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Publicado em 30/01/2026
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Sextas traz a música, a poesia e a literatura de Leonard Cohen

Autor(a): 
Ana Furniel

"Há uma rachadura em tudo. É assim que a luz entra" (no original "There is a crack in everything / That's how the light gets in") é uma frase célebre do cantor e poeta Leonard Cohen, da música "Anthem" (1992), que ilustra o Sextas de Poesia desta semana. A letra encoraja a aceitar a imperfeição ("Esqueça sua oferta perfeita") e a encontrar beleza e sentido mesmo em situações imperfeitas ou dolorosas. O sofrimento, as falhas e as "rachaduras" na vida não são apenas pontos de quebra, mas aberturas necessárias para a luz e a compreensão.

Nascido em 1934, em Westmount, Canadá, Leonard Cohen abordou a condição humana, o amor, a religião, a política e o compromisso com a arte em diferentes expressões, fossem melodias, poemas ou os romances profundos aos quais se dedicou. Ele ganhou projeção literária aos 27 anos de idade, quando publicou a coleção de poesias 'The Spice-Box of Earth', em 1961. A composição que o eternizou, 'Hallelujah', possui mais de trezentas versões e levou cinco anos para ser concluída tal como a conhecemos. Cohen teria cortado dezenas de versos até torná-la pública, em 1984.

Semanas antes de falecer, em 2016, aos 82 anos, o artista lançou uma música que versava sobre a morte. Música, poesia e literatura foram disciplinas interligadas e indissociáveis na obra do artista, que viveu em um mosteiro Zen, na Califórnia, entre 1994 a 1999. Durante quarenta anos, o poeta elaborou diários e desenhos, que eram como registros visuais de coisas, lugares ou pessoas que passavam por sua vida,  ilustrados e guardados em seus cadernos. Seus desenhos chegaram às capas de seus álbuns e, em 2006, foram compilados nas páginas do 'Book of Longing' – publicação bastante influenciada por suas regulares visitas à Índia, no final dos anos 1990.

*Com informações da Bienal de São Paulo