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Publicado em 02/04/2026

Fiocruz sedia Seminário Internacional sobre sustentabilidade na preservação do patrimônio cultural

Autor(a): 
COC/Fiocruz

Diante do avanço das mudanças climáticas, a preservação do patrimônio cultural passou a exigir soluções inovadoras, colaborativas e socialmente responsáveis — com novos materiais, práticas e modelos de gestão capazes de responder a um cenário de riscos cada vez mais intensos. Diante deste cenário, a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) promove a terceira edição do Seminário Internacional de Valorização do Patrimônio Cultural, entre os dias 21 e 25 de setembro, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro. 

Tendo como tema central a sustentabilidade na preservação de bens culturais, o encontro reunirá pesquisadores, estudantes e profissionais para discutir estratégias inovadoras de enfrentamento aos impactos ambientais e climáticos sobre o patrimônio. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o trabalho colaborativo, estimular a formação de redes internacionais e promover o diálogo interdisciplinar em torno da temática. Os interessados podem submeter trabalhos entre 1º e 30 de abril.  Já as inscrições para participantes serão realizadas entre 20 de julho e 15 de setembro. Saiba mais pelo site, clique aqui.  

O  evento contará com conferências e mesas temáticas voltadas à inovação em materiais e práticas de conservação; à gestão de riscos que envolvem pessoas, lugares e acervos; às mudanças climáticas e às estratégias de adaptação, resiliência e enfrentamento; além das relações entre patrimônio cultural e tecnologias sociais. A agenda inclui ainda oficinas teóricas e práticas, que acontecerão em formato remoto e presencial. Como desdobramento do encontro, será produzida uma publicação com artigos relacionados aos temas debatidos durante o evento. 

De acordo com os organizadores, ao articular patrimônio cultural e sustentabilidade, o seminário dialoga diretamente com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, reforçando o papel do patrimônio como recurso estratégico para respostas resilientes e socialmente inclusivas.  

O Seminário é promovido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com Universidade de Évora, Universidad Politécnica de València, Universidade Católica de La Plata, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Universidade Estadual de Campinas, International Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property (ICCROM), International Council on Monuments and Sites (ICOMOS-Brasil), International Council of Museums (ICOM-Brasil) e Climate Heritage Network – Latin America & Caribe, e conta com o apoio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

Crédito das fotos:

Luísa Kiefer/Divulgação CCMQ

Museu de Telecomunicações da UPV

Eduardo Brantes

J. Mendonça (COC/Fiocruz)

Publicado em 01/04/2026

Palestra discute raça, justiça social e doença falciforme

Autor(a): 
COC/Fiocruz

A doença falciforme e as desigualdades no acesso a tratamentos estarão em debate na palestra da professora Melissa Creary, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, no dia 2 de abril, às 14h, no campus da Fiocruz, em Manguinhos. Com o título Abandono extrativista: raça, ciência e doença falciforme, a atividade contará com tradução simultânea.

Na apresentação, Melissa Creary discutirá as tensões entre os discursos de justiça social e as dinâmicas de mercado que marcam o desenvolvimento de novas terapias genéticas para a doença falciforme. Embora cientistas e empresas do setor biomédico recorram cada vez mais ao argumento da equidade para defender tratamentos de edição do genoma, o primeiro produto desse tipo aprovado por órgãos reguladores, o Casgevy, tem custo estimado em cerca de US$ 2 milhões por paciente.

Segundo a pesquisadora, essa disparidade evidencia como as promessas de justiça e acesso permanecem subordinadas a prioridades econômicas, mesmo quando a doença falciforme é apresentada como justificativa moral e científica para o avanço da edição genética. Nesse cenário, o Casgevy também inaugura um precedente preocupante de ampliação da desigualdade no acesso a terapias genéticas de alto custo.

Com base em observação etnográfica e na análise de discursos em conferências públicas sobre edição do genoma, além de reuniões da Food and Drug Administration (FDA) para avaliação do Casgevy, a palestra examina como processos de racialização e biomedicalização influenciam o desenvolvimento e a aprovação dessas tecnologias. A atividade busca discutir como injustiças raciais históricas, especialmente relacionadas à população negra, impactam a ciência e a regulação dessas tecnologias.

Abandono extrativista: raça, ciência e doença falciforme
Palestrante: Melissa Creary (Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan)
Mediadora: Juliana Manzoni (COC/Fiocruz)
Data: 2/4
Hora: 14h
Local: Sala 308 do Centro de Documentação em Históra da Saúde (CDHS), Campus Fiocruz, Manguinhos
Transmissão: https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/coc2-fiocruz 

Publicado em 27/03/2026

Colóquio de Arquitetura Assistencial abre chamada de trabalhos

Autor(a): 
COC/Fiocruz

O Colóquio de Arquitetura Assistencial: Patrimônio e Saúde abre a chamada de trabalhos e as inscrições para sua quarta edição, que será realizada entre 4 e 7 de agosto, no Auditório do Museu da Vida Fiocruz, no campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro. Voltado a profissionais e pesquisadores das áreas de saúde, arquitetura, urbanismo e história, o evento também busca fortalecer redes de pesquisa, especialmente entre países de língua portuguesa, e ampliar a circulação internacional de conhecimentos. Os interessados podem submeter trabalhos até 2 de abril. As inscrições seguem até 30 de julho. Para mais informações, acesse o Campus Virtual Fiocruz.

A iniciativa é organizada pela Rede Ibero-americana de Investigação Património cultural e História da Saúde e da Assistência: estudo, divulgação e valorização e, em sua edição de 2026, conta com o apoio da Cátedra Oswaldo Cruz de Ciência, Saúde e Cultura da Unesco.  

Nesse contexto, o Colóquio promove a reflexão sobre os espaços de cuidado e suas transformações ao longo do tempo, abordando os desafios da conservação, do uso e da valorização do patrimônio cultural da saúde, bem como os impactos das relações entre saúde, doença e arquitetura na configuração das infraestruturas assistenciais. 

Reunindo especialistas do Brasil, de Portugal e da Itália, a programação está estruturada em três eixos temáticos: História das Instituições de Assistência na Iberoamérica; Patrimônio Cultural da Saúde; e Renovação Tecnológica nos Espaços Assistenciais. 

Entre os destaques internacionais, o arquiteto Stefano Capolongo, do Politécnico de Milão, apresenta a conferência “Construindo saúde: a evolução das infraestruturas de saúde pelas lentes da evolução humana e das mudanças sociais”. 

A atividade também inclui a participação da museóloga Cristina Nogueira, responsável pelo espaço museológico e pela documentação arquivística do Hospital Colónia Rovisco Pais, em Coimbra, que irá compartilhar a experiência de gestão do acervo e do conjunto histórico, além de apresentar as perspectivas de requalificação do complexo, que deverá passar por concurso internacional de projetos. 

Do contexto brasileiro, a arquiteta e pesquisadora Cybelle Salvador Miranda, do Laboratório LaMeMo e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFPA, apresenta um retrospecto das ações de inventariação das edificações de saúde em Belém do Pará. Já Fabio Bitencourt, da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Edificação Hospitalar (ABDEH), abordará a relação entre os espaços de saúde e as transformações contemporâneas que esses ambientes precisam incorporar para garantir a continuidade de seu uso, enfrentando as limitações e os desafios impostos pela preservação arquitetônica.

Encerrando o ciclo de conferências, o arquiteto e pesquisador José Carlos Avelãs Nunes, da Universidade Nova de Lisboa, apresenta os resultados de sua pesquisa sobre a arquitetura dos sanatórios de tuberculose em Portugal.  

O Colóquio é organizado pelos Departamentos de Pesquisa e de Patrimônio Histórico da Casa, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT) e do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS), da Casa, além do Laboratório de Memória e Patrimônio Cultural (LaMeMo) e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (UFPA). 

Publicado em 26/03/2026

Confira a programação do Encontro às Quintas do 1º semestre de 2026

Autor(a): 
COC/Fiocruz

A série de palestras Encontro às Quintas retorna no dia 26 de março com a apresentação Entre textos e mundos: paratextos, paratextualidade e a escrita da história das ciências, ministrada pelo pesquisador da USP, Thomás A. S. Haddad.

Em 2026, o Encontro às Quintas completa 29 anos.  Ao longo do semestre, estão programadas sete sessões que reunirão 18 expositores e debatedores, entre historiadores, antropólogos, sociólogos, cientistas políticos, filósofos, arquitetos e jornalistas. Serão abordados temas como a violência de gênero no Brasil, as ideias de Michel Foucault, as implicações da Inteligência Artificial para a democracia e a contenção do comunismo na modernização da educação médica brasileira durante a Guerra Fria, entre outros.

Sob a coordenação do sociólogo, professor e pesquisador Marcos Chor Maio (PPGHCS/Depes/COC/Fiocruz), o Encontro às Quintas é uma realização do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS) da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Todas as sessões ocorrerão às 10h no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira, no CDHS, campus da Fiocruz, em Manguinhos, Rio de Janeiro.

Confira abaixo a programação completa:

1ª sessão: 26/3          
Entre textos e mundos: paratextos, paratextualidade e a escrita da história das ciências
Expositor: Thomás A. S. Haddad (USP)
Debatedora: Lorelai Brilhante Kury (COC/Fiocruz)
A palestra discute a paratextualidade como ferramenta metodológica na história das ciências. Propõe analisar títulos, prefácios, notas e outros elementos do texto científico não como acessórios, mas como espaços privilegiados para observar a produção e a circulação do conhecimento.

2ª sessão: 9/4
Contra o esquecimento, devir-maroon no Cottica (Suriname)       
Expositora: Olivia Gomes (Museu Nacional/UFRJ)
Debatedora: Kaori Kodama (COC/Fiocruz)
A apresentação mobiliza relatos de etnografias e de relatórios não acadêmicos sobre a Guerra Civil do Suriname (1986–1992). Mostra como, entre os Cottica Ndyuka, que vivem em Moengo e em aldeias vizinhas do país caribenho, as lembranças da guerra e a compreensão de suas vidas como uma luta contínua por liberdade articulam-se às experiências de fuga de seus ancestrais.

3ª sessão: 30/4          
As desigualdades sociais como condicionantes da violência de gênero no Brasil
Expositora: Lina Faria (COC/Fiocruz)         
Debatedora: Marcia Lima (USP)
A violência de gênero no Brasil é estrutural e histórica, vinculada às relações de poder e frequentemente naturalizada por práticas de exclusão. A palestrante discute como o sexismo e as desigualdades sociais perpetuam ciclos de agressão, sobretudo em contextos de vulnerabilidade.

4ª sessão: 14/5
Como identificar um comunista? Educação Médica, a CAPES e a Fundação Rockefeller no Brasil da Guerra Fria
Expositor: Gilberto Hochman (COC/Fiocruz)
Debatedor: Carlos Henrique Assunção Paiva (COC/Fiocruz)   
A palestra analisa a contenção do comunismo como eixo dos programas da Fundação Rockefeller voltados à modernização da educação médica brasileira nos anos 1950, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Também aborda como bolsas e auxílios eram politicamente monitorados no contexto da Guerra Fria e discute a atuação da fundação como ator político no Brasil.

5ª sessão: 28/5          
Centenário de Michel Foucault         
Expositores: Carlos Estellita-Lins (COC/Fiocruz), Flavio Edler (COC/Fiocruz) e José Nicolau Julião (UFRRJ)
Debatedora: Ana Teresa Venâncio (COC/Fiocruz)
As apresentações destacam a obra e o caráter inovador da reflexão de Michel Foucault, bem como as implicações ético-políticas de suas ideias. Aborda a recepção precoce do pensamento do filósofo no Brasil, especialmente por meio de Roberto Machado, e discute a circulação das ideias foucaultianas na historiografia brasileira da psiquiatria.

6ª sessão: 11/6         
Arquitetura de Alhambra em perspectiva transnacional: Granada, Rio de Janeiro, Nova York e Berlim 
Expositores: José Manuel Rodríguez Domingo (Universidad de Granada) e Renato da Gama-Rosa Costa (COC/Fiocruz)
Debatedora: Gisele Sanglard (COC/Fiocruz)         
As exposições discutem a difusão internacional da estética da Alhambra, complexo de palácios na Espanha, e suas apropriações em cidades como Granada, Rio de Janeiro, Nova York e Berlim. No Rio de Janeiro, essa influência se manifesta de forma emblemática no Castelo Mourisco, símbolo da Fiocruz. Destaque da paisagem há mais de um século, o castelo é o carro-chefe do pedido de candidatura da instituição a Patrimônio Mundial pela Unesco.

7ª sessão: 25/6                
Inteligência artificial e Democracia         
Expositores: Dora Kaufman (PUC-SP) e Fernando Barros Filgueiras (UFG)
Debatedora: Letícia Cesarino (UFSC)
A inteligência artificial generativa vem se consolidando como vetor de desinformação em processos eleitorais ao redor do mundo. Nesse contexto, os expositores analisam como essa tecnologia pode afetar as eleições brasileiras de 2026. A apresentação também discute a Inteligência Artificial como uma terceira forma de inteligência, ao lado da individual e da coletiva, e como sua presença reconfigura as dinâmicas e os desafios dos regimes democráticos.

Primeiro Encontro às Quintas de 2026 reflete sobre a escrita da história das ciências

O Encontro às Quintas abre as atividades do semestre com a palestra Entre textos e mundos: paratextos, paratextualidade e a escrita da história das ciências, ministrada por Thomás A. S. Haddad, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. A apresentação propõe uma reflexão metodológica sobre o uso da noção de paratextualidade na pesquisa em história das ciências.

Tradicionalmente associados a elementos como títulos, prefácios, notas ou dedicatórias, os paratextos costumam ser tratados como acessórios em relação ao conteúdo científico principal. A palestra, porém, chama a atenção para o valor desse material como forma de observar as práticas de produção, circulação e legitimação do conhecimento científico.

Situados entre o texto científico e o mundo social, os paratextos permitem analisar simultaneamente conteúdos epistêmicos, estratégias retóricas, regimes de autoridade e enquadramentos institucionais. Com base em estudos de caso sobre a história da astronomia entre os séculos 17 e 18, a palestra evidencia os critérios de construção da credibilidade científica e formas específicas de circulação do saber.

Thomas Haddad é professor de História das Ciências na Universidade de São Paulo. Seus interesses de investigação concentram-se nas histórias conectadas dos conhecimentos celestes em mundos coloniais e nas histórias de livros e mapas na época moderna. Entre suas publicações, é coorganizador, junto com Matheus Alves Duarte da Silva e Kapil Raj, de Beyond Science and Empire: Circulation of Knowledge in an Age of Global Empires, 1750-1945, publicado em 2023 pela Routledge.

O debate será moderado por Lorelai Kury, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Lorelai atua na área de História da Cultura Científica dos séculos 18 e 19. Suas pesquisas abordam temas como viajantes, história natural, história das ciências no Brasil, viagens científicas, Iluminismo, imprensa científica e iconografia científica. É autora, entre outros livros, de Árvores, florestas, madeiras: ensaios históricos, publicado pela Andrea Jakobsson Estúdio em 2022.

Encontro às Quintas – 1ª sessão
Entre textos e mundos e a escrita da história das ciências
Expositor: Thomás A. S. Haddad (USP)
Debatedora: Lorelai Kury (COC/Fiocruz)
Coordenação: Marcos Chor Maio
Data: 26 de março
Horário: 10h
Local: Auditório Luiz Fernando Ferreira — Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, Manguinhos, Rio de Janeiro

Publicado em 25/03/2026

Historiadora Aline Carvalho ministrará aula de abertura do PPGPAT

Autor(a): 
COC/Fiocruz

Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Universidade de Campinas (Unicamp), Aline Carvalho ministrará a aula de abertura do Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT) no dia 26 de março, às 13h30, no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS). O evento, que traz o tema Mudanças climáticas e patrimônios: perspectivas históricas e desafios, será transmitido pelo canal da Casa de Oswaldo Cruz no YouTube. Haverá tradução em Libras. 

Além de professora dos programas de pós-graduação em Ambiente e Sociedade e em História e no mestrado profissionalizante em História da Unicamp e coordenadora do Laboratório de Arqueologia Paulo Duarte, da mesma instituição, Aline é coordenadora do Comitê de Mudanças Climáticas e Patrimônios do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) Brasil, ONG que tem a missão de promover a conservação, a proteção, o uso e a valorização de monumentos, centros urbanos e sítios, associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 

Publicado em 16/03/2026

Seminário internacional discute produção de dados em territórios marcados pela violência

Autor(a): 
COC/Fiocruz

O seminário internacional Produzindo dados, tornando experiências visíveis: práticas de quantificação e intercâmbios metodológicos Sul-Norte reunirá pesquisadores, órgãos públicos e lideranças comunitárias nos dias 26 e 27 de março, na Fiocruz. As inscrições podem ser feitas até 25 de março. O objetivo é discutir a produção de dados em contextos de violência e analisar como práticas de quantificação podem tanto visibilizar conflitos e fortalecer a luta por direitos quanto reforçar desigualdades e estigmas. O debate será feito a partir de experiências desenvolvidas por organizações comunitárias e redes cívicas como a Pawa254, no Quênia; We Are Not Numbers, na Palestina; Cormepaz, na Colômbia; e Afrozensus, na Alemanha, entre outras iniciativas em países do sul e do norte globais, como Uganda, Portugal e Estados Unidos.

Serão debatidos temas como a relação entre a produção de dados de cima para baixo e a geração horizontal de dados; os ativismos e a produção de dados étnico-raciais; a violência de Estado e a geração cidadã de dados; a dimensão política da técnica e o papel dos números nas disputas públicas; e as estratégias de resistência e de produção de evidências em contextos marcados pela violência. A iniciativa resulta da parceria entre a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz); o projeto InfoCitizen, da Universidade de Antuérpia, na Bélgica, que investiga como organizações territoriais utilizam a produção de dados como estratégia de resistência; o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos, da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF), que produz conhecimento e dados sobre mercados informais, violência, segurança pública e encarceramento para subsidiar políticas públicas; e a Redes da Maré, organização comunitária do Conjunto de Favelas da Maré que atua na garantia de direitos e desenvolve metodologias próprias de produção de dados sobre violência e operações policiais.

De acordo com o pesquisador da COC/Fiocruz Alexandre Paiva Rio Camargo, integrante do projeto InfoCitizen e um dos organizadores do seminário, trata-se de um evento inédito e inovador, que parte da constatação de que está em curso uma nova forma de produção horizontal de dados, em contextos marcados pela escassez de registros oficiais do Estado. “Trata-se de um diálogo entre representantes de institutos de estatística, movimentos sociais e organizações não-governamentais de diferentes países para entender quais são as experiências mais marcantes e o que se pode aprender com elas”. Segundo o pesquisador, esses dados também são importantes para instituições públicas, como a Fiocruz, pois ajudam a compreender melhor as condições de vida da população e a formular políticas mais precisas, seja na área da saúde ou da segurança pública.  

Confira a programação completa.

Publicado em 17/03/2026

Antropóloga Debora Diniz ministra aula inaugural da Casa de Oswaldo Cruz

Autor(a): 
COC/Fiocruz

As atividades acadêmicas de 2026 da Casa de Oswaldo Cruz serão abertas pela antropóloga Debora Diniz, que ministrará uma aula sobre o tema Ciência como testemunho: ética, engajamento e mundo em disputa. O evento ocorrerá no dia 19 de março, às 14h, no Salão de Conferência do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus da Fiocruz em Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da Casa de Oswaldo Cruz no YouTube e tradução em Libras.

Professora da Universidade de Brasília (UnB) e docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS), parceria da Fiocruz com as universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Federal Fluminense (UFF), Debora é uma cientista reconhecida no Brasil e internacionalmente pela defesa dos direitos reprodutivos, da igualdade de gênero e da justiça social. É autora de mais de 30 livros — O que é bioética (2022), Aborto por anomalia fetal (2004), Cadeia: relatos sobre mulheres (2015), Esperança feminista (2022), Carta de uma orientadora: sobre pesquisa e escrita acadêmicas (2024), entre outros — e membro do High-Level Advisory Group para o Gender and Health Hub, coordenado pelo Instituto Internacional de Saúde Global da Universidade das Nações Unidas (UNU-IIGH).

Por seu trabalho como pesquisadora, escritora, documentarista e por sua atuação em defesa de direitos humanos, recebeu dezenas de prêmios, entre os quais, o Jabuti na categoria Ciências da Saúde pelo livro Zika: do sertão brasileiro à ameaça global, em 2017; o Prêmio Dan David, pelo conjunto de sua obra em prol da justiça de gênero, em 2023; e Prêmio Mulheres e Ciência (2025), concedido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por seu trabalho em bioética, direitos humanos e gênero.

 

 

Publicado em 13/01/2026

Mestrado em História das Ciências e da Saúde 2026: últimos dias de inscrições

Autor(a): 
Fabiano Gama

Está chegando ao fim o processo seletivo para a turma presencial de 2026 do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS), da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). O programa tem três linhas de pesquisa: “História das Ciências: Saberes, Lugares e Práticas”, “História das Políticas, Instituições e Profissões em Saúde” e “História da Medicina e das Doenças”. A área de concentração do programa é em História das Ciências.

O Programa tem como objetivo a formação, no âmbito das ciências humanas e sociais em nível de Mestrado Acadêmico, de recursos humanos altamente capacitados para o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de história das ciências e história da saúde, bem como o exercício do magistério em cursos de graduação e pós-graduação. As inscrições estão abertas até 14 de janeiro de 2026 pelo Campus Virtual Fiocruz.

O Mestrado é voltado a profissionais de nível superior portadores de diplomas obtidos, preferencialmente, nas seguintes áreas do conhecimento: ciências humanas, ciências sociais, ciências da saúde, ciências biológicas e ciências biomédicas.

O curso será realizado em regime de dedicação integral e o aluno terá o mínimo de 12 (doze) meses e o máximo de 24 (vinte e quatro) meses para concluir o total de créditos exigidos. As aulas serão ministradas no Campus da Fiocruz, Manguinhos, Rio de Janeiro – RJ, em dias e horários estabelecidos na programação acadêmica de cada semestre letivo.

Número de vagas: 15

Contato: selecaoppghcs@fiocruz.br

+Confira a chamada e inscreva-se já!

Publicado em 22/12/2025

Inscrições abertas para curso de Conservação da Arquitetura Moderna

Autor(a): 
Fabiano Gama

Até 16 de janeiro de 2026, a Casa de Oswaldo Cruz recebe inscrições para o Curso de Qualificação Profissional em Conservação da Arquitetura Moderna, que tem como objetivo possibilitar que os arquitetos e urbanistas atuem na conservação do patrimônio recente de forma qualificada, fortalecendo a atuação profissional na preservação do patrimônio arquitetônico, urbanístico e paisagístico. Nesta edição, o curso está focado no sistema construtivo do concreto armado e sua aplicação nos edifícios modernos. As inscrições devem ser feitas pelo Campus Virtual Fiocruz.

Inscreva-se já!

A formação é voltada a profissionais graduados em arquitetura e urbanismo; Estudantes de arquitetura e urbanismo, regularmente matriculados em instituições reconhecidas pelo MEC e que comprovem já terem cursado as disciplinas relativas à preservação do patrimônio. Com carga horária total de 42h, será realizado de 4 de março a 24 de junho de 2026, presencialmente na Oficina Escola de Manguinhos – Espaço Adorcino Pereira da Silva no Campus Fiocruz Manguinhos (Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ), às quartas-feiras, das 9h30 às 12h30.

São disponibilizadas 25 vagas. Será emitido certificado aos participantes que participarem de, no mínimo, 75% das aulas.

Acesse o edital.

Inscreva-se online no Campus Virtual.

Publicado em 19/12/2025

Aberta chamada de trabalhos para evento internacional sobre transparência e credibilidade na gestão de arquivos digitais

Autor(a): 
COC/Fiocruz

Em um contexto marcado pelo uso de algoritmos inteligentes e pelos esforços para reduzir a pegada de carbono da preservação digital e no qual a transparência da informação e a proteção de dados pessoais devem ser considerados valores essenciais, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) se unem para realizar o V Congresso Internacional de Arquivos Digitais, que ocorrerá em conjunto com o III Seminário Internacional de Patrimônio Digital, nos dias 6, 7 e 8 de maio de 2026, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O evento integra a Cátedra Oswaldo Cruz. 

Com o tema Transparência, credibilidade e confiança na governança de informações e dados em arquivos digitais, a iniciativa visa analisar os problemas associados à gestão de grandes volumes de informações, dados e documentos; determinar práticas para a transparência e proteção de dados pessoais em arquivos e ambientes digitais que preservam um grande volume de dados; e traçar estratégias para definir princípios arquivísticos que assegurem a credibilidade e a confiança na governança de coleções digitais.  

O V Congresso Internacional de Arquivos Digitais e III Seminário Internacional de Patrimônio Digital serão organizados pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) — unidade da Fiocruz dedicada à pesquisa e ao ensino nos campos do patrimônio cultural, da história das ciências e da saúde, e da divulgação científica — e pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz e pelo Instituto de Investigações Biblioteconômicas e da Informação (Iibi) da Unam. 

Os debates abordarão temas como autenticidade e integridade como valores essenciais dos arquivos e ambientes digitais; desinformação e uso indevido da informação nos arquivos e ambientes digitais; confiança diante dos algoritmos inteligentes e da inteligência artificial; e difusão cultural de coleções digitais.

Interessados em apresentar trabalhos ou ministrar um workshop ou tutorial devem enviar proposta até o dia 27 de fevereiro de 2026, em espanhol, português ou inglês. A notificação de aceite do material, que passará por avaliação de um Comitê Científico Internacional, será enviada na semana de 16 a 20 de março de 2026. Mais informações podem ser obtidas no site da Unam.

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