O Sextas de Poesia desta semana traz Adília Lopes, pseudônimo de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, uma portuguesa de Lisboa, nascida em 20 de abril de 1960. Ela estudou Ciências Documentais na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é poetisa, cronista e tradutora. Em seu processo criativo, é reconhecida por recorrer à ficcionalização com referência a contos tradicionais, autobiografias, citações, personagens reais ou não e a recursos rítmicos, evidenciando a complexidade de seu processo de construção.
Autora de prestígio, tem inúmeros livros publicados e apresenta uma riqueza formal e imagética. Ela concentra seu interesse no cotidiano e na sua sociedade, tratando os assuntos com humor e ironia, elevando-os a um alto grau de expressão estilística. Ao lado desses pormenores sutis e bem conduzidos, sua poesia tem marca de religiosidade e dicção bem próxima da linguagem coloquial.
O deserto aparece na obra da poetisa portuguesa como um espaço irônico e filosófico. O deserto apesar das incertezas está sempre perto...
Entre os livros já publicados estão: Um Jogo Bastante Perigoso (1985), A Pão e Água de Colônia (1987), O Marquês de Chamilly (1987), O Decote da Dama de Espadas (1988), Os 5 Livros de Versos Salvaram o Tio (1991), O Peixe na Água (1993), A Continuação do Fim do Mundo (1995), A Bela Acordada (1997), Clube da Poetisa Morta (1997), O Poeta de Pondichéry seguido de Maria Cristina Martins (1998), Sete Rios entre Campos (1999), Florbela Espanca Espanca (1999), O Regresso de Chamilly (2000), Irmã Barata, Irmã Batata (2000), A Obra (2000), A Mulher-a-Dias (2002), César a César (2003), Poemas Novos (2004), Caras Baratas (2004), Le Vrai la Nuit - A Árvore Cortada (2006), Caderno (2007), A Dobra (2009), Apanhar Ar (2010), Andar a Pé (2013), Manhã (2015) e Bandolim (2016).
#ParaTodosVerem Fotografia de uma paisagem com terra seca, no canto direito da imagem há um cacto com uma flor rosa, ao fundo a foto está desfocada, com um céu azul com nuvens. No canto esquerdo superior da imagem há uma poema de Adília Lopes:
O deserto está perto.
Sempre.
Mas o deserto
é fértil