No mês marcado pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres, celebrado em 8 de março, a Fiocruz realiza uma série de atividades no tema e se mobiliza para o debate sobre o feminicídio zero. Para complementar e incentivar as discussões, o Informe Ensp, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), inicia uma série especial dedicada a estudos coordenados por mulheres pesquisadoras do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves). A iniciativa destaca pesquisas que analisam diferentes dimensões das violências de gênero e reafirma o compromisso da Fiocruz com a democracia, com a justiça social e com o enfrentamento das desigualdades.
A série reúne entrevistas, matérias e vídeos com pesquisadoras que investigam temas fundamentais para compreender a violência contra as mulheres como um problema de saúde pública, trazendo reflexões que dialogam diretamente com a campanha institucional Feminicídio Zero, defendida pela Fiocruz e por seu Coletivo de Mulheres: o 8M, que produziu a carta-manifesto do Coletivo de Mulheres na Fiocruz para o 8M 2026. O documento destaca a defesa da vida, da ciência, da democracia e do SUS público, além do combate à misoginia, ao feminicídio e às desigualdades estruturais.
Os conteúdos abordarão diferentes contextos e expressões da violência de gênero, incluindo feminicídio, violência política de gênero, violência contra mulheres rurais, processos migratórios e as articulações feministas na América Latina e no Caribe em defesa da saúde e dos direitos das mulheres. Ao dar visibilidade a essas pesquisas, a Ensp/Fiocruz busca ampliar o debate público e contribuir para a construção de políticas e estratégias capazes de prevenir violências e proteger a vida das mulheres.
Feminicídio: primeiro tema já está no ar
Abrindo a série, o Informe Ensp publicou a entrevista Aumento do feminicídio: por que leis mais duras não têm sido suficientes?, com as pesquisadoras Vera Marques e Camila Alves, da Ensp/Fiocruz, e Isabella Vitral, pesquisadora da Fiocruz Minas. A entrevista discute os limites das respostas exclusivamente punitivas para enfrentar o feminicídio e aponta a necessidade de ações estruturais, intersetoriais e preventivas.