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Seminário Internacional: Desafios para os sistemas de saúde na América Latina pós-pandemia - 1

Unidade/ofertante: Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação Email: vpeic@fiocruz.br
D Desenvolvimento
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Sobre o curso

Descrição: Os países da América Latina são marcados por profundas desigualdades histórico-estruturais, que se expressam nas condições de saúde das populações. Os sistemas de saúde da região são caracterizados, em sua maioria, por segmentação e fragmentação institucional, por financiamento público insuficiente e por dificuldades em efetivar a saúde como direito de cidadania. Desde os anos 1990, reformas ampliaram a participação do setor privado nos sistemas de saúde da região. Em alguns países, houve aumento de gastos privados por desembolso direto das famílias ou por meio de empresas de planos e seguros de saúde, acentuando as iniquidades. O Seminário Internacional terá o objetivo de analisar o contexto e os processos recentes de reforma em sistemas de saúde selecionados da América Latina e os desafios globais colocados para as políticas de saúde pós-pandemia. Serão analisados em especial os casos do Chile, da Colômbia, da Argentina e do México, países de renda média alta, populosos e de relevância geopolítica e econômica regional, marcados por diversidade e desigualdades. Serão considerados elementos como: as características estruturais dos sistemas de saúde, as conjunturas e orientações dos governos nacionais, as políticas e os processos recentes de reforma nos sistemas de saúde, os elementos de continuidade e mudança em dimensões críticas como o financiamento, as relações público-privadas, o modelo de atenção, a cobertura e o acesso da população; desafios para a vigilância em saúde, especialmente em regiões de fronteiras. A análise dos casos desses países em perspectiva comparada é importante para a formação de estudantes de pós-graduação em Saúde Coletiva e profissionais do SUS, ao permitir a compreensão das dificuldades enfrentadas para fortalecer os sistemas públicos de saúde e assegurar o direito à saúde na América Latina, trazendo lições para o Brasil e outros países da região. Além disso, provoca reflexões sobre desafios que transcendem as fronteiras nacionais, como as repercussões da dinâmica capitalista na saúde, as mudanças na geopolítica mundial, as assimetrias entre países, e os limites da governança global em saúde, que ficaram evidentes no período da pandemia de COVID-19.



Objetivo Geral: analisar o contexto e os processos recentes de reforma em sistemas de saúde selecionados da América Latina e os desafios globais colocados para as políticas de saúde pós-pandemia.



Justificativa: Os países da América Latina são marcados por profundas desigualdades histórico-estruturais, que se expressam nas condições de saúde das populações. Os sistemas de saúde da região são caracterizados, em sua maioria, por segmentação e fragmentação institucional, por financiamento público insuficiente e por dificuldades em efetivar a saúde como direito de cidadania. Desde os anos 1990, reformas ampliaram a participação do setor privado nos sistemas de saúde da região. Em alguns países, houve aumento de gastos privados por desembolso direto das famílias ou por meio de empresas de planos e seguros de saúde, acentuando as iniquidades.



Analisar o contexto e os processos recentes de reforma em sistemas de saúde selecionados da América Latina e os desafios globais colocados para as políticas de saúde pós-pandemia. Serão analisados em especial os casos do Chile, da Colômbia, da Argentina e do México, países de renda média alta, populosos e de relevância geopolítica e econômica regional, marcados por diversidade e desigualdades. Serão considerados elementos como: as características estruturais dos sistemas de saúde, as conjunturas e orientações dos governos nacionais, as políticas e os processos recentes de reforma nos sistemas de saúde, os elementos de continuidade e mudança em dimensões críticas como o financiamento, as relações público-privadas, o modelo de atenção, a cobertura e o acesso da população; desafios para a vigilância em saúde, especialmente em regiões de fronteiras.