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Publicado em 11/04/2024

"Formação de Pessoas para Implementação da Ciência Aberta" é tema de mesa de debates

Autor(a): 
Anne Clinio (VPEIC)

A Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) e a Escola Corporativa Fiocruz promovem a mesa de debate "A Formação de Pessoas para a Implementação da Ciência Aberta" no dia 12 de abril, das 10h às 12h, com transmissão pelo canal YouTube da Escola Corporativa.  

O evento irá compartilhar experiências de outras instituições de ensino e pesquisa na capacitação de seus profissionais para a implementação da Ciência Aberta. Serão abordadas lições aprendidas e oferecidas dicas valiosas sobre esse processo, com destaque para a importância da aprendizagem colaborativa entre os participantes. A mesa de debate a especialista em projetos europeus de capacitação para a Ciência Aberta, Antónia Correia,  que atua no PathOS, PATTERN, On-MERRIT, FIT4RRI, e FOSTERPlus por meio do Gabinete de Gestão de Informação Científica, Repositórios e Ciência Aberta da Universidade do Minho (Portugal). 

Na ocasião serão lançadas a comunidade virtual do Programa de Desenvolvimento de Pessoas (PDP) - Ecossistema da Ciência Aberta e o Percurso de Aprendizagem Acesso Aberto, o segundo de uma série de quatro ações de desenvolvimento que compõem o programa.

Acompanhe ao vivo:

 

Publicado em 03/03/2020

Novo curso da Fiocruz trata da gestão e compartilhamento de dados abertos de pesquisa

Autor(a): 
Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)

O compartilhamento de dados fortalece cada vez mais a produção e a disseminação do conhecimento. Pela importância do tema, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lança o curso Dados Abertos — que se tornaram um dos ativos mais importantes na sociedade contemporânea. A iniciativa faz parte da Formação Modular em Ciência Aberta, que oferece cursos gratuitos, na modalidade à distância (EAD), que estão disponíveis a todos os interessados.

O novo curso, Dados Abertos, é composto por seis aulas online (totalizando 10h). Os participantes vão aprender o que são dados abertos, sua importância no campo científico, e como utilizá-los: quando abrir, por que e quais os princípios a observar (saiba mais e inscreva-se aqui). O curso é coordenado pelas doutoras em Ciência da Informação, Vanessa Jorge e Anne Clinio.

Vanessa comenta que algumas frentes da Ciência Aberta já estão mais maduras, como o acesso aberto e o uso de softwares abertos. Atualmente, os dados abertos estão no centro da discussão do movimento. "Estamos mudando para uma nova cultura do fazer científico e esta é a dimensão em destaque, agora. Isso porque há muitas possibilidades de uso e apropriações dos dados abertos por diversas áreas da sociedade. Na nossa área, particularmente, o debate engloba diferentes questões: desde privacidade, acesso à informação, governo aberto e transparência pública até os avanços em pesquisa e o combate a emergências em saúde pública, por exemplo”, afirma ela, que atua na Coordenação de Informação e Comunicação da Fiocruz.

Anne, por sua vez, lembra que todo pesquisador faz gestão de dados, mas que nem sempre tem uma visão sobre sua ampla reutilização a médio e longo prazo. “Um dos nossos objetivos é mostrar o ciclo completo da gestão de dados num projeto de pesquisa, para que os alunos saibam como atuar em função de cada etapa — do planejamento à abertura e compartilhamento futuro”, diz. Anne lembra, ainda, que apresentar o Plano de Gestão de Dados tem sido uma exigência dos órgãos de financiamento.

Gestão, abertura e compartilhamento de dados na prática

Entre os diferenciais deste novo curso da Fiocruz está sua aplicação prática no campo da saúde, conta Vanessa. “Nós apresentamos uma série de iniciativas, instituições, incluindo os financiadores e revistas científicas que estão trabalhando com dados abertos. E trazemos também várias ferramentas que vêm sendo utilizadas. O material certamente contribui bastante para o desenvolvimento de um ecossistema voltado à abertura de dados de pesquisa no Brasil e para pensarmos nos desafios para que esta cultura avance”, conclui.

Saiba mais sobre o curso e inscreva-se aqui!

  • Aula 1 - Gestão, compartilhamento e abertura de dados para pesquisa: uma nova cultura no fazer científico (Anne Clinio e Vanessa Arruda - Fiocruz)
  • Aula 2 - Gestão “ativa” de dados: uma mudança cultural (Anne Clinio e Vanessa Arruda - Fiocruz)
  • Aula 3 - Dados e proteção jurídica (Allan Rocha de Souza - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
  • Aula 4 - Plano de Gestão de Dados (Pedro Príncipe - Universidade do Minho e Viviane Veiga - Fiocruz)
  • Aula 5 - FAIR: dos princípios à prática (Patricia Henning - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e Luis Olavo Bonino - Go-Fair e Leiden University Medical Centre)
  • Aula 6 - Políticas dos financiadores, requisitos das revistas científicas e repositórios de dados em saúde (Hataânderson dos Santos - Fiocruz, Jaqueline Gomes - Fiocruz, Maria de Fátima Moreira Martins - Fiocruz, Vanessa de Arruda Jorge - Fiocruz)

Conheça a Formação Modular em Ciência Aberta

A Formação Modular em Ciência Aberta é uma realização da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) por meio do Campus Virtual Fiocruz. É composta por quatro séries e oito microcursos. A iniciativa é uma parceria entre a Coordenação de Informação e Comunicação da Fiocruz, a Escola Corporativa Fiocruz, a Universidade do Minho (Portugal) e o Campus Virtual Fiocruz.

Todos os microcursos são oferecidos na modalidade de educação à distância (EAD). Os inscritos podem acessar as aulas online, quando e de onde quiserem, gratuitamente. Os cursos são independentes entre si. Ou seja: não é preciso cursar um para se inscrever em outro. Mas, na Fiocruz entendemos que quanto mais completa a formação, melhor. A cada curso realizado, os alunos passam por uma avaliação online e recebem certificados de conclusão de acordo com critérios de aprovação.

Séries e cursos já lançados

Série 1: O que é ciência aberta? | Panorama histórico da ciência aberta
Série 2: Propriedade intelectual aplicada à ciência aberta | Direito de acesso à informação e proteção de dados pessoais
Série 3: Acesso aberto | Dados abertos

Publicado em 24/09/2019

Fiocruz lança Educare, novo espaço para educação aberta

Autor(a): 
Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias)

A Fiocruz lançou nesta segunda-feira (23/9) um novo espaço para a educação aberta na instituição: o Educare. A plataforma foi concebida como um ecossistema digital que oferece soluções para armazenar, disponibilizar e garantir o acesso de recursos educacionais abertos (REA) a toda sociedade. Desenvolvido pela equipe do Campus Virtual Fiocruz, o Educare contou com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, que participou do lançamento do Educare, disse que o projeto é de excelente qualidade, apresenta amplos recursos tecnológicos e lembrou que a educação e a ciência abertas são direitos garantidos que devem ser aprimorados. “Assim também conseguiremos unir, de maneira mais eficaz, pesquisadores e instituições”. Nísia também pediu aos presentes que fizessem um minuto de silêncio em função do assassinato, no sábado (21/9), da menina Ágatha Felix, de 8 anos, mais uma vítima da violência no Rio de Janeiro. “Não podemos falar de educação sem lembrar que uma quantidade imensa de crianças fica rotineiramente sem aulas em função da violência na cidade, que fecha as escolas”.

A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, disse que o país vive um contexto difícil, em que a educação, os direitos humanos e sociais estão sob risco, em função da insegurança e da violência. “Mais do que nunca precisamos reafirmar nossos valores e compromissos com uma sociedade mais justa”. Ela recordou também que o Educare é uma consequência natural da Política de Acesso Aberto que a Fiocruz mantém desde 2014. O diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Rodrigo Murtinho, disse que a produção do conhecimento e a divulgação dele não podem mais ficar indiferentes ao uso de plataformas que permitam atingir um número maior de interessados. Ele também lamentou a morte da menina Ágatha.

A coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, ressaltou as parcerias e o trabalho em rede com a Opas, a Bireme e a UNA-SUS no desenvolvimento do Educare – os recursos e funções da plataforma foram apresentados em um vídeo que detalhou todo o processo de elaboração. “Desde a promulgação da Constituição de 1988 a educação é considerada um direito social fundamental, que se mantém na Agenda 2030, que tem merecido destaque em nossas iniciativas institucionais”, afirmou Ana. Ela comentou que o Campus Virtual Fiocruz, que conta atualmente com 70 mil alunos, completou três anos no mesmo dia de lançamento do Educare, e também colabora com a ampliação do acesso à educação com os cursos livres e on-line.

“A plataforma foi desenvolvida em formato aberto, para ser usada por qualquer instituição. Ela também pode ser acessada via aplicativo e mensalmente vamos inserir novas ferramentas, para construção de recursos, que precisam de testes e treinamento com docentes”. Segundo a coordenadora, existe uma Curadoria para o acervo, e um Conselho Consultor será formado para validar e avaliar os conteúdos do Educare. Ana disse que “educare” é uma palavra em latim que significa “educar, instruir” e também “criar”. A ideia é que a educação possa levar um novo olhar para o mundo, “um conhecimento de dentro para fora, mostrar o que mais existe além dela”. Ana leu uma frase do escritor angolano José Eduardo Agualusa: “Nós vivemos um tempo estranho em que as pessoas se gabam de construir muros, de pessoas que se orgulham em construir barreiras, e os livros fazem o contrário. Eles constroem pontes”. Ela encerrou ressaltando que a Fiocruz faz ciência e saúde para todos e reforça com a educação aberta. 

Após as intervenções dos participantes da mesa que abriu o evento, o pesquisador Tel Amiel, da Universidade de Brasília (UnB), fez a palestra de abertura. Coordenador do curso de Pedagogia a Distância e da Cátedra Unesco em Educação a Distância, ele abordou a importância da educação aberta e dos REA no contexto atual. Amiel iniciou sua apresentação contando o caso da reprodução em massa da imagem de Santa Fabíola, que viveu no século IV e no século XIX virou febre entre os cristãos de todo o mundo, com seu véu vermelho em um quadro pintado pelo francês Jean-Jacques Henner. O artista belga Francis Alÿs reuniu uma coleção de mais de 400 quadros da santa, que fundou o primeiro hospital público católico em Roma e dedicou a vida a ajudar os pobres e necessitados. Impressionado com as réplicas do quadro de Henner – a pintura original desapareceu – Alÿs descobriu que existem mais diferenças do que semelhanças entre os retratos e ficou impactado com a perda da aura de obras artísticas na era da reprodutibilidade total de qualquer obra, artística ou não*.

Amiel seguiu discorrendo sobre a obra Fuga em ré menor, de Bach, reinterpretada pela cantora Nina Simone no século 20, abordou o serviço de streaming de música Napster, que quebrou a lógica da indústria fonográfica, e focou na questão dos direitos autorais, algo quase impossível de ser regulado em tempos de internet, em que tudo é reproduzido em escala gigantesca e inumeráveis vezes mundo afora. Ele disse que a educação aberta é um projeto de 150 anos e que tem como grande vantagem, sobretudo nos dias de hoje, facilitar o acesso ao conhecimento. “A educação aberta tem que ser para todos, inclusiva, acessível, equitativa, de qualidade e progressista”, definiu Amiel, que citou ainda os principais marcos internacionais sobre o tema, desde a Declaração da Cidade do Cabo, em 2007, à recomendação da Assembleia Geral da ONU de 2019. De acordo com o pesquisador, a produção colaborativa facilitada pelos REA, que é participativa e igualitária, valoriza a educação pública, abre novos modelos de negócios, quebra oligopólios e permite uma mudança radical no processo de produção. “Temos milhões de recursos digitais, legalmente abertos e tecnicamente editáveis. Com muitos designers em potencial e numerosas versões possíveis. Se dá pra sonhar, dá pra fazer”, concluiu Amiel.

À tarde foram apresentados os produtos que resultaram dos editais de Recursos Comunicacionais e Educacionais Abertos da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação e foi realizada uma roda de conversa aberta com os criadores dos conteúdos educacionais. São cursos, e-books, jogos, videoaulas e muito mais: 24 produtos de diferentes unidades da Fiocruz. Para serem selecionados, os recursos deveriam desenvolver habilidades e competências específicas, recorrendo a um conjunto de mídias compatíveis com a proposta e com o contexto socioeconômico de determinado público-alvo.

Conheça já a plataforma Educare: visite educare.fiocruz.br e assista ao vídeo de apresentação!

 

*Atualizado em 25/9/2019.

Publicado em 20/09/2019

Dia 23/9: venha conhecer os produtos do edital para Recursos Comunicacionais e Educacionais Abertos

Autor(a): 
Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz)

Na segunda-feira, dia 23/9, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai apresentar os produtos gerados com apoio dos editais para Recursos Comunicacionais e Educacionais Abertos, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz). Todos estão convidados a participar de uma roda de conversa aberta com os criadores dos conteúdos educacionais. Essa atividade — que faz parte do evento de lançamento da plataforma Educare — começa às 13h30, na Tenda da Ciência Virgínia Schall, no campus da Fiocruz em Manguinhos.

São cursos, e-books, jogos, videoaulas e muito mais: são 24 produtos, das diversas unidades e regionas da Fiocruz. Para serem selecionados, os recursos deveriam desenvolver habilidades e competências específicas, recorrendo a um conjunto de mídias compatíveis com a proposta e com o contexto socioeconômico de determinado público-alvo.

O edital, lançado em 2017, apoiou o desenvolvimento de Recursos Educacionais Abertos (REA), que tratam-se de materiais de ensino e aprendizagem em todos os suportes, que estejam em domínio público ou sob licença aberta.


É a #fiocruzpelaeducaçãoaberta! Participe do evento e conheça os recursos:

• A sexualidade e aids no contidiano escolar: A produção compartilhada de um jogo de imagens | IOC/Fiocruz
• Video Educativo de Sensibilização do para a sindrome Alcoolica Fetal (SAF) | IFF/Fiocruz
• Pesquisa e desenvolvimento de medicamentos de interesse para a saúde pública | Farmanguinhos/Fiocruz
• Manual tecnico para diagnosticos de viroses emergentes | IOC/Fiocruz
• Meu Info Saúde: Informações para os usuários da Estratégia Saúde da Família de Manguinhos | Ensp/Fiocruz
• Técnicas de análise espacial aplicadas à vigilância em saúde na Atenção Básica | Fiocruz Ceará
• App Ágora 2030: Desafios de curadoria de soluções em Saúde, Ciência e Tecnologia para a Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) | Presidência da Fiocruz
• Pula carrapato | Presidência da Fiocruz 
• Curso de aperfeiçoamento no controle e monitoramento de mosquitos vetores | Fiocruz Pernambuco
• SUS Generis | EPSJV/Fiocruz
• Caderneta Digital de Saúde da Pessoa Idosa | Icict/Fiocruz
• Robótica pela vida | IFF/Fiocruz
• Cidade saudável | Canal Saúde
• Onde está o dinheiro da saúde? | Fiocruz Pernambuco
• E agora, cidadão? | Fiocruz Pernambuco
• O teste | Fiocruz Paraná
• Alerta de acidentes de trabalho | Ensp/Fiocruz
• Vetores digitais | Presidência da Fiocruz
• Corrida contra o Aedes | Fiocruz Bahia
• Curso de Especialização em Gestão da Inovação em Medicamentos da Biodiversidade | Farmanguinhos/Fiocruz
• Jogo da Onda virtual: as drogas em debate | Unidade: IOC/Fiocruz
• Hiji Sushi | IOC/Fiocruz
• Curso de Acessibilidade e os princípios do SUS: formação básica para trabalhadores da saúde | Icict/Fiocruz
• Supera Zika | Ensp/Fiocruz

Saiba mais sobre Educare, a plataforma da educação aberta na Fiocruz!

 

Publicado em 04/09/2019

Educare: plataforma da Fiocruz para recursos educacionais abertos será lançada no dia 23/9

Autor(a): 
Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)*

Prepare-se para transformar suas ideias em ensino e aprendizagem: no dia 23 de setembro, será lançada um novo espaço para a educação aberta na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) — é o Educare! Muito mais do que um repositório, trata-se de um ecossistema digital, que oferece diversas soluções para armazenar, disponibilizar e garantir o acesso de recursos educacionais abertos (REA) a toda a sociedade. Desenvolvido pela equipe do Campus Virtual Fiocruz, o Educare contou com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O lançamento será na Tenda da Ciência Virgínia Schall, a partir das 9h, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O pesquisador Tel Amiel, da Universidade de Brasília (UnB), fará a palestra de abertura do evento. Coordenador do curso de Pedagogia a Distância e da Cátedra Unesco em Educação a Distância, ele falará sobre a importância da educação aberta e dos REA no contexto atual. Na ocasião, também serão apresentados os produtos que resultaram dos editais de Recursos Comunicacionais e Educacionais Abertos, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz). *Haverá transmissão ao vivo do evento: acompanhe e participe acessando este link.

Um ecossistema digital para promover a cultura da educação aberta 

O lançamento da plataforma faz parte de uma série de iniciativas estratégicas da Fiocruz, alinhadas à suas políticas, em especial a de Acesso Aberto ao Conhecimento. Compreendendo o conhecimento como um direito do cidadão, a instituição tem atuado na implementação de ações que assegurem o acesso aberto à sua produção científica, cursos, recursos educacionais e comunicacionais, a fim de promover a educação aberta.

A coordenadora do Campus Virtual Fiocruz (CVF), Ana Furniel, destaca o caráter inovador da plataforma educacional, que se utiliza da tecnologia para impulsionar o desenvolvimento. "A Fiocruz é uma instituição comprometida com desenvolvimento humano e sustentável, sempre atuando para eliminar barreiras para que todos participem da sociedade do conhecimento. Neste sentido, assumimos a tarefa de integrar recursos educacionais abertos, num único ambiente, de modo a contemplar todo o ciclo de desenvolvimento e acompanhamento dos objetos digitais. Com isso, os recursos se tornam muito mais acessíveis e podem ser amplamente utilizados e reutilizados em vários contextos educacionais".

Ana comenta, ainda, que um dos principais objetivos do CVF é estimular e desenvolver serviços, produtos e aplicações educacionais. "O Educare vem ampliar o acesso aos recursos educacionais desenvolvidos na Fiocruz, incentivando também o desenvolvimento de novos recursos. Além disso, para garantir a qualidade desse material, os objetos são rastreáveis. Assim, podemos acompanhar de que forma são utilizados, o que possibilita a avaliação e a gestão dos REA".

Rosane Mendes, que é coordenadora adjunta e responsável pelo desenvolvimento do Educare, completa: "Nosso principal desafio foi ampliar o potencial dos REA. Para isso, além de armazenar e dar acesso aos objetos digitais, incentivamos o papel dos criadores de conteúdo, a colaboração e a interação entre eles. Por isso, chamamos de ecossistema educacional digital: é um espaço de descoberta e de compartilhamento. As redes alimentam e se fortalecem, e todos se beneficiam”. É a #fiocruzpelaeducaçãoaberta!

Descubra, crie, compartilhe: confira os principais benefícios do Educare!

  • Integração: é um ambiente com ferramentas para o desenvolvimento, o compartilhamento e a reutilização de REA.
  • Abertura: é possível acessar, criar e promover o uso aberto de recursos educacionais.
  • Comunicação: incentiva a comunicação entre os autores e seus pares.
  • Colaboração: estimula a cooperação nas atividades de revisão, edição e atualização do conteúdo.
  • Avaliação: permite medir e avaliar o acesso, o alcance, a utilização e a reutilização dos recursos.
  • Qualidade: garante a qualidade de REA, ampliando o uso de ferramentas colaborativas.
  • Usabilidade: interface amigável para visualização dos recursos (vídeos, HTMLs, textos etc.).
  • Interoperabilidade: adoção de padrões para interoperar com Arca, Ares, Moodle etc.

*Atualizada em 18/9/2019.

Publicado em 19/03/2019

Campus Virtual/Fiocruz/OPAS assinam livro sobre acesso aberto em cooperação com a Universidade Aberta

Autor(a): 
Valentina Leite (Campus Virtual Fiocruz)

A Universidade Aberta (UAb), de Portugal, lançou um livro para assinalar o 10º aniversário de seu Repositório Aberto. Com o título Acesso Aberto: da Visão à Ação: contextos, cenários e práticas, a obra reúne reflexões de responsáveis institucionais de diferentes áreas, como educação à distância, internacionalização, locais de aprendizagem, repositórios, rede, tecnologias e ensino. Um dos capítulos do livro trata da experiência da criação do Campus Virtual de Saúde Pública (CVSP/Brasil).

Assinado por Ana Furniel, coordenadora geral do CVSP/Brasil, e Ana Paula Mendonça e Rosane Mendes, coordenadoras adjuntas do CVSP/Brasil, o capítulo explica como o espaço serve de exemplo de uma iniciativa bem sucedida em acesso aberto. De acordo com as autoras, o espaço foi desenvolvido para expandir a cooperação interdisciplinar no campo de formação em saúde pública.

Criado em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), elas explicam que o CVSP/Brasil é uma rede de instituições que compartilham cursos, recursos educacionais e aulas virtuais de forma aberta – e, por isso, integra a discussão sobre rede de conhecimento e formação, trazida pelo livro da Universidade Aberta.

Em trecho do capítulo, elas destacam: "Podemos afirmar que a utilização das redes e das tecnologias educacionais e comunicacionais podem colaborar para um ambiente de compartilhamento de ideias, podendo gerar processos de formação e educação permanente baseados em aprendizados específicos (...)".

Para saber mais, acesse o capítulo completo.

Publicado em 02/10/2018

Fiocruz e Opas compartilham experiências sobre repositórios, ambientes virtuais e recursos educacionais abertos

Nesta quarta e quinta-feira (dias 3/10 e 4/10), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS Brasil) promovem duas oficinas, a fim de compartilhar experiências entre os integrantes de sua rede e otimizar os seus processos internos. Estarão reunidos integrantes do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúdea (Bireme), do Campus Virtual de Saúde Pública (CVSP), da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e do Campus Virtual Fiocruz (CVF).

No primeiro dia, acontecerá a Oficina interoperabilidade entre repositórios e ambientes virtuais de aprendizagem. O grupo se dedicará a identificar e mapear soluções e tecnologias, que possibilitem a interoperabilidade entre os repositórios de recursos educacionais e os ambientes virtuais de aprendizagem, minimizando dependências tecnológicas. Serão abordados fluxos, métodos e padrões técnicos, que possam ser recomendados para as diversas instituições parceiras e da rede. Outro objetivo da oficina é garantir a interoperabilidade numa rede colaborativa.

Já a Oficina Avaliação da qualidade de recursos educacionais acontece na quinta-feira, dia 4/10. Os participantes vão mapear instrumentos, soluções e tecnologias, a fim de avaliar os recursos educacionais pelos usuários, por pares e pelas instituições. Com base nas experiências dos diferentes parceiros, a oficina identificará os recursos mais relevantes, os mais reutilizados e os que podem ser descartados, estimulando um processo contínuo de curadoria.

Confira a programação completa das oficinas, que serão realizadas no Castelo Mourisco, na Fiocruz (Av. Brasil, 4365 - Manguinhos - Rio de Janeiro  - RJ).

3/10 • Oficina Interoperabilidade entre Repositórios e Ambientes Virtuais de Aprendizagem

9h

Boas-vindas e abertura

9h30

Interoperabilidade de dados em aplicações educacionais (Fabrício Landi de Moraes)

9h50

Perguntas e debate

10h

Fluxo de desenvolvimento de cursos do CVSP/Regional (Johel Diaz e Edgardo de Gracia)

10h20

Plataforma FI-Admin (Renato Murasaki)

10h40

Intervalo

11h

Ciclo de produção de REA na Fiocruz (Ana Paula Mendonça, Rosane Mendes)

11h20

Fluxo de desenvolvimento de cursos na UNA-SUS (Vinícius Oliveira e Laura Gris)

11h40

Perguntas e debate

12h

Almoço

13h30

Divisão em grupos

16h-17h

Debate e encaminhamentos

 

4/10 • Oficina Avaliação da qualidade de recursos educacionais

9h

Boas-vindas e abertura

9h30

Apresentação sobre Qualidade REA (Vinicius Araújo)

9h45

Apresentação da Política Geral da Rede REA (Renato Murasaki)

10h

Apresentação das diretrizes REA Fiocruz (Ana Furniel)

10h15

Apresentação do Modelo de avalição da qualidade de REA - UNA-SUS (Vinícius Oliveira)

10h30

Apresentação do Modelo de avalição da qualidade de REA - CVSP

10h45

Intervalo

11h

Apresentação da Proposta de avaliação da qualidade de REA (Ana Paula Mendonça)

11h30

Debate

12h

Almoço

13h30-14h30

Grupos de trabalho

14h30

Apresentação dos grupos

15h30-17h

Debates e encaminhamentos


Por Campus Virtual Fiocruz | Imagem: Logotipo REA

Publicado em 11/10/2017

Universidade Aberta e Fiocruz celebram acordo para trocar experiências na área de recursos educacionais abertos e repositórios institucionais

A Universidade Aberta (UAB) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinaram um acordo para promover maior interação entre seus repositórios institucionais e as redes parceiras, no que diz respeito a recursos educacionais abertos na área da saúde. O protocolo foi assinado durante a 8ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto (Confoa). A cooperação prevê ações como visitas técnicas para troca de experiências na área dos recursos abertos e repositórios e também atividades conjuntas de pesquisa.

Essa edição da Confoa promoveu a discussão, produção e divulgação de conhecimentos, práticas e pesquisas sobre acesso aberto em diferentes dimensões e perspectivas. O evento reuniu pesquisadores, professores e estudantes do Brasil e de Portugal. A Universidade Aberta foi representada pela diretora dos Serviços de Documentação, Madalena Carvalho.

Leia mais sobre o evento abaixo, nos conteúdos relacionados.

Fonte: Universidade Aberta | Foto: Peter Ilicciev

Publicado em 16/10/2017

8ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto, sediada pela Fiocruz, tem recorde de público

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi a sede da 8ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto (Confoa), entre os dias 4 e 6 de outubro. O evento, que aconteceu no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, reuniu autoridades, pesquisadores, professores, profissionais, estudantes e pessoas interessadas no assunto, de diferentes cidades do Brasil e de Portugal. Nesta edição, a conferência registrou recorde de público: foram mais de 260 participantes e 500 acessos online.

Em 2017, a Confoa promoveu uma discussão ampliada, incluindo, além de temas relacionados aos repositórios, questões sobre a abertura de dados governamentais e ciência aberta. Os trabalhos apresentados estão disponíveis neste link. 

Cooperação Brasil-Portugal

Na abertura do evento, foram assinados dois acordos: um de cooperação técnica interinstitucional entre a Fiocruz e a Universidade do Minho, para implantação de boas práticas da ciência aberta, do acesso aberto e de dados abertos. Esse protocolo contempla ações nas áreas de pesquisa, educação e desenvolvimento tecnológico.

O segundo foi assinado entre a Fiocruz e a Universidade Aberta, instituição pública portuguesa de ensino superior à distância. Estão previstas visitas técnicas para intercâmbio de experiências na área de recursos educacionais abertos (REA) e repositórios, além de atividades conjuntas de investigação. Saiba mais sobre este acordo aqui.

Leia mais no Portal Fiocruz: 8ª Confoa: autoridades destacam os avanços no campo do acesso aberto

Por Ana Beatriz Aguiar (Coordenação de Informação e Comunicação - VPEIC/Fiocruz)

Publicado em 27/06/2017

Saiba como encontrar artigos em acesso aberto usando ferramentas e métodos legais

A publicação dos resultados de estudos acadêmicos em acesso aberto é cada vez mais frequente e estima-se que atualmente estão disponíveis milhões de documentos online. Por esta razão, é importante ter ferramentas eficientes para encontrar as versões livres dos artigos que precisamos (sem pagar assinaturas ou comprando artigos individuais e usando métodos legais). Como a necessidade vai criando a oferta, nos dois ou três últimos anos vem surgindo aplicativos gratuitos para atender aos requerimentos dos acadêmicos, bibliotecários, pesquisadores, e estudantes em geral. Qual é o mercado de oferta hoje em dia?

Aaron Tay, um bibliotecário na Singapur Management Library, recentemente escreveu algumas notas em seu blog analisando diversos plugins para os navegadores e também os serviços de agregadores que permitem encontrar de forma quase instantânea textos completos em acesso aberto.

Veja a seguir os diferentes serviços analisados por Aaron Tay.

Base: este serviço criado pela Bielefeld University Library na Alemanha é, provavelmente, um dos maiores e mais avançados agregadores do mundo. Em novembro de 2016, superou 100 milhões de documentos. O serviço Base assegura que pelo menos 40% dos textos identificados estão em acesso aberto, não sendo possível assegurar o restante por falta de metadados nos repositórios. Através do serviço de oadoi.org, tem acesso a mais de 5 mil repositórios. No entanto, o Base não indexa o conteúdo destes textos completos. A interface de busca é muito avançada, possivelmente a mais amigável de toda a família de plugins analisados.

Core: afirma ter cerca de 70 milhões de documentos que, assim como o Base, são recuperados através do protocolo OAI-PMH. Por esta razão, também tem o mesmo problema de vincular com certeza os textos completos, devido à falta de normalização dos metadados nos repositórios institucionais, em particular os “Green OA”. Em contrapartida, o Core indexa o conteúdo destes textos completos.

Dissemin: com cerca de 100 milhões de documentos, está em versão beta. Por enquanto a busca é limitada ao nome do autor. Entrega os resultados rapidamente, indicando quais deles estão disponíveis em acesso aberto.

Lazy Scholar button: lançado em 2014, é um plugin que, até o momento, funciona apenas no navegador Google Chrome. É a extensão mais complexa (algo complicado também) e, entre vários serviços, pode verificar se sua instituição possui assinaturas ao texto completo, apresentar varias métricas de citação, obter comentários de sistemas como PubMed Commons, oferece funções que lhe permite criar citações e recuperar documentos relacionados a sua consulta que podem ser de interesse, também em acesso aberto.
Sugestão: quando eu o instalei, por praticidade, marquei NÃO em quase todos os parâmetros. Vale a pena analisá-lo (ainda que depois não o utilize).

OAIster: propriedade de OCLC, trata-se de um catálogo coletivo que declara ter mais de 50 milhões de registros de recursos em acesso aberto, provenientes da coleta por OAI-PMH de mais de 2 mil fontes que contribuem para o catálogo. Os registros também estão disponíveis na interface do WorldCat. Tem as mesmas limitações que foram indicadas para o Base, Core e coleções baseadas no protocolo OAI-PMH.

Open Access button: é um plugin criado em 2013 por dois estudantes. Não deve ser instalado no navegador Internet Explorer. No Google Chrome é instalado facilmente. Tem milhares de usuários registrados. Em meus experimentos, no entanto, não tive muito êxito.

Google Scholar button: criado em 2015, é instalado diretamente e é, possivelmente, a opção preferida.

Unpaywall button: é o mais novo membro da família e pode ser uma segunda opção.

O problema, então, surge ao indexar os milhares de repositórios institucionais devido ao fato que a função que cumprem para estas instituições vai além do simples depósito de documentos completos em acesso livre. Entre outras finalidades apoia o “auto arquivamento” de acadêmicos, preserva um registro das atividades da universidade e demonstra a relevância de suas atividades científicas, econômicas e sociais, para aumentar sua visibilidade e status. Por estes motivos, como diz Aaron Tay, é possível que os repositórios institucionais não tenham mais que um terço de seus documentos com textos completos acessíveis. Devido a estas limitações, os agregadores de documentos em acesso aberto ignoram estes problemas e indexam os repositórios em sua totalidade, dando a ideia equivocada de que tudo é de acesso livre ao texto completo.


Estas ferramentas para encontrar textos livres são de fato efetivas?

Em termos de eficiência, podemos dividir estas ferramentas em dois níveis:

1. As que se baseiam na busca direta pelo Google Scholar, como Lazy Scholar button, também o Google Scholar button e Unpaywall button.
2. Todas as outras ferramentas analisadas neste post.

O motivo é que o Google Scholar é o maior índice de material acadêmico disponível, apesar de ter limitações ao indexar os repositórios. Todas as outras iniciativas, no momento, são muito menores em termos de cobertura, incluindo os agregadores como o Base e o Core pelos motivos explicados acima. Por outro lado, o Google Scholar desenvolveu algoritmos muito eficientes que permitem distinguir as diferentes manifestações de um mesmo artigo (preprints, versões, postprints etc.).

Além disso, o Google Scholar não apenas indexa repositórios, com também toda classe de sites, incluindo as páginas web das universidades. Estes documentos são invisíveis à maioria dos plugins analisados, que se restringem principalmente a repositórios, ao passo que o Google Scholar indexa todos os documentos que parecem ser acadêmicos, incluídos em sites com extensão: .edu.

Também é necessário ressaltar que os serviços do tipo Open Access button e aqueles que usam Oadoi.org e similares, não indexam artigos disponíveis no ResearchGate ou Academia.edu, devido às fortes suspeitas de que muitos destes documentos depositados pelos autores violam os acordos de direitos com os periódicos, porém são indexados pelo Google Scholar. Segundo um recente artigo4 do Scientometrics, estima-se que cerca de 40% dos PDFs depositados no ResearchGate violam os acordos de copyright.


A opinião de Ernesto Spinak, colaborador do SciELO​

Segunda Spinak, a quantidade de documentos em texto completo de acesso livre que é possível recuperar com estas ferramentas tem como limite superior o total indexado pelo Google Scholar e como limite inferior os documentos de acesso “legal” que se recuperam com OAIster e OA button etc.

Devido à extensa distribuição de documentos em milhares de lugares diferentes, e à falta de consistência das normas com que trabalham os agregadores de dados, o colaborador afirma que nenhum método é 100% confiável e nem consistente para encontrar todos os textos completos em acesso aberto.

Dado que estas ferramentas são muito novas, com apenas dois ou três anos de desenvolvimento, Ernesto indica  que Google Scholar button e Unpaywall button são as mais eficazes.


Fonte: Ernesto Spinak (Blog SciELO)
 

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