Diante do avanço das mudanças climáticas, a preservação do patrimônio cultural passou a exigir soluções inovadoras, colaborativas e socialmente responsáveis — com novos materiais, práticas e modelos de gestão capazes de responder a um cenário de riscos cada vez mais intensos. Diante deste cenário, a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) promove a terceira edição do Seminário Internacional de Valorização do Patrimônio Cultural, entre os dias 21 e 25 de setembro, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro.
Tendo como tema central a sustentabilidade na preservação de bens culturais, o encontro reunirá pesquisadores, estudantes e profissionais para discutir estratégias inovadoras de enfrentamento aos impactos ambientais e climáticos sobre o patrimônio. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o trabalho colaborativo, estimular a formação de redes internacionais e promover o diálogo interdisciplinar em torno da temática. Os interessados podem submeter trabalhos entre 1º e 30 de abril. Já as inscrições para participantes serão realizadas entre 20 de julho e 15 de setembro. Saiba mais pelo site, clique aqui.
O evento contará com conferências e mesas temáticas voltadas à inovação em materiais e práticas de conservação; à gestão de riscos que envolvem pessoas, lugares e acervos; às mudanças climáticas e às estratégias de adaptação, resiliência e enfrentamento; além das relações entre patrimônio cultural e tecnologias sociais. A agenda inclui ainda oficinas teóricas e práticas, que acontecerão em formato remoto e presencial. Como desdobramento do encontro, será produzida uma publicação com artigos relacionados aos temas debatidos durante o evento.
De acordo com os organizadores, ao articular patrimônio cultural e sustentabilidade, o seminário dialoga diretamente com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, reforçando o papel do patrimônio como recurso estratégico para respostas resilientes e socialmente inclusivas.
O Seminário é promovido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com Universidade de Évora, Universidad Politécnica de València, Universidade Católica de La Plata, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Universidade Estadual de Campinas, International Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property (ICCROM), International Council on Monuments and Sites (ICOMOS-Brasil), International Council of Museums (ICOM-Brasil) e Climate Heritage Network – Latin America & Caribe, e conta com o apoio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).
Crédito das fotos:
Luísa Kiefer/Divulgação CCMQ
Museu de Telecomunicações da UPV
Eduardo Brantes
J. Mendonça (COC/Fiocruz)
Nos dias 10 e 11 de março de 2026, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) recebe o Seminário "Gestão da Atenção Especializada no SUS: desafios e perspectivas", um espaço para pensar os rumos da atenção especializada no país. O evento é aberto ao público e marca o início dos Cursos de Especialização Lato Sensu e Especialização Técnica em Política, Planejamento e Gestão, bem como do Curso de Qualificação Profissional em Gestão Hospitalar.
A mesa de abertura acontece no dia 10, das 8h30 às 9h30. Ainda no dia 10, das 9h30 às 12h, a programação segue com a mesa Política Nacional de Atenção Especializada e o programa Agora Tem Especialistas: potências e desafios, dedicada a discutir diretrizes, disputas e caminhos possíveis para a consolidação da atenção especializada no SUS.
No Dia 11, a conversa continua em dois momentos: pela manhã, das 8h30 às 12h, com a mesa Modelos de organização da atenção especializada e dilemas contemporâneos da regionalização; e à tarde, das 13h30 às 16h30, com Financiamento e relações público-privadas na atenção especializada.
+Confira aqui a programação completa!
O Seminário será realizado na Poli, na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos/RJ, com transmissão ao vivo pelo Youtube:
1º dia do Seminário "Gestão da Atenção Especializada no SUS: desafios e perspectivas"
2º dia do Seminário "Gestão da Atenção Especializada no SUS: desafios e perspectivas"
A nova etapa do Fórum Oswaldo Cruz começou com a realização do seminário Determinação social do processo saúde-doença numa perspectiva interseccional. O evento, realizado na última quarta-feira, 4/3, reuniu pesquisadores e especialistas das diferentes unidades da Fundação e marcou o ponto de partida para a troca de experiências entre os grupos responsáveis pela formulação do documento estratégico.
+Assista tudo que rolou no canal da Fiocruz no Youtube!
"Pesquisa e educação andam juntas. Coordenar ações na área de pesquisa por meio do Plano de Desenvolvimento Institucional da Pesquisa da Fiocruz (2026-2030) resultará numa iniciativa inédita", afirmou a vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB/Fiocruz), Alda Maria da Cruz, apontando o horizonte de trabalho dos próximos meses. Além de Alda Cruz, participaram da abertura o presidente Mario Moreira e a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz), Marly Cruz.
Marly destacou a experiência com o Plano de Desenvolvimento Institucional da Educação da Fiocruz, construído por um grupo técnico da Vpeic, com contribuições da Subcâmara Técnica de Ensino. A iniciativa foi concebida para fortalecer a formação necessária para atender às necessidades da saúde pública e ampliar as capacidades do SUS. Segundo ela, essa experiência ajuda a orientar o movimento que agora inicia na área de pesquisa da Fundação. “O Plano para a pesquisa busca fortalecer o SUS e mobilizar a comunidade científica”, destacou.
Ela também anunciou as novas iniciativas vinculadas ao Fórum. Entre elas está o lançamento de uma enquete na plataforma RedCap, já disponível para participação de trabalhadores e estudantes da Fiocruz e pensada para integrar as ações de construção coletiva do Plano. Também foram anunciados o Guia de orientação para os grupos de formulação do Plano; a constituição dos embaixadores do Fórum, especialistas responsáveis pelas atividades de pesquisas nas unidades e que atuarão na organização dos grupos de formulação; e a plataforma Quem somos na Fiocruz, voltada para mapear pesquisadores e suas produções científicas e tecnológicas.
Ao iniciar sua participação, Mario Moreira lembrou que cerca de 2 mil pessoas atuam direta ou indiretamente na área de pesquisa da Fundação. A instituição conta atualmente com 48 programas de pós-graduação, responsáveis por formar quadros estratégicos para o SUS. “Com os pés fincados na tradição e os olhos voltados para o futuro, nos tornamos uma instituição modelo no mundo, uma instituição pasteuriana”, afirmou ao evocar a tradição do Instituto Pasteur, na França, para destacar o caráter plural e diverso da Fiocruz.
Para o presidente, o Plano de Desenvolvimento Institucional da Pesquisa permitirá à Fundação enfrentar desafios sanitários nacionais e globais em um cenário internacional marcado pelo questionamento do multilateralismo, pela desqualificação de organismos como a OMS, além das pressões geradas pelas migrações e pelas mudanças climáticas. “São necessários novos mecanismos para que o mundo não fique vulnerável a pandemias, e a Fiocruz precisa se organizar para isso. O Fórum é o espaço para discutir os desafios atuais e futuros", sublinhou.
Ainda na parte da manhã, pelo canal de transmissão do seminário, também foi divulgada a página do Fórum Oswaldo Cruz, que reúne as informações sobre todo o processo e funciona como espaço de disponibilização dos novos documentos de trabalho e memória dos seminários promovidos.
A questão da determinação social e da interseccionalidade
A primeira mesa-redonda que atribui título ao seminário, Determinação social do processo saúde-doença numa perspectiva interseccional, reuniu especialistas para discutir os limites e as possibilidades de algumas abordagens na compreensão das desigualdades em saúde. O debate foi mediado pela coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Raquel Aguiar, e contou com a participação de Paulo Sabroza, do Departamento de Endemias Samuel Pessoa da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz); Gulnar Azevedo, da Uerj; Paulo Buss, do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz); e Naomar de Almeida Filho, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA.
Ao refletir sobre a possibilidade de um método científico eficiente, Paulo Sabroza discutiu os conceitos de casualidade e determinação no campo da saúde. Segundo ele, a tradição científica consolidada no século XIX – que acompanhou o surgimento da epidemiologia moderna – privilegiou uma abordagem centrada na casualidade das doenças. Para o pesquisador, embora o método analítico tenha contribuições, ele se mostra insuficiente para compreender problemas de saúde. Sabroza defendeu uma abordagem mais ampla, capaz de articular diferentes formas de conhecimento e de superar visões reducionistas da saúde pública.
Nessa direção, a epidemiologista e reitora da Uerj, Gulnar Azevedo, reforçou a necessidade de pensar a ciência para além da cura de doenças, incorporando fatores sociais, econômicos e territoriais que interferem no processo saúde-doença. Com base em dados estatísticos nacionais, ela mostrou como diferenças regionais, de classe social e de raça influenciam o acesso ao tratamento, as chances de cura e até mesmo as estratégias de prevenção de doenças crônicas – como o câncer, uma das principais causas de morte neste do século. Para Gulnar, considerar categorias como interseccionalidade e determinantes sociais é fundamental para garantir que todas as pessoas tenham acesso aos recursos de prevenção e tratamento.
Naomar de Almeida Filho trouxe ao debate a pergunta: determinantes sociais das doenças ou determinação social da saúde? O professor chamou atenção para a importância da linguagem e da semântica na construção das análises e defendeu a necessidade de ir além das formulações tradicionais. Como alternativa, propôs uma abordagem baseada na categoria determinação eco-etno-social (DEES), que articula dimensões ecológicas, étnico-culturais e sociais para compreender as iniquidades em saúde.
Na avaliação de Naomar, as categorias "determinação social" e "interseccionalidade", embora importantes, apresentam limites analíticos. Por isso, sugeriu ampliar o debate com a noção de "sobredeterminação", entendida como uma categoria mais abrangente para analisar os processos que produzem desigualdades em saúde. Essa perspectiva considera trajetórias múltiplas de determinação social. “A discussão conceitual precisa avançar e incorporar também a colonialidade epistêmica", observou.
Na sequência, o ex-presidente da Fiocruz Paulo Buss apresentou um panorama do debate global sobre os determinantes sociais da saúde. Ele enfatizou o papel histórico dos sistemas de saúde pública e da própria Fundação, criada com uma vocação para doenças infecciosas e para enfrentar problemas sanitários. “Por isso, precisou fazer pesquisa e formar recursos humanos”, lembrou. Segundo Buss, as condições de saúde das populações resultam de um conjunto amplo de fatores interligados – entre eles desigualdades sociais, decisões político-econômicas e mudanças ambientais. Diante desse cenário complexo, afirmou, cabe à comunidade científica repensar as estratégias de pesquisa e de formulação de políticas públicas. Ele também ressaltou o caráter inevitavelmente político das agendas de saúde.
“Tudo tem natureza política – das decisões de governo à vida acadêmica, passando por questões sociais, ambientais e econômicas”, afirmou. Nesse sentido, acrescentou, a agenda da Fiocruz – incluindo o debate sobre determinação social – é também uma agenda política e social. “Saúde é o resultado de um conjunto de políticas sociais e econômicas”, frisou. Ao comentar os desafios globais contemporâneos — como crises ambientais, desigualdades e conflitos geopolíticos — que impactam diretamente as condições de saúde, Buss defendeu que a produção científica contribua de forma mais ativa para orientar políticas públicas e agendas de pesquisa.
Agenda de pesquisa
A programação da tarde contou com a mesa-redonda Experiências de Elaboração de Plano de Desenvolvimento da Pesquisa na Fiocruz, composta pelas pesquisadoras Luzia Carvalho, do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas); Luciana Dias, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz); e Flávia Elias, da Fiocruz Brasília. A moderação foi conduzida por Tania Fonseca, da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, instância que integra o grupo da Presidência nos trabalhos do Fórum Oswaldo Cruz.
Ao abrir a sessão, a vice-presidente Alda Cruz destacou a importância de o processo institucional se apoiar nas experiências acumuladas pelas unidades. “Estamos neste encontro bebendo da experiência que as unidades já estão construindo com relação às suas agendas de pesquisa. São elas que vão nos auxiliar na formação dessa matriz densa que é necessária para a elaboração da agenda de pesquisa da Fiocruz”, afirmou.
Na mediação, Tania Fonseca ressaltou a diversidade institucional e o papel articulador da coordenação. “A Coordenação de Vigilância tem uma característica muito singular, porque trabalha em rede com todas as unidades da Fiocruz. Isso nos dá uma oportunidade enorme de interação, seja com grupos de pesquisa, seja com as referências propriamente ditas. Com isso, temos um panorama do país, uma vez que a Fiocruz está presente — como costumamos dizer — em todas as regiões, em todos os biomas e em diferentes organizações”, observou.
Citando a fala do professor Paulo Sabroza na mesa-redonda da manhã, Tania reforçou que a Fiocruz nasceu com uma visão estratégica de Estado. “É uma instituição do Estado brasileiro, voltada para resolver problemas desse Estado. Em nossas andanças, percebemos que os projetos de pesquisa refletem isso: os territórios, as interações, as intervenções e as possibilidades de cada área. Formar uma mesa com essa diversidade remete à metáfora utilizada mais cedo, a do aquário e do lugar que ocupamos nele. O Fórum Oswaldo Cruz pretende ser esse aquário, onde diferentes áreas, regiões e grupos possam se ver refletidos e, ao mesmo tempo, reconhecidos como parte desse grande aquário multicolorido e diverso que é a Fiocruz”, destacou.
Experiências das unidades
Ao iniciar sua apresentação, Luzia Carvalho relatou a experiência da Fiocruz Minas na construção de sua agenda estratégica de pesquisa, destacando o papel das câmaras técnicas abertas como espaço permanente de debate institucional. “Neste processo de construção coletiva, fomos levados a definir os principais temas estratégicos de pesquisa da unidade. Isso foi possível por meio de câmaras técnicas abertas e encontros institucionais, que culminaram na definição de quatro grandes temas e de temas transversais. Não criamos uma agenda de pesquisa de uma hora para a outra — foi um processo longo, com muitas etapas”, explicou.
Segundo a pesquisadora, a agenda foi construída a partir do mapeamento das competências institucionais e do fortalecimento de um “ecossistema da pesquisa”, envolvendo gestão, ensino, laboratórios e comunicação. Os temas estratégicos definidos incluíram respostas a emergências e desastres, redução de doenças socialmente determinadas, desafios do perfil demográfico e epidemiológico da população brasileira e questões relacionadas à saúde, ambiente e vulnerabilidade social. Entre os temas transversais estão clima e saúde, vigilância, ciência de base e comunicação ativa.
Luciana Dias apresentou a experiência da Ensp/Fiocruz no fortalecimento da gestão estratégica da pesquisa entre 2021 e 2025. Segundo ela, o planejamento foi adotado como instrumento participativo de definição de prioridades e organização institucional. Isso foi crucial para definir a direção e as prioridades com construção coletiva, apoiar a tomada de decisão, com transformação de diretrizes em ações concretas, fortalecer a governança institucional e permitir monitoramento contínuo, avaliação e aprendizado institucional. A Escola reúne atualmente 262 servidores dedicados à pesquisa e conta com 66 grupos certificados pelo CNPq. A diversidade também marca a formação do corpo técnico, composto por profissionais de cerca de 40 áreas acadêmicas. Inserida no campo da saúde coletiva — que articula epidemiologia, ciências sociais e humanas em saúde e política e gestão em saúde —, a Ensp/Fiocruz mantém forte compromisso com a produção científica voltada saúde pública e à justiça social.
Durante a gestão, o planejamento da pesquisa foi estruturado a partir de um Programa Vivo, que definiu eixos estratégicos orientados pelas diretrizes aprovadas no Congresso Interno da Fiocruz. O primeiro eixo foi o fortalecimento da articulação interna e externa, ampliando o diálogo com outras unidades da instituição e com parceiros governamentais e movimentos sociais. O segundo concentrou-se no fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico aplicado à saúde pública e à saúde coletiva, incluindo um programa específico de financiamento à pesquisa com apoio da Presidência da Fiocruz. O terceiro eixo priorizou o fortalecimento da comunicação institucional e da divulgação científica.
A experiência também trouxe aprendizados para a gestão. Entre eles, a compreensão de que o planejamento deve funcionar como um guia de alinhamento de propósitos, e não como instrumento de controle. A participação institucional foi apontada como elemento central para garantir legitimidade às decisões e reduzir resistências internas, ainda que processos participativos também revelem conflitos que exigem mediação institucional. Luciana destacou ainda desafios importantes, como a dificuldade de priorização em ambientes de grande diversidade temática, a fragmentação entre pesquisa, ensino e gestão e a dependência crescente de financiamento externo. Nesse cenário, a liberação de recursos institucionais para editais internos foi considerada fundamental para estimular a colaboração e reduzir a competição entre pesquisadores.
Planejamento e redes de colaboração
Na apresentação final da mesa, Flávia Elias compartilhou a experiência da Fiocruz Brasília na elaboração de seu plano de ação para a área de pesquisa. O trabalho vem sendo desenvolvido por um grupo responsável por estruturar o planejamento de forma participativa, com reuniões regulares envolvendo pesquisadores, profissionais que atuam em atividades de pesquisa e bolsistas vinculados a projetos.
Atualmente, a unidade conta com 11 grupos de pesquisa formalizados, muitos deles fortemente vinculados à formulação e avaliação de políticas públicas em áreas como soberania alimentar, saúde do trabalhador, saúde mental e avaliação de tecnologias em saúde. Parte dessa atuação ocorre por meio de assessorias técnicas a órgãos governamentais e participação em comitês e conselhos ligados à formulação de políticas públicas. Como estratégia de integração entre os grupos, foram criados coletivos temáticos voltados a pautas transversais, como equidade étnico-racial e de gênero, acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência e envelhecimento e longevidade. Também está em desenvolvimento um coletivo dedicado à saúde da mulher.
A Ensp/Fiocruz mantém ainda parcerias com diferentes instituições, incluindo outras unidades da Fiocruz, órgãos do governo federal e universidades brasileiras e internacionais. Essas colaborações se concretizam por meio de instrumentos como Termos de Execução Descentralizada (TED), convênios, acordos de cooperação técnica e projetos financiados por emendas parlamentares. Entre as iniciativas recentes está uma chamada pública para projetos de pesquisa qualitativa que financiou 18 propostas, das quais 15 foram concluídas, apesar dos impactos da pandemia. Os projetos geraram produtos técnicos, metodologias, modelos de gestão e artigos científicos, além de iniciativas de formação acadêmica associadas à pesquisa.
Com base nessa trajetória, a unidade trabalha agora na consolidação de um plano estruturado de gestão e fomento à pesquisa. “O objetivo é organizar iniciativas já existentes em uma estratégia mais integrada e sustentável, voltada ao fortalecimento da pesquisa aplicada às necessidades do SUS, às demandas das políticas públicas e às realidades dos territórios. A proposta busca ampliar o impacto social da produção científica e consolidar a instituição como um polo robusto de desenvolvimento de soluções para desafios de saúde pública”, afirmou Flavia.
Entre os objetivos do plano estão o fortalecimento da governança da pesquisa, a integração entre grupos por meio de linhas temáticas transversais, a ampliação de mecanismos de financiamento e o fortalecimento da relação com os territórios. Também fazem parte das metas a democratização do acesso ao conhecimento científico e o aprimoramento da gestão do conhecimento institucional.
Encerramento
Ao encerrar o debate, a mediadora Tania Fonseca destacou que as apresentações refletiram a diversidade de trajetórias das unidades da Fiocruz, mas também revelaram pontos de convergência importantes. “A necessidade de agendas transversais, o trabalho em equipe, o estímulo aos grupos de pesquisa e aos jovens pesquisadores apareceram em todas as falas”, observou. Ela também ressaltou a importância de ampliar os espaços de diálogo institucional, retomando um ponto levantado anteriormente pelo professor Paulo Sabroza sobre a necessidade de fortalecer as conversas internas. "Cada uma das exposições trouxe novas questões e possibilidades que devem alimentar as discussões do Fórum nos próximos meses, contribuindo para aprofundar o debate até a consolidação das propostas previstas para agosto", concluiu Tania.
A nova etapa do Fórum Oswaldo Cruz tem início com a realização do seminário 'Determinação social do processo saúde-doença numa perspectiva interseccional', que acontece no dia 4 de março, das 8h às 17h, no auditório do Centro de Documentação e História da Saúde (COC/Fiocruz), com transmissão pelo canal da Fiocruz no YouTube. A temática escolhida busca aprofundar os debates que contribuirão para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional da Pesquisa da Fiocruz. A iniciativa está inserida na agenda de celebração dos 125 anos da Fundação.
O Fórum é uma iniciativa inédita que mobiliza a comunidade da Fiocruz para participar da construção coletiva do Plano. Seu lançamento ocorreu em agosto de 2025, durante um seminário inaugural. Desde então, as câmaras técnicas e toda comunidade da Fundação são convidadas a contribuir na formulação de propostas estratégicas para a vida institucional.
Durante o seminário de 4 de março, serão anunciadas três frentes de ação desta nova etapa do Fórum: a construção de grupos de formulação para contribuição ao Plano (2026–2030); uma enquete que procura valorizando a pluralidade de visões e a diversidade institucional; e a plataforma Quem é quem da pesquisa, que visa mapear, atualizar e qualificar as informações sobre as atividades científicas em todas as unidades.
Essas três iniciativas serão detalhadas durante a mesa de abertura, composta pelo presidente Mario Moreira, a vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas, Alda Maria da Cruz, e a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz. Ainda na parte da manhã, haverá a mesa-redonda que confere título ao seminário, 'Determinação social do processo saúde-doença numa perspectiva interseccional', com Paulo Sobroza, do Departamento de Endemias Samuel Pessoa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp); Gulnar Azevedo, da Uerj; Paulo Buss, do Centro de Relações Internacionais em Saúde; e Naomar de Almeida Filho, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA. A mediação do debate ficará a cargo da coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Raquel Aguiar.
À tarde, ocorrerá uma apresentação das experiências de elaboração de Plano de Desenvolvimento da Pesquisa na Fiocruz. Participarão dessa mesa Luzia Carvalho, da Fiocruz Minas Gerais; Luciana Dias, da Ensp; Flávia Elias e Marcia Motta, da Fiocruz Brasília; e mediação de Tania Fonseca, da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência.
A organização do Fórum é realizada pela Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), em parceria com a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), o Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho e a Fiocruz Brasília.
O II Seminário STEM na Saúde encerrou seu ciclo de diálogos, palestras e debates sobre a equidade de gênero nas áreas Stem (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), ampliando a discussão e mostrou a contribuição dessas áreas para a Saúde Pública. O evento ocorreu em formato híbrido no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, e foi promovido pela Fiocruz.
A iniciativa integra o projeto STEM na Saúde: Mentoria para a Promoção da Equidade de Gênero na Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta fomenta a inclusão das mulheres nas áreas Stem, fortalecendo esses segmentos do conhecimento que são fundamentais para avanços como o desenvolvimento de vacinas e medicamentos, tecnologias diagnósticas, metodologias inovadoras em processos, respostas a emergências climáticas e sanitárias, entre tantos outros. A organização do evento esteve a cargo do da Coordenação de Divulgação Científica (CDC) da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz).
As áreas Stem contemplam um campo amplo e as palestrantes trouxeram trajetórias e exemplos para ilustrar como esses saberes se articulam com diferentes frentes da Saúde Pública. A vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz Soares, doutora em Engenharia de Produção pelo Programa de Engenharia de Produção (Coppe/UFRJ), citou o seu lugar no campo da Stem ao abordar o uso da engenharia aplicada à saúde, a partir de sua experiência na Fiocruz. “A engenharia de produção nos traz ferramentas, instrumentos e metodologias para que possamos gerir e planejar esta instituição, que desenvolve diversas atividades finalísticas presentes no Brasil inteiro”, afirmou.
Priscila usou como exemplo a pandemia da Covid-19 como aplicação de Stem na saúde. “Na pandemia da Covid-19, nós precisamos coordenar atividades diferentes nas áreas de comunicação e informação, produção, diagnóstico na logística e distribuição dos insumos. Tivemos que planejar as operações de modo integrado, com priorização, diretrizes e integração de unidades em todo o Brasil”, lembrou Priscila.
Soluções e inovações para o SUS
O seminário abordou as várias facetas do Stem. A biomédica e gerente-executiva de Produção de Insumos para Diagnóstico Molecular, no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Viviane Monteiro Góes, contou como se dá a aplicação do conhecimento em soluções para a população. “Todo esse conhecimento é aplicado no SUS por meio do desenvolvimento tecnológico de produtos que são entregues ao Ministério da Saúde e distribuídos para todas as unidades de saúde do país”, comentou. A pesquisadora lembrou de soluções como o desenvolvimento e a produção de testes para diagnósticos de zika, dengue, chikungunya e Covid-19, entre outras doenças, como resultantes desse conhecimento. Além disso, Viviane destacou a atuação direta do IBMP junto ao Ministério da Saúde no desenvolvimento do kit de HPV que fará o diagnóstico da doença por meio da metodologia de biologia molecular, tornando o processo mais rápido e preciso.
A coordenadora da célula de Inovação Aberta do Pólen - Laboratório de Inovação na Gestão Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Isabela Gimenez, mostrou como sua formação em Biologia e na gestão da inovação contribui para o desenvolvimento da saúde pública por meio da utilização das metodologias ágeis, como o design thinking, por exemplo. “Esta é uma das ferramentas que impactam no SUS e nas políticas públicas. O Pólen tem programas de aceleração em vários eixos: linguagem e design simples, tecnologia da informação, gestão, programa de saúde e gamificação. Nós fornecemos capacitações que ajudam os profissionais do SUS a maturarem projetos que trazem resultados práticos para as unidades de saúde”, contou.
A geógrafa e pesquisadora Renata Gracie, membro da Coordenação do Observatório de Clima e Saúde e das Potencialidades Periféricas e atual vice-diretora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), compartilhou as experiências e os projetos do Laboratório de Informação e Saúde (LIS). “Coletamos, armazenamos e divulgamos informações em saúde, tanto para os gestores tomarem decisões mais acertadas para os diferentes territórios brasileiros, quanto para a população poder fazer incidência política junto aos gestores”, explicou.
Segundo Renata, o clima e as mudanças climáticas são objetos de estudo e produção de bases de análises do LIS pelo impacto que causam no SUS e na saúde pública. “Essas alterações aumentam a magnitude de algumas doenças, muitas vezes numa velocidade tão grande que a população não consegue ser atendida no tempo necessário. Quando percebemos a aproximação de um evento extremo, o Observatório de Clima e Saúde fornece um diagnóstico para que sejam tomadas decisões mais adequadas de atendimento da população”, ressaltou.
Para ampliar a representação feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), a Fiocruz promove, nos dias 28 e 29 de janeiro, o II Seminário STEM na Saúde. O evento ocorrerá no Salão de Conferências do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, e terá formato híbrido, permitindo participação presencial e online. Com o objetivo de debater e incentivar a inclusão de mulheres nesses campos estratégicos, a programação incluirá palestras e debates com pesquisadoras e especialistas. A iniciativa reforça o compromisso da Fiocruz com a equidade de gênero na ciência e na saúde pública.
O seminário, desenvolvido no âmbito do projeto STEM na Saúde: Mentoria para a Promoção da Equidade de Gênero na Ciência, Tecnologia e Inovação, é uma iniciativa do programa Mulheres e Meninas na Ciência (PMMC), da Coordenação de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz). O evento conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A programação do II Seminário contempla a apresentação e o debate de temas centrais para a instituição, incluindo desigualdades regionais, impactos das políticas públicas voltadas à promoção da equidade de gênero e raça na ciência e tecnologia, experiências de mentoria e estratégias de apoio à formação de futuras cientistas.
O II Seminário é mais uma articulação da Rede Nacional STEM na Saúde, coordenada pela Fiocruz. Presente em todo o país, a Rede abrange ações de formação que vão desde a educação básica até a pós-graduação, articulando pesquisa, educação, informação, comunicação pública da ciência e da saúde e divulgação científica. Com foco em estudantes de periferias urbanas, meninas negras, quilombolas e indígenas, a Rede busca enfrentar desigualdades históricas no acesso, na permanência e na progressão de meninas e mulheres na ciência. Essa é a primeira experiência integrada da Fiocruz em rede colaborativa com outras instituições do país, consolidando o STEM na Saúde como uma iniciativa estruturante para a promoção da equidade em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).
Foco na ciência
Esta segunda edição do seminário marca um momento histórico para a iniciativa já que vai reunir todas as bolsistas da Rede, além de 113 pesquisadoras-mentoras. “Mais do que promover a inclusão, o evento visa diminuir a sub-representação, quebrar barreiras históricas, construir equidade e moldar o futuro da ciência com a diversidade que a sociedade exige”, diz a coordenadora de Divulgação Científica da VPEIC, Cristina Araripe. A pesquisadora salienta que, um dos resultados do encontro, é o fortalecimento de “uma poderosa rede de formação e acompanhamento de trajetórias científicas em diferentes territórios do país”.
Serviço
II Seminário STEM na Saúde
Data: 28 e 29 de janeiro de 2026
Horário: 9h às 16h30
Local: Salão de Conferências do CDHS/COC/Fiocruz, Campus Manguinhos, RJ
Formato: Híbrido (presencial e por videoconferência síncrona)
Transmissão aberta: Canal da VideoSaúde no YouTube
Realização: Fiocruz, com apoio do CNPq e MCTI
O quarto seminário do 32º Ciclo de Debates do Nethis, que será realizado no dia 27 de novembro, às 14h, vai discutir as tendências globais em ética, regulação e legislação relacionadas ao compartilhamento de dados em saúde e os possíveis efeitos do Regulamento Europeu de Inteligência Artificial sobre o setor de dispositivos médicos no Brasil. A atividade será transmitida ao vivo pelo canal da Fiocruz Brasília no YouTube.
O encontro busca comparar modelos regulatórios e experiências internacionais, destacando como diferentes contextos políticos e institucionais podem influenciar o uso responsável dessas tecnologias em sistemas de saúde.
Somente participantes com inscrição prévia terão direito ao certificado emitido pela Escola de Governo Fiocruz – Brasília. Não perca!
O evento integra as atividades do Observatório de Desenvolvimento e Desigualdades em Saúde e Inteligência Artificial – Odisseia, projeto interinstitucional do Nethis/Fiocruz Brasília em parceria com o Centro de Pesquisas em Direito Sanitário (Cepedisa) da USP, que conta com o apoio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) do Ministério da Saúde.
Mais informações: (61) 3329-4661 | nethis@fiocruz.br
#ParaTodosVerem imagem de um profissional de saúde com jaleco azul e estetoscópio no pescoço segurando uma esfera digital azul, com diversas linhas e pontos brilhantes, o foca da imagem está na esfera, e por cima da imagem está escrito: Perspectiva internacional comparada da IA - online, o evento será no dia 27 de novembro às 14 horas. Na parte inferior há três imagens, de dois palestrantes, Kathleen Liddell, diretora do Centro de Direito, Medicina e Ciências da Vida da University of Cambrige, uma mulher branca, com cabelos castanhos claros compridos, está com uma blusa preta, Timothy James, professor da Université Paris Cité, um homem branco, de terno e gravata, com barba curta e cabelo castanho claro, e a moderadora do evento será Roberta de Freitas, coordenadora de pesquisa e ensino do Nethis/Fiocruz Brasília, uma mulher branca, de óculos, com cabelos escuros compridos, está com um blazer claro e blusa escura.
A Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), a Fiocruz e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em nome da Aliança Dengue, convidam para o seminário Cooperação do Sul Global na Busca por Tratamentos para Dengue, que acontece no dia 26 de novembro, às 9h. O encontro reunirá especialistas, pesquisadores e autoridades do Sul Global dedicados ao desenvolvimento de novos tratamentos contra a doença.
O evento será realizado no auditório da Organização Panamericana de Saúde (Opas), em Brasília, e terá transmissão pelo YouTube. Para participar de forma presencial, basta se inscrever por meio do formulário online.
Entre os temas em destaque a serem debatidos no seminário, estão "Como reduzir o impacto e as mortes causadas por dengue – a resposta do Sul Global", "Quando e como teremos um tratamento efetivo e seguro" e "Perspectivas da Aliança Dengue para o tratamento da doença".
Fiocruz oferece cursos de controle de mosquitos e larvicidas
O Campus Virtual Fiocruz oferece dois cursos que tratam da temática da dengue e são voltados a profissionais de saúde: Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes e InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis, ambos online e gratuitos. Conheça e inscreva-se!
Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes
O curso tem foco numa tática muito promissora no combate aos mosquitos, que é a disseminação de larvicidas pelos próprios mosquitos. A Estratégia de Disseminação de Larvicida (EDL) é diferenciada, pois algumas espécies de mosquitos Aedes usam, de forma frequente, criadouros crípticos, ou seja, de difícil acesso, situados em locais inacessíveis ou ainda visualmente indetectáveis até pelos agentes de combate às endemias (ACE).
O objetivo do curso, que é composto de 2 módulos, 10 aulas e 40h de carga horária, é oferecer um conjunto de conhecimentos, além da prática na gestão e operacionalização dos procedimentos de montagem, impregnação, instalação, e manutenção das Estações Disseminadoras de larvicida (ED’s) para o controle de arboviroses através da dispersão de larvicida por mosquitos urbanos nos diferentes contextos e realidades do Brasil.
A formação é online, gratuita e autoinstrucional e busca qualificar agentes de saúde, estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde que atuam ou pretendem atuar no combate aos mosquitos Aedes.
Confira aqui a divisão dos módulos e inscreva-se!
InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis
O curso é voltado a profissionais da vigilância em saúde que atuam nas secretarias municipais e estaduais de Saúde, e é aberto também a interessados no tema.
O objetivo é promover a compreensão de conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis e proporcionar aos profissionais conhecimentos e instrumentos para auxiliar na tomada de decisão em situações dedicadas à vigilância de arboviroses urbanas (dengue, Zika e chikungunya) e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).
A carga horária é de até 40h, divididas em dois módulos: módulo base e módulo aplicado, em que o aluno pode optar por estudar um dos sistemas (InfoDengue e InfoGripe) ou ambos. Os módulos trazem apresentações das doenças como problemas de saúde pública e sua epidemiologia no país, seguido de uma introdução ao processo de coleta e organização de dados feitos pelas secretarias de saúde.
Os alunos serão apresentados a conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis, métodos e práticas específicos do Infodengue e do Infogripe, para que sejam capazes de atuar em cenários de risco e a leitura-interpretação dos boletins em diferentes contextos.
A formação é totalmente online, gratuita e autoinstrucional.
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#ParaTodosVerem Banner com fundo amarelo, nele as seguintes informações: Aliança Dengue, a DNDI, a Fiocruz e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em nome da Aliança Dengue, convidam você para participar do Seminário Cooperação do Sul Global na Busca por Tratamentos para Dengue, no dia 26 de novembro, às 9h, no auditório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília.
No dia 19 de novembro, a partir das 9h30, os Seminários Fiocruz Mata Atlântica apresentam duas palestras: A vila e as águas: infraestrutura urbana e mobilização social nas margens da cidade, com a palestrante Letícia Parente Ribeiro; e A Infraestrutura como Alicerce Social, Ambiental e Urbano da Cidade, com Humberto Kzure-Cerquera. O encontro será realizado presencialmente no Auditório Pau-Brasil, Campus Fiocruz Mata Atlântica (Rua Sampaio Côrrea, S/N -Jacarepaguá).
Saiba mais sobre os palestrantes:
Letícia Parente Ribeiro é geógraa e mestre em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); professora do Departamento de Geografica da UFRJ, onde é associada ao grupo de pesquisas Território e Cidadania; atua nos coletivos "Margens" e "UFRJ em campo", e no projeto "Ver a Vila: memórias e saberes para uma nova política urbana".
Humberto Kzure-Cerquera é arquiteto e urbanista pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (FAUFBA); mestre pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ippur/UFRJ); doutor pelo Programa de Pos-Graduação Em Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Prourb/UFRJ), com doutorado sanduíche pela Bauhaus Universität Weimar (Alemanha). Realizou Pós-doutorado na Universidade do Porto (Portugal), na Université de La Rochelle (França) e na Technische Universität Wien (Áustria). Atualmente é professor associado no Departamento de Arquitetura e Urbanismo do Instittuo de Tecnologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
De 4 a 6 de novembro, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) vai realizar o seminário “Conectando saúde pública e desigualdades urbanas no contexto das mudanças climáticas: governança para um desenvolvimento justo nas cidades brasileiras”, o Conect. Os encontros serão se 9h às 17h no auditório térreo da Ensp. Para participar, inscreva-se gratuitamente aqui. O evento será transmitido pelo canal da Ensp no YouTube.
As apresentações e debates ocorrerão em torno de três eixos temáticos principais: 1) qualidade da água e saneamento básico, 2) poluição atmosférica e ondas de calor e 3) ecologia política e agroecologia. A programação reunirá pesquisadores brasileiros e alemães, além de representantes de coletivos urbanos que tratam da justiça ambiental em seus territórios.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DETALHADA
O evento é coordenado pela representante discente e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente, Lillian Silva, pela doutoranda Victória Oliva, do mesmo programa, pelo mestrando em Geografia na UFF Bernardo Bronzi e pelo doutorando em Geografia na Universidade de Bonn, na Alemanha, Vicente Brêtas.
"Quando a Victoria veio falar comigo sobre a proposta do evento, eu logo pensei na internacionalização do SPMA. O programa está crescendo cada vez mais e uma parceria com uma Universidade alemã significa muito. É uma maneira de não só conectar três instituições (Ensp, BONN e UFF), seja pela nossa atuação ou pelos palestrantes, mas também mostrar como as preocupações com a saúde pública são, de fato, universais. São quatro alunos-pesquisadores à frente da organização do Conect e isso mostra que somos cada vez mais ativos e engajados na construção multiprofissional da saúde. São três geógrafos e eu, farmacêutica, além da professora Beatriz Oliveira, orientadora da Victoria, que é enfermeira", detalha Lillian Silva.
Bernardo Bronzi faz um agradecimento ao Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH São Paulo) pelo apoio que viabilizou o evento. "Por meio de seu edital de fomento, o DWIH São Paulo possibilitou a vinda de pesquisadores da Alemanha, permitindo que esta cooperação presencial se concretizasse. O DWIH São Paulo é um ponto de contato essencial entre Brasil e Alemanha nas áreas de ciência, pesquisa e inovação, e seu objetivo de promover a cooperação bilateral e o debate científico está perfeitamente alinhado com a missão do nosso evento na COP 30: contribuir com as discussões sobre mudanças climáticas, focando nos ambientes urbanos para pensarmos juntos em outro mundo possível. Esta parceria é um exemplo vivo da sinergia que busca o desenvolvimento sustentável entre nossos países."