Tem comemoração pintando na área! No dia 24 de maio (sábado), o Museu da Vida Fiocruz celebrará seus 26 anos em grande estilo. Um dia inteiro de festa com muita ciência, cultura e diversão. A programação conta com várias atrações, entre elas, oficinas educativas, teatro, exposição, música, apresentações de MCs e até distribuição gratuita de pipoca, picolé e algodão doce! A entrada também é gratuita e as atividades acontecem das 10h às 16h, com abertura dos portões às 9h30.
Segundo Ana Carolina Gonzalez, chefe do Museu da Vida Fiocruz, a programação conta com todas as atividades educativas que o Museu sempre oferece e ainda com muitas novidades. O trenzinho da Ciência já é uma presença confirmada. “Vamos nos reunir e festejar a existência desse Museu que há 26 anos se orgulha por ser esse espaço onde os mais variados públicos se encontram com a ciência, a cultura e a saúde em seu conceito ampliado. Vida eterna ao Museu da Vida Fiocruz!", destaca.
Oficinas de Compostagem e Plantas Medicinais e mais
Reciclagem de sobras de frutas e legumes? Teremos por aqui! O processo chamado de compostagem é uma forma sustentável de tratar resíduos orgânicos e um dos destaques da programação do aniversário do Museu. Confira mais detalhes na Oficina de Compostagem do dia 24 de maio.
Outra atração educativa que vai conectar o público com a natureza é a Oficina de Plantas Medicinais. A atividade será uma oportunidade para nos conectar com o conhecimento ancestral e com os saberes populares que são transmitidos de geração em geração.
O sábado será ainda dia de criar na Oficina de Pipas do Museu! Também será dia de ouvir várias histórias inspiradoras na Contação de Histórias.
A festa terá ainda sessões de teatro da peça ‘É o Fim da Picada!’. A esquete aborda de forma lúdica e divertida doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. As risadas são garantidas!
Música para todas as idades!
Teremos muita música ao longo do dia. Pela manhã, o ‘Bailinho da Fuzarca’ vai animar bebês, crianças e todas as famílias com brincadeiras e um repertório musical que passeia pelo universo infantil e MPB.
A tarde começa com outra atração empolgante! Na 'Batalha do conhecimento', quatro Mc's vão se enfrentar em uma disputa leve e repleta de conhecimento e talento. E o público poderá interagir, escolhendo temas para os duelos e até travando batalhas com os artistas!
A última apresentação musical do dia será com o Música na Calçada, banda que é fruto de oficinas musicais desenvolvidas no Espaço Casa Viva/RedeCCAP, em Manguinhos.
Exposição, Encontro de pintores e mais
O aniversário do Museu terá mais duas atrações extras. Uma delas é o ‘Urban Sketchers Rio’, um encontro global de artistas e entusiastas do desenho de observação, que será realizado na Praça Pasteur. Também teremos o ‘MIIM – Museu da Imagem Itinerante das Imagens da Maré’, que ficará em exposição no Centro de Recepção do Museu.
Quem passar pelo campus, poderá ainda conferir todas as demais atividades Museu! O Castelo Mourisco estará aberto à visitação, assim como a exposição ‘Vida e Saúde: relações (in)visíveis’, no prédio da Cavalariça. O Trenzinho da Ciência, o Borboletário, o Parque da Ciência e a Pirâmide completam a festa!
O ‘Museu Tá On! 26 anos de ciência e diversão no Museu da Vida Fiocruz’ é uma iniciativa do Museu da Vida Fiocruz, da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, com gestão cultural da Associação Amigos do Museu da Vida Fiocruz e apoio institucional da Fundação de Apoio à Fiocruz - Fiotec. Conta ainda com patrocínio das empresas Merck, Abbott e White Martins, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Confira a programação completa da festa.
Serviço:
'O Museu Tá On! 26 anos de ciência e diversão no Museu da Vida Fiocruz'
Quando: 24 de maio, das 10h às 16h, com abertura dos portões às 9h30
Onde: Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro – RJ
Entrada gratuita e livre. Não é necessário agendamento.
Mais informações: recepcaomv@fiocruz.br
O Programa de Iniciação à Produção Cultural do Museu da Vida Fiocruz (Pró-Cultural) estará com inscrições abertas em março para a nova turma 2025. Jovens moradores dos territórios dos Complexos de Manguinhos, Maré, Alemão e da Favela do Jacarezinho poderão se inscrever nos dias 10, 11 e 12 de março na sede do Museu da Vida Fiocruz (Av. Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro – RJ). Com duração de abril a novembro, o Pró-Cultural é um programa de formação na área de produção cultural exclusivo para jovens de territórios de favela da Fiocruz e proximidades.
A iniciativa oferece atividades educativas variadas, como formação inicial em Produção Cultural, filmes, palestras, oficinas, debates, visitas a museus e centros culturais, buscando promover a inserção dos jovens no mundo do fazer cultural. Ao final, os participantes recebem um certificado de Iniciação à Produção Cultural. Cerca de 350 estudantes já foram contemplados pelo programa desde sua criação, em 2012. Em 2025, as aulas começam em 15 de abril, e acontecem de terça a quinta-feira, das 14h às 17h. Todos os 25 participantes recebem bolsa-auxílio mensal no valor de R$400.
“O Programa trabalha arduamente a autoestima de cada participante, promovendo e incentivando a continuidade dos estudos, como a faculdade. A autoestima floresce em tudo, desde os cabelos, roupas, modo de falar e interesses em geral. Como a maioria dessa juventude é negra e mora em favelas, trabalhamos o antirracismo, trazendo pessoas do movimento negro para refletir com a turma. Fazemos visitas técnicasculturais uma vez por mês para que conheçam museus e centros culturais da cidade, a fim de ampliar sua cultura geral e seus horizontes. Vejo que os jovens saem ao final da formação mais preparados para enfrentar toda essa injustiça que convive com cada um deles dia após dia”, explica Carmen Evelyn Mourão, coordenadora do Pró-Cultural.
Todos os candidatos a uma vaga no Pró-Cultural precisam ser aprovados em processo seletivo, que é dividido em três etapas: entrega de documentação (identidade, CPF, declaração da escola e comprovante de residência – originais e cópias), redação e entrevista. O resultado final será divulgado no site do museudavida.fiocruz.br em 02 de abril.
Para concorrer a uma vaga no Programa de Iniciação à Produção Cultural – Pró-Cultural, é preciso preencher todos os requisitos abaixo:
– Ter entre 16 e 21 anos de idade;
– Estar cursando o 2º ou 3º ano do ensino médio em escolas públicas de Manguinhos, Alemão, Maré, Jacarezinho e proximidades;
– Ser morador dos bairros e territórios de Manguinhos, Alemão, Maré e Jacarezinho;
– Ter disponibilidade para aulas presenciais nas tardes de terça, quarta e quintas-feiras.
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato com os telefones (21) 3865-2130 ou 3865-2102.
Serviço
Pró-Cultural 2025: processo seletivo
Data: 10, 11 e 12 de março – Horário: das 10h às 12h e das 14h às 16h
Endereço: Sala de Vídeo do Centro de Recepção do Museu da Vida Fiocruz – Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro – RJ
A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) abriu chamada pública para a seleção de até quatro bolsistas de nível de pós-doutorado. A chamada contempla os quatro departamentos da Casa de Oswaldo Cruz: Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde (Depes); Museu da Vida; Departamento de Patrimônio Histórico (DPH); e Departamento de Arquivo e Documentação (DAD). A concessão das bolsas tem como objetivo promover a realização de estudos avançados e inovadores, a fim de fortalecer a pesquisa e os programas de pós-graduação stricto sensu da Casa. As inscrições estão abertas até 9 de outubro.
Para participar do processo seletivo, é necessário ter diploma de doutorado (ou ata de defesa de tese, para defesas recentes). A titulação deve ter sido obtida, no máximo, há cinco anos completos até a data limite de submissão de candidatura. A duração da bolsa para realização do pós-doutorado será de até um ano, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses.
As inscrições deverão ser feitas através do e-mail selecaoposdoc@fiocruz.br. Os resultados serão divulgados em 23 de outubro e o início das atividades está previsto para 1º de novembro. Para mais informações de como concorrer e os requisitos exigidos, consulte a chamada pública.
Amanhã, 29 de maio, tem cinema no Centro de Recepção do Museu da Vida - é a exibição do documentário “Xawara e Saúde”, produzido e realizado pela VideoSaúde Distribuidora, o vídeo aborda a emergência sanitária Yanomami.
A exibição acontece às 11h30 e é aberta ao público, que poderá, ao final da exibição, bater papo com Daniela Muzi e Paulo Castiglioni Lara, realizadores do filme, sobre audiovisual e saúde e os bastidores da produção. A mediação do bate-papo será feita pelo jornalista Adriano De Lavor, da Revista Radis.
Após assistir ao vídeo e participar do bate-papo, os participantes poderão ir até o Museu da Vida e ver a exposição “O céu que nos protege – vidas e vozes na Terra Yanomami”, que reúne os materiais produzidos em campo pelas equipes da VideoSaúde Distribuidora, Canal Saúde e Programa Radis de Comunicação e Saúde, que documentaram as ações desenvolvidas em resposta à emergência de saúde na Terra Yanomami. A exposição fica até o dia 30 de junho.
Realizado em abril de 2023 no Território Yanomami e na Casa de Apoio à Saúde Indígena Yanonami (Casai-Y), em Boa Vista (RR), o documentário acompanha as ações de assistência à saúde contra a “xawara” (doença), com depoimentos de lideranças indígenas e profissionais de saúde em meio à emergência sanitária yanomami e registrando a atuação, pela primeira vez de forma ampla no SUS, dos gestores de saúde coletiva indígena.
Tempo de comemorar
O evento marca os 36 anos da VideoSaúde Distribuidora, com diversas ações que vêm ocorrendo ao longo de maio, como o lançamento do documentário “Xawara e Saúde” na TVE Bahia e celebrar a marca de 400 filmes da Plataforma de Filmes VideoSaúde.
Para Daniela Muzi, coordenadora da VideoSaúde, o aniversário da distribuidora de vídeos da Fiocruz representa “a reafirmação de nosso compromisso com a sociedade de trazer ao debate e para a reflexão, por meio da linguagem audiovisual, temas importantes para a saúde pública”.
Muita coisa mudou nos 36 anos da VideoSaúde Distribuidora, como é mostrado no vídeo comemorativo feito pela equipe, onde é mostrada a evolução da tecnologia de armazenamento e exibição dos filmes neste período. Segundo Daniela, “de lá para cá, tivemos 10 formatos de mídias para gravação e suportes de distribuição, na verdade onze, se contarmos agora com o streaming.” Ela acredita que para os próximos 36 anos muitas coisas mudarão, mas “eu espero, ou melhor, desejo, que possamos continuar com a nossa missão contribuindo de formas cada vez mais inovadoras e criativas e alcançando novos públicos, pois o debate sobre saúde e ciência deve ser ampliado para toda a sociedade, junto a cidadãos de todas as idades”.
Para hoje, Daniela Muzi quer apenas um compromisso para a VideoSaúde: “confirmar mais uma vez o voto, no caso, do nosso "casamento" com o SUS e levar adiante a nossa missão de fortalecê-lo.”
Exibição do documentário Xawara e Saúde
Data: 29/5 (quarta-feira)
Horário: 11h30
Local: Centro de Recepção do Museu da Vida
Assista o trailer do documentário Xawara e Saúde abaixo:
#ParaTodosVerem: Imagem de um grupo de pessoas indígenas ao fundo, entre crianças, homens e mulheres, alguns sentados e outros em pé. À frente, uma criança indígena carregando uma pequena bacia. No centro, os dizeres: "Exibição de documentário e bate-papo: XAWARA E SAÚDE", abaixo informações sobre a exibição, como data, horário e local.
Nos dias 15 e 16 de agosto, a quinta edição do Fórum Fiocruz de Memória discute o tema Memória, construção do futuro. O evento será realizado a partir das 9h no auditório do Museu da Vida Fiocruz, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro. Palestras, exibição de vídeo, lançamento de iniciativas de valorização da memória e minicursos para convidados fazem parte da programação.
Espaço de reflexão, compartilhamento e divulgação de experiências em curso na Fiocruz sobre seus desejos e lugares de memória, o Fórum integra a Política de Memória Institucional da Fundação. Aprovado em 2019, o documento orienta as iniciativas que visam recuperar, registrar, valorizar e difundir a memória da Fiocruz.
A mesa de abertura contará com a presença da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado, do diretor da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Marcos José de Araújo Pinheiro, e do coordenador da Coordenação Executiva da Política de Memória Institucional da Fiocruz, Diego Bevilaqua.
Memória institucional: panorama da produção recente da Fiocruz
Realizado na semana em que a Fundação celebra o aniversário de nascimento de Oswaldo Cruz (5 de agosto de 1872), o Fórum inclui em sua programação a sessão Memória institucional na Fiocruz: lançamentos e panorama, coordenada por Raquel Aguiar, coordenadora de Comunicação e Jornalismo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Na ocasião será exibido o vídeo Expressões de memória: panorama da produção recente da Fiocruz.
Em seguida, diversas unidades da Fiocruz apresentarão iniciativas de valorização da memória institucional, incluindo o pré-lançamento do catálogo digital Marcas de Oswaldo Cruz – realização conjunta do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) e da COC/Fiocruz – e das atividades comemorativas do centenário do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).
Na ocasião, serão lançadas também as séries Trajetórias de Manguinhos, do Centro de Estudos do IOC, e Fiocruz Preservando o Patrimônio das Ciências e da Saúde, produzida pela COC/Fiocruz, além da exposição virtual 66 anos da Fiocruz Bahia.
Na mesa-redonda Experiências em memória institucional, Ana Paula Goulart Ribeiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Fabrício Ribeiro, do Sesc São Paulo, apresentarão os temas Memória empresarial: práticas e desafios conceituais e O lugar da memória em instituições culturais e socioeducativas: a experiência do Sesc São Paulo, respectivamente. A mediação será de Lucina Matos (Cogepe/Fiocruz).
Representantes das unidades da Fiocruz participam de minicursos
Dois minicursos serão oferecidos a convidados durante o fórum. O primeiro – Projetos e acervos de história oral em ações de memória institucional: uma introdução – será ministrado por Verena Alberti, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na tarde de 15 de agosto.
No dia 16, representantes das unidades da Fiocruz de todo o Brasil participarão do minicurso Acervos na Política de Memória da Fiocruz. Pela manhã, Fátima Duarte de Almeida e Maria Claudia Santiago (Icict/Fiocruz) falam sobre acervos bibliográficos e memória. Em seguida, Karina Veras Praxedes (COC/Fiocruz) discute o papel dos arquivos na construção da memória institucional e a gestão de documentos.
À tarde, Aline Lacerda e Inês Nogueira (COC/Fiocruz) abordarão, respectivamente, os temas O papel dos arquivos na construção da memória institucional: o arquivo permanente e seus usos culturais e Objetos e memória institucional: intercâmbios possíveis.
Em mais uma parceria com o Museu da Vida da Fiocruz, a Plataforma de Filmes VideoSaúde lança Invasores, uma websérie que faz um curioso paralelo entre os vírus biológicos e os vírus de computador, mostrando a potência do trabalho em equipe. Desenvolvida pelo Museu, Invasores é a história de um jogo on-line, disputado por duas equipes e que traz o tema da vacinação.
O jogo aborda a responsabilidade de cada um sobre a saúde coletiva e o perigo e impacto das fake news. Há muitas aventuras e consultoria de diversos cientistas, biólogos e infectologistas. No dia do campeonato acontecem mudanças na equipe Triovalente. A personagem Cecília, grande fera dos games, está com sarampo. Bárbara entra no seu lugar e ajuda a resolver o grande mistério de um vírus que invade o sistema dos computadores do campeonato.
Indicações Web Festival
Invasores acaba de receber sete indicações no Rio Web Festival - o maior de webséries global. As indicações, na edição brasileira, foram: Melhor websérie brasileira; Melhor websérie infanto-juvenil; Direção (infanto-juvenil); Elenco (infanto-juvenil); Figurino; Direção de Arte; e Edição. Concorre, ainda, ao júri popular. O festival vai acontecer no final de novembro, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.
"Mais um trabalho coletivo do Museu da Vida Fiocruz, Invasores que segue como um importante espaço de interação entre a Fiocruz e a sociedade. Estamos muito felizes com o resultado deste trabalho e, principalmente, com as indicações da websérie ao prêmio que recebemos”, conta Heliton Barros, chefe do Museu da Vida Fiocruz.
Para a equipe da VideoSaúde (Icict/Fiocruz), disponibilizar conteúdo qualificado e criativo casa com a sua proposta de desenvolver e difundir filmes lúdicos, com dados checados e que adotem dispositivos narrativos inovadores. Mais que isso: a Plataforma VideoSaúde amplia a lista de títulos também voltados aos públicos infantil e juvenil e sobre temas estruturantes e emergentes no campo da saúde coletiva e da divulgação científica. Ainda mais ao estrear a websérie na Plataforma durante a tradicional Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) edição 2022.
Assista aqui ao primeiro episódio da série:
Acesse aqui para assistir aos demais episódios já disponíveis.
Um livro, uma maleta contadora de histórias e um e-book. Três formas diferentes e gostosas de divulgar ciência que estão surgindo com o projeto “Nos Trilhos da Ciência”, lançado no Museu da Vida. A ideia é conversar com crianças de 5 a 10 anos sobre a descoberta da doença de Chagas — que, em 2019, completou 110 anos desde o grande anúncio de Oswaldo Cruz à Academia Nacional de Medicina. As motivações para a iniciativa são duas: a paixão da museóloga e educadora Claudia Oliveira por histórias e crianças. Foi ela quem idealizou e coordenou o projeto.
Com linguagem lúdica, o livro infantil “Nos Trilhos da Ciência” conta os caminhos percorridos pelo cientista brasileiro Carlos Chagas ao descobrir três coisas muito importantes: um inseto conhecido como barbeiro que transmitia a doença por meio de seu cocô; o microrganismo causador da enfermidade, o Trypanosoma cruzi; e os sintomas da doença, que acabou por receber o nome do pesquisador. Realmente, é um feito e tanto: ele acertou uma cajadada em cada um dos três pontos de interrogação relacionados à doença até então desconhecida.
A história começa no Rio de Janeiro, quando o seu tutor, o médico Oswaldo Cruz, enviou Chagas com outros pesquisadores ao interior de Minas Gerais para atender trabalhadores que estavam padecendo de malária. Chegando lá, ele descobriu um novo inseto que picava os moradores no rosto, o tal do barbeiro. Motivado por curiosidade, resolveu analisá-lo ao microscópio e percebeu que havia microrganismos que habitavam o intestino do inseto. A história se desenrola até o momento em que todo o ciclo da doença é desvendado.
“Sempre tive prazer em contar histórias. Ainda criança, quando havia oportunidade, por muitas vezes reunia meus primos. Estando no Castelo como mediadora, um lugar muito especial que atrai, diariamente, a atenção de quem está e de quem não está na Fiocruz, me apaixonei pela história de Oswaldo Cruz”, revela Cláudia, que já escreveu o livro infantil “Oswaldo e seu Castelo”, contando a ideia de Oswaldo Cruz ao construir o edifício que hoje é conhecido como Castelo Mourisco. A primeira publicação está disponível para download gratuito no site do Museu da Vida. “No exercício da mediação no Museu, tendo a certeza de minha afinidade com o público infantil e pensando em minha realidade quando criança, o que me instigava era aproveitar, da melhor maneira, o patrimônio da Fiocruz para conversar com crianças”, ressalta.
Junto com o primeiro livro, lançado em 2011, o cenário do Castelo ganhou um novo personagem: um avental de histórias que, até hoje, anima as sessões dos contadores de histórias no prédio. Agora, com o projeto “Nos Trilhos da Ciência”, uma maleta dará vida às histórias que são contadas no livro. A atividade entrará na programação mensal do Museu da Vida a partir de 2020. “As crianças pequenas não deveriam entrar e sair do Castelo sem despertar para temas tão importantes. E nós, mediadores, não deveríamos desperdiçar a oportunidade de ouvir o que as crianças muito pequenas trazem. É um aprendizado mútuo que só poderia acontecer a partir da brincadeira”, defende Cláudia.
Se a história é importante, a ilustração é fundamental. O ilustrador do projeto, Caio Baldi, acredita que a linguagem da ilustração pode e deve ser utilizada pela divulgação científica porque desperta os sentidos. “No livro e no e-book, são usados termos mais científicos. Talvez alguém pense que as crianças não podem assimilá-los. Mesmo que a criança não saiba o nome científico de um vírus ou de uma bactéria, a ilustração vai atuar no interesse da criança por determinado assunto”, pontua.
E, como bem lembrou Caio, o projeto ainda tem um e-book. A atuação de Carlos Chagas e Oswaldo Cruz no episódio da doença de Chagas é narrada por meio de recursos diversos, como áudio, vídeos, animações, galerias de foto e informações complementares, as quais podem ser acessadas pelas crianças ou trabalhadas por pais e professores. Por exemplo, na terceira tela do e-book, é possível clicar no item “Família” e acessar uma seção com imagens em que Oswaldo Cruz aparece com familiares em diferentes momentos. O projeto conta também com audiodescrição.
Olha a notícia boa: o Museu da Vida está em busca de estudantes de graduação para atuar no campo da educação não formal e da divulgação científica para atender os visitantes.
Os candidatos devem ser alunos do 3º, 4º e 5º períodos dos seguintes cursos: artes cênicas, ciências biológicas, comunicação social, educação artística, física, geografia, história, letras, matemática, museologia, pedagogia, produção cultural, química, entre outras. É necessário enviar currículo para o endereço eletrônico seducs.mv@gmail.com ou entregá-lo impresso na portaria do Museu da Vida, até o dia 4 de fevereiro, das 9h às 16h.
Os bolsistas terão a oportunidade de se envolver em projetos, conhecimentos e práticas de educação não formal, divulgação e popularização da ciência. Ao longo do estágio, que dura 12 meses, os jovens poderão participar de ações e atividades educativas vinculadas a projetos institucionais na área do atendimento a diferentes públicos em exposições do Museu da Vida.
Os alunos se dedicam por 20 horas semanais e recebem uma bolsa no valor de R$ 540. O estágio pode ser renovado por mais 12 meses.
A formação inicial ocorre, periodicamente, nos meses de fevereiro e julho. Há também atividades específicas de formação sempre na última segunda-feira de cada mês.
Leia o edital de seleção, compartilhe com amigos e inscreva-se!
Fonte: Museu da Vida/Fiocruz
Nos dias 31 de julho e 1º de agosto, a Tenda da Ciência Virgínia Schall vai sediar o simpósio "A ciência da divulgação científica: a construção de um campo acadêmico", que buscará pensar e debater a pesquisa na área de divulgação científica. O encontro é gratuito, não requer inscrição e contará com tradução simultânea. A ocasião também vai marcar o início do semestre letivo do mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde 2017.
Já estão confirmadas as participações de Bruce Lewenstein (Cornell University), Dominique Brossard (Wisconsin University), Melanie Smallman (University College London), Martha Marandino (USP), Yurij Castelfranchi (UFMG), Sibele Cazelli (Mast), Simone Pallone (Unicamp), Claudia Juberg (UFRJ), Jéssica Norberto (Fundação Cecierj), Luiz Bento (Fundação Cecierj), Luisa Massarani (Museu da Vida/COC/Fiocruz, RedPop, PCST), Luís Amorim (Museu da Vida/COC/Fiocruz) e Carla Almeida (Museu da Vida/COC/Fiocruz).
A organização é do Museu da Vida, do mestrado acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde e da especialização em Divulgação e Popularização da Ciência, ambos da Casa de Oswaldo Cruz, e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia voltado para a Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, com o auspício da Rede Internacional de Comunicação Pública da Ciência e da Tecnologia (PCST, em sua sigla em inglês) e da Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología en América Latina y el Caribe (RedPOP).
Para mais informações, escreva para nedc.fiocruz@gmail.com.
Fonte: Museu da Vida