Em alusão ao Dia Internacional contra a Discriminação Racial e integrando a mobilização dos 21 dias de ativismo contra o racismo, o Serviço de Gestão do Trabalho do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz(SGT/Icict/Fiocruz) promoveu uma roda de conversa sobre ancestralidade, identidade, cultura, saúde e direitos. A ação integra o Projeto Òdàrà, iniciativa voltada à promoção da equidade racial e ao fortalecimento de ambientes institucionais antirracistas. O evento foi realizado no dia 23 de março, na Biblioteca de Manguinhos, e contou com a participação de Luiza Santiago (Esem); Thamires Santos (Dona da Trança); Ignez Teixeira (Atitude Negra); Marcelo Monteiro (Cetrab); Mariana Gino (Ceap); Monique França (FioSaúde) e Guilherme Blum (Bucalidade Negra). O encerramento ficou por conta do desflie das Òrìṣàs e dos estudantes da Escola Sesc de Ensino Médio (Esem). O encontro pode ser conferido no canal da VideoSaúde no Youtube.
21 Dias de Ativismo Contra o Racismo: o que é a campanha?
A Campanha dos 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo é uma frente de luta apartidária, sem fins lucrativos e autogestionada, com a missão de pautar a luta antirracista em diferentes escalas e contextos como uma ação diária e contínua.
A proposta foi criada pela ativista Luciene Lacerda, que mobilizou um conjunto de ativistas pela primeira vez em 2016 para fortalecer o 21 de março, Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. Esta data foi decretada pela ONU em memória do Massacre de Sharpeville, em Joanesburgo, quando em 1960 uma manifestação pacífica contra o regime do apartheid e a Lei do Passe foi violentamente reprimida pelo governo sul-africano. A ação resultou em 69 mortos e 186 feridos. Seis anos depois, em 1966, a Organização das Nações Unidas instituiu o dia 21 de março como data internacional de combate à discriminação racial. Embora o 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, seja amplamente reconhecido, a luta negra e antirracista se expressa em múltiplas datas e narrativas. Em um país onde 56% da população é negra, é fundamental lembrar essas diversas lutas, que ecoam tanto as resistências africanas contra a opressão quanto os combates travados na Diáspora Africana.
Durante os 21 dias de ativismo, promovem-se interações com ativistas de várias cidades e países para que apresentem suas formas de atuação e suas principais lutas regionais. O objetivo é fomentar debates e ações da pauta antirracista, realizando trocas que fortaleçam a internacionalização das resistências.
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Curso Letramento Racial fortalece debate sobre racismo, equidade racial e práticas transformadoras
No âmbito da Campanha dos 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo, o Campus Virtual Fiocruz segue engajado no movimento da luta antirracista. Através do curso Letramento Racial para Trabalhadores do SUS, amplia e fortalece o debate sobre racismo institucional, equidade racial e práticas transformadoras no SUS, com conteúdos interativos, recursos abertos e acessíveis. A formação, totalmente online, gratuita e autoinstrucional, está em sua segunda edição, já certificou mais de 28 mil pessoas e segue com as inscrições abertas. A iniciativa propõe um mergulho crítico nas relações entre racismo e saúde e defende que ser antirracista é um compromisso ético e político, além de ser também um passo necessário para garantir o direito universal à saúde.
Este curso foi o primeiro produto publicado no âmbito do edital Inova Educação - Recursos Educacionais Abertos, promovido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC).
Conheça a formação, dividida em dois módulos, com carga horária total de 30h e inscreva-se já!
Módulo 1 – Relações entre o racismo e a saúde como direito no Brasil - 15h
Módulo 2 - Prática antirracista como princípio do trabalho em saúde - 15h
+Inscreva-se já no curso Letramento Racial para Trabalhadores do SUS
"Trabalhamos por uma transformação digital no SUS que fortaleça a democracia, busque a equidade, a solidariedade, a inclusão e que respeite os direitos humanos", disse a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (Seidigi/MS), Ana Estela Haddad, na ocasião da aula inaugural do curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. Segundo ela, as tecnologias digitais podem e devem impactar positivamente a saúde, no entanto, é necessário que, à luz do SUS, essa transformação não seja guiada pelas mesmas regras e lógicas da transformação maciça e ampla que estamos vivendo na sociedade como um todo. A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, o diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Adriano Silva, e a assessora da VPEIC e uma das coordenadoras da formação, Mel Bonfim também participaram do lançamento do curso. A aula foi transmitida ao vivo e está disponível no canal do Campus Virtual no youtube.
+Assista aqui à aula de abertura
Esta é a primeira edição desse curso de cunho nacional, oferecido em todas as regiões do país e que acumulou mais de 5 mil inscrições, com cerca de 2.700 matrículas homologadas. Sua realização é uma responsabilidade do Icict e o Campus Virtual Fiocruz no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da VPEIC, através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio da Seidigi/DataSUS/MS.
Saúde digital, um eixo estratégico da política de saúde no Brasil
Ana Estela demonstrou alegria com o início do curso, destacou a grande procura pela nova formação e parabenizou os selecionados. Com o tema “Sistema Único de Saúde: Potencialidades e desafios na Informação, Saúde Digital e Inteligência Artificial”, durante sua palestra, a secretária fez um percurso pela área da informação e saúde digital ao longo dos últimos 20 anos, mostrou diferentes ferramentas e iniciativas já desenvolvidas e apontou que a saúde digital é um campo em construção, reconstrução e ressignificação. Para ela, a criação da Seidigi demonstra que a saúde digital deixou de ser um projeto isolado para se tornar uma política estruturante dentro do Ministério da Saúde.
Entre iniciativas de destaque, Ana Estela falou sobre o aplicativo 'Meu SUS digital', a telessaúde e também sobre a Rede Nacional de Dados de Saúde (RNDS). Com foco na experiência do cidadão através do app, ela enfatizou que a "tecnologia deve servir ao empoderamento do paciente, oferecendo transparência e acesso fácil a históricos de vacinação, exames e agendamentos". Sobre o papel estratégico da telessaúde, a secretária a descreveu como uma "ferramenta de justiça social, capaz de levar especialistas a regiões remotas e vazios assistenciais". Já a RNDS foi descrita por ela como a "espinha dorsal" da integração do sistema. "Ao priorizar a interoperabilidade, o Ministério da Saúde busca garantir que o histórico clínico do paciente o acompanhe em qualquer ponto do território nacional", disse Ana Estela, afirmando que “essa infraestrutura é vital para evitar a duplicidade de exames e garantir a continuidade do cuidado, transformando dados brutos em inteligência assistencial”.
A secretária encerrou sua participação alertando que a revolução tecnológica no SUS exige um compromisso rigoroso com a ética e a formação humana. Ela reforçou a importância da conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a urgência de políticas de literacia digital para os profissionais de saúde, especialmente os que atuam na ponta do sistema. Em sua visão, o fortalecimento da soberania tecnológica nacional e a segurança cibernética são as garantias de que a inovação resultará em um sistema de saúde mais ágil, moderno e fundamentalmente inclusivo para as próximas gerações.
Especialização em saúde digital com abrangência nacional
A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz, destacou a relevância do curso, não somente para fortalecer ações de saúde que estão vinculadas à saúde digital, mas também para reduzir desigualdades: “É muito bom chegar aqui e ver pessoas das diferentes partes e regiões do país. Está em nossa missão institucional reduzir desigualdades e podemos ver esse potencial na natureza dessa nova formação". Marly completou dizendo que há uma grande demanda sobre essa área. Ela espera que a formação seja um sucesso e que possa haver outras edições: “É importante que a gente possa mergulhar nesta primeira versão com o compromisso de que o curso venha contribuir para a produção do conhecimento, para uma reflexão mais profunda sobre os nossos desafios, mas que a gente também possa tirar lições aprendidas, inclusive para aperfeiçoar outras possíveis versões”.
O diretor do Icict, Adriano Lopes, agradeceu a oportunidade de realizar a primeira edição do curso e proporcionar o debate sobre gestão de dados em saúde e sistemas de informação, pensando sempre nos avanços tecnológicos: “Penso muito sobre como esse campo é dinâmico, sobre como não nos permite descanso, pois a tecnologia avança, em especial, nos estudos de informação e comunicação em saúde, os sistemas mudam e cada vez nos impõem desafios imprescindíveis”.
A assessora da VPEIC e coordenadora da formação juntamente com Carolina Carvalho e Mônica Magalhães, Mel Bonfim, citou Paulo Freire afirmando que a "educação é um ato político. É impossível ser neutro. Quem decide pela neutralidade já optou por uma posição", disse ela, detalhando que, inspirados pela educação que transforma, o sentimento com a abrangência do curso é de orgulho. "Podemos dizer que o Brasil está aqui representado, seja pelas cinco regiões, seja pela diversidade assegurada, pela política da Fiocruz e pela política do Ministério da Saúde de compromisso com as ações afirmativas".
O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam, nesta sexta-feira, 6 de março, o resultado final da seleção para o curso de Especialização em Dados e Sistemas de Informação para o SUS - Turma 2026.
+Clique aqui e confira o resultado final da seleção
Fique atento(a)! A coordenação do curso informa que o período de matrícula acontece entre os dias 6 e 11 de março, no entanto, ressalta-se que os candidatos classificados dentro do número de vagas terão apenas 48 horas úteis para enviar a documentação e garantir sua vaga na especialização.
Candidatos que não enviarem a documentação no prazo serão desclassificados. De forma subsequente, serão convocados candidatos suplentes. É de inteira responsabilidade do candidato manter o e-mail de cadastro atualizado e verificar, incluindo a caixa Spam, as mensagens encaminhadas pela Secretaria Acadêmica (seca.icict@fiocruz.br).
Os selecionados receberão um e-mail de confirmação de matrícula, que deve ser respondido no prazo exigido. Para a efetivação da matrícula são exigidos os seguintes documentos:
Atenção aos candidatos à especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam, nesta quarta-feira, 4 de março, o resultado das entrevistas da Comissão de Avaliação Biopsicossocial e da Comissão de Heteroidentificação Racial. Foram convocados para essa entrevista os candidatos que concorrem às vagas PcD e Pessoas Negras (pretas e pardas), respectivamente.
Confira o resultado das entrevistas:
O candidato que desejar solicitar revisão do resultado da entrevista de Heteroidentificação Racial e Avaliação Biopsicossocial, deverá apresentar recurso, por meio de formulário online somente no dia 5 de março de 2026!
Fique atento(a)! A coordenação do curso informa que o período de matrícula acontece entre os dias 6 e 11 de março, no entanto, ressalta-se que os candidatos classificados dentro do número de vagas terão apenas 48 horas úteis para enviar a documentação e garantir sua vaga na especialização.
Candidatos que não enviarem a documentação no prazo serão desclassificados. De forma subsequente, serão convocados candidatos suplentes. É de inteira responsabilidade do candidato manter o e-mail de cadastro atualizado e verificar, incluindo a caixa Spam, as mensagens encaminhadas pela Secretaria Acadêmica (seca.icict@fiocruz.br).
Os selecionados receberão um e-mail de confirmação de matrícula, que deve ser respondido no prazo exigido. Para a efetivação da matrícula são exigidos os seguintes documentos:
Atenção aos candidatos à especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) comunicam que as entrevistas da Comissão de Avaliação Biopsicossocial e da Comissão de Heteroidentificação Racial acontecerão entre os dias 23 e 27 de fevereiro. Foram convocados para essa entrevista os candidatos que concorrem às vagas PcD e Pessoas Negras (pretas e pardas), respectivamente. Detalhes sobre data, horário e link foram enviados por e-mail aos convocados.
Confira o resultado das entrevistas e dos recursos:
Resultado das Entrevistas
Resultado dos Recursos
Fique atento(a)! A coordenação do curso informa que o período de matrícula acontece entre os dias 6 e 11 de março, no entanto, ressalta-se que os candidatos classificados dentro do número de vagas terão apenas 48 horas úteis para enviar a documentação e garantir sua vaga na especialização.
Candidatos que não enviarem a documentação no prazo serão desclassificados. De forma subsequente, serão convocados candidatos suplentes. É de inteira responsabilidade do candidato manter o e-mail de cadastro atualizado e verificar, incluindo a caixa Spam, as mensagens encaminhadas pela Secretaria Acadêmica (seca.icict@fiocruz.br).
Os selecionados receberão um e-mail de confirmação de matrícula, que deve ser respondido no prazo exigido. Para a efetivação da matrícula são exigidos os seguintes documentos:
O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam a lista de convocados para a entrevista de seleção e também a errata dessa lista para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. As entrevistas acontecerão entre 4 e 10 de fevereiro. Vale ressaltar que os convocados receberão por e-mail as informações sobre a entrevista, com dia, hora e link de participação. A divulgação do resultado final com o nome dos aprovados na especialização está prevista para o dia 6 de março. Buscando a transparência do processo de seleção da especialização, a secretaria acadêmica do curso soltou também a lista de selecionados com os horários das inscrições. Confira!
Fique atento(a)! A coordenação do curso solicita especial atenção ao e-mail cadastrado, recomendando também a verificação da caixa de spam. Caso algum candidato selecionado não receba a mensagem, pedimos que entre em contato com a Secretaria Acadêmica do curso pelo e-mail: seca.icict@fiocruz.br
Acesse:
+Lista de convocados para a entrevista
+Errata da lista de convocados para a entrevista
+Lista de convocados com horário de inscrição
A especialização é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Ao todo, estão disponíveis 100 vagas, distribuídas regionalmente, considerando políticas de ações afirmativas. A especialização, realizada na modalidade a distância, tem 400 horas de carga horária, com início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
O curso tem como objetivo o desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
Acesse aqui a lista de documentos que compõem essa chamada
*última atualização: 4/2, às 10h, com publicação da lista de selecionados com horário de inscrição
Lançado no ano passado, no contexto das comemorações pelos 125 anos da Fundação Oswaldo Cruz, o edital da Editora Fiocruz para a seleção de novos livros da Coleção Fazer Saúde no SUS entra em seus últimos meses para submissão de originais. A chamada convida autores e autoras a apresentarem obras que promovam o diálogo entre ciência, prática e gestão, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde, a ampliação do debate acadêmico e o subsídio a práticas e políticas no campo da saúde pública.
A coleção pretende reforçar seu vínculo com o sistema público de saúde, priorizando publicações com enfoque direto nas experiências, saberes e práticas desenvolvidas em diferentes territórios e serviços de saúde. O objetivo é fortalecer a formação crítica e a educação permanente de profissionais, gestores, pesquisadores e educadores que atuam nas redes do SUS.
Podem participar da chamada profissionais e pesquisadoras e pesquisadores vinculados a programas de graduação e pós-graduação em saúde, escolas técnicas do SUS, centros formadores e diferentes serviços de saúde, incluindo assistência, vigilância e gestão.
Todos os manuscritos encaminhados serão avaliados por uma comissão editorial, conforme os critérios descritos no edital oficial. Os textos devem empregar uma linguagem clara e acessível, respeitando a norma culta, e podem incluir gráficos, tabelas e ilustrações que facilitem a compreensão.
Além disso, os originais devem dialogar com a prática do SUS e seguir uma estrutura sugerida que contemple apresentação, campo teórico e conceitual, descrição das práticas e análise crítica das experiências.
Atenção: serão aceitos originais enviados até o dia 31 de maio de 2026.
As informações podem ser acessadas no site da Editora Fiocruz: Chamada Pública para livros da coleção Fazer Saúde no SUS | Portal Fiocruz
Os títulos da Coleção Fazer Saúde no SUS estão disponíveis nos formatos impresso e digital, nas livrarias física e virtual da Editora Fiocruz. Parte das obras pode ser acessada gratuitamente na plataforma SciELO Livros e no ARCA, repositório institucional da Fiocruz.
Com essa nova chamada pública, a Editora Fiocruz reafirma sua missão de disseminar conhecimento público e plural, fortalecendo a formação crítica de profissionais e o papel do SUS como instrumento de equidade e cidadania no Brasil.
Há 35 anos, o Brasil criou o maior sistema público de saúde do mundo: o SUS. Ele está presente da atenção básica aos transplantes. Do tratamento oncológico à vacinação. Dos quilombos às favelas. Das farmácias às escolas. Nas conferências, conselhos e espaços de participação popular. Nos supermercados, aeroportos, bares e restaurantes, nas casas e na vida das pessoas.
Mais do que presente, ele é conquistado dia a dia por meio da luta de trabalhadores e trabalhadoras, gestores e usuários que enfrentam os ataques e mantêm de pé o sistema que atende a uma população de 213 milhões de brasileiros, de forma universal, gratuita e integral, além de estrangeiros que visitam o país.
A Radis de dezembro (279) é dedicada a celebrar os 35 anos do SUS, que tomam como referência a criação da chamada Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080 de 19 de setembro de 1990). A Edição Especial traz reportagens que mostram como os princípios que inspiraram a criação do sistema — universalidade, integralidade e equidade — são vivenciados na prática. As matérias revisitam esses pilares e mostram, entre acertos e dificuldades, como cada um deles tem sido transformado em realidade. Acesse aqui.
Partindo da convicção de que esforços de pesquisa no campo da saúde, especialmente os financiados por recursos públicos, devem gerar valor e atender a necessidades de saúde da população, o webinário organizado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fundação Oswaldo Cruz (CEE-Fiocruz) irá apresentar resultados da pesquisa realizada com 26 coordenadores de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT/CNPq) da saúde sobre os desafios para a conexão entre o financiamento do INCT e as prioridades do Sistema Único de Saúde (SUS).
O debate online acontecerá nesta terça-feira, 16 de dezembro, às 14h, e será pautado na pesquisa apresentada no livro “Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação e os desafios de conexão com o SUS”, obra recém-publicada pela pesquisadora Patrícia Braga, integrante do grupo de pesquisa Desenvolvimento Sustentável, CT&I e Complexo Econômico-Industrial da Saúde do CEE (GPCEIS/CEE-Fiocruz). O livro trata da integração entre ciência e tecnologia com a saúde pública no Brasil tendo como pano de fundo as políticas do setor de CT&I em consonância com as políticas desse campo. A transmissão será pelo canal da VideoSaúde no Youtube.
Para a pesquisadora, é preciso aperfeiçoar a avaliação de Programas, como o Programa INCT, com relação ao impacto social das pesquisas propostas e de seus resultados. “O atual sistema de avaliação científica, centrado em critérios acadêmicos e desprovido de ferramentas analíticas capazes de mensurar impactos sociais da pesquisa não direcionam os investimentos para as prioridades do SUS”, destaca Patrícia Braga.
Outro destaque da pesquisa é a necessidade de aproximação entre os cientistas e os demais atores do Sistema Nacional de CT&I, como formuladores de políticas públicas e empresas, com o intuito de articulação dos esforços científicos para geração de impactos sociais e formação de recursos humanos para o campo da saúde.
Para debater estes desafios, o webinário convidou o Presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho e a pesquisadora da UFRJ Ligia Bahia. A abertura caberá ao coordenador-adjunto do CEE-Fiocruz, Alessandro Jatobá.
Para o mediador do debate, o pesquisador e professor da Fiocruz Carlos Gadelha, líder do grupo de pesquisa GPCEIS/CEE-Ensp/Fiocruz, “a ciência e a educação são parte essenciais da soberania e do desenvolvimento sustentável. Este debate será uma ótima oportunidade para uma discussão conjunta dos rumos para que o conhecimento científico e a educação se tornem uma política de Estado, sendo o caso da saúde exemplar por relacionar soberania, ciência e vida”.
O webinário é aberto a participação de todas e todos.
Programação webinário “Desafios da Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS”
Abertura: Alessandro Jatobá – coordenador-adjunto do CEE-Fiocruz
Debatedores:
Denise Pires de Carvalho - presidente da CAPES
Olival Freire Júnior - presidente do CNPq
Ligia Bahia - pesquisadora do IESC/UFRJ
Mediação:
Carlos Gadelha – coordenador do GPCEIS/CEE-Ensp/Fiocruz
Palestrante:
Patrícia Braga – pesquisadora GPCEIS/CEE-Fiocruz
Serviço:
Data: 16/12/2025
Horário: 14h às 16h
Transmissão da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz.
Depois do sucesso da primeira etapa — já são mais de 7 mil inscritos —, o Campus Virtual Fiocruz lança hoje o segundo módulo do curso "Introdução à análise de dados para pesquisa no SUS", ampliando a trilha formativa voltada a quem quer usar dados de forma estratégica no sistema público de saúde. A nova fase amplia os conhecimentos e aprofunda o uso de estatística descritiva e visualização de dados, elementos essenciais para quem trabalha na saúde pública e quer tornar o SUS mais eficiente e baseado em evidências. Destacamos que quem já se inscreveu na formação não precisa realizar novo cadastro! O curso, desenvolvido em parceria com o Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz) e o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), é voltado a profissionais do SUS, estudantes da saúde e pesquisadores de qualquer área. Ele é online, gratuito e autoinstrucional.
O segundo módulo, intitulado "Estatística descritiva e comunicação de resultados", traz duas aulas: Análise exploratória e descritiva; e Formas de visualização de dados e métodos analíticos. Ele abarca conteúdos práticos que permitem interpretar dados reais de saúde e transformá-los em informações estratégicas para planejamento, vigilância e gestão, permitindo assim que os profissionais contribuam com decisões mais embasadas e ações efetivas na busca por um SUS mais justo.
O primeiro módulo do curso contou com um lançamento especial presencial durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão 2025, realizado em Brasília, entre os dias 28 de novembro e 3 de dezembro. A iniciativa aconteceu no estande da Universidade Aberta do SUS (Unasus) no Congresso. O coordenador do curso, Carlos Antônio Teles Santos, do Cidacs/Fiocruz Bahia e a coordenadora de produção de cursos do Campus Virtual, Renata David, estava no encontro e conversaram com alunos e pesquisadores sobre a nova produção e apresentaram também as outras iniciativas do Campus Virtual Fiocruz.
O curso de Análise de Dados integra um movimento maior, que é a expansão do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS. Desenvolvido pela Fundação — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS, o Programa conta com a participação da Coordenação Institucional de Comunicação (Cinco/VPEIC/Fiocruz), o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde, do Instituto Aggeu Magalhães (Cidacs/IAM/Fiocruz Bahia), a Fiocruz Ceará, o Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz), a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), e ainda com outras unidades da Fundação e instituições de ensino e pesquisa.
Seu objetivo é qualificar profissionais de saúde para atuar na gestão e análise de dados para o SUS, bem como oferecer a estudantes de graduação e pós-graduação da saúde os temas da informação e ciência de dados, relacionando e aplicando o conhecimento profissional aos princípios da análise de dados e informações em saúde. A iniciativa prevê a elaboração e publicação de outros cursos de qualificação profissional sobre a temática, uma especialização e ainda disciplinas transversais para programas de pós-graduação da Fiocruz.
Além dos módulos 1 e 2 do curso de Análise de Dados, o Programa conta também com outros cursos já lançados: Introdução à Saúde Digital e Informação para o SUS: políticas e sistemas, que seguem com inscrições abertas.
Conheça a estrutura do curso e inscreva-se! Ele tem carga horária de 50h e um total de três módulos:
Conheça a estrutura do curso e inscreva-se! Ele tem carga horária de 50 horas e um total de três módulos.
Módulo 1 – Lógica e Linguagem de Programação
Aula 1 – Introdução à Lógica de Programação
Aula 2 – Introdução à Linguagem de Programação
Módulo 2 – Estatística Descritiva e Comunicação de Resultados
Aula 1 – Análise exploratória e descritiva
Aula 2 – Formas de visualização de dados e métodos analíticos
Módulo 3 – Modelos estatísticos
Aula 1 – Inferência Estatística
Aula 2 – Modelos Estatísticos: lineares e não lineares
Aula 3 – Dados com estruturas de dependência: Multiníveis, Séries Temporais e Sobrevida
Aula 4 – Aplicação dos modelos estatísticos