digital na Universidade de Nova Lisboa, coordenador da Promoção da Saúde no Centro de Saúde Escola (Ensp/Fiocruz). Além disso, é docente do Programa de Saúde Pública e de Epidemiologia em Saúde Pública, da Ensp/Fiocruz.

Carlos Bizarro tratará da "Promoção da Saúde no Grupo de Idosos (PASI)". Ele é doutor em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva e coordenador do Programa de Atenção à Saúde do Idoso no CSEGSF/Ensp.

Marcelo Mendes e Simone Mendes vão falar sobre "Promoção da Saúde na Sala de Espera". Mestre em Ensino de Biociências e Saúde (IOC/Fiocruz), ele integra o grupo de Promoção da Saúde e a equipe do Laboratório Internet, Saúde e Sociedade (LaISS) no CSEGSF/Ensp. Já Simone, além de atuar nos mesmos grupos, é mestre em Ensino em Ciências da Saúde (UNIR). 

André Pereira terá como tema a história do LaISS na Promoção da Saúde. Ele é doutor em Saúde Coletiva (IMS/UERJ), pesquisador da Ensp/Fiocruz e coordenador do LaISS no CSEGSF/Ensp.

 

 

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo claro, onde está escrito: Atenção Primária em Saúde: Caminhos e Práticas, Promoção da Saúde na APS. O evento será no dia 24/7 às 14 horas, no Auditório Térreo da Ensp.

Publicado em 16/07/2025

Fiocruz promove debate sobre estratégias para combater a fome global até 2030

Autor(a): 
Rhyan de Meira (estagiário sob a supervisão de Raquel Aguiar)

A urgência de enfrentar a fome global e os desafios para alcançar esse objetivo até 2030 serão temas centrais de um debate promovido pela Fiocruz nesta quarta-feira, 16 de julho, a partir das 10h, no âmbito dos Seminários Avançados em Saúde Global e Diplomacia da Saúde. O evento reunirá especialistas de diferentes setores e regiões, que discutirão estratégias, políticas e experiências práticas para combater a insegurança alimentar no cenário internacional. A transmissão será realizada simultaneamente em português, espanhol e inglês.

Formado por profissionais com atuação reconhecida em suas áreas, o painel contará com a presença da consultora sênior em Nutrição e Sistemas Alimentares da Organização das Nações Unidas (ONU), Denise Coitinho, que abordará o papel das organizações internacionais na luta contra a fome. Também participará a presidente do Consea e membro do HLPE/FSN, Elisabetta Recine, trazendo contribuições da sociedade civil e da academia.

Pelo lado da cooperação internacional entre países em desenvolvimento, a coordenadora do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP) no Brasil, Eliene Sousa, apresentará iniciativas práticas dessa colaboração. Por sua vez, a pesquisadora da Fiocruz Brasília Denise Oliveira fará uma análise das políticas públicas brasileiras frente aos desafios globais de segurança alimentar.

A mediação do evento será conduzida pelo especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Eduardo Nilson, também da Fiocruz Brasília. O seminário é organizado pelo Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), dentro da série de encontros regulares dedicados à saúde global e à diplomacia em saúde. Confira abaixo os links de transmissão:

Em português:

Em espanhol:

Em inglês:
 

 

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo azul, com informações sobre o enfrentamento da fome global: perspectivas e desafios para 2030, como dia e horário, também há fotos das palestrantes, primeiro Denise Coitinho, uma mulher branca e loira, Elisabetta Recine, uma mulher branca com cabelos castanhos curtos, Eliene Sousa, uma mulher negra com cabelos compridos escuros, Denise Oliveira e Silva, uma mulher negra com cabelos escuros curtos e por último Eduardo Nilson, um homem branco e loiro.

Publicado em 08/07/2025

Encontro online vai discutir as boas práticas no cultivo agroecológico de plantas medicinais

Autor(a): 
Farmanguinhos

Farmanguinhos convidou a tecnologista em Desenvolvimento do Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (Cibs/Farmanguinhos), Tatiane Barbé, para falar sobre as boas práticas no cultivo agroecológico de plantas medicinais!

O encontro "Boas práticas no cultivo agroecológico de plantas medicinais, aromáticas e condimentares" acontecerá no contêiner de Farmanguinhos, em Manguinhos, com transmissão pelo canal oficial da instituição no YouTube, no dia 9 de julho, às 10h.

A emissão de certificado será realizada a partir do preenchimento da lista de presença repassada no chat, ao vivo, durante evento. Não é necessária a inscrição prévia.

Participe do evento!
 

 

 

 

 

 

 

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo verde água, nele há informações sobre a palestra de boas práticas no cultivo agroecológico de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, será no dia 09 de julho às 10 horas, com transmissão pelo canal de Farmanguinhos, será realizada no Auditório do Contêiner de Farmanguinhos, rua Sizenando Nabuco, 100 - Manguinhos. No centro do banner uma foto de Tatiane da Costa Barbé, tecnologista em desenvolvimento do Centro em Inovação em Biodiversidade e Saúde, uma mulher branca, com cabelos lisos e claros, está com um óculos de sol na cabeça.

 

 

Publicado em 13/06/2025

Debate sobre impactos das mudanças climáticas na saúde de trabalhadores e trabalhadoras

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

No dia 16 de junho, o Encontro Integrativo do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), vai debater o tema "Reflexões sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde de trabalhadores e trabalhadoras". Será às 14h na Sala 32 do Cesteh.

O evento terá a participação das tecnologistas do Cesteh/Ensp, Fatima Pivetta e Maria de Fátima Ramos Moreira, do pesquisador do Cesteh/Ensp, Luiz Claudio Meirelles, do pesquisador do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), Mariano Andrade da Silva, da coordenadora do Cesteh/Ensp, Rita Mattos e do pesquisador da Estratégia Fiocruz para Agenda 2030, Sergio Portella. O debatedor convidado é Carlos Machado de Freitas, Coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde da Fiocruz.

 

 

 

 

 

 

 

 

#ParaTodosVerem Foto de uma árvore, no lado direito da árvore, ela está com folhas verdes e grama no chão, no lado esquerdo há apenas galhos secos, chão seco e há fogo ao fundo. No centro da foto informações sobre o Encontro Integrativo do CESTEH, reflexões sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde de trabalhadores e trabalhadoras, os participantes serão: Fatima Pivetta (tecnologista do Cesteh/Ensp/Fiocruz), Luiz Claudio Meirelles (pesquisador do Cesteh/Ensp/Fiocruz), Mariano Andrade da Silva (pesquisador do Instituto Renne Rachou/ Fiocruz MG), Maria de Fátima Ramos Moreira (tecnologista do Cesteh/Ensp/Fiocruz), Rita Mattos (Coordenadora do Cesteh/Ensp/Fiocruz) e Sérgio Portella (pesquisador da Estratégia Fiocruz para Agenda 2030), o debatedor convidado será Carlos Machado de Freitas (coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde da Fiocruz, a organização do evento será feita pelo Cesteh, no dia 16 de junho às 14 horas, na sala 32 do Cesteh.

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