No momento em que os números denunciam o aumento dos casos e a preocupação aumenta no combate às causas das arboviroses, a Fiocruz Ceará também contribui para o debate. E para contribuir com o movimento de cuidado e prevenção, a aula inaugural da Fiocruz Ceará, que marca o início do ano letivo na instituição, terá como tema "Reflexões sobre as atuais epidemias de arboviroses no Brasil". A aula será ministrada pelo infectologista Rivaldo V. da Cunha, pesquisador especialista em Saúde Pública (Fiocruz), e acontecerá no dia 22 de abril, a partir das 14h, no auditório da Fiocruz Ceará. O evento será transmitido no canal do YouTube da Fiocruz Ceará. A inscrição para o encontro já pode ser confirmada no Campus Virtual Fiocruz. Será emitido certificado para os participantes.
A Fiocruz realiza, no dia 11 de abril, o "Seminário Arboviroses: desafios e perspectivas na abordagem". A atividade acontece no auditório térreo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), no campus Manguinhos, e contará com transmissão ao vivo através do canal do YouTube da Fundação. O evento começa às 8h30, com um café de boas-vindas, e termina às 13h30, com um brunch de encerramento. Participam gestores e pesquisadores de instituições de saúde como a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Ministério da Saúde e secretarias Estadual e Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
O seminário faz parte de um conjunto de ações da Fiocruz para o enfrentamento da dengue e outras arboviroses. A primeira mesa apresentará o cenário epidemiológico das Américas e do Brasil, com foco para o estado e a cidade do Rio de Janeiro. Serão abordados também os impactos das mudanças climáticas e os desafios na assistência.
Confira a programação completa
8h30 - Café de boas-vindas
9h - Abertura
10h às 10h40 - Informe: Ações do Ministério da Saúde e Estratégia de vacinação
10h45 às 12h - Cenário epidemiológico: Américas, Brasil, Estado e Capital do Rio de Janeiro
12h às 13h30 - Desafios na assistência: Dengue, Chikungunya, Oropouche e Análise dos óbitos
13h30 - Brunch • Encerramento
Assista à transmissão do seminário
*Com informações da Coordenação de Comunicação Social (CCS/Fiocruz)
*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol
O Brasil registrou 1 milhão de casos prováveis de infecção da dengue nos dois primeiros meses de 2024, segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. O aumento de casos preocupa profissionais da saúde e pesquisadores, que alertam para a necessidade de um esforço coletivo da população e do poder público no combate à doença. Nesse cenário, a Fiocruz está mobilizada em diversas frentes e unidades, produzindo materiais educacionais e informação de qualidade com especialistas da instituição. O Campus Virtual Fiocruz oferta dois cursos na temática da dengue e são voltados aos profissionais de saúde: InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis e Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes, que seguem com inscrições abertas! Os conteúdos são, em sua maioria, gratuitos e estão disponíveis em acesso aberto, visando a conscientização e educação da população.
Confira algumas das iniciativas:
Publicações em acesso aberto abordam a dengue e outras arboviroses
A Editora Fiocruz disponibiliza alguns títulos sobre a dengue e outras arboviroses em acesso aberto, visando a divulgação científica e conscientização da população. São eles:
Outras publicações estão disponíveis para aquisição: Aedes de A a Z, de Denise Valle, Raquel Aguiar, Denise Nacif Pimenta e Vinicius Ferreira; Dengue: teorias e práticas, de Denise Valle, Denise Nacif Pimenta e Rivaldo Venâncio da Cunha; e Zika no Brasil: história recente de uma epidemia, de Ilana Löwy.
Série de vídeos alerta para a importância da prevenção
A Coordenação de Comunicação Social (CCS) da Fiocruz lançou uma série de vídeos sobre a prevenção ao Aedes aegypti. As produções estão em linguagem simples e foram disponibilizadas nas redes sociais da Fundação e no canal da instituição no YouTube, com tradução para a Língua brasileira de sinais (Libras) e áudio e legenda em português.
A série aborda temas importantes, como os locais utilizados e ações para eliminar possíveis criadouros do mosquito e a importância da manutenção das ações de controle e prevenção ao Aedes.
Portal Fiocruz inaugura página temática sobre a Dengue
O Portal Fiocruz lançou uma página temática que reúne informações, notícias e serviços da Fundação acerca da dengue. É possível entender os sintomas e as formas de prevenção, conhecer projetos e ações institucionais no enfrentamento à doença e solicitar atendimentos especializados em arboviroses.
Projeto da Fiocruz é base para campanha do Governo Federal contra dengue
Idealizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), o projeto 10 Minutos Contra o Aedes está na base da nova campanha do Governo Federal contra a dengue. O projeto propõe à população dedicar 10 minutos por semana para combater os focos do mosquito Aedes aegytpi. Para orientar a população no combate ao inseto, os especialistas elaboraram um guia de checagem que aponta criadouros comuns no ambiente doméstico, que podem ser vistoriados em apenas 10 minutos.
Radis aborda vacina contra a dengue
A edição 257 da Revista Radis, de fevereiro de 2024, traz como um dos destaques a incorporação da vacina contra a dengue no sistema público de saúde brasileiro, um dos primeiros a oferecer a imunização de forma universal e gratuita. A edição aborda a primeira etapa da vacinação, que prioriza as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, e apresenta um panorama nacional das infecções por dengue.
Fiocruz oferece cursos de combate à dengue
O Campus Virtual Fiocruz relembra dois cursos que tratam da temática da dengue e são voltados a profissionais de saúde: Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes e InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis, ambos online e gratuitos. Conheça e inscreva-se!
InfoDengue e InfoGripe: Vigilância epidemiológica de doenças transmissíveis
O curso é voltado a profissionais da vigilância em saúde que atuam nas secretarias municipais e estaduais de Saúde, e é aberto também a interessados no tema.
O objetivo é promover a compreensão de conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis e proporcionar aos profissionais conhecimentos e instrumentos para auxiliar na tomada de decisão em situações dedicadas à vigilância de arboviroses urbanas (dengue, Zika e chikungunya) e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).
A carga horária é de até 40h, divididas em dois módulos: módulo base e módulo aplicado, em que o aluno pode optar por estudar um dos sistemas (InfoDengue e InfoGripe) ou ambos. Os módulos trazem apresentações das doenças como problemas de saúde pública e sua epidemiologia no país, seguido de uma introdução ao processo de coleta e organização de dados feitos pelas secretarias de saúde.
Os alunos serão apresentados a conceitos teóricos do monitoramento de doenças transmissíveis, métodos e práticas específicos do Infodengue e do Infogripe, para que sejam capazes de atuar em cenários de risco e a leitura-interpretação dos boletins em diferentes contextos.
A formação é totalmente online, gratuita e autoinstrucional.
Confira aqui como estão divididos os módulos e inscreva-se!
Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes
O curso tem foco numa tática muito promissora no combate aos mosquitos, que é a disseminação de larvicidas pelos próprios mosquitos. A Estratégia de Disseminação de Larvicida (EDL) é diferenciada, pois algumas espécies de mosquitos Aedes usam, de forma frequente, criadouros crípticos, ou seja, de difícil acesso, situados em locais inacessíveis ou ainda visualmente indetectáveis até pelos agentes de combate às endemias (ACE).
O objetivo do curso, que é composto de 2 módulos, 10 aulas e 40h de carga horária, é oferecer um conjunto de conhecimentos, além da prática na gestão e operacionalização dos procedimentos de montagem, impregnação, instalação, e manutenção das Estações Disseminadoras de larvicida (ED’s) para o controle de arboviroses através da dispersão de larvicida por mosquitos urbanos nos diferentes contextos e realidades do Brasil.
A formação é online, gratuita e autoinstrucional e busca qualificar agentes de saúde, estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde que atuam ou pretendem atuar no combate aos mosquitos Aedes.
Confira aqui a divisão dos módulos e inscreva-se!
*Com informações da Coordenação de Comunicação Social (CCS) e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol
Em meio à pandemia de Covid-19, outras doenças infecciosas importantes causadas por vírus também acometem indivíduos no Brasil e merecem atenção. Uma delas é a febre amarela, uma arbovirose de alta letalidade — que, no entanto, pode ser evitada com uma vacina segura, eficaz e gratuita. Recentemente, o aumento do número de macacos infectados pela doença chamou a atenção para a circulação do vírus em algumas regiões do país e acendeu o alerta do Ministério da Saúde, que deu início a campanhas de vacinação em diferentes estados. A febre amarela é tema de dois microcursos online da Fiocruz, que estão com inscrições abertas até o dia 20 de junho. O objetivo da formação é manter profissionais e outros agentes da área da saúde atualizados.
O aumento da detecção do vírus amarílico em primatas não humanos (macacos) em São Paulo, Paraná e Santa Catarina desde julho de 2019 sinalizou ao Ministério da Saúde a circulação ativa do vírus nesses estados, bem como o aumento do risco de transmissão às populações humanas e a necessidade da intensificação da vacinação contra a febre amarela – que é a forma mais eficaz de se proteger da doença. Segundo o Boletim Epidemiológico, de maio de 2020, da Secretaria de Vigilância em Saúde “é de extrema importância que a população considere o risco atual e atenda aos alertas dos serviços de saúde para que se possa prevenir a ocorrência de casos, óbitos e surtos de maior magnitude”.
O boletim chama atenção para os impactos da pandemia de Covid-19, alertando que “a redução da capacidade de resposta dos serviços de vigilância e dos laboratórios de saúde pública podem ofuscar o cenário epidemiológico recente de febre amarela, de modo que os dados desse período devem ser analisados com cautela”, apontando ainda a questão do manejo clínico da doença e necessidade de intensificação da vigilância.
O Campus Virtual Fiocruz está com inscrições abertas para dois microcursos, online e gratuitos, sobre febre amarela: Transmissão, vigilância, controle e prevenção e Vacinação. A formação é modular e traz conteúdos que reforçam conhecimentos, conceitos e condutas para qualificar o atendimento. Os cursos foram produzidos pela Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e o Campus Virtual Fiocruz, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Já o conteúdo foi elaborado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), sob a coordenação acadêmica da pesquisadora Marília Santini. As inscrições vão até 20 de junho e os interessados já podem se matricular nos dois microcursos.
O microcurso Transmissão, vigilância, controle e prevenção apresenta os conceitos gerais sobre febre amarela, sendo indicado para os profissionais de saúde que atuam na atenção básica e em postos de vacinação. Mas é aberto a qualquer pessoa interessada. Ao final desse minicurso, o participante vai ser capaz de: reconhecer áreas de risco de transmissão da doença; identificar ciclos urbanos e silvestres; rever procedimentos de vigilância; definir os diferentes tipos de caso de febre amarela nos diferentes cenários epidemiológicos; encontrar informações atualizadas sobre a situação epidemiológica da doença; e rever as medidas gerais de controle da febre amarela e formas de prevenção adicionais à vacina.
O microcurso Vacinação apresenta situações diversas sobre vacinação para febre amarela, trazendo orientações e reflexões para qualificar a recomendação de vacina e outras condutas associadas. É indicado para profissionais de saúde que atuam na atenção básica e em postos de vacinação. Porém qualquer pessoa pode se matricular. Ao final desse minicurso, o participante vai ser capaz de: identificar as pessoas para as quais a vacina é recomendada; orientar os usuários nos casos controversos; orientar sobre eventos adversos; e identificar casos de eventos adversos.
A primeira chamada do curso, que aconteceu em 2018, teve a participação de 15 mil profissionais.
Caso tenha alguma dificuldade em se inscrever, envie uma mensagem para: suporte.campus@fiocruz.br
A vacina é a forma mais segura e eficaz de evitar a doença e é indicada para pessoas entre 9 meses e 59 anos de idade. Contudo, grávidas ou pessoas com 60 anos ou mais devem procurar orientações no serviço de saúde para avaliar a pertinência da vacinação.
A partir de 2020, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a ofertar uma dose de reforço dessa vacina para crianças com quatro anos de idade. Além disso, o Ministério da Saúde irá ampliar, gradativamente, a vacinação contra febre amarela para 1.101 municípios dos estados do Nordeste que ainda não faziam parte da área de recomendação de vacinação. Isso se deu com o avanço de registro de casos em outras localidades. Dessa forma, todo o país passa a contar com a vacina contra a febre amarela na rotina dos serviços em 2020.
* Colaborou Flávia Lobato
Nos dias 19 e 20 de setembro, a Fiocruz Brasília promoveu, por meio do Programa de Educação, Cultura e Saúde, em parceria com o Laboratório de Educação Profissional em Vigilância em Saúde da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), uma oficina pedagógica para professores que vão ministrar as aulas do curso de Desenvolvimento Profissional em Vigilância em Saúde para o Enfrentamento das Arboviroses. O curso vai contar com apresentação de conceitos, instrumentos e técnicas básicas da vigilância sanitária, trabalho de campo com metodologia de territorialização em saúde para a elaboração de diagnósticos e planos de ação, além de atividades práticas através do Laboratório de Tecnologias Comunicativas para a Divulgação Científica.
No primeiro dia, os docentes conheceram a proposta pedagógica do curso, que possui três unidades de aprendizagem e cada uma delas com três módulos, de 16 horas, organizadas em aulas e trabalho de campo. No segundo dia, a formação foi realizada no entorno da Unidade Básica de Saúde 02 de Ceilândia, a 30 quilômetros do centro de Brasília, onde os professores puderam se apropriar das ferramentas que serão utilizadas para as atividades de territorialização. Com GPS em mãos, compreenderam como o mapeamento é importante para identificar e localizar as informações no território; os celulares foram utilizados para a produção de imagens para potencializar a aprendizagem e a percepção da realidade social; enquanto os roteiros de observação orientaram o levantamento, a descrição e análise de informações. Eles puderam exercitar também o uso de questionários e a realização de entrevistas para compreensão da percepção dos atores sociais locais, além de pesquisa de dados secundários e planilhas para planejamento participativo estratégico situacional.
A previsão é que até o fim do ano sejam disponibilizadas 30 vagas do curso para profissionais da saúde, da educação ou de outros setores e representantes de entidades sociais. Espera-se que os participantes possam implementar ações de mobilização social e comunicação em saúde para a promoção de territórios saudáveis, e que definam um plano de ação para fortalecer a participação popular e contribuir com o enfrentamento das arboviroses na perspectiva da vigilância em saúde. Além disso, os participantes serão capazes de realizar diagnóstico das condições de vida e situação de saúde do território por meio da investigação de problemas e áreas de risco para propor ações comunicativas e educativas.
O curso é uma atividade prevista na pesquisa Inovação em Educação e Comunicação para a Prevenção da Zika e Doenças Correlatas nos Territórios, sob a coordenação da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e com coordenação adjunta da diretora executiva da Escola Fiocruz de Governo, Luciana Sepúlveda.
O objetivo da pesquisa é desenvolver um modelo de educação ambiental, sanitária e de popularização da ciência que facilite a vigilância dos agravos diante da epidemia de zika em escolas e comunidades, gerando efeitos duráveis de prevenção à zika e doenças correlatas, além de fortalecer a ação intra e intersetorial entre as redes de atenção à saúde, de educação básica, técnica e superior, na área de ciência e tecnologia e demais atores no território. Para isso, vem sendo desenvolvida pesquisa-ação em quatro diferentes territórios: na capital carioca, mais especificamente no bairro de Manguinhos, em duas cidades do interior do Rio de Janeiro: Maricá e Paraty e na região de Ceilândia, em Brasília (DF).
A pesquisa foi aprovada em chamada pública específica para projetos relacionado à prevenção e combate ao vírus zika, do Ministério da Saúde, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Ministério da Educação e envolve a parceria de diferentes órgãos da Fiocruz: o Laboratório de Educação Profissional em Vigilância em Saúde da EPSJV, a Gerência Regional de Brasília, o Museu da Vida da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), o Canal Saúde e o Observatório de Territórios Saudáveis e Sustentáveis da Bocaina.
Cinco jovens apaixonados por rap, encontros para bater um papo sobre ciência e uma missão: fazer músicas de rap sobre temas científicos relacionados à saúde pública. Essa é a proposta do Rap e ciência, projeto financiado pelo Hackaton da Divulgação Científica em Saúde, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), com o apoio do Museu da Vida (COC/Fiocruz).
O projeto vem sendo realizado desde novembro de 2018. Agora, lança a primeira música: InsetRima. Nesta criação, a proposta é pensar a relação entre saneamento básico e arboviroses, doenças como a dengue, zika e chikungunya, que têm em comum o vetor que as transmite para seres humanos, o mosquito Aedes aegypti.
Clique aqui e ouça a música completa.
Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde, em boletim epidemiológico divulgado em 9 de julho de 2019, entre 30 de dezembro de 2018 e 30 de junho deste ano, já havia mais de 1,2 milhões de casos prováveis de dengue no país. "No mesmo período de 2018, foram registrados 183.829 casos prováveis", indica o relatório. Ou seja, um crescimento de 597,3% em comparação ao ano anterior.
Mesmo no período fora do verão, manter hábitos de prevenção é extremamente importante. No país, a campanha Dez minutos contra o Aedes busca mobilizar a população para eliminar possíveis lugares em que o Aedes se prolifera. Dez minutos na semana são suficientes para checar, por exemplo, água parada em vasos de planta, pneus e recipientes descobertos e outros espaços que podem acumular água, principalmente água de chuva.
Na letra da música, os artistas fizeram questão de colocar em evidência que moradores de favelas e de regiões com alta vulnerabilidade social podem sofrer ainda mais com esse contexto, por muitas vezes ficarem desassistidos em relação a serviços de saneamento básico, como tratamento de esgoto e coleta de lixo.
Em Manguinhos, local onde a Fiocruz está inserida, é recorrente ouvir de moradores que, em chuvas muito fortes, diversas ruas das favelas do Complexo de Manguinhos alagam. Como um verso da música diz: "Vish! Dia de chuva, esgoto sobe. Aedes faz a festa em poça que não se move". A geógrafa Rejany Ferreira, uma das pessoas que conversou com o Rap e ciência para esta música, já soltou o verbo no artigo Enchentes! Falta planejamento.
O Ministério da Saúde mantém uma página especial na web para falar sobre arboviroses. E reforça: "O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças. No entanto, a recomendação é não descuidar nenhum dia do ano e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos em qualquer época do ano". Isso vale também para a denúncia de focos do mosquito.
O inimigo mora em todo o lugar: é preciso vigiar os mosquitos. Para isso, o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) está lançando o curso de aperfeiçoamento em bases da vigilância e controle de mosquitos, disponível através do Campus Virtual Fiocruz. As inscrições ficam abertas até 25 de dezembro.
O aperfeiçoamento é voltado, principalmente, à formação dos agentes municipais de endemias, para que aprofundem seus conhecimentos sobre controle e monitoramento de mosquitos vetores. Mas também podem participar profissionais do serviço de saúde que atuem na gestão de controle de vetores, gestores em saúde e o público em geral.
O curso é composto por três módulos:
I. Características biológicas, ecológicas e comportamentais • Carga horária: 15h
II. Controle de mosquitos • Carga horária: 10h
III. Avanços na pesquisa quanto ao controle vetorial • Carga horária: 5h
Também serão abordados assuntos como o contexto histórico da chegada do Aedes aegypti no Brasil junto aos surtos epidêmicos.
As aulas serão oferecidas totalmente na modalidade de educação à distância (EAD), e os participantes terão acesso a recursos como vídeos, áudios e infográficos.
Este curso foi completamente financiado pelo edital de recursos educacionais abertos, iniciativa da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz).
Venha se aperfeiçoar na Fiocruz. Inscreva-se já!
O filme Conhecendo os mosquitos Aedes transmissores de arbovírus, produzido pelo Serviço de Produção e Tratamento de Imagem do Instituto Oswaldo Cruz, foi premiado no Concurso Internacional de Filmes Médicos, Saúde e Telemedicina – Videomed 2018. A obra foi reconhecida com o prêmio especial da Associação Mundial de Filmes Médicos e de Saúde (WAMHF, na sigla em inglês). O troféu foi entregue ao diretor do vídeo, Genilton José Vieira, chefe do SPTI - IOC/Fiocruz. Realizada de 19 a 24 de novembro, em Badajoz, na Espanha, a 20ª edição do festival Videomed exibiu 119 filmes de 15 países.
Único representante do Brasil no evento, o filme pode ser assistido gratuitamente online. A produção, que aborda os insetos Aedes aegypti, Aedes albopictus e Aedes polynesiensis, vai além dos aspectos mais conhecidos sobre os vetores, promovendo o entendimento aprofundado do processo de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya em diferentes regiões do planeta. Com 41 minutos de duração, apresenta imagens em alta definição e tem versões em português, espanhol e inglês.
Aedes: Transmissores de arbovírus
O documentário tem como objetivo difundir o conhecimento sobre os mosquitos Aedes, apresentando esses artrópodes como os agentes vetores da dengue, da zika e da chikungunya – viroses estas que, nos últimos anos, têm provocado sérios problemas de saúde pública em todo o mundo.
Todo o vídeo é permeado de imagens reais e virtuais que retratam características morfológicas, externas e internas, dos mosquitos, bem como o processo evolutivo da infecção viral nos tecidos e órgãos desses artrópodes. O destaque é para o período de incubação extrínseca, ou seja, o tempo necessário para que um mosquito, que se infectou com um desses tipos de vírus, ao picar uma pessoa que estava contaminada, se torne capaz de contaminar novas pessoas.
A originalidade cinematográfica desta obra advém das estratégias utilizadas na construção das cenas que mostram detalhes inéditos da vida dos mosquitos do gênero Aedes. As imagens foram obtidas por filmagem com câmeras HD e de alta velocidade, bem como, por modelagem e animação virtuais em 3D. Assista por aqui!
Por Maíra Menezes (IOC/Fiocruz), com informações do Canal do SPTI - IOC/Fiocruz no Youtube
De 10/5 a 12/5, acontece o 4º Simpósio Avançado de Virologia Hermann Schatzmayr. O evento tem como foco a apresentação e discussão de resultados de pesquisas desenvolvidas na área da virologia no âmbito da pós-graduação. Este ano, o simpósio traz novidades, como a oportunidade de participação de pós-doutorandos, além de estudantes de mestrado e doutorado, com estudos em andamento e com resultados ou concluídos nos últimos 12 meses. A atividade é promovida pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), com apoio da presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Editora Fiocruz, dos Programas de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular e em Medicina Tropical do IOC, da Prefeitura de Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso, e das Sociedades Brasileiras de Medicina Tropical, Virologia, Infectologia e Mastozoologia.
A pesquisadora Elba Lemos, chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do IOC e uma das organizadoras do Simpósio diz que o objetivo é valorizar a produção científica da pós-graduação, reunindo estudantes que realizam trabalhos na área de virologia e oferecendo um espaço para discussão de resultados, com a participação de pesquisadores seniores. Segundo ela, a duração do evento vem sendo ampliada anualmente, em resposta a grande demanda. “Este ano, teremos dois dias e meio de programação e contaremos com a participação de professores de universidades do Mato Grosso, além de pesquisadores de diversas instituições do Rio de Janeiro na moderação das sessões e no comitê científico”. Na sexta-feira, dia 12/5, as atividades da parte da manhã serão integradas à programação do Centro de Estudos do IOC.
Destaque para pôsteres
Dos estudos submetidos ao Simpósio, 24 serão selecionados para as quatro sessões de apresentação oral, nas quais os autores terão 15 minutos para expor seus resultados. O melhor trabalho de cada sessão será premiado. Pela primeira vez, os projetos aceitos para a sessão de pôsteres também poderão ser divulgados em sessões de apresentação oral resumida, com único slide e cinco minutos para exposição. “O objetivo é que os estudantes destaquem os principais pontos das suas pesquisas para que os interessados possam procurá-los e aprofundar as discussões durante as sessões de pôsteres”, explica Elba. Todos os estudos apresentados no evento serão publicados em uma edição especial do periódico Virus Reviews and Research.
No primeiro dia da atividade, após a mesa de abertura, haverá uma mesa redonda sobre temas atuais da virologia. O infectologista Rivaldo Venâncio, pesquisador da Fiocruz, vai abordar a situação atual das arboviroses no Brasil. Já o pesquisador Fábio Gouveia, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), discutirá a divulgação da ciência na mídia. Em seguida, ocorrerá a apresentação de um grupo indígena do Mato Grosso.
Acesse a programação completa no site do evento.
Fonte: Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)
Nos dias 8 e 9 de novembro de 2018, o Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná) realizará em sua sede o 1º Workshop em Pesquisa sobre Arbovírus. O evento reunirá convidados nacionais e internacionais que debaterão aspectos relacionados as arboviroses, infecções virais que têm como principal característica a transmissão por mosquitos vetores e que representam atualmente grande desafio para a saúde pública mundial.
Estudantes interessados em participar deverão enviar, até o dia 5 de outubro, um documento de no máximo uma página detalhando as razões pelas quais se beneficiariam da participação no workshop para o endereço arbovirus.icc@fiocruz.br.
O documento deve ter no máximo uma página, detalhando as razões pelas quais se beneficiariam da participação no workshop, e um resumo em inglês, em fonte Times New Roman 12, contendo título, nome e afiliação dos autores, corpo de texto com até 400 palavras. Serão oferecidas até 30 vagas para estudantes. Terão preferência alunos regularmente matriculados em Programas de Pós-Graduação reconhecidos pela CAPES.
Já os profissionais interessados em participar do evento deverão manifestar interesse de participação até o dia 5 de outubro, através de mensagem para o e-mail arbovirus.icc@fiocruz.br .
Confira mais informações sobre o evento aqui no Campus Virtual Fiocruz:
Fonte: Fiocruz Paraná | Foto: Fiocruz Paraná