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Publicado em 24/02/2023

Escola Politécnica de Saúde receberá MV Bill em encontro de abertura do ano letivo 2023

Autor(a): 
Fabiano Gama

No dia 2 de março, às 14h, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (Epsjv) fará a cerimônia de abertura do ano letivo 2023 com uma programação especial. A Escola Politécnica vai receber o rapper, ator e ativista social MV Bill em um encontro para a aula inaugural.

O encontro, mediado pelo rapper e professor-pesquisador da Epsjv/Fiocruz, Flávio Paixão, terá como tema “Como a educação pode contribuir na vida das pessoas que vivem na periferia?”. O público, juntamente com o Mv Bill, irão debater como a educação pode contribuir na vida das pessoas que vivem na periferia.

A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio fica localizada na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro.

O evento contará com transmissão ao vivo pelo canal da Epsjv no Youtube.

Não percam!

Acessem abaixo o link de transmissão:

 

Publicado em 18/08/2022

Aula inaugural de especialização no enfrentamento da Covid e outras doenças virais

Autor(a): 
Fabiano Gama

No dia 19 de agosto, às 9h30, acontece a aula inaugural da especialização em Vigilância e Cuidado em Saúde no Enfrentamento da Covid-19 e de outras Doenças Virais e o 4º Webinário VigiEpidemia, com o tema “Evidências de pesquisas nos processos de trabalho e nas práticas cotidianas: para quê e como?”. O evento é online e será transmitido pelo canal no Youtube da Fiocruz Mato Grosso do Sul.

A aula contará com a participação do pesquisador de sistemas e políticas de saúde com enfoque na Atenção Primária à Saúde (APS) e Políticas Informadas por Evidências (PIE), Jorge Otávio Maia Barreto, e com a diretora do Departamento de Emergências em Saúde Pública (Demsp) do Ministério da Saúde, Daniela Buosi Rohlfs. Qualquer pessoa interessada pelo tema pode assistir.

Para participar acesse pelo canal no Youtube da Fiocruz Mato Grosso do Sul.

Publicado em 20/04/2022

Em aula inaugural sobre ‘questão indígena’, Fiocruz se filia à SBPC

Autor(a): 
Isabela Schincariol e Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias)*

A Fiocruz promoveu, em 19/4, a aula inaugural do seu ano acadêmico. O evento teve como destaque a conferência Duzentos anos da “questão indígena”, proferida pela antropóloga luso-brasileira Maria Manuela Carneiro da Cunha, uma referência nos estudos sobre etnologia e antropologia histórica e há décadas militante do direito dos povos indígenas do Brasil. Antes da aula inaugural, ocorreu a cerimônia de filiação da Fiocruz à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

"A filiação à SBPC é institucional, porque participantes somos desde a origem, e com muita satisfação", salientou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. Ela disse que foi uma alegria promover o ato no dia da aula inaugural da Fiocruz, primeiro evento semipresencial desde o início da pandemia de Covid-19, destacando ainda o retorno, gradual e seguro, dos estudantes aos campi da Fiocruz para aulas presenciais. Nísia ressaltou que o pesquisador emérito Renato Cordeiro, da Fiocruz, foi fundamental nesse processo, como conselheiro da SBPC, assim como a secretária regional da SBPC, Lígia Bahia. A presidente também destacou a importância de pensar nos jovens, tanto os pesquisadores quanto os trabalhadores da saúde. “Pensar nos jovens e no seu lugar na ciência, uma vez que estamos enfrentando um problema de evasão, não apenas de cérebros, mas de compromissos, afetos fundamentais para a ciência brasileira”.

Nísia sublinhou que “nosso trabalho tem como objetivo uma ideia central: a ciência e a saúde em defesa da democracia e da soberania. Por essa razão, acolhemos de forma especial nossos estudantes e docentes no dia de hoje e deixamos esta mensagem nesta aula inaugural que enfoca os povos indígenas: é preciso considerar a diversidade como um valor central para a construção de um país democrático e soberano”.

O presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro, que participou de forma virtual do encontro, elencou uma série de homenagens: ao incansável trabalho da Fiocruz em defesa da saúde e da ciência; à corajosa condução de Nísia à frente da instituição; ao professor Haity Moussatché, um dos pesquisadores da Fiocruz que sofreu com o rude golpe do Massacre de Manguinhos na década de 1970 e, especialmente, por ter sido um dos fundadores da SBPC e, portanto, representando a filiação celebrada entre as instituições; por fim, uma homenagem a Renato Balão Cordeiro, pesquisador da Fiocruz e conselheiro da SBPC, que se empenhou para o desenvolvimento da categoria "Sócios Institucionais da SBPC", resultando na filiação da Fundação.

O vice-presidente da SBPC, Paulo Artaxo Netto, lembrou que as trajetórias de ambas as instituições foram paralelas ao longo das décadas na luta pela ciência, saúde da população e pela redução das desigualdades sociais. No entanto, segundo ele, com foco em um prisma futuro, essa associação será extremamente importante para o país. "Não será uma tarefa fácil. Precisaremos muito mais do que estar associado. Todas as instituições que querem ver um Brasil mais justo, menos desigual, com mais saúde, mais ciência e mais educação precisarão trabalhar juntas, e devemos começar já! A SBPC está renovando suas forças para que, junto com a sociedade civil e a comunidade científica, possamos trabalhar na reconstrução de um Brasil melhor!", afirmou.

"Assinar essa filiação institucional significa que caminharemos juntos no sentido de enfrentarmos os desafios do presente e do futuro, entre os quais eu destaco a importância de pensarmos nos jovens", pontuou a presidente da Fiocruz. Assinaram o termo Renato Janine, Paulo Artaxo, Nísia Trindade e a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado. Segundo Nísia, "é simbólico termos a assinatura dessa vice na filiação, pois a educação, a informação e a comunicação são dimensões também do fazer científico da Fiocruz!".

Retorno presencial e permanência dos estudantes

A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Cristina Guilam, deu boas-vindas aos estudantes e anunciou o Auxílio à Permanência do Estudante, voltado aos alunos de pós-graduação de cursos stricto sensu. Segundo ela, esse é mais um importante passo da instituição no sentido da inclusão e do apoio ao discente em situação de vulnerabilidade. A ação integra uma ampla política – e um compromisso democrático – da Fiocruz relacionada a ações afirmativas.

Além de Cristina Guilam e de Nísia Trindade, a mesa de abertura da aula inaugural contou com a participação da vice-presidente Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, da presidente do Sindicato Nacional dos Servidores da Fiocruz (Asfoc-SN), Michelly Alves, e do vice-coordenador da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG-RJ) e doutorando do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Jacks Bezerra. Ele enalteceu os esforços dos alunos da casa que permaneceram estudando, pesquisando, exaltando a ciência brasileira e a Fiocruz e defendendo suas teses e dissertações em meio aos últimos dois anos de pandemia.

Cristiani Machado também saudou trabalhadores, docentes e especialmente os estudantes, afirmando que a Fiocruz está não somente de portas abertas, mas também de braços abertos para todos. E, de forma muito especial, para aqueles que passaram por todo seu curso de maneira virtual. "Vocês poderão estar conosco presencialmente para assistir às aulas de caráter eletivo, acompanhar as disciplinas... estaremos aqui para recebê-los", disse ela, entusiasmada.

Aula inaugural

Nísia introduziu a temática escolhida para a aula inaugural de 2022 da Fiocruz reforçando que povos e sociedades indígenas e tradicionais tiveram seus direitos garantidos pela Constituição brasileira de 1988, mas ainda precisam tê-los reconhecidos na prática: "A trajetória para a superação das desigualdades no Brasil considera a diversidade como um valor central a ser respeitado. Para que, de maneira efetivamente democrática, possamos trilhar o caminho de um outro futuro para o nosso país".

Autora de diversos livros e uma das grandes estudiosas da história e cultura dos povos indígenas no Brasil, Maria Manuela da Cunha é professora emérita da Universidade de Chicago, onde trabalhou, e dá aulas na Universidade de São Paulo. Ela fez um histórico da relação entre os europeus que chegaram às Américas e os povos indígenas, desde o período colonial aos dias de hoje. Segundo ela, a palavra “questão”, usada no título da aula inaugural, é no sentido de esse ser um tema que tem uma longa história, atravessando os últimos cinco séculos e tendo como ponto de partida os impactos da descoberta do continente.

“O achamento [descoberta] da América trouxe questões para a Igreja, o direito e a filosofia”, afirmou Maria Manuela. Ela citou o frei dominicano espanhol Francisco de Vitória como um dos primeiros defensores, ainda no século 16, logo depois da chegada dos navegadores europeus à América, dos direitos dos povos indígenas. O religioso teve uma pregação humanista, que questionou a legitimidade da conquista europeia das Américas, mesmo que fosse para combater o paganismo ou o canibalismo, e sustentava que os indígenas não eram seres irracionais. Para Vitória, os monarcas europeus e o Papa não tinham direito de controlar ou dividir as terras dos habitantes originais. Segundo o frei, como os espanhóis reagiriam se um grupo de indígenas chegasse ao seu país exigindo o controle do território e o dividindo?

A antropóloga ressaltou que uma das questões da época, a respeito da qual debatiam teólogos e filósofos, era sobre se os indígenas tinham alma e se eram seres humanos. A bula (documento) Sublimis Deus, emitida pelo Papa Paulo III em 1537, deixava claro que os índios são homens, capazes de compreender a fé cristã, e condenava a escravidão desses povos. A bula também abria caminho para a catequização dos povos das terras descobertas, a partir, no caso do Brasil, de 1549, quando começa de fato a colonização do território. Na época, outra questão discutida era como cotejar a existência dos povos indígenas com a Bíblia, já que não são mencionados nas Escrituras. Uma das possibilidades foi relacioná-los às tribos perdidas de Israel.

Do mesmo século 16, a conferencista citou o escritor, jurista e filósofo francês Michel de Montaigne, um humanista que usou a descoberta desses povos das terras ocidentais para criticar a França de sua época, que sofria em guerras religiosas fratricidas. Montaigne aproveitou o contato com três indígenas tupinambás levados à França para fazer um contraponto entre os seus compatriotas e suas instituições e os indígenas. “Montaigne chegou a conversar com eles, auxiliado por um empregado que havia estado no Brasil e serviu de intérprete no diálogo”. Curioso e sem um pingo de superioridade, o filósofo comentava que os indígenas permitiam enxergar o absurdo de certos hábitos e crenças da sociedade europeia.

Maria Manuela também descreveu as questões que surgiram após o início da colonização, quando três grupos de interesse distintos passaram a atuar nos territórios indígenas: a Coroa portuguesa, os missionários jesuítas e os novos moradores (os colonos). E essas relações se davam em constantes conflitos, que também eram agravados pela ação de outros europeus, como os franceses, que intencionavam fundar colônias no Brasil. Volta e meia algum povo indígena se aliava a algum grupo europeu para guerrear e conquistar territórios.

A professora discorreu ainda sobre a ação do marquês de Pombal, primeiro-ministro de Portugal que em 1755 proclamou a libertação dos indígenas em todo o Brasil. Em uma só decisão ele agiu contra os proprietários de indígenas escravizados e os jesuítas, que dirigiam a vida das comunidades indígenas nos aldeamentos. Outras iniciativas de Pombal foram as de proibir a discriminação aos indígenas e elaborar uma lei favorecendo o casamento entre eles e portugueses. Ele também criou o Diretório dos Índios, para substituir os jesuítas na administração das missões.

José Bonifácio, o Patriarca da Independência, também foi lembrado por Maria Manuela. Bonifácio tinha um projeto de integração dos índios à sociedade, por meio de catequese e educação. Para ele, essa integração seria feita pela mestiçagem, que tonaria possível a criação de uma cultura comum, na qual, de acordo com suas palavras, prevaleceria o elemento branco e civilizador.

Maria Manuela recordou a atuação dos positivistas, que no final do século 19 tanto inspiraram os líderes do movimento republicano. “Eles tinham ideias bastante incomuns para a época e chegaram a propor, na Assembleia Constituinte de 1891, que elaborou a primeira Constituição da República, a instalação do que chamaram de ‘Estados Confederados Ocidentais’, que seriam ocupados pelos povos indígenas. O objetivo era  garantir a esses povos a proteção do Governo Federal contra qualquer violência, contra os povos indígenas e seus territórios. E os territórios não poderiam ser atravessados sem o prévio consentimento dos indígenas, pacificamente solicitado e pacificamente obtido”. Para os positivistas, as populações indígenas estavam no primeiro estágio mental da Humanidade e por isso precisavam de amparo e proteção para que pudessem alcançar a civilização. O projeto, no entanto, não prosperou. Não faltavam, na época, vozes que defendiam o extermínio dos índios que resistissem ao avanço da “civilização”.

Um pouco mais tarde, em 1910, foi criado o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), vinculado inicialmente ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, e que depois passou pelo Ministério do Trabalho (1930-34), o Ministério da Guerra (1934-39), por meio da Inspetoria de Fronteiras, voltou ao Ministério da Agricultura (1940) e depois passou a integrar o Ministério do Interior até sua extinção, por corrupção, em 1967. Poucos anos depois da criação do Serviço, o Código Civil de 1916 estabeleceu a relativa incapacidade jurídica dos indígenas e o poder de tutela do SPI (da mesma forma que eram tutelados os adolescentes e as mulheres casadas). Era então corrente a ideia de que os indígenas eram seres em estado transitório, destinados a tornarem-se trabalhadores rurais ou proletários urbanos. Essa noção de tutela dos indígenas só foi abolida em 2002, com o novo Código Civil.

Maria Manuela encerrou sua conferência afirmando que os povos indígenas “não são o passado, e sim o futuro”. Segundo ela, todos os estudos recentes mostram que as áreas de florestas controladas por povos indígenas são as mais preservadas, no Brasil e no mundo, como também atestam os documentos dos painéis sobre mudanças climáticas da ONU. “A agricultura e o cultivo da terra feito pelos indígenas já eram modernos séculos atrás. E estima-se que cerca de 10% da Floresta Amazônica tenha origem antropogênica, ou seja, cerca de 700 mil quilômetros quadrados. É muita terra”. Ela citou ainda o arqueólogo Eduardo Neves, que ao rebater críticas de que os indígenas não construíram nenhuma obra de impacto disse que “a Floresta Amazônica é a nossa pirâmide”.

Ao final da aula inaugural, foram sorteados livros da coleção Saúde dos Povos Indígenas, da Editora Fiocruz. Confira a íntegra do evento: 

 

*Colaboração: Ciro Oiticica (Agência Fiocruz de Notícias)

*Imagem: Peter Ilicciev (Fiocruz)

Publicado em 12/04/2022

Aula inaugural da Ensp alerta para a grave situação de insegurança alimentar no Brasil

Autor(a): 
comunicação Ensp/Fiocruz

Panorama e perspectivas para a segurança e soberania alimentar no Brasil: Por que voltamos ao mapa da fome? Será o tema da aula inaugural da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), no dia 13 de abril, às 14h. Nela, o professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), Renato Maluf, falará sobre o retorno do Brasil ao mapa mundial da fome e a situação de insegurança alimentar para mais da metade da população brasileira. O evento, que será transmitido pelo canal da Ensp/Fiocruz no Youtube, terá a como debatedora a professora Juliana Casemiro, do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (INU/Uerj).

No Brasil, um inquérito recente (2021) , realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), mostrou que menos da metade da população brasileira (44,8%) encontra-se em situação de segurança alimentar, ou seja, possuem acesso regular a alimentos seguros e nutritivos o suficiente para proporcionar crescimento e desenvolvimento que levem a uma vida ativa e saudável. O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil mostrou que, no país, em pleno contexto pandêmico, aproximadamente 117 milhões de brasileiros (ou 55,2% da população) conviviam com algum grau de insegurança alimentar. Destes, 19 milhões (ou 9% da população brasileira) se encontravam em situação de insegurança alimentar grave, ou seja, conviviam com a fome. O Inquérito mostrou, ainda, as diferenças regionais e relacionadas à condição do domicílio (rural ou urbana, com agravamento da situação nos domicílios rurais, particularmente aqueles situados em áreas com escassez de água).

As complexas interações entre as crises alimentar e climática, em plena pandemia de Covid-19, geraram uma situação de “crise de crises” que muitos autores têm se referido como uma sindemia global, ou seja, uma sinergia de pandemias coexistindo no mesmo tempo e espaço, interagindo entre si e tendo como determinantes fatores sociais, culturais, históricos e políticos comuns.

“Os custos sociais da sindemia global são extensos e afetam desproporcionalmente a população, principalmente os mais pobres, e os países, sobretudo aqueles marcados pela grande concentração de riqueza e com consequente agravamento das desigualdades sociais e de saúde. Por este motivo, pensar, planejar e executar as estratégias para o enfrentamento da sindemia de Covid-19 – com destaque para as crises alimentar e climática – requerem um esforço integrado que envolva diferentes atores, em diferentes espaços e setores, para o desenvolvimento de ações articuladas que aproximem o local do global, a academia dos movimentos sociais, o governo dos cidadãos, construindo coletivamente caminhos, respostas, e soluções inovadoras que sejam, ao mesmo tempo, sustentáveis e promotoras de justiça social. Debateremos, juntos, a construção dessa agenda de enfrentamento na aula inaugural da ENSP”, afirmou o diretor Marco Menezes.

A mesa de abertura terá presença do diretor da Ensp, Marco Menezes; pela vice-diretora de Ensino, Enirtes Caetano Prates Melo; pela coordenadora geral de Educação da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Maria Cristina Rodrigues Guilam; e por representantes do Fórum de Estudantes da Fiocruz. 

Publicado em 21/03/2022

Aulas inaugurais da Fiocruz 2022: confira lista de atividades*

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)*

Confira a relação de aulas inaugurais promovidas por unidade e programas de pós-graduação da Fiocruz, que serão realizadas nas próximas semanas. Acesse também as aulas que já aconteceram e estão disponíveis em seus respectivos canais de divulgação.  

23/3 - 18h - Fiocruz Paraná
Recriando o cérebro humano em laboratório
Palestrante: Alysson Muotri, do Departamento de Pediatria e Medicina Molecular Celular do Hospital Infantil Rady, da Califórnia (EUA)
Transmissão pelo Zoom

23 a 25 de março - INI de Portas Abertas (INI/Fiocruz)
Série de atividades que contemplam palestras, apresentações dos cursos e dos trabalhos científicos dos alunos de Pós-Graduação Stricto sensu e Lato sensu do INI
Confira a programação e faça a sua inscrição na página do INI para participar

25/3 - 9h - Instituto Oswaldio Cruz
Juventude de um homem e gênese de um cientista: Louis Pasteur & Oswaldo Cruz - Ano do bicentenário de Pasteur e sesquicentenário de Oswaldo Cruz 
Palestrante: Daniel Raichvarg, professor universitário emérito e presidente honorário da Sociedade Francesa de Ciências da Informação e Comunicação, e de Ademir Martins Jr., vice-diretor de Ensino. A mediação será realizada pela diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge, e pelo vice-diretor de Ensino, Paulo D’Andrea.ecriando o cérebro humano em laboratório Transmissão 
Transmissão pelo canal do IOC no Youtube

28/3 a - 1°/4 - Semana de abertura do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Fiocruz)
Transmissão das atividades abertas ao público pelo canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz
Confira a programação completa em https://ppgics.icict.fiocruz.br/semana-de-abertura-ppgics-20221

31/3 - 14h30 - mestrado profissional em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (COC/Fiocruz)
Território e patrimônios na Pequena África carioca
Palestrante: Monica Lima e Souza (Laboratório de Estudos Africanos da UFRJ)
Transmissão pelo facebook da Casa de Oswaldo Cruz

1º/4 - 10h - Fiocruz Pernambuco
Perspectivas e Desafios para a Saúde Pública na América Latina no cenário pós-pandêmico
Palestrante: Jarbas Barbosa da Silva Jr., assistente diretor da Opas
Trsansmissão pelo canal da Fiocruz Pernambuco no Youtube

1°/4 - 9h - Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (COC/Fiocruz)
Revolução de 1817 na imprensa da época da Independência e do Império: da Corte a Pernambuco (1821-1889)
Palestrante: Luiz Carlos Villalta (professor titular de História do Brasil e Prática de Ensino de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG e titular da Unesco/UFMG-DRI
Transmissão pelo facebook da Casa de Oswaldo Cruz

4/4 - 13h - ICTB
One Health e Cooperação Internacional em Saúde
José Luís Passos Cordeiro, doutor em Ecologia pela UFRGS e pesquisador da Fiocruz; e Cecilia Siliansky de Andreazzi, doutora em Ecologia pela USP. Desenvolve pesquisas na interface entre ecologia e saúde na Fiocruz. Ambos são integrantes da Plataforma Internacional para CTI em saúde e atua no Laboratório Setorial de One Health e Global Health na Universidade de Aveiro, Portugal
Transmissão pelo Zoom. ID da reunião: 851 3831 2033. Senha de acesso: 307358

4/4 - 10h -  curso de Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência (COC/Fiocruz)
Divulgação científica e avaliação das fontes de informação: como educar sobre o tema?
Palestrante: Mônica Macedo (Paris 8)
Transmissão pelo facebook da Casa de Oswaldo Cruz

19 de abril - 9h30 - Aula Inaugural Fiocruz
Palestrante: Manuela da Cunha, antropóloga, referência nos estudos sobre etnologia e antropologia histórica 
Transmissão pelo canal da Fiocruz no YouTube

Veja também aulas já realizadas em 2022 que estão disponíveis para acesso:

14/3 - 10h - Casa de Oswaldo Cruz (COC)
Negacionismo científico e divulgação da ciência
Palestrante: Alyne de Castro Costa, da PUC-Rio , e Renan Gonçalves Leonel da Silva, do ETH Zürich. 
Assista o  vídeo, disponívem no Facebook da COC

9/3 - Farmanguinhos
A Química Medicinal no Século XXI: Onde está e para onde vai
Palestrante: Rui Ferreira  Moreira, professor de Química Farmacêutica e Terapêutica, é licenciado em Ciências Farmacêuticas e doutor em Farmácia pela Universidade de Lisboa, Portugal. Atua no Departamento de Ciências Farmacêuticas e do Medicamento da Universidade de Lisboa

 

 

 

*com informações de Leonardo Azevedo (CCS) e Max Gomes (IOC/Fiocruz)

** matéria publicada em 11/3 e atualizada em 14/3 e 21/3

Publicado em 03/03/2022

Farmanguinhos inicia ano acadêmico com palestra de especialista português

Autor(a): 
Isabela Schincariol

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) vai realizar, em 9 de março, às 9h, a aula inaugural "A Química Medicinal no século XXI".

A atividade, que dará início ao ano acadêmico da unidade, será proferida por Rui Ferreira Moreira, integrante do Departamento de Ciências Farmacêuticas e do Medicamento da Universidade de Lisboa, Portugal. O encontro será transmitido pelo canal de Farmanguinhos no youtube e emitirá certificado aos participantes. 
 

Publicado em 12/11/2021

Atenção primária: mestrado profissional realiza aula aberta com especialista português. Assista!

Autor(a): 
Informe Ensp*

O mestrado profissional em Atenção Primária à Saúde com ênfase na Estratégia de Saúde da Família acaba de iniciar sua quinta turma. A aula inaugural foi proferida pelo médico, especialista na área e representante do Ministério da Saúde de Portugal Luis Pisco, que falou sobre as lições aprendidas com a pandemia de Covid-19 e os cuidados de saúde primários em seu país. O curso é desenvolvido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMSRJ). O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do Oitics no Youtube. Assista abaixo.

A cerimônia contou com a participação do secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz; da vice-diretora de Ensino da Ensp, Enirtes Caetano Prates Melo; e das coordenadoras do Mestrado Profissional, Elyne Engstron e Adriana Coser, que também é coordenadora adjunta das Residências em Saúde da Fiocruz. 

APS e Covid-19

Em sua apresentação, Pisco destacou que a pandemia de Covid-19 prejudicou física, mental, econômica e socialmente a vida de muitas pessoas e colocou uma pressão intensa nos sistemas de saúde. “Para enfrentar com eficiência esses desafios, a política de saúde não pode concentrar-se apenas em vírus e hospitais. Muito foco foi colocado na ampliação das capacidades hospitalares. No entanto, a pandemia também afeta profundamente a saúde das pessoas que não estão infectadas”, ponderou Pisco.

Ele lembrou ainda da necessidade dos sistemas de saúde continuarem se adaptando para lidar com esta pandemia, além da importância de adotar uma estratégia abrangente para lidar com todas as necessidades de saúde física, mental e social das populações afetadas direta ou indiretamente pela Covid-19.

Segundo Pisco, a crise de Covid-19 demonstra a importância de colocar a Atenção Primária à Saúde no centro dos sistemas de saúde, tanto para gerir um aumento inesperado da procura, como para manter a continuidade dos cuidados para todos. "Um forte atendimento na APS - organizado em equipes multidisciplinares e com funções inovadoras para profissionais de saúde, integrado com serviços de saúde comunitários, equipados com tecnologia digital e trabalhando com incentivos bem planejados - ajuda a fornecer uma resposta bem-sucedida do sistema”, detalhou ele. 

Pisco traçou o cenário português durante a pandemia de Covid-19, e comentou a suspensão, retomada e incentivo ao retorno das atividades no país. "A vacinação em Portugal começou em dezembro de 2020 e atualmente está com 85% da população completamente vacinada contra a Covid-19. Em setembro deste ano o país retomou as atividades presenciais nas Escolas e comemora que os casos da doença em jovens continuam diminuindo, mesmo após mais de um mês do início das aulas. 

 

*com informações de Isabela Schincariol

Publicado em 14/04/2021

Participe de aulas inaugurais de cursos e programas de pós da Fiocruz em abril

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

As unidades da Fundação Oswaldo Cruz que oferecem cursos de pós-graduação seguem realizando aulas e palestras para iniciar o ano letivo 2021. Muitos são os temas que já foram tratados em aulas que ocorreram no mês de março. Agora, é a vez do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), em 15/4, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arou (Ensp/Fiocruz), em 19/4, e da Fiocruz Ceará, em 22/4. Todas contam com transmissão virtual. Confira os temas e acompanhe os debates online.

A resposta brasileira à pandemia - 15 de abril – 14h

O Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), vai realizar, em 15 de abril, sua aula inaugura 2021, cujo tema será “A resposta brasileira à pandemia”, com palestra da professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) Deisy de Freitas Lima Ventura.

O encontro está marcado para às 14h e será transmitido pelo canal da Fiocruz Minas no Youtube.

Um ano depois, a trajetória de uma pandemia: o que fizemos e para onde vamos – 19 de abril – 9h

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca realizará, em 19 de abril, a aula inaugural “Um ano depois, a trajetória de uma pandemia: o que fizemos e para onde vamos”. O ex-presidente, Professor Emérito da Fiocruz e diretor do Centro de Relações Internacionais da instituição (Cris/Fiocruz), Paulo Buss, o pesquisador da ENSP, Paulo Nadanovsky e o ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Curi Hallal serão os expositores do encontro.

A aula virtual, marcada para às 9h, dá início ao Seminário de Ensino da Escola, que acontece nos dias 19 e 20 de abril e debaterá aspectos relacionados à educação, como os desafios do ensino remoto na pós-graduação e os cenários de prática no contexto da pandemia.

Tanto a aula inaugural como o Seminário serão transmitidos pelo canal da Ensp no Youtube.

UBUNTO - Eu sou porque Nós somos – 22 de abril – 9h30

A Fiocruz Ceará realizará, em 22 de abril, a aula UBUNTU, Eu sou porque Nós somos. Em meio à crise mundial enfrentada, o conceito de humanidade merece reflexão e a filosofia do UBUNTU remete à ideia de que uma existência está diretamente conectada a outra, enfatizando a necessidade de união e consenso.

A aula inaugural será ministrada pelo professor e coordenador de Estratégias de Integração Regional e Nacional da Fiocruz, Wilson Savino. O encontro terá ainda a presença do coordenador geral da Fiocruz Ceará, Dr. Carlile Lavor, e com o secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Inácio Arruda. A coordenadora da Câmara de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz Ceará, Carla Celedônio fará a abertura do evento.

A aula será transmitida pelo canal do Youtube da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece).

Confira também aulas inaugurais já realizadas durante os meses de março e abril de 2021

+ Aula Inaugural Fiocruz: Com ciranda, rima e poesia, Fiocruz dá início ao ano letivo 2021

Veja mais:

+Programas de Residências em Saúde Fiocruz - Fiocruz promove integração de novos alunos

+Instituto Leônidas e Maria Deane - Aula inaugural da Fiocruz Amazônia aborda pandemia de Covid-19 no Brasil e na Amazônia

+Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde - Semana de abertura do Ensino no Icict - Nos tempos da espanhola: a gripe bailarina de 1918 e o Brasil de 2020

Aula inaugural
Mesa 1 - 35 anos do Icict e 12 anos do PPGICS
Mesa 2 - Comunicação, informação e divulgação científica
Mesa 3 - Comunicação, informação e racismo

+Aula Inaugural Fiocruz Bahia - A produção científica sobre Covid-19 e as desigualdades sociais

+Casa de Oswaldo Cruz - Negacionismo e revisionismo ideológico, o conhecimento histórico em xeque

+Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) - Covid-19: ecos de epidemias passadas
 

Publicado em 08/04/2021

Com ciranda, rima e poesia, Fiocruz dá início ao ano letivo 2021

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Para inspirar e esperançar, a Fundação Oswaldo Cruz trouxe para a abertura do ano letivo 2021 as inúmeras representações dos ‘Brasis’ em forma de rima, prosa e verso. O artista pernambucano Antonio Nóbrega proferiu a palestra-recital “Brasil Brasis”, permeada por histórias e canções, acompanhado virtualmente por centenas de pessoas. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, comentou a escolha do tema apontando que Nóbrega é mais do que um artista, “ele é um grande pensador do Brasil. Este é um momento de reinvenções e a arte é uma das formas de pensar os caminhos da sociedade como um todo”, disse ela.   

Nísia manifestou profundo pesar pelas inúmeras vidas perdidas em decorrência da Covid-19 e lamentou o fato de os números expressarem a dramaticidade do momento que o país está vivendo. Ela anunciou que, a partir deste ano, as aulas inaugurais da Fiocruz sempre acontecerão em sete de abril, Dia Mundial da Saúde, como uma forma de destacar a importância dos estudantes – de pós-graduação e formação técnica – refletirem sobre os grandes temas da saúde e saúde coletiva. Ela leu uma carta de homenagem da presidência ao Dia Mundial da Saúde, que pode ser acessada aqui.

Receber os alunos traz esperança e fortalece os valores que guiam a Fiocruz

Além da presidente da Fiocruz, a mesa de abertura da cerimônia contou com a participação da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, da Coordenadora-Geral de Educação, Cristina Guilam, da presidente da Asfoc-SN, Mychelle Alves, do representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG) Richalls Martins, e do sociólogo, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) e professor UFRJ, André Botelho, que é amigo pessoal de Nóbrega e foi o responsável por apresentá-lo durante a aula.

Cristina Guilam rememorou a aula inaugural do ano passado, ocorrida em março, quando se deu o início das restrições impostas pela pandemia no Brasil, apontando que “aquela foi a primeira experiência de uma conexão virtual mais ampla. De lá pra cá nos assustamos muito, mas também aprendemos muito”, enfatizou ela, ressaltando o trabalho incansável de todos os integrantes da área de educação da Fundação. Cristina citou Paulo Freire dizendo que “não existe ensinar sem aprender” e lembrou que esse grande educador completaria 100 anos em 2021.

A vice-presidente, Cristiani Vieira, frisou os desafios que vêm sendo enfrentados pelos trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente de combate à Covid-19, “com dedicação integral, exaustos, porém persistindo no seu trabalho”. Segundo ela, receber os alunos é sempre muito especial, mas, “neste momento em particular, traz muita esperança para nós, pois a Fiocruz tem trabalhado para contribuir em todas as frentes, fortalecendo valores que nos guiam, como a defesa da ciência, o direito à vida e à saúde, à educação de qualidade, e na busca por uma sociedade menos desigual e mais justa. Sigamos juntos nessa ciranda pela vida!”.   

Para Richalls Martins,“neste momento em que todos estamos devastados pela tristeza, dor e luto pelo recorde de mortes causadas pela Covid-19, poder nos reinventar e ressignificar a vida com arte é uma forma de sustentação”. Já Mychelle convidou os participantes a refletirem sobre o desafiador cenário brasileiro de educação, abordando aspectos como falta de acesso à internet, perda de aprendizagem, evasão escolar, além da necessidade de ampliação de orçamento para a ciência e tecnologia no país.

Antonio Nóbrega, uma referência em cultura tradicional brasileira

Por meio de seus versos, prosas, poesias e canções, Antonio Nóbrega percorreu séculos, manifestações e correntes populares que surgiram e influenciaram a cultura de nosso país. Ele abordou questões históricas, mas trouxe também muitas histórias de raízes populares que vivem e mexem com o imaginário brasileiro. 

Passando pelo jongo, xote, coco, baião, tambor de crioula, samba, xaxado, ciranda, frevo e inúmeros outros gêneros e formas da poesia brasileira, o multifacetado artista discorreu sobre as construções e representações simbólicas da cultura brasileira, enalteceu suas raízes e força. Com os versos de uma embolada, Antônio Nóbrega encerrou sua apresentação defendendo a necessidade compartilhar ideias, defender ideais e ajudar uns aos outros com o manifesto musical em formato de ciranda: “Ninguém solta a mão de ninguém”. 

“Uma onda diz vai, vai. Outra onde diz vem, vem.
E de mãos dadas vão e voltam. Ninguém solta a mão de ninguém.
Nossa ciranda, da maré é um movimento. Em tempos de isolamento a ciranda vai rodar.
E vai fazer entre nós mais uma ponte. Alargando o horizonte, dos sertões até o mar.
Nossa ciranda faz a onda, faz um laço. E no mundo dá um abraço, e abraçada vai lutar
Contra o racismo, flagelo da humanidade. Pela luz, fraternidade, pelo mundo vai rodar.
Dança no passo, da ciência pro futuro. Não dá mão ao obscuro, aos que negam o benvirá.
E essa dança que nasceu em uma praia ganha o mundo, se espalha, está em todo lugar…”

É importante registrar que Antonio Nóbrega possui um grande conjunto de literatura de cordel com cerca de seis mil exemplares, disponível no “Acervo Brincante de Literatura de Cordel – Coleção Antônio Nóbrega”. Parte das obras, quase 300 publicações que já são de domínio público, estão disponíveis em acesso aberto no portal http://acervoantonionobrega.com.br/

Confira o encontro na íntegra:

 

 

 

 

 

 

 

 

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Publicado em 30/03/2021

Aula inaugural abordará reflexões sobre temas culturais do Brasil

Autor(a): 
Roberta Costa (CCS/Fiocruz)

Brasis Brasil é o tema da  Aula Inaugural da Fiocruz 2021, com apresentação do artista e músico Antonio Nóbrega. O artista fará um misto de palestra e recital para apresentar reflexões sobre temas culturais brasileiros, como diversidade e unidade cultural, a cultura erudita e a popular e a conexão entre cultura popular e a cultura globalizada. O evento ocorre no dia 7 de abril - Dia Mundial da Saúde -, a partir das 9h30, com transmissão pelo canal da Fiocruz no Youtube. A abertura do ano letivo contará com tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Nascido em Recife, Antonio Carlos Nóbrega é conhecido pela sua capacidade de expressar a pluralidade da cultura popular brasileira por meio de diversas linguagens artísticas. Divulgando sua arte por diversos países, o artista é um grande estudioso da música, dança, literatura e arte cênica. Nóbrega ajudou a implantar o Departamento de Artes Corporais na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Teatro Escola Brincante, em São Paulo, com cursos e oficinas para artistas populares.

Confira a programação
 

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