Como os saberes da agroecologia se relacionam com a saúde? Na 13ª edição do Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), que reuniu cerca de 6 mil participantes em Juazeiro, na Bahia, a convivência com os territórios, a valorização dos saberes ancestrais e a produção de alimentos saudáveis foram apontados como caminhos para garantir saúde e enfrentar a crise climática.
É possível construir uma relação de equilíbrio com a terra ao fortalecer este outro “agro”, que é também interlocução, inovação, justiça ambiental e produção de vida. A reportagem de capa mostra que é preciso não somente defender modos de produção de alimentos que respeitem o ambiente, mas também proteger a vida das pessoas que tradicionalmente vivem e cuidam dos territórios.
Outra matéria de destaque na edição aborda a necessidade de fechamento dos manicômios judiciários e hospitais de custódia, bem como a construção de alternativas que substituam esse modelo perverso pelo cuidado com dignidade na Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do SUS. Na edição, você confere ainda: calendário da Fiocruz Pernambuco retrata cenas do SUS em arte popular; Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) capacita profissionais de saúde há 15 anos; onda de feminicídios chama atenção para a crescente violência de gênero.
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#ParaTodosVerem Imagem de uma bandeira com diversas frutas e flores bordadas, no centro está escrito: Sem agroecologia não há saúde, convivência com territórios e alimentos saudáveis são alternativas à crise climática.
No dia 27 de janeiro, o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) realiza o webinário Doenças Tropicais Negligenciadas no Brasil — Desigualdades Persistentes e Desafios para as Políticas Públicas de Saúde, em alusão ao Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, celebrado em 30 de janeiro. O evento acontece das 10h às 12h, com transmissão pelo canal da Vídeo Saúde, reunindo pesquisadores, gestores públicos e representantes de movimentos sociais para discutir avanços, limites e perspectivas no enfrentamento dessas enfermidades no país.
Historicamente associadas à pobreza, às desigualdades sociais e à exclusão do acesso a serviços de saúde, as doenças tropicais negligenciadas expressam de forma contundente os desafios estruturais do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar dos avanços nas áreas de pesquisa, vigilância epidemiológica e formulação de políticas públicas, persistem obstáculos relacionados ao cuidado integral, à sustentabilidade das ações e ao enfrentamento do estigma e da discriminação que afetam pessoas e comunidades atingidas.
A abertura do evento será realizada pelo coordenador do CEE-Fiocruz, Rômulo Paes de Sousa. A mesa será moderada por Alda Cruz, vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, e por Tânia Fonseca, coordenadora das atividades do Programa Brasil Saudável na instituição. Como palestrantes, participam a ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, pesquisadora do CEE-Fiocruz, que abordará o contexto histórico, social e político das doenças tropicais negligenciadas no Brasil, e a sanitarista Patrícia Werlag, assessora técnica do Departamento de Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, que apresentará as estratégias intersetoriais do Programa Brasil Saudável.
O debate contará ainda com a participação da jornalista Pollyane Medeiros, coordenadora do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Jaboatão/PE, e líder do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN), trazendo a perspectiva das pessoas afetadas, com foco em direitos, cuidado e enfrentamento do estigma. Ao final, haverá espaço para perguntas das moderadoras e do público, reforçando a proposta de escuta qualificada e diálogo plural.
Ao promover este encontro, o CEE-Fiocruz reafirma seu compromisso com a equidade, os direitos humanos e o fortalecimento do SUS, contribuindo para uma reflexão crítica e integrada sobre os caminhos necessários para a superação das doenças tropicais negligenciadas no Brasil.
Webinário Doenças Tropicais Negligenciadas no Brasil — Desigualdades Persistentes e Desafios para as Políticas Públicas de Saúde
Data: 27 de janeiro
Horário: 10h às 12h
Transmissão: Canal da Vídeo Saúde
Realização: Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz)
Nosso autor do Sextas de Poesia é Guimarães Rosa, escritor da alma do sertão. Com seu lirismo regional, é um recriador da linguagem e inventor de mundos.
O poema escolhido para ilustrar o Sextas faz parte de "Ave, palavra”, livro póstumo de Guimarães Rosa, lançado em 1970, três anos após a morte do autor. A publicação mistura poesia, releitura de conto de fadas e uma declaração de amor a Minas Gerais.
Autor do clássico brasileiro “Grande Sertão: Veredas”, Guimarães Rosa foi um dos mais importantes escritores do movimento modernista de literatura. Sobre o amor, ele dizia "O amor tenteia de vereda em vereda, de serra em serra... o amor, mesmo, é a espécie rara de se achar...".
#ParaTodosVerem Ilustração do rosto de uma mulher com os olhos fechados, ela possui sobrancelhas e cabelos escuros, acima da sua cabeça e misturado com o seu cabelo, há flores e pássaros coloridos, no centro do banner um poema de Guimarães Rosa: "Ave, Palavra":
Amar é a gente querer se
abraçar com um pássaro
que voa.
O último domingo de janeiro é o dia em que celebra-se o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, data que coincide com o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, campanhas que marcam o mês de janeiro pelo movimento "Janeiro Roxo", que visa conscientizar e alertar sobre a doença, sua cura, a importância do diagnóstico precoce e tratamento gratuito pelo SUS para evitar sequelas e estigma.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, bactéria que afeta a pele, os nervos periféricos, olhos e mucosa nasal. Seus sintomas incluem manchas claras ou avermelhadas com alteração de sensibilidade, dormências e fraqueza muscular. Se não tratada precocemente, pode levar a incapacidades físicas permanentes. Carregando ainda mitos e estigma, a hanseníase está fortemente relacionada a condições econômicas, sociais e ambientais desfavoráveis. Sua alta endemicidade compromete a interrupção da cadeia de transmissão, tornando-se imprescindível a incorporação de ações estratégicas que visem garantir o atendimento integral às pessoas acometidas pela doença. Por isso, a campanha busca informar a população sobre os sinais e os sintomas da doença, como manchas na pele com perda de sensibilidade, dormência e fraqueza muscular, além de reforçar que o tratamento é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
Ministério da Saúde divulga análise das incapacidades provocadas pela hanseníase no Brasil
O documento Inquérito das Incapacidades na Hanseníase no Brasil 2022 a 2024, divulgado em outubro de 2025, reúne informações detalhadas sobre as condições de saúde, deficiências e incapacidades físicas relacionadas à hanseníase. Os dados foram coletados a partir do Inquérito Populacional realizado no Brasil com pacientes de hanseníase diagnosticados no período de 2015 a 2019 que receberam alta por cura. O inquérito proporciona uma visão abrangente a respeito dos efeitos no pós-alta da doença nesse período.
+Acesse aqui a análise das incapacidades provocadas pela hanseníase no Brasil
+Confira todas as orientações do Ministério da Saúde sobre a hanseníase.
Fiocruz oferece curso de enfrentamento ao estigma e discriminação
O diagnóstico da hanseníase é, geralmente, acompanhado pelo preconceito da sociedade, visto que ela é crônica e transmissível. Entretanto, a discriminação relacionada a condições de saúde acontece também nos serviços de saúde, reforçando a exclusão, e, sobretudo, causando sofrimento aos pacientes. Por isso, o Campus Virtual Fiocruz oferece o curso Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde, que visa qualificar profissionais no enfrentamento ao estigma no contexto da atenção à saúde de diversos grupos sociais. O curso é voltado a profissionais da saúde e estudantes, mas também está aberto a todos os interessados no tema.
O curso é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Sua elaboração nasceu da necessidade de sensibilizar e instrumentalizar profissionais de saúde que estão na ponta do atendimento, visando atualizar, aprimorar e qualificar suas práticas, construções sócio-históricas que acontecem durante o processo de trabalho e por meio da interação entre tais profissionais e os usuários dos serviços de saúde. É nessa interação que nascem também aspectos relacionados ao estigma e à discriminação, os quais, como já é sabido, promovem a exclusão social e, ao mesmo tempo, podem produzir consequências negativas que resultam em interações sociais desconfortáveis. Tais fatores são limitantes e também podem interferir na adesão ao tratamento das doenças e qualidade de vida, perpetuando, assim, um ciclo de exclusão social, que, ao mesmo tempo, reforça situações de discriminação, bem como a perda do status do indivíduo, aumentando a vulnerabilidade de pessoas e populações.
Conheça a organização do curso, separado em três macrotemas divididos em cinco módulos, com 17 aulas:
Bases conceituais:
Módulo 1 - Bases conceituais
Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas - Normas e legislações:
Módulo 2 - Estigmas relacionados a algumas doenças
Módulo 3 - Estigmas relacionados a práticas ou comportamentos
Módulo 4 - Estigmas relacionados a condições específicas
Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação
Módulo 5 - Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação nos serviços de saúde
A Associação Brasileira de Saúde (Abrasco) e a Fiocruz, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), tornam pública a abertura doas inscrições para a Turma 6 do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde), em Rede Nacional.
O programa oferece 600 vagas distribuídas em 45 Instituições de Ensino Superior (IES) de todas as regiões do país, com atividades gratuitas, carga horária de 975 horas e duração prevista entre 18 e 24 meses.
Período de inscrições será de 5 de janeiro a 6 de março de 2026.
Fortaleça sua atuação na Atenção Primária à Saúde e faça parte da nova turma do ProfSaúde!
Para ampliar a representação feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), a Fiocruz promove, nos dias 28 e 29 de janeiro, o II Seminário STEM na Saúde. O evento ocorrerá no Salão de Conferências do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, e terá formato híbrido, permitindo participação presencial e online. Com o objetivo de debater e incentivar a inclusão de mulheres nesses campos estratégicos, a programação incluirá palestras e debates com pesquisadoras e especialistas. A iniciativa reforça o compromisso da Fiocruz com a equidade de gênero na ciência e na saúde pública.
O seminário, desenvolvido no âmbito do projeto STEM na Saúde: Mentoria para a Promoção da Equidade de Gênero na Ciência, Tecnologia e Inovação, é uma iniciativa do programa Mulheres e Meninas na Ciência (PMMC), da Coordenação de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz). O evento conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A programação do II Seminário contempla a apresentação e o debate de temas centrais para a instituição, incluindo desigualdades regionais, impactos das políticas públicas voltadas à promoção da equidade de gênero e raça na ciência e tecnologia, experiências de mentoria e estratégias de apoio à formação de futuras cientistas.
O II Seminário é mais uma articulação da Rede Nacional STEM na Saúde, coordenada pela Fiocruz. Presente em todo o país, a Rede abrange ações de formação que vão desde a educação básica até a pós-graduação, articulando pesquisa, educação, informação, comunicação pública da ciência e da saúde e divulgação científica. Com foco em estudantes de periferias urbanas, meninas negras, quilombolas e indígenas, a Rede busca enfrentar desigualdades históricas no acesso, na permanência e na progressão de meninas e mulheres na ciência. Essa é a primeira experiência integrada da Fiocruz em rede colaborativa com outras instituições do país, consolidando o STEM na Saúde como uma iniciativa estruturante para a promoção da equidade em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).
Foco na ciência
Esta segunda edição do seminário marca um momento histórico para a iniciativa já que vai reunir todas as bolsistas da Rede, além de 113 pesquisadoras-mentoras. “Mais do que promover a inclusão, o evento visa diminuir a sub-representação, quebrar barreiras históricas, construir equidade e moldar o futuro da ciência com a diversidade que a sociedade exige”, diz a coordenadora de Divulgação Científica da VPEIC, Cristina Araripe. A pesquisadora salienta que, um dos resultados do encontro, é o fortalecimento de “uma poderosa rede de formação e acompanhamento de trajetórias científicas em diferentes territórios do país”.
Serviço
II Seminário STEM na Saúde
Data: 28 e 29 de janeiro de 2026
Horário: 9h às 16h30
Local: Salão de Conferências do CDHS/COC/Fiocruz, Campus Manguinhos, RJ
Formato: Híbrido (presencial e por videoconferência síncrona)
Transmissão aberta: Canal da VideoSaúde no YouTube
Realização: Fiocruz, com apoio do CNPq e MCTI
A partir de 25 de janeiro a 23 de fevereiro de 2026, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) estará com inscrições abertas para a Pós-Graduação Lato Sensu em Ciência, Arte e Cultura na Saúde 2026. O curso, criado em 2010, tem um caráter interdisciplinar, multidisciplinar e inovador,com objetivo de qualificar profissionais que queiram trabalhar na interface de 'ciênciarte', cultura e saúde, desenvolvendo novas práticas pedagógicas com fundamentação teórica, fortalecendo, assim, as políticas de humanização, promoção da saúde e de práticas integrativas e complementares na saúde, do SUS.
Os candidatos podem apresentar formação superior nas áreas de educação, artes, cultura e saúde que atuam ou desejam aturar de forma integrada entre esses campos. A carga horária é de 510 horas, sendo 375 horas equivalentes às disciplinas obrigatórias e 135 horas relacionadas ao Trabalho de Conclusão de Curso. Serão oferecidas 10 vagas.
A duração mínima do curso será de 12 meses e máxima de 24 meses, contados a partir do mês/ano da matrícula inicial no curso até o mês/ano da efetiva defesa do Trabalho de Conclusão de Curso. Os nove primeiros meses são dedicados as aulas teórico-práticas, às segundasfeiras e às quartas-feiras, das 9h às 17h, e o restante, à elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso.
+Confira aqui a Chamada completa e os procedimentos de inscrição!
Acesse para mais informações: bit.ly/pgcacs
Informações e contato:
Priscila Barboza
Secretaria Acadêmica - Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Tel:(21) 2562-1419 / 2562-1201
Email: pglscacs@ioc.fiocruz.br
Avenida Brasil, 4.365, Pavilhão Arthur Neiva - Manguinhos
Cep: 21040-360 - Rio de Janeiro - RJ
A edição 103 da Revista Poli traz em sua matéria de capa a lei que criou o Sistema Nacional de Educação, o SNE, no final de 2025. Reivindicação histórica de movimentos sociais, organizações da sociedade civil, movimento sindical e associações acadêmicas, o sistema era tido como importante para organização da educação nacional, articulação da União, estados e municípios, e redução das crônicas desigualdades educacionais no Brasil. Segundo especialistas, a criação do Sistema Nacional de Educação é motivo de comemoração, mas lacunas deixadas pela lei causam apreensão. Para eles, sua regulamentação deve ser objeto de muito debate público e disputa política daqui para frente, e o desenrolar desse processo deve determinar a medida do sucesso – ou fracasso – do SNE.
Outro tema abordado pela publicação é a prevalência de um conjunto de doenças que se mantêm devido a um vácuo histórico de políticas sociais de diferentes ordens. . No mês em que se destacam duas datas centrais para a saúde pública — o Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, em 30 de janeiro, e o Dia Mundial Contra a Hanseníase, lembrado no último domingo do mês —, a reportagem traça um panorama temporal das Doenças Socialmente Determinadas, articulando dados oficiais, análises de especialistas e os relatos da escritora Carolina Maria de Jesus para evidenciar as permanências das desigualdades no país.
Na entrevista, a antropóloga e cientista social Jaqueline Muniz, professora e pesquisadora do bacharelado e mestrado em Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), debate a relação entre segurança pública e Saúde Coletiva. Muniz fala sobre a contradição entre redução nos números de mortes violentas intencionais no país, ao mesmo tempo em que crescem os homicídios em grupos específicos, como mulheres, crianças e adolescentes.
Também abordamos o avanço da chamada “pejotização”, seus desdobramentos no cotidiano dos trabalhadores e os impactos sobre os pilares do sistema de proteção social, em um debate que atravessa as redes sociais e chega ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Outra reportagem reforça a defesa da democracia, que se destacou como uma pauta emergencial durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), realizado entre 27 de novembro e 3 de dezembro, onde pesquisadores, estudantes, representantes governamentais, entre outros, responderam quais desafios emergenciais estão impostos para o campo da Saúde Coletiva.
Na seção ‘O que é, o que faz?’, saiba mais sobre a história, o funcionamento, e os desafios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, também conhecida como COP, cuja 30ª edição aconteceu em novembro de 2025 em Belém, no Pará.
A Revista Poli é uma publicação jornalística bimestral editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), unidade técnico-científica da Fiocruz. A assinatura pode ser feita de forma gratuita no site da Escola. Para baixar a nova edição da Revista Poli, acesse https://bit.ly/revistapoli103.
A CAPES/MEC firmou novos acordos de leitura e publicação com três importantes editoras científicas: a Association for Computing Machinery (ACM), a Springer Nature e a Elsevier. Essas parcerias representam um marco no processo de consolidação de políticas de apoio ao acesso aberto e na projeção internacional da produção científica brasileira, além de reduzirem barreiras financeiras e ampliarem a oportunidade para pesquisadores brasileiros.
As parcerias com a Springer Nature e a Elsevier garantem acesso irrestrito ao conteúdo de periódicos híbridos previstos nos respectivos contratos, que combinam artigos em acesso aberto e por assinatura. Elas também permitem que pesquisadores vinculados às instituições participantes do Programa de Apoio à Disseminação de Informação Científica e Tecnológica (Padict) publiquem seus artigos sob licenças abertas.
No caso da ACM, o contrato já está vigente e abrange tanto periódicos no modelo híbrido quanto no dourado (Fully Open Access), o que amplia as opções de publicação em diferentes modelos de acesso aberto. O acordo abrange 207 instituições e 73 títulos cobertos para pagamento da APC. Veja a lista completa aqui.
No caso da Springer Nature, a previsão de publicação é de 6 mil artigos por ano, provenientes de 414 instituições, publicados e disponibilizados em acesso aberto em 1.738 títulos. O contrato com a Elsevier contempla 434 instituições de ensino e pesquisa brasileiras, que poderão submeter artigos para publicação em 1.619 periódicos da Freedom Collection. Ambos os contratos estarão em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026.
Em breve, serão publicadas no Portal de Periódicos da CAPES, na área de Acesso Aberto – Pagamentos de artigos (APC), as páginas em português de cada uma das editoras com todas as informações do novo acordo e a lista de instituições e periódicos elegíveis. Cada editora possui suas regras para publicação, por isso o pesquisador precisa se atentar aos itens não cobertos, como por exemplo, páginas coloridas.
A CAPES ressalta que, para garantir a conformidade com as diretrizes, os autores devem atender aos seguintes requisitos:
Ter vínculo ativo com as instituições participantes do PADICT;
Possuir identificador ORCID cadastrado no sistema meusdados.capes.gov.br;
Submeter o artigo utilizando um e-mail institucional;
Selecionar, obrigatoriamente, a licença Creative Commons CC-BY no ato da submissão, conforme estabelecido pela Portaria nº 120, e suas alterações.
Com esses novos acordos, a CAPES reafirma seu papel estratégico na promoção do acesso aberto, na valorização da produção científica nacional e na democratização do acesso ao conhecimento. A iniciativa fortalece a presença do Brasil no cenário global da comunicação científica e contribui para uma ciência mais acessível, colaborativa e transformadora.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação CGCOM/CAPES)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura CGCOM/CAPES
De 19 a 23 de janeiro, estão abertas as inscrições para o curso internacional 'Ciência de dados e metodologias para a vigilância e o monitoramento ambiental e climático na perspectiva participativa de Uma Só Saúde', oferecido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Voltada para estudantes de pós-graduação, a capacitação vai apresentar metodologias de ciência de dados e abordagens participativas aplicadas à vigilância ambiental, climática, humana e animal, dentro do quadro da ‘Uma Só Saúde’. As inscrições devem ser realizadas através do Campus Virtual Fiocruz.
O curso é coordenado pelos pesquisadores Paulo Peiter, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e Victor Mose, do Centro de Conservação Africano (ACC), do Quênia.
Podem se inscrever estudantes de mestrado ou doutorado da Fiocruz e de instituições de países participantes do projeto de pesquisa internacional Mosaic (Quênia, Tanzânia, França, Portugal e Polônia).
São oferecidas 60 vagas, sendo 25 na modalidade presencial e 35 na modalidade remota.
As aulas serão ministradas em inglês, de 2 a 6 de fevereiro, das 9h às 13h, totalizando 20 horas de carga horária. As atividades presenciais ocorrerão na Sala A9, Pavilhão Leônidas Deane, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro (Av. Brasil, 4.365).
A atividade está ligada ao Projeto Mosaic, Laboratório de Doenças Parasitárias do IOC, Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical do IOC e Programa de Pós-graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)