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EXPRESSO CHAGAS 21: FORMAÇÃO DE AGENTES POPULARES DE SAÚDE PARA ÁREAS ENDEMICAS - 1

Unidade/ofertante: Instituto Oswaldo Cruz Telefone: Tel: (21) 2562-1200 / 1444 / 1401
D Desenvolvimento
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Sobre o curso

Descrição: Objetivo: Formar equipes locais interdisciplinares e intersetoriais, habilitadas a adaptar, mediar e implementar a tecnologia social Expresso Chagas 21 em diferentes contextos urbanos e rurais em áreas endêmicas para a doença de Chagas, enfrentando a COVID-19 e articulando saberes acadêmicos e populares com as necessidades de saúde destas regiões.



Objetivo Geral: - Formar Equipes Locais interdisciplinares e intersetoriais; - Desenvolver Habilidades para a implementação do Expresso Chagas nas equipes locais com a abordagem CienciArte - Implementação da Tecnologia Social



Justificativa: O que é o “Expresso Chagas 21” (EC21)? É uma nova tecnologia social para a saúde e a educação científica que objetiva traduzir as descobertas sobre doença de Chagas em práticas de educação, informação e promoção da saúde, integradas a conhecimentos relativos à COVID-19, uma vez que a doença de Chagas crônica pode se constituir em comorbidade para a COVID-19 e vice-versa. A doença de Chagas afeta 6 milhões de pessoas em todo o mundo e está relacionada às condições de pobreza. A doença de Chagas crônica é endêmica em diversos estados do Brasil e prioritária dentre as doenças infecciosas negligenciadas, motivo pelo qual pessoas afetadas pela doença de Chagas vinculadas à Associação Rio Chagas (pacientes, familiares, profissionais de saúde e amigos) se articularam com pesquisadores e estudantes da Fiocruz, e desenvolveram o EC21. Durante a pandemia o EC21 foi adaptado para o ambiente virtual (EC virtual). O EC21 é um ambiente itinerante de educação que pode ser instalado durante 1 a 3 dias em equipamentos públicos como escolas, universidades, pátios de igrejas, feiras de produtos locais ou eventos em geral, em cidades pequenas ou grandes. O EC21 tem o objetivo de estimular a curiosidade e a descoberta dos moradores locais sobre as condições de transmissão das doenças em foco, seus mecanismos de controle e tratamento, e a consciência coletiva sobre os riscos envolvidos, incluindo estratégias de mitigação. O termo “Expresso”, remete à rapidez que é necessária na sociedade para falar da doença de Chagas e seus problemas. “XXI”, pois situa os principais desafios que ainda permanecem para o enfrentamento da doença no século XXI, abordados no PCDT-Chagas, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para a doença de Chagas, adotado pelo Ministério da Saúde em 2018 e ainda pouco conhecido e seguido no Brasil. O EC21 também faz alusão à história e ao processo da descoberta de Carlos Chagas em 1909, na cidade de Lassance-MG, durante sua expedição a Minas Gerais para estudar e controlar uma epidemia de malária entre os trabalhadores da região. O EC21 propõe atividades no formato de oficinas, exposições, jogos e atividades práticas de laboratório, todas baseadas no diálogo e na troca de saberes, e articuladas com conteúdo específicos para as áreas endêmicas com prevalência de casos crônicos ou risco de casos agudos. A arte dá ao EC21 o formato de um trem imaginário, com entrada e saída em uma estação cenográfica que simula uma estação de trem (a estação de Lassance, ou de uma cidade culturalmente relevante na região), seguido por seis módulos de atividades educacionais identificadas como "vagões". O EC21 faz alusão ao vagão de trem adaptado como gabinete e laboratório no qual Carlos Chagas descobriu o parasita causador da DC, o Trypanosoma cruzi. Identificados na entrada, recebendo seus crachás e respondendo a um questionário para dados pessoais e conhecimentos sobre a DC, os participantes são sensibilizados e seguem uma “viagem” pelos vagões temáticos: (1) Associações de portadores de DC, (2) Inovações & Laboratório, (3) Descobertas & Brincadeiras, (4) Casa, Ambiente & Saúde Única, (5) Bem-estar e (6) Sua Voz. Em julho de 2019 o EC21 foi exposto em escolas em quatro cidades endêmicas de DC (Grão Mogol, Espinosa, Montes Claros e Lassance – norte do estado de Minas Gerais), envolvendo 2.117 pessoas que avaliaram as diversas atividades. Cidadãos e profissionais de saúde descobriram informações relacionada ao sangue, tratamento, parasita, vetores e reservatórios da DC. Os resultados dessa expedição mostraram que 95% dos participantes adoraram ou gostaram muito das atividades educativas; 81% dos participantes não sabiam sobre a possibilidade de tratar a DC e; 52% solicitaram exame de sangue para DC, que evidenciou 20% de soropositividade. Além desse alerta para as autoridades sanitárias locais, os legados dessa expedição foram: 600 participantes para grupos de promoção da saúde e associações de DC, empoderamento dos moradores locais para lutar por melhores condições de saúde e 05 pinturas murais artísticas em escolas e cidades. O sucesso obtido por esta tecnologia se deve à perspectiva dialógica, seguindo a pedagogia de Paulo Freire. Assim, o EC21 se confirmou como uma tecnologia social educativa, que emergiu de uma integração entre atividades de educação, investigação, e extensão disseminando informação sobre a DC através da translação para a sociedade dos conhecimentos gerados na academia. Com o advento da pandemia de COVID-19, a equipe do projeto desenvolveu atividades virtuais simulando o EC21 em ambiente digital, e aprovou na Fiocruz o projeto “Enfrentar a COVID vivendo com Chagas” em Pernambuco, Minas e Goiás, estados ainda com grande prevalência de casos crônicos da doença. Estão previstas expedições para esses locais, para as quais faremos cursos virtuais de formação de agentes populares de saúde locais na temática da DC, de modo a multiplicar as equipes com competência para levar o EC21 para outras localidades com autonomia em relação à equipe original que concebeu essa tecnologia social. No curso apresentaremos as 40 atividades propostas para a expedição presencial, e as atividades alternativas desenvolvidas para o Expresso Chagas Virtual. Oficinas poderão ser agendadas para que profissionais de educação e de saúde aproveitem da melhor maneira possível essas oportunidades. Detalhes sobre a programação do curso de agosto e sobre a organização da expedição de novembro serão fornecidos oportunamente.



Formar equipes locais interdisciplinares e intersetoriais, habilitadas a adaptar, mediar e implementar a tecnologia social Expresso Chagas 21 em diferentes contextos urbanos e rurais em áreas endêmicas para a doença de Chagas, enfrentando a COVID-19 e articulando saberes acadêmicos e populares com as necessidades de saúde destas regiões.