A edição 103 da Revista Poli traz em sua matéria de capa a lei que criou o Sistema Nacional de Educação, o SNE, no final de 2025. Reivindicação histórica de movimentos sociais, organizações da sociedade civil, movimento sindical e associações acadêmicas, o sistema era tido como importante para organização da educação nacional, articulação da União, estados e municípios, e redução das crônicas desigualdades educacionais no Brasil. Segundo especialistas, a criação do Sistema Nacional de Educação é motivo de comemoração, mas lacunas deixadas pela lei causam apreensão. Para eles, sua regulamentação deve ser objeto de muito debate público e disputa política daqui para frente, e o desenrolar desse processo deve determinar a medida do sucesso – ou fracasso – do SNE.
Outro tema abordado pela publicação é a prevalência de um conjunto de doenças que se mantêm devido a um vácuo histórico de políticas sociais de diferentes ordens. . No mês em que se destacam duas datas centrais para a saúde pública — o Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, em 30 de janeiro, e o Dia Mundial Contra a Hanseníase, lembrado no último domingo do mês —, a reportagem traça um panorama temporal das Doenças Socialmente Determinadas, articulando dados oficiais, análises de especialistas e os relatos da escritora Carolina Maria de Jesus para evidenciar as permanências das desigualdades no país.
Na entrevista, a antropóloga e cientista social Jaqueline Muniz, professora e pesquisadora do bacharelado e mestrado em Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), debate a relação entre segurança pública e Saúde Coletiva. Muniz fala sobre a contradição entre redução nos números de mortes violentas intencionais no país, ao mesmo tempo em que crescem os homicídios em grupos específicos, como mulheres, crianças e adolescentes.
Também abordamos o avanço da chamada “pejotização”, seus desdobramentos no cotidiano dos trabalhadores e os impactos sobre os pilares do sistema de proteção social, em um debate que atravessa as redes sociais e chega ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Outra reportagem reforça a defesa da democracia, que se destacou como uma pauta emergencial durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), realizado entre 27 de novembro e 3 de dezembro, onde pesquisadores, estudantes, representantes governamentais, entre outros, responderam quais desafios emergenciais estão impostos para o campo da Saúde Coletiva.
Na seção ‘O que é, o que faz?’, saiba mais sobre a história, o funcionamento, e os desafios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, também conhecida como COP, cuja 30ª edição aconteceu em novembro de 2025 em Belém, no Pará.
A Revista Poli é uma publicação jornalística bimestral editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), unidade técnico-científica da Fiocruz. A assinatura pode ser feita de forma gratuita no site da Escola. Para baixar a nova edição da Revista Poli, acesse https://bit.ly/revistapoli103.