A nova etapa do Fórum Oswaldo Cruz tem início com a realização do seminário 'Determinação social do processo saúde-doença numa perspectiva interseccional', que acontece no dia 4 de março, das 8h às 17h, no auditório do Centro de Documentação e História da Saúde (COC/Fiocruz), com transmissão pelo canal da Fiocruz no YouTube. A temática escolhida busca aprofundar os debates que contribuirão para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional da Pesquisa da Fiocruz. A iniciativa está inserida na agenda de celebração dos 125 anos da Fundação.
O Fórum é uma iniciativa inédita que mobiliza a comunidade da Fiocruz para participar da construção coletiva do Plano. Seu lançamento ocorreu em agosto de 2025, durante um seminário inaugural. Desde então, as câmaras técnicas e toda comunidade da Fundação são convidadas a contribuir na formulação de propostas estratégicas para a vida institucional.
Durante o seminário de 4 de março, serão anunciadas três frentes de ação desta nova etapa do Fórum: a construção de grupos de formulação para contribuição ao Plano (2026–2030); uma enquete que procura valorizando a pluralidade de visões e a diversidade institucional; e a plataforma Quem é quem da pesquisa, que visa mapear, atualizar e qualificar as informações sobre as atividades científicas em todas as unidades.
Essas três iniciativas serão detalhadas durante a mesa de abertura, composta pelo presidente Mario Moreira, a vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas, Alda Maria da Cruz, e a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz. Ainda na parte da manhã, haverá a mesa-redonda que confere título ao seminário, 'Determinação social do processo saúde-doença numa perspectiva interseccional', com Paulo Sobroza, do Departamento de Endemias Samuel Pessoa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp); Gulnar Azevedo, da Uerj; Paulo Buss, do Centro de Relações Internacionais em Saúde; e Naomar de Almeida Filho, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA. A mediação do debate ficará a cargo da coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Raquel Aguiar.
À tarde, ocorrerá uma apresentação das experiências de elaboração de Plano de Desenvolvimento da Pesquisa na Fiocruz. Participarão dessa mesa Luzia Carvalho, da Fiocruz Minas Gerais; Luciana Dias, da Ensp; Flávia Elias e Marcia Motta, da Fiocruz Brasília; e mediação de Tania Fonseca, da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência.
A organização do Fórum é realizada pela Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), em parceria com a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), o Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho e a Fiocruz Brasília.
Nesta segunda-feira, 24 de novembro, das 12h às 13h, será realizado mais um webinar do Projeto Echo, com o tema: "Covid longa: uma ou muitas doenças".
A transmissão será feita pela plataforma Zoom e requer inscrição.
Para participar, utilize o QR Code na imagem ou acesse este link para se inscrever!
#ParaTodosVerem Banner com fundo branco, com informações sobre o webinar com o tema: Covid longa: uma ou muitas doenças. O evento será na segunda-feira, dia 24 de novembro, das 12h às 13h, no horário de Montevidéu/Brasília. No canto inferior do banner uma foto do palestrante, um homem branco, com cabelo e barba escura, está com um terno e camisa social azul, sorri para a foto, ao lado da imagem um Qr code para realizar a inscrição.
A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) realiza, no dia 9 de outubro, às 10h, a quinta sessão do ciclo de conferências Encontro às Quintas. O evento será online e contará com a palestra de Paula Sedran, pesquisadora do Conicet e professora adjunta da Universidade Autônoma de Entre Rios, na Argentina. A pesquisadora irá ministrar a palestra Sentidos em disputa na definição do consumo de álcool como doença: uma abordagem sociocultural para o século 20. O evento é online, com transmissão pelo YouTube da COC, e será coordenado e mediado pela historiadora Tânia Pimenta (COC/Fiocruz).
A apresentação aborda como, desde a modernidade, o consumo de álcool vem sendo objeto de discursos que o classificam como vício, patologia ou até problema civilizatório. A análise propõe uma perspectiva sociocultural para compreender os sentidos atribuídos à definição do consumo excessivo como doença ao longo do século 20, destacando a interação entre lógicas científicas e de mercado na construção desses significados.
A historiadora Paula Sedran é doutora pela Universidade Nacional de Córdoba e seus estudos se concentram na história sociocultural da saúde e da doença, com ênfase no estudo do consumo de álcool na Argentina. Entre suas publicações mais recentes, destaca-se o livro Santa Fe en el escenario de la entreguerra: conflicto, solidaridades y tendencias (2022) escrito em coautoria com Sandra Rita Fernández e Ronen Man.
A mediadora da sessão será Tânia Pimenta, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, onde coordena o Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde e o Núcleo de Estudos Escravidão, Raça e Saúde (Neras). Recentemente, coordenou, em parceria com Flávio Gomes, a coletânea Cativeiros enfermos: assistência e saúde no Brasil escravista (2023).
Encontro às Quintas – 5ª sessão
Sentidos em disputa na definição do consumo de álcool como doença: uma abordagem sociocultural para o século 20
Expositora: Paula Sedran (Conicet/ Uader)
Mediação: Tânia Salgado pimenta (COC/Fiocruz)
Coordenação: Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz)
Data: 9/10/2025
Horário: 10h
Modalidade: Online com transmissão pelo YouTube
#ParaTodosVerem Banner com fundo azul, com informações sobre o Encontro às Quintas, no dia 9 de outubro, às 10 horas. O evento será online, com o tema: Sentidos em disputa na definição do consumo de álcool como doença: uma abordagem sociocultural para o século 20, com Paula Sedran (Conicet e Uader, Argentina), há uma foto dela, uma mulher branca com uma blusa clara, possui os cabelos lisos escuros na altura dos ombros, a debatedora será Tânia Pimenta (COC/Fiocruz), coordenação de Marcos Chor Maio (COC/Fiocruz), realização de PPGHCS.
No dia 17 de junho, o Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) promoverá a sessão extraordinária ‘Traduzindo esperança em cura: tratamentos mais seguros e biomarcadores precoces da quimioterapia da doença de Chagas’, com o professor do Departamento de Ciências Biológicas da The University of Texas at El Paso (Utep), nos Estados Unidos, e diretor do Biomolecule Analysis and Omics Core no Border Biomedical Research Center, Igor Correia de Almeida.
Realizada em parceria com o Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), a atividade acontecerá na Sala 122 do Castelo Mourisco, a partir das 10h. Haverá transmissão ao vivo pelo Canal do CDTS no Youtube.
#ParaTodosVerem Banner com fundo branco, no topo está escrito: Centro de Estudos Instituto Oswaldo Cruz, o evento será no dia 17 de junho às 10 horas. Traduzindo esperança em cura: Tratamento mais seguros e biomarcadores precoces da quimioterapia da doença de chagas. No lado esquerdo do banner a foto do professor Igor Correia de Almeida, um homem branco, com cabelos escuros e barba grisalha, usa óculos, terno cinza e camisa branca, será um sessão extraordinária em parceria com o Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), será um evento hibrido com transmissão via youtube e presencial no Castelo Mourisco, sala 122.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
Junto com as férias de verão, começa a temporada de chuvas em boa parte do país. E com ela chegam também as já conhecidas e temidas consequências das chuvaradas. Enchentes, enxurradas e inundações estão entre os fatos que propiciam contaminações e o aumento de doenças, especialmente as infecciosas, como problemas respiratórios, hepatite A, diarreias, dengue e leptospirose. Para ajudar no enfrentamento dessa questão, o Campus Virtual oferece o curso, online e gratuito, Leptospirose — Transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção. A formação é voltada a profissionais de saúde, mas aberta a todos os interessados. Quase 13 mil pessoas em todo o país já concluíram o curso, se atualizaram sobre o tema e receberam seus certificados. Faça você também parte dessa rede de formação em saúde!
O curso é dividido em três módulos, em uma carga horária total de 30 horas, e aborda questões sobre a transmissão da doença, fatores ambientais, sinais, sintomas, diagnóstico e tratamento, bem como a prevenção e a vigilância em saúde. Ele é resultado de uma parceria entre o Campus Virtual Fiocruz (CVF), o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e foi desenvolvido em tempo recorde, cerca de 20 dias, para auxiliar na resposta ao enfrentamento dos aumentos de casos de leptospirose que vêm sendo notificados em decorrência das enchentes no Sul do país.
O curso é voltado a profissionais de saúde e estudantes, mas pode ser feito por pessoas de todo o país interessadas na temática. Conheça a estrutura da nova formação:
Módulo 1 – O que é leptospirose?
Aula 1.1 – A leptospirose;
Aula 1.2 – Fatores condutores ambientais;
Aula 1.3 – A transmissão da doença;
Módulo 2 – Sinais, sintomas, diagnóstico e tratamento.
Aula 2.1 – Os sinais e sintomas;
Aula 2.2 – O diagnóstico;
Aula 2.3 – O tratamento;
Módulo 3 – Prevenção e Vigilância em saúde.
Aula 3.1 – A prevenção;
Aula 3.2 – A quimioprofilaxia;
Aula 3.3 – A vigilância em saúde dos riscos associados aos desastres.
A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda que é transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados pela bactéria Leptospira. O contágio pode acontecer a partir de lesões na pele, por mucosas ou mesmo em pele íntegra, se imersa por longos períodos em água contaminada. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (em especial, na panturrilha) e calafrios. Ao apresentar sintomas, deve-se procurar um serviço de saúde e é importante relatar se houve exposição de risco, como o contato com água de chuvas e enchentes.
Trata-se de uma zoonose de grande importância social e econômica, por apresentar elevada incidência em determinadas áreas de vulnerabilidade social, como também por sua letalidade, que pode chegar a 40%, nos casos mais graves. Sua ocorrência está relacionada às precárias condições de infraestrutura sanitária e alta infestação de roedores infectados. As inundações propiciam a disseminação e a persistência da bactéria no ambiente, facilitando a ocorrência de surtos. A leptospirose tem cura, mas, sem tratamento pode causar danos renais, meningite, insuficiência hepática, dificuldades respiratórias e até a morte.
#ParaTodosVerem Banner com duas fotos, no topo está escrito o título do curso: Curso Leptospirose, transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção, embaixo do nome o desenho de um rato cinza.
No centro do banner, a foto de uma rua inundada, no centro da imagem está um barco e diversas pessoas ao redor dele com a água na altura das coxas e da cintura. Na segunda imagem, uma rua inundada com árvores em cada lado da rua, no canto esquerdo uma casa de tijolos e no meio da imagem um homem rema em uma canoa. No centro do banner está escrito: inscrições abertas.
Os pesquisadores do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) tiveram seu trabalho Exploring the Resurgence of a Neglected Disease: Lessons from the 2023–2024 Mpox Outbreak in Rio de Janeiro, Brazil (Explorando o ressurgimento de uma doença negligenciada: Lições do surto de Mpox de 2023-2024 no Rio de Janeiro, Brasil) destacado no editorial A Second Mpox Outbreak in Brazil: A Call for Action to Guarantee Equity in Access to Health Innovations da revista Clinical Infectious Diseases (CID).
O editorial destaca que é preciso garantir a equidade no acesso a inovações em saúde. Ele enfatiza a importância de envolver as comunidades afetadas, melhorar a vigilância, desenvolver ferramentas de diagnóstico avançado e garantir o acesso a vacinas e tratamentos para controlar o surto de Mpox, que afeta de forma desigual países do Sul Global, como ilustrado recentemente na situaçao atual do Congo. Com isso, apresenta e destaca a importância do artigo, que descreve ineditamente um novo surto de Mpox com transmissão sustentada no Rio de Janeiro, após período sem transmissão de casos.
O artigo teve como autora principal a médica infectologista e pesquisadora Mayara Secco, com coautoria de outros pesquisadores e pesquisadoras do INI/Fiocruz; do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e da participação das pesquisadoras Valdilea Veloso, diretora do INI; e Beatriz Grinsztejn, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em IST, HIV/Aids (LapClin Aids) do INI. Veja lista completa dos autores ao final do texto.
O trabalho descreve o ressurgimento do Mpox no período de 2023 a 2024 no Rio de Janeiro, Brasil. Além disso, defende a importância da vigilância contínua, aliada a medidas preventivas como a vacinação em populações vulnerabilizadas e opções de tratamento contra a doença.
Os pesquisadores enfatizam a necessidade de distribuição equitativa de tecnologia de saúde global para combater doenças emergentes. Eles também ressaltam a importância da colaboração com as comunidades afetadas para desenvolver respostas de prevenção e tratamento contra o Mpox, sobretudo em países do Sul Global, que enfrentam dificuldades de acesso às medidas de prevenção e tratamento do Mpox.
Os autores destacam ainda a necessidade de aprimorar as estratégias de vigilância para detectar infecções emergentes, especialmente dentro do contexto dos serviços de cuidados e prevenção do HIV/aids.
Lista completa dos autores e autoras do artigo:
Mayara Secco Torres Silva, (1), Carolina Coutinho, (1) Thiago Silva Torres, (1) Monica Avelar Magalhães, (2) Carolyn Yanavich, (1) Amanda Echeverría-Guevara, (1) Matheus Oliveira Bastos, (1) Pedro Silva Martins, (1) Maira Braga Mesquita, (1) Paula Pereira de Souza Reges, (1) Maria Roberta Meneguetti, (1) Ana Paula Lovetro Santana, (1) Marcela Terra, (1) Estevão Portela Nunes, (1) Flavia Cristina Serrão Lessa, (1) Ronaldo Ismério Moreira, (1) Eduardo Mesquita Peixoto, (1) Karolyne Wolch de Almeida Paulo, (3) Andryelle Cristina Sant’Ana, (3) Edson Elias da Silva, (3) Sandra Wagner Cardoso, (1) Valdilea Gonçalves Veloso, (1); e Beatriz Grinsztejn (1).
Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)–Fiocruz Mpox Study Group. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, Fiocruz, Rio de Janeiro, Brasil;
Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, Fiocruz, Rio de Janeiro, Brasil; e
Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz, Rio de Janeiro, Brasil
* Edição: Alexandre Magno
A primeira turma do Doutorado Profissional em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) terá sua aula inaugural no dia 2 de agosto, com a participação do Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Ministério da Saúde, Carlos Grabois Gadelha. A aula terá como tema 'Ciência, Saúde e Desenvolvimento'. A proposta do curso é fomentar o diálogo que favoreça a redução de iniquidades em saúde a partir da complexidade dos processos saúde-doença e do cuidado em saúde. A atividade acontecerá no auditório térreo, a partir das 9 horas, aberta aos interessados. Haverá transmissão, ao vivo, pelo canal da Ensp no Youtube. Participe!
Segundo a coordenadora do curso, a pesquisadora da Ensp, Elyne Engstron, o doutorado é um compromisso histórico da Ensp com a saúde da população brasileira, que se traduz na formação para o SUS e na produção de um sistema dinâmico, vivo e arrojado em suas concepções e propostas, com o objetivo de melhorar a saúde da população brasileira e produzir conhecimento científico para o campo da saúde pública.
+ Leia mais sobre o Doutorado Profissional em Saúde Pública.
“O doutorado é fruto uma construção coletiva ao longo dos últimos anos junto à Coordenação de Pós-graduação (CPG) e os docentes do Programa. Nesta primeira turma vamos incorporar dois perfis: servidores da Fiocruz, com ênfase na formação para ciência, tecnologia e inovação; e profissionais e gestores que atuam na Atenção Primária no município do Rio de Janeiro. Duas turmas que já vem participando do Programa Profissional da Escola, no mestrado profissional”.
O curso busca formar lideranças aptas a exercer atividades de investigação e de ensino em serviço, sem se afastarem de suas atividades do mundo do trabalho, fazendo dessa possibilidade importante recurso de aprendizagem na relação ensino-gestão-serviços. De acordo com a coordenadora, a intenção da formação é promover o trabalho em equipe e o diálogo entre profissionais e docentes.
Encerrando a aula inaugural, haverá a apresentação do ‘Rap da Saúde SMS’, uma rede de adolescentes e jovens promotores da saúde, que fazem parte do curso desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade do Rio de Janeiro.
Assista ao vivo:
A sessão do Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desta sexta-feira, dia 19 de julho, abordará o tema ‘Acesso à detecção e ao tratamento da doença de Chagas no âmbito da atenção primária à saúde no Brasil – IntegraChagas-Brasil’, com Eliana Amorim de Souza, coordenadora operacional do projeto IntegraChagas Brasil e docente da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Na ocasião, Ana Claudia Machado Duarte, gerente do projeto IntegraChagas, atuará como mediadora.
A atividade será transmitida pelo canal do IOC no YouTube a partir das 11h, excepcionalmente. No horário previsto, acompanhe por aqui:
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
A região Sul do país atravessa uma tragédia climática sem precedentes. A mistura de calor exacerbado com chuvas intensas, enxurradas, inundações e até fenômenos como tornados, por exemplo, provocam, além de grandes perdas e muita tristeza, uma quantidade incalculável de contaminações e doenças, especialmente as infecciosas, entre elas problemas respiratórios, hepatite A, diarreias, dengue e leptospirose. Cientes de que neste momento de emergência de saúde pública o importante é saber agir e estar sensível a reconhecer sinais e sintomas das principais doenças para a eficaz tomada de decisão, o Campus Virtual Fiocruz lança o curso Leptospirose — Transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção. A formação, especialmente voltada a profissionais de saúde, mas aberta a todos os interessados, é online, gratuita e já está disponível.
O curso é dividido em três módulos, numa carga horária total de 30 horas, e aborda questões sobre a transmissão da doença, fatores ambientais, sinais, sintomas, diagnóstico e tratamento, bem como a prevenção e a vigilância em saúde. Ele é resultado de uma parceria entre o Campus Virtual Fiocruz, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e foi desenvolvido em tempo recorde, cerca de 20 dias, para auxiliar na resposta ao enfrentamento dos aumentos de casos de leptospirose que vem sendo notificados em decorrência das enchentes no Sul do país.
A coordenadora adjunta do Campus Virtual, Rosane Mendes, ressaltou que neste momento o Rio Grande do Sul está no foco das atenções, mas lembrou que o Ministério da Saúde considera a leptospirose uma doença endêmica em todo o Brasil, tornando-se epidêmica em períodos chuvosos, principalmente nas capitais e áreas metropolitanas, em decorrência das enchentes associadas à aglomeração populacional, condições precárias de saneamento e à alta infestação de roedores infectados pela doença. Ou seja, a nova formação tem abrangência e relevância nacional. "O CVF organizou uma verdadeira força-tarefa com toda a sua equipe para o rápido desenvolvimento do curso. Ele é fruto de um grande esforço coletivo para responder a essa demanda emergente de saúde pública, disse Rosane, que é também a coordenadora da plataforma Educare, na qual estão disponibilizados todos os materiais e recursos educacionais que compõem o curso, como vídeos, infográficos, podcasts, entre outros.
O curso é voltado a profissionais de saúde e estudantes, mas pode ser feito por pessoas de todo o país interessadas na temática. Conheça a estrutura da nova formação:
Módulo 1 – O que é leptospirose?
Módulo 2 – Sinais, sintomas, diagnóstico e tratamento
Módulo 3 – Prevenção e Vigilância em saúde
A leptospirose no Brasil
Segundo dados do Ministério da Saúde, existem registros de leptospirose em todos os estados brasileiros, com um maior número de casos nas regiões sul e sudeste. Os locais prováveis de infecção são, em sua maioria, áreas urbanas e em ambientes domiciliares. A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda que é transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados pela bactéria Leptospira. O contágio pode acontecer a partir de lesões na pele, por mucosas ou mesmo em pele íntegra, se imersa por longos períodos em água contaminada. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (em especial, na panturrilha) e calafrios. Ao apresentar sintomas, deve-se procurar um serviço de saúde e é importante relatar se houve exposição de risco, como o contato com água de chuvas e enchentes.
Trata-se de uma zoonose de grande importância social e econômica, por apresentar elevada incidência em determinadas áreas de vulnerabilidade social, como também por sua letalidade, que pode chegar a 40%, nos casos mais graves. Sua ocorrência está relacionada às precárias condições de infraestrutura sanitária e alta infestação de roedores infectados. As inundações propiciam a disseminação e a persistência da bactéria no ambiente, facilitando a ocorrência de surtos. A leptospirose tem cura, mas, sem tratamento pode causar danos renais, meningite, insuficiência hepática, dificuldades respiratórias e até a morte.
#ParaTodosVerem Banner com duas fotos, no topo está escrito o título do curso: Curso Leptospirose, transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção, embaixo do nome o desenho de um rato cinza.
No centro do banner, a foto de uma rua inundada, no centro da imagem está um barco e diversas pessoas ao redor dele com a água na altura das coxas e da cintura. Na segunda imagem, uma rua inundada com árvores em cada lado da rua, no canto esquerdo uma casa de tijolos e no meio da imagem um homem rema em uma canoa. No centro do banner está escrito: inscrições abertas.
"Ciência, saúde e epidemias. Um olhar histórico sobre a varíola" é o tema do seminário internacional que a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) promoverá nos dias 14 e 15 de maio. O evento ocorrerá em formato virtual, com transmissão pelo canal da COC no Youtube, e oferecerá certificado de participação para ouvintes. Os interessados em receber o certificado deverão realizar sua inscrição no Campus Virtual Fiocruz até 12 de maio. O email para contato e dúvidas é eventovariola@gmail.com.
Organizado pelo Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde (Depes) e pelo Programa de Pós-graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS) da COC, o encontro tem como objetivo discutir as manifestações da varíola desde as grandes epidemias da época moderna e contemporânea até o empreendimento da vacina, sua difusão e a recepção do novo método no continente europeu e americano.
Conhecida desde a antiguidade, a varíola chegou à América entre fins do século 15 e princípios do século 16 causando o maior desequilíbrio demográfico conhecido no continente até então. Após a conquista, a doença seguiu seu curso tendo sido extinta apenas na segunda metade do século 20.
Confira abaixo a programação:
9h – Abertura
Kaori Kodama – Coordenadora do PPGHCS (COC/Fiocruz)
Gisele Sanglard – Chefe do Depes (COC/Fiocruz)
Magali Romero Sá – Vice-diretora de Pesquisa e Educação da COC/Fiocruz
Tânia Salgado Pimenta – Comissão Organizadora/PPGHCS e Depes (COC/Fiocruz)
9h30 – Conferência de abertura
Apresentadora: Gutiele Gonçalves dos Santos (PPGHCS-COC/Fiocruz)
Varíola e vacina: ciência como fenômeno social
Tania Maria Dias Fernandes (COC/Fiocruz)
10h30 – Mesa 1: A marcha da peste. Impactos das epidemias de varíola em diferentes tempos e espaços
Coordenação: Tânia Salgado Pimenta (COC/Fiocruz)
À sombra do contágio: os impactos das “perniciozissimas bexigas” entre os povos indígenas da Amazônia portuguesa, século 18
Benedito Carlos Costa Barbosa (UFRR)
O impacto da varíola nos territórios Guarani, séculos 16 e 17
Francisco Silva Noelli (Centro de Arqueologia – UNIARQ, Universidade de Lisboa. Bolsista FCT)
Las epidemias de viruela y la vacuna en Yucatán, México (1804-1912)
Ricardo Wan Moguel (Red de Historia Demográfica, México)
14h – Mesa 2: Varíola e práticas populares. Epidemias, Inoculação e vacinação
Coordenação: Dra. Christiane Maria Cruz de Souza (IFBA)
Vacinação antivariólica em africanos escravizados. Os casos do Rio de Janeiro e Havana (1804-1808)
Jaqueline Hasan Brizola (COC/Fiocruz/Inova)
“Marcas da escravidão, cicatrizes da varíola: a utilização dos métodos de inoculação e vacinação”
Gutiele Gonçalves dos Santos (PPGHCS-COC/Fiocruz)
De la curación a la prevención. Inoculación y vacunación contra la viruela en Chile, 1786 – 1830
Paula Caffarena (Universidad Finis Terrae, Chile)
09h30 – Mesa 3. O precioso remédio. A vacinação antivariólica e seu impacto no Ocidente
Coordenação: Dr. Marcos Cueto (PPGHCS-COC/Fiocruz)
Introducción de la vacuna contra la viruela en España según la correspondencia de Ignacio María Ruiz de Luzuriaga
José Luís Duro Torrijos (Instituto Interuniversitario López Piñero y Unidad Docencia MIR. Hospital Universitario del Vinalopó, Espanha)
“Dádiva do céu para alívio da flagelada humanidade”: percepções populares e estratégias de disseminação da vacina no Brasil e em Portugal no início do século 19
Fillipe dos Santos Portugal (PPGHCS-COC/Fiocruz)
La viruela: inoculación, variolización y vacunación en el Río de la Plata (siglo 19). Prácticas y protagonistas
María Silvia Di Liscia (Universidad Nacional de La Pampa, Argentina)
14h – Conferência de Encerramento
Apresentadora: Jaqueline Brizola (COC/Fiocruz/Inova)
La Real Expedición Filantrópica de la Vacuna (1803-1810)
Susana María Ramírez Martín (Profesora Titular del Departamento de Historia de América y Medieval y Ciencias Historiográficas, Universidad Complutense de Madrid)
Comissão Organizadora (COC/Fiocruz)
Tânia Pimenta, Gutiele Gonçalves do Santos, Jaqueline Brizola