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Projeto Logadas – letramento digital de meninas para mulheres -

Unidade/ofertante: Instituto Oswaldo Cruz Telefone: Tel: (21) 2562-1200 / 1444 / 1401
D Desenvolvimento
Presencial
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Sobre o curso

Descrição: Letramento digital é saber usar a tecnologia de forma inteligente e a seu favor. Isso significa saber acessar, entender e criar informações online (na internet). Com essas habilidades, a gente consegue participar melhor da sociedade, encontrar informações e utilizar os serviços sociais e de saúde, e entender melhor sobre política e ciência. Em uma parceria do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz e a ONG Redes da Maré, e financiamento edital Terra 2030, o Projeto Logadas oferece qualificação em letramento digital para mulheres adultas e estudantes de territórios, onde estas aprendem a utilizar a internet no celular e computador para acessar aplicativos públicos e redes sociais. As aulas serão dadas por pesquisadoras da Fiocruz durante o sábado, com alimentação garantida.



Objetivo Geral: Objetivos Específicos: • Qualificar meninas estudantes de escolas públicas em ações Instrumentais básicas de hardware; ações interativas em softwares populares e governamentais; comunicação em ambiente virtual e direitos dos usuários; empoderamento feminino para inclusão digital; • Realizar qualificação básica em letramento digital de mulheres moradoras da Maré, com participação das meninas previamente qualificadas como monitoras e multiplicadoras, de forma a empoderá-las, pluralizando o acesso ao conhecimento básico em habilidades digitais; • Fortalecer as ações da Fiocruz no território da Maré, em parceria com a Redes da Maré; • Robustecer o Programa Institucional Territórios Sustentáveis e Saudáveis (PITSS) da Fiocruz, em consonância com o SUS, e observando a Agenda 2030 da ONU, de forma a contribuir com a melhoria da qualidade de vida e a emancipação da população do conjunto de favelas da Maré.



Justificativa: A qualificação e educação em habilidades digitais possibilita que todas as pessoas possam aproveitar plenamente as oportunidades criadas pela tecnologia, utilizando-as para ajudar a modificar a realidade da sua comunidade e da sociedade, sendo essa a premissa da aplicabilidade da tecnologia social. A Agenda 2030 remete à necessidade de enfrentar os principais desafios que as pessoas confrontam na atualidade e fortalecer as populações vulneráveis em 17 aspectos, sendo um deles o ODS 10, o qual orienta a redução das desigualdades. Nesta perspectiva, o letramento digital, que é parte da inclusão digital, contribui com a inclusão social, econômica e política de todos ao possibilitar a garantia de acesso aos seus direitos. A população que habita territórios vulneráveis, como é o caso das favelas, é formada sobretudo por mulheres, muitas declaradas chefes de família, e, portanto, protagonistas e solucionadoras dos problemas familiares de toda ordem. Segundo o Censo Populacional da Maré (2019), realizado pela instituição da sociedade civil Redes da Maré, as mulheres correspondem a 51% da população local, sendo 30,3% das mulheres maiores de 15 anos as responsáveis únicas ou principais pelo domicílio e 19,1% exercem a responsabilidade de forma compartilhada nos demais domicílios. É conhecido que as mulheres não partilham de igual a igual com os homens no que se refere ao acesso à cultura digital. Neste setor, são repetidos estereótipos sexistas tradicionais, que remetem a mulher ao lar, às compras, à beleza, à saúde e, sobretudo, ao consumo (NATANSOHN et al., 2023). Neste sentido, o letramento digital de mulheres de comunidade vulneráveis urbanas é uma ferramenta de empoderamento, uma vez que a internet é uma ferramenta que possibilita que as minorias estigmatizadas possam acessar os serviços públicos, os quais estão em plena transformação digital no Brasil, e ganhem voz para conduzir suas próprias narrativas e produzir conteúdo sobre temas que realmente lhe sejam importantes discutir na comunidade (AMARAL, 2019a; TACCHI, 2009). Ao proporcionar o letramento digital de mulheres do conjunto de 16 favelas da Maré, a partir da preparação de meninas, moradoras dessa comunidade, como facilitadoras e multiplicadoras de habilidades digitais, se espera facilitar o acesso à informação e serviços de programas sociais e de saúde pública, além de emancipar politicamente a comunidade levando a esta o conhecimento sobre as fontes de informações oficiais e confiáveis sobre assuntos políticos e científicos. Destaca-se a experiência prévia da proponente com projetos de incentivo à participação de meninas em Ciência e Tecnologia, evidenciado pelo Projeto HackGirls, além da participação dos demais membros da equipe em iniciativas voltadas à participação de mulheres na Inovação e Tecnologia, à promoção da saúde e à construção compartilhada de saberes em comunidades, como é o caso do Projeto “Redes, conexões e territórios: espaços colaborativos para promoção da saúde e educação para a cidadania” e IOC Mais Escolas, ambos do IOC/Fiocruz.



Qualificar em letramento digital meninas moradoras do conjunto de 16 favelas da Maré, para que estas possam ser agentes multiplicadoras e auxiliar na qualificação de mulheres da mesma comunidade em habilidades digitais.