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Publicado em 12/06/2026
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"Para o Zé", de Adélia Prado, exalta o amor profundo no Sextas de Poesia de Dia dos Namorados

Autor(a): 
Ana Furniel

O Sextas de hoje faz sua homenagem ao Dia dos Namorados, com Adélia Prado. "Para o Zé" é um dos poemas mais célebres da autora, dedicado ao seu marido, José Freitas. Publicado originalmente no livro 'O Coração Disparado' (1978) — obra que rendeu à autora o Prêmio Jabuti —, o texto é uma exaltação do amor profundo através das coisas simples e concretas do cotidiano. O poema contém o verso icônico "O que a memória ama fica eterno", frequentemente citado como uma síntese da importância dos afetos na preservação da história pessoal e coletiva.

Em 2024, a renomada escritora mineira recebeu uma das mais prestigiadas honrarias da língua portuguesa: o Prêmio Camões, aos 88 anos.

Adélia Prado publicou seu primeiro livro em 1976, com mais de 40 anos, e nunca mais parou de surpreender com a delicadeza e a simplicidade de seus versos. Ela é considerada a herdeira poética de Carlos Drummond de Andrade e, além do Camões, em um intervalo de menos de uma semana, ela também recebeu o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras (ABL). 

Ao longo de sua carreira, Adélia acumulou muitos outros prêmios, como o Prêmio Jabuti, em 1978, o ABL de Literatura Infantojuvenil, em 2007, o Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional e da Associação Paulista dos Críticos de Arte, ambos em 2010, o Prêmio Clarice Lispector, em 2016, entre outros.