As apostas online se tornaram um fenômeno de massa no Brasil. As chamadas “bets” patrocinam times de futebol, são divulgadas por influenciadores e parecem ser uma diversão inofensiva.
Só parecem. A realidade é que 4 milhões de brasileiros e brasileiras se tornaram apostadores de risco e 52% apostam mesmo após perdas significativas. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). As consequências são sentidas na economia e na saúde mental: pessoas que se endividaram para apostar, venderam bens, gastaram o pouco que tinham e desenvolveram dependência em relação aos jogos.
Estamos diante de uma epidemia das bets? A reportagem de capa da Radis de agosto (edição 275) mostra que a lógica de recompensa imediata, a facilidade de acesso e o apoio da mídia, de influenciadores e de equipes esportivas cria um ambiente propício à dependência. Quem ganha com as bets? Quem perde?
Na edição, você também confere outros assuntos: pacientes relatam como é conviver com a fibromialgia, que altera a percepção de dor no corpo; Museu da Vida Fiocruz mostra que arte, cultura e educação caminham juntas; O que foi notícia na 13ª Conferência da IAS sobre Ciência do HIV.