Está aberto o processo seletivo para o Curso de Especialização em Direitos Humanos, Acessibilidade e Inclusão do Departamento de Direitos Humanos e Saúde (Dihs) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). É possível inscrever-se para compor a turma de 2026 até às 16h do dia 30 de março pelo Campus Virtual Fiocruz. Serão oferecidas 30 vagas para a pós-graduação lato sensu, que terá disciplinas em formato híbrido (presencial para residentes no município do Rio de Janeiro e remoto para alunos de outras localidades).
O curso é voltado para pessoas com deficiência e para pessoas que trabalham ou convivem com pessoas com deficiência. É necessário ter concluído a graduação.
A formação propõe uma reflexão sobre o significado dos direitos humanos e sua relação com a saúde e com as políticas de inclusão e acessibilidade voltadas a pessoas com deficiência. Por meio de uma metodologia de ensino e pesquisa que situa a acessibilidade como um direito fundamental, os participantes serão habilitados a identificar e interpretar barreiras e preconceitos que persistem na sociedade, desenvolvendo propostas para o avanço de práticas inclusivas e garantindo, assim, maior autonomia e equidade para essa população.
A carga horária total é de 700 horas, com aulas às terças e quartas-feiras, das 8h às 17h, e às quintas-feiras, das 8h às 12h. O curso começará em 2 de junho e terminará em 3 de novembro, com entrega do TCC até 24 de maio de 2027.
O procedimento de inscrição requer dois momentos: primeiro, o preenchimento do formulário eletrônico disponível na Plataforma SIGA LS, e, posteriormente, o envio de toda a documentação exigida para anexos.Ensp.fiocruz.br. O passo a passo para a inscrição, assim como a lista de documentos, está disponível no edital.
Todas as informações referentes ao processo seletivo poderão ser obtidas no Campus Virtual Fiocruz.
Para tirar dúvidas, entre em contato com pseletivo.ensp@fiocruz.br
#Descrição da imagem: Cartaz informativo com texto no topo à esquerda: “Curso de Especialização em Direitos Humanos, Acessibilidade e Inclusão 2026”. Abaixo: “Inscrições: até 30 de março, às 16h”. À direita, dentro de um retângulo: “Curso em formato híbrido: presencial para residentes no Município do Rio de Janeiro; remoto para alunos de outras localidades. No centro, há uma ilustração de um grupo com quatro pessoas com deficiência, com fundo claro e desenhos de folhagens. A pessoa à esquerda é um rapaz de pele marrom escura, cabelo curto preto, moletom marrom, calça escura e tem prótese na perna direita. Ao seu lado está um rapaz usuário de cadeira de rodas, com pele clara, boné vermelho, óculos, camiseta verde e calça escura. À direita, há uma mulher de pele clara, cabelo vermelho preso, blusa preta curta e calça verde, com uma prótese no braço esquerdo. A última pessoa é uma mulher de pele clara, cabelo preto preso em coque, usa óculos escuros, regata vermelha e calça escura, segura uma bengala branca. Texto no rodapé esquerdo: “Edital: tinyurl.com/EditalDHAI26”. No rodapé há logos da Ensp, FIOCRUZ e SUS 35 anos.
Em alusão ao Dia Internacional contra a Discriminação Racial e integrando a mobilização dos 21 dias de ativismo contra o racismo, o Serviço de Gestão do Trabalho do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz(SGT/Icict/Fiocruz) promoveu uma roda de conversa sobre ancestralidade, identidade, cultura, saúde e direitos. A ação integra o Projeto Òdàrà, iniciativa voltada à promoção da equidade racial e ao fortalecimento de ambientes institucionais antirracistas. O evento foi realizado no dia 23 de março, na Biblioteca de Manguinhos, e contou com a participação de Luiza Santiago (Esem); Thamires Santos (Dona da Trança); Ignez Teixeira (Atitude Negra); Marcelo Monteiro (Cetrab); Mariana Gino (Ceap); Monique França (FioSaúde) e Guilherme Blum (Bucalidade Negra). O encerramento ficou por conta do desflie das Òrìṣàs e dos estudantes da Escola Sesc de Ensino Médio (Esem). O encontro pode ser conferido no canal da VideoSaúde no Youtube.
21 Dias de Ativismo Contra o Racismo: o que é a campanha?
A Campanha dos 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo é uma frente de luta apartidária, sem fins lucrativos e autogestionada, com a missão de pautar a luta antirracista em diferentes escalas e contextos como uma ação diária e contínua.
A proposta foi criada pela ativista Luciene Lacerda, que mobilizou um conjunto de ativistas pela primeira vez em 2016 para fortalecer o 21 de março, Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. Esta data foi decretada pela ONU em memória do Massacre de Sharpeville, em Joanesburgo, quando em 1960 uma manifestação pacífica contra o regime do apartheid e a Lei do Passe foi violentamente reprimida pelo governo sul-africano. A ação resultou em 69 mortos e 186 feridos. Seis anos depois, em 1966, a Organização das Nações Unidas instituiu o dia 21 de março como data internacional de combate à discriminação racial. Embora o 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, seja amplamente reconhecido, a luta negra e antirracista se expressa em múltiplas datas e narrativas. Em um país onde 56% da população é negra, é fundamental lembrar essas diversas lutas, que ecoam tanto as resistências africanas contra a opressão quanto os combates travados na Diáspora Africana.
Durante os 21 dias de ativismo, promovem-se interações com ativistas de várias cidades e países para que apresentem suas formas de atuação e suas principais lutas regionais. O objetivo é fomentar debates e ações da pauta antirracista, realizando trocas que fortaleçam a internacionalização das resistências.
+Clique aqui para conhecer mais sobre a Campanha dos 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo
Curso Letramento Racial fortalece debate sobre racismo, equidade racial e práticas transformadoras
No âmbito da Campanha dos 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo, o Campus Virtual Fiocruz segue engajado no movimento da luta antirracista. Através do curso Letramento Racial para Trabalhadores do SUS, amplia e fortalece o debate sobre racismo institucional, equidade racial e práticas transformadoras no SUS, com conteúdos interativos, recursos abertos e acessíveis. A formação, totalmente online, gratuita e autoinstrucional, está em sua segunda edição, já certificou mais de 28 mil pessoas e segue com as inscrições abertas. A iniciativa propõe um mergulho crítico nas relações entre racismo e saúde e defende que ser antirracista é um compromisso ético e político, além de ser também um passo necessário para garantir o direito universal à saúde.
Este curso foi o primeiro produto publicado no âmbito do edital Inova Educação - Recursos Educacionais Abertos, promovido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC).
Conheça a formação, dividida em dois módulos, com carga horária total de 30h e inscreva-se já!
Módulo 1 – Relações entre o racismo e a saúde como direito no Brasil - 15h
Módulo 2 - Prática antirracista como princípio do trabalho em saúde - 15h
+Inscreva-se já no curso Letramento Racial para Trabalhadores do SUS
O próximo Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos da Escola nacional de Saúde Pública Segio Arouca (Ensp/Fiocruz) terá como tema “Meninas, mulheres e mudanças climáticas: Para onde caminha a Ciência?”. Marcado para o dia 25 de março, às 14h, o Ceensp reunirá pesquisadoras e lideranças indígenas e quilombolas para discutir ciência, justiça social e equidade de gênero. A atividade integra a agenda institucional que marca o Dia Internacional de Luta das Mulheres e o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, reforçando o compromisso da Ensp/Fiocruz com a promoção da equidade de gênero no campo científico. A atividade é aberta a todos os interessados e será realizada em formato online, com transmissão pelo YouTube e tradução para Libras. Participe!
Mudanças climáticas e desigualdades: um debate necessário
Consideradas um dos maiores desafios do século XXI, as mudanças climáticas impactam diretamente a saúde das populações e a sustentabilidade dos territórios. No entanto, seus efeitos não são distribuídos de forma igual. O encontro propõe uma reflexão a partir de perspectivas interseccionais, reconhecendo que diferentes grupos sociais - especialmente mulheres, meninas e populações historicamente marginalizadas - vivenciam de forma desigual os impactos ambientais. Ao trazer essas vozes para o centro do debate, o CeEnsp busca contribuir para a construção de respostas mais justas, inclusivas e eficazes.
A mesa reunirá convidadas com trajetórias diversas, que dialogam diretamente com ciência, território e justiça social. Entre elas: Maria Aparecida Matos, professora da Universidade Federal do Tocantins; Yuri Consuelo Rodriguéz, mulher indígena Cubana, enfermeira e mestra em Saúde Pública; Rayane Oliveira, liderança quilombola; e Siana Leão Guajajara, mulher indígena do povo Guajajara/Tentehar, ativista e defensora dos direitos das pessoas indígenas com deficiência. A coordenação será de Cristiane Andrade, pesquisadora do Claves/Ensp/Fiocruz e membro do Grupo de Trabalho (GT) Mais Meninas e Mulheres na Ensp.
A iniciativa é organizada pelo GT Mais Meninas e Mulheres na Ensp, que reúne trabalhadoras e estudantes da Escola e integra o GT Mulheres e Meninas na Ciência da Fiocruz. "Ao articular ciência, gênero e clima, o CEEnsp reafirma a importância de fortalecer a participação de meninas e mulheres na produção do conhecimento e nos processos de decisão, contribuindo para políticas públicas mais representativas e transformadoras", destaca a coordenação da atividade.
A Fiocruz promoverá, no dia 25 de março, às 14h, o lançamento da Rede Fiocruz de Saúde Digital e do edital Inova Saúde Digital, iniciativas voltadas a estimular projetos tecnológicos que possam fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). O evento será online e transmitido pelo canal da VideoSaúde no YouTube.
As iniciativas marcam o início de uma estratégia institucional coordenada pelas vice-presidências de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), Produção e Inovação em Saúde (VPPIS) e Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) e pela Diretoria Executiva da Fundação, para ampliar a cooperação entre pesquisadores e acelerar o desenvolvimento de soluções digitais aplicadas à saúde pública.
A Rede Fiocruz de Saúde Digital tem como objetivo estabelecer conexões entre grupos de pesquisa e demais áreas da Fiocruz que trabalham com tecnologias digitais, promovendo integração científica e institucional em um campo considerado cada vez mais estratégico para a saúde pública.
Durante o evento, a representante do Ministério da Saúde, Paula Xavier, primeira mulher a liderar o Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS), apresentará as expectativas da pasta em relação à atuação da Fiocruz no avanço da saúde digital no país.
Na ocasião, será apresentado o Programa de Pesquisa Translacional, iniciativa que já reúne pesquisadores em torno de temas estratégicos. Entre as redes envolvidas estão a FioChagas e a FioLeish, modelos de articulação científica que inspiram a criação da nova rede dedicada à saúde digital.
Outro destaque será o lançamento do edital Inova Saúde Digital, para apoiar projetos voltados ao desenvolvimento de soluções digitais capazes de contribuir para o fortalecimento do SUS.
Programação
14h - Abertura com representantes das vice-presidências e Diretoria Executiva
Marly Cruz (VPEIC);
Patricia Canto (VPAAPS);
Priscila Ferraz e Marco Nascimento (VPPIS);
Representante DE;
Wim Degrave (VPPCB e Pesquisa Translacional).
14h30 - Paula Xavier - Ministério da Saúde e a Saúde Digital
15h - Ana Paula Cavalcanti- Aspectos gerais da Rede Fiocruz de Saúde Digital
15h10 - Claude Pirmez - Programa Inova Saúde Digital
15h20 - Renato Marins - Aspectos operacionais do edital Inova Saúde Digital
15h30 - Perguntas e respostas
16h - Encerramento
Nesta quarta-feira, 25 de março, os seminários avançados do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz) vão debater direitos humanos, desumanização e negacionismo. Com o tema "Direitos humanos em tempos de desumanização e negacionismo: das ameaças atuais ao futuro a ser construído", o webinário começa às 10h e com transmissão em português, inglês e espanhol, pelo canal da VideoSaúde no Youtube.
O evento conta com os palestrantes:
Nicoletta Dentico
Sociedade para o Desenvolvimento Internacional e Centro Global de Saúde de Genebra (G2H2)
Tema: A desumanização como uma ameaça fundamental aos direitos humanos.
Isabel Ortiz
Justiça Social Global, Genebra
Tema: Os direitos humanos para além das políticas de austeridade
Aziz Rhali
Associação Marroquina para os Direitos Humanos e Movimento pela Saúde dos Povos
Tema: Aniquilação de povos e o direito à saúde
José Luis Ratton
Pesquisador PPG em Sociologia, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Tema: Negacionismos e direitos humanos
Armando De Negri Filho
Pesquisador Visitante Sênior, Fiocruz
Mediador/Introdução: Os direitos humanos em seu labirinto
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa e transmissível, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. A doença afeta principalmente os pulmões (forma pulmonar), mas pode atingir outros órgãos e/ou sistemas (forma extrapulmonar). A forma extrapulmonar ocorre com mais frequência em pessoas vivendo com HIV e/ou aids, especialmente aquelas com imunidade baixa. De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em 2025, o Brasil figura entre os 30 países com maior incidência de tuberculose e de coinfecção TB-HIV, respondendo por um terço dos casos notificados nas Américas. Somente no ano de 2024 foram registrados mais de 85 mil novos casos e mais de 6 mil óbitos.
A tuberculose segue como um dos principais desafios da saúde pública no Brasil. Neste 24 de março, Dia Mundial do Combate à Tuberculose, o Campus Virtual Fiocruz reforça a oferta do curso Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde, que disponibiliza uma aula exclusiva sobre pessoas acometidas por tuberculose e pessoas acometidas pelas hepatites virais.
O curso é voltado a profissionais da saúde e estudantes, mas também está aberto a todos os interessados no tema, e visa qualificar profissionais no enfrentamento ao estigma no contexto da atenção à saúde de diversos grupos sociais.
As inscrições seguem abertas!
O curso é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Sua elaboração nasceu da necessidade de sensibilizar e instrumentalizar profissionais de saúde que estão na ponta do atendimento, visando atualizar, aprimorar e qualificar suas práticas, construções sócio-históricas que acontecem durante o processo de trabalho e por meio da interação entre tais profissionais e os usuários dos serviços de saúde. É nessa interação que nascem também aspectos relacionados ao estigma e à discriminação, os quais, como já é sabido, promovem a exclusão social e, ao mesmo tempo, podem produzir consequências negativas que resultam em interações sociais desconfortáveis. Tais fatores são limitantes e também podem interferir na adesão ao tratamento das doenças e qualidade de vida, perpetuando, assim, um ciclo de exclusão social, que, ao mesmo tempo, reforça situações de discriminação, bem como a perda do status do indivíduo, aumentando a vulnerabilidade de pessoas e populações.
Conheça a organização do curso, separado em três macrotemas divididos em cinco módulos, com 17 aulas:
Bases conceituais:
Módulo 1 - Bases conceituais
Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas - Normas e legislações:
Módulo 2 - Estigmas relacionados a algumas doenças
Módulo 3 - Estigmas relacionados a práticas ou comportamentos
Módulo 4 - Estigmas relacionados a condições específicas
Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação
Módulo 5 - Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação nos serviços de saúde
Foram abertas nesta segunda-feira (23) as inscrições para o curso presencial 'Conceitos e Aplicações de Testes Neurocomportamentais em Roedores e seu Uso como Ferramentas para Investigação Toxicológica', do Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária (PPGVS) do INCQS/Fiocruz. A formação será realizada de 11 a 15 de maio, das 10h às 13h, no INCQS, com carga horária de 15 horas. As inscrições vão até o dia 7 de abril pelo Campus Virtual Fiocruz.
O curso terá atividades teóricas e práticas voltadas à implementação e ao aperfeiçoamento de testes neurocomportamentais aplicados à investigação toxicológica. São ofertadas 25 vagas para graduandos e pós-graduandos. As inscrições são realizadas por meio da Plataforma Campus Virtual Fiocruz.
Segundo o Dr. Magno Maciel Magalhães, coordenador dos Cursos de Qualificação do INCQS, além de fortalecer a capacitação técnica dos participantes, o curso busca fomentar a troca de experiências entre pesquisadores, contribuindo para a criação de uma rede colaborativa de apoio na resolução de desafios experimentais.
“Este curso representa uma oportunidade estratégica de qualificação técnica em uma área essencial para a investigação toxicológica. Ao integrar teoria e prática, buscamos não apenas aprimorar competências, mas também fortalecer a capacidade dos grupos de pesquisa em desenvolver estudos mais robustos e padronizados”, destaca.
Mais informações e acesso ao formulário de inscrição no Campus Virtual Fiocruz.
O ano acadêmico do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) começa, oficialmente, nesta quarta-feira, 25 de março.
Para marcar essa abertura, será realizada uma aula inaugural especial, a partir das 9h20, ministrada pelo diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Nélio Cezar Aquino, com o tema "O papel da produção pública de medicamentos na gestão da assistência farmacêutica brasileira".
Participe presencialmente, no auditório do contêiner de Farmanguinhos, localizado no campus Manguinhos, Rua Sizenando Nabuco, 100, ou online, pelo canal oficial da instituição no YouTube.
O Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realiza, no dia 27 de março, às 10h, a sessão com o tema “Determinantes ecológicos da diversidade da microbiota de mosquitos vetores”.
A atividade contará com a palestra de Mariana David, pesquisadora do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC. A convidada abordará fatores ecológicos que influenciam a diversidade da microbiota associada a mosquitos vetores, destacando suas implicações para a dinâmica de transmissão de patógenos.
A mediação será realizada por Antonio Jorge Tempone, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Parasitos e Vetores do IOC, promovendo o diálogo sobre os aspectos moleculares e ecológicos envolvidos na interação entre vetores, microbiota e agentes infecciosos.
O evento será totalmente online, transmitido pelo canal do IOC no YouTube. Assista ao vivo:
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
Disseminar modelos, estratégias e possibilidades de intervenções para a promoção do autocuidado voltados à qualificação de profissionais de nível médio e superior, especialmente os que atuam na Atenção Primária à Saúde. Esse é o objetivo do curso Autocuidado em Saúde e a Literacia para a promoção da saúde e a prevenção de doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde, que acaba de abrir inscrições para uma nova edição. A formação, uma parceria entre a Fiocruz e o Ministério da Saúde, é online e gratuita, e já conta com mais de 70 mil inscritos! Mais uma vez, este curso é oferecido em parceria com a Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS), iniciativa que amplia o alcance e a abrangência da formação.
Inscreva-se já!
A formação é dividida em cinco módulos, tem carga horária total de 60h, é autoinstrucional, e certifica os participantes mediante avaliação dos conhecimentos adquiridos!
O curso surgiu de uma demanda do Ministério da Saúde, e foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), em parceria com o grupo de estudos e pesquisa Promoção em comunicação, educação e Literacia para a Saúde no Brasil (ProlisaBr), vinculado ao Instituto de Educação, Letras, Artes, Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A formação está sob a coordenação-geral da médica sanitarista Ana Luiza Pavão, pesquisadora do Laboratório de Informações em Saúde (Lis/Icict/Fiocruz) e docente colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (Ppgics/Icict), além de contar com a coordenação adjunta de Rosane Aparecida de Sousa, da UFTM e coordenadora do ProLisaBR.
Segundo Ana Luiza, a temática abordada nesta formação estimula o profissional a se questionar, refletir durante a assistência cotidiana do trabalho sobre o que pode fazer para promover a saúde naquele indivíduo atendido. Com o curso, a ideia é fomentar uma visão focada na saúde e não na doença e suas complicações, buscando uma visão positiva sobre o cuidado e lançando mão de novas estratégias para melhorar a saúde, com foco na qualidade de vida, bem-estar, saúde mental, e outros aspectos que influenciam fortemente o dia a dia das pessoas.
A proposta do curso é trazer uma série de conceitos e reflexões a respeito do autocuidado em saúde e da literacia para a saúde, incluindo também a questão da comunicação em saúde, e a importância da literacia digital em saúde — que é a influência da internet e da capacidade das pessoas de obterem e manejarem informações de saúde provenientes da internet —, além dos fundamentos da promoção da saúde, e da Política Nacional de Promoção da Saúde do Ministério da Saúde. A formação conta também com o guia principal sobre Autocuidado e Literacia para a saúde, voltado aos profissionais de saúde, publicado pela editora do Ministério da Saúde.
Mais uma vez, esta edição é oferecida com a parceria da UNA-SUS, da Coordenação-Geral de Prevenção de Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde, que integra o Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (CGCOC/Deppros/SapsS/MS) e o Departamento de Gestão da Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (Deges/SGTES/MS). Segundo o Deppros/Saps/MS, a proposta do curso é estratégica no que diz respeito à operacionalização da gestão colaborativa do cuidado, possibilitando, especialmente aos profissionais de saúde que atuam na APS, o aprimoramento da abordagem sobre a promoção do autocuidado, com atenção à literacia para a saúde, considerando ainda os determinantes sociais da saúde e sua relação complexa com a produção de saúde e adoecimento.
O curso oferece instrumental técnico que dá ênfase nas habilidades individuais e comunitárias de fazer saúde, fomentando reflexões sobre a atuação na APS, e como os conceitos de território, orientação familiar e comunitária se interrelacionam com o reconhecimento da autonomia e trajetória das pessoas, suas comunidades e pertencimentos. Tal referencial qualifica a relação de cuidado baseada no compartilhamento de decisões, o que aumenta a probabilidade de adesão ao tratamento e a modos de viver mais saudáveis, fatores fundamentais à melhoria da qualidade de vida e à prevenção das condições crônicas não transmissíveis, com afirmação do direito à vida e à saúde.
Recursos Educacionais Abertos
O conceito de literacia para a saúde (LS) versa sobre o conhecimento, as motivações e as competências dos indivíduos para acessar, compreender, avaliar e aplicar informações sobre saúde, a fim de fazer julgamentos e tomar decisões na vida cotidiana relacionadas aos cuidados de saúde, à prevenção de doenças e à promoção da saúde para manter ou melhorar sua qualidade de vida ao longo dos anos. A LS vem do termo em inglês health literacy, mas existem outras traduções utilizadas para o conceito, como literacia em saúde, letramento em saúde e até mesmo alfabetização em saúde.
A partir da relevância da temática, foram desenvolvidos inúmeros materiais especialmente para este curso. No total, cinco guias estão disponíveis como material de apoio à formação: um sobre autocuidado e literacia e outros quatro voltados para o manejo de doenças específicas, como hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal crônica e diabetes tipo 2. O curso disponibiliza ainda oito vídeos relativos às características das referidas doenças e suas formas de prevenção e controle, videoaulas e outros recursos educativos; além, é claro, do já citado guia principal sobre Autocuidado e Literacia para a saúde publicado pelo MS.