Já estão disponíveis as inscrições para o novo curso: Doenças Crônicas Não Transmissíveis e o desafio da vigilância em saúde nas regiões fronteiriças, uma formação online, gratuita e autoinstrucional. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Campus Virtual Fiocruz e o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco), com o apoio do Programa Educacional de Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz). As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) representam uma das maiores ameaças à saúde pública na atualidade e exigem respostas cada vez mais qualificadas dos sistemas de saúde. Este curso objetiva ampliar a capacitação de profissionais e fortalecer as ações de vigilância e cuidado, estimulando a aprendizagem mais contextualizada e, assim, favorecendo a conexão entre teoria, prática e tomada de decisão.
Com carga horária de 40h, a formação foi desenvolvida por pesquisadores especialistas da área, reunindo conteúdos atualizados sobre vigilância em saúde, promoção da saúde, fatores de risco e organização da rede de atenção à saúde para o enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis. A proposta utiliza recursos inovadores na trajetória de aprendizagem, conduzindo os participantes por missões e desafios que estimulam a análise de cenários, a interpretação de informações e a tomada de decisão em contextos reais da vigilância em saúde, especialmente nas regiões de fronteiras. A formação lança mão de documentos oficiais, relatórios e podcasts como elementos que auxiliam o percurso formativo para contextualizar conteúdos, articular dados, apoiar a análise de cenários e a tomada de decisão em vigilância em saúde, tornando o estudo mais dinâmico e investigativo.
Este curso tem coordenação acadêmica de Eduarda Cesse — que, além de pesquisadora titular do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco), é vice-presidente adjunta de Educação, Informação de Comunicação da Fiocruz (VPEIC) — em parceria com Mariana Farias Gomes e coordenação técnica de Rebecca Soares de Andrade, ambas pesquisadoras do IAM/Fiocruz Pernambuco. O VigiFronteiras-Brasil é uma iniciativa da Fiocruz em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério das Saúde e com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Eduarda Cesse apontou que o lançamento da formação representa mais um passo no fortalecimento da vigilância em saúde nas regiões de fronteira, que, segundo ela, são territórios que exigem respostas inovadoras, integradas e sensíveis às suas especificidades. "Com uma formação autoinstrucional, ampliamos o acesso ao conhecimento e contribuímos para qualificar profissionais que atuam em contextos marcados por intensos fluxos populacionais e desafios compartilhados entre países. Com o curso, esperamos fortalecer as redes de colaboração, estimular as troca de experiências e, ainda, reforçar o compromisso com um cuidado mais equitativo, humanizado e baseado em evidências para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis", comentou.
Já Mariana Gomes destacou o aspecto inovador da proposta pedagógica, salientando o compartilhamento de conhecimentos por meio de narrativas gamificadas, baseada em situações e desafios do cotidiano dos serviços de saúde. De acordo com Mariana, a escolha visa aproximar o conhecimento científico da realidade dos profissionais e usuários com doenças crônicas. "Desejamos que esta nova formação contribua para a atualização e o fortalecimento das práticas dos profissionais que atuam na vigilância em saúde, especialmente nos territórios de fronteira, onde os desafios relacionados às doenças crônicas não transmissíveis exigem respostas cada vez mais qualificadas e integradas".
As DCNT, grupo que inclui doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas, são responsáveis pela maior parte das mortes no Brasil e no mundo. Associadas a fatores de risco modificáveis, essas enfermidades exigem ações integradas de promoção da saúde, prevenção, vigilância e assistência. As DCNT são responsáveis pela maior parte das mortes prematuras no Brasil e no mundo. Seu enfrentamento exige ações articuladas de promoção da saúde, prevenção, vigilância e assistência, além de estratégias capazes de reduzir os fatores de risco modificáveis, como tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada e consumo abusivo de álcool. Em territórios fronteiriços, os desafios tornam-se ainda mais complexos devido à intensa mobilidade populacional, às diferenças na oferta de serviços e às especificidades sociais e territoriais que influenciam diretamente o acesso aos serviços e a continuidade do cuidado.
Destinado a profissionais de saúde, especialmente aqueles que atuam na vigilância em saúde e na Atenção Primária à Saúde, além de familiares e pessoas com DCNT, o curso é aberto a todos os outros interessados no tema! Conheça a estrutura da nova formação e inscreva-se:
Módulo: Panorama epidemiológico das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil e regiões fronteiriças
Módulo: Promoção da saúde e a influência das ações intersetoriais na morbimortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis
Módulo: Organização da Rede de Atenção à Saúde e o papel da Atenção Primária à Saúde no enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis
Módulo: A vigilância em saúde no enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis do Brasil e regiões fronteiriças