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Publicado em 20/05/2026

Seminário sobre sustentabilidade na preservação do patrimônio cultural: prazo prorrogado até 31/5

Autor(a): 
COC/Fiocruz

Diante do avanço das mudanças climáticas, a preservação do patrimônio cultural passou a exigir soluções inovadoras, colaborativas e socialmente responsáveis — com novos materiais, práticas e modelos de gestão capazes de responder a um cenário de riscos cada vez mais intensos. Diante deste cenário, a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) promove a terceira edição do Seminário Internacional de Valorização do Patrimônio Cultural, entre os dias 21 e 25 de setembro, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro. 

Tendo como tema central a sustentabilidade na preservação de bens culturais, o encontro reunirá pesquisadores, estudantes e profissionais para discutir estratégias inovadoras de enfrentamento aos impactos ambientais e climáticos sobre o patrimônio. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o trabalho colaborativo, estimular a formação de redes internacionais e promover o diálogo interdisciplinar em torno da temática. A submissão de trabalhos foi prorrogada até 31 de maio.  Já as inscrições para participantes serão realizadas entre 20 de julho e 15 de setembro. Saiba mais pelo site, clique aqui.  

O  evento contará com conferências e mesas temáticas voltadas à inovação em materiais e práticas de conservação; à gestão de riscos que envolvem pessoas, lugares e acervos; às mudanças climáticas e às estratégias de adaptação, resiliência e enfrentamento; além das relações entre patrimônio cultural e tecnologias sociais. A agenda inclui ainda oficinas teóricas e práticas, que acontecerão em formato remoto e presencial. Como desdobramento do encontro, será produzida uma publicação com artigos relacionados aos temas debatidos durante o evento. 

De acordo com os organizadores, ao articular patrimônio cultural e sustentabilidade, o seminário dialoga diretamente com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, reforçando o papel do patrimônio como recurso estratégico para respostas resilientes e socialmente inclusivas.  

O Seminário é promovido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com Universidade de Évora, Universidad Politécnica de València, Universidade Católica de La Plata, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Universidade Estadual de Campinas, International Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property (ICCROM), International Council on Monuments and Sites (ICOMOS-Brasil), International Council of Museums (ICOM-Brasil) e Climate Heritage Network – Latin America & Caribe, e conta com o apoio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

Crédito das fotos:

Luísa Kiefer/Divulgação CCMQ

Museu de Telecomunicações da UPV

Eduardo Brantes

J. Mendonça (COC/Fiocruz)

Publicado em 12/05/2026

Seminário discute controle de arboviroses e avaliação de políticas públicas em saúde

Autor(a): 
André Freire (Nethis/Fiocruz Brasília)

O controle de arboviroses e o uso de dados sociais e de saúde para avaliação de políticas públicas guiarão as discussões do terceiro seminário do 33º Ciclo de Debates do Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis), que acontece no dia 14 de maio, das 14h às 16h.

+Faça sua inscrição no Campus Virtual Fiocruz.

A atividade abordará como diferentes estratégias em saúde pública podem contribuir para orientar políticas e enfrentar desafios relacionados às condições de vida e ao acesso à saúde. Em contextos como o Delta do Parnaíba, ponto focal desta edição do Ciclo de Debates, essas questões ganham contornos próprios ao envolver fatores ambientais e vulnerabilidades sociais.

O seminário é aberto ao público e terá transmissão ao vivo pelo canal da Fiocruz Brasília no YouTube. Confira a composição da mesa de debate.

– Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz e líder do Método Wolbachia no Brasil (World Mosquito Program)

Tema: A Jornada de uma Bactéria contra Arboviroses

– Maurício Barreto, coordenador científico do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia)

Tema: Coorte de 100 milhões de Brasileiros, Estudo da Saúde da População e Avaliação do Impacto de Políticas e Intervenções

Moderação:
– Cláudio Maierovitch, pesquisador da Fiocruz Brasília

A Escola de Governo Fiocruz – Brasília emitirá certificado para os participantes inscritos que acompanharem a atividade. Não perca!

+Faça sua inscrição no Campus Virtual Fiocruz.

Essa atividade integra a programação do Observatório Armagedom, que focaliza temas estratégicos sobre a saúde pública, buscando contribuir para a formulação de políticas públicas, em especial, quanto ao enfrentamento de doenças infecciosas.

Mais informações: (61) 3329-4661 | nethis@fiocruz.br

 

 

 

 

#ParaTodosVerem Banner com uma fotografia no topo de uma paisagem com dunas de areia claras, água em primeiro plano, pequenos barcos e algumas cabanas à beira da praia, no topo está o título: Políticas Públicas e Impactos Socioeconômicos: um diálogo interdisciplinar. Logo abaixo, lê-se: 33º Ciclo de Debates do Nethis | 14 de maio - 14h. Na metade inferior do cartaz aparecem três fotografias de participantes do evento. Luciano Moreira — pesquisador da Fiocruz e líder do Método Wolbachia no Brasil (World Mosquito Program). O tema associado é: A Jornada de uma Bactéria contra Arboviroses, ele é um homem branco, com camisa social. Maurício Barreto — coordenador científico do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia). O tema associado é: “Coorte de 100 milhões de Brasileiros, Estudo da Saúde da População e Avaliação do Impacto de Políticas e Intervenções, ele é um homem com barba e cabelos brancos, está com uma blusa xadrez e óculos. O moderador será Cláudio Maierovitch — pesquisador da Fiocruz Brasília, um homem branco com cabelo e barba branca, está com uma blusa no tom escuro e óculos.

Publicado em 06/05/2026

Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS: 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde

Autor(a): 
Icict/Fiocruz

Um seminário de dois dias para debater o legado da 8ª Conferência Nacional de Saúde. A programação reúne pensadores e referências da área, militantes que participaram daquela edição histórica e novos pesquisadores. Dessa forma, a partir das memórias e da atualidade da 8ª CNS, a ideia é pensar os atuais e futuros desafios do SUS e do campo da Saúde Coletiva.

Inscreva-se aqui!

Programação

Quinta-feira, 7 de maio de 2026

8h30 Credenciamento
9h Cerimônia de Abertura

  • Marisa Palácios (Frente pela Vida)
  • Marília Louvinson (FSP/USP)
  • Joilda Nery (ISC/UFBA)
  • Tatiane Aneas (Associação Paulista de Saúde Pública)
  • Gabriela Leite (Outra Saúde)
  • Alexandre Santini (Fundação Casa de Rui Barbosa)
  • Adriano da Silva (Icict/Fiocruz)
  • Eliane Cruz (Ministério da Saúde)

10h: 8ª CNS - Um debate que se atualiza na luta

  • André Viana Dantas (Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana/Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca - Cesteh/ENSP/Fiocruz)
  • Richarlls Martins (Plano Integrado de Saúde das Favelas/146 Vezes Favela e Comissão Nacional de População e Desenvolvimento - CNPD)
  • Sonia Fleury (Centro de Estudos Estratégicos em Saúde Antonio Ivo de Carvalho- CEE/Fiocruz e Dicionário de Favelas Marielle Franco - Icict/Fiocruz)
  • Tiago Siqueira Reis (Universidade Federal de Roraima - UFRR)

14h 40 anos em perspectiva: Lutas da Saúde Coletiva

  • Paulo Amarante (Laboratório de Atenção Psicossocial - LAPS/ENSP/Fiocruz)
  • Luiz Antonio Santini (CEE/Fiocruz e Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense - UFF)
  • Reinaldo Guimarães (Associação Brasileira de Saúde Coletiva - Abrasco)

15h30 Intervalo (coffee-break)

16h Do analógico ao pós-digital: o lugar da comunicação e da informação nas Conferências de Saúde

  • Gizele Martins (Frente de Mobilização da Maré)
  • Janine Miranda Cardoso (Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde - PPGICS - Icict/Fiocruz)
  • Mariana Vercesi de Albuquerque (ENSP/Fiocruz)
  • Rodrigo Murtinho (Icict/Fiocruz)

Sexta-feira, 8 de maio de 2026

9h Indústria da saúde e caminhos para a soberania sanitária

  • José Gomes Temporão (CEE/Fiocruz)
  • Paulo Henrique Rodrigues (Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro - IMS/UERJ)
  • Silvia Santos (Instituto de Tecnologia em Fármacos - Farmanguinhos/Fiocruz)
  • Susana van der Ploeg (Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual - GTPI)

14h 40 anos em perspectiva: Lutas do Movimento Comunitário e Saúde

  • Itamar Silva (Liderança do Movimento Comunitário Favela Dona Marta e Jornal O ECO)
  • José Carvalho de Noronha (Fiocruz)
  • Lucia Souto (ENSP/Fiocruz e Centro Brasileiro de Estudos da Saúde - Cebes)

15h30 Intervalo (coffee-break)

16h Lançamento da 2ª Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde
Organização: Frente Pela Vida

  • Carlos Fidelis (Cebes)
  • Francisco Funcia (Associação Brasileira de Economia da Saúde - ABrES)
  • Lucia Souto (Cebes)
  • Jacinta Senna (Associação Brasileira de Enfermagem - Aben)
  • Marisa Palácios (Sociedade Brasileira de Bioética - SBB)
  • Rômulo Paes (Abrasco)
  • Túlio Franco (Rede Unida)

Haverá certificados de participação, mediante inscrição prévia.

Localização

Auditório da Fundação Casa de Rui Barbosa
Rua São Clemente, 134
Botafogo
Rio de Janeiro - RJ

+Transmissão ao vivo no Youtube da VídeoSaúde:

 

 

 

 

#ParaTodosVerem Imagem em preto e branco e tons de laranja de um auditório, focado nas arquibancadas que estão lotadas, no centro há uma mesa e uma pessoa segurando uma câmera, por cima da imagem está escrito: Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS: 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde, será no dia 7 e 8 de maio, das 09h às 19h, na Fundação Casa de Rui Barbosa, incrições através do QR CODE ou site: eventos.icict.fiocruz.br, transmissão ao vivo pelo youtube.

Publicado em 05/05/2026

Fiocruz sedia Seminário Internacional sobre sustentabilidade na preservação do patrimônio cultural

Autor(a): 
COC/Fiocruz

Diante do avanço das mudanças climáticas, a preservação do patrimônio cultural passou a exigir soluções inovadoras, colaborativas e socialmente responsáveis — com novos materiais, práticas e modelos de gestão capazes de responder a um cenário de riscos cada vez mais intensos. Diante deste cenário, a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) promove a terceira edição do Seminário Internacional de Valorização do Patrimônio Cultural, entre os dias 21 e 25 de setembro, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro. 

Tendo como tema central a sustentabilidade na preservação de bens culturais, o encontro reunirá pesquisadores, estudantes e profissionais para discutir estratégias inovadoras de enfrentamento aos impactos ambientais e climáticos sobre o patrimônio. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o trabalho colaborativo, estimular a formação de redes internacionais e promover o diálogo interdisciplinar em torno da temática. A submissão de trabalhos foi prorrogada até 15 de maio. Já as inscrições para participantes serão realizadas entre 20 de julho e 15 de setembro. Saiba mais pelo site, clique aqui.  

O  evento contará com conferências e mesas temáticas voltadas à inovação em materiais e práticas de conservação; à gestão de riscos que envolvem pessoas, lugares e acervos; às mudanças climáticas e às estratégias de adaptação, resiliência e enfrentamento; além das relações entre patrimônio cultural e tecnologias sociais. A agenda inclui ainda oficinas teóricas e práticas, que acontecerão em formato remoto e presencial. Como desdobramento do encontro, será produzida uma publicação com artigos relacionados aos temas debatidos durante o evento. 

De acordo com os organizadores, ao articular patrimônio cultural e sustentabilidade, o seminário dialoga diretamente com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, reforçando o papel do patrimônio como recurso estratégico para respostas resilientes e socialmente inclusivas.  

O Seminário é promovido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com Universidade de Évora, Universidad Politécnica de València, Universidade Católica de La Plata, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Universidade Estadual de Campinas, International Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property (ICCROM), International Council on Monuments and Sites (ICOMOS-Brasil), International Council of Museums (ICOM-Brasil) e Climate Heritage Network – Latin America & Caribe, e conta com o apoio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

Crédito das fotos:

Luísa Kiefer/Divulgação CCMQ

Museu de Telecomunicações da UPV

Eduardo Brantes

J. Mendonça (COC/Fiocruz)

Publicado em 08/04/2026

Próximo seminário do Nethis discute doenças tropicais e turismo em estuários brasileiros

Autor(a): 
André Freire (Nethis/Fiocruz Brasília)

O Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis) da Fiocruz Brasília realiza, no dia 9 de abril, das 14h às 16h, o segundo seminário do 33º Ciclo de Debates, com transmissão online. O encontro discutirá como o turismo em estuários (regiões de transição entre rios e mar) pode afetar a saúde pública, influenciar o desenvolvimento regional e transformar o modo de vida de comunidades tradicionais e ribeirinhas.

O aumento da mobilidade humana e as mudanças nos padrões de consumo nessas áreas podem repercutir diretamente nas dinâmicas sociais e ambientais locais, com impactos sobre o cotidiano das comunidades e a gestão territorial da região. O Delta do Parnaíba será o foco desta edição.

Confira a composição da mesa.

– Jacenir Mallet, coordenadora da Fiocruz Piauí

Tema: Riscos Epidêmicos em Estuários Turísticos

– Maxim Repetto, professor da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar)

Tema: Comunidades do Delta do Parnaíba: desafios e perspectivas

Moderação:

– Rodrigo Gurgel, professor da Universidade de Brasília (UnB)

A atividade é gratuita e será transmitida ao vivo pelo canal da Fiocruz Brasília no YouTube. Para receber certificado da Escola de Governo Fiocruz – Brasília, é necessário se inscrever previamente.

Faça sua inscrição aqui

Essa atividade integra a programação do Observatório sobre Pestes, Desenvolvimento e Desigualdades em Saúde (Observatório Armagedom), iniciativa que promove reflexões sobre temas estratégicos para a saúde pública, com objetivo de contribuir para a formulação de políticas públicas, em especial, quanto ao enfrentamento de doenças infecciosas.

Mais informações: (61) 3329-4661 | nethis@fiocruz.br

 

Publicado em 02/04/2026

Fiocruz sedia Seminário Internacional sobre sustentabilidade na preservação do patrimônio cultural

Autor(a): 
COC/Fiocruz

Diante do avanço das mudanças climáticas, a preservação do patrimônio cultural passou a exigir soluções inovadoras, colaborativas e socialmente responsáveis — com novos materiais, práticas e modelos de gestão capazes de responder a um cenário de riscos cada vez mais intensos. Diante deste cenário, a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) promove a terceira edição do Seminário Internacional de Valorização do Patrimônio Cultural, entre os dias 21 e 25 de setembro, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro. 

Tendo como tema central a sustentabilidade na preservação de bens culturais, o encontro reunirá pesquisadores, estudantes e profissionais para discutir estratégias inovadoras de enfrentamento aos impactos ambientais e climáticos sobre o patrimônio. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o trabalho colaborativo, estimular a formação de redes internacionais e promover o diálogo interdisciplinar em torno da temática. Os interessados podem submeter trabalhos entre 1º e 30 de abril.  Já as inscrições para participantes serão realizadas entre 20 de julho e 15 de setembro. Saiba mais pelo site, clique aqui.  

O  evento contará com conferências e mesas temáticas voltadas à inovação em materiais e práticas de conservação; à gestão de riscos que envolvem pessoas, lugares e acervos; às mudanças climáticas e às estratégias de adaptação, resiliência e enfrentamento; além das relações entre patrimônio cultural e tecnologias sociais. A agenda inclui ainda oficinas teóricas e práticas, que acontecerão em formato remoto e presencial. Como desdobramento do encontro, será produzida uma publicação com artigos relacionados aos temas debatidos durante o evento. 

De acordo com os organizadores, ao articular patrimônio cultural e sustentabilidade, o seminário dialoga diretamente com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, reforçando o papel do patrimônio como recurso estratégico para respostas resilientes e socialmente inclusivas.  

O Seminário é promovido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com Universidade de Évora, Universidad Politécnica de València, Universidade Católica de La Plata, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Universidade Estadual de Campinas, International Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property (ICCROM), International Council on Monuments and Sites (ICOMOS-Brasil), International Council of Museums (ICOM-Brasil) e Climate Heritage Network – Latin America & Caribe, e conta com o apoio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

Crédito das fotos:

Luísa Kiefer/Divulgação CCMQ

Museu de Telecomunicações da UPV

Eduardo Brantes

J. Mendonça (COC/Fiocruz)

Publicado em 09/03/2026

Fiocruz promove seminário "Gestão da Atenção Especializada no SUS: desafios e perspectivas"

Autor(a): 
EPSJV/Fiocruz

Nos dias 10 e 11 de março de 2026, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) recebe o Seminário "Gestão da Atenção Especializada no SUS: desafios e perspectivas", um espaço para pensar os rumos da atenção especializada no país. O evento é aberto ao público e marca o início dos Cursos de Especialização Lato Sensu e Especialização Técnica em Política, Planejamento e Gestão, bem como do Curso de Qualificação Profissional em Gestão Hospitalar.

A mesa de abertura acontece no dia 10, das 8h30 às 9h30. Ainda no dia 10, das 9h30 às 12h, a programação segue com a mesa Política Nacional de Atenção Especializada e o programa Agora Tem Especialistas: potências e desafios, dedicada a discutir diretrizes, disputas e caminhos possíveis para a consolidação da atenção especializada no SUS.

No Dia 11, a conversa continua em dois momentos: pela manhã, das 8h30 às 12h, com a mesa Modelos de organização da atenção especializada e dilemas contemporâneos da regionalização; e à tarde, das 13h30 às 16h30, com Financiamento e relações público-privadas na atenção especializada.

+Confira aqui a programação completa!

O Seminário será realizado na Poli, na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos/RJ, com transmissão ao vivo pelo Youtube:

1º dia do Seminário "Gestão da Atenção Especializada no SUS: desafios e perspectivas"

2º dia do Seminário "Gestão da Atenção Especializada no SUS: desafios e perspectivas"

Publicado em 09/03/2026

Fórum Oswaldo Cruz inicia nova etapa para elaboração do Plano de Pesquisa da Fiocruz

Autor(a): 
Elisandra Galvão (VPPCB), Isabelle Resende (VPPCB) e Simone Intrator (VPEIC)

A nova etapa do Fórum Oswaldo Cruz começou com a realização do seminário Determinação social do processo saúde-doença numa perspectiva interseccional. O evento, realizado na última quarta-feira, 4/3, reuniu pesquisadores e especialistas das diferentes unidades da Fundação e marcou o ponto de partida para a troca de experiências entre os grupos responsáveis pela formulação do documento estratégico.

+Assista tudo que rolou no canal da Fiocruz no Youtube!

"Pesquisa e educação andam juntas. Coordenar ações na área de pesquisa por meio do Plano de Desenvolvimento Institucional da Pesquisa da Fiocruz (2026-2030) resultará numa iniciativa inédita", afirmou a vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB/Fiocruz), Alda Maria da Cruz, apontando o horizonte de trabalho dos próximos meses. Além de Alda Cruz, participaram da abertura o presidente Mario Moreira e a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz), Marly Cruz.

Marly destacou a experiência com o Plano de Desenvolvimento Institucional da Educação da Fiocruz, construído por um grupo técnico da Vpeic, com contribuições da Subcâmara Técnica de Ensino. A iniciativa foi concebida para fortalecer a formação necessária para atender às necessidades da saúde pública e ampliar as capacidades do SUS. Segundo ela, essa experiência ajuda a orientar o movimento que agora inicia na área de pesquisa da Fundação. “O Plano para a pesquisa busca fortalecer o SUS e mobilizar a comunidade científica”, destacou. 

Ela também anunciou as novas iniciativas vinculadas ao Fórum. Entre elas está o lançamento de uma enquete na plataforma RedCap, já disponível para participação de trabalhadores e estudantes da Fiocruz e pensada para integrar as ações de construção coletiva do Plano. Também foram anunciados o Guia de orientação para os grupos de formulação do Plano; a constituição dos embaixadores do Fórum, especialistas responsáveis pelas atividades de pesquisas nas unidades e que atuarão na organização dos grupos de formulação; e a plataforma Quem somos na Fiocruz, voltada para mapear pesquisadores e suas produções científicas e tecnológicas.

Ao iniciar sua participação, Mario Moreira lembrou que cerca de 2 mil pessoas atuam direta ou indiretamente na área de pesquisa da Fundação. A instituição conta atualmente com 48 programas de pós-graduação, responsáveis por formar quadros estratégicos para o SUS. “Com os pés fincados na tradição e os olhos voltados para o futuro, nos tornamos uma instituição modelo no mundo, uma instituição pasteuriana”, afirmou ao evocar a tradição do Instituto Pasteur, na França, para destacar o caráter plural e diverso da Fiocruz. 

Para o presidente, o Plano de Desenvolvimento Institucional da Pesquisa permitirá à Fundação enfrentar desafios sanitários nacionais e globais em um cenário internacional marcado pelo questionamento do multilateralismo, pela desqualificação de organismos como a OMS, além das pressões geradas pelas migrações e pelas mudanças climáticas. “São necessários novos mecanismos para que o mundo não fique vulnerável a pandemias, e a Fiocruz precisa se organizar para isso. O Fórum é o espaço para discutir os desafios atuais e futuros", sublinhou.

Ainda na parte da manhã, pelo canal de transmissão do seminário, também foi divulgada a página do Fórum Oswaldo Cruz, que reúne as informações sobre todo o processo e funciona como espaço de disponibilização dos novos documentos de trabalho e memória dos seminários promovidos.

A questão da determinação social e da interseccionalidade

A primeira mesa-redonda que atribui título ao seminário, Determinação social do processo saúde-doença numa perspectiva interseccional, reuniu especialistas para discutir os limites e as possibilidades de algumas abordagens na compreensão das desigualdades em saúde. O debate foi mediado pela coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Raquel Aguiar, e contou com a participação de Paulo Sabroza, do Departamento de Endemias Samuel Pessoa da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz); Gulnar Azevedo, da Uerj; Paulo Buss, do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz); e Naomar de Almeida Filho, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA.

Ao refletir sobre a possibilidade de um método científico eficiente, Paulo Sabroza discutiu os conceitos de casualidade e determinação no campo da saúde. Segundo ele, a tradição científica consolidada no século XIX – que acompanhou o surgimento da epidemiologia moderna – privilegiou uma abordagem centrada na casualidade das doenças. Para o pesquisador, embora o método analítico tenha contribuições, ele se mostra insuficiente para compreender problemas de saúde. Sabroza defendeu uma abordagem mais ampla, capaz de articular diferentes formas de conhecimento e de superar visões reducionistas da saúde pública.

Nessa direção, a epidemiologista e reitora da Uerj, Gulnar Azevedo, reforçou a necessidade de pensar a ciência para além da cura de doenças, incorporando fatores sociais, econômicos e territoriais que interferem no processo saúde-doença. Com base em dados estatísticos nacionais, ela  mostrou como diferenças regionais, de classe social  e de raça influenciam o acesso ao tratamento, as chances de cura e até mesmo as estratégias de prevenção de doenças crônicas – como o câncer, uma das principais causas de morte neste do século. Para Gulnar, considerar categorias como interseccionalidade e determinantes sociais é fundamental para garantir que todas as pessoas tenham acesso aos recursos de prevenção e tratamento.  

Naomar de Almeida Filho trouxe ao debate a pergunta: determinantes sociais das doenças ou determinação social da saúde? O professor chamou atenção para a importância da linguagem e da semântica na construção das análises e defendeu a necessidade de ir além das formulações tradicionais. Como alternativa, propôs uma abordagem baseada na categoria determinação eco-etno-social (DEES), que articula dimensões ecológicas, étnico-culturais e sociais para compreender as iniquidades em saúde.  
Na avaliação de Naomar, as categorias "determinação social" e "interseccionalidade", embora importantes, apresentam limites analíticos. Por isso, sugeriu ampliar o debate com a noção de "sobredeterminação", entendida como uma categoria mais abrangente para analisar os processos que produzem desigualdades em saúde. Essa perspectiva considera trajetórias múltiplas de determinação social. “A discussão conceitual precisa avançar e incorporar também a colonialidade epistêmica", observou.

Na sequência, o ex-presidente da Fiocruz Paulo Buss apresentou um panorama do debate global sobre os determinantes sociais da saúde. Ele enfatizou o papel histórico dos sistemas de saúde pública e da própria Fundação, criada com uma vocação para doenças infecciosas e para enfrentar problemas sanitários. “Por isso, precisou fazer pesquisa e formar recursos humanos”, lembrou. Segundo Buss, as condições de saúde das populações resultam de um conjunto amplo de fatores interligados – entre eles desigualdades sociais, decisões político-econômicas e mudanças ambientais. Diante desse cenário complexo, afirmou, cabe à comunidade científica repensar as estratégias de pesquisa e de formulação de políticas públicas. Ele também ressaltou o caráter inevitavelmente político das agendas de saúde.

“Tudo tem natureza política – das decisões de governo à vida acadêmica, passando por questões sociais, ambientais e econômicas”, afirmou. Nesse sentido, acrescentou, a agenda da Fiocruz – incluindo o debate sobre determinação social – é também uma agenda política e social. “Saúde é o resultado de um conjunto de políticas sociais e econômicas”, frisou. Ao comentar os desafios globais contemporâneos — como crises ambientais, desigualdades e conflitos geopolíticos — que impactam diretamente as condições de saúde, Buss defendeu que a produção científica contribua de forma mais ativa para orientar políticas públicas e agendas de pesquisa.

Agenda de pesquisa

A programação da tarde contou com a mesa-redonda Experiências de Elaboração de Plano de Desenvolvimento da Pesquisa na Fiocruz, composta pelas pesquisadoras Luzia Carvalho, do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas); Luciana Dias, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz); e Flávia Elias, da Fiocruz Brasília. A moderação foi conduzida por Tania Fonseca, da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, instância que integra o grupo da Presidência nos trabalhos do Fórum Oswaldo Cruz.

Ao abrir a sessão, a vice-presidente Alda Cruz destacou a importância de o processo institucional se apoiar nas experiências acumuladas pelas unidades. “Estamos neste encontro bebendo da experiência que as unidades já estão construindo com relação às suas agendas de pesquisa. São elas que vão nos auxiliar na formação dessa matriz densa que é necessária para a elaboração da agenda de pesquisa da Fiocruz”, afirmou.

Na mediação, Tania Fonseca ressaltou a diversidade institucional e o papel articulador da coordenação. “A Coordenação de Vigilância tem uma característica muito singular, porque trabalha em rede com todas as unidades da Fiocruz. Isso nos dá uma oportunidade enorme de interação, seja com grupos de pesquisa, seja com as referências propriamente ditas. Com isso, temos um panorama do país, uma vez que a Fiocruz está presente — como costumamos dizer — em todas as regiões, em todos os biomas e em diferentes organizações”, observou.

Citando a fala do professor Paulo Sabroza na mesa-redonda da manhã, Tania reforçou que a Fiocruz nasceu com uma visão estratégica de Estado. “É uma instituição do Estado brasileiro, voltada para resolver problemas desse Estado. Em nossas andanças, percebemos que os projetos de pesquisa refletem isso: os territórios, as interações, as intervenções e as possibilidades de cada área. Formar uma mesa com essa diversidade remete à metáfora utilizada mais cedo, a do aquário e do lugar que ocupamos nele. O Fórum Oswaldo Cruz pretende ser esse aquário, onde diferentes áreas, regiões e grupos possam se ver refletidos e, ao mesmo tempo, reconhecidos como parte desse grande aquário multicolorido e diverso que é a Fiocruz”, destacou.

Experiências das unidades

Ao iniciar sua apresentação, Luzia Carvalho relatou a experiência da Fiocruz Minas na construção de sua agenda estratégica de pesquisa, destacando o papel das câmaras técnicas abertas como espaço permanente de debate institucional. “Neste processo de construção coletiva, fomos levados a definir os principais temas estratégicos de pesquisa da unidade. Isso foi possível por meio de câmaras técnicas abertas e encontros institucionais, que culminaram na definição de quatro grandes temas e de temas transversais. Não criamos uma agenda de pesquisa de uma hora para a outra — foi um processo longo, com muitas etapas”, explicou.

Segundo a pesquisadora, a agenda foi construída a partir do mapeamento das competências institucionais e do fortalecimento de um “ecossistema da pesquisa”, envolvendo gestão, ensino, laboratórios e comunicação. Os temas estratégicos definidos incluíram respostas a emergências e desastres, redução de doenças socialmente determinadas, desafios do perfil demográfico e epidemiológico da população brasileira e questões relacionadas à saúde, ambiente e vulnerabilidade social. Entre os temas transversais estão clima e saúde, vigilância, ciência de base e comunicação ativa.

Luciana Dias apresentou a experiência da Ensp/Fiocruz no fortalecimento da gestão estratégica da pesquisa entre 2021 e 2025. Segundo ela, o planejamento foi adotado como instrumento participativo de definição de prioridades e organização institucional. Isso foi crucial para definir a direção e as prioridades com construção coletiva, apoiar a tomada de decisão, com transformação de diretrizes em ações concretas, fortalecer a governança institucional e permitir monitoramento contínuo, avaliação e aprendizado institucional. A Escola reúne atualmente 262 servidores dedicados à pesquisa e conta com 66 grupos certificados pelo CNPq. A diversidade também marca a formação do corpo técnico, composto por profissionais de cerca de 40 áreas acadêmicas. Inserida no campo da saúde coletiva — que articula epidemiologia, ciências sociais e humanas em saúde e política e gestão em saúde —, a Ensp/Fiocruz mantém forte compromisso com a produção científica voltada saúde pública e à justiça social.

Durante a gestão, o planejamento da pesquisa foi estruturado a partir de um Programa Vivo, que definiu eixos estratégicos orientados pelas diretrizes aprovadas no Congresso Interno da Fiocruz. O primeiro eixo foi o fortalecimento da articulação interna e externa, ampliando o diálogo com outras unidades da instituição e com parceiros governamentais e movimentos sociais. O segundo concentrou-se no fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico aplicado à saúde pública e à saúde coletiva, incluindo um programa específico de financiamento à pesquisa com apoio da Presidência da Fiocruz. O terceiro eixo priorizou o fortalecimento da comunicação institucional e da divulgação científica.

A experiência também trouxe aprendizados para a gestão. Entre eles, a compreensão de que o planejamento deve funcionar como um guia de alinhamento de propósitos, e não como instrumento de controle. A participação institucional foi apontada como elemento central para garantir legitimidade às decisões e reduzir resistências internas, ainda que processos participativos também revelem conflitos que exigem mediação institucional. Luciana destacou ainda desafios importantes, como a dificuldade de priorização em ambientes de grande diversidade temática, a fragmentação entre pesquisa, ensino e gestão e a dependência crescente de financiamento externo. Nesse cenário, a liberação de recursos institucionais para editais internos foi considerada fundamental para estimular a colaboração e reduzir a competição entre pesquisadores.

Planejamento e redes de colaboração

Na apresentação final da mesa, Flávia Elias compartilhou a experiência da Fiocruz Brasília na elaboração de seu plano de ação para a área de pesquisa. O trabalho vem sendo desenvolvido por um grupo responsável por estruturar o planejamento de forma participativa, com reuniões regulares envolvendo pesquisadores, profissionais que atuam em atividades de pesquisa e bolsistas vinculados a projetos.

Atualmente, a unidade conta com 11 grupos de pesquisa formalizados, muitos deles fortemente vinculados à formulação e avaliação de políticas públicas em áreas como soberania alimentar, saúde do trabalhador, saúde mental e avaliação de tecnologias em saúde. Parte dessa atuação ocorre por meio de assessorias técnicas a órgãos governamentais e participação em comitês e conselhos ligados à formulação de políticas públicas. Como estratégia de integração entre os grupos, foram criados coletivos temáticos voltados a pautas transversais, como equidade étnico-racial e de gênero, acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência e envelhecimento e longevidade. Também está em desenvolvimento um coletivo dedicado à saúde da mulher.

A Ensp/Fiocruz mantém ainda parcerias com diferentes instituições, incluindo outras unidades da Fiocruz, órgãos do governo federal e universidades brasileiras e internacionais. Essas colaborações se concretizam por meio de instrumentos como Termos de Execução Descentralizada (TED), convênios, acordos de cooperação técnica e projetos financiados por emendas parlamentares. Entre as iniciativas recentes está uma chamada pública para projetos de pesquisa qualitativa que financiou 18 propostas, das quais 15 foram concluídas, apesar dos impactos da pandemia. Os projetos geraram produtos técnicos, metodologias, modelos de gestão e artigos científicos, além de iniciativas de formação acadêmica associadas à pesquisa.

Com base nessa trajetória, a unidade trabalha agora na consolidação de um plano estruturado de gestão e fomento à pesquisa. “O objetivo é organizar iniciativas já existentes em uma estratégia mais integrada e sustentável, voltada ao fortalecimento da pesquisa aplicada às necessidades do SUS, às demandas das políticas públicas e às realidades dos territórios. A proposta busca ampliar o impacto social da produção científica e consolidar a instituição como um polo robusto de desenvolvimento de soluções para desafios de saúde pública”, afirmou Flavia.

Entre os objetivos do plano estão o fortalecimento da governança da pesquisa, a integração entre grupos por meio de linhas temáticas transversais, a ampliação de mecanismos de financiamento e o fortalecimento da relação com os territórios. Também fazem parte das metas a democratização do acesso ao conhecimento científico e o aprimoramento da gestão do conhecimento institucional.

Encerramento

Ao encerrar o debate, a mediadora Tania Fonseca destacou que as apresentações refletiram a diversidade de trajetórias das unidades da Fiocruz, mas também revelaram pontos de convergência importantes. “A necessidade de agendas transversais, o trabalho em equipe, o estímulo aos grupos de pesquisa e aos jovens pesquisadores apareceram em todas as falas”, observou. Ela também ressaltou a importância de ampliar os espaços de diálogo institucional, retomando um ponto levantado anteriormente pelo professor Paulo Sabroza sobre a necessidade de fortalecer as conversas internas. "Cada uma das exposições trouxe novas questões e possibilidades que devem alimentar as discussões do Fórum nos próximos meses, contribuindo para aprofundar o debate até a consolidação das propostas previstas para agosto", concluiu Tania.

 

Publicado em 26/02/2026

Fórum Oswaldo Cruz inicia nova etapa com seminário sobre determinação social no processo saúde-doença

Autor(a): 
VPPCB/Fiocruz

A nova etapa do Fórum Oswaldo Cruz tem início com a realização do seminário 'Determinação social do processo saúde-doença numa perspectiva interseccional', que acontece no dia 4 de março, das 8h às 17h, no auditório do Centro de Documentação e História da Saúde (COC/Fiocruz), com transmissão pelo canal da Fiocruz no YouTube. A temática escolhida busca aprofundar os debates que contribuirão para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional da Pesquisa da Fiocruz. A iniciativa está inserida na agenda de celebração dos 125 anos da Fundação.

O Fórum é uma iniciativa inédita que mobiliza a comunidade da Fiocruz para participar da construção coletiva do Plano. Seu lançamento ocorreu em agosto de 2025, durante um seminário inaugural. Desde então, as câmaras técnicas e toda comunidade da Fundação são convidadas a contribuir na formulação de propostas estratégicas para a vida institucional.  

Durante o seminário de 4 de março, serão anunciadas três frentes de ação desta nova etapa do Fórum: a construção de grupos de formulação para contribuição ao Plano (2026–2030); uma enquete que procura valorizando a pluralidade de visões e a diversidade institucional; e a plataforma Quem é quem da pesquisa, que visa mapear, atualizar e qualificar as informações sobre as atividades científicas em todas as unidades.

Essas três iniciativas serão detalhadas durante a mesa de abertura, composta pelo presidente Mario Moreira, a vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas, Alda Maria da Cruz, e a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz. Ainda na parte da manhã, haverá a mesa-redonda que confere título ao seminário, 'Determinação social do processo saúde-doença numa perspectiva interseccional', com Paulo Sobroza, do Departamento de Endemias Samuel Pessoa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp); Gulnar Azevedo, da Uerj; Paulo Buss, do Centro de Relações Internacionais em Saúde; e Naomar de Almeida Filho, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA. A mediação do debate ficará a cargo da coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Raquel Aguiar.

À tarde, ocorrerá uma apresentação das experiências de elaboração de Plano de Desenvolvimento da Pesquisa na Fiocruz. Participarão dessa mesa Luzia Carvalho, da Fiocruz Minas Gerais; Luciana Dias, da Ensp; Flávia Elias e Marcia Motta, da Fiocruz Brasília; e mediação de Tania Fonseca, da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência.

A organização do Fórum é realizada pela Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), em parceria com a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), o Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho e a Fiocruz Brasília. 

 

Publicado em 02/02/2026

Seminário reforça papel das mulheres nos avanços da saúde pública

Autor(a): 
Catharina Freitas e Liseane Morosini (Vpeic/Fiocruz)

O II Seminário STEM na Saúde encerrou seu ciclo de diálogos, palestras e debates sobre a equidade de gênero nas áreas Stem (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), ampliando a discussão e mostrou a contribuição dessas áreas para a Saúde Pública. O evento ocorreu em formato híbrido no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, e foi promovido pela Fiocruz.

A iniciativa integra o projeto STEM na Saúde: Mentoria para a Promoção da Equidade de Gênero na Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta fomenta a inclusão das mulheres nas áreas Stem, fortalecendo esses segmentos do conhecimento que são fundamentais para avanços como o desenvolvimento de vacinas e medicamentos, tecnologias diagnósticas, metodologias inovadoras em processos, respostas a emergências climáticas e sanitárias, entre tantos outros. A organização do evento esteve a cargo do da Coordenação de Divulgação Científica (CDC) da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz).

As áreas Stem contemplam um campo amplo e as palestrantes trouxeram trajetórias e exemplos para ilustrar como esses saberes se articulam com diferentes frentes da Saúde Pública. A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz Soares, doutora em Engenharia de Produção pelo Programa de Engenharia de Produção (Coppe/UFRJ), citou o seu lugar no campo da Stem ao abordar o uso da engenharia aplicada à saúde, a partir de sua experiência na Fiocruz. “A engenharia de produção nos traz ferramentas, instrumentos e metodologias para que possamos gerir e planejar esta instituição, que desenvolve diversas atividades finalísticas presentes no Brasil inteiro”, afirmou.

Priscila usou como exemplo a pandemia da Covid-19 como aplicação de Stem na saúde. “Na pandemia da Covid-19, nós precisamos coordenar atividades diferentes nas áreas de comunicação e informação, produção, diagnóstico na logística e distribuição dos insumos. Tivemos que planejar as operações de modo integrado, com priorização, diretrizes e integração de unidades em todo o Brasil”, lembrou Priscila.

Soluções e inovações para o SUS

O seminário abordou as várias facetas do Stem. A biomédica e gerente-executiva de Produção de Insumos para Diagnóstico Molecular, no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Viviane Monteiro Góes, contou como se dá a aplicação do conhecimento em soluções para a população. “Todo esse conhecimento é aplicado no SUS por meio do desenvolvimento tecnológico de produtos que são entregues ao Ministério da Saúde e distribuídos para todas as unidades de saúde do país”, comentou. A pesquisadora lembrou de soluções como o desenvolvimento e a produção de testes para diagnósticos de zika, dengue, chikungunya e Covid-19, entre outras doenças, como resultantes desse conhecimento. Além disso, Viviane destacou a atuação direta do IBMP junto ao Ministério da Saúde no desenvolvimento do kit de HPV que fará o diagnóstico da doença por meio da metodologia de biologia molecular, tornando o processo mais rápido e preciso.

A coordenadora da célula de Inovação Aberta do Pólen - Laboratório de Inovação na Gestão Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Isabela Gimenez, mostrou como sua formação em Biologia e na gestão da inovação contribui para o desenvolvimento da saúde pública por meio da utilização das metodologias ágeis, como o design thinking, por exemplo. “Esta é uma das ferramentas que impactam no SUS e nas políticas públicas. O Pólen tem programas de aceleração em vários eixos: linguagem e design simples, tecnologia da informação, gestão, programa de saúde e gamificação. Nós fornecemos capacitações que ajudam os profissionais do SUS a maturarem projetos que trazem resultados práticos para as unidades de saúde”, contou.

A geógrafa e pesquisadora Renata Gracie, membro da Coordenação do Observatório de Clima e Saúde e das Potencialidades Periféricas e atual vice-diretora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), compartilhou as experiências e os projetos do Laboratório de Informação e Saúde (LIS). “Coletamos, armazenamos e divulgamos informações em saúde, tanto para os gestores tomarem decisões mais acertadas para os diferentes territórios brasileiros, quanto para a população poder fazer incidência política junto aos gestores”, explicou.

Segundo Renata, o clima e as mudanças climáticas são objetos de estudo e produção de bases de análises do LIS pelo impacto que causam no SUS e na saúde pública. “Essas alterações aumentam a magnitude de algumas doenças, muitas vezes numa velocidade tão grande que a população não consegue ser atendida no tempo necessário. Quando percebemos a aproximação de um evento extremo, o Observatório de Clima e Saúde fornece um diagnóstico para que sejam tomadas decisões mais adequadas de atendimento da população”, ressaltou.

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