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Publicado em 30/03/2026

Fiocruz promove evento sobre mulheres, interseccionalidade e políticas públicas equânimes

Autor(a): 
PMA VPPCB / Fiocruz

Neste mês de março, em alusão ao Dia Internacional de Luta das Mulheres, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizará no dia 31 de março, às 9h, o webinário Mulheres, diversidade e território: o papel da interseccionalidade para a promoção de políticas públicas equânimes. O evento é organizado pelo Programa de Políticas Públicas e Modelos de Atenção e Gestão à Saúde (PMA), da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB). 

A coordenadora-geral do PMA, Isabela Soares Santos, fala da importância do evento. “O webinário é uma estratégia do PMA de contribuir para a agenda em torno do 8 de março, de uma perspectiva crítica da Saúde Coletiva, que produz ciência a partir da interseccionalidade e da determinação social do processo de saúde-doença”, pontua.

O webinário será transmitido pelo canal do Youtube da Fiocruz. O encontro virtual contará com intérprete de libras e terá duração prevista de 2h30.

As convidadas que darão voz ao tema são pesquisadoras que integram a Rede Equidade e Diversidade do PMA: Claudia Bonan e Paula Gaudenzi, do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz); Elaine Nascimento, do Escritório Fiocruz Piauí; Laís Costa e Roberta Gondim, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz); Luciana Alleluia e Luciana Lindenmeyer, da Fiocruz Ceará; e Renata Pícoli, do Escritório Fiocruz Mato Grosso do Sul. 

Serão duas mesas de debate. A primeira mesa tratará das “Contribuições interseccionais dos territórios para a promoção de políticas públicas equânimes”. Já na segunda, o foco será na “Diversidade de olhares científicos para qualificação de políticas públicas interseccionais e equânimes”. Confira a programação completa, na íntegra.

Acesse pelo link do Youtube e acompanhe em tempo real!

Para conhecer mais sobre o PMA, visite a página do Programa no Portal Fiocruz.

Programação:

9h | Abertura 

Coordenação do Programa Políticas Públicas e Modelos de Atenção e Gestão de Saúde
Vice-Presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas

 

9h20 | Contribuições interseccionais dos territórios para a promoção de políticas públicas equânimes 

Mediação: Rosane Marques (PMA)

Participantes:

  • Elaine Nascimento (Escritório Fiocruz Piauí)

  • Renata Pícoli (Escritório Fiocruz Mato Grosso do Sul)

  • Paula Gaudenzi (IFF/Fiocruz)

  • Roberta Gondim (ENSP/Fiocruz)

10h35 | Diversidade de olhares científicos para qualificação de políticas públicas interseccionais e equânimes

Mediação: Beatriz Soares (PMA)

Participantes:

  • Luciana Alleluia (Fiocruz Ceará)

  • Claudia Bonan (IFF/Fiocruz)

  • Laís Costa (ENSP/Fiocruz)

  • Luciana Lindenmeyer (Fiocruz Ceará)

11h50 | Debate 

Mediação: Laurenice Pires (PMA)

12h30 | Encerramento

 

Publicado em 25/03/2026

Centro de Estudos debate protagonismo de meninas e mulheres frente às mudanças climáticas

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

O próximo Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos da Escola nacional de Saúde Pública Segio Arouca (Ensp/Fiocruz) terá como tema “Meninas, mulheres e mudanças climáticas: Para onde caminha a Ciência?”. Marcado para o dia 25 de março, às 14h, o Ceensp reunirá pesquisadoras e lideranças indígenas e quilombolas para discutir ciência, justiça social e equidade de gênero. A atividade integra a agenda institucional que marca o Dia Internacional de Luta das Mulheres e o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, reforçando o compromisso da Ensp/Fiocruz com a promoção da equidade de gênero no campo científico. A atividade é aberta a todos os interessados e será realizada em formato online, com transmissão pelo YouTube e tradução para Libras. Participe!

+ Assista ao vivo!

Mudanças climáticas e desigualdades: um debate necessário

Consideradas um dos maiores desafios do século XXI, as mudanças climáticas impactam diretamente a saúde das populações e a sustentabilidade dos territórios. No entanto, seus efeitos não são distribuídos de forma igual. O encontro propõe uma reflexão a partir de perspectivas interseccionais, reconhecendo que diferentes grupos sociais - especialmente mulheres, meninas e populações historicamente marginalizadas - vivenciam de forma desigual os impactos ambientais. Ao trazer essas vozes para o centro do debate, o CeEnsp busca contribuir para a construção de respostas mais justas, inclusivas e eficazes.

A mesa reunirá convidadas com trajetórias diversas, que dialogam diretamente com ciência, território e justiça social. Entre elas: Maria Aparecida Matos, professora da Universidade Federal do Tocantins; Yuri Consuelo Rodriguéz, mulher indígena Cubana, enfermeira e mestra em Saúde Pública; Rayane Oliveira, liderança quilombola; e Siana Leão Guajajara, mulher indígena do povo Guajajara/Tentehar, ativista e defensora dos direitos das pessoas indígenas com deficiência. A coordenação será de Cristiane Andrade, pesquisadora do Claves/Ensp/Fiocruz e membro do Grupo de Trabalho (GT) Mais Meninas e Mulheres na Ensp.

A iniciativa é organizada pelo GT Mais Meninas e Mulheres na Ensp, que reúne trabalhadoras e estudantes da Escola e integra o GT Mulheres e Meninas na Ciência da Fiocruz. "Ao articular ciência, gênero e clima, o CEEnsp reafirma a importância de fortalecer a participação de meninas e mulheres na produção do conhecimento e nos processos de decisão, contribuindo para políticas públicas mais representativas e transformadoras", destaca a coordenação da atividade.

 

Publicado em 06/03/2026

Neste 8 de março, Sextas celebra a força, potência e resistência da mulher

Autor(a): 
Ana Furniel

O ano é 2026, mas a visão sexista e misógina se perpetua através do tempo. Todos os dias o noticiário traz novos e estarrecedores casos de abuso sexual, estupro, feminicídio, discriminação, opressão e uma série de violências sistemáticas contra as mulheres na sociedade. 

Este 8 de março, dia em que se celebra a mulher, precisa, mais do que nunca, reafirmar o enfrentamento histórico ao machismo estrutural e à misoginia que seguem marcando a vida de meninas e mulheres em diferentes espaços — no trabalho, na política, nas instituições, nas escolas e dentro de casa. O Dia Internacional da Mulher precisa ser um dia de visibilizar desigualdades persistentes e de renovar o compromisso coletivo com a equidade de gênero.

Neste ano, o Sextas de Poesia marca a data com a frase "A vergonha precisa mudar de lado", de Gisèle Pelicot, no livro 'Um hino à vida', uma autobiografia sobre sua impressionante e comovente história de violências sexuais e abusos cometidos pelo próprio marido e mais de cinquenta outros abusadores na França. O livro tem a parceria da Judith Perrignon e foi traduzido para o português por Julia da Rosa Simões. Em 2024, Gisèle tornou-se símbolo de coragem ao renunciar ao anonimato e enfrentar publicamente o ex-marido. Ela rompeu o silêncio e inspirou milhares de vítimas de abuso a fazerem o mesmo. 

Quando falamos sobre essas violências, queremos juntar vozes para fortalecer a busca por mudanças sociais. O enfrentamento ao feminicídio, à violência sexual e todas as outras formas de opressão de gênero requer não somente políticas públicas efetivas, educação para a igualdade, responsabilização rigorosa dos agressores, mas também o apoio real dos homens nesta luta. A vida de todas importa!

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a violência de gênero vitima quatro mulheres por feminicídio a cada 24 horas no país. A violência contra a mulher pode ser denunciada pelo serviço 190 da Polícia Militar; pela Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180; pelo Disque Direitos Humanos, Disque 100; e pelas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.

 

 

 

#ParaTodosVerem Banner, no lado esquerdo está com a cor preta e do lado direito com a cor branca, do lado esquerdo está escrito: "a vergonha precisa" e do lado direito está escrito: "mudar de lado", um trecho do livro "Um hino à vida", de Gisèle Pelicot, com tradução de Julia da Rosa Simões.

Publicado em 27/02/2026

Ensp abre ano letivo com debate sobre mulheres, territórios e resistência na saúde pública

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), inicia o ano letivo, nos dias 2 e 3 de março, convidando sua comunidade acadêmica a refletir sobre os desafios que atravessam, de forma estrutural, a vida das mulheres brasileiras. Em um país que registra, em média, quatro feminicídios por dia e que lidera os índices de assassinatos de mulheres trans, debater as ameaças aos direitos, à dignidade e à própria vida das mulheres sob a perspectiva da saúde pública é mais do que oportuno: é indispensável. Com esse compromisso, a Ensp elegeu como tema da aula inaugural “Mulheres, territórios e Saúde Pública: vidas ameaçadas e produção de resistência”, que será proferida por Eliete Paraguassu, primeira mulher quilombola e marisqueira eleita para a Câmara Municipal de Salvador. O evento acontece no auditório térreo da Ensp com transmissão ao vivo pelo Youtube.

“Este é um momento de acolhimento dos novos discentes e também um chamamento para a defesa da vida, dos direitos humanos, do SUS e da concepção ampliada de saúde, bandeiras cruciais da nossa Escola. O convite à Eliete Paraguassu visa a nos inspirar na construção de políticas públicas e de ciência sensíveis, comprometidas com a justiça socioambiental e a saúde como bens comuns. Visa a fortalecer, especialmente, o engajamento da Escola na luta em defesa da vida das mulheres e pelo Feminicídio Zero”, destacou o diretor da Ensp, Marco Menezes. 

Para além do debate sobre direitos e enfrentamento às desigualdades de gênero, os dois dias de programação também preveem momentos de acolhimento aos estudantes e discussões estratégicas sobre equidade na pós-graduação e o uso ético da inteligência artificial no ensino e na pesquisa.

“Além de representar um momento de acolhimento e boas-vindas aos discentes recém-ingressos, veteranos, pesquisadores e professores que retornam do recesso acadêmico, a abertura do ano letivo é uma oportunidade para a Escola reafirmar seus compromissos ético, científico e político com a sociedade brasileira e com a saúde pública. Minha expectativa é que a atividade mobilize a comunidade acadêmica, que todos e todas possam participar das discussões e produzir ideias e propostas. Precisamos nos inspirar para enfrentar os desafios colocados à saúde pública, porque é isso que a sociedade espera de nós”, afirmou o vice-diretor de Ensino da Ensp, Gideon Borges.

Na manhã do dia 2 de março, haverá acolhimento dos discentes pelas coordenações dos programas stricto sensu, cursos lato sensu e residências. À tarde, às 13h30, uma mesa institucional antecede a palestra principal, com a vereadora Eliete Paraguassu.

No dia 3 de março, às 9h, a programação terá início com a apresentação do Núcleo de Gestão da Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas da Ensp e da Agenda de Equidade, seguida do painel “Desafios da Equidade na Pós-Graduação”.

Às 14h, será realizado o painel “Uso ético da IA generativa em processos de ensino e pesquisa”, promovendo uma discussão dialógica entre docentes, com foco na compreensão crítica, ética e pedagógica do uso da Inteligência Artificial Generativa (IA gen) nos processos de ensino-aprendizagem e na integridade da pesquisa acadêmica.

Confira o currículo da palestrante:

Eliete Paraguassu é uma mulher negra, marisqueira, pescadora e quilombola da Ilha de Maré. Militante do Movimento de Pescadores e Pescadoras (MPP) há mais de 20 anos, constrói suas lutas em defesa do povo negro, do meio ambiente e do bem viver. Filha de pescador, atua em enfrentamento direto aos grandes empresários da Bahia, denunciando o racismo ambiental e lutando por justiça social, além de combater a hegemonia branca que restringe o acesso aos espaços de poder e decisão. 

Integrante da Articulação Nacional de Pescadores e Pescadoras, do Movimento dos Pescadores e Pescadoras da Bahia, da Coletiva Mahin Organização de Mulheres Negras, e da Coalizão Negra Por Direitos e do Fórum Marielles. 

Como protagonista de documentários que destacam os direitos humanos e a luta das comunidades tradicionais, sua atuação ganhou ampla visibilidade em produções como "Mulheres das Águas", que já ultrapassou 1,2 milhão de acessos, tornando-se o documentário mais visto da Fiocruz. Outras obras incluem "No Rio e no Mar" e "Assassino Invisível – Lixo Industrial". Seus esforços avançaram também no âmbito internacional. A presença de pesquisadores de Universidades conceituadas, como a Sorbonne (França) e a Universidade de Coimbra (Portugal), no território de Ilha de Maré ampliou as barreiras geográficas das discussões sobre temas como o trabalho das mulheres na pesca artesanal, racismo ambiental e mudanças climáticas.

Além disso, ela participou de eventos de destaque, como a 42ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU (2019), e colaborou em publicações acadêmicas, como o capítulo "Caminhos da Saúde: os avanços e possibilidades pós-implantação da PNSIPCFA, Ilha da Maré, Salvador (BA)" (2017). Sua atuação engloba seminários, jornadas e ciclos de diálogo voltados à promoção da saúde, direitos das comunidades tradicionais e combate às injustiças sociais e ambientais. Uma referência de resistência e liderança, e símbolo da luta pelos direitos das comunidades tradicionais e do fortalecimento da justiça ambiental e racial na Bahia e no Brasil.

Fonte: Câmara Municipal de Salvador

Publicado em 25/02/2026

Fiocruz promove agenda de atividades pelo Dia Internacional da Mulher

Autor(a): 
Mario Ferreira Junior (Cedipa)

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Fiocruz realiza uma agenda especial de atividades ao longo do mês, reunindo ações voltadas à reflexão, ao diálogo e ao fortalecimento de iniciativas em defesa da vida, da saúde e dos direitos das mulheres. A programação é organizada pela Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa), em parceria com o Comitê institucional, e mobiliza diferentes unidades e trabalhadores da instituição.

A proposta é ampliar o debate sobre equidade de gênero, enfrentamento às violências, promoção da saúde e valorização das trajetórias e contribuições das mulheres na ciência, na saúde e na sociedade. Por meio de encontros, rodas de conversa e atividades formativas, a agenda busca fortalecer o compromisso institucional com ambientes mais justos, inclusivos e respeitosos.

O primeiro encontro será no dia 2/3, às 9h, com o evento "Fiocruz mobilizada pelo feminicídio zero: por mulheres vivas, saudáveis e respeitadas", na Tenda da Ciência Virgínia Schall, Campus Manguinhos, com transmissão pelo canal da Fiocruz no YouTube, e conta com a participação da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e se propõe a ser um espaço de mobilização, reflexão e fortalecimento das políticas públicas voltadas à garantia de direitos, à proteção e ao cuidado integral das mulheres.

A programação completa poderá ser acompanhada no portal Fiocruz.

+Clique aqui para conferir a agenda completa no portal Fiocruz

Publicado em 11/02/2026

Mulheres na ciência: Campus Virtual Fiocruz celebra protagonismo feminino e a potência dessa agenda

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Celebrar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência é reafirmar o compromisso com a equidade de gênero na produção do conhecimento, na inovação e na formulação de políticas públicas. A data nos convida à reflexão: hoje reconhecemos trajetórias historicamente invisibilizadas, mas seguimos enfrentando desigualdades estruturais ainda presentes nas carreiras científicas e sabemos que é preciso fortalecer estratégias que ampliem o acesso, a permanência e a liderança de mulheres na ciência. No Campus Virtual Fiocruz, esse compromisso se materializa de forma concreta e mensurável. O maior público de nossas ofertas educacionais é feminino — tanto no volume de inscrições nos cursos quanto nas interação com a equipe e redes digitais. Portanto, promover a participação feminina na ciência é também uma agenda estratégica para o avanço do SUS e o desenvolvimento social.

Atualmente, temos quase 1 milhão e 200 mil alunos inscritos em nossa plataforma. Desse total, em média, 70% do público são mulheres. Esse dado não é apenas estatístico. Segundo a coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, tais números evidenciam que mulheres estão buscando, de forma ativa, qualificação, atualização e protagonismo nos campos da ciência e da saúde. "Ao oferecer cursos gratuitos, abertos e alinhados às demandas do SUS, o Campus Virtual se consolida como um ambiente de democratização do conhecimento e de fortalecimento da trajetória acadêmica e profissional de milhares de mulheres em todo o país".

Ana afirmou ainda que, neste 11 de fevereiro, o Campus Virtual Fiocruz reafirma-se como uma plataforma de acesso, permanência e também de projeção para mulheres na ciência. O CVF celebra esta data renovando seu compromisso institucional com a ampliação de oportunidades, a inovação pedagógica e a construção de uma ciência cada vez mais diversa, inclusiva e socialmente comprometida.

A Fiocruz como um todo tem atuado de forma consistente nesse campo, seja por meio de políticas institucionais de equidade, iniciativas de estímulo às meninas nas áreas STEM (que é a sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics, ou seja, Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), de programas de formação e de valorização de pesquisadoras em diferentes estágios da carreira, entre outros. No âmbito educacional, essas ações se articulam à missão histórica da instituição de formar quadros altamente qualificados para a saúde pública. 


*Esta imagem foi gerada por IA, no Chat GPT usando a trend das profissões e com base em uma imagem livre da plataforma Freepik 
 

Publicado em 03/02/2026

Fiocruz divulga resultado final da Imersão no Verão 2026

Autor(a): 
Liseane Morosini

A Fiocruz divulgou a lista das estudantes selecionadas para participar da Imersão no Verão, uma iniciativa que vai reunir 143 meninas em unidades da Fundação, no Rio de Janeiro. A Imersão será realizada entre os dias 9 e 11 de fevereiro e as alunas terão a oportunidade de vivenciar o cotidiano da ciência em laboratórios e grupos de pesquisa da instituição. As atividades acontecerão das 9h às 17h e integram as celebrações pelo Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, data estabelecida pela ONU (11/2). 

Acesse o documento com a lista final de selecionadas

A Imersão no Verão integra as ações do Programa Mulheres e Meninas na Ciência (PMMC) e é organizada pela Coordenação de Divulgação Científica (CDC), da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação. A iniciativa permitirá que as estudantes tenham a experiência direta com o ambiente científico, por meio de atividades práticas em laboratórios, grupos de pesquisa e espaços institucionais da Fundação.

A edição deste ano reafirma o compromisso da Fiocruz com a promoção da equidade de gênero na ciência, ampliando oportunidades de acesso e formação de futuras cientistas estimulando novas vocações e trajetórias na pesquisa e na saúde.

  • Lista_final_ Imersao_Verao_Fiocruz_2026.pdf

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Publicado em 24/07/2025

Prêmio Elisa Frota está com inscrições abertas até 31/8

Autor(a): 
Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação da Prefeitura do Rio

A Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação da Prefeitura do Rio, em parceria com o Museu do Amanhã, está com inscrições abertas até o dia 31 de agosto para a terceira edição do Prêmio Elisa Frota Pessoa. Como requisito, os trabalhos devem ser produzidos por mulheres universitárias de instituições de ensino superior sediadas no município do Rio de Janeiro. Os projetos mais bem avaliados receberão até R$15 mil como premiação.

+Acesse aqui o Edital

Criado para homenagear a física experimental carioca Elisa Frota Pessoa (1921-2018), o prêmio chega à sua terceira edição com o objetivo de valorizar a produção acadêmica produzida por mulheres e fomentar a equidade de gênero nas áreas de ciência e tecnologia.

O tema este ano é “Ciência, Tecnologia e Inovação na promoção da sustentabilidade, da justiça social e de soluções para os desafios urbanos contemporâneos”. Dentro dessa temática, as autoras podem abordar questões diversas, que discutam o papel da ciência, tecnologia e inovação como promotoras de qualidade de vida e de redução de desigualdades, como também abordar reflexões relacionadas à inclusão, à equidade, a oportunidades e à melhoria da habitabilidade do município, a partir de perspectivas variadas.

“Um prêmio para mulheres cientistas é fundamental para reconhecer e valorizar nossas contribuições, muitas vezes subestimadas na área acadêmica. Isso incentiva a participação feminina na produção de pesquisas, promove igualdade de oportunidades e inspira novas gerações. Assim, fortalecemos o avanço do conhecimento e a diversidade no mundo da ciência”, afirmou Tatiana Roque, secretária municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Após o período de inscrições, os artigos serão analisados por uma comissão avaliadora. A cerimônia de premiação está prevista para dezembro de 2025, no Museu do Amanhã, quando serão conhecidas as vencedoras desta edição.

Podem participar estudantes de graduação, mestrado e doutorado, a partir de 18 anos, que se identificam como mulheres, matriculadas em instituições de ensino superior sediadas no Rio de Janeiro. O prêmio já se consolidou como uma importante iniciativa de incentivo à pesquisa produzida por mulheres, tendo premiado nas edições anteriores trabalhos sob perspectivas plurais em diferentes áreas da ciência.

“A realização de mais um Prêmio Elisa Frota Pessoa é motivo de orgulho para o Museu do Amanhã, pois por meio de iniciativas como esta é que nos consolidamos como um polo de conhecimento científico que traz a inclusão e a equidade como premissas”, diz Nina Pougy, Gerente de Desenvolvimento Científico do Museu do Amanhã.

Serão premiados os 24 melhores trabalhos, com valores que variam de R$ 2.500 a R$ 15.000, conforme a classificação final. Os artigos vencedores serão publicados em uma coletânea digital gratuita para ampliar o alcance e o impacto das pesquisas. O regulamento completo está disponível no site da secretaria.

Inscrições

Os artigos deverão ser enviados até o dia 31 de agosto de 2025. As candidatas devem assegurar que suas produções estejam alinhadas ao tema proposto e em conformidade com as diretrizes previstas no edital disponível neste site.

Além da premiação financeira, os trabalhos selecionados farão parte de uma publicação especial dedicada à valorização da produção científica feminina nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail: cientifico@idg.org.br.

Edital

Confira o edital completo.

Sobre Elisa Frota:
Nascida no Rio de Janeiro em 1921, Elisa encantou-se pelas aulas de Ciência no Ensino Médio e decidiu seguir um caminho ousado para a época: tornar-se cientista. Graduou-se em Física em 1942 mesmo com os preconceitos de gênero da época. Ainda estudante foi convidada a ser assistente em laboratório e nunca mais parou. Em 1949, ajudou a fundar o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e publicou um artigo inovador sobre interações fracas, abrindo caminho para a ciência brasileira no cenário mundial. Ativa nas universidades brasileiras e internacionais, enfrentou a repressão do AI-5 e nunca deixou de formar novas gerações de físicos e de lutar pela ciência e pela igualdade. Hoje, seu legado inspira a valorização das mulheres pesquisadoras e a terceira edição do prêmio celebra essa história.

Serviço:
3ª edição do Prêmio Elisa Frota Pessoa
Inscrições: até 31/8/2025

Mais informações e acesso ao edital: cienciaetecnologia.prefeitura.rio/premio-elisa-frota-pessoa-3a-edicao/

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo branco, nele está escrito: Ei, mulher, universitária! Você tem um projeto científico incrível? A hora de brilhar é agora! Escreva seu trabalho no Prêmio Elisa Frota Pessoa e concorra a premiação em dinheiro! Será para universitárias do município do Rio de Janeiro que querem transformar o mundo com ciência. Inscrições até 31 de agosto, saiba mais no site da prefeitura do Rio. No lado direito do banner está uma foto em um tom avermelhado de Elisa Frota, uma mulher branca, com cabelos curtos cacheados, óculos com armação escura, ela usa uma blusa branca de gola e sorri.

Publicado em 24/06/2025

Centro de Estudos discute vivências e direitos de mulheres em situação prisional

Autor(a): 
Tatiane Vargas (Ensp/Fiocruz)

A próxima edição do Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos terá como tema "Mulheres em situação prisional: direitos e vivências para re-existir". A iniciativa integra as atividades da pesquisa 'Nas trilhas das vulnerabilizações e desigualdades: mulheres negras e os enredos de precarização em espaços de exclusão - uma perspectiva interseccional do feminismo negro decolonial' e é coordenada pelas pesquisadoras Roberta Gondim, Marina Maria e Mayra Honorato. O CeEnsp propõe um diálogo intersetorial sobre as experiências de mulheres em privação de liberdade e os impactos das múltiplas formas de opressão, como o racismo estrutural, o encarceramento em massa e as desigualdades de gênero. O evento contará também com o lançamento, no Rio de Janeiro, do livro 'Se Anastácia falasse - contos de mulheres negras encarceradas', organizado por Denise Carrascosa, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e uma das debatedoras no encontro. O CeEnsp acontecerá no dia 25 de junho, às 14h, na sala 410 da Ensp, com transmissão ao vivo pelo Youtube. Haverá tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

"A proposta do Centro de Estudos é reunir pesquisadoras, ativistas e profissionais que atuam diretamente com a defesa dos direitos das mulheres em situação prisional, criando um espaço de escuta e debate sobre os efeitos da prisão na vida de mulheres, especialmente mulheres negras, pobres e periféricas, que representam a maioria da população carcerária feminina no país”, explicam Marina Maria, Mayra Honorato e Roberta Gondim, coordenadoras da atividade. 

Além de Denise Carrascosa, professora da UFBA, a discussão contará com a participação das debatedoras Thula Pires, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e Caroline Bispo, representante da organização 'Elas Existem', sob a moderação de Marina Maria, da Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas da Fiocruz (Cedipa) e doutoranda do IFF/Fiocruz, e Mayra Honorato, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). 

Dados do Relatório de Informações Penais (Relipen), divulgado em junho de 2024 pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), revelam que o Brasil possui atualmente 50.646 mulheres privadas de liberdade - um número que, embora menor que o da população carcerária masculina, cresceu mais de 567% entre 2000 e 2014, destacando a urgência de políticas públicas voltadas para essa realidade.

"Neste contexto, o CeEnsp propõe aprofundar as discussões sobre o papel da Fiocruz no enfrentamento às desigualdades e violências vivenciadas por essa população, buscando estratégias para promover resistência compartilhada, acolhimento terapêutico e letramento racial, com foco em justiça social, saúde e direitos humanos", destaca Marina Maria. 

Lançamento de livro no Centro de Estudos da Ensp

'Se Anastácia Falasse' é um livro de narrativas curtas que traz o protagonismo das vozes de mulheres negras encarceradas para o cenário literário brasileiro. Publicado pelo Selo Editorial Abolicionista Corpos Indóceis e Mentes Livres, da Editora Ogum’s Toques Negros, a obra é organizada por Denise Carrascosa e Beatriz Carrascosa, com Direção de Arte de Yhuri Cruz, Edição de Mel Adún e Projeto Gráfico de Guellwaar Adún e Dadá Jacques. 

O Conselho Editorial do Selo Abolicionista é todo formado por mulheres negras, entre elas: Beatriz Carrascosa, Bruna Barros,  Denise Carrascosa, Feibriss Cassilhas, Florentina Souza, Jess Oliveira, Luciany Aparecida, Mel Adún e Patrícia Freitas. 

Saiba mais sobre a obra.

Sobre a pesquisa 'Nas trilhas das vulnerabilizações e desigualdades'

Esta edição do CeEnsp integra a pesquisa interinstitucional 'Nas trilhas das vulnerabilizações e desigualdades', iniciada em março de 2024 e realizada com apoio da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, por meio do Programa de Políticas Públicas e Modelos de Atenção e Gestão à Saúde (Fiocruz/VPPCB/PMA), com o objetivo de analisar as dinâmicas de vulnerabilização e condições de saúde de mulheres negras. Com isso, visa contribuir para a construção de espaços e estratégias de resistência compartilhada, acolhimento terapêutico e qualificação/letramento racial, compreendendo as desigualdades de raça, gênero e classe direcionadas prioritariamente às mulheres negras residentes de favelas, em situação de rua e em situação prisional e que vivenciaram a experiência do cárcere.

 

 

#ParaTodosVerem Foto de mãos penduradas em uma grade de presidio, o fundo está desfocado, no canto direito da foto está escrito: Mulheres em situação prisional: direitos e vivências para re-existir, no dia 25 de junho às 14 horas.

Publicado em 18/06/2025

'Mães com Deficiência: Autonomia e Afeto contra o Capacitismo' é tema de encontro online

Autor(a): 
Nippis/Icict/Fiocruz Divulgação

Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social (Nippis) retoma em junho a exibição do programa Ecoar – Diálogos de Cidadania, que chega à sua 28ª edição com o tema: “Mães com Deficiência: autonomia e afeto contra o capacitismo”. O episódio vai ao ar no dia 19 de junho, às 19h, nos canais da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz e da Unifase no YouTube, com tradução em Libras e legendas em português. 

Neste episódio de estreia da nova temporada, contamos com a participação de duas mulheres com trajetórias marcantes: Camila Indalécio, surdocega, militante pelos direitos das pessoas com deficiência, e Janaína Souza, cadeirante e mãe de duas jovens. A apresentação e mediação é de Tuca Munhoz, consultor em políticas públicas e acessibilidade. 

A conversa trata dos desafios e das potências da maternidade na vida dessas mulheres: desde as reações sociais ao desejo de ter filhos, passando pelas barreiras no sistema de saúde, até o impacto da experiência materna na autonomia e na autoestima. Com relatos sensíveis e potentes, o episódio evidencia como o capacitismo ainda marca o cotidiano de muitas mulheres, mas também como o afeto e a resistência podem transformar essa realidade. 

Esta nova temporada do programa seguirá aprofundando debates sobre direitos humanos, abordando além da maternidade, a institucionalização, o enfrentamento da violência, acessibilidade cultural e identitarismo. A novidade é que os episódios agora serão gravados previamente e transmitidos como estreia no YouTube às 19h, horário definido para o público encerrar o dia com informação de qualidade e momentos de reflexão. 

A produção do Ecoar conta com o apoio do Programa de Políticas Públicas, Modelos de Atenção e Gestão do Sistema Único de Saúde (PMA/Fiocruz). Para outras informações e acesso a episódios anteriores, acesse: https://linktr.ee/NIPPIS 

Assista ao episódio “Mães com Deficiência: autonomia e afeto contra o capacitismo” no link:  https://bit.ly/Ecoar-ep28-maescomdeficiencia  

Serviço 
Data e horário: 19/6, quinta-feira, às 19h 
Como assistir: Transmissão ao vivo nos canais YouTube da VideosSaúde Distribuidora da Fiocruz e da UNIFASE 
Canal do Nippis no Youtube: https://www.youtube.com/@nippis.nucleo 
Para outras informações ou sugestões de pauta, entre em contato pelo e-mail: nippis@fiocruz.br

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