Descrição: A Escola de Soberania Alimentar da Coordenação de Movimentos Populares (ESA/CMP) em parceria com a Fiotec/Fiocruz promoverá cursos de formação em tecnologias sociais, tais como: Hortas urbanas, Hortas urbanas medicinais (HORTAS MEDICINAIS) e compostagem, incorporando a concepção de soberania alimentar, economia solidária e governança popular, para o desenvolvimento de sistemas alimentares urbanos saudáveis, sustentáveis e solidários em territórios de moradias urbanas populares. Estas ações coadunam ao objetivo geral: promover a saúde das populações vulnerabilizadas, prioritariamente, alicerçando-se na tecnociência solidária e Agroecológica nas práticas integrativa e complementares em saúde para o enfrentamento da fome e a insegurança alimentar e nutricional nos territórios urbanos do Brasil, como apresentado no acordo de cooperação nº 85/2024. As atividades da ESA/CMP compõem em três disciplinas, cujos temas são: “A produção do território da soberania popular”, que estabelece interfaces com a luta popular pelo direito à cidade, reforma sanitária e acrescenta a soberania alimentar. A interação desses temas são basilares para a luta e resistência popular, como promotoras e produtoras de direitos (moradia, saúde alimentação e combate à fome). Com isso, o aporte teórico utilizado das categorias de totalização e totalidade, fundamenta-se na obra de Milton Santos (2008), desse modo que se expressam nos processos de territorialização e territorialidades elaborados por Fernandes (2004). Para os geógrafos, em seu esforço de conceber a produção do espaço a partir do protagonismo das técnicas, concebeu a sua organização e intervenção como um arranjo e configuração espacial, e seu conjunto de objetos (naturais e artificiais) existentes sobre ele, governado e munido de poder, sendo chamado como território (Santos, 2008). Nele, a partir das intencionalidades, constituem em intervenções com novos meios técnicos que se arranjam e organizam no espaço, em um processo, territorialização. Ao passo que a adaptação, produção e reprodução de novas relações propiciadas pela técnica produzem novas relações que se territorializam, com isso, ganha uma qualidade nova chamada de territorialidade. As disciplinas sistematizadas abaixo, seguem os pressupostos teóricos acima, são: disciplina: I. Lutas populares pelos territórios de direito na Região Metropolitana de São Paulo. As lutas pelo direito à cidade, à reforma sanitária e à saúde. Carga Horária Total: 4 horas Duração: 1 dia Público-Alvo: Educadores pesquisadores populares, moradores das ocupações e projetos de moradia da CMP, agentes comunitários e demais interessados em práticas integrativas, agroecologia e saúde coletiva e em práticas sustentáveis. Pré-requisitos: Não há. Disciplina:II. Soberania alimentar. Uma discussão da luta popular pelo combate à fome. Carga Horária Total: 8 horas Duração: 2 dias Público-Alvo: Educadores pesquisadores populares, moradores das ocupações e projetos de moradia da CMP, agentes comunitários e demais interessados em práticas integrativas, agroecologia e saúde coletiva e em práticas sustentáveis. Pré-requisitos: Não há. .III. Economia Solidária e Soberania alimentar. Entrelaçamentos possíveis produzidos no territórios de resistência popular. Carga Horária Total: 8 horas Duração: 2 dias Público-Alvo: Educadores pesquisadores populares, moradores das ocupações e projetos de moradia da CMP, agentes comunitários e demais interessados em práticas integrativas, agroecologia e saúde coletiva e em práticas sustentáveis. Pré-requisitos: Não há.
Objetivo Geral: .I. Lutas populares pelos territórios de direito na Região Metropolitana de São Paulo. As lutas pelo direito à cidade, à reforma sanitária. OBJ. APRENDIZAGEM: Compreender a luta política da população vulnerabilizada em São Paulo/SP e S.B. do Campo/SP Compreender as lutas populares como produtoras e garantidoras de direitos em seus territórios e governança territorial. II. Soberania e segurança alimentar. Uma discussão da luta popular pelo combate à fome. OBJ. APRENDIZAGEM: Identificar a territorialização que propicia os entrelaçamentos da soberania alimentar, economia solidária e a luta pela moradia III. Economia Solidária e Soberania alimentar. Entrelaçamentos possíveis produzidos no territórios de resistência popular. OBJ. APRENDIZAGEM: Compreender as lutas populares como produtoras e garantidoras de direitos em seus territórios e governança territorial. Identificar a territorialização que propicia os entrelaçamentos da soberania alimentar, economia solidária e a luta pela moradia
Justificativa: A Escola de Soberania Alimentar da Coordenação de Movimentos Populares (ESA/CMP) em parceria com a Fiotec/Fiocruz promoverá cursos de formação em tecnologias sociais, tais como: Hortas urbanas, Hortas urbanas medicinais (HORTAS MEDICINAIS) e compostagem, incorporando a concepção de soberania alimentar, economia solidária e governança popular, para o desenvolvimento de sistemas alimentares urbanos saudáveis, sustentáveis e solidários em territórios de moradias urbanas populares. Estas ações coadunam ao objetivo geral: promover a saúde das populações vulnerabilizadas, prioritariamente, alicerçando-se na tecnociência solidária e Agroecológica nas práticas integrativa e complementares em saúde para o enfrentamento da fome e a insegurança alimentar e nutricional nos territórios urbanos do Brasil, como apresentado no acordo de cooperação nº 85/2024. As atividades da ESA/CMP compõem em três módulos, cujos temas são: “A produção do território da soberania popular”, que estabelece interfaces com a luta popular pelo direito à cidade e moradia, com a soberania alimentar; “A territorialização das técnicas sociais”, mesclando a teoria e a prática das técnicas de hortas urbanas (com ênfase nas HORTAS MEDICINAIS) e compostagem; “Territorialidade técnica”, com o foco no planejamento e aplicação dos conteúdos adquiridos nos módulos anteriores das técnicas sociais nos territórios conquistados pelo movimento social, neste caso, a CMP. As atividades da ESA/CMP compõem em três disciplinas, cujos temas são: “A produção do território da soberania popular”, que estabelece interfaces com a luta popular pelo direito à cidade, reforma sanitária e acrescenta a soberania alimentar. A interação desses temas são basilares para a luta e resistência popular, como promotoras e produtoras de direitos (moradia, saúde alimentação e combate à fome) Os módulos são concebidos como momentos estratégicos de intervenção nos territórios, os quais são compreendidos como os espaços da escola e das moradias conquistadas por meio da luta popular, posteriormente transformados em instâncias de governança e orientação comunitária. A utilização das categorias de totalização e totalidade, fundamenta-se na obra de Milton Santos (2008), desse modo que se expressam nos processos de territorialização e territorialidades elaborados por Fernandes (2004). Para os geógrafos, em seu esforço de conceber a produção do espaço a partir do protagonismo das técnicas, concebeu a sua organização e intervenção como um arranjo e configuração espacial, e seu conjunto de objetos (naturais e artificiais) existentes sobre ele, governado e munido de poder, sendo chamado como território (Santos, 2008). Nele, a partir das intencionalidades, constituem em intervenções com novos meios técnicos que se arranjam e organizam no espaço, em um processo, territorialização. Ao passo que a adaptação, produção e reprodução de novas relações propiciadas pela técnica produzem novas relações que se territorializam, com isso, ganha uma qualidade nova chamada de territorialidade. Desse modo, os prédios e moradias, ao longo do processo de compreensão e aprendizado, das hortas urbanas, HORTAS MEDICINAIS e compostagem, advindo dos cursos (qualificando as intencionalidades) e a aplicação e implementação nessas moradas urbanas (territorialização), constroem outros territórios, que para além de colocar novos objetos nesse espaço, também alteram sua relação, transformando-os mutuamente em sua intervenção. Assim, os aprendizados técnicos em hortas HORTAS MEDICINAIS e compostagens permitem uma mudança e relação e comportamento, propiciando, portanto, a modificação social de forma no território e no conteúdo social. O período de execução das atividades divididas por módulo, serão 44 horas de curso. Cada módulo será híbrido, sendo algumas atividades presenciais na ESA, e on-line em modalidade sincrônica. O público-alvo de participantes dos territórios de moradia popular (ocupações, projetos de habitação), já estabelecidos nas atividades territoriais pela equipe fixada em São Paulo/SP e São Bernardo do Campo/SP. As agendas das disciplinas de cada módulo do curso definida nas reuniões preparatórias. II. Justificativa A cooperação entre a Fiocruz e a Central de Movimentos Populares (CMP) partiu da necessidade de ações que estimulem o desenvolvimento sustentável, a promoção da saúde e o bem-estar das comunidades, combinando o conhecimento científico e técnico da Fiocruz com a experiência e o alcance comunitário da CMP. Com isso, a proposta visa o fortalecimento das comunidades locais através da promoção da saúde e bem-estar, a inovação e pesquisa participativa, capacitação e educação. A CMP apresenta uma forte articulação entre as comunidades e movimentos populares, enquanto a Fiocruz, com sua vertente em desenvolvimento territorial, oferece recursos técnicos e científicos, que fomentam o fortalecimento das comunidades. O acordo de cooperação propõe, que coadunadas produzam programas de capacitação às comunidades a enfrentarem desafios locais promovendo o desenvolvimento sustentável.
Promover a saúde das populações vulnerabilizadas, prioritariamente, alicerçando- se na tecnociência solidária, agroecológica e nas práticas integrativa e complementares em saúde para o enfrentamento da fome e a insegurança alimentar e nutricional nos territórios urbanos.