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DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRASMISSÍVEIS E O DESAFIO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE NAS REGIÕES FRONTEIRIÇAS - 1º Oferta

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Sobre o curso

Descrição: Esse é um curso da modalidade autoinstrucional, do tipo atualização, com carga horária de 40 horas. Ao longo das aulas, você acompanha diversas narrativas em formato de “missões”, com elementos de gamificação e pistas apresentadas em diferentes linguagens — como documentos, relatórios, mensagens e áudios em formato de podcast — que ajudam a articular dados, contextos e decisões em vigilância em saúde, transformando o estudo em uma experiência investigativa. A proposta se dirige a profissionais de saúde, sobretudo atuando na vigilância em saúde e atenção primária à saúde do Brasil em regiões fronteiriças, familiares e pessoas com DCNT. Ressalta-se que não há pré-requisitos e nível de instrução/formação desejável para os participantes/discentes do curso, o que possibilita a participação de todos os interessados no tema, a partir de diferentes trajetórias e experiências. O curso está organizado em 4 módulos, sendo eles: Panorama epidemiológico das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil e regiões fronteiriças; Promoção da saúde e a influência das ações intersetoriais na morbimortalidade por DCNT; Organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS), linhas de cuidado e o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) no enfrentamento das DCNT ; e a vigilância em saúde no enfrentamento das DCNT do Brasil e regiões fronteiriças. Cada módulo terá de duas a três aulas sobre a referida temática, e você pode avançar no seu ritmo, acompanhando como as pistas e os conteúdos se conectam ao longo da experiência.



Objetivo Geral: - Promover mais conhecimento sobre promoção à saúde e fatores de risco modificáveis para DCNT; - Discutir sobre o papel e desafios da vigilância em saúde para DCNT no Brasil e regiões fronteiriças; - Enfatizar a importância da organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e as articulações intersetoriais para o enfrentamento das DCNT no Brasil e regiões fronteiriças; - Propiciar a qualificação das práticas profissionais para o cuidado de pessoas com DCNT.



Justificativa: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) representam uma ameaça à saúde do mundo inteiro e ao desenvolvimento socioeconômico. Estima-se que as DCNT sejam responsáveis por aproximadamente 41 milhões de óbitos anualmente,correspondendo a 70% dos óbitos (MALTA et al., 2021; OMS, 2020). No Brasil, as causas de morte por DCNT correspondem a 76%, evidenciando a elevada carga de morbimortalidade no país (Malta et al., 2017). Essas mortes, muitas vezes prematuras, trazem consequências para os sistemas de saúde, famílias e comunidades, representando assim um grande desafio de saúde pública (Malta et al., 2021; OMS, 2020). O aumento da carga de morbimortalidade por DCNT tem relação com os determinantes socioeconômicos e presença de fatores de risco modificáveis, que incluem a alimentação inadequada, inatividade física, tabagismo e uso abusivo de álcool (OMS, 2017). Diante disso, necessitam de uma abordagem de intervenção populacional, redução das desigualdades e de políticas públicas que fomentem a promoção, prevenção e controle desses agravos (Pires;Ribeiro; Cruz, 2024; Wehrmeister; Wendt; Sardinha, 2022). É pertinente também levar em consideração o desafio ainda maior quando se analisa o panorama epidemiológico em regiões fronteiriças, considerando que os intensos fluxos nessas regiões e a vulnerabilidade de seus municípios dificultam ainda mais a organização de fluxos assistenciais, a vigilância e controle de doenças. Destaca-se assim a importância da vigilância em saúde no Brasil e regiões fronteiriças, necessitando de planejamento, organização, controle e monitoramento conjunto e contínuo, visando promover a atuação oportuna e prospectiva no enfrentamento de riscos e agravos crônicos à saúde. Diante do exposto, o curso autoinstrucional visa ofertar o conhecimento sobre a vigilância em saúde para as DCNT, discutindo sobre seus fatores de risco, condicionantes e determinantes da saúde. Essa formação visa ressaltar a necessidade da articulação da Rede de Atenção à Saúde (RAS), principalmente da Atenção Primária à Saúde (APS) e vigilância em saúde, e do fomento de ações intersetoriais que promovam políticas públicas para o enfrentamento das DCNT e a redução das iniquidades. Essa qualificação de profissionais de saúde, gestores, familiares e usuários com DCNT através de estratégias de aprendizagem online permitirá a uma maior compreensão sobre as DCNT, sua epidemiologia, fatores de riscos e estratégias de atuação para a promoção, prevenção e recuperação de indivíduos com DCNT.



Introdução à Elaboração de Cursos Autoinstrucionais - 1º Oferta

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Sobre o curso

Descrição: O curso Introdução à Elaboração de Cursos Autoinstrucionais foi desenvolvido para qualificar profissionais interessados em compreender e aplicar os fundamentos essenciais da produção de conteúdo para a Educação a Distância (EaD) na modalidade autoinstrucional. A formação apresenta os conceitos, as etapas e as práticas necessárias para a criação de cursos on-line estruturados, acessíveis e alinhados às metodologias contemporâneas de ensino digital. Ao longo do percurso, o participante conhecerá o fluxo completo de desenvolvimento de um curso autoinstrucional, desde o planejamento pedagógico até a organização dos conteúdos em módulos e aulas. Serão abordados processos como definição de objetivos de aprendizagem, elaboração de materiais didáticos digitais, criação de storyboards e compreensão das dinâmicas de produção envolvendo designers educacionais, revisores, produtores de mídia e demais profissionais envolvidos. O curso apresenta também elementos centrais para o trabalho do conteudista, destacando competências necessárias para a elaboração de materiais de qualidade, o domínio das etapas de pré-produção e a importância da transposição didática na construção de conteúdos adequados às plataformas digitais. Outro eixo importante do curso aborda a avaliação da aprendizagem, incluindo modalidades avaliativas frequentes na EaD, critérios de elaboração de atividades e o papel dos feedbacks no acompanhamento do estudante. Voltado a profissionais da saúde e de áreas afins, vinculados à Fiocruz ou a instituições parceiras, que tenham interesse em compreender os fundamentos da Educação a Distância e desenvolver competências para planejar e elaborar cursos autoinstrucionais. O curso é especialmente direcionado a docentes, técnicos e colaboradores envolvidos em processos de ensino-aprendizagem digitais, preferencialmente com nível superior completo, que atuem ou pretendam atuar na produção de materiais educacionais online. Com carga horária de 20 horas, o curso é ofertado na modalidade autoinstrucional, permitindo que cada participante organize seu ritmo de estudo. Ao final, o participante que realizar a avaliação com aproveitamento mínimo de 70% receberá certificado emitido pelo Campus Virtual Fiocruz.



Objetivo Geral: • Módulo I - A Ead e o desenvolvimento de cursos autoinstrucionais Ao concluir este módulo, o estudante deverá ser capaz de: 1. Compreender as etapas de desenvolvimento do curso em tela, situando-se como estudante diante da metodologia, formas de interação, participação e processo de avaliação. 2. Distinguir os conceitos principais abordados na aula: educação a distância, ensino on-line e presencial, curso autoinstrucional, atividades síncronas e assíncronas. 3. Descrever as linhas gerais do fluxo de produção dos cursos autoinstrucionais da Fiocruz. 4. Mapear todas as etapas do trabalho de desenvolvimento de cursos autoinstrucionais. 5. Analisar o papel estratégico do conteudista no processo de produção de cursos autoinstrucionais. 6. Reconhecer as etapas de produção que antecedem a entrega. 7. Examinar as camadas de prazos de entrega, relacionando a entrega do conteúdo bruto ao fluxo de produção. 8. Apreciar o trabalho de transposição didática realizado pela(o) Designer Educacional/Instrucional. 9. Interpretar a linguagem e a estrutura do storyboard. 10. Verificar as etapas de validação e revalidação da arquitetura pedagógica das aulas. 11. Explorar as diversas linguagens utilizadas nas plataformas digitais: MOOC, Moodle e HTML. 12. Caracterizar os Recursos Educacionais Abertos, compreendendo a importância desta licença na democratização do conhecimento. 13. Diferenciar as formas de licença para uso de materiais em cursos on-line. 14. Aplicar regras gerais de Direitos Autorais no uso de materiais em cursos on-line. ● Módulo II – Criação do Material Didático Digital 1. Entender as especificidades do conceito de material didático digital 2. Compreender o processo de produção do conteúdo 3. Reconhecer as competências do conteudista para elaboração de material didático de qualidade. 4. Conhecer as etapas e a importância do planejamento na produção do material didático. 5. Definir o que é uma sequência didática, identificando seus principais componentes 6. Conhecer a hierarquia de aprendizado de Gagne e como podem influenciar a organização de conteúdos 7. Identificar as etapas e itens da estruturação de uma sequência didática 8. Conhecer as etapas da transposição didática 9. Conhecer modelos de sequência didática para material digital 10. Reconhecer a linguagem utilizada na produção de textos para EaD. 11. Conhecer os elementos mediadores do material didático na produção de texto 12. Apresentar exemplos de recursos instrucionais que ajudam no processo de ensino e aprendizagem. 13. Compreender a importância da acessibilidade na produção do material didático 14. compreender o conceito de avaliação da aprendizagem e as modalidades aplicadas no Ead 15. Reconhecer a importância e os tipos de Feedbacks na aprendizagem



Justificativa: A Educação a Distância (EaD), em especial na modalidade autoinstrucional, tem se consolidado como uma estratégia de formação amplamente utilizada no Brasil. Essa expansão se deve à sua capilaridade e à capacidade de alcançar diferentes regiões e públicos, promovendo a democratização do acesso ao conhecimento e contribuindo para a redução das desigualdades educacionais. Assim, os cursos autoinstrucionais tornam-se ferramentas essenciais para atender a demandas crescentes de formação continuada, especialmente em áreas estratégicas como saúde e educação. Nesse cenário, o papel dos professores conteudistas ultrapassa a simples elaboração de materiais. É fundamental que esses profissionais compreendam todas as etapas do processo de produção de um curso autoinstrucional — desde o planejamento pedagógico e a definição de objetivos educacionais, até a organização dos módulos, a curadoria de conteúdos e a integração de recursos multimídia. Ao dominar esse fluxo, os docentes atuam de forma mais crítica e colaborativa, garantindo a coerência entre as diferentes fases do curso e fortalecendo a qualidade técnico-pedagógica do material técnico produzido, criando especificidades objetivando a criação de material didático-pedagógico. Além disso, compreender integralmente o processo de produção possibilita ao professor conteudista assumir um papel de protagonismo na concepção e na inovação educacional. Isso amplia sua autonomia, valoriza sua prática docente e fortalece o compromisso institucional com a excelência acadêmica e com a relevância social dos cursos. Ao investir na formação desses profissionais, a instituição contribui não apenas para a qualificação das ofertas educacionais do Campus Virtual Fiocruz, mas também para o fortalecimento da educação pública em saúde e de outras áreas, em consonância com as demandas contemporâneas de acesso, qualidade e impacto social da EaD no Brasil.



Ciência Aberta - 1º Oferta

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Sobre o curso

Descrição: O curso "Ciência Aberta", oferecido na modalidade de ensino a distância, foi concebido pela Fiocruz como uma das estratégias para apresentar o movimento da Ciência Aberta, suas diversas práticas, expectativas e controvérsias para a sociedade brasileira. O curso é composto por cinco módulos que apresentam um panorama da Ciência Aberta em quatro módulos: 1) Fundamentos da Ciência Aberta; 2) Marcos Legais e Éticos; 3) Acesso Aberto; 4) Gestão, compartilhamento e Abertura de Dados para Pesquisa e 5) Educação Aberta.



Objetivo Geral: Conhecer as principais dimensões da Ciência Aberta; Conhecer questões éticas e legais relacionados a abertura dos dados e informações científicas; Promover oportunidades de reflexão sobre os benefícios esperados, as disputas e as consequências não planejadas relacionadas com a abertura do conhecimento científico e da comunicação com a sociedade.



Justificativa: A oferta do curso Ciência Aberta para público amplo (não restrito a acadêmicos e pesquisadores vinculados a fundação) é uma ação estratégica da Fiocruz para fomentar um contexto que favoreça a atuação dos cidadãos como agentes ativos e críticos no diálogo com a ciência - uma condição essencial para uma sociedade democrática e inovadora. Neste sentido, o curso pretende contribuir para democratizar o acesso ao conhecimento, fortalecer a alfabetização científica, ampliar o engajamento de cidadãos em atividades de pesquisa e promover maior transparência e confiança na ciência



Curso de Formação Continuada em Toxicologia aplicada a metais - 1º Oferta

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Sobre o curso

Descrição: O Curso de Formação Continuada em Toxicologia Aplicada a Metais tem como objetivo qualificar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para atuação nas ações de vigilância, assistência e gestão do risco associadas à exposição humana a metais, especialmente em contextos de mineração e desastres ambientais. Ofertado na modalidade EaD autoinstrucional, com carga horária de 120 horas, o curso está organizado em três módulos que abordam as bases conceituais da Vigilância em Saúde, os fundamentos da toxicologia e a toxicologia clínica aplicada aos metais. Os conteúdos contemplam fontes e vias de exposição, diagnóstico, monitoramento, notificação, vigilância epidemiológica, determinantes sociais da saúde e comunicação de risco. Destinado prioritariamente a profissionais de nível superior do SUS, o curso utiliza metodologias ativas e recursos educacionais acessíveis, incluindo LIBRAS e audiodescrição. Ao final, os participantes aprovados receberão certificação.



Objetivo Geral: Objetivo Educacional - Apresentar os princípios norteadores da Vigilância em Saúde, seus conceitos, componentes e ações; - Apresentar aos profissionais da vigilância e assistência à saúde métodos acerca do diagnóstico, terapêutica e cuidados necessários às populações expostas aos contaminantes químicos; - Orientar profissionais da vigilância em saúde no processo de notificação e investigação das fontes de exposição dos contaminantes químicos; - Promover disseminação de conhecimento, caracterização da exposição aos metais e o subsídio de ações mais qualificadas considerando especificidades de saúde, sociais e demográficas. Objetivos de aprendizagem módulo Módulo 1: Bases conceituais e políticas da Vigilância em Saúde. Ao final desse módulo o aluno será capaz de: Apresentar a construção histórica da vigilância na saúde no mundo e no Brasil Explicar conceitos básicos, componentes e ações de Vigilância em Saúde. Apresentar a organização da Vigilância em Saúde no Sistema Único de Saúde nos três níveis de governo Descrever a Política Nacional de Vigilância em Saúde. Associar Vigilância em Saúde pública e planejamento Conceituar, Distinguir e Relatar Emergências em Saúde Pública. Explicar e distinguir as ações, serviços e pontos principais em Vigilância em Saúde Ambiental, Sanitária e Saúde do Trabalhador;Módulo 2: Conceitos básicos em Toxicologia Ao final desse módulo o aluno será capaz de: Explicar conceitos básicos da Toxicologia Categorizar contaminantes inorgânicos e orgânicos. Determinar fontes e vias de exposição. Estimar e utilizar Intensidade e tempo de exposição Explicar a Toxicocinética e toxicodinâmica dos agentes tóxicos; Relacionar Toxicologia e epidemiologia; Categorizar Toxicologia dos medicamentos, alimentos, agrotóxicos e tabagismo; Identificar e contrastar características da Toxicologia Ocupacional (Princípios e conceitos, agrotóxicos, solventes e metais). Módulo 3: Toxicologia Clínica aplicada aos Metais: Vigilância e Assistência Ao final desse módulo o aluno será capaz de: Explicar conceitos de toxicologia aplicados aos metais Descrever a abordagem inicial ao paciente potencialmente intoxicado. Escolher os exames físicos para identificação de sinais e sintomas clínicos relacionados à exposição de metais. Listar os pontos principais do direcionamento e interpretação de testes laboratoriais e de imagem para avaliação de intoxicação por metais. Relacionar diagnóstico, tratamento e acompanhamento de exposição por metais. Distinguir notificação dos casos, vigilância epidemiológica e gestão da informação; Explicar a relação entre a exposição por metais e os determinantes sociais de saúde; Estruturar Comunicação de risco à saúde.



Justificativa: Considerando que ainda há pouco preparo e adequação no sistema público de saúde para subsidiar ações qualificadas e favorecer a gestão de risco e que os residentes em áreas de mineração estão mais propensos à exposição por resíduos de metais, o que pode se intensificar com o rompimento das barragens, o Ministério da Saúde aponta para a necessidade de reestruturação das ações em saúde nos municípios expostos aos produtos da mineração (Estudo Fiocruz –Saúde Brumadinho). Nesse sentido, a realização de capacitações focadas na exposição à metais pode auxiliar na prevenção, mitigação e resposta apropriadas frente a novos eventos, reduzindo o impacto sobre a saúde das populações atingidas. A Fiocruz, considerada uma instituição de relevância no campo da saúde pública, ciência e tecnologia, tem tido uma importante ação em situações de emergências e desastres em saúde. Especificamente, em desastres por rompimento de barragens, a instituição vem atuando em diferentes pesquisas e projetos junto aos municípios, gestores de saúde e populações afetadas, destacando-se o Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes), da Escola Nacional de Saúde Pública, e o Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas). O reconhecimento do trabalho da Fiocruz fez com que a instituição fosse convidada para colaborar, além das ações que já desenvolve, na elaboração e oferta de um curso de toxicologia, visando à capacitação de profissionais de saúde frente às demandas por atendimento e acompanhamento de grupos populacionais residentes em áreas de risco e/ou afetadas por rompimento de barragens das atividades de mineração.



Saúde Mental no Trabalho - 1º Oferta

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Sobre o curso

Descrição: Este curso é uma iniciativa do Observatório Nacional de Saúde Mental e Trabalho (https://observatoriosaudementaltrabalho.com/) a partir dos encontros realizados entre os dias 06 e 08 de dezembro de 2023. Financiado pelo Edital nº 11/2023 da PAEP da CAPES - processo nº 88887.882408/2023-00 e com apoio financeiro do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Ministério da Saúde (Decit/SECTICS/MS), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, no âmbito da Chamada Pública CNPq / Decit / SECTICS / MS nº 29/2024 - processo nº406746/2024-9 , promovido pela Universidade Federal do Paraná - Grupo Saúde, Trabalho e Inovação sob responsabilidade da Profª Drª Fernanda Moura D'Almeida Miranda, e pela Universidade Estadual de Feira de Santana - Núcleo de Epidemiologia - sob responsabilidade da Profª Drª Tânia Maria de Araújo. Assim, o material oriundo do encontro foi a base para estruturação do curso pela educadora e design educacional Shênia Mineiro Martins sob responsabilidade da Profª Drª Simone Santos Oliveira da Fundação Oswaldo Cruz, com a colaboração de João Alcantara mestrando da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Fernanda Moura D`Almeida Miranda (UFPR) e Ana Rubia Wolf Gomes da Fundacentro.



Objetivo Geral: Promover a compreensão crítica sobre os determinantes sociais e organizacionais da saúde mental no trabalho e fomentar estratégias de promoção, prevenção e cuidado nos territórios e instituições.
 Compreender a importância da saúde mental no ambiente laboral e como ela é afetada pelas condições de trabalho. Refletir sobre a precarização e as violências no trabalho e suas repercussões na saúde mental. Desenvolver estratégias de identificação precoce, manejo e prevenção de transtornos mentais relacionados ao trabalho. Reconhecer e aplicar práticas e políticas de promoção de ambientes laborais saudáveis.



Justificativa: A crescente incidência de transtornos mentais relacionados ao trabalho, intensificada pela precarização das relações laborais e pela falta de políticas institucionais de cuidado, demanda ações formativas que ampliem a capacidade de vigilância e prevenção no campo da saúde do trabalhador. O curso busca fortalecer a atuação das redes RAPS, RENASTT e CEREST, contribuindo para práticas de cuidado integrais e intersetoriais.



Letramento racial para trabalhadores do SUS - 2º Oferta

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Sobre o curso

Descrição: O racismo presente na sociedade também é reproduzido e produzido no SUS. Para enfrentá-lo, é preciso entender como ele opera. Neste curso, discutimos a estrutura, funcionamento e expressões do racismo, além de práticas antirracistas como fundamento para o trabalho em saúde na assistência e na gestão do SUS. O curso afirma o lugar necessário da questão racial na formação de trabalhadores da saúde, o que é fundamental à compreensão das relações sociais, dos processos de saúde-doença e, portanto, para a plena efetivação da saúde como direito no Brasil.



Objetivo Geral: Objetivos de aprendizagem do Módulo 1 – Entendendo as relações entre o racismo e a saúde como direito no Brasil Ao concluir este módulo espera-se que o participante seja capaz de: - Relacionar aspectos centrais da formação e dinâmica social com as iniquidades percebidas nas condições de vida, saúde, adoecimento e morte da população negra no Brasil. - Reconhecer que o racismo é aprendido e resultante de práticas histórico-sociais. - Reconhecer o racismo como um problema contemporâneo e que se reatualiza continuamente estruturando as relações desiguais, injustas e violentas na vida social, bem como no cotidiano das práticas de saúde. - Identificar expressões e repercussões do racismo no âmbito do SUS, considerando os processos de trabalho, a formação na saúde e o cuidado em saúde. Objetivos de aprendizagem do Módulo 2 - Apreendendo a prática antirracista como princípio do trabalho em saúde - Reconhecer a branquitude na sociedade brasileira como parte do problema do racismo, que propicia a construção de lugares de privilégio e vantagem estrutural. - Reconhecer vocabulário racial, códigos raciais e práticas racializadas, de modo a facilitar as discussões de raça e racismo, bem como as práticas antirracistas na saúde. - Identificar maneiras pelas quais o racismo é mediado por gênero e classe e as expressões dessas imbricações na área da saúde. - Identificar possibilidades de práticas antirracistas no âmbito do SUS, considerando os processos de trabalho, a formação na saúde e o cuidado em saúde.



Justificativa: A invisibilidade histórica e sistemática da questão racial na formação de trabalhadores da saúde configura-se, por si, como uma expressão do racismo institucionalizado, e que contribui para a reprodução da estrutura social que inviabiliza as condições para a reprodução de uma vida digna às negras e negros no Brasil. A importância da oferta deste curso está centralmente localizada na contribuição para o avanço dos debates e práticas antirracistas entre trabalhadores do SUS atuantes na assistência e/ou gestão, por meio de um processo formativo com potencial para um amplo alcance no território nacional entre as diversas categorias profissionais. O letramento racial é tido como posicionamento teórico e prático para desconstruir formas de pensar e agir que foram naturalizadas (TWINE, 2006; SCHUCMAN, 2020). Nesse sentido, aqui faz-se uma escolha pelo letramento racial como referencial estruturante da oferta educacional, a fim de contribuir com uma racialização crítica do debate das práticas de saúde no SUS. O presente projeto formativo possui caráter estratégico em sua oferta nas seguintes dimensões: ● conteúdo cuja compreensão é condição para a concretização da saúde como direito, e por consequência para a garantia de princípios do SUS - como integralidade, universalidade, equidade e participação social -, mas que ainda é incipiente na formação dos trabalhadores do SUS; ● abordagem que explicita o caráter histórico-social do racismo e seus enlaces com a saúde, - e não somente o manejo dos efeitos das estruturas racistas -, com isso não perdendo de vista a totalidade da dinâmica social e das políticas de saúde; ● abordagem que integra ao conteúdo do curso resultados de pesquisa realizada com trabalhadoras e trabalhadores negros inseridos na Atenção Primária à Saúde no SUS. Isso permite escrutinar o trabalho em saúde a partir das suas dimensões históricas, sociais e subjetivas, as quais operam no cotidiano das instituições; ● formato Massive Open Online Course (MOOC), autoinstrucional, que tem reconhecido potencial em alcançar muitos alunos, de forma concomitante, assíncrona e com acesso aberto, podendo ser realizado por trabalhadores do SUS, mas também por estudantes, docentes, pesquisadores, controle social e demais interessados. Com alcance nacional, o curso será composto por recursos educacionais abertos que poderão ser utilizados em outras formações, uma vez eu serão disponibilizados nos repositórios institucionais da Fiocruz. A elaboração do material educacional se dará a partir dos resultados da pesquisa de referência supracitada, de referencial teórico crítico seminal, de publicações atualizadas da literatura científica, das produções de organizações dos movimentos negros, bem como das publicações institucionais relacionadas a Política de Saúde Integral da População Negra, acerca do debate racial antinegro. Entende-se os limites de um curso autoinstrucional para a natureza e complexidade dos problemas aqui expostos, de modo que se reconhece que teremos a possibilidade de um alcance introdutório, em termos taxonômicos dos objetivos de aprendizagem elencados e, por conseguinte, no que tange à densidade teórica dos recursos educacionais que serão elaborados. Assim, a formação aqui proposta não pretende superar plenamente a necessidade de letramento racial para trabalhadores do SUS. Aposta-se aqui em um recurso com caráter disparador, que possa mobilizar outras iniciativas locais e nacionais. A perspectiva é contribuir com a pavimentação do caminho para os processos permanentes, e em formatos e abordagens distintos, que a questão racial na saúde exige. Nessa perspectiva, o curso a ser elaborado tem sua importância reiterada ao afirmar o lugar necessário da questão racial na formação de trabalhadores da saúde, o que é fundamental à compreensão das relações sociais, dos processos de saúde-doença e, portanto, da saúde como direito no Brasil. Espera-se como resultado que o curso apoie o impulsionamento da discussão qualificada da questão racial na saúde em nível nacional, contribuindo com elementos para a organização das políticas, do trabalho, bem como dos processos formativos na área da saúde.



Vigilância, diagnóstico, tratamento e manejo de pacientes com Leishmanioses - 1

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Sobre o curso

Descrição: O curso Vigilância, diagnóstico, tratamento e manejo de pacientes com Leishmanioses é um curso online autoinstrucional de 40 horas, com o objetivo de capacitar profissionais de saúde para atuar nas áreas de vigilância, diagnóstico, e tratamento das leishmanioses visceral e tegumentar, contribuindo para a ampliação das ações de controle e melhoria da atenção à população acometida por essas doenças. Tem como principal público-alvo profissionais de saúde que atuam em áreas endêmicas para leishmanioses ou atuam na gestão aos programas relacionados a essas doenças. Está estruturado em 4 módulos que podem ser acessados de forma independente, conforme demanda do participante. Módulo 1 – Vigilância Epidemiológica Módulo 2 – Vigilância Vetorial e aspectos ecoepidemiológicos Módulo 3 – Patogênese e Diagnóstico das leishmanioses visceral e cutânea Módulo 4 – Tratamento das leishmanioses visceral e cutânea



Objetivo Geral: Reconhecer aspectos gerais das Leishmanioses, epidemiologia e ações de controle; Descrever conceitos e métodos de vigilância epidemiológica, e sua importância nas ações em saúde Identificar as ferramentas de notificação e os principais sistemas de informação em saúde Demonstrar os indicadores utilizados na vigilância epidemiológica e sua importância na priorização das ações de controle Relacionar os conhecimentos de vigilância epidemiológica com aspectos integrados da saúde humana, animal e ambiental na perspectiva da Saúde Única Descrever o ciclo biológico do vetor flebotomíneo Reconhecer as principais espécies de flebotomíneos relacionados com a transmissão das leishmanioses Utilizar ferramentas digitais para a identificação de flebotomíneos Compreender a importância da vigilância entomológica, multiplicando a informação adquirida para população e para outros profissionais Planejar, implementar e avaliar ações de vigilância entomológica Identificar e conhecer as espécies silvestres envolvidas no ciclo biológico das diferentes Leishmanioses; Relacionar as espécies de Leishmania com a incidência da doença em regiões geográficas pelo Brasil e no mundo Apresentar as espécies de Leishmania neotropicais associadas a doença humana, em ordem cronológica de descrição Classificar sorotipos x sintomatologia entre as diferentes espécies descritas atualmente Caracterizar a resposta imune inata e adaptativa das doenças Correlacionar a resposta terapêutica com a resposta imune Descrever as características clínicas importantes das leishmanioses para seu diagnóstico clínico Listar o fluxo de trabalho para o diagnóstico das leishmanioses no SUS Reconhecer a importância do diagnóstico diferencial das leishmanioses visceral e tegumentar Comparar técnicas para o diagnóstico das leishmanioses, identificando os parâmetros usados para definição das técnicas diagnósticas a serem utilizadas Descrever o racional, drogas e esquemas utilizados, eficácia e segurança do tratamento quimioterápico atual das leishmanioses visceral e tegumentar Discutir o racional, perspectivas e ensaios clínicos realizados associando imunoterapia e quimioterapia nas leishmanioses visceral e cutânea



Justificativa: Leishmaniose é uma doença negligenciada e endêmica em 102 países, sendo o Brasil um dos países com maior prevalência no mundo. As estratégias que envolvem medidas que atendam à Saúde Global são fundamentais para o controle das leishmanioses, incluindo as vigilâncias epidemiológica e vetorial. Além disso, o diagnóstico e tratamento apropriados são importantes condutas para a cura precoce da doença. O conhecimento da patogênese das leishmanioses contribui para uma visão global dos mecanismos da doença, favorecendo condutas assertivas no manejo do paciente. Esse curso de qualificação busca não somente trazer dados atualizados sobre os temas, como também contribuir para o aprofundamento das condutas relacionadas ao controle das leishmanioses, a partir de uma perspectiva da Saúde Global



Princípios básicos do diagnóstico das micoses endêmicas - 1

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Sobre o curso

Descrição: Capacitar os profissionais de saúde que atuam, ou que pretendam atuar, em laboratórios de saúde pública, para a correta realização do diagnóstico laboratorial de micoses, possibilitando o desempenho de suas atividades na rotina laboratorial com qualidade e segurança e, dessa forma, apoiando as ações de atenção e vigilância das micoses de relevância em saúde pública no Brasil.



Objetivo Geral: Módulo 1: Micoses endêmicas no Brasil e seus agentes Objetivo de aprendizagem (o mesmo para todos os subtemas elencados neste módulo): • Apresentar as doenças fúngicas de relevância em Saúde Pública no Brasil e no mundo (aspergilose, candidíase invasiva, coccidioidomicose, criptococose, cromoblastomicose, esporotricose, feohifomicose, fusariose, histoplasmose, micetomas, mucormicose, outras hialohifomicoses, paracoccidioidomicose, paracoccidiodomicose lobogeorgi, tricosporonose) • Relacionar e diferenciar os principais agentes etiológicos das micoses de relevância em saúde pública no país no Brasil e no mundo. • Descrever a biologia, incluindo estrutura de reprodução, dos principais agentes etiológicos das micoses de relevância em saúde pública no país e no mundo. Subtema 1: Micoses superficiais e cutâneas Subtema 2: Micoses subcutâneas Subtema 3: Micoses sistêmicas Subtema 4: Micoses oportunistas Módulo 2: Principais métodos diagnósticos em Laboratórios de Micologia Objetivo de aprendizagem ((o mesmo para todos os subtemas elencados neste módulo): ● Elencar e descrever os principais tipos de amostras biológicas utilizadas no diagnóstico laboratorial de micoses. ● Descrever as técnicas de coleta, transporte e armazenamento das amostras biológicas com vistas a garantir a qualidade da amostra biológica. ● Identificar e descrever os procedimentos para o processamento das amostras biológicas. ● Identificar e descrever os meios de cultura para identificação dos agentes etiológicos. ● Identificar e descrever os tipos de coloração para identificação dos agentes etiológicos. ● Conhecer e realizar/ reproduzir as técnicas de preparo dos reagentes, meios de cultura e realizá-las (simulação). ● Descrever e demonstrar a execução dos métodos utilizados para o exame direto, para o exame de cultura, para os exames de suscetibilidade a antifúngicos, para os exames histopatológicos e imunoensaios. ● Identificar e descrever os reagentes para realização dos testes convencionais de suscetibilidade. ● Conhecer os testes convencionais de suscetibilidade utilizados no Brasil. ● Interpretar os resultados. ● Relatar a importância da biossegurança no desempenho das atividades de rotina de diagnóstico laboratorial das micoses. Subtema 1: Fase pré-analítica dos métodos de diagnóstico Subtema 2: Exame micológico direto Subtema 3: Exame de cultura Subtema 4: Testes de suscetibilidade a antifúngicos Subtema 5: Exame histopatológico Subtema 6: Exame de imunodiagnóstico: imunodifusão Subtema 7: Exame de imunodiagnóstico: imunoenzimático Subtema 8: Exame de imunodiagnóstico: imunocromatografia Módulo 3: Gestão da Qualidade laboratorial Objetivo de aprendizagem: ● Reconhecer e explicar a importância da implantação de um sistema de gestão da qualidade em laboratório de diagnóstico. ● Identificar as práticas de gestão da qualidade. Subtema 1: Sistema de Gestão da Qualidade Módulo 4: Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL) Objetivo de aprendizagem: ● Reconhecer e explicar a importância do sistema GAL para a implementação das ações de vigilância em saúde. ● Conhecer e descrever o sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial - GAL (cadastro da requisição do exame no sistema, processamento da amostra, liberação do laudo, consultas e relatórios). ● Praticar a rotina de uso do GAL (simular o uso do GAL). Subtema 1: Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL) na rotina do laboratório como ferramenta de Qualidade e Vigilância Laboratorial.



Justificativa: As micoses são infecções causadas por fungos - cujas formas infectantes estão intimamente relacionadas ao bioma e aos fatores geoclimáticos (solo, vegetação, clima, umidade, altitude, etc.), além de apresentar potencial zoonótico - e são classificadas em grupos de acordo com o envolvimento no tecido e o modo de aquisição (mecanismo de infecção). Os sintomas dessas doenças dependem do tipo da micose e do estado imunitário do indivíduo. Logo, variam desde uma simples lesão na pele até quadros graves, com comprometimento sistêmico, podendo evoluir para óbito. Apesar desse grupo de doenças ser um grave problema de saúde pública no Brasil, ainda são doenças subestimadas e negligenciadas pelos serviços de saúde. Os riscos de infecção fúngica dependem primordialmente da combinação entre a suscetibilidade do hospedeiro e a sua exposição tanto ao meio ambiente, quanto a ambientes de assistência à saúde. O estado imunológico é talvez um dos principais fatores determinantes no desenvolvimento da doença. Por outro lado, os riscos ambientais também estão presentes, podendo ocasionar até mesmo surtos. A incidência das infecções fúngicas tem aumentado no mundo, como resultado da associação entre fatores de risco próprios dos pacientes e aqueles resultantes de intervenções diagnósticas, terapêuticas e profiláticas. Doenças de base ou condições crônicas como câncer, transplante de medula óssea ou de órgãos sólidos, infecção por HIV ou administração prolongada de corticosteroides tornam os pacientes vulneráveis às infecções fúngicas oportunistas. Procedimentos cirúrgicos complexos, uso difundido de dispositivos implantáveis e administração de antibióticos de amplo espectro aumentaram dramaticamente a incidência de infecções fúngicas hospitalares, sobretudo as sepses fúngicas. Em pessoas imunossuprimidas, podem manifestar-se com sinais e sintomas inespecíficos, acarretando, portanto, demora no diagnóstico. No mundo estima-se que mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofram de uma infecção fúngica grave a cada ano, das quais, mais de 1.350.000 evoluem para o óbito. A Associação Médica Mundial (WMA) aprovou uma declaração sobre a relevância das infecções fúngicas no contexto da saúde pública, sejam elas as de inoculação/implantação, as sistêmicas ou as oportunistas, bem como sobre a necessidade dos serviços de saúde e governos de oferecerem condições para que indivíduos portadores de micoses invasivas possam ser adequadamente diagnosticados e tratados. No Brasil estimativas apontam quase 4 milhões de pessoas com infecções fúngicas a cada ano. Desse total, 2,8 milhões são infecções causadas por Candida sp. e um milhão por Aspergillus sp., que avançam principalmente em pessoas imunocomprometidas em razão do uso de medicamentos contra rejeição de órgãos transplantados, do câncer, do HIV e de doenças respiratórias, como tuberculose e fibrose cística, do uso prolongado de antibióticos ou de procedimentos invasivos, como sondas e cateteres, em Unidades de Terapia Intensiva. Desde 2017, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVSA/MS), coordena o processo de estruturação da Vigilância e Controle das Micoses Endêmicas Sistêmicas (paracoccidioidomicose, histoplasmose, criptococose e coccidioidomicose), de implantação (cromoblastomicose, esporotricose, paracoccidioidomicose lobogeorgi e micetomas) e oportunistas (candidíase invasiva , aspergilose, feohifomicose, mucormicose, outras hialohifomicoses, tricosporonose e fusariose), principais micoses de ocorrência no país, com vistas a conhecer a sua real magnitude para subsidiar a adoção de políticas específicas de prevenção, assistência e controle. Ademais, com a pandemia de covid-19, algumas infecções fúngicas foram evidenciadas, principalmente devido ao risco aumentado para o desenvolvimento dessas infecções frente a um cenário de internação hospitalar prolongada, uso indiscriminado de corticoterapia ou a semelhança em sintomatologia com a covid-19, tais como aspergiloses, candidemias e mucormicose. Diante desse cenário no país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), junto com o Ministério da Saúde (MS), elaborou a Nota Técnica GVIMS/GGTES/ANVISA N° 04/2021 com as orientações para vigilância, identificação laboratorial, prevenção e controle de infecções fúngicas invasivas em serviços de saúde no contexto da pandemia da Covid-19. No Brasil, as micoses em geral não são doenças de notificação compulsória, portanto não se dispõe de dados precisos sobre sua incidência e prevalência, bem como de informações acerca de áreas endêmicas. As análises de dados são retrospectivas, baseadas em séries de casos ou estudo de isolados/linhagens de coleções de apoio à pesquisa, sem registro regular de dados clínicos e epidemiológicos, e em registros do Sistema de Internações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS). Ainda, representam importante problema de saúde pública devido ao seu alto potencial incapacitante e número elevado de mortes prematuras, quando não diagnosticadas e tratadas oportunamente. Nesse sentido, o diagnóstico micológico laboratorial precoce e de qualidade é capaz de auxiliar não só no monitoramento dos casos, mas também proporciona um início de terapêutica mais rápido e a escolha do antifúngico adequado, levando à melhoria do manejo clínico das pessoas acometidas e consequentemente, à prevenção do agravamento do quadro clínico, resultando em aumento de sobrevida dos pacientes.



Leishmanioses, e eu com isso? Ações educativas intersetoriais na saúde e na educação - 1

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Sobre o curso

Descrição: O curso contribuirá, a partir de uma abordagem educativa crítica e reflexiva, para a formação a distância de trabalhadores e estudantes da saúde e da educação, ampliando seus conhecimentos sobre as leishmanioses, fortalecendo sua contribuição nas ações de promoção e prevenção da saúde e enfrentamento às doenças no território. Trata-se de uma formação pautada em uma visão que considere a interação entre os múltiplos determinantes que interferem na complexa cadeia de ocorrência das leishmanioses, estimulando ações de comunicação, educação em saúde e realização de estratégias de prevenção e controle da doença no território.



Objetivo Geral: Módulo 1: Conceito de leishmaniose, distribuição, transmissão, vetores e reservatórios Ao concluir este módulo o aluno estará habilitado a: • Identificar os diferentes tipos de leishmaniose; • Conhecer aspectos do vetor das leishmanioses, incluindo seu ciclo evolutivo e reservatório; • Diferenciar reservatório e hospedeiro; • Compreender o ciclo de transmissão da doença. Módulo 2: Patogenia, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento Ao concluir este módulo o aluno estará habilitado a: • Identificar os principais sinais e sintomas das leishmanioses em humanos e caninos; • Identificar o papel do SUS representado pela rede de assistência pública para prevenção, diagnóstico, tratamento e controle das leishmanioses em humanos e caninos. Módulo 3: Epidemiologia, prevenção e controle Ao concluir este módulo o aluno estará habilitado a: • Identificar cenários de risco para transmissão das leishmanioses; • Identificar as principais medidas de prevenção e controle da doença; • Compreender a importância da informação, comunicação e educação em saúde como medidas de prevenção, identificação de suspeita de casos (humanos e caninos) e controle da doença. Módulo 4: Leishmanioses no contexto da saúde única Ao concluir este módulo o aluno estará habilitado a: • Compreender o conceito de Saúde Única; • Compreender a importância da intersetorialidade nas ações de enfrentamento às leishmanioses; • Refletir sobre a importância da participação cidadã nas ações de enfrentamento às leishmanioses; • Refletir sobre os desafios do SUS nas ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e controle da doença no Brasil.



Justificativa: As leishmanioses representam um problema de saúde pública e de controle complexo, envolvendo vetores, reservatórios e o ambiente, configurando-se, portanto, como um grande desafio para gestores e pesquisadores. Vários estudos demonstram que as populações acometidas pela doença desconhecem importantes conceitos como transmissão, tratamento e prevenção e uma proporção bastante reduzida emprega efetivamente as medidas preventivas. Além disto, muitos profissionais de saúde desconhecem conceitos essenciais relacionados às leishmanioses, demonstrando um menor domínio em relação às medidas preventivas e à sensibilização da população sobre a doença. Nesse sentido, a partir de uma perspectiva intersetorial e multidisciplinar, a oferta de um curso autoinstrucional sobre as leishmanioses pode contribuir para ampliar o conhecimento sobre as doenças, fortalecendo as ações de educação, prevenção e enfrentamento na saúde individual, coletiva e no território.



Informação para o SUS: políticas e sistemas - 1

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Sobre o curso

Descrição: Com o aumento gradativo do uso das tecnologias de informação e da produção e coleta de dados de saúde, a discussão sobre transformação digital no SUS ganhou papel de destaque na agenda saúde. Dar visibilidade e incentivar iniciativas em saúde digital, construindo estratégias de atuação, com base na análise crítica sobre acesso, limites e possibilidades na produção de cuidado integral à saúde e sobre efeitos na garantia de direitos e cidadania; bem como desenvolver ações de transformação digital, na perspectiva de ampliação de serviços, pesquisas, assistência, plataformas de ensino, fomento a espaços de simulação e habilidades realísticas, que valorizem a incorporação de tecnologias digitais em saúde em conformidade com os princípios do SUS estão entre as diretrizes da Fiocruz aprovadas no último Congresso Interno. Consonante a isso, e considerando que a informação se reveste de valor na medida que seu uso na tomada de decisão desencadeia um planejamento responsável e a execução e gestão de ações para apoiar o processo decisório mais assertivo, a formação em Informações em saúde para o SUS evidenciando as políticas e sistemas se justifica na perspectiva de provocar o desenvolvimento de ações para melhoria do atendimento ao cidadão, do acompanhamento do paciente, da coordenação dos fluxos de assistência e da eficiência da gestão do recurso público.



Objetivo Geral: Habilitar os alunos a realizar atividades de planejamento, pesquisa e desenvolvimento de soluções no campo da Informação em saúde entendendo o contexto histórico e político da informação no âmbito do SUS.



Justificativa: Com o aumento gradativo do uso das tecnologias de informação e da produção e coleta de dados de saúde, a discussão sobre transformação digital no SUS ganhou papel de destaque na agenda saúde. Dar visibilidade e incentivar iniciativas em saúde digital, construindo estratégias de atuação, com base na análise crítica sobre acesso, limites e possibilidades na produção de cuidado integral à saúde e sobre efeitos na garantia de direitos e cidadania; bem como desenvolver ações de transformação digital, na perspectiva de ampliação de serviços, pesquisas, assistência, plataformas de ensino, fomento a espaços de simulação e habilidades realísticas, que valorizem a incorporação de tecnologias digitais em saúde em conformidade com os princípios do SUS estão entre as diretrizes da Fiocruz aprovadas no último Congresso Interno. Consonante a isso, e considerando que a informação se reveste de valor na medida que seu uso na tomada de decisão desencadeia um planejamento responsável e a execução e gestão de ações para apoiar o processo decisório mais assertivo, a formação em Informações em saúde para o SUS evidenciando as políticas e sistemas se justifica na perspectiva de provocar o desenvolvimento de ações para melhoria do atendimento ao cidadão, do acompanhamento do paciente, da coordenação dos fluxos de assistência e da eficiência da gestão do recurso público. Considerando os centros de excelência dentro da Fiocruz: ICICT, PROCC e CIDASC/IGM, o curso será realizado com a participação de diferentes unidades e institutos, integrando experiências distintas e temas transversais.



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