O Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Celular e Molecular do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) está com inscrições abertas para os cursos de mestrado e doutorado – 2020B. A finalidade é selecionar e classificar interessados em desenvolver projetos nas seguintes áreas de concentração: biologia celular e molecular, farmacologia e imunologia. As inscrições serão, exclusivamente, online, e podem ser feitas até 24 de junho. Ao todo, há 34 vagas, sendo 18 para o curso de doutorado e 16 para o de mestrado.
O principal objetivo do Programa é a formação de recursos humanos com alta capacidade acadêmica e científica, de modo que possam atuar em pesquisa-ensino-produção com ênfase nas áreas de biologia celular e molecular, farmacologia e imunologia.
O edital destaca que as orientações e o cronograma da Chamada 2020B poderão sofrer alterações a qualquer momento, de acordo com as recomendações de distanciamento social contempladas no Plano de Contingência da Fiocruz diante da pandemia da Covid-19.
Todas as etapas da chamada e quaisquer alterações serão publicadas na Plataforma Siga e/ou na página eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular.
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Imagem: Acervo PGBCM/IOC/Fiocruz
A partir de cooperação entre o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e o Escritório Técnico da Fundação Oswaldo Cruz em Rondônia (Fiocruz-RO), a Fiocruz dará início à implementação da primeira turma do Programa de Doutorado em Ciências do estado. O curso busca formar recursos humanos qualificados para o exercício de atividades de pesquisa, de magistério do ensino superior e em programas de pós-graduação Lato sensu e Stricto sensu, e profissionais no campo das ciências e tecnologias em saúde, em todos os setores de aplicação pertinentes.
As inscrições estarão abertas de 24 a 26 de junho de 2019. Serão disponibilizadas até 15 vagas. Os candidatos interessados deverão preencher o formulário eletrônico disponível no site da Fiocruz-RO. As atividades do curso serão desenvolvidas em Porto Velho, na Fiocruz-RO, e no Rio de Janeiro, na sede nacional da Fiocruz.
Cinco programas de pós-graduação Stricto sensu do IOC participam do consórcio. São eles: Biologia Celular e Molecular, Biodiversidade e Saúde, Biologia Parasitária, Biologia Computacional e Sistemas e Medicina Tropical.
Para mais informações, acesse o site da Fiocruz Rondônia.
Educação como eixo estratégico para articular as unidades da Fiocruz. A proposta da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) de fortalecer a integração dentro da instituição vem rendendo ótimos frutos. Um bom exemplo é a colaboração entre o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e o escritório regional da Fiocruz Piauí.
O processo de estruturação da unidade regional foi fortalecido pela implantação do Programa de Medicina Tropical do IOC. Até o momento, duas turmas do mestrado acadêmico (Stricto sensu) foram formadas: 2013-2015 e 2015-2017, com 23 titulações. Uma terceira turma (2016-2018) está em curso.
O coordenador de Ensino da Fiocruz Piauí, Filipe Aníbal Carvalho Costa, comenta que os projetos desenvolvidos são fortemente inseridos na vivência de serviço dos estudantes, que são profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado do Piauí. “As dissertações foram elaboradas por alunos que se dividem entre a formação acadêmica e a atuação no mercado de trabalho, ou seja, profissionais que conhecem de perto a realidade enfrentada por moradores do estado, principalmente de cidades do interior e de zonas rurais”.
De acordo com ele, os projetos também são bastante representativos do perfil epidemiológico local das doenças infecciosas e parasitárias, que é peculiar, visto que o Piauí representa uma transição de biomas. “Os trabalhos produzidos exploraram temas importantes como parasitismo intestinal, infecções sexualmente transmissíveis, animais peçonhentos e microcefalia. Foram também feitos diagnósticos relacionados à cobertura vacinal no estado, à reemergência da coqueluche, às dermatoses em pessoas vivendo com HIV, entre outros”. Alguns estudos já foram publicados em periódicos importantes na área das doenças infecciosas.
Dessa forma, o escritório regional da unidade se consolida, atuando em diferentes frentes: contribui para a geração de dados epidemiológicos e clínicos importantes para o Estado e, ao mesmo tempo, possibilita o credenciamento de novos pesquisadores do escritório como orientadores do programa.
A pós-graduação Stricto sensu em Medicina Tropical do IOC/Fiocruz oferecida no Piauí formou, no fim de abril, oito novos mestres, entre médicos, enfermeiros e professores que atuam na região. Doença de Chagas, leishmanioses, imunização, entre outros temas de grande impacto para a saúde pública do estado foram alvos de estudos desenvolvidos no âmbito do Programa. As pesquisas contaram com o apoio da Universidade Federal do Piauí, do Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí, da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí, e da Universidade Estadual do Piauí.
Um dos estudos desenvolvidos pela segunda turma do Mestrado Profissional em Medicina Tropical apontou para o risco da reemergência da doença de Chagas na região sudeste do Piauí, que já foi considerada de alta endemicidade para o agravo. Um dos resultados da pesquisa mostrou alta taxa de infestação intradomiciliar por barbeiros, insetos vetores da doença causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi.
Outro estudo revelou a ocorrência de atrasos na aplicação de vacinas em crianças menores de um ano em municípios do interior do estado. A análise, que sugere melhorias na estrutura logística e de recursos humanos, considerou a aplicação das vacinas pentavalente, tríplice viral e as que previnem a poliomielite (injetável) e o rotavírus.
A ancilostomíase, conhecida popularmente como “amarelão”, permanece endêmica em regiões rurais do Piauí, de acordo com um dos estudos apresentados. A parasitose intestinal causada por helmintos é frequentemente associada a condições de vulnerabilidade social e econômica. O dado amplia o conhecimento epidemiológico do agravo e pode contribuir para a melhoria das estratégias de controle das geo-helmintíases na região.
A leishmaniose tegumentar americana foi alvo de um estudo pioneiro, que identificou a presença do inseto Lutzomyia whitmani, vetor da doença, numa região onde houve surto da doença. Em geral, o agravo é transmitido em florestas, regiões rurais ou áreas periurbanas, nas quais habitações são construídas na proximidade de matas. Os parasitos do gênero Leishmania são transmitidos pela picada de insetos flebotomíneos.