Uma pesquisa feita com integrantes do Programa de Computação Científica da Fiocruz (PROCC), vinculado à Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), conquistou o primeiro lugar na 18ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (ExpoEpi), realizada entre 14 e 17 de abril de 2026 em Brasília. A ExpoEpi é um evento do Ministério da Saúde (MS) voltado à divulgação de práticas inovadoras em vigilância epidemiológica no país. O prêmio, concedido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, foi na categoria Mais Ciência para o SUS, na área de preparação, vigilância e resposta às emergências em saúde pública.
O trabalho foi publicado na revista científica Infectious Disease Modelling em dezembro de 2025 e propõe um modelo estatístico bayesiano (forma de previsão que combina informações já conhecidas sobre um fenômeno no passado com dados novos) capaz de prever o número de casos de dengue com até 52 semanas de antecedência para macrorregiões de saúde do Brasil, sem necessidade de dados climáticos ou populacionais, apenas com base no histórico de notificações da doença.
Previsão de dengue sem dados climáticos: como funciona
Na prática, a ferramenta permite identificar quando o número de casos de dengue em uma região está saindo do padrão histórico e em qual proporção, o que pode orientar respostas mais ágeis e precisas do SUS, antes que uma situação se agrave.
A pesquisadora da Escola de Saúde Publica (Ensp) da Fiocruz e primeira autora do trabalho, Laís Picinini Freitas, explica que, em comparação com ferramentas já existentes, o modelo evita alertas desnecessários, ou seja, só sinaliza uma situação como atípica quando há base estatística sólida para isso. "As faixas [no modelo] representam quatro níveis graduais de casos esperados: 'abaixo da mediana, típico', 'moderadamente alto, bastante típico', 'bastante alto, atípico' e 'excepcionalmente alto, muito atípico'. Cada faixa considera a probabilidade daquele número de casos ter sido observado no passado, o que traz mais informação para a tomada de decisão pelos gestores de saúde", explica Freitas.
Dengue no Brasil: como o modelo foi validado
O modelo foi testado para as temporadas 2022-2023 e 2023-2024. Na primeira, classificou a situação nacional como "bastante alta, atípica", o que de fato ocorreu, com mais de 1,4 milhão de casos registrados. Na temporada 2023-2024, quando o Brasil viveu sua pior epidemia de dengue da história de acordo com dados do Ministério da Saúde, com mais de 6 milhões de casos e cerca de 6 mil mortes, o modelo sinalizou corretamente a situação como "excepcionalmente alta, muito atípica", ainda que as estimativas não tenham alcançado a magnitude sem precedentes daquele ano.
Da dengue à gripe: uma metodologia para diferentes doenças
"Usamos as previsões para o ano seguinte baseadas no histórico de dados e em um modelo estatístico para construir bandas epidêmicas e ajudar no monitoramento de dengue. O que nos permite, por exemplo, dizer em tempo real se o que estamos observando é uma temporada típica ou atípica. E é importante reforçar que a metodologia proposta não se aplica apenas à dengue, ela pode ser usada em qualquer agravo com notificação regular. Estamos nesse momento avaliando a dinâmica de casos de SRAG por Influenza e pelo vírus sincicial respiratório (VSR) usando a mesma metodologia", explica o pesquisador da Fiocruz e autor sênior do artigo, Leonardo Bastos.
A pesquisa foi desenvolvida em resposta a uma demanda direta do MS por ferramentas que apoiem a preparação e a resposta à dengue no Brasil. Bastos explica que o modelo pode ser replicado também em outros países, desde que haja dados de vigilância sistemática disponíveis por pelo menos cinco anos.
Freitas acrescenta que o modelo está sendo adaptado para funcionar também no nível municipal. "Os resultados preliminares mostram que funciona muito bem para capitais e municípios com volume considerável de dados", afirma.
O estudo tem autoria de Laís Picinini Freitas, Leonardo Soares Bastos, Danielle Andreza da Cruz Ferreira, Raquel Martins Lana, Daniel Cardoso Portela Câmara, Tatiana P. Portella, Marilia Sá Carvalho, Ayrton Sena Gouveia, Iasmim Ferreira de Almeida, Eduardo Correa Araujo, Luã Bida Vacaro, Fabiana Ganem, Oswaldo Gonçalves Cruz, Flávio Codeço Coelho, Claudia Torres Codeço e Luiz Max Carvalho, e foi executado pela Fiocruz com financiamento do próprio ministério, do Inova da Fiocruz, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).
Para Laís, o reconhecimento tem um significado que vai além da conquista técnica. "São anos de estudo e trabalho intenso para produzir ciência de qualidade, em um contexto de desvalorização crescente da ciência e do pesquisador. Nesse contexto, foi super importante a criação da área de premiação 'Mais Ciência para o SUS' nessa 18ª ExpoEpi. Essa iniciativa traduz exatamente o que precisamos: fortalecer a produção científica voltada ao sistema público de saúde e, ao mesmo tempo, motivar e reconhecer os esforços de quem está trabalhando por isso", diz.
Pesquisadores do PROCC participaram do estudo
Entre os autores do estudo, os pesquisadores Claudia Codeço, Leonardo Bastos, Marilia Sá Carvalho e Oswaldo G. Cruz fazem parte do quadro do PROCC. "Esse prêmio é uma implicação de uma liberdade científica que é dada aos pesquisadores do PROCC, que nos permite trabalhar com aquilo que estamos interessados", finaliza Leonardo.
#ParaTodosVerem Fotografia de três pessoas posando juntas. Ao fundo há um grande painel decorativo vertical coberto por plantas verdes naturais, no centro do painel aparece um letreiro iluminado com a inscrição "18ª EXPO EPI". Do lado esquerdo há um homem de cabelos grisalhos e barba grisalha, usa camisa bege clara de mangas dobradas, calça bege e tênis claros, está com um crachá do evento pendurado no pescoço, segura um certificado, no centro e ao seu lado uma mulher jovem com cabelos longos e escuros, está com um vestido azul-marinho sem mangas e tênis brancos, também usa crachá do evento e segura um troféu, a sua direita há uma mulher mais velha, com cabelos curtos castanhos, está vestida com blazer preto, blusa vermelha, calça preta, sapatos escuros e com crachá.
O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) está com inscrições abertas para o mestrado profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica 2026. Profissionais de nível superior portadores de diplomas de curso superior de duração plena, outorgado por instituição de Ensino Superior e reconhecido pelo Ministério da Educação, poderão se inscrever até 7 de maio de 2026 pelo Campus Virtual Fiocruz.
O objetivo do Programa é formar mestres qualificados em Ciência e Tecnologia de reconhecida excelência e competência nas áreas envolvidas no processo industrial farmacêutico e farmoquímico, desde a pesquisa e desenvolvimento até a produção de medicamentos, passando pelas diferentes áreas tecnológicas e de gestão relacionadas à produção.
O Programa na Capes pertence à área de Farmácia e abrange as seguintes linhas de pesquisa:
• Gestão tecnológica na indústria farmoquímica e farmacêutica;
• Desenvolvimento tecnológico na indústria farmoquímica e farmacêutica;
• Produção na indústria farmoquímica e farmacêutica.
Observação: Não poderão se matricular no curso de mestrado profissionais com matrículas ativas em outros cursos de pós-graduação Lato Sensu ou Stricto Sensu.
As aulas serão ministradas às quintas-feiras das 8h às 17h, presencialmente no Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), Campus Manguinhos, localizado na Rua Sizenando Nabuco, 100 - Manguinhos, Rio de Janeiro. O regime do curso é de tempo parcial, com duração máxima de 24 (vinte e quatro) meses.
Ao todo, são oferecidas 12 vagas.
Acesse mais informações no edital e inscreva-se até 7 de maio!
Dúvidas e informações: gpdif.far@fiocruz.br
Quais são os desafios e as possibilidades da ética em pesquisa nos tempos de tecnologias digitais?
O I Seminário do Comitê de Ética em Pesquisa da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) vai trazer convidados especialistas para pensar juntos neste debate sobre os dilemas éticos da pesquisa em saúde na era digital.
O encontro é no dia 11 de setembro de 2025, às 9h, no auditório da Poli, no campus Manguinhos, da Fiocruz. Haverá também três painéis temáticos sobre consentimento e assentimento, uso de dados em pesquisa e coparticipação institucional.
O evento é gratuito e aberto ao público! Não precisa fazer inscrição prévia para participar. Vem com a gente construir um espaço de troca entre estudantes, pesquisadores e profissionais que pensam ciência e ética para o futuro da pesquisa em saúde!
Fiocruz lança curso Ética e Integridade em Pesquisa
Navegando no tema, o Campus Virtual Fiocruz relembra o curso online e gratuito Ética e integridade em pesquisa. Princípios primordiais como resultados imparciais, confiáveis, respeito aos direitos, responsabilidade e transparência são alicerces de pesquisas desenvolvidas com ética e integridade são apresentados no curso. A formação tem carga horária total de 40h e é voltada especialmente a estudantes de pós-graduação, mas aberta a todos os interessados na temática. O curso traz os princípios éticos que norteiam a ciência contemporânea — da concepção do projeto à publicação dos resultados, e segue com as inscrições abertas.
A formação oferece uma qualificação abrangente sobre princípios éticos, morais e direitos humanos; integridade em pesquisa; normas regulatórias e boas práticas na condução de pesquisas envolvendo seres humanos e animais; e conhecimentos gerais sobre integridade na publicação científica, envolvendo também a questão do plágio e o uso de inteligência artificial. Ao concluir o curso ou a disciplina transversal, a ideia é que os participantes estejam preparados para enfrentar os desafios éticos inerentes à pesquisa científica, contribuindo para um ambiente acadêmico mais íntegro e colaborativo.
O curso tem tríplice coordenação: Sergio Rego, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp); Carmen Penido, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) e Mariana Souza, responsável pela área de lato sensu da Coordenação-Geral de Educação, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (CGE/VPEIC) e foi desenvolvida em colaboração com diversos integrantes da Comissão de Integridade em Pesquisa da Fiocruz.
#ParaTodosVerem Banner com fundo roxo e linhas coloridas, no centro do banner, o nome do curso: Ética e Integridade em Pesquisa, conduta responsável em ambiente de pesquisa saudável e íntegro, inscreva-se.
O primeiro encontro do Fórum Oswaldo Cruz – Conexões para o futuro da ciência acontece no dia 5 de agosto, das 9h às 17h. Parte das comemorações dos 125 anos da Fiocruz, o Fórum é um processo participativo inédito, que envolve toda a comunidade da Fundação num espaço de diálogo. O objetivo final deste processo, que terá diversas etapas, é a construção coletiva de um plano de desenvolvimento da pesquisa.
A escolha da data não é aleatória. Ela marca o Dia Nacional da Saúde e o nascimento de Oswaldo Cruz, patrono da Fiocruz e figura central para a história da ciência e saúde no Brasil. O Fórum é organizado pela Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), em parceria com a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz Antonio Ivo de Carvalho e a Fiocruz Brasília.
O evento acontecerá presencialmente no auditório do Centro Administrativo Vinícius Fonseca, de Bio-Manguinhos. A atividade será transmitida pelo canal da Fiocruz no YouTube, com tradução em Libras, permitindo que as unidades da instituição participem e contribuam.
Inovação
“O Fórum foi idealizado para envolver nossa comunidade, tanto da área biomédica quanto das ciências humanas. É uma proposta da nossa gestão para debater os principais desafios contemporâneos da ciência e da saúde, sob uma perspectiva global”, afirma o presidente Mario Moreira. Ele explica que o o encontro vai reunir a comunidade da Fiocruz em uma reflexão coletiva sobre o futuro da pesquisa na instituição. O principal objetivo é a elaboração de um Plano de Desenvolvimento da Pesquisa.
O futuro da Fiocruz deve necessariamente contemplar a pesquisa. Este planejamento é crucial para que a instituição dê respostas claras à sociedade sobre o tipo de pesquisa que realiza e sobre sua relevância estratégica para o Estado brasileiro. Portanto, o plano de desenvolvimento que será construído terá como eixos a valorização das carreiras científicas, a estrutura institucional e o financiamento da pesquisa. A Fundação já tenha um plano de educação e o Fórum será o espaço para consolidar um plano específico para a pesquisa. Estes são pontos destacados por Mario Moreira e que serão aprofundados durante o encontro.
Agenda comum
A atuação da VPPCB à frente da organização do Fórum representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a colaboração entre as diversas áreas da Fiocruz e consolidar uma agenda comum para a pesquisa científica, avalia a vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas, Alda Maria da Cruz. Para ela, o evento reafirma o compromisso da instituição com a produção de conhecimento em saúde e com a construção de um plano de desenvolvimento da pesquisa alinhado às demandas sociais, à inovação e à sustentabilidade científica da Fundação.
Programação
A programação do Fórum incluirá conferências, seminários e oficinas temáticas, abordando desafios que envolvem a ciência, o SUS, formas de financiamento, carreira acadêmica, plataformas de pesquisa e a avaliação. A conferência principal, Desafios da ciência no mundo contemporâneo: o papel da pesquisa na Fiocruz, será proferida pelo ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor, professor do Instituto Superior Técnico, de Lisboa, e contará com a participação da reitora da UERJ, Gulnar Azevedo, como debatedora.
Na mesa de abertura, confirmaram presença o presidente Mario Moreira, as vice-presidentes Alda Maria da Cruz, da VPPCB, e Marly Cruz, da VPEIC, além de Fernanda Campelo Nogueira Ramos, representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz; Richarlls Martins da Silva, presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD), vinculado à Presidência da República; e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz, Paulo Garrido. Com este evento, a Fiocruz reafirma seu compromisso com a construção de um futuro inovador e integrado para a ciência no país.
Programação do primeiro encontro
05 de agosto de 2025
9 h - 10h - Mesa de abertura
Mario Santos Moreira, Presidente da Fiocruz
Alda Maria da Cruz, VPPCB
Marly Cruz, VPEIC
Fernanda Campelo Nogueira Ramos, representante da APG
Paulo Garrido, Asfoc
Richarlls Martins da Silva, presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento
10h – 11h
Conferência Desafios da Ciência no mundo contemporâneo: o papel da pesquisa na Fiocruz
Manuel Heitor, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal (2015-2022)
Debatedora: Gulnar Azevedo, Reitora da Uerj
11h – 12h15h
Debate aberto com a comunidade da Fiocruz (Presencial)
Debate com as unidades e escritórios fora de sede (remoto)
12h15 – 12h30
Encerramento
#ParaTodosVerem Banner com fundo lilás, nele está escrito: Reserva de agenda 5 de agosto, às 9h30, será o Dia Nacional da Saúde, em alusão ao nascimento do patrono Oswaldo Cruz, no auditório de Bio Transmissão online - Forum Oswaldo Cruz, conexões para o futuro da ciência.
Na segunda-feira, dia 14 de julho, das 9h às 11h, o Programa Fio-Nano realiza o webinário “A nanotecnologia no contexto da pesquisa e inovação em saúde”. A transmissão será ao vivo pelo canal da VideoSaúde no YouTube.
O evento reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater os avanços e desafios do uso da nanotecnologia aplicada à saúde, com foco em inovação e desenvolvimento de soluções para o SUS.
Entre os palestrantes confirmados estão:
A mediação será conduzida por Fabio Formiga, da Fiocruz Pernambuco, e Carlos Calzavara, da Fiocruz Minas.
O webinário é mais uma ação do Fio-Nano voltada à promoção da integração científica e à difusão de conhecimentos estratégicos para o fortalecimento da pesquisa translacional em saúde.
Para acompanhar o webinário acesse o canal da VideoSaúde no YouTube.
#ParaTodosVerem Banner com informações sobre o webinário - A Nanotecnologia no contexto da pesquisa e inovação em saúde, a transmissão será pelo canal da VideoSaúde no YouTube, o evento será no dia 14 de julho, das 9h às 11h, os palestrantes serão Lorena Diéguez, uma mulher branca com cabelos claros e André Luiz Franco Sampaio, um homem branco com barba escura, óculos com armação escura e blusa xadrez, os mediadores serão Fabio Formiga e Carlos Calzavara.
Integrada ao III Congresso de Fisiologia e Patologia, a sessão do Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desta sexta-feira, dia 27 de junho, conta com a mesa-redonda ‘Uso da IA na pesquisa em saúde: avanços, promessas e perigos’.
Na ocasião, o professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Mariano Pimentel, e o patologista da Oncoclínicas Precision Medicine, Leonard Medeiros da Silva, ministrarão as palestras ‘Leitor generativo e autoria híbrida: fenômenos emergentes com a IA generativa’ e ‘Patologia digital e inteligência artificial: a necessidade atual, principais oportunidades e desafios de implementação em anatomia patológica’, respectivamente.
A moderação da mesa-redonda fica a cargo de Cíntia Regina Lacerda Rabello, docente no Programa de Pós-graduação em Estudos de linguagem da Universidade Federal Fluminense (UFF).
A sessão terá início às 9h20, no auditório Emmanuel Dias – Pavilhão Arthur Neiva (Campus Fiocruz – Manguinhos/RJ). Haverá transmissão ao vivo pelo Canal IOC no YouTube.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
#ParaTodosVerem Banner com fundo claro, nele está escrito: Centro de estudos - Instituto Oswaldo Cruz, será no dia 27 de junho, com a temática Uso da IA na pesquisa em saúde.
Nos dias 30 de junho e 1º de julho, o Programa de Pós-graduação em Vigilância e Controle de Vetores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realizará o IV Encontro de Vigilância e Controle de Vetores – Integração entre a Pesquisa e Serviços de Saúde.
Voltado para profissionais dos serviços de saúde municipais, estaduais e federais, alunos de pós-graduação e pesquisadores(as), o evento tem como objetivo disseminar o conhecimento e produtos e discutir estratégias elaboradas no contexto do Programa de mestrado profissional, com potencial de aplicação nos serviços de vigilância e controle de vetores em diferentes regiões do país.
Os(as) interessados(as) em participar do encontro têm até as 23h59 do dia 30 de junho para efetuar a inscrição, via Campus Virtual Fiocruz.
Clique aqui para conferir a programação completa.
#ParaTodosVerem Banner com fundo verde onde está escrito: 4º encontro de vigilância e controle de vetores, integração entre a pesquisa e serviços de saúde, evento de aproximação e troca de experiências por diferentes profissionais (pesquisa e serviço), o evento será híbrido e as inscrições gratuitas serão nos dias 30/06 e 01/7. Programa de pós-graduação stricto sensu em vigilância e controle de vetores.
No dia 18 de junho de 2025, entre 11h e 13h30 (horário de Brasília), será realizado o Webinário Twinning Brasil–Peru The Global Health Network América Latina e Caribe (TGHN LAC), um evento híbrido, que acontece em Lima, com transmissão ao vivo a partir da Universidad Peruana Cayetano Heredia (UPCH).
O evento é gratuito, aberto ao público, promovido pela TGHN LAC em parceria com a Fiocruz, a UPCH e a Universidad Científica del Sur (UCSUR). Para participar virtualmente, basta se inscrever pela plataforma do Zoom.
Evento fortalece colaboração entre Brasil e Peru
O webinário tem como objetivo apresentar o processo de aproximação entre instituições brasileiras e peruanas conhecido como twinning, além de marcar a segunda reunião do chamado Steering Committee (comitê deliberativo, a instância responsável por orientar e acompanhar diretrizes estratégicas do grupo de colaboração científica) do consórcio TGHN LAC.
Temas do webinário sobre cultura de biobancos no Brasil e Peru
Entre os temas em destaque do encontro estão: a cultura de biobancos e suas implicações éticas e sociais, a infraestrutura e gestão dessas estruturas em contextos latino-americanos, experiências de pesquisa colaborativa entre Brasil e Peru e o uso da plataforma REDCap na Rede de Biobancos da Fiocruz (RFBB).
Durante a visita do comitê ao Peru, haverá ainda eventos presenciais sobre integridade e ética em pesquisa, além de um encontro voltado para profissionais de enfermagem. As atividades antecedem a reunião do consórcio e serão abertas à participação de pesquisadores que estejam no local.
Quem deve participar do webinário sobre cultura de biobancos no Brasil e Peru?
O evento é voltado para pesquisadores, estudantes e profissionais de saúde com interesse em:
Serviço do webinário sobre cultura de biobancos no Brasil e Peru
Data: 18 de junho de 2025
No dia 13 de junho será realizada sessões do Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) com o tema ‘Comunicação e CienciArte na pesquisa: tecendo redes, processos e legados’, abordado pela pós-doutoranda do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos do IOC, Rita de Cássia Machado da Rocha.
Na ocasião, a diretora do Instituto e pesquisadora do Laboratório, onde a palestrante atua, Tania Araujo-Jorge, ficará responsável pela mediação do debate. A atividade será totalmente online, transmitida pelo Canal IOC no Youtube, a partir das 10h.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
#ParaTodosVerem Banner com fundo branco, no topo está escrito: Centro de estudos, Instituto Oswaldo Cruz, será no dia 13 de junho às 10 horas, sexta feira, comunicação e cienciarte na pesquisa: tecendo redes, processos e legados, com Rita de Cássia M. da Rocha, uma mulher branca e loira, sorri para a foto, a mediadora será Tania Araújo-Jorge, diretora do IOC e pesquisadores do laboratório de inovações em terapias, ensino e bioprodutos do IOC.
A pesquisadora do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Ensp/Fiocruz) Mayalu Matos Silva foi agraciada com o prêmio Francisco Mercado, da Associação Ibero-americana de Pesquisa Qualitativa em Saúde. A pesquisa Controle de substâncias ilícitas e seus impactos em violência e saúde: estudo de caso no Rio de Janeiro (Brasil) e Lisboa (Portugal) foi laureada como a melhor tese de doutorado da edição 2025. A cerimônia de premiação ocorrerá em 7 de novembro, no XI Congresso Ibero-Americano de Pesquisa Qualitativa em Saúde, em Santiago, no Chile. A pesquisa encontra-se disponível em acesso aberto no Arca - Repositório Institucional da Fiocruz.
+ Confira mais informações sobre a tese premiada
“Me sinto muito honrada em ganhar esse prêmio, em ter meu trabalho reconhecido por essa comissão julgadora, composta por investigadores de diversas instituições renomadas da ibero-américa. O prêmio busca destacar as desigualdades na ibero-américa e esse foi um mote da minha investigação, buscando reconhecer os diferentes impactos das políticas de drogas em duas regiões bastante diferentes como Europa e América Latina, Portugal e Brasil”, compartilhou a pesquisadora.
Doutora pelo Programa de Pós-graduação em Saúde Pública, da Ensp/Fiocruz, Mayalu desenvolveu seu trabalho sob orientação da professora Patrícia Constantino e teve, como coorientadores, os professores Bruno Sena Martins e Cosme Marcelo Furtado Passos da Silva. A tese aborda as diretrizes de controle e enfrentamento ao comércio de drogas ilícitas em Portugal e no Brasil em relação à violência e saúde. Assim, analisa o contexto da política de drogas a partir das relações de poder oriundas da colonização, mas ainda presentes nas localidades analisadas.
A pesquisa destaca que o país europeu construiu uma abordagem integrada e baseada na saúde pública, com resultados virtuosos, enquanto a abordagem brasileira, centrada no sistema penal e de justiça, apresenta resultados insuficientes para os problemas enfrentados. Nas duas realidades, as populações racializadas e economicamente vulneráveis sofrem os maiores impactos.
“Ao ganhar esse prêmio, honro todas as oportunidades e apoio que tive tanto do meu departamento, quanto da Ensp e da Fiocruz. A oportunidade de fazer o doutorado sanduíche, o apoio da Capes, a recepção e aprendizado que tive no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal. Gostaria de dedicar essa conquista a todas as pessoas que colaboraram para a realização da pesquisa, compartilhando comigo conhecimentos preciosos, especialmente, todas as colegas do Claves, pelo aprendizado coletivo e cotidiano que tenho tido desde o primeiro dia, e nossa pesquisadora emérita, Maria Cecília Minayo, por toda inspiração e dedicação à pesquisa qualitativa em saúde”, concluiu Mayalu.